Apresentação da lição em power point

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Liderança em tempos de crise. Plano de aula.

LIDERANÇA EM TEMPOS DE CRISE

SILÊNCIO = PRUDÊNCIA
JERUSALÉM – TERRA DE NINGUÉM
CONTRA A CARNE, SANGUE OU APATIA?
POBREZA INTERNA E A ZOMBARIA EXTERNA
OBSERVAÇÕES NOTURNAS REVELARAM MAIS

PROPOSTA DA LIÇÃO:
• Um copeiro do rei se entristeceu pela situação de Jerusalém?
• Na cidade avaliou a situação e os estragos. Estava procurando aliados?
• O “inimigo” tentou embargar a reconstrução por várias vezes;
• Prioridade de Neemias: reconstrução e não privilégios;
• Lema de Neemias: “Levantemo-nos e edifiquemos”;
• Todos se envolveram no trabalho. Do maior ao menor;
• A cidade estava destruída, mas ainda estava nos planos de Deus;
• Neemias esteve o tempo todo com o povo trabalhando;
• Cada um sabia o que fazer, não perdiam tempo.

INTRODUÇÃO
Neemias, abnegado e fiel servo de Deus, um articulador, um verdadeiro líder, destacou-se pelo seu elevado senso de organização, humildade e coragem. Chegou em Jerusalém e ficou sem silêncio, apenas observando com muita prudência a situação da cidade (2.12,16). Como havia sido enviado pelo rei e estava de posses das cartas, para comprovação, poderia ter revelado a todos a sua missão, fazendo prevalecer a autoridade que lhe fora concedida. Mas em quem confiar? Aquele ambiente era tão hostil.

Era uma crise sem precedentes, que para muitos não teria fim, pois os repatriados, da primeira e segunda turmas, ainda estavam desmotivados e não encontravam forçar para mudarem aquela situação. Nos dois primeiros retornos até estavam animados, mas foram obrigados a paralisarem as obras por um decreto real (Ed 4”21).

A crise atingiu os campos estrutural, político, social e espiritual. Era essencial e urgente a presença de um líder autêntico, que fosse capaz de reverter aquele trágico quadro. Este era o momento ideal para que um homem fosse levantado, de um longínquo e inesperado local, com poucos recursos materiais, apenas provido da capacitação de Deus.

a) Outras característica de Neemias, o líder completo;
• Corajoso, destemido, determinado, perseverante;
• Humilde, prudente, probo, cauteloso;
• Comunicativo, empático, motivador, participativo;
• Sábio, responsável, organizado, estrategista;
• Motivador, participativo, prospectivo;
• Discernente, homem de oração e temente a Deus.

I. AS CARACTERÍSTICAS DO LÍDER NEEMIAS
1. Um líder corajoso.
Quem dentre os homens da terra poderia demonstrar tamanha preocupação e amor por Jerusalém? Quantos não foram informados da situação e não tomaram nenhuma atitude? Justificativas para isto tiveram, pois estavam na segura, confortável e aprazível Babilônia. Para que olhar para trás? Enxergariam somente a miséria e destruição. Aos olhos de muitos, Jerusalém estava condenada a ruínas, em pouco tempo.

Neemias, pela sua posição e condição de servo, talvez tenha receado contar ao rei todo o motivo de sua tristeza, ou pelo menos deveria. Mesmo que fosse o mais otimista dos homens, jamais se imaginaria usufruindo de alguns minutos de uma audiência real, muito menos a possibilidade de expressar sua dor e lamento pela cidade de seus pais. Receber a permissão para viajar a Jerusalém com cartas de apresentação, salvo conduto e pedido de materiais, uma espécie de patrocínio, seria loucura de sua parte esperar, mas se confiasse inteiramente e unicamente em Deus, tudo isto seria possível. Neste momento o mundo contemplou o nascimento do grande líder que conseguiu encorajar os judeus a fazerem a obra de Deus (2:18).

A maior ousadia, a marca registrada no ministério de Neemias, foi o fato de ter conseguido fazer com que o rei Artaxerxes mudasse a sua visão política em relação a Jerusalém, pois ele reavaliou uma decisão antiga pela qual havia paralisado a reconstrução do templo (Ed 4:21). Somente um grande milagre de Deus para motivar tamanha reversão de decisão.

a) A ousadia e coragem de Neemias:
• Pediu para ser enviado com a missão de reconstruir Jerusalém (2:5). Neemias recebeu seu chamado de Deus, mas precisa ser enviado pelo rei;
• Pediu cartas de recomendação (2:7). Estava prevendo transtornos e problemas;
• Pediu provisão para a viagem (2:8);
• Proteção para a viagem (2:9). Ele foi não dispensou os oficiais do exército, tampouco os cavaleiros.

2. Um líder prudente.
Neemias sabia como agir e já havia traçado o seu plano. Como era sabedor da provável oposição e como não queria chamar a atenção, manteve-se em silêncio, somente observando com muita discrição e prudência. As suas observações noturnas revelaram algo bem mais assustador do que era visto durante o dia. Como era urgente e necessária aquela obra. Se não havia segurança naquela cidade a luz do dia muito menos nas trevas.

Mesmo sendo discreto em suas observações (2.16), os burburinhos já corriam entre os moradores. Talvez eles estivessem curiosos pela sua presença, mas em nenhum momento revelou o que Deus havia colocado em seu coração, somente o fez no momento oportuno (2.18).

a) Motivos do silêncio de Neemias:
• Não queria alarmar a cidade e os desmotivados judeus ou antecipar o seu plano aos inimigos;
• Certamente seria lembrado, por alguns, do fracasso de outros, que tentaram em vão, reconstruir os muros;
• Mesmo com a sua coragem, ousadia e certeza poderia ser desmotivado com estes comentários maldosos.

3. Um líder que sabia lidar com a oposição.
Se Neemias, em Jerusalém, tivesse permanecido em silêncio ou tivesse se conformado, como os demais, certamente Sambalate, Tobias e Gesém não teriam se levantado como ferrenhos opositores. Estes três perceberam que toda aquela preocupação do líder era porque, desde o início, sempre desejou o melhor para os habitantes daquela cidade (2.10). Este foi o estopim de toda a oposição. Se não houvesse uma atitude sabia por parte de Neemias, certamente todo o seu plano seria condenado ao fracasso.

a) Os estágios da oposição:
• O primeiro obstáculo para Neemias transpor seria a autorização do rei para que partisse em direção a Jerusalém. Este foi vencido à base de muita oração;
• Na chegada em Jerusalém, enquanto esteve em silêncio, a oposição manteve-se a certa distância, mas foi somente apresentar o plano da reconstrução e todos os inimigos se alvoroçaram. Zombaria (4”2), acusação de traição e crítica (2”19) foram as armas utilizadas;
• A oposição se ardeu em ira, se indignou e escarneceram dos judeus (4”1) no inicio dos trabalhos da reconstrução;
• Conspiraram, tentaram a infiltração para desanimá-los e para espalhar entre eles a confusão, mas não tiveram sucesso (4”7-11);
• Tentaram enganar Neemias com convites para tirar-lhe o foco dos trabalhos (6”1-5);
• Acusaram os judeus de traidores e Neemias de desejar ascender ao trono (6”7).

Sambalate, Tobias e Gesém tentaram de todas as formas impedirem Neemias de concluir o seu projeto. A intenção era paralisar a reconstrução, mas sempre ouviram do grande líder que Deus estava naquele negócio e que a obra não poderia parar. Aquela oposição não era motivada por razões políticas, como aparentava, mas sim religiosa.

II. ASPECTOS DA LIDERANÇA DE NEEMIAS
1. Neemias motiva seus liderados.
Quando chegou em Jerusalém, Neemias entendeu que a sua luta não seria contra a carne ou contra o sangue, pois a sua preocupação não deveria ser com aqueles que se levantariam em oposição ao seu projeto, mas sim com um inimigo pior, que deveria ser combatido e vencido, a apatia dos judeus.

Como um líder, já que não foi a toa o sentimento nascido em seu coração ainda na Pérsia, sentiu a necessidade de motivar o coração daquele povo para que se comprometessem com a obra (4.6). Todos os anos em que ficaram desprezados, solitários e sem esperanças foram suficientes para minar-lhes a fé, por isto era necessário que primeiramente se sentissem importantes no plano de Deus.

O sentimento patriota que Neemias intentava resgatar, na verdade era algo bem mais profundo, pois a sua preocupação não era apenas com a cidade, ainda que parecesse. A situação espiritual dos judeus e das suas futuras gerações. Os opositores imaginavam que a reconstrução visava apenas prover Jerusalém de proteção contra os ataques externos, mas na verdade Deus estava trabalhando naqueles corações enfraquecidos de forma a proporcionar, a todos, a oportunidade de adentrar as dimensões espirituais, que não seriam alcançadas caso continuassem naquele conformismo.

Para dar exemplo aos demais, Neemias renunciou a privilégios que tinha como governador (5:14) e conseguiu motivar o sumo sacerdote, os (3:1), os sacerdotes (3:22,28), os ourives (3:8,31) e todos os moradores da cidade que se envolveram na obra, deixando de lado suas desculpas, fraquezas e prioridades. Exceto os nobres de Tecoa que se recusaram a participarem da reconstrução do muro (3:5).

2. Neemias estabelece parcerias.
Desde o início dos trabalhos Neemias participou ativamente. Mesmo com a autoridade constituída de governador não ficou somente olhando e esperando o resultado. Ele sabia que deveria ser o exemplo para os demais. Como líder, sua intenção era mobilizar o povo para o mutirão. Ele sabia que não poderia levar a diante o seu plano se não tivesse a cooperação.

Neemias diagnosticou o problema, incentivou o povo, colocou a mão na obra e nomeou cada pessoa para o lugar certo. Os muros foram reconstruídos, as portas levantadas e a nação restaurada em cinqüenta e dois dias, mesmo diante das mobilizações contrárias.

3. Neemias prima pela organização.
Neemias organizou o trabalho de forma a envolver todos os moradores da cidade e desde o início primou pela organização. A escalação dos construtores foi estrategicamente elaborada a fim de tornar simultânea a obra.

Os trabalhadores foram distribuídos por toda a extensão do muro. Neemias sabia que o povo estava preocupado com possíveis ataques, por isto distribuiu cada um para que ficasse defronte as suas casas, pois assim caso houvesse algum imprevisto eles protegeriam suas famílias. Outro fator que motivou esta organização foi o acesso a água e alimentação. Com esta organização ele conseguiu eliminar a ansiedade, a preocupação e reafirmou a unidade do povo.

III. É HORA DE RECONSTRUIR
1. Uma cidade destruída.
Hanani, não havia mentido. Realmente a situação de Jerusalém era desesperadora. Em suas observações noturnas Neemias constatou a veracidade das informações. Insegurança, injustiça social, miséria, pobreza interna e zombaria externa. Tudo levava a crer que não haveria solução. Para alguns era cômodo permanecerem naquelas condições, pois imaginavam perigoso e desgastante remexerem nos escombros e poeiras deixado pelos babilônicos há um século e meio atrás. Eles também temiam pela zombaria.

Muitos contemplaram aquela situação, mas não tiveram coragem e liderança para a reconstrução. Neemias entendeu que bastava de choro e lamentações. Era preciso agir e rápido. A cidade estava desprotegida e havia se tornado uma terra de ninguém.

2. Dedicação total ao trabalho.
De fato ele percebeu logo de inicio que a tarefa não seria fácil. A cena, de destruição, por si só não seria motivo de desânimo, mas a situação do povo sim era capaz de desanimar qualquer um que tentasse algo naquela cidade. A tudo isto juntava-se ainda a ação dos inimigos que se levantaram após a proclamação de seus intentos.

Mas como Neemias conseguiu atrair a atenção dos judeus e como foi capaz de fazê-los sentirem a necessidade da mudança? Talvez outros, com intenções que não a de beneficiarem os judeus, tentaram em vão motivar os habitantes da cidade, mas faltou-lhe a autoridade, o envolvimento e comprometimento com a obra, que requereram de Neemias a dedicação integral, tornando-o um exemplo para o povo, que a principio não entenderam como ele se preocupou muito mais que os próprios habitantes da cidade.

A ação maior deveria partir deles, o desejo de mudança deveria nascer primeiro naqueles corações. Por isto que o sucesso desta obra não pode ser somente atribuído a Neemias, pois todos participaram e trabalharam em conjunto.

3. A divisão do trabalho.
Neemias elaborou muito bem o seu plano de trabalho, pois suas ações foram bem calculadas a fim de não deixar brechas para o inimigo que sorrateiramente estava bramando como leão ao derredor. Ele dividiu as tarefas, ensinou o povo a trabalhar com uma mão ao mesmo tempo que seguravam as armas na outra.

Envolveu todos os setores da sociedade judaica, religiosos, nobres, povo e trabalhadores para que nenhum pesasse sobre os ombros dos outros. O resultado foi a doação integral de cada judeu para reconstrução da cidade.

Naquele momento não havia espaço para divisões, pois estavam todos envolvidos na obra e não se preocupavam apenas com os seus interesses. Houve unidade em Jerusalém, talvez nunca vista antes, tamanha a grandiosidade e urgência. O grande construtor não foi Neemias, tampouco o povo, eles foram somente instrumentos, ferramentas (6”15-16).

CONCLUSÃO – OBJETIVOS DA LIÇÃO
Não é fácil ser líder e exemplo em tempo de crise, principalmente os inimigos e opositores estiverem ao derredor, bramando como leões.

1) Descrever: As principais características da liderança de Neemias.
• Coragem: quantos souberam da situação e não fizeram nada;
• Prudência: soube como agir e já havia traçado o seu plano;
• Sua relação com a oposição: agiu com sabedoria e confiou em Deus.

2) Compreender: Os aspectos gerais da liderança de Neemias.
• Motivação: todos foram motivados e se envolveram de coração na obra;
• Parcerias: diagnosticou o problema, incentivou o povo e trabalhou;
• Organização: escalou os construtores perto de suas casas.

3) Saber: Neemias possuía um plano bem elaborado.
• Suas ações foram bem calculadas para não deixar brechas para o inimigo;
• Envolveu todos os setores da sociedade judaica.

REFERÊNCIAS:
BARBOSA, Francisco A. Liderança em tempos de crise. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com/2011/10/4-trimestre-2011-licao-2-lideranca-em.html. Acesso em 04 out. 2011.

BARBOSA, José Roberto A. Liderança em tempos de crise. Disponível em:. Acesso em 26 set. 2011. http://subsidioebd.blogspot.com/2011/10/licao-02.html. Acesso em 04 out. 2011.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2003.

Estudantes da Bíblia. Liderança em tempos de crise. Disponível em: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2011/2011-04-02.htm. Acesso em 03 out. 2011.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Liderança em tempos de crise. Disponível em: http://luloure.blogspot.com/2011/10/aula-02-lideranca-em-tempos-de-crise.html. Acesso em 03 out. 2011.

Por: Ailton da Silva

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