Apresentação da lição em power point

quinta-feira, 31 de março de 2011

plano de aula e resumo dos subsidios

“NÓS NEM AINDA OUVIMOS QUE HAJA ESPÍRITO SANTO” – AT 19:2C NÃO QUERO, IRMÃOS, QUE SEJAIS IGNORANTES” – I COR 12:1B ESPÍRITO SANTO - O FUNDAMENTO DA FÉ PENTECOSTAL


INTRODUÇÃO

”E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador” (Jo 14.16). Jesus ao afirmar que “outro” seria enviado, quis dar a idéia de alguém da mesma espécie, semelhante, porém diferente na operação e ministério. A Vinda do Espírito garantiu a continuidade do ensinamento de Jesus.

A tradição judaica ensina que o Espírito Santo voltou para Deus quando o Templo foi destruído na ocasião do exílio.

Um dos Seus grandes títulos é o CONSOLADOR (Jo 14.16,26; 16.7-13). Consolador significa “alguém chamado para estar ao lado”, indicando o ministério confortador do Espírito Santo. A palavra grega “Paracleto” significa: para = ao lado, e kaleo = chamar ou pedir. O espírito Santo hoje é o nosso Paracleto e Consolador.

Ele é chamado de Espírito Santo porque Sua obra principal é a santificação.

Um dos ensinos básicos das Escrituras, que o autêntico cristão nunca pode desconsiderar, é o de que o Espírito Santo (do hebracio Ruah Kadosh e do grego Hagios Pneumthos) é uma das Pessoas da Trindade que formam o Único e Soberano Deus (Jo 14.1,9,17; Mt 3.13-17). Por isto a Bíblia utiliza o pronome pessoal “Ele” para se referir ao Espírito Santo - Jo 16:8, 13-14. O próprio fala de si mesmo na primeira pessoa, empregando os pronomes “eu” e “me” - At 10:19-20; 13:2.

O Espírito Santo é chamado de:

• Espírito de Deus” (Rm 8.9);

• Espírito do Pai” (Mt 10:20);

• Espírito de Cristo” (Rm 8.9; 1Pe 1.11);

• Espírito de Jesus” (At 16.7).

Deus se revelou ao homem pela sua Palavra, igualmente fez o Filho durante o seu ministério terreno, mas o Espírito Santo ainda continua soando com um insondável mistério para a humanidade. Daí a razão para inúmeras especulações, estudos e interpretações errôneas, portanto sendo o Espírito Santo “Deus”, é impossível defini-lo ou descrevê-lo em Sua plenitude.

I. A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO

1) A doutrina do Espírito Santo:

Também chamada de Pneumatologia, que trata de sua deidade, seus atributos, obras e operações. O termo vem de pneuma (o ar, o vento).

O Espírito Santo nos remete a idéia de regeneração, recriação, vivificação, dinamismo, espiritualidade, santidade e santificação (João 6:63; Tt 3:5).

A principal função do Espírito Santo, na atual dispensação, é convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo (João 16:8), proporcionando ao pecador o novo nascimento.

2. O Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento.

No Antigo Testamento o período foi de preparação e espera. As verdades conhecidas então, eram verdades simples e dadas por meio de lições objetivas. Ocasionalmente, um patriarca ou profeta falava face a face com Ele. Naturalmente que o Espírito esteve ativo durante aquele período. Ele descia sobre os homens apenas temporariamente, a fim de inspirá-los para algum serviço especial, e deixava-os quando essa tarefa fosse cumprida, não permanecia com os homens, tampouco neles habitava.

O Antigo Testamento geralmente emprega o termo ‘espírito’ sem qualitativos, ou fala do ‘Espírito de Deus’ ou ‘Espírito do Senhor’ e utiliza a expressão ‘Espírito Santo’ somente em Sl 51.11; Is 63.10,11, enquanto que no Novo testamento esta veio a ser uma designação da terceira pessoa da Trindade. Em Is 48:16, as três pessoas da Trindade são mencionadas juntas.

Manifestações do Espírito Santo no Antigo Testamento:

• Capacitou Josué com habilidades de liderança e sabedoria (Nm 27:18; Dt 34:9);

• Deu poder aos juizes para libertar Israel de seus opressores (o Espírito do Senhor “veio sobre” Otoniel - Juizes 3:10, Gideão - Jz 6:34, Jefté -Jz 11:29 e Sansão - Jz 13:25; 14:6, 19; 15:14).

• O Espírito Santo veio poderosamente sobre Saul a fim de levantá-lo para a batalha contra os inimigos de Israel (1Sm 11:6);

• quando Davi foi ungido rei, “o Espírito do Senhor se apossou” dele daquele dia em diante (1Sm 16:13), capacitando-o para cumprir a tarefa de realeza para a qual Deus o havia chamado;

• O Espírito Santo dotou Bezalel com talentos artísticos para a construção do tabernáculo e de seu equipamento(Ex 31:3; 35:31) e com capacidade para ensinar essas técnicas para os outros(Ex 35:34);

• O Espírito Santo também protegeu o povo de Deus e capacitou-o para vencer seus inimigos, como no êxodo (Is 63:11,12) e mais tarde após seu retorno do exílio (Ag 2:5).

Manifestações do Espírito Santo no Novo Testamento.

Neste período da graça o Espírito Santo tem se manifestado não mais de forma individual e eventual, mas em toda a igreja e de forma atuante. Esta não pode viver sem Aquele. No início da Igreja, o Espírito Santo capacitou os discípulos de Jesus para vários tipos de ministério:

• No Pentecostes quase 120 pessoas foram batizadas com o Espírito Santo (Atos 1:15).

• concedeu poder aos primeiros cristãos para operar milagres à medida que eles proclamavam o evangelho (Estevão em At 6:5,8; e Paulo em Rm 15:19; 1Co 2:4);

• deu também grande poder à pregação da igreja primitiva de modo que, quando os discípulos eram cheios do Espírito Santo, proclamavam a Palavra com grande coragem (At 4:8,31;6:10; 1Ts 1:5; 1Pe 1:12).

O Novo Testamento termina com um convite do Espírito Santo e da igreja, que juntos chamam as pessoas à salvação (Ap 22:17). Na realidade o Espírito Santo continua a falar ao coração das pessoas a cada dia (Hb 3:7 e 10:15).


3) O Espírito Santo na atualidade:

O Espírito Santo da atual dispensação é o mesmo que atuou no Antigo Testamento.

No Antigo Testamento:

• O Espírito habitava no meio do povo (Ag 2:5), ou estava sobre alguém (Nm 11:17; Is 59:21);

• Antes, eram usados indivíduos (como Saul, Davi, etc.);

• Era temporário (Nm 11:25);

No Novo Testamento:

• está dentro de ou em nós (Ez 36:27; João 14:17).

• Ele usa um povo (1Co 6:19; Ef 2:22; Ap 3:6).

• em caráter permanente (João 16:7).

4) O Espírito Santo na vida de Cristo.

A Terceira Pessoa da Trindade é mencionada em diversas ocasiões da vida e ministério de Cristo.

• No nascimento. O Espírito Santo é descrito como o Agente Miraculoso na concepção de Jesus (Ma 1.20; Lc 1:35);

• No batismo. Por ocasião do batismo, o Espírito Santo desceu sobre Ele numa forma corpórea de uma pomba (Mt 3.16; Mc 1.10; Lc 3.22; Jo 1.32,33);

• No ministério. O ministério de Jesus foi marcado pela presença do Espírito Santo (Mc 1.12; Lc 4.18,19; At 10.38);

• Na morte. Nesse momento tão crucial, o Espírito de Deus não poderia estar ausente (Hb 9.14);

• Na ressurreição. O Espírito Santo foi o agente vivificante na ressurreição de Cristo (Rm 1:4; 8:11).

Em suma, podemos afirmar que Jesus foi concebido pelo Espírito (Lc 1:35); guiado pelo Espírito (Lc 4:1); ungido pelo Espírito (Lc 4:18; At 10:38); revestido com poder pelo Espírito (Mt 12:27, 28); ofereceu a Si mesmo pelos nossos pecados, pelo Espírito (Hb 9:14); foi ressuscitado pelo Espírito (Rm 8:11); e deu mandamentos por intermédio do Espírito (At 1:2).


II - A ASSEIDADE DO ESPÍRITO SANTO

1) A asseidade do Espírito Santo

Também chamada de sua independência, é aquela virtude segundo o qual Deus:

• existe por si próprio;

• não foi causado;

• não é dependente de outro ser fora de si;

• é um ser absoluto e puro;

• auto-suficiente, assim como são o Pai e o Filho;

• é diferente da criatura, pois é o Criador. Ele é enquanto a criatura existe;

• Ele é chamado Deus - At 5:3-4;

• Seu nome está ligado ao de Deus e ao de Cristo - Mt 10:20; At 16:7; Rm 8:9;

• Ele faz parte da Santa Trindade - Mt 28:19; II Cor 13:13; I Jo 5:7; Ef 4:4-6;

• Ele é chamado Senhor – II Cor 3:18;

A existência do Espírito Santo

A natureza e os atributos do Espírito Santo caracterizam-no como o ‘Espírito Eterno’, não tendo princípio e nem fim de existência (Hb 9:14).

Como vemos na declaração divina de Gn 1:27, na criação do homem toda a Trindade esteve envolvida. “Façamos o homem conforme à Nossa imagem, conforme à Nossa semelhança”. Bem diferente da criação dos outros animais e elementos da natureza, quando Deus somente ordenou, haja.

O Espírito Santo não se confunde nem com o Pai, nem com o Filho.

Ao investigarmos a doutrina da deidade do Santo Espírito, devemos observar que o Novo Testamento ensina a unicidade da divindade (1Co 8:4; Tg 2:19) e também revela a distinção de pessoas na divindade: o Pai é Deus (Mt 11:25; João 17:3; Rm 15:6; Ef 4:6); o Filho é Deus (João 1:1,18; 20:28; Rm 9:5; Hb 1:8; Cl 2:9; Fp 2:6; 1João 5:20); o Espírito Santo é Deus (At 5:3,4; 1Co 2:10,11; Ef 2:22).

O Pai, o Filho e o Espírito Santo são claramente distinguidos um dos outros na Bíblia (João 15:26; 16:13-15; Mt 3:16,17; 1Co 13:13), de tal forma que as três pessoas não se confundem umas com as outras.

2) Atributos incomunicáveis do Espírito Santo.

A Bíblia confere atributos e características ao Espírito Santo que indicam que Ele é Deus, já que se trata de qualidades exclusivas que as escrituras atribuem à Deus.

a) O Espírito Santo é onisciente – I Co 2:10,11.

O apóstolo Paulo ensina-nos que Deus sabe todas as coisas e se o Espírito Santo também sabe é porque Ele é onisciente. Somente Deus é onisciente, de forma que o que o texto está a nos dizer é que o Espírito Santo é Deus.

b) O Espírito Santo é onipresente - Sl 139:7-10.

O salmista diz-nos que não há como fugir da presença do Espírito do Senhor, pois Ele está em todos os lugares. Esta foi uma maneira das Escrituras nos revelarem que o Espírito Santo é Deus.

c) O Espírito Santo é onipotente - Lc 1:35,37; 1Co 12:11.

O Espírito Santo faz coisas impossíveis ao homem, pois nada Lhe é impossível. Não há limites para a operação do Espírito Santo.

Ao Espírito Santo são atribuídas obras exclusivas da Divindade:

No Antigo Testamento há afirmações referentes a Jeová que, no Novo Testamento, são atribuídas ao Espírito Santo (Is 6:8-10 comparar com At 28:25-27 e Ex 16:7 comparar com Hb 3:7-10).

Atributos humanos do Espírito Santo:

• Ele fala - At 13:2; Apc 2:7, 11, 17, 29; 3:6, 13, 22

• Ele testifica - Jo 15:23;

• Ele intercede - Rm 8:26-27;

• Ele guia e conduz - Rm 8:14 cf At 16:6-7;

• Ele ensina - Jo 14:26; 16:12-14; Ne 9:20;

• Ele clama - Gl 4:6;

• Ele dá testemunho – Jo 15:26;

• Ele chama homens e os comissiona – At 13:2; 20:28;

• Ele conhece as profundezas de Deus e no-las revelas - I Cor 2:10-11; Rm 8:27;

• Ele ouve - (Jo.16:13) - “...mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir”;


III. A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO

1) O Espírito Santo tem personalidade, ela é composta de conhecimento (habilidade para pensar - Rm 8 27; I Co 2:10,11 13; 12:8), emoções e vontade.

2) O Espírito Santo tem emoções – Ef 4:30

Habilidade para sentir (Is 63.10, Rm 15.30; Ef. 4.30). Somos admoestados a não entristecer o Espírito Santo.

• Ele tem alegria. Jesus se alegrou (Lc 10:21) e depois seus discípulos (1Ts 1:6).

• Ele tem ciúmes - Tg 4:5. Ele sente ciúmes do adultério moral (impureza), espiritual (idolatria), econômico (amor ao dinheiro) e político (paixão e esperanças políticas mais acentuadas em relação ao programa humano que ao Reino de Deus).

• Ele é bom - Ne 9:20;

• Ele ama - Rm 15:30;

• Ele se entristece (Sl 10:33; Is 63:10-11; Ef 4:30) quando: mentimos (At 5:3); blasfemamos (Mt 12:31-32); resistimos (At 7:51) ou quando extinguimos (I Ts 5:19).

O Espírito Santo tem Volição (vontade) - habilidade para escolher (At 16.6-11; 1Co 12.11). Reparte os dons liberalmente (1Co 12.11), Permite ou impede aquilo que desejamos fazer.


CONCLUSÃO

O Espírito Santo não é simplesmente uma influência benéfica ou um poder impessoal. É uma Pessoa, assim como o Pai e o Filho o são. Ele é chamado Deus (At 5:3,4) e Senhor (2Co 3:18). Quando Isaías viu a glória de Deus (Is 6:1-3), escreveu: “Ouvi a voz do Senhor… vai e diz a este povo” (Is 6:8-9). O apóstolo Paulo citou essa mesma palavra e disse: “Bem falou o Espírito Santo a nossos pais pelo profeta Isaías dizendo: vai a este povo” (At 28:25, 26).


fonte: ebdweb.com.br

Dinâmica - Quem é o Espirito Santo

Aproveitando o título da primeira lição, aplicarei a dinâmica da Irmã Sulamita (link nos meus favoritos), mas de uma forma diferente.

Como temos dificuldades de falarmos de nós mesmos, normal isto, minha idéia é de no meio da aula ou no fim, abrir alguns minutos para os alunos responderem, em apenas 2 palavras a seguinte pergunta:

- Para você quem é o Espírito Santo?

Vou reunir todas as respostas para reflexão da classe por alguns minutos.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Pastor Eliel Soares do Amaral


Hoje, 30/03, esteve pregando em nossa Igreja o missionário Pastor Eliel do Amaral Soares, que está em cooperação no Brasil durante os meses de março e abril. Trancrevo na integra apenas alguns pontos da pregação:


Mensagem: Isaias 64"4

título: Deus usa metodos e coisa insignificantes - Deus altera a ordem das situações - Deus provém quando os recursos se esgotam ou acabam.


a) Jesus cuspiu e misturou a saliva na terra, pois desta matéria Ele entende bem, o homem veio do pó e como ele era um cego de nascenca, Jesus restaurou o olho, cilio, a menina dos olhos, o globo ocular, etc

b) Jó pediu para que perecesse o dia que ele nasceu e pereceu, sumiu do mapa (ele citou a falta do dia 30 de fevereiro)

c) Elias foi sustentado por corvos. Israel estava enfrentando uma seca terrível e os corvos foram tranquilamente para entregarem a encomenda a Elias. Sequer foram pertubados pelos famintos israelitas, agora se em vez de corvos Deus tivesse enviado patos, cisnes, pombos ou outra ave que pudesse saciar a fome de alguém, certamente seriam abatidas e não chegariam com a provisão até Elias. Corvos eram sinal de mau presságio, todos corriam deles.

Bem que fomos avisados: "Vale a pena sentar e ouvir este homem falar de Deus", vale a pena mesmo.

Pentecoste, fogo que não se apaga

Acabei de ler este livro, ontem (29/03), queria ter lido antes das lições do trimestre anterior, mas ainda dá para citá-lo nas próximas. Separei 15 citações.

Pentecostes : o fogo que não s apaga / Hernandes Dias Lopes.São Paulo: Editora Candeia, 1999.


1 O dr. John Stott, considerado um dos maiores exegetas bíblicos do século XX, disse que "antes de mandar a igreja para o mundo, Cristo mandou o Espírito para a igreja. A mesma ordem precisa ser observada hoje". Não há missão sem capacitação. Não há pregação sem poder. Não há avivamento sem derramamento do Espírito.


Leonard Havenhill, em seu livro Por que Tarda o Pleno Avivamento?, conta a experiência de um pastor que pregou uma tabuleta na porta da sua igreja: "Esta igreja passará por um avivamento ou por um sepultamento".



2 Porque o pentecoste é necessário hoje?


Por causa do baixo nível espiritual do povo de Deus.


A igreja via de regra tem crescido para os lados, mas não para cima nem em profundidade.


Ela tem sido muitas vezes superficial, rasa, imatura e mundana.


Tem extensão, mas não profundidade.


Tem números, mas não vida.


É grande, mas não causa impacto.


Ela cresce, mas não amadurece.


Tem quantidade, mas não qualidade.


É como a igreja de Sardes: tem nome de que vive, mas está morta (Ap 3.1).


Há um vácuo, um hiato, um abismo entre o que os crentes professam e o que vivem, entre o que falam e o que fazem. A integridade e a santidade não têm sido mais o apanágio da vida de muitos crentes. Eles estão caindo nos mesmos pecados vis que condenam nos ímpios.



3 Quando a sã teologia é abandonada, a conduta entra em colapso. A teologia é mãe da ética. A teologia determina a ética. O homem é resultado da sua fé. Como ele crê no seu coração, assim ele é. Antes da vida vem a doutrina. A doutrina determina a qualidade de vida.


Não há santidade fora da verdade. Não há cristianismo autêntico se na sua base não está a Palavra de Deus. Uma igreja apóstata não pode gerar crentes genuínos. Uma igreja em crise espiritual gera crentes trôpegos e doentes.



4 Há também aqueles que, à semelhança dos crentes de Efeso, são ortodoxos, mas perderam o calor espiritual, abandonaram o primeiro amor.


Guardam doutrinas certas na cabeça, mas são gelados na vida espiritual.


São ortodoxos de cabeça e hereges de conduta.


São zelosos em observar os rituais, mas condescendentes ao pecado.


São observadores externos dos preceitos de Deus, mas cheios de podridão por dentro.


Vão à igreja, mas não entram na presença de Deus.


Cantam hinos, mas não adoram a Deus.


Fazem longas orações, mas desconhecem a glória de entrar no Santo dos Santos da intimidade com o Senhor.


Jejuam, mas não se humilham na presença do Todo-poderoso. Não têm temor de Deus no coração.


Acostumaram-se com o sagrado, já não sentem mais deleite na Palavra nem alegria na vida de oração, perderam a visão da obra de Deus, por isso já não têm mais paixão pelas almas. Vivem um cristianismo árido, estéril, apenas de fachada e aparência.



5 Nunca na história houve uma explosão tão grande de fogo estranho como no tempo em que vivemos. A humanidade está ávida por novidades. Tudo o que oferece resposta imediata à sua necessidade, o homem está buscando. Caímos na malha de um pragmatismo demoníaco.


As pessoas hoje não estão interessadas na verdade, mas naquilo que funciona.


Elas não buscam o que é certo, mas o que dá certo.


Não se interessam pela integridade, mas por resultados.


Não buscam caráter, mas carisma.


Não querem santidade, mas sinais.


Não são atraídas pela cruz, mas por milagres.


Não buscam negar-se a si mesmas e cada dia tomar a cruz e seguir Jesus, mas correm atrás de um falso anestésico que lhes acalme a dor do agora.


Não buscam com agonia de alma o arrependimento, mas o conforto.


Não se interessam em mudar de vida, estão atrás de lucro.


Não buscam a cidade cujo arquiteto e fundador é Deus, querem impérios neste mundo mesmo.


Não se importam com o fogo do inferno, desde que consigam apagar as chamas do sofrimento que lhes incomoda agora.



6 Cumprimento da promessa do Pai -Lucas 24.49. O Pentecoste é o cumprimento de profecias claras e inconfundíveis. O Deus fiel, que não pode negar a si mesmo e que vela pelo cumprimento de sua Palavra, prometeu derramar do seu Espírito sobre toda a carne (Jl 2.28). Obviamente não se está falando quantitativamente em "toda a carne", mas qualitativamente.


O Pentecoste transpôs a barreira sexual, pois o Espírito foi derramado sobre filhos e filhas, homens e mulheres. Deus devolveu à mulher sua dignidade original.


O Pentecoste quebra a barreira do preconceito etário: o Espírito desceu sobre jovens e velhos. Não há idade sagrada nem há idade problemática. Todos podem experimentar a vida abundante de Deus. O velho pode ter ideais e sonhos, e o jovem pode ter visões e discernimento.


O Pentecoste rompe o preconceito social, pois o Espírito foi derramado sobre servos e servas. Não há aristocracia espiritual. Não há dinastia sagrada. Não há estratificação social no Reino de Deus. Até mesmo os mais simples e humildes são contemplados com a qualidade superlativa da vida cheia do Espírito.



7 Resultado de uma espera obediente - Lucas 24.49 "...ficai em Jerusalém...". A ordem de Jesus estava dada e não podia ser mudada, adiada ou desobedecida. Os discípulos deviam permanecer em Jerusalém.


Talvez o último lugar que gostariam de ficar fosse a cidade de Jerusalém, que significava fracasso e queda na vida deles. Jerusalém representava vergonha e opróbrio na história deles. Ali suas expectativas e sonhos foram sepultados. Ali um espectro de dor se apoderou da alma deles. Mas Jesus mostra que o cenário do fracasso deve ser o lugar da restauração.


Onde há obediência, há bênção; onde a palavra de Jesus não é levada a sério, há maldição. Obedecer é melhor que sacrificar. Aquele não era tempo de sair, era tempo de ficar. Aquele não era momento de fazer missão, mas de introspecção. Há ocasiões em que o que Deus espera de nós não é atividade, mas autoavaliação.


Deus está mais interessado no que somos que naquilo que fazemos. A nossa vida é mais importante que o nosso trabalho. Quando Jesus chamou os apóstolos, antes de enviá-los a pregar e a expulsar demônios, designou-os para que estivessem com ele. Agora, antes de derramar sobre eles o Espírito, capacitando-os para o cumprimento da missão, ordena-os a ficar em Jerusalém.



8 Pastores indolentes não sabem o que é agonia de alma, nem jamais experimentaram o que é lutar com Deus em oração como Jacó.


E. M. Bounds disse no seu clássico livro O Poder através da Oração que "homens mortos tiram de si sermões mortos, e sermões mortos matam".


Lutero, o grande reformador alemão, já dizia que "sermão sem unção endurece o coração".


C. H. Spurgeon dizia que toda a sua vasta biblioteca nada era diante do altar sagrado de sua sala de oração.


Abraão Kuiper, grande teólogo, educador e político holandês, afirmou que, "se pastores não forem homens de oração e não honrarem o Espírito Santo em sua vida e ministério, darão aos seus rebanhos pedra em vez de pão".


É verdadeiro o refrão que citamos em nossas igrejas: "Muita oração, muito poder; pouca oração, pouco poder; nenhuma oração, nenhum poder". Na verdade, bancos vazios de oração fazem púlpitos sem poder.



9 C. H. Spurgeon, ao pregar sobre o texto de Atos 1.14, disse: "Como esperar o Pentecoste se nem ainda fomos despertados para orar? Primeiro, vem a igreja toda, unânime, perseverando em oração, só depois vem o Pentecoste".


Martyn-Lloyd Jones afirmou que "o Pentecoste é derramado sobre algo que está pronto. A unção do Espírito derrama-se sobre a preparação. Elias erigiu um altar, em seguida cortou a lenha e arrumou-a sobre o altar. Então, matou o novilho, cortou-o em pedaços e colocou-os sobre a lenha. Tendo feito tudo isso, orou para que descesse fogo; e o fogo desceu.


Essa é a ordem das coisas". Na hora em que nossa vida estiver preparada, o fogo de Deus descerá sobre nós. Quando o caminho de Deus for preparado e os vales forem aterrados, os montes nivelados, os caminhos tortos endireitados e os escabrosos aplainados, então toda a carne verá a salvação de Deus. É quando a igreja cai de joelhos em oração perseverante e unânime, que o fogo do Espírito cai sobre a igreja. É depois que a igreja acerta a sua vida, que o cumprimento da promessa se concretiza.



10 O Espírito veio em forma de vento para mostrar a soberania, a liberdade e a inescrutabilidade do Espírito. O Espírito, assim como o vento, sopra onde quer, da forma que quer, em quem quer. Ninguém pode cercar ou deter o vento. Ele é misterioso. Ninguém sabe donde ele vem nem para onde vai. Seu curso é livre e soberano.


Deus não se submete à agenda dos homens. Ele não se deixa domesticar. Ele não pode ser pressionado. Ele é Deus. Está no trono e faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade. O Espírito veio em forma de línguas de fogo. O fogo ilumina, purifica, aquece e alastra. Jesus veio para lançar fogo sobre a terra.



11 A igreja precisa pregar não apenas aos ouvidos, mas também aos olhos. Precisa não apenas proferir belos discursos, mas também viver em santidade. Não basta que as pessoas ouçam de nós belos sermões, elas precisam ver vida santa.


O diácono Filipe, ao chegar à cidade de Samaria, viu ali um grande avivamento, e as multidões atendiam, unânimes, às coisas que ele dizia. Mas por quê? Qual era a razão da eficácia do ministério de Filipe? É que Filipe falava e fazia. Ele pregava e demonstrava. Ele pregava aos ouvidos e também aos olhos (At 8.6).


Quando João Batista enviou seus emissários para interrogar a Jesus se ele era de fato o Messias, o Mestre mandou lhe dizer: "... Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho" (Mt 11.4,5).


Quando o paralítico abordou a Pedro e João na entrada do templo, eles não fizeram um discurso, mas disseram: olha para nós (At 3.4). A vida da igreja precisa falar mais alto que o seu discurso. Onde não há vida, a palavra é desacreditada, o discurso é vazio e inócuo. Sem santidade não existe pregação eficaz. Sem santidade não existe ministério ungido. Sem santidade não podemos ser boca de Deus (Jr 15.19). Sem santidade o bastão profético em nossas mãos não tem nenhum valor, como aconteceu no caso de Geazi (II Rs 4.31).


A Palavra de Deus é verdade em nossos lábios, quando vivemos na presença de Deus e fazemos a obra de Deus no poder do seu Espírito (I Rs 17.1,24).



12 Poder para perdoar (Atos 1.8). Havia uma rivalidade histórica entre judeus e samaritanos. Inimigos irreconciliáveis, eles não se toleravam. Os judeus consideravam os samaritanos combustível para o fogo do inferno.


Se uma jovem judia se casasse com um jovem samaritano, a família oficiava simbolicamente o seu funeral. Um judeu não podia comer pão na casa de um samaritano, pois o pão do samaritano era considerado imundo. A hostilidade entre eles era profunda.


Pelo fato de Jesus não ter sido bem recebido em Samaria, Tiago e João, os filhos do trovão, quiseram que fogo do céu caísse sobre a cidade para destruir os seus desafetos. A mulher samaritana fez questão de relembrar a Jesus que um judeu não deve pedir um favor a um samaritano, muito menos um samaritano ajudar a um judeu.


Quando Neemias, após os 70 anos de cativeiro babilônico, retornou a Jerusalém para reconstruir os muros da cidade, os samaritanos tentaram de diversas formas impedir a sua reconstrução. Era o ódio que aflorava. Eram os ranços de um passado mal resolvido. As feridas abertas ainda não haviam sido curadas. Os ressentimentos históricos fervilhavam como as lavas de um vulcão em erupção.


Os samaritanos eram judeus mestiços, parentes próximos do mesmo sangue. Foram o produto de um caldeamento de raças, levado a efeito pelo rei da Assíria, Sargão II, que, ao conquistar Israel em 722 A. C, levou o povo de Israel para o cativeiro, e os demais que ficaram na terra foram misturados com outros povos que o rei estrategicamente enviou para a região, a fim de enfraquecer o zelo nacionalista do povo. Dessa mistura racial, surgiu o povo samaritano. Com isso, aprendemos que, quanto mais fortes e estreitos são os laços, mais profunda é a ferida quando se instala uma crise de relacionamento.


A decepção torna-se mais amarga quando somos traídos por alguém que outrora nos devotou fidelidade. Jesus já havia quebrado a barreira da inimizade passando por Samaria na itinerância do seu ministério. Ele rompeu com todos os preconceitos que separavam esses dois povos pelo muro da inimizade. Agora, ao fazer a promessa do derramamento do Espírito, diz que a igreja receberia poder para testemunhar também em Samaria.


Talvez fosse o último lugar a que um judeu gostaria de ir. Talvez fosse a última escolha para uma empreitada missionária. Mas, onde chega o Pentecoste, as barreiras do ódio são desfeitas. Onde o Evangelho prevalece, acabam-se as guerras frias, curam-se as feridas, restauram-se as relações quebradas e estabelece-se a comunhão. A ordem de Jesus não é para incendiar a Samaria, como antes queriam Tiago e João, mas para testemunhar a ela a mensagem suprema do amor de Deus e da salvação em Cristo.


Só recebendo poder do Espírito, podemos perdoar. Precisamos de poder para amar como Jesus amou. Precisamos de poder do Espírito para não deixar que a peçonha venenosa do ressentimento azede a nossa vida. Precisamos do Pentecoste para amarmos a quem nos odeia, para levarmos vida a quem deseja a nossa morte, para abençoarmos a quem nos amaldiçoa. Precisamos do revestimento de poder para transformarmos os nossos inimigos em amigos, para conquistarmos as pessoas que nos ferem pela força irresistível do amor incondicional.



13 Numa tribo indígena, um jovem se preparava para ser o cacique. Era moço inteligente, ágil e com forte espírito de liderança. Seu corpo atlético e hercúleo faziam dele a esperança de toda a tribo. Entretanto, uma doença indomável e avassaladora estiolou as suas forças, minou o seu vigor e tirou o brilho dos seus olhos.


Toda a tribo, aflita, buscou os recursos disponíveis para salvar a vida do futuro cacique. Mas foi tudo em vão. A doença não retrocedia. O jovem, então, com o corpo surrado pela doença, os olhos perdidos no infinito e a certeza da morte iminente, aproximou-se de sua velha mãe e perguntou-lhe: "Mamãe, para onde eu irei quando morrer? O que será da minha alma?". A mãe aflita respondeu: "Meu filho, eu não sei".


Os dias se passaram, e o jovem, agora com o corpo macérrimo e olhar baço, já no colo da mãe, com a voz fraca, perguntou-lhe: "Mamãe, estou morrendo. Para onde vai a minha alma? O que será de mim quando eu morrer?". A mãe, chorando, apertou-o contra o seu peito e disse: "Meu filho, eu não sei, eu não sei".


O jovem, não resistindo à enfermidade, morreu sem saber para onde ia. Meses depois, chegou àquela tribo um missionário pregando o Evangelho, falando sobre o céu, a vida eterna e a certeza da salvação. Enquanto o missionário pregava essas boas novas de salvação, saiu de uma palhoça uma mulher idosa, com o rosto sulcado de dor e os olhos inchados de tanto chorar; ela correu em direção ao missionário, agarrou-o pelos braços, sacudiu-o violentamente e gritou:


"Por que você não veio antes? Por que você não veio antes?". Era a mãe do jovem que morrera sem saber para onde ia.


É muito frustrante chegar atrasado. É doloroso chegar tarde demais.



14 Poder para experimentar o extraordinário no cotidiano (Atos 3.6).


Os apóstolos não agendavam os milagres.


Não marcavam cultos de libertação e cura.


Não havia previsibilidade antecipada.


Não agiam como secretários do Espírito Santo, tentando controlar e manipular a sua agenda.


Eles não faziam propaganda dos sinais.


Não colocavam faixas anunciando a presença de homens poderosos.


Não faziam exposição de seus dotes espirituais.


As coisas aconteciam dentro da liberdade e da soberania do Espírito.


Eles não desviavam os olhos do povo para a igreja, nem não trombeteavam suas próprias virtudes.


Enfeixavam todos os holofotes sobre Jesus.


Os apóstolos não comercializavam o poder.


Eles não viviam encastelados em torres de marfim, empoleirados no topo da fama.


Eles não barganhavam nem mercadejavam a Palavra.


Não exploravam o povo em nome da fé.


Não extorquiam os neófitos usando de artifícios para vender seus produtos religiosos.


Eles não forjavam milagres.


Eles não trapaceavam.


Eles não faziam alaridos para chamar a atenção para si mesmos.


Os apóstolos não usavam expedientes escusos para crescer.


Não prometiam riquezas, prosperidade e saúde.


Não faziam promessas ao povo de benesses terrenas e temporais, com vistas a atrair multidões.


Eles não pregavam um evangelho fácil.


Traziam no corpo os vergões dos açoites, a história das prisões e a privação financeira.


O poder deles não era a opulência financeira.


A influência deles não era a mobilização política.


Eles eram homens revestidos com o poder do Espírito. Por isso, Pedro pôde dizer ao paralítico: "Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!" (At 3.6).


O primeiro milagre foi levantar o que estava prostrado. O Espírito Santo desceu para levantar o homem caído.



15 "...Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando?" (At 2.7). Esta observação está vazada por uma atitude soberba de profunda discriminação. A Galiléia era considerada pelos judeus ortodoxos uma terra pagã. Era chamada a Galiléia dos gentios, terra de trevas, terra de gente ímpia, atrasada, pobre, doente e marginalizada. Foi por isso que Natanael disse a Filipe acerca de Jesus: "Porventura, de Nazaré (que fica na Galiléia) pode sair alguma coisa boa?".


Deus chama as coisas fracas deste mundo para envergonhar as fortes. Ele enche do seu Espírito galileus, para com eles revolucionar o mundo. Todavia, apesar do preconceito quanto à origem, ao berço, à formação e ao status daqueles que estavam falando das grandezas de Deus, não foi possível negar a realidade insofismável de que algo extraordinário estava acontecendo.


No Pentecoste acontece o contrário do que se deu na Torre de Babel. Lá as pessoas falaram e houve confusão das línguas. No Pentecoste, os crentes falaram e houve entendimento, cada um na sua língua materna (At 2.8,11). Onde reina o Espírito de Deus, aí há entendimento e não confusão.

terça-feira, 29 de março de 2011

bolsa de estudo - pneumatologia

como este trimestre tratará essencialmente sobre a Pneumatologia, nada mais justo dizer aos irmãos que estaremos nestes três meses estudando uma das disciplinas da Teologia sistemática.


A julgar pelo preço das revistas, vamos dizer a igreja que eles terão uma bolsa de estudo para conhecer de perto esta doutrina (para aqueles que ainda não fizeram algum curso básico de teologia, para os que já fizeram será uma revisão).


Enquanto os herdeiros do céu dormem, aos domingos de manhã, pois trabalham a semana inteira e acordam cedo, os herdeiros da terra estão aprendendo e saindo às ruas para arrebanhar o povo.

aula inaugural

O interessante seria uma aula inaugural, diferente, mas dentro dos nossos padrões, para abordarmos o assunto em questão, sem nos aprofundarmos muito já na primeira aula, mas também não dá para ficar somente no blá, blá, blá.

O assunto da primeira lição, se pegarmos, pegando mesmo, seriam necessárias várias aulas, pois são muitos os assuntos que ela nos dá brecha, tais como:

a) definição;
b) atributos Divinos;
c) atribuição principal (convencer o pecador);
d) caracteristicas humanas que comprovam ser o Espírito Santo uma pessoa;
e) formas de atuação;
f) diferenças entre os ministérios do Filho e do ES;
g) "o outro", como seria este outro consolador que Jesus enviaria;
h) manifestações do ES no AT e no NT;
i) comparações de atuação do Pai ou do Filho no AT que depois foram atribuidas ao ES no NT;
j) os ensinamentos errados que encontramos neste mundo afora entre outras tantos.

domingo, 27 de março de 2011

Meu Deus que coisa linda é esta na contra capa da revista


Revista "Boa Semente"

Direção de Samuel Nystrom

Redação e oficina: Travessa 8 de janeiro 75 - Belém - PA

suplemento, 1º trimestre de 1926, lição do dia 03/01/1926

Texto aúreo: João 1"14

algumas pontuações - pós aula - lição 13

O centurião e o soldado que vigiou Paulo não se decepcionaram com ele, nem mesmo nas piores horas, como no naufrágio, pois ele se manteve integro e senhor da situação. Poderia ter menosprezado o navio ou o capitão, já que era um missionário renomado.


No meio do naufrágio disseram ao marinheiro que estava no leme "largue e deixe que o outro capitão assume o comando", mas que outro capitão? o navio estava aos cuidados do Capitão dos capitães, por isto não aconteceu nada com os 276 ALMAS.


Não comeram durante a tempestade, mas é nesta hora que, nós. devemos comer, nos alimentar, sentar, descansar e esperá-la passar. Nas tribulações devemos recobrar o nosso animo, justamente pela Palavra. Paulo comeu, descansou, tomou o pão, partiu e comeu e depois ofereceu aos outros, Deus meu! Por isto que ele disse: "porque eu recebi do Senhor o que vos ensinei". Como tem gente que não acredita que esta viagem também foi missionária. E em termos de abragência, público alvo, ela foi a maior de todas, me arrisco a dizer isto.


Ninguém poderia sair do navio, caso contrário não seriam salvos (meu Deus). Se saíssem do navio morreriam, deveriam ficar, sob os cuidados de Paulo. Quando fosse a hora certa Deus determinaria que saissem. O Centurião determinou que os que soubessem nadar fossem adiante e o restante iriam nos destroços. Nesta hora apareceram os murmurados dizendo: "Quero ver se o Deus que Paulo prega vai salvar todos, ele disse que todos se apresentariam em Roma. Agora vão fugir, o que sairem nadando fugirão". Depois de algum tempo estavam TODOS reunidos na praia, TODOS. O certo é que prisioneiro, por mais criminoso que fosse, não fugia, quando tinha um apostolo por perto, mesmo se as portas estivessem abertas ou se estivessem em alto mar.


Que pastor, que missionário é este que está chegando aprisionado? E que missionario é este que não sai de casa para fazer a obra? As almas iriam até ele. Quando chegou em Roma viu a idolatria. Deve ter se desesperado ao ver que não poderia correr por conta própria, estava a mercê de Deus.


Moisés viu a Terra prometida, mas não entrou, Paulo viu Roma, mas não pode sair de sua casa, constantemente.


Jonas foi jogado no mar e todos foram salvos. Paulo não deixou ninguem se jogar ao mar e todos foram salvos.


Atos 1"8 - cumprido a risca:
em Jerusalém - os apostolos foram as testemunhas
em toda a Judéia - a igreja dispersa Atos 8
em Samaria - a igreja dispersa Atos 8
nos confins da terra - esta tarefa (de fazer o Evangelho chegar em todo mundo) ficou a cargo justamente do homem que fez de tudo para impedir o crescimento da Igreja em Israel.

"Meu Deus e meu Pai, continue trabalhando na vida da tua igreja, mesmo que pareça estranho, ilógico, mas continue e aumente nossa fé para esperarmos de Ti e confiarmos ainda mais, mesmo nos improváveis, nas angustias, como foi no naufrágio do teu missionário, parecia que tudo estava dando errado ou que ele não estava nos teus caminhos, mas era o Senhor que estava trabalhando e muito. Abençoe a todos os leitores em nome de Jesus".

sábado, 26 de março de 2011

Obrigado Roma!

Deus já havia feito com o Egito (por duas vezes), quando eles sustentaram os filhos de Jacó por muito tempo e deram a eles a melhor parte de seus território, a melhor terra (Deus faz mais do que imaginamos). Depois os egpcios, sem perceberem, prepararam Moisés, em todos os campos, para a grande missão de retirar os hebreus do Egito.

Agora era Roma, que pensando estar reprimindo, contribuiu para o cumprimento das ordens de Jesus, "sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da Terra". Destes 4 lugares faltava somente os confins da Terra. OBRIGADO ROMA.

Roma, acolheu e abriu as portas para o maior missionário que Deus já usou neste planeta, homem converso, corajoso e que gostava do que fazia. A sua dedicação e amor as almas contribuiu para que o Evangelho se espalhasse pela Europa e chegasse a todos os cantos da Terra.

Paulo sabia que precisava ir, sabia que não seria fácil, mas a fé era tremenda. Deus o honraria novamente, como assim o fez. Mesmo vigiado e boa parte do tempo impedido de sair, como nas viagens anteriores, alcançou muitas vidas, que se entregaram a Jesus. Como entender isto? Lógica e improvável, Deus trabalha desta forma. Mesmo não precisando da figura física do missionário a Palavra correu mundo a fora.

Obrigado CPAD por este trimestre, que fora revelação de Deus para os nossos corações e creio avivou muitas igrejas, inclusive a nossa, que já está nas ruas pregando a Palavra.

Até a próxima lição. Movimento Pentescostal

VÍDEO - EVANGELHO PROPAGADO NO MUNDO - LIÇÃO 13

vídeo demonstrando a propagação do Evangelho. Quem tem boca VAIA mesmo Roma.


O dia vem, a clarear
Já fugiu a noite, brilha a luz dalém;
Um grito soa: Aprontar!
Jesus, em breve, vem!

Como um vento forte, ruge sobre o mar,
Soando se a mensagem, que do céu provém;
Esta é a nova, que alegria traz;
Cristo, em breve vem!

Ó povos, tribos e nações
Que escravizados no pecado estais,
Ó preparai os corações!
Oh! Porque demorais?

Da morte queira acordar;
Trevas e pecados, à luz, hão de fugir;
Em breve iremos encontrar
Cristo, que há de vir.

“Cristo, em breve, vem!”

sexta-feira, 25 de março de 2011

plano de aula e resumo dos subsidios - lição 13


PAULO – EMBAIXADOR DO REI DOS REIS EM ROMA
QUEM TEM BOCA VAIA ROMA


INTRODUÇÃO:
Paulo tinha certeza que deveria pregar o Evangelho na capital do império romano (At 23:11 e 27:23-25), mas diante das inúmeras barbáries, perseguições, apedrejamento, sofrimentos, angustias, solidão, era de se esperar que em Roma fosse pior, mas foi justamente o contrário. Friso que as vezes esperamos algo de Deus através da lógica, Ele age no improvável e quando exercitamos nossa fé no improvável Ele age na lógica.

Como poderíamos imaginar que Paulo tivesse regalias, privilégios e até mesmo um conforto e segurança, justamente em terras pagãs e idolátras.

Mas, porque Paulo não apresentou a Igreja de Antioquia, recordista em missão, a sua vontade e um plano para evangelizar Roma? Ainda mais por saberem que existiam lá cristãos sedentos por doutrinação.

A igreja de Antioquia estava colhendo os frutos de sua visão missionária, estavam debaixo da graça de Deus, assim como Jerusalém, quando soube da fundação da primeira igreja gentílica, fruto dos apóstolos. Agora Paulo teria que continuar sua missão sem lastro, convênio, convenção, sem ajuda, sem companheiros. A única certeza que tinha era que o plano com a rota já estavam traçados pelo responsável por toda a obra missionária da igreja primitiva, o Espírito Santo de Deus, tanto que antecipou ao missionário a sua nova missão.

Esta viagem para Roma, foi ou não foi, de fato a 4ª viagem missionária?

I - A VIAGEM DE PAULO A ROMA
De Cesareia a Roma
Ao chegar a Jerusalém, após sua terceira viagem missionária, o apóstolo Paulo foi preso no Templo. Foram três as acusações:
· Sedição - levantar o povo contra o governo.
· Heresia - causar divisões religiosas mediante a pregação de falsas doutrinas.
· Sacrilégio - a profanação do Templo.

Paulo permaneceu prisioneiro de Felix em Cesaréia, até que este foi substituído por Festo. Durante o julgamento o Apóstolo apresentou sua defesa, destacando o processo de sua conversão à fé cristã. Neste momento podemos enxergar a vontade e as mãos de Deus agindo na vida de Paulo, que apelou para César, regalia concedida por ser um cidadão romano, ou seja, ele viu nesta situação a possibilidade de viajar a Roma a fim de pregar o Evangelho, tanto que Agripa II admitiu que ele poderia ter sido liberto se não tivesse apelado, mas ele tomou esta decisão, também em virtude do desejo de Festo em entrega-lo aos judeus, mesmo estando convencido de sua inocência. A viagem de Paulo a Roma não foi um simples traslado de prisioneiros do império, mas sim foi o inicio da expansão definitiva do Cristianismo que conquistaria toda a Europa Ocidental para depois atingir os confins da Terra.

Cesaréia foi o ponto de partida da viagem (as anteriores havia sido Antioquia). Paulo foi colocado sob a custódia de um centurião chamado Júlio. Como todos os outros centuriões mencionados no Novo Testamento, este também era um homem bondoso, justo, de excelente caráter, e que mostrava consideração por outros.

Entre os prisioneiros que estavam sendo enviados para serem julgados em Roma estavam também Aristarco e Lucas, dois companheiros do apóstolo em viagens anteriores (19:29; 20:4; Cl 4:10; Fm 24).

Intinerário da 4ª viagem missionária de Paulo:
· O navio passou pela costa da Palestina e aportou em Sidom, a 112 km de Cesaréia;
· De Sidom, o navio atravessou a extremidade nordeste do Mediterrâneo, passando por Chipre;
· O navio atravessou para a costa sudeste da Ásia Menor;
· Passou pela Cilícia e Panfília;
· Chegou em Mirra, uma cidade portuária na Lícia. Nesta cidade os prisioneiros foram transferidos de navios;
· Depois rumaram para o sul e navegaram ao longo da costa leste de Creta;
· Contornaram o cabo de Salmona;
· Rumaram para oeste e avançaram em meio a ventos fortes até chegar a Bons Portos, na costa centro-sul de Creta (At 27:8);
· Sobreveio a eles um tufão de vento, chamado Euroaquilão (At 27:14), com isso o navio foi arrastado até uma ilhota chamada Cauda (27:16);

Depois de vários dias à mercê da tempestade, os tripulantes começaram a lançar fora a carga. Durante alguns dias, foram levados de um lado para o outro, sem terem como determinar sua localização. Dissipou-se, afinal, toda a esperança de sobrevivência (27:18-20). Desespero, fome, náusea, medo e desanimo. Paulo havia advertido sobre os perigos, mas desejaram continuar a navegação, agora era tarde. O apóstolo, pondo-se em pé no meio deles, transmitiu uma mensagem de esperança. Primeiro, lembrou-os com toda a delicadeza de que deveriam tê-lo atendido e permanecido em Creta. Em seguida, garantiu-lhes que, apesar da impossibilidade de salvar o navio, nenhuma vida se perderia, pois em uma visão foi lhe assegurado que ele compareceria perante César em Roma, portanto os tripulantes e prisioneiros também chegariam ao destino final. Havia 276 pessoas a bordo do navio (At 27:35-37).

Os soldados desejaram matar os presos, para que nenhum deles fugisse, mas o centurião, querendo salvar a Paulo, impediu-os. Assim que a tripulação e passageiros chegaram a praia, descobriram que estavam na Ilha de Malta (28:1).
Paulo e Jonas atravessando as tempestades:
· Paulo viajava para cumprir sua sagrada vocação. Jonas fugia da chamada que recebeu;
· Jonas se escondeu e dormiu durante a tempestade. Paulo dirigia as operações e encorajava os passageiros;
· A presença de Jonas no navio era a causa da tempestade. O navio em que Paulo viajava seria preservado de todo dano se os tripulantes respeitassem seu aviso (At 27.9,10);
· Jonas foi forçado a dar testemunho acerca de Deus (Jn 1.8,9). Paulo, com boa vontade e coragem, falou acerca da sua visão e do seu Deus;
· A presença de Jonas no navio ameaçava a vida dos gentios, por isso foi jogado nas águas. A presença de Paulo era uma garantia para a vida dos seus companheiros de viagem;
· O navio em que Jonas viajava recebeu alívio quando ele foi jogado no mar. A conversão de Paulo salvou a tripulação do navio no qual era prisioneiro.

2 – Paulo na ilha de Malta
O fato de Paulo ter enfrentado um naufrágio não queria dizer que estava fora dos planos ou da presença de Deus, ou muito menos que estava fugindo de alguma missão. O certo é que não nos foi prometida isenção de sofrimento, antes pelo contrário fomos aconselhados a lutarmos pois assim como Ele venceu nós também venceremos.

Paulo havia escapado do tufão euro-aquilão e estava molhado e com frio e para piorar é atacado por uma víbora.

A princípio, os moradores da Ilha de Malta, julgaram Paulo ser um criminoso. Logo depois mudaram de opinião e o consideravam como um deus. Em Malta ocorreu o inverso do que houvera ocorrido na primeira viagem missionária quando esteve em Listra, primeiro pensaram que fosse um deus, para depois o apedrejaram.

A principal autoridade de Malta era Públio, que possuía uma propriedade extensa perto da praia onde os náufragos chegaram. Esse oficial romano abastado recebeu Paulo e seus amigos benignamente e hospedou-os por três dias, até que se provessem alojamentos onde poderiam passar o inverno. A bondade desse gentio foi recompensada. Quando seu pai achou-se enfermo de disenteria e febre Paulo foi visitá-lo e, orando, impôs-lhe as mãos, e o curou (28:7,8). A notícia do milagre de cura espalhou-se rapidamente por toda a ilha. Nos três meses subseqüentes, os demais enfermos foram levados ao apóstolo e curados. Dessa maneira, semeia Paulo uma igreja que não tardaria a florescer. Quando chegou a hora dos náufragos partirem, como prova de sua gratidão, o povo de Malta lhes trouxe muito presentes que seriam de grande proveito na viagem a Roma (28:9,10).

3. Paulo chega a Roma (Mt 28.11-15).
Passados os três meses de inverno, quando era seguro voltar a navegar, o centurião e seus prisioneiros embarcaram num navio de Alexandria, que invernara na ilha de Malta. A embarcação tinha por insígnia “Castor e Pólux” (os “deuses gêmeos”, que na mitologia greco-romana, eram os filhos de Júpiter (Zeus), considerados pelos pagãos os deuses da navegação e os padroeiros dos navegadores).

Em Potéoli, cerca de 240 km de Roma, o apostolo encontrou alguns irmãos e recebeu permissão de permanecer com eles sete dias.

Paulo chegou em Roma satisfeito, alegre, com a sensação do dever cumprido, mais um. Sua felicidade poderia ser comparada a de um imperador voltando de uma guerra, ou de um atleta cruzando a linha de chegada para receber seu prêmio, a coroa.

Roma pode até ter visto Paulo entrando em cadeias, mas não foi capaz de contemplá-lo coroado como um verdadeiro vencedor.

Os cristãos de Roma souberam da chegada e mandaram uma delegação para encontrar Paulo e seus companheiros no caminho. Alguns enfrentaram os cinquenta e poucos quilômetros até “Três Vendas”, enquanto outros perseveraram por mais quinze quilômetros até a cidade-mercado chamada “Praça de Ápio”. Deve ter sido uma experiência emocionante para Paulo encontrar pessoalmente os primeiros moradores da cidade de seus sonhos e os primeiros membros da igreja à qual ele havia escrito o seu grande tratado teológico e ético. Não nos surpreende que ele tenha dado “graças a Deus” sentindo-se “mais animado” ao vê-los (28:15b).

O apóstolo pode ter imaginado que tipo de recepção ele teria por parte da igreja romana. Se ele tivesse alimentado quaisquer dúvidas ou medos, teriam sido rapidamente dissipados pela calorosa recepção que lhe foi dada.

Em Roma, Paulo recebeu custódia militar, o que lhe permitira viver em sua própria casa, embora permanecesse sob a vigilância de um solado romano, a quem ficava acorrentado pelo seu pulso direito (At 28:16).

Paulo nunca se referiu a si mesmo como o prisioneiro de César ou de Nero, mas sempre de Cristo (Ef 3:1; Fp 1:12-14). Era embaixador em cadeias (Ef 6:20). Em Roma, Paulo era embaixador de Deus:
google_protectAndRun("ads_core.google_render_ad", google_handleError, google_render_ad);

II – O EVANGELHO É PROCLAMADO NA CAPITAL DO IMPÉRIO
1. Prisão domiciliar (28.16).
Uma vez em Roma, o apostolo recebeu permissão de morar numa residência particular, tendo em sua companhia um soldado que o guardava. Apesar de ser vigiado por um soldado, tinha liberdade de ler, escrever, receber visitas e, naturalmente, evangelizar. Paulo ficou dois anos vivendo em sua própria casa, que alugara, e ministrando aos visitantes que o procuravam com frequência. Provavelmente foi durante esse período que escreveu Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom.

2. Apologia entre os judeus (28.17-22).
Uma vez que costumava testemunhar primeiro aos judeus, Paulo enviou um convite aos seus líderes religiosos. Disse-lhes que não havia feito coisa alguma contra o povo judeu ou contra os seus costumes, mas, ainda assim, os judeus de Jerusalém o haviam entregado nas mãos dos romanos para ser julgado. As autoridades gentias não o consideraram culpado de nenhum crime e quiseram soltá-lo. Quando, porém, os judeus acusaram-no mais uma vez, o apóstolo sentiu-se compelido a apelar para César. Ao fazer esse apelo, o propósito de Paulo não era apresentar acusações contra a nação judaica, mas se defender.

Os líderes judeus afirmaram não ter nenhuma informação sobre o apóstolo Paulo. Não haviam recebido da Judéia nenhuma carta a respeito dele, e nenhum dos seus compatriotas judeus havia falado mal dele. Estavam interessados, porém, em ouvir mais acerca das experiências de Paulo, pois sabiam que a fé cristã à qual ele estava associado era contestada por toda parte.

3. Progresso do evangelho em Roma (28.23-31).
Paulo tinha liberdade considerável de pregar o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo. Apesar das intempéries surgidas e de déspotas romanos contrários à fé cristã, o progresso do Evangelho de Jesus ultrapassou os limites da inflexibilidade e rumou para conquistar as nações de forma inabalável.

LUGARES ONDE O EVANGELHO FOI ANUNCIADO:
· Nas ruas de Jerusalém - Mt 22:9; At 2:14
· Diante da porta do Templo - At 3:2, 1-12
· No Sinédrio - At 5:27
· Nas viagens - At 8:30
· Nas sinagogas - At 9:20; 13:14-15; 19:9
· Em diversas moradias - At 10:24; 16:32; 28:30
· Ao ar livre - At 16:13
· Nas prisões - At 16:28, 31
· Na própria casa - At 28:30-31
· Em praça pública - At 17:22
· De casa em casa - At 20:20
· Diante de juízes e reis - At 24:24; 26:1

CONCLUSÃO – DA LIÇÃO
O livro de Atos dos Apóstolos não teve um final conclusivo, mas teve um cumprimento das ordens de Jesus, pois se levarmos em conta as ordens contidas em 1”8 , que marca o seu inicio, podemos afirmar que tudo se cumpriu por determinação do Espírito Santo na vida dos apóstolos, primeiramente em Jerusalém, Pentecostes, pregações e conversões maciças de judeus, evangelização de Samaria e dos gentios em todo o mundo.

CONCLUSÃO DO TRIMESTRE
a) O prisioneiro feliz.
Paulo, depois de passar por muitos sofrimentos, agora era um prisioneiro que dia e noite ficava acorrentado a um soldado. Seria levado a Roma para aguardar julgamento e isto poderia significar muitos meses, ou até anos de espera e suspense.

b) O erro de um homem bom.
Como um homem tão religioso como Saulo de Tarso pode chegar a ser um cruel perseguidor dos cristãos? “Bem tinha eu imaginado que…” (v. 9). Noutras palavras, tinha as melhores intenções quanto a servir a Deus. Todavia, suas ações foram inspiradas por seu próprio parecer e não pelo Espírito de Deus.
c) Consolação para os intimidados.
“… os obriguei a blasfemar”. Este era um método comum dos perseguidores. Durante as perseguições do Império Romano, a vida e liberdade eram oferecidas sob a condição de blasfemarem contra o nome de Cristo.

d) O homem com a experiência crescente.
Paulo foi constituído ministro e testemunha do que Cristo lhe revelou. Tanto na ocasião da sua conversão como o que ainda lhe revelava (26.16). A experiência de Paulo na estrada de Damasco foi um milagroso começo para sua vida cristã, mas não foi o ponto final. Muito mais revelações foram-se seguindo. Paulo foi um homem de experiências e testemunhos crescentes. O Senhor nunca muda. Ele não tem necessidade de crescer. Somos nós quem devemos crescer no conhecimento.

e) O maior homem que Roma já hospedou, pois:
· Enfrentou a fúria judaica;
· Os meandros da lei romana;
· Dois anos de prisão;
· Uma viagem em meio a uma tempestade, um naufrágio.

É angustiante pensar que um homem útil como Paulo ficasse tanto tempo reprimido. Por dois anos ele foi prisioneiro de Félix (cap. 24.27), e, além de todo o tempo que passou entre isso e a sua vinda a Roma, ele fica aqui mais dois anos como prisioneiro de Nero.
Quantas igrejas Paulo poderia ter plantado, quantas cidades e nações poderia ele ter levado a Cristo nesse período de cinco anos, se ele tivesse estado em liberdade!

Quando estava em liberdade, estava continuamente com medo das ciladas dos judeus (cap. 20.19), mas agora sua prisão era sua fortaleza. .

Suas mãos estão amarradas, mas, graças a Deus, sua boca não foi amordaçada. O pregador pode até estar preso, mas a palavra.

Os judeus que costumavam proibi-lo de falar aos gentios, em Israel e durante as suas viagnes, não tinham autoridade em Roma e por outro lado o governo romano ainda não considerava que seguir o cristianismo fosse um crime., por enquanto.

CONCLUSÃO DO LIVRO DE ATOS:
O livro de Atos não necessitou de um final, precisava apenas ser cumprida as ordens de Jesus.

fonte: resumo extraido dos subsidios publicados em: ebdweb.com.br

previsibilidade

Todos os dias acordamos, vamos ao trabalho, voltamos para casa, vamos à Igreja, voltamos para casa, dormimos e no outro dia, tudo novamente. Parece que tudo se encaixa perfeitamente em nossas vidas, uma vez ou outra algo dá errado, mas em muitas outras, a previsibilidade é constante.
No entanto, a previsibilidade, não foi vista nos preparativos e durante a viagem de Paulo a Roma, pois foram inúmeros acontecimentos ilógicos e inesperados que a primeiro plano pareciam impedimentos ou sinais para que ele desistisse de seu intento. Mas o interessante é que tudo aconteceu de uma forma racional e em nenhum momento foi visto, por parte do apóstolo como de Deus, a improvisação.

Tudo isto serviu para aumentar a confiança de Paulo e alimentar a sua ansiedade em poder conhecer mais uma parte do rebanho do Senhor.
Meu Deus!

quinta-feira, 24 de março de 2011

algumas pontuações - lição 13

1) Porque Paulo não apresentou a Igreja de Antioquia, recordista em missão, a sua vontade de ir à Roma a fim de evangelizar? Ainda mais por saberem que existiam lá cristãos sedentos por doutrinação.
A igreja de Antioquia estava colhendo os frutos de sua visão missionária, estavam debaixo da graça de Deus, assim como Jerusalém, quando soube da fundação da primeira igreja gentílica, fruto dos apóstolos. Agora Paulo teria que continuar sua missão sem lastro, convênio, convenção, sem ajuda, sem companheiros. A única certeza que tinha era que o plano com a rota já estavam traçados pelo responsável por toda a obra missionária da igreja primitiva, o Espírito Santo de Deus, tanto que antecipou ao missionário a sua nova missão.
Esta viagem para Roma, foi ou não foi, de fato a 4ª viagem missionária?

2) qual das três viagens missionárias, anteriores, de Paulo poderiam ser comparadas a de Roma? Levando-se consideração a proporção de povos alcançados?
Na primeira foram evangelizados povos do Mediterrâneo, Ásia menor, na segunda alcançaram a Europa e na terceira foi apenas uma visita de cortesia, doutrinação e reconhecimento, mas se a viagem à Roma tivesse sido um terremoto, certamente atingiria a maior magnitude na escala Richter.

3) os centuriões romanos não eram leais, de fato, a crueldade pregada e vivia pelo império romano?

4) como Paulo coordenava as ações no navio em que ela levado como prisioneiro do império? Ah, se César recebesse relatórios do centurião, certamente os rasgariam e jamais deixariam provas para os anais da história, que humilhação, da mesma forma como acontecera com a saída do povo das terras egpcias, como o escravo, sem armas, sem táticas de guerras, sem forças, conseguiu vencer o opressor. Será que encontramos na história do Egito algo relatado? E como este povo em tão pouco tempo conseguiu vencer exércitos altamente treinados e acostumados com batalhas. A explicação é lógica pura.

5) quando Paulo era livre, pregando e viajando, por varias vezes foi vitima das ciladas dos judeus, mas em Roma estava seguro, mesmo vigiado.

6) entrou em Roma com as mãos amarradas, mas não com a boca amordaçada, ele estava preso, mas a Palavra não.

7) em Roma os judeus não tinham autoridade para proibi-lo de pregar aos gentios e em contrapartida os romanos não tinham leis especificas para promoverem acusações contra ele, pois não consideravam seguir o Cristianismo como um crime e fato digno de repressão, ainda.

8) concluam a lição, concluam o trimestre e aproveitem e concluam o livro de Atos, pois ele não tem um final conclusivo? Mas se levarmos em conta as ordens contidas em 1”8, que marca o seu inicio, podemos afirmar que a vontade de Jesus fora cumprida a risca por determinação do Espírito Santo na vida dos apóstolos, primeiramente em Jerusalém, Pentecostes, pregações e conversões maciças de judeus, evangelização de Samaria e dos gentios em todo o mundo. Então qual a necessidade de um final?

9) Mar Mediterrâneo, medi – meio, terrâeno – terras, então a obra missionária teve inicio exatamente no meio.

segunda-feira, 21 de março de 2011

LOUVORES EVANGÉLICOS PARTE 5

Especial "Sangue de Deus" - parte 5
adaptado para o youtube
original em DVD

LOUVORES EVANGÉLICOS PARTE 6

Especial "Sangue de Deus"
adaptado para youtube
original em DVD

Pré aula - lição 13

1) Certamente a segunda viagem de Paulo deu frutos a curto prazo em toda a Europa, haja vista encontrarmos cristão em Roma antes mesmo de sua ida à capital do império.

2) Como o evangelho chegou tão longe em tão curto espaço de tempo? Será que foram os judeus dispersos e conversos que se deslocavam à Jerusalém para as festas religiosas, que aproveitaram e iniciaram a pregação do Evangelho? Ou os que estiveram no dia de Pentecostes? O certo é que Paulo sabia que existiam cristão naquela cidade, tanto que a sua carta aos romanos foi escrita antes de conhecê-los.

3) eu, particularmente, acredito que o período em que Paulo permaneceu em Roma foi, na verdade, para descansar, férias merecidas, pelos longos e árduos trabalhos em favor do crescimento do Evangelho, pois: teve privilégios em todas as audiências, não sofreu bárbaries, não precisava ter apelado para César, mas o fez, em são consciência, porque sabia que se apelasse seria levado à Roma e para falar a verdade, ele estava ansioso por conhecer os irmãos cristãos residentes na capital do império. Foi uma suposta prisão domiciliar vigiada, escrevendo, auxiliando as igrejas, atendendo os irmãos. Que forma singela Deus encontrou para recompensar o seu missionário.

pós aula 2

eu havia esquecidos estes dois detalhes, também da aula de ontem:

Enquanto a Igreja de Antioquia era discipulada pela dupla Barnabé e Saulo, os irmãos da Judeia passavam necessidade, ou seja, enquanto a igreja missionaria se preparava para enviar seus missionários, ficou isenta do sofrimento, ou então ao menos se abalou com ele, pois estava tão intertida com a missão que não perceberam.

Como temos o que aprender com Deus, vejam isto: os dois missionários, praticamente às vesperas da segunda viagem, se desentendem. A lógica humana prega que os dois ficariam chateados, magoados um com o outro, até que um dia se acertassem.

Enquanto isto a obra missionária sofreria e as igrejas já estabelecidas na primeira viagem ficariam sem o conforto espiritual e tampoucos novos trabalhos na Ásia seriam abertos, MAS Deus, que até mesmo na divisão multiplica, fez o contrário das nossas perspectivas, pois antes eram 2 missionarios e uma direção, talvez refazessem o mesmo trajeto da primeira viagem, no entanto, aquele desentendimento foi a forma que Deus trabalhou no coração de Barnabé e João Marcos para fortalecê-los e também à Silas.

Os 2 que tinham apenas uma direção foram transformados em 4 com 2 direções, uma equipe iria pela Ásia e a outra pela ilha de Chipre e CERCARAM os judeus dispersos e gentios. Quem conseguiu escapar deste cerco correu para a Europa, mas de nada adiantou, pois o Espírito Santo tocou no coração de Paulo para também fazer missão naquelas terras.

domingo, 20 de março de 2011

pós aula - lição 12

1) Os apóstolos sabiam que deveriam alcançar todas as nações e criaturas, já estavam revestidos com o Espírito Santo, mas porque não iniciaram?

Faltava o homem que Deus havia escolhido para tal obra. Este homem não estava entre os onze, tampouco entre os cento e vinte, ou muito menos entre os três mil e cinco mil convertidos. Da mesma forma que o futuro rei de Israel não estava entre os filhos de Jessé que foram apresentados ao profeta Samuel, mas sim seria uma aquisição especial, assim como aconteceu com Paulo, que teve uma conversa de homem para homem com Jesus.

Pela lógica humana certamente escolheríamos um entre os discípulos que andaram com Jesus, mas com Deus a história foi diferente. Ele escolheu para espalhar o seu evangelho justamente aquele que tentava impedir o crescimento da igreja primitiva.

2) se dependêssemos dos judeus para sermos alcançados pelo Evangelho, onde estaríamos e em quais situações?

3) os missionários chegavam nas cidades e ficavam observando, esperando o momento certo de agirem. Aos sábados os judeus dispersos se reuniam em suas sinagogas, pois não trabalhavam neste dia. Desta maneira seria “fácil” serem alcançados pela Palavra, pelo menos reunidos estavam, já era um começo.

4) os gregos eram muitos educados, até mesmo para demonstrarem insatisfação com a pregação do Evangelho, bem diferentes do judeus dispersos e dos gentios que Paulo encontrou em suas viagens. A resposta deles foi tão branda “uma outra hora te ouviremos, mas continue com sua lida pela região. Os tessalonicensese, os moradores de Éfeso, Listra, Derbe, Icônio e Antioquia de Psídia, Perge e outros, da época, deveriam aprender com o gregos.

5) em atos 13”1 encontramos uma igreja forte, poderosa, estruturada, bem discipulada, a igreja de Antioquia. E foi justamente com esta igreja que os judaizantes foram mexer. Como foram corajosos aqueles judeus, mexeram no vespeiro, Barnabé, Paulo, entre outros doutores, profetas e mestres que existiam lá. Foi nocaute no primeiro round.

6) hoje de manhã estava indo para a EBD e passei por outras congregações e como é bonito ver as igrejas abertas e os obreiros e irmãos chegando para a aula.

7) os missionários, em todas as cidades que chegavam, procuraravam as sinagogas, local estratégico para pregarem o Evangelho, pois a idéia era alcançarem primeiramente os judeus para depois chegarem aos gentios ou em alguns casos, inversamente, bem que ele disse em Romanos 1”16 (não me envergonho do evangelho, porque é poder de Deus para salvação, primeiro dos judeus.......)

8) na torre de babel a intenção do povo era erguer o prédio para orgulho próprio que ficaria somente para eles, para contemplação, até o dia que enjoassem. Da mesma forma aconteceria com os judeus, se o evangelho ficasse somente com eles, seria um orgulho, a nação de Deus salva e o restante do mundo perdido, mas Jesus não queria assim, derrubou o prédio, o muro de separação que existia entre Israel e o mundo e enviou missionários a todas as línguas, povos e nações. Caiu por terra pela segunda vez a grande torre da presunção, do preconceito e do orgulho. Na torre os homens foram confundidos pela lingua, mas no Evangelho foram aproximados pela mesma linguagem.

9) um recado para os atenienses:
ao Deus desconhecido;
ao Deus que um dia falará com a gente;
ao Deus que um dia enviará alguém;
ao Deus que um dia nos salvará;
ao Deus que um dia conheceremos;
Eis ai o nosso Deus, Jesus Cristo.

10) foi longo o período em que Paulo ficou no anonimato, de sua conversão à confirmação de sua chamada como missionário, foram longo anos, de busca por respostas, de auto afirmação, de reconhecimento no meio da igreja. E olha que ele tinha condições de sair para o campo missionário desde o primeiro momento da conversão, caso fosse projeto de Deus.

11) será que Paulo faria 0,1% ao judaísmo do que fez ao Cristianismo? Não, pois onde ele encontraria forças, recompensas, conforto espiritual, alegria, fé, salvação, confirmação, ousadia, coragem, liberdade, Palavra, verdade entre outros.

até a proxima aula!

pós-aula

A partir de hoje, 20/03/2011 - estarei publicando na integra, os pontos mais importantes da aula, os comentarios inteligentes dos alunos, na verdade as pérolas de cada aula.

já tinha feito isto em algumas aulas, mas a partir de hoje, deixarei este espaço, para registrar estas maravilhas.

Os comentários dos alunos durante a aula é ríquissimo e devem ser valorizado, nós professores aprendemos muito, as vezes uma frase, que soa durante aula, ecoa a semana toda em nossa mente.

Nova estratégias para EBD

Nos cultos de quarta e sexta, providencio um resumo basico da lição e apresento para a igreja, para aguçar a curiosidade deles, toco nos pontos polêmicos e interessantes.
Creio que seja bom saberem o conteúdo da lição que será ministrada. Algo deve ser feito.
Quando Pauo perseguia "os do caminho" ele bufava, por isso creio que veio de Antioquia bufando ao ver que a Igreja estava dando lado para os judaizantes. E olha que foi uma igreja disciplinada por ele e Barnabé, imagina hoje, como é fácil os "n" ensinamentos entrarem em nossa mente.

Falem comigo

Acessem a pagina: "fale comigo" parte superior, e falem comigo

sexta-feira, 18 de março de 2011

precisa-se de missionários - viagem para a Europa

A cúpula da igreja se reúne e decide enviar homens novamente para o campo missionário.

Existiam ali dois candidatos fortíssimos, Paulo e Barnabé, mas como é de se esperar muitos aventureiros apareceram. Um deles foi João Marcos.

- Eu vou, agora estou preparado, conheço as perseguições, eu quero ir!

Como era amigo de Barnabé, logo recebeu a aprovação, mas faltava o aval do outro missionário, que agora seria o encarregado geral daquela missão.

- Comigo não, nos deixou na primeira, correu com medo das perseguições, como agora pode estar preparado.

Chateado Barnabé decide adotar o candidato a missionário e parte com ele para o campo. Paulo escolhe outro, Silas e parte para sua segunda viagem. Como confirmação recebe ajuda de Timoteo, Lucas, Áquila e Priscila.

Mas qual foi a finalidade do desentendimento de Paulo e Barnabé por causa de João Marcos? A idéia do Espírito Santo não foi a separação dos dois, mas sim, foi atuar de forma a tocar na vida de outros dois, Silas e o próprio João Marcos.

Antes a obra teria apenas 2 missionários para aquela viagem, agora eram 4, e tomaram direções diferentes. Quem ganhou foi a Ásia menor, a Europa, Chipre e o restante do mundo.


mais para lição 12

1) O maior missionário da Igreja foi também o seu maior perseguidor.

2) Como tinha judeus dispersos pela Ásia e Europa. E como foram hostis ao Evangelho. Eles fugiram do império romano, mas não foram capazes de fugirem do reino de Deus

3) Quando se iniciou a obra missionária dos apóstolos?
· Em Atos 1”8 – na ordenança?
· Com Felipe quando pregou ao etíope? Ele ainda estava em território israelense;
· Com a conversão de Cornélio? Também estava em solo israelense;
· Em Atos 13”2, quando Barnabé e Paulo foram apartados pelo Espírito Santo? Nesta ocasião ocorreu a confirmação da chamada de Paulo (vaso escolhido para levar meu nome aos gentios, judeus e reis da terra);
· Em Atos 13”3, quando foram despedidos pela igreja

4) A Igreja de Jerusalém ficava estática a esta situação? Não fazia missão?

5) Na igreja de Jerusalém estavam os boa parte dos apóstolos que aprenderam com Jesus, durante seu ministério. Seria lógico que tomassem a frente.

6) A igreja de Antioquia era praticamente de recém novos convertidos gentios, gregos, judeus, que possuíam pouca experiência, mas o discipulado feito por Barnabé e Paulo, durante um ano inteiro, foi de grande valia espiritual, dispertou a igreja para a missão evangelistica.

7) O Espírito Santo ordenou a separação de Barnabé e Paulo para a missão, juntos ou com outros companheiros, mas deveriam fazer missão. Isto não queria dizer que permaneceriam eternamente juntos.

8) Na 1ª viagem porque Paulo não voltou pela Ásia? Era o caminho mais curto e onde não havia visitado ainda, onde poderia abrir novos campos? Estas regiões seriam visitadas na ocasião de sua segunda viagem e logicamente os campos também seriam abertos.

9) Porque preferiu voltar pelo caminho da vinda? Para averiguar a situação das igrejas que havia aberto.

10) Na volta porque então não passou por Chipre? Porque Barnabé tomaria esta direção em sua segunda viagem com João Marcos e porque queria chegar logo em Antioquia para se reunir com a igreja e relatar os acontecimentos e conversões dos gentios (Atos 14”27)

11) Como era o seu retorno após as viagens? Voltava chorando com saudades das igrejas?

12) Diferença entre Paulo e João Marcos? João Marcos quando viu as dificuldades correu para trás e Paulo diante da mesma situação corria para frente.

13) Tanto nas idas quanto nas voltas o Espírito Santo determinava a direção para os missionários, ou seja, não viviam improvisando ou inventando rotas. Tanto é que para a Europa o caminho lógico seria o mar Mediterrâneo, mas eles foram pela Ásia, e no caso da evangelização da Ásia menor o caminho lógico seria atravessá-la, porém eles foram pelo Mediterrâneo. Ás vezes esperamos de Deus na lógica e Ele age no improvável e vice versa, o Espírito Santo idem, pois não determinou o melhor caminho ou a rota mais rápida, mas sim a sua vontade e a necessidade do povo em ouvir o evangelho.

14) Em Roma, Paulo não ficou preso, na verdade, ele ficou descansando, havia feito muito em prol do evangelho, para olhos humanos aquilo parecia um cárcere, mas para ele não.

15) Como foi a 5ª viagem de Paulo, quando foi liberto em Roma, seguindo para a Espanha?


mais - lição 12

1) Porque Paulo não retornou da primeira viagem pela Ásia e com isto abriria mais campos? Certamente tinha planos para a segunda, pois foi a sua rota.

2) Já que retornou da primeira pelo mesmo caminho, porque então não passou pela ilha de Chipre? Eu acho que ele queria chegar logo em Antioquia para fazer relatórios, estava ansioso.

3) Na volta de todas as viagens, chorava com saudades das igrejas?

4) Diferença entre Paulo e João Marcos: um quando viu as dificuldades correu para trás, o outro quando também as via, corria para frente!

5) O Espirito Santo chamou Barnabé e Saulo para serem missionários e não para permancerem juntos eternamente na missão, por isso se separaram.

6) Viajar para a Europa via mar mediterrâneo era o caminho mais curto, e para a Ásia o caminho mais curto seria por Éfeso, mas nas duas viagens ele fez o caminho inverso, usou as rotas que não usariamos hoje. Era o Espírito Santo que estava no comando e não eles.

7) Eu creio que a primeira viagem foi a mais dificil, pois muitos lugares era desconhecido, ainda que poderia conhecer outros, mas o maior problema era com a receptividade do Evangelho.

Se alguem tiver mais!!!
Boa aula para nós!!!

AS VIAGENS MISSIONÁRIAS DE PAULO

animação das "4" viagens missionarias de Paulo, vou usar na aula domingo.

lição 12 - plano de aula e resumo - o ex-moço prodígio do Judaismo

INTRODUÇÃO:
Antes de ascender ao Céu, Jesus reuniu seus discípulos e os instruiu a ensinarem, fazendo discípulos em todas as nações (Mt. 28.19), pela pregação de sua morte e ressurreição a todas as criaturas (Mc. 16.15) e por fim deveriam testemunhar o Evangelho através da dependência exclusiva do poder do Espírito Santo.

Em At 13:1-3, após uma reunião de oração, vemos o inicio de um dos maiores empreendimentos de missão no mundo. Em Antioquia veio a confirmação da chamada, prometida na conversão do apóstolo. O próprio Espírito Santo chama e determina a separação de Paulo e Barnabé para a missão (At.13:2).

O Apóstolo Paulo levou a sério a ordem do Senhor e, em “quatro” viagens missionárias, foi poderosamente usado pelo Espírito na expansão do evangelho. Ele é considerado o maior missionário do Cristianismo, pois:
• realizou muito em pouco tempo;
• falava as principais línguas da época;
• possuía uma cultura invejável;
• tinha livre acesso à sociedade gentílica de qualquer nação.

Mesmo não possuindo recursos, realizou estas viagens com a finalidade de expor o Evangelho ao mundo gentílico:
• andava a pé enfrentando salteadores nas estradas;
• em velhas embarcações enfrentando tempestades, piratas e naufrágios;
• foi apedrejado até ser considerado morto;
• em Filipos foi despido e apanhou publicamente;
• foi açoitado e preso
• sofreu diversos ataques de judeus e gentios durante suas viagens;.

I - PRIMEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA – ANTES DO CONCILIO - a mais difícil, ao desconhecido
Missionários: Paulo e Barnabé - Ajudante: João Marcos
Durou cerca de dois anos. At 13 e 14. Nessa viagem, os evangelistas concentraram seus esforços na Ásia Menor.

ITINERÁRIO DE IDA:
• Antioquia da Síria; Porto de Selêucida; Salamina; Pafos; Perge; Antioquia da Psídia; Icônio, Listra; Derbe

ITINERÁRIO DE VOLTA:
• Derbe, Listra, Icônio, Antioquia da Psídia; Perge; Atália; Antioquia da Síria.

OS ACONTECIMENTOS DURANTE A PRIMEIRA VIAGEM:
• O ponto de partida da primeira viagem de Paulo foi Antioquia da Síria (é a moderna Antakya, na Turquia).
• a evangelização em Chipre (At 13:4-12)
• O nome de Saulo é mudado para Paulo (At 13:9)
• Proconsul Sergio crê e fica maravilhado da doutrina
• Elimas é atacado com cegueira (At 13:6-12);
• João Marcos volta a Jerusalém, assustado com a hostilidade dos gentios e judeus;
• Início da Evangelização da Ásia Menor;
• Paulo pregou seu grande sermão (At 13:16-41);
• a evangelização na sinagoga de Antioquia da Psídia (At 13:13-52)
• o conflito em Icônio (At 14:1-7)
• Paulo é apedrejado após uma tentativa de adorá-lo (At 14:8-9), após a cura de um coxo. Os missionários foram o confundidos com Zeus e Hermes (deuses da mitologia grega). Consideraram Barnabé como o deus supremo e Paulo como seu mensageiro (Atos 14:8-13);
• a evangelização dos pagãos em Listra (At 14:8-20)
• após uma viagem de 160 quilômetros chegou em Antioquia da Psídia, pregou na sinagoga. Uma semana depois, Paulo e Barnabé voltaram para continuarem a pregação e quase toda a cidade se reuniu para ouvir a Palavra de Deus. A popularidade da mensagem, encheu os judeus de inveja (Atos 13:45)
• a viagem de volta à Antioquia (At 14:21-28);
• estabelecimentos de Igrejas nessas localidades (At 14:21-23);

Ao mesmo tempo que enfureceu os judeus, esse anúncio foi motivo de grande alegria para os gentios presentes. Eles glorificaram a palavra do Senhor que ouviram, e todos os que estavam dispostos para a vida eterna creram (Atos 13:48).

Era costume na época dar a palavra a visitantes, por isto os missionários aproveitaram as oportunidades para pregarem a mensagem do Evangelho. Muitos judeus e gentios aceitaram o Senhor Jesus. Os judeus que rejeitaram o evangelho se iraram e manipularam os gentios para que realizassem os seus propósitos malignos.

II. A SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA (At 15.36-18.28)
Missionários: Paulo e Silas (At 15:40) - Ajudantes: Timóteo (At 16:1); Lucas (At 16:10); Áquila e Priscila (At 18:1-3)
Durou cerca de quatro anos (51-54 d. C.). Durante essa segunda viagem escreveu duas cartas: I e II aos Tessalonicenses.

A segunda viagem missionária de Paulo tinha três objetivos especificos:
• visitar as cidades nas quais o Evangelho de Cristo havia sido pregado (At. 15.36);
• para comunicar as igrejas a decisão do Concílio;
• para abrir novos campos de trabalho.

Na partida ocorreu um desentendimento entre Paulo e Barnabé, por causa de João Marcos, que queria acompanhá-los nesta viagem, mesmo tendo abandonado em Perge, Paulo não queria levá-lo, por isso escolheu Silas com a benção da igreja (At. 15.40). Em Listra, Timóteo juntou-se a eles. Posteriormente, Marcos reconquistou a confiança do apóstolo Paulo (II Tm 4:11)

ITINERÁRIO – IDA E VOLTA:
• Síria, Cilícia; Derbe, Listra; Trôade; Filipos e Macedônia; Samotrácia; Neápolis; Tessalônica; Anfípolis; Apolônia; Beréia; Atenas; Corinto; Éfeso; Jerusalém; Antioquia, Tiro e Sidom.

ACONTECIMENTOS DURANTE A SEGUNDA VIAGEM:
• Paulo e Silas deixam Antioquia (At 15:40)
• Timóteo junta-se a Paulo e Silas em Listra (At 16:1-3)
• a volta de Paulo a Derbe e Listra (At 16:1-5)
• na Frigia e Galácia foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar o evangelho na Ásia (At 16.6);
• Seguiram para Mísia e tentaram rumar à Bitínia, mas também o Espírito Santo não os permitiu (At 16.7). Jesus queria que seu evangelho chegasse a Europa, por isso mudou os planos dos missionários. A Ásia necessitava do evangelho, mas não era o tempo de Deus. O chamado deles não foi determinado pela necessidade. Era o Senhor quem os guiava.
• a chamada à Macedônia ou visão de Paulo em Trôade (At 16:6-10). Naquela cidade a equipe ganha o reforço de Lucas;
• a conversão de Lídia em Filipos (At 16:24). Paulo fundou a primeira igreja européia, na casa de Lídia, rica comerciante vendedora de púrpura.
• em Filipos, foram presos e após intervenção divina, o carcereiro e sua família se converteram ao Senhor (At. 16.20,21). Após ser liberado da prisão, Paulo apelou para sua cidadania romana, algo que poderia ter prevenido que ele fosse açoitado (At. 16.22-24).
• Paulo visitou Tessalônica, a principal cidade da Macedônia, com uma população constituída de gregos, romanos e judeus;
• a turba assalta a casa Jasom em Tessalônica (At 17:5)
• após a perseguição em Tessalônica, Paulo ruma sozinho para Atenas, centro cultural do mundo grego e famosa pela quantidade de ídolos, onde discursou Areópago (At 17:16-34). Ele pregou nas sinagogas e nos lugares públicos, onde encontrou os filósofos epicureus e estóicos, que consideraram Paulo não mais do que um falastrão (At. 17.18). Pregou sobre o Deus Desconhecido dos atenienses, e falou a respeito de Jesus e da ressurreição;
• Paulo seguiu para Corinto onde permaneceu por um ano e meio. Foi hospedado pelo casal, Áquila e Priscila, companheiros de fé e profissão (Rm. 16.3-5). Foi acusado pelos judeus de adorar a Deus em desacordo com à Lei, resultando na sua apresentação, perante Gálio, no tribunal (At. 18.15-17). Sóstenes é espancado (At 18:17);
• partiu para Cencréia, com breve parada em Éfeso, seguindo depois para Cesaréia, Jerusalém e por fim Antioquia da Síria (18.22).

Antes de partir, Paulo circuncidou Timóteo. Como explicar essa decisão, tendo em vista a sua posição no Concilio e a sua objeção veemente à circuncisão de Tito (Gl 2:1-5)? No caso de Tito, era uma questão de doutrina cristã básica, pois os falsos mestres insistiam para que os gentios fossem circuncidados a fim de receberem a salvação.

No caso de Timóteo, o assunto era diferente, pois o povo da região sabia que ele era judeu por parte de mãe, portanto como o trio estava evangelizando, certamente o primeiro contato seriam com os judeus e se estes soubessem que ele não era circuncidado, recusariam a ouvi-los. Sendo circuncidado não causaria nenhuma ofensa aos judeus (I Co 9:19-23).

TERCEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA:
Missionário: Paulo - Ajudantes: Timóteo e outros
Tempo gasto: Quatro anos (54-58 d. C.)
Paulo partiu para visitar as igrejas fundadas na sua primeira viagem e na segunda. Empenhou-se de igual modo tanto na evangelização, quanto no discipulado.

ITINERÁRIO - IDA E VOLTA
• Antioquia da Síria; Cilícia; Galácia; Frigia; Éfeso; Macedônia; Corinto; Trôade; Mileto; Rodes; Pátara; Tiro; Cesaréia; Jerusalém.

ACONTECIMENTOS DURANTE A TERCEIRA VIAGEM:
• Paulo viaja a Cesaréia e a Antioquia (At 18:22-23)
• a chegada de Apolo (At 18:24-28)
• em Éfeso Paulo encontrou uma comunidade de doze crentes que conheciam apenas o batismo de João (At 19.1-7)
• a obra de Paulo em Éfeso: Os convertidos queimas livros (At 19:8-22)
• a reação do paganismo em Éfeso: O Templo de Diana (At 19:23-41)
• em Corinto ficou três meses e escreveu a Epístola aos Romanos. Os judeus conspiram contra Paulo (At 20:3)
• em Trôade, Êutico cai da janela e é socorrido por Paulo (At 20:9-12)
• em Mileto, manda chamar os anciãos da Igreja em Éfeso para se despedir através de seu célebre discurso de despedida (20.17-38).
• Paulo deixa os amigos em Tiro (At 21:3-6)
• Em Cesaréia, Ágabo liga suas próprias mãos com o cinto de Paulo (At 21:10-11)
• a viagem de Paulo para Jerusalém (At 21:12-17)

Desejoso de ir a Jerusalém, para Festa de Pentecoste (At. 20.16), mesmo sendo advertido dos perigos que lhe sobreviriam, ele partiu (At. 21.13), levando consigo a coleta dos irmãos para os necessitados (I Co. 16.1-4; II Co. 8-9; Rm. 15.25-27).

Enquanto era recebido por Tiago e os anciãos da igreja, alguns judeus da Ásia, que estavam presentes em Jerusalém, para a Festa de Pentecoste, acusaram Paulo de tentar destruir os costumes da lei de Moisés. Para mostrar que não tinha esta intenção, ele foi ao Templo para se purificar e foi preso (Atos 21.26; I Co 9.20). Defendeu-se diante do povo e do Sinédrio e foi enviado para Cesaréia, para se apresentar diante de Félix, Festo e Agripa II. Aqui temos o início de uma quarta viagem missionária, dessa vez, para Roma, por ter apelado para César na condição de prisioneiro romano.

VIAGEM A ROMA:
Alguns teólogos consideram que, ao todo, Paulo realizou quatro viagens missionárias, levando-se em conta que, ao ser enviado preso para Roma, aproveitou a oportunidade, em todos os lugares em que o navio aportava, para pregar o Evangelho. A prova disso está na grande obra realizada na Ilha de Malta, onde ganhou todos os seus moradores para Jesus.

CONCLUSÃO
As viagens missionárias de Paulo revelam a seriedade que ele atribuiu à obra evangelizadora. Ele tinha profunda convicção do seu chamado para levar o evangelho às nações (Gl. 1. 15,16; Rm. 1.1; I Co. 1.1; Rm. 1.16).

Talvez dominasse o aramaico, o idioma da Palestina, também o hebraico falado pelos mais cultos em Israel e a língua ‘sagrada’ das Escrituras. Educado em duas culturas (grega e judaica), dominava as principais línguas faladas no Império, possuidor de uma cultura invejável adquirida em Tarso, zelo espiritual aprendido na mais severa seita dos fariseus, aos pés de Gamaliel, em Jerusalém.

O Apóstolo dos Gentios não temia oposição e muito menos adversidades, pois estava ciente da responsabilidade que recaia sobre os seus ombros (I Co. 9.16). O teor da mensagem missionária paulina era, repetidamente, Jesus Cristo, o Ressuscitado (I Co. 1.30; II Co. 4.5).

A dedicação de Paulo à obra missionária era tão intensa que o fazia afirmar que ele não mais vivia, mas Cristo vivia nele (Gl. 2.20), e que para ele o viver era Cristo e o morrer era lucro (Fp. 1.20).

fonte: resumo dos subsidios retirados de: ebdweb.com.br