Apresentação da lição em power point

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Hebraico – a língua morta

Seria possível a nossa língua portuguesa morrer?? Em pleno território brasileiro poderíamos ficar diante de uma outra língua que não a nossa? Fico imaginando o nosso velho, bom e difícil português morto e o Brasil adotando uma segunda ou terceira língua (inglês, francês, espanhol ou o tupi-guarani de vez). Um projeto de Lei federal instituindo outra língua e aposentando a nossa. Seria possível?

Retomo a discussão anterior em relação a facilidade mostrada pelos israelitas (outros povos também que foram conquistados, especialmente pelos gregos) em aprenderem novos idiomas, mesmo com o tempo dispensados pelos impérios ou pela convivência diária. A questão é que em todo estes séculos que viveram sem bandeira, hino, território, eles conseguiram manter a tradição, cultura e a língua, meio que as escondidas, mas conseguiram. No auge do movimento sionista eu creio que não encontraram muitas dificuldades para resgatarem todos os elementos culturais judaicos, mesmo que utilizaram professores, pois não teriam 100% de sucesso, alguns foram ensinados ou apresentados.

Em conversa com o Pastor Damásio Farias (Diretor do Seminário teológico de Pres. Prudente) ele disse que a facilidade era em virtude da necessidade. Pensando melhor eu cheguei a seguinte conclusão:

“ou vocês aprendem o nosso idioma ou morrem de fome, ficam sem trabalho ou isolados e em suas dificuldades”

Os impérios, épocas e circunstâncias ditavam as línguas e as necessidades israelitas as absorviam.

Paulo em sua defesa (At 26.14), quando narrava o seu encontro com Jesus afirmou ter ouvido em hebraico a sua chamada, por isto os seus acompanhantes não entenderam, haja vista terem dificuldades com o próprio idioma (em At 9.7 eles ouviram a voz, mas não viram, já em At 22.9 viram a luz sem ouvirem). Muitos não tinham acesso ao hebraico?

Naquela época o grego era a língua universal, enquanto que o latim, uma espécie de opção e o aramaico com seus dialetos eram supervalorizados diante do esquecido e morto idioma hebraico. Por isto os judeus ficaram espantados quando ouviram Paulo se defendendo em sua língua materna (grifo do pastor Damásio Farias, que corroboro em gênero, número e grau, alias já havia comentado isto na lição passada).

E olha que com todos os recursos e tecnologias existentes não somos aprendemos a segunda língua. Quantos que já tentaram e desistiram?

Por: Ailton da Silva

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