Apresentação da lição em power point

domingo, 29 de maio de 2011

alguns comentários dos alunos - lição 9

1) Os novos convertidos, logo após a conversão, não tem condições de abrirem movimentos e arrebanharem o povo. Somente terão condições depois de um “preparo” ou descuido da igreja, na conservação da sã doutrina, no ensinamento, etc, ou então a dissensão seja fruto do caráter do próprio líder da divisão;


2) apesar que ninguém, na igreja, está sendo preparado para dissensões, pelo contrário, todos devem primar e buscar a unidade;


3) Testemunho do nosso pastor: Quando jovem participava de vigílias para que buscassem o batismo com o Espírito Santo, quem já fosse, deveria buscar os dons. Em determinada vigília, ele passou mal, pressão (inclusive a pressão para receber o batismo), e foi levado para fora. Neste momento pensou: Para receber o Batismo devo enfrentar esta situação? Passar mal deste jeito?


4) Nestas vigílias acontecia de tudo, inclusive um irmão que fechava a Bíblia, virava ela ao contrário (digamos, de cabeça para baixo) e começava a ler, dizendo que via as letras douradas brilhando, por isso que conseguia ler, mesmo a Bíblia estando fechada e cabeça para baixo;


5) Um testemunho meu: ainda na mocidade participei de uma vigília com alguns irmãos do Madureira, estávamos em um sítio. Eu havia feito amizade com um irmão, jovem pregador da época, daquela igreja, mas de vez em quando, talvez pela idade dele, suas atitudes eram meio estranhas. Já bem tarde da noite, o fogo caindo na tuia, onde os irmãos estavam orando, ele me chamou para fora e mostrou dois buracos. Em um ele passava o dedo e ficava mexendo e no outro ficava olhando a cara de susto, espanto, de medo de uma das irmãs que estava orando com os olhos abertos. Fiquei curioso para ver a irmã e confesso que até hoje quando fecho os olhos contemplo o rosto da irmã assustada, tremendo, clamando, repreendendo, pensando ser o dedo uma visão sobrenatural na vigília. Seria engraçado se não fosse trágico. Mas éramos jovens na época;


6) Crentes de 2ª classe – seria possível baixar ainda mais o nível? Crentes de 5ª categoria? Ou ate mesmo, crentes sem categoria nenhuma?


7) Se compararmos um DVD original e um pirateado, em qual dos dois vamos prestar mais atenção? Em qual vamos procurar os defeitos? Em qual vamos olhar a qualidade da impressão, da gravação? Naquele que é pirateado e que sabemos que não tem nada de bom, ou no original? Certamente vamos procurar defeitos no original, o pirateado é pirateado e ponto final. Assim está o inimigo, ao nosso derredor bramando como leão, procurando a quem possa tragar, esperando a brecha para verificar os defeitos e aproveitar a ocasião. Os que estão perdido não necessitam de esforço por parte do inimigo, assim os materiais pirateados não precisamos procurar defeitos, eles tem aos montes;


8) Bem aventurado os que choram – porque serão consolados ou BEM AVENTURADOS O QUE RIEM – porque serão (serão o que?). Não existe promessa para os que riem!


9) Israel vivia em cima do muro, idolatrava e servia a Deus ao mesmo tempo. Por isso que Elias disse; Se Deus é Deus, siga-o, se baal é algo, siga ele, mas decidem-se, saiam da mornidão, saiam de cima do muro, façam algo, mudem de vida;


10) Em qual outra ocasião que os profetas de baal obtiveram resposta em seus clamores? Então porque criaram expectativa de naquele dia receberem alguma resposta? Se não receberam em outras tentativas, porque agora baal responderia sendo que ali na frente estava Elias, o profeta do verdadeiro Deus. Sempre ouvimos testemunhos de irmãos que estando em determinados locais os espíritos diabólicos não se manifestam devido a presença deles;


11) Os profetas falsos e o povo atribuíam aos seus deuses muitos feitos de suas próprias mãos, haja vista, o ocorrido com Sansão (Jz 16”23), quando ofereceram a dagom o sacrifício em louvor pela prisão de Sansão, mas não foi dagom que se manifestou e aprisionou Sansão, mas sim, uma mulher;


12) Elias era tinhoso, um verdadeiro casca de ferida, vejamos: restaurou o altar que estava quebrado, não precisou inventar, ser criativo, etc. Depois selecionou 12 pedras, justamente para afrontar ao sistema político da época (reino dividido). A unidade israelita (12 tribos) não existia mais, então o ideal de Elias era: SE O ALTAR ESTÁ SENDO RESTAURADO O MESMO ACONTECERÁ COM A HISTÓRIA ISRAELITA. Com apenas 1 ato, Elias, pregou sobre a situação política de Israel.


13) O culto a baal foi demorado, a manhã inteira e o povo não arredava o pé, ficaram todos, fogo puro, pentecostes, barulho e blá, blá, blá. O culto de Elias foi tão rápido: “Responde Senhor para que este povo conheça que tu é o Senhor”. Então o fogo de Deus foi manifesto no meio do povo. O fogo de Deus QUEIMOU A ÁGUA que estava ao redor e no altar.


14) Não foi a toa que Acabe perguntou a Elias: É você o perturbador de Israel? Elias perturbava com sabedoria;


15) A tradição judaica foi quebrada, a igreja primitiva foi afastada de toda e qualquer lembrança do judaísmo, graças a quem? GRAÇAS A DEUS;


16) Alguns acontecimentos permitidos por Deus durante a história de Israel, são intrigantes, mas a igreja entende o porque desta permissão. Todos eles tiveram significados importantíssimos para a igreja da época e para nós, pois promoveram o crescimento e fortalecimento.
a) O retorno do exílio (período que serviu para aguçar nos judeus o espírito nacionalista e religioso);
b) Dominação grega (que possibilitou uma única língua em boa parte do mundo)
c) Dominação romana (que abriu as estradas seguras para a igreja dispersa e os missionários levarem a Palavra);
d) A perseguição ferrenha dos judeus;
e) A dispersão dos primitivos;
f) A destruição do Templo no primeiro século da era cristã.


17) A partir da destruição do Templo judaico cada um, converso, se tornaria o templo e morada do Espírito Santo de Deus;


18) Esta eu ouvi após a aula e achei interessante: a melancia é uma das mais gostosas frutas, mas de tão boa que é, não consegue sair do chão, vive se arrastando pela terra;


19) Sincretismo religioso é a associação e adoção de idéias, provadas como antagônicas, mas que são praticadas em detrimento ao verdadeiro, a fim de beneficiar apenas alguns ou uma pequena parte. Traduzindo: é nojento.

sábado, 28 de maio de 2011

Pentecostes - o fogo que não se apaga

alguns trechos extraído do livro: Pentecostes : o fogo que não se apaga - Hernandes Dias Lopes. São Paulo: Editora Candeia, 1999.

1

O dr. John Stott, considerado um dos maiores exegetas bíblicos do século XX, disse que "antes de mandar a igreja para o mundo, Cristo mandou o Espírito para a igreja. A mesma ordem precisa ser observada hoje". Não há missão sem capacitação. Não há pregação sem poder. Não há avivamento sem derramamento do Espírito.

Leonard Havenhill, em seu livro Por que Tarda o Pleno Avivamento?, conta a experiência de um pastor que pregou uma tabuleta na porta da sua igreja: "Esta igreja passará por um avivamento ou por um sepultamento".


2

Porque o pentecoste é necessário hoje?

Por causa do baixo nível espiritual do povo de Deus

A igreja via de regra tem crescido para os lados, mas não para cima nem em profundidade. Ela tem sido muitas vezes superficial, rasa, imatura e mundana.

Tem extensão, mas não profundidade.

Tem números, mas não vida.

É grande, mas não causa impacto.

Ela cresce, mas não amadurece.

Tem quantidade, mas não qualidade.

É como a igreja de Sardes: tem nome de que vive, mas está morta (Ap 3.1).

Há um vácuo, um hiato, um abismo entre o que os crentes professam e o que vivem, entre o que falam e o que fazem. A integridade e a santidade não têm sido mais o apanágio da vida de muitos crentes.

Eles estão caindo nos mesmos pecados vis que condenam nos ímpios.


3

Quando a sã teologia é abandonada, a conduta entra em colapso. A teologia é mãe da ética. A teologia determina a ética. O homem é resultado da sua fé. Como ele crê no seu coração, assim ele é. Antes da vida vem a doutrina. A doutrina determina a qualidade de vida.

Não há santidade fora da verdade. Não há cristianismo autêntico se na sua base não está a Palavra de Deus.

Uma igreja apóstata não pode gerar crentes genuínos. Uma igreja em crise espiritual gera crentes trôpegos e doentes.


4

Há também aqueles que, à semelhança dos crentes de Efeso,

são ortodoxos, mas perderam o calor espiritual, abandonaram o primeiro amor.

Guardam doutrinas certas na cabeça, mas são gelados na vida espiritual.

São ortodoxos de cabeça e hereges de conduta.

São zelosos em observar os rituais, mas condescendentes ao pecado.

São observadores externos dos preceitos de Deus, mas cheios de podridão por dentro.

Vão à igreja, mas não entram na presença de Deus.

Cantam hinos, mas não adoram a Deus.

Fazem longas orações, mas desconhecem a glória de entrar no Santo dos Santos da intimidade com o Senhor.

Jejuam, mas não se humilham na presença do Todo-poderoso.

Não têm temor de Deus no coração.

Acostumaram-se com o sagrado, já não sentem mais deleite na Palavra nem alegria na vida de oração, perderam a visão da obra de Deus, por isso já não têm mais paixão pelas almas. Vivem um cristianismo árido, estéril, apenas de fachada e aparência.


5

Nunca na história houve uma explosão tão grande de fogo estranho como no tempo em que vivemos. A humanidade está ávida por novidades. Tudo o que oferece resposta imediata à sua necessidade, o homem está buscando.

Caímos na malha de um pragmatismo demoníaco.

As pessoas hoje não estão interessadas na verdade, mas naquilo que funciona.

Elas não buscam o que é certo, mas o que dá certo.

Não se interessam pela integridade, mas por resultados.

Não buscam caráter, mas carisma.

Não querem santidade, mas sinais.

Não são atraídas pela cruz, mas por milagres.

Não buscam negar-se a si mesmas e cada dia tomar a cruz e seguir Jesus, mas correm atrás de um falso anestésico que lhes acalme a dor do agora.

Não buscam com agonia de alma o arrependimento, mas o conforto.

Não se interessam em mudar de vida, estão atrás de lucro.

Não buscam a cidade cujo arquiteto e fundador é Deus, querem impérios neste mundo mesmo.

Não se importam com o fogo do inferno, desde que consigam apagar as chamas do sofrimento que lhes incomoda agora.


6

Cumprimento da promessa do Pai -Lucas 24.49

O Pentecoste é o cumprimento de profecias claras e inconfundíveis. O Deus fiel, que não pode negar a si mesmo e que vela pelo cumprimento de sua Palavra, prometeu derramar do seu Espírito sobre toda a carne (Jl 2.28).

Obviamente não se está falando quantitativamente em "toda a carne", mas qualitativamente.

O Pentecoste transpôs a barreira sexual, pois o Espírito foi derramado sobre filhos e filhas, homens e mulheres. Deus devolveu à mulher sua dignidade original.

O Pentecoste quebra a barreira do preconceito etário: o Espírito desceu sobre jovens e velhos. Não há idade sagrada nem há idade problemática. Todos podem experimentar a vida abundante de Deus. O velho pode ter ideais e sonhos, e o jovem pode ter visões e discernimento.

O Pentecoste rompe o preconceito social, pois o Espírito foi derramado sobre servos e servas. Não há aristocracia espiritual. Não há dinastia sagrada. Não há estratificação social no Reino de Deus. Até mesmo os mais simples e humildes são contemplados com a qualidade superlativa da vida cheia do Espírito.


7

Resultado de uma espera obediente - Lucas 24.49

"...ficai em Jerusalém...". A ordem de Jesus estava dada e não podia ser mudada, adiada ou desobedecida. Os discípulos deviam permanecer em Jerusalém.

Talvez o último lugar que gostariam de ficar fosse a cidade de Jerusalém, que significava fracasso e queda na vida deles. Jerusalém representava vergonha e opróbrio na história deles. Ali suas expectativas e sonhos foram sepultados. Ali um espectro de dor se apoderou da alma deles.

Mas Jesus mostra que o cenário do fracasso deve ser o lugar da restauração. Onde há obediência, há bênção; onde a palavra de Jesus não é levada a sério, há maldição. Obedecer é melhor que sacrificar.

Aquele não era tempo de sair, era tempo de ficar. Aquele não era momento de fazer missão, mas de introspecção. Há ocasiões em que o que Deus espera de nós não é atividade, mas autoavaliação.

Deus está mais interessado no que somos que naquilo que fazemos. A nossa vida é mais importante que o nosso trabalho. Quando Jesus chamou os apóstolos, antes de enviá-los a pregar e a expulsar demônios, designou-os para que estivessem com ele. Agora, antes de derramar sobre eles o Espírito, capacitando-os para o cumprimento da missão, ordena-os a ficar em Jerusalém.


8

Pastores indolentes não sabem o que é agonia de alma, nem jamais experimentaram o que é lutar com Deus em oração como Jacó.

E. M. Bounds disse no seu clássico livro O Poder através da Oração que "homens mortos tiram de si sermões mortos, e sermões mortos matam".

Lutero, o grande reformador alemão, já dizia que "sermão sem unção endurece o coração".

C. H. Spurgeon dizia que toda a sua vasta biblioteca nada era diante do altar sagrado de sua sala de oração.

Abraão Kuiper, grande teólogo, educador e político holandês, afirmou que, "se pastores não forem homens de oração e não honrarem o Espírito Santo em sua vida e ministério, darão aos seus rebanhos pedra em vez de pão".

É verdadeiro o refrão que citamos em nossas igrejas: "Muita oração, muito poder; pouca oração, pouco poder; nenhuma oração, nenhum poder".

Na verdade, bancos vazios de oração fazem púlpitos sem poder.


9

C. H. Spurgeon, ao pregar sobre o texto de Atos 1.14, disse: "Como esperar o Pentecoste se nem ainda fomos despertados para orar? Primeiro, vem a igreja toda, unânime, perseverando em oração, só depois vem o Pentecoste".

Martyn-Lloyd Jones afirmou que "o Pentecoste é derramado sobre algo que está pronto. A unção do Espírito derrama-se sobre a preparação. Elias erigiu um altar, em seguida cortou a lenha e arrumou-a sobre o altar. Então, matou o novilho, cortou-o em pedaços e colocou-os sobre a lenha. Tendo feito tudo isso, orou para que descesse fogo; e o fogo desceu. Essa é a ordem das coisas".

Na hora em que nossa vida estiver preparada, o fogo de Deus descerá sobre nós. Quando o caminho de Deus for preparado e os vales forem aterrados, os montes nivelados, os caminhos tortos endireitados e os escabrosos aplainados, então toda a carne verá a salvação de Deus. É quando a igreja cai de joelhos em oração perseverante e unânime, que o fogo do Espírito cai sobre a igreja.

É depois que a igreja acerta a sua vida, que o cumprimento da

promessa se concretiza.


10

O Espírito veio em forma de vento para mostrar a soberania, a liberdade e a inescrutabilidade do Espírito. O Espírito, assim como o vento, sopra onde quer, da forma que quer, em quem quer.

Ninguém pode cercar ou deter o vento. Ele é misterioso. Ninguém sabe donde ele vem nem para onde vai. Seu curso é livre e soberano. Deus não se submete à agenda dos homens. Ele não se deixa domesticar. Ele não pode ser pressionado. Ele é Deus. Está no trono e faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade.

O Espírito veio em forma de línguas de fogo. O fogo ilumina, purifica, aquece e alastra. Jesus veio para lançar fogo sobre a terra.


11

A igreja precisa pregar não apenas aos ouvidos, mas também aos olhos.

Precisa não apenas proferir belos discursos, mas também viver em santidade.

Não basta que as pessoas ouçam de nós belos sermões, elas precisam ver vida santa.

O diácono Filipe, ao chegar à cidade de Samaria, viu ali um grande avivamento, e as multidões atendiam, unânimes, às coisas que ele dizia. Mas por quê? Qual era a razão da eficácia do ministério de Filipe? É que Filipe falava e fazia. Ele pregava e demonstrava. Ele pregava aos ouvidos e também aos olhos (At 8.6).

Quando João Batista enviou seus emissários para interrogar a Jesus se ele era de fato o Messias, o Mestre mandou lhe dizer: "... Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho" (Mt 11.4,5).

Quando o paralítico abordou a Pedro e João na entrada do templo, eles não fizeram um discurso, mas disseram: olha para nós (At 3.4).

A vida da igreja precisa falar mais alto que o seu discurso. Onde não há vida, a palavra é desacreditada, o discurso é vazio e inócuo.

Sem santidade não existe pregação eficaz.

Sem santidade não existe ministério ungido.

Sem santidade não podemos ser boca de Deus (Jr 15.19).

Sem santidade o bastão profético em nossas mãos não tem nenhum valor, como aconteceu no caso de Geazi (II Rs 4.31).

A Palavra de Deus é verdade em nossos lábios, quando vivemos na presença de Deus e fazemos a obra de Deus no poder do seu Espírito (I Rs 17.1,24).


12

Poder para perdoar (Atos 1.8)

Havia uma rivalidade histórica entre judeus e samaritanos. Inimigos irreconciliáveis, eles não se toleravam. Os judeus consideravam os samaritanos combustível para o fogo do inferno.

Pelo fato de Jesus não ter sido bem recebido em Samaria, Tiago e João, os filhos do trovão, quiseram que fogo do céu caísse sobre a cidade para destruir os seus desafetos. A mulher samaritana fez questão de relembrar a Jesus que um judeu não deve pedir um favor a um samaritano, muito menos um samaritano ajudar a um judeu.

Jesus já havia quebrado a barreira da inimizade passando por Samaria na itinerância do seu ministério. Ele rompeu com todos os preconceitos que separavam esses dois povos pelo muro da inimizade. Agora, ao fazer a promessa do derramamento do Espírito, diz que a igreja receberia poder para testemunhar também em Samaria.

Talvez fosse o último lugar a que um judeu gostaria de ir. Talvez fosse a última escolha para uma empreitada missionária. Mas, onde chega o Pentecoste, as barreiras do ódio são desfeitas. Onde o Evangelho prevalece, acabam-se as guerras frias, curam-se as feridas, restauram-se as relações quebradas e estabelece-se a comunhão.

A ordem de Jesus não é para incendiar a Samaria, como antes queriam Tiago e João, mas para testemunhar a ela a mensagem suprema do amor de Deus e da salvação em Cristo. Só recebendo poder do Espírito, podemos perdoar. Precisamos de poder para amar como Jesus amou.


13

Poder para experimentar o extraordinário no cotidiano (Atos 3.6)

Os apóstolos não agendavam os milagres.

Não marcavam cultos de libertação e cura.

Não havia previsibilidade antecipada.

Não agiam como secretários do Espírito Santo, tentando controlar e manipular a sua agenda.

Eles não faziam propaganda dos sinais.

Não colocavam faixas anunciando a presença de homens poderosos.

Não faziam exposição de seus dotes espirituais. As coisas aconteciam dentro da liberdade e da soberania do Espírito.

Eles não desviavam os olhos do povo para a igreja, nem não trombeteavam suas próprias virtudes. Enfeixavam todos os holofotes sobre Jesus.

Os apóstolos não comercializavam o poder. Eles não viviam encastelados em torres de marfim, empoleirados no topo da fama.

Eles não barganhavam nem mercadejavam a Palavra.

Não exploravam o povo em nome da fé.

Não extorquiam os neófitos usando de artifícios para vender seus produtos religiosos.

Eles não forjavam milagres.

Eles não trapaceavam.

Eles não faziam alaridos para chamar a atenção para si mesmos.

Os apóstolos não usavam expedientes escusos para crescer.

Não prometiam riquezas, prosperidade e saúde.

Não faziam promessas ao povo de benesses terrenas e temporais, com vistas a atrair multidões.

Eles não pregavam um evangelho fácil. Traziam no corpo os vergões dos açoites, a história das prisões e a privação financeira. O poder deles não era a opulência financeira. A influência deles não era a mobilização política. Eles eram homens revestidos com o poder do Espírito. Por isso, Pedro pôde dizer ao paralítico: "Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!" (At 3.6).


14

"...Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando?" (At 2.7).

Esta observação está vazada por uma atitude soberba de profunda discriminação.

A Galiléia era considerada pelos juDeus ortodoxos uma terra pagã. Era chamada a Galiléia dos gentios, terra de trevas, terra de gente ímpia, atrasada, pobre, doente e marginalizada.

Foi por isso que Natanael disse a Filipe acerca de Jesus: "Porventura, de Nazaré (que fica na Galiléia) pode sair alguma coisa boa?". Deus chama as coisas fracas deste mundo para envergonhar as fortes. Ele enche do seu Espírito galileus, para com eles revolucionar o mundo.

Todavia, apesar do preconceito quanto à origem, ao berço, à formação e ao status daqueles que estavam falando das grandezas de Deus, não foi possível negar a realidade insofismável de que algo extraordinário estava acontecendo.

No Pentecoste acontece o contrário do que se deu na Torre de Babel. Lá as pessoas falaram e houve confusão das línguas. No Pentecoste, os crentes falaram e houve entendimento, cada um na sua língua materna (At 2.8,11). Onde reina o Espírito de Deus, aí há entendimento e não confusão.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

festas judaicas



A pureza do movimento pentecostal. Plano de aula.

CRENTES DE 2ª CLASSE
PALAVRA + PODER = PENTECOSTES
REVESTIMENTO OU INVESTIMENTO?
O QUE QUER ISTO DIZER? – ATOS 2”12
NOVA UNÇÃO, NOVO MOVER? DO Deus IMUTÁVEL?
ARMADURA DE SAUL OU REVESTIMENTO DE DAVI?
RIR QUANDO O ESPÍRITO SANTO É FEITO DE TOLO
NEOIGREJAS PENTECOSTAIS OU IGREJAS NEOPENTECOSTAIS?

INTRODUÇÃO
Apesar de testemunharmos o grande avanço dos movimentos, não podemos classificá-los como pentecostais, pois muitos não apresentam as principais características do verdadeiro pentecostes, ou seja, não seguem a essência cristã vivida pela Igreja primitiva.

O verdadeiro Movimento Pentecostal está fundamentado sobre duas colunas vitais:
• A Palavra;
• Poder de Deus (ação do Espírito Santo)

O inicio do século XX, foi testemunha do surgimento de uma verdadeira renovação espiritual, que teve inicio no Estados Unidos, se espalhando depois por toda a América, atingindo depois o restante do globo.

Este movimento pentecostal que percorreu o mundo é:
• comprovadamente bíblico;
• ortodoxamente teológico;
• Não sofre atuação do tempo.

Mas constantemente sofre ataques do:
• desconhecimento bíblico (ignorância acerca da atuação do Espírito Santo);
• ignorância acerca da origem do verdadeiro avivamento;

I. A ORIGEM DO PENTECOSTES CRISTÃO
1 – O ponto de partida
• Do grego pentekoste (cinqüenta, quinquagésimo);

a) A festa de Pentecostes (Lv 23:15-25):
• 2ª das três grandes festas judaicas (Pães asmos, Pentecostes e dos Tabernáculos);
• Festa das Semanas (Ex 34:22), Festa das primícias (Nm 28:26).
• 50 dias após o dia seguinte ao sábado da Páscoa (após a ressurreição);
• O molho da oferta movido no primeiro dos 50 dias (ressurreição);
• 1 dia de oferta voluntária em gratidão pelas bençãos recebidas (Dt 16.10);
• Todos os judeus, da Palestina e os dispersos se reuniam para esta festa;
• Todos deveriam estar em Jerusalém nesta ocasião, seriam testemunhas;
• Inclusive o que estava na sua 3ª viagem missionária (At 20:16).

b) A primeira grande colheita mundial – At 2:1 (Nota de rodapé da BAP)
• A festa era uma referência à efusão do Espírito sobre toda a carne (Jl 2.28; At 2.1-13)
• 10 dias após a ascenção de Cristo, 120 crentes estavam esperavam a promessa;
• Na 3ª hora (9 horas da manhã), Jesus cumpriu a promessa.

O Pentecostes em grego pentekostes (cinqüenta), também conhecido como a Festa das Semanas. Era celebrada cinqüenta dias após a Páscoa em Jerusalém, quando todos o judeus, tanto os que habitavam na Palestina quanto aqueles que estavam dispersos por todas as partes do mundo de então, se reuniam para comemorarem esta festa. Para esta ocasião, eles deveriam estar em Jerusalém para servirem de testemunhas. Inclusive aquele que estava em sua 3ª viagem missionária.

A Festa de Pentecostes era uma santa celebração em que o adorador oferecia ao Senhor uma oferta voluntária proporcional às bênçãos recebidas do Senhor (Dt 16.10), mas no contexto profético, ela é uma referência à efusão do Espírito sobre toda a carne (Jl 2.28; At 2.1-13). Foi neste momento que Jesus cumpriu sua promessa. Novos tempos para a humanidade, a partir de Jerusalém, a capital religiosa do judaísmo, que ora convergia para o cristianismo.

Dez dias após a ascenção de Cristo ao céu (50 dias após a Pascoa), 120 crentes estavam esperando no cenáculo, unânimes, a promessa. Na 3ª hora (9 horas da manhã) deu-se inicio a inauguração do movimento pentecostal (At 2:15). As nações ouviram a mensagem de Deus e entenderam, cada uma na sua própria língua. Aquela, realmente, foi a festa de Pentecostes, pura gratidão pela colheita iniciada.

A lei Mosaica, com todas as suas cerimônias, ritos e prescrições, serviu de sombra às coisas que estavam para vir (Cl 2:16,17; Hb 10:1), assim a festa judaica de Pentecostes é uma figura, um símbolo, um tipo do derramamento do Espírito Santo. Não foi coincidência o derramamento, do Espírito Santo, ter acontecido justamente no dia desta festa, pois ela representou:
• Ano aceitável do Senhor (Lc 4:19) – o tempo em que haveria a pregação do evangelho. Este ano se iniciou com a morte de Jesus. A Páscoa (I Co 5:7) inaugurou este ano do Senhor;
• Oferta da prímicia – no dia seguinte ao sábado da páscoa, era oferecido um molho das primícias da colheita ao sacerdote (Lv 3:10), esta primícia é o primogênito dentre os mortos (aquele que ressuscitou no dia seguinte ao sábado da páscoa);
• Inicio da colheita do ano (ano aceitável do Senhor) – 50 dias após a páscoa ocorria a festa de Pentecostes, que indicava o início da colheita no ano, ou seja, a ocasião que demonstra o início da salvação da humanidade através da Igreja, o início do movimento do Espírito Santo, baseado no sacrifício de Cristo, com poder e eficácia, em prol da colheita das almas para o reino celestial.

Assim, a descida do Espírito Santo somente poderia ocorrer, mesmo, nesta festa. Era o começo do movimento e o Espírito Santo sempre esteve relacionado com o mover, como vemos desde a Sua primeira aparição no texto sagrado (Gn 1:2).

A expressão pentecostalismo passou a ser utilizada na década de 60, nos Estados Unidos, e serve justamente para distinguirmos os movimentos:
• Tradicionais – igrejas históricas;
• Pentecostais – grupos dissidentes das igrejas histórica;
• Carismáticos católicos;
• Neo pentecostais – dissidentes dos movimentos pentecostais

2 – Como surgiu o termo pentecostalismo:
a) Fundamento bíblico:
• Dia de Pentecostes (At 2);
• Casa de Cornélio (At 10:46). Pedro reconheceu a legitimidade daquele evento (At 11:15);
• Em Éfeso os que ainda não conheciam o Espírito Santo receberam o batismo (At 19”1-6);

b) Fundamento histórico. Outros tantos vultos da histórias também testemunharam esta doutrina:
• Justino Mártir (100-165);
• Irineu de Lyon (115-202);
• Teófilo de Antioquia (?-181);
• Tertuliano (160-220);
• Orígenes (180-254);
• Eusébio de Cesaréia (260-340)
• João Crisóstomo (304-407);
• Agostinho (354-430);
• Gregório o Grande (540-604);
• Simeão, o Novo Teólogo (949-1022);
• Hildegard de Bingen (1098-1179);
• Gregório Palamas (1296-1359);
• Francisco de Assis (1182-1226);
• Inácio de Loyola (1491-1556);
• Martinho Lutero (1483-1546);
• Jonathan Edwards (1703-1758);
• John Wesley (1703-1791)

3 – Do Pentecostes judaico ao cristãos - Transição do judaísmo ao cristianismo:
Após o exílio na Babilônia, o culto judaico ficou concentrado no Templo em Jerusalém. Isto deu as festas judaicas a importância devida e prevista na lei mosaica.

Os primeiros cristãos judeus logo associaram a Festa de Pentecostes ao cumprimento da profecia de Joel, pois foi a ele que Deus revelou com mais detalhes do derramamento do Espírito Santo nos últimos tempos (Jl 2.23-32).

Como ocorreu a transição do judaismo ao cristianismo:
• Destruição do Templo (70 dc) – contribuição do império romano para a transição;
• Impossibilidade e ou proibição de uso do Templo para sacrificios e rituais, devido a grande dispersão;
• Dependência total da atuação do Espírito Santo.

II. A TRAJETÓRIA DO PENTECOSTALISMO
1 – A promessa da efusão do Espírito:
• Cumprimento da profecia (Jl 2”28-32);
• Disponível a todos quanto o Senhor chamar;
• Agindo continuamente e renovando;

Um dos pontos essenciais do pentecostalismo é a crença de que o avivamento da Igreja é contínuo, ou seja, Deus não cessa de intervir no meio de Seu povo. Teve inicio em Jerusalém, se estendendo depois a Samaria, Antioquia da Síria, Éfeso e aos confins da Terra, alcançando a todos a quanto o Senhor chamar, conforme testemunhado por Pedro durante sua primeira pregação (At 2:16-39). Nesta dispensação, o Espírito habita em toda pessoa por Ele regenerada e salva por Jesus (Jo 14.16,17; 1 Jo 4.13; Rm 8.9).

2 – O movimento pentecostal tem o testemunho dos séculos:
Na história da Igreja, observa-se nitidamente que Deus sempre avivou ou reavivou a sua Igreja em várias ocasiões diferentes. Esses períodos da Era Cristã foram marcados por reavivamentos maravilhosos, onde Deus se manifestou aos seus servos de forma sobrenatural. A doutrina do verdadeiro avivamento não nasceu nos arraiais pentecostais suecos ou norte americanos, mas teve precedentes biblicos-históricos importantes. Por isto esta doutrina, a crença na atualidade da concessão e utilização das operações do Espírito Santo, seja tão polêmica.

Durante todos os avivamentos ocorridos nestes dois milênios, tem havido muitos registros de manifestação do batismo com o Espírito Santo e dos dons espirituais. A partir da Reforma Protestante, quando a Igreja se livrou dos dogmas romanistas, a história registrou com maior intensidade o fenômeno de falar em línguas estranhas. Na Grã-Bretanha, Alemanha, Estados Unidos, foram verificados intensos avivamentos. Grandes homens pregaram com ousadia, sem temerem as represálias das igrejas tradicionais históricas.

Estas mensagens avivadas percorreram o mundo e chegaram ao Brasil em 1910, por intermédio dos missionários Daniel Berg, Gunnar Vingrem (Batistas) e Louis Francescon (Presbiteriano), sendo que os dois primeiros se instalaram ao norte do país, no Pará fundando a centenária Assembléia de Deus, enquanto que o terceiro dedicou seu tempo no sul e sudeste com colônias italianas, dando inicio, tempos depois, aos trabalhos da Congregação Cristã.

3 – O genuíno pentecostalismo:
O genuíno pentecostalismo prima pela ortodoxia bíblica e no cuidado da sã doutrina. As suas principais caracteristicas são:
• Contrição total pelo Espírito Santo;
• Amplo perdão e reconciliação (At 4.32);
• Santidade de vida, dentro e fora da Igreja;
• Renovação espiritual; zelo pelo modelo bíblico (Sl 119.25, 154), e amor;
• Zelo e frequência à casa do Senhor.
• Crença única na Bíblia como Palavra de Deus, inpirada, inerrante e infálivel.

Através destas caracteristicas e do conhecimento da fonte de todo e qualquer movimento, seremos capazes de distinguirmos o verdadeiro do falso, o certo do errado e o santo do profano.

No genuíno pentecostalismo não há espaço para comodismo e indiferença (Ez 37.9), para a sonolência espiritual (Ef 5.14), para a insensibilidade (Cl4.17; 2Tm 1.6), nem para o secularismo (Rm 12.2).

a) Classificação do Pentecostalismo:
• 1ª geração ou históricos – Surgidos na primeira década do seculo XX (Assembléia de Deus e Congregação Cristã do Brasil);
• 2ª geração - surgidos a partir da década de 50 (Quadrangular, Brasil para Cristo, Casa da Bênção, Deus é Amor);
• Neopentecostais – surgidos a partir da década de setenta sendo a principal a Universal do Reino de Deus. Estes novos movimentos se baseiam em uma doutrina conhecida como a confissão positiva, também chamada Teologia da Prosperidade.

Os neopentecostais formam um grupo coexistente com os pentecostais, mas com uma identidade distinta. Possuem uma forma muito sobrenaturalista de encarar sua vida religiosa, com ênfase na busca de revelações diretas da parte de Deus, de curas milagrosas para doenças e uma intensa batalha espiritual entre forças espirituais do bem e do mal, que afirmam ter consequências diretas em sua vida cotidiana. São, em geral, mais flexíveis em questões de costumes em relação aos Pentecostais tradicionais.

A confissão positiva se refere literalmente a trazer à existência o que declaramos com nossa boca, uma vez que a fé é uma confissão. Caracteristicas da confissão positiva:
• Pobreza e doença são resultados visíveis do fracasso do cristão;
• Batalha espiritual, confronto direto com os demônios;
• Maldições hereditárias;
• Possessões de crentes.

III. O VERDADEIRO PENTECOSTALISMO
1 – Caracteristicas das igrejas pentecostais:
• Aceitam a soberania e os mistérios de Deus (At 2:2-13);
• Conservam e aplicam com pureza a sã doutrina (At 2”42);
• Acreditam na atualidade da concessão e uso dos dons Espirituais;
• Cumprem o ide sem restrições, com coragem (At 2:14);
• Comprometimento com a santidade e aperfeiçoamento dos santos;
• Aguarda nas promessas de Deus (Lc 24:49);
• Obedecem aos mandamentos de Deus ( At 2:1) - reunidos no mesmo lugar, anulação da vontade própria;
• Cresce numericamente e em qualidade (At 2:37-42). As conversões vieram pela pregação de Pedro e não pelas línguas estranhas.

a) Doutrinas cristãs pentecostais básicas:
• pecado original;
• penas eternas;
• salvação pela fé;
• escatologia;
• santificação;
• ênfase a doutrina do batismo com o Espírito Santo;
• ensino da atualidade dos dons espirituais;
• aproveitamento do leigo na igreja;
• liturgia informal com oportunidades para testemunhos, cânticos acompanhados ou não por palmas;
• arrebatamento da igreja e dispensa da grande tribulação;
• vinda de Jesus em duas fases distintas;
• ênfase a doutrina bíblica da santificação (Ef 4.13);
• algumas igrejas são rigorosas nos usos e costumes.

b) O Falso pentecostalismo e suas principais características - I Rs 18:20-40 e Ex 32:1-5
• É seguido pela maioria (Ex 32:1; I Rs 18:22, 25) – cresce em número, invenções, mas perde em santidade, em caráter e fidelidade. A maioria perde, como nos dias de Noé;
• Possui fogo falso (Ex 32:24; I Rs 18:25) - fogo de entusiasmos, novidades e caprichos de muitos animadores;
• Culto extenso, repetitivo, muitos movimentos (Ex 32:6, 17-18; I Rs 18:29);
• A divindade invocada no falso culto pentecostal não responde (Ex 32:20; I Rs 18:26-29), pois se trata apenas de movimentações físicas, teatro, show. O falso culto pentecostal é um culto sem ética.

c) Como enfrentar o falso culto pentecostal:
• Convicção (Ex 32:19-21, 27; I Rs 18:17-21) – Elias estava convicto, sabia que servia o verdadeiro Deus;
• Definição (Ex 32:21-24) – o povo estava na duvida, Elias não. “Se baal é o senhor então segui-o. Se Deus é o Senhor, segui-o” - É hora de definição!

d) O que fazer para restabelecer o verdadeiro culto pentecostal:
• Restauração do antigo altar (Ex 32:19-20, 34:1, 4; I Rs 18:30) - Elias restaurou o altar de seus pais. O mesmo altar em que adoravam os seus antepassados;
• Culto com base na palavra de Deus (Ex 34:10, 27-28; I Rs 18:31) - Elias usou doze pedras. Não utilizou outro material para a restauração do altar. Não fez uso da criatividade;
• Ordem no tempo do culto (Ex 34:31-33; 35:1, 20; I Rs 18:36) - Deus havia determinado a hora do sacrifício e Elias obedeceu a Deus quanto ao horário;
• O culto deve ser dirigido a Deus (Ex 34:5-9; I Rs 18:36) e não ao individualismo (aquele irmão, aquela Igreja, aquele missionário, cantor, aquele pregador, pastor);
• Deve haver clamores e orações (Ex 32:30-33, 33:11-23; Ex 34:8-9; I Rs 18:36-37);
• Deve haver fogo do céu (Ex 24:16-18; I Rs 18:34, 38 cf Hb 12:18-20, 29) - Elias derramou água sobre e em volta do altar, a fim de que o povo cego, visse;
• Os empecilhos devem ser eliminados (Ex 32:27-29; I Rs 18:40) - Os falsos profetas podem causar danos, mas não têm poder para destruir o verdadeiro culto pentecostal dirigido ao verdadeiro Deus.

2 – Novos movimentos - Neopentecostais:
• Frutos de dissidências;
• São segmentos esotéricos, místicos;
• Praticam o sincretismo religioso;
• Incorporam em suas liturgias práticas místicas e antibiblicas.

O pentecostalismo é um movimento bíblico, e suas doutrinas também são, portanto, estão com razão aqueles que não aceitam a aplicação da palavra neopentecostalismo. O correto seria neoigrejas pentecostais.

CONCLUSÃO
Salvar ou assegurar a pureza do Movimento Pentecostal é conservá-lo intacto, mantê-lo genuíno, ou seja, fazer permanecer as suas características, as suas finalidades. O derramamento do Espírito Santo tem como objetivo transmitir o poder de Deus ao Seu povo até o fim da dispensação da graça, a fim de criar condições para que haja a evangelização do mundo bem como o aperfeiçoamento dos santos até a volta de Cristo. É esta a finalidade do Pentecostes.

Devemos manter estes propósitos constantes das Escrituras, pois o poder de Deus é transmitido para a glória do Senhor, para a salvação das almas e para o aperfeiçoamento dos santos. Qualquer outro intento que se apresente deve ser repudiado.

Não se pode adotar o misticismo estéril (porque não gera frutos para o reino de Deus) que tanto tem invadido as igrejas locais, nem tampouco se dispensar o verdadeiro Pentecostes por conta de uma “ortodoxia” que, em verdade, representa um formalismo vazio, oco e que, não raro, revela um descrédito no Evangelho completo e poderoso, tal qual constante nas páginas sagradas.

Como é notório, muitas inovações, modismos e práticas descabidas e antibíblicas vêm afetando o genuíno Movimento Pentecostal.

Resumo extraído do conteúdo proposto na lição 9 (Revista Lições Bíblicas) e dos subsídios disponibilizados nos sites abaixo:
http://www.subsidioebd.blogspot.com/ acesso em 24/05/2011
http://auxilioebd.blogspot.com/ - acesso em 23/05/2011
http://www.subsidioebd.blogspot.com/ - acesso em 24/05/2011
http://atitudedeaprendiz.blogspot.com/ - acesso em 25/05/2011
http://luloure.blogspot.com – acesso em 24/05/2011
http://ebdistas.blogspot.com/ - acesso em 24/05/2011
http://www.ebdweb.com.br - acesso diários
http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com – acesso em 24/05/2011
Bíblia de aplicação pessoal – nota de rodapé Atos 2”1

domingo, 22 de maio de 2011

pós aula - lição 8 - alguns comentários dos alunos

1) Seria possível um pastor de 90 anos, com os filhos todos criados, na igreja, no ministério, se desviar porque agora compreendeu que Deus nunca trabalhou em sua vida? Ou porque não operou algum tipo de milagre na família?

2) Depoimento de um dos irmãos: Quando a Caixa não aprova um financiamento, todos aceitam (comprador e vendedor), pois ela é soberana em sua decisão. Nestes casos ninguém vai até a agência para tirar satisfação ou contestar. Porque então com Deus a história tende a ser diferente? Quando Deus coloca ponto final o crente não pode colocar o de interrogação?

3) Jesus levou sobre si todas as nossas enfermidades, todas, mas Ele não cura todos os enfermos.

4) Testemunho do nosso Pastor: Um ministério, diante das inúmeras inovações, resolveu colocar uma roda gigante que rodava ao contrário e com este apetrecho fazia um anjo sobrevoar os crentes durante os cultos, muitos caiam (de tanto poder?).

5) Tantos ministérios, tantas palmas que chega dói e fica vermelha a palma das mãos.

6) Atos 2 - um culto com mensagens, ouvintes, mas tudo dentro da ordem e decência, pois todos ouviram, entenderam a mensagem (cada um na sua própria língua).

7) O nosso serviço líturgico não carece de inovações ou mudanças, está dando certo há muito tempo (20 séculos ou 100 anos?)

8) O que dizer da leitura da Bíblia na hora do culto, no momento em que devíamos estar adorando, reconhecendo nossa limitação, confessando (certo ou errado?)

9) Em visita a uma de nossas igrejas notei que na hora da mensagens os obreiros, presbíteros não paravam, ficaram andando, aquilo me chocou, pois além da irreverência a Palavra pregada, faltou também o respeito ao pregador, onde estava a intercessão, oração, para Deus agir nos corações?

10) Já em outra eu notei que na hora da mensagem, todos sentaram, ficou somente um na porta, e parece que grudaram nas cadeiras, ninguém levantava.

11) Nunca diminua o tempo da Palavra, nunca faça isto Assembléia de Deus, nunca diminua o tempo da Palavra.

12) Colocação inteligente de um dos irmãos: Onde está o ministério da saúde com os remédios? Eu pergunto: Onde estão os gestores para buscarem os recursos? Existem recursos, faltam somente os gestores. O ministério da saúde está sempre disposto a conceder os recursos.

13) Outra inteligente: Onde não tem remédios, o povo tem que usar os caseiros, mas de forma nenhuma com intenção de matar ou de piorar, nem tampouco com inovações ou acreditando em tudo que falam.

sábado, 21 de maio de 2011

Minuto da História - PARTE III


Minuto da História - PARTE II


Minuto da História - PARTE I


Raridade Hino 196 da Harpa Cristã por Daniel Berg



100 anos da assembleia de Deus no Brasil



Em Belém do Pará onde começou,
a doutrina dos dons, Deus enviou,
o batismo de fogo para os fiéis
era mil novecentos e dez

Assembléia de Deus no Brasil chegou,
cuidando das doutrinas e também dos dons
porta que abriu, nunca mais fechou
Deus multiplicou o seu rebanho

Os lideres da Assembléia que formada estão
Daniel Berg e Gunnar Vingren seu irmão
e os outros pioneiros ainda estão lutando
e Cristo lá do céu abençoando

Assembléia de Deus no Brasil chegou,
cuidando das doutrinas e também dos dons
porta que abriu, nunca mais fechou
Deus multiplicou o seu rebanho

Em Cada cidade de nosso Céu
Assembléia de Deus Estendeu o seu véu
em cada povoado tem uma igreja
o inimigo já perdeu a peleja

Assembléia de Deus no Brasil chegou,
cuidando das doutrinas e tambem dos dons
porta que abriu, nunca mais fechou
Deus multiplicou o seu rebanho

Recomendo a leitura do artigo:
"Pérolas do Pastor Jesiel Padilha" publicado na seção estudos bíblicos. Ele faz comentários acerca dos ventos de doutrina que a igreja já enfrentou.

alguns comentários pré aula

1) Realmente, como acreditarmos em uma nova unção? Novo mover do Espírito Santo? Acreditar nisto é por em dúvida a onisciência de Deus, que cremos, já previa este tipo de atitude de sua igreja. Colaboração: Ev. Isaias de Jesus

2) Israel seria liberto do Egito para prestar um culto de adoração à Deus no deserto. (Ex 3:18). Colaboração: Ev. Isaias de Jesus

3) Como a igreja não sabe lidar com estas três palavras: liberdade, cheio e unção. Colaboração: Ev. Isaias de Jesus

4) Realmente o Espírito Santo toca as nossas emoções e a igreja responde, ora de forma madura, adulta, somente glorificando e exaltando o Rei dos reis, observando e praticando os dons espirituais, com ordem e decência, mas como é grande o número daqueles fazem o oposto, se esquecem dos que Paulo ensinou (I Co 14;32. Colaboração: Ev. Isaias de Jesus

5) “A música cristã hoje é muito fraca sob o ponto de vista doutrinário. Essa fraqueza não é coincidência, pois essa música é feita para vender, não para ensinar. É feita para despertar emoções e não para transmitir as coisas profundas de Deus”. Colaboração: Ev. Isaias de Jesus

6) Estes dois comentários foram os melhores:“O crente não é vencedor, é mais do que vencedor por Aquele que o amou”. “O avivamento não é ação da igreja, mas sim de Deus”. Colaboração: Ev. Isaias de Jesus

7) E o que dizer desta palavra: I Cr 16:22 “Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas”. Colaboração: Ev. Isaias de Jesus

8) Que tipo de adoração seria aquela oferecida por Abraão, na ocasião, do sacrifício de Isaque (Gn.22:5)? . (Colaboração: Profº Caramuru Afonso Francisco)

9) Adão e Eva, na viração do dia, se dirigiam a Deus para reconhecerem a soberania Divina. Neste encontro intimo com o Senhor, eles prestavam contas do seu dia. (Colaboração: Profº Caramuru Afonso Francisco)

10) Após a queda, Caim e Abel, também foram ensinados a se apresentarem a Deus em atitudes nítidas de adoração (Gn.4:3,4). A palavra " adoração" vem do latim "ad orare", que significa "para ser feito com a boca". (Colaboração: Profº Caramuru Afonso Francisco)

11) A descendência de Sete, linha de adoradores, pois ao nascimento de Enos, o filho primogênito de Sete, passou-se a invocar o nome do Senhor (Gn.4:26), ou seja, Deus passou a ser buscado, a ser procurado, a ser reverenciado. (Colaboração: Profº Caramuru Afonso Francisco)

12) A EBD é o verdadeiro e genuíno de ensino: “quando vos ajuntais” – com desejo de crescimento e proteção contra os ventos de doutrina e ensinamentos errados. "Cada um tem” – vontade de aprender e ensinar

13) é tão comum ouvirmos isto: "Vou no culto mas não carrego minha Bíblia. No momento da oração fico observando o meu derredor. Não consigo envolvimento no louvor, fico indiferente. Durante a pregação da Palavra, cochilo, imagino o término. A minha alegria é somente a benção apostólica, e ela deve ser a básica e rápida. No amém, saio e a animação volta, o sono vai embora, converso com todos, felicidade, congratulações, gosto de todos e todos gostam de mim, sou capaz de ficar na frente da igreja por muito tempo, conversando, rindo, tratando de mil assuntos, mas quando vejo as horas lembro que esta tarde. Nem percebi que o tempo em que fiquei na frente da igreja conversando foi maior que o tempo do culto. Traduzindo: o período em que fiquei conversando após o culto não me deu sono, entrega total de coração, foi tremendo, mas na adoração litúrgica do culto não consegui me envolver.

Repito: Como é comum vermos e ouvirmos isto.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O genuíno culto pentecostal. Plano de aula.

ANTROPOCENTRISMO NO CULTO
EGOLATRIA TENDENCIOSA
CULTO SEM LITURGIA OU LITURGIA SEM CULTO
TRIBUTAÇÃO VOLUNTÁRIA E ESPONTÂNEA
O CULTO ACEITÁVEL - RM 14.18
LOUVORZÃO E A PALAVRINHA

INTRODUÇÃO
Ao longo dos tempos o culto, um dos principais elementos litúrgicos de nossa fé, vem sofrendo constantes ataques a fim da concretização da incessante busca das realizações humanas e seus interesses próprios.

Um dos maiores perigos para a igreja é a adoção de modismo durante a realização de seus serviços litúrgicos, que aparentemente, não apresentam perigo, mas que acarretarão sérios prejuízos a são doutrina e aos costumes genuinamente cristãos.

Por isto que o genuíno culto pentecostal deve ser balizado na ordem, decência e profundo temor a Deus, alias essa era uma das maiores preocupações do apostolo Paulo em relação a igreja de Corinto (I Co 14:23-24), pois primava pela visão e entendimento dos ímpios que se achegavam para ouvir a Palavra. De maneira nenhuma, um culto, poderá ser regido pela desorganização, irreverência, confusão, ser cerceado de criancice e fanfarronice, fomentos suficientes para escárnios dos ímpios e até mesmo dos crentes.

Mas por outro lado, o culto, não poderá ser cercado de formalidades, tradicionalismos, movidos por padrões rígidos e fixos, muito pelo contrário, deve ser uma adoração livre, com liberdade (2Co 3:17). No entanto, esta liberdade, não exime a igreja de cumprimentos dos parâmetros mínimos exigidos para que haja uma verdadeira adoração, regida pela devoção coletiva, com uma liturgia sadia, debaixo da submissão da autoridade divina, algo com responsabilidade, totalmente contrário a tudo que se chama libertinagem.

Portanto o culto é um veículo pelo qual o povo se rende em adoração a Deus, experimentando a comunhão verdadeira, que por sua vez, gera a reverência, santificação, confissão e submissão à vontade Divina. Todo culto, por mais poderoso e fervoroso que seja, sempre será regido pela ordem e decência. Esta é uma das muitas oportunidades para demonstrarmos nossa comunhão com Deus e com a igreja e por fim para crescermos espiritualmente.

I – ADORAÇÃO E CULTO
1 – O verdadeiro significado de culto
O culto de adoração a Deus é a mais sacra reunião da Igreja, em gratidão ao Senhor por todas as bênçãos salvíficas (Sl 116.12,13). Em qualquer religião este trabalho representa a mais elevada homenagem que se presta a sua divindade.

A pessoa principal do culto não é o pregador, o cantor, os conjuntos, os obreiros, mas Jesus Cristo. É a resposta das criaturas racionais à auto-revelação do seu Criador. O culto honra e glorifica a Deus.

O termo culto, tanto no hebraico quanto no grego, dá a idéia de serviço. Nos dias atuais, costuma-se associá-lo ao simples fato de freqüentar ou assistir uma celebração religiosa.

Jesus, durante seu ministério, enfatizou a necessidade de observação de algumas diretrizes no tocante ao culto da nova aliança (Jo 4:19-24), que deveriam ser seguidas a risca:
• Quem deve ser adorado? Deus-Pai (Rm 11.33; Ap 15.4 ;Dn 4.34-37);
• Quem deve adorar? Somente os convertidos (os verdadeiros adoradores);
• Como deve ser a adoração ? Em Espírito e Verdade;
• Qual o lugar da adoração ? Não se limita a lugares religiosos, a objetos e a liturgias fixas;
• Qual o tempo da adoração ? Hoje é o tempo (A hora vem e já chegou).

O culto cristão é caracterizado pela reverencia, temor e adoração ao Senhor (I Co 14;26). Ele pode ser:
• Culto Coletivo. É o momento em que a igreja local separa para adorar, homenagear e celebrar ao Único e Verdadeiro Deus. A igreja primitiva, por exemplo, costumava se reunir para adorar e cultuar a Deus (At 2.1,46,47; 13.1-4);
• Culto Individual. Além de oferecermos a Deus o culto coletivo, precisamos também cultuar também de forma individual, ou seja, apresentar a nossa adoração pessoal (Rm 12.1).

a) Características do verdadeiro culto cristão:
• Deve ser dirigido ao Senhor, somente Ele é digno de toda honra, glória e louvor (Sl. 29.2; 96.9);
• É um ato de adoração pelo qual o homem reconhece Deus como Senhor de todas as coisas;
• É uma resposta ao imenso amor de Deus, dada pelo cristão remido e regenerado, mediante expressões de louvor e adoração;
• É o resultado de nossa reconciliação com Deus promovida por Jesus Cristo (Ef 2:13);
• É a declaração de nossa inferioridade e da superioridade de quem está sendo cultuado;
• Demonstração de nossa total dependência da Palavra.

b) Cultos na igreja primitiva
Na igreja primitiva, por não disporem de templos, os primeiros crentes se reuniam nas casas (At. 3.1; 4.23,24), onde oravam e adoravam ao Senhor, oferecendo contribuições voluntárias para a obra de Deus (I Co. 16.2; II Co. 9.7; Fp. 4.18). Nesses encontros, havia espaço para a leitura de textos bíblicos (At. 2.42; 17.11) e cânticos de adoração (I Cor 14:26; Ef 5:18-21; Cl 3:16-17). Era constituído litugicamente de:
• Salmos – Hinos do Antigo Testamento cantados ao som de instrumento de cordas, como a harpa;
• Doutrinas – Exposição sistemática e lógica das verdades extraídas da Bíblia, visando o aperfeiçoamento espiritual do crente. O seu texto fundamental é a Palavra de Deus;
• Revelação – manifestação sobrenatural de uma verdade que se achava oculta;
• Línguas – capacidade sobrenatural concedida pelo Espírito Santo, visando a consolação, exortação e edificação dos santos;
• Interpretação – exposição, explicação e esclarecimento de um determinado texto das Sagradas Escrituras;
• Dom de interpretação de línguas - Dom sobrenatural concedido pelo Espírito Santo, cujo principal objetivo é transformar as línguas estranhas numa mensagem de edificação, exortação ou consolação à Igreja;
• Cânticos espirituais – hinos cantados em línguas estranhas que, quando interpretados, continham palavras de exortação. A partir da interpretação, a Igreja Primitiva usava-os nos cultos.

2 – A essência do culto a Deus é a adoração
Adoração é um ato simples, um ato de entrega incondicional a Deus e à sua vontade (Mt 6”10). É através da adoração que Deus é reconhecido como Senhor e o homem, como seu servo. Quando adoramos ao Senhor, em espírito e em verdade (João 4:23,24), trazemos o Senhor até ao local de adoração de uma forma especial. O Senhor Jesus disse que Deus procura a estes adoradores e disse que estaria onde estivessem dois ou três reunidos em seu nome (Mt.18:20).

De acordo com a Bíblia, a adoração está associada com a idéia de culto, reverência, veneração. Deus sempre exigiu reverência, respeito e consideração nas reuniões coletivas de adoração, da mesma forma como exigiu de Moisés, ao ordenar que não se aproximasse da sarça ardente e, ainda, descalçasse seus pés, pois o lugar onde se encontrava era terra santa, em virtude da presença do Senhor (Ex.3:5), algo que, anos mais tarde, seria repetido com Josué (Js.5:15), passagem que prova que a adoração não se desprende da reverência.

3 – Adoração completa e incondicional
Todo culto é um ato de adoração à Deus, mas nem toda movimento de adoração é uma prestação de culto, pois rituais, cerimônias, sacrifícios, formalismos e celebrações nem sempre são capazes de exteriorizarem a nossa obediência a Deus, submissão ao Senhor, vida sincera de devoção e prática da Palavra. Adorar a Deus significa servi-lo a todo instante, a todo momento.

Prova disto foram as inúmeras vezes em que Deus não se alegrou com a adoração provinda de Israel, justamente pela situação espiritual em que se encontravam, distantes do Senhor (Is 1:11-15; Jr 6:20; 7:21-26; Am 5:21-27; Mq 6:6-8; Zc 7; Ml 1:6-14). No entanto, a consumação do sacrifício do calvário nos proporciona o direito a uma vida no altar da adoração, pelo qual os homens glorificam o nome de Deus (Mt 5:46). No passado, este serviço somente era possível no Templo em Jerusalém.

A verdadeira adoração surge a partir de um contínuo andar com Deus. Não vamos a igreja somente para adorarmos, mas sim vamos para testemunharmos publicamente. A adoração deve ser a atividade principal, tanto particular como comunitária, na vida de cada crente (Cl 3.17).

II – COMPOSIÇÃO DO CULTO PENTECOSTAL
1 – Liturgia do culto pentecostal
Liturgia (grego leitourgeion - serviço) é o conjunto dos elementos que compõem o culto cristão (At 2:42-47; 1Co 14:26-40; Cl 3:16). A liturgia tem por finalidade servir ao Senhor e trazer um ordenamento no culto, de forma que haja tempo para a oração inicial, os cânticos e louvores, testemunhos e a pregação da Palavra. Sem uma liturgia, o culto pentecostal não teria ordem, trazendo confusão ao santuário, portanto é necessária a presença de uma boa liturgia nos cultos. O culto dos crentes primitivos que, nos primeiros dias da Igreja em Jerusalém não diferia muito da liturgia judaica (At 3.1), passou a ser dinâmico, espontâneo e com manifestações periódicas dos dons concedidos pelo Espírito Santo (Rm 12.6-8; 1Co 12.4-11, 28-31).

O culto pentecostal caracteriza-se por manifestações emocionais, sonoras, visíveis, as quais representam a atitude do adorador, sem dogmatizar estas formas de cultuar por entender que podem engessar a liberdade de espírito. No culto genuinamente pentecostal, o ministro da Igreja deve ter o cuidado de ensinar acerca do equilíbrio entre emoção e espiritualidade, sem bloquear a ação do Espírito Santo.

a) O perfil de um culto pentecostal (I Co 14”26):
Paulo revela-nos o perfil de um verdadeiro culto pentecostal:
• “Quando vos ajuntais” – participação coletiva;
• “Cada um tem...” – participação individual.

b) As partes litúrgicas do culto:
• Adoração – Esta parte do culto consta de orações e expressões de glorificação e exaltação do nome de Deus através de leituras da Bíblia. O início do culto é uma preparação, um verdadeiro convite ao homem para se colocar reverentemente diante de Deus (Ap 19:1-7);
• O reconhecimento de nosso pecado (Is 6:5; Sl 51) – A presença de um Deus santo nos leva a sentir a realidade de nosso pecado e a confessá-lo diante dEle;
• Momento congratulatório - Esta é a parte do culto em que expressamos diante de Deus os nossos sentimentos mais profundos de gratidão pela bênçãos materiais diárias e constantes (Tg 1:17), pelo perdão de nossos pecados (I Jo 2:1-2), pela salvação alcançada através de Cristo (Rm 8:28-30) e pelas bênçãos espirituais recebidas por intermédio de Cristo (Ef 1:3) – Essa gratidão pode ser expressa através de leitura de textos bíblicos que falam de gratidão, de orações e cânticos de ação de graças;
• Momento de edificação – este é clímax do culto, pois é o momento em que Deus fala de maneira especial e o homem ouve. É o momento da revelação da vontade do Senhor através da leitura da Sua Palavra ou da interpretação do texto bíblico pelo pregador. É a hora do comissionamento de Deus ao indivíduo particularmente ou à comunidade de uma maneira geral e coletiva. Este momento tem os seguintes objetivos: convidar o ouvinte a aceitar a Cristo como seu Salvador e Senhor (At 2:37-40; Mt 11:28-30); convidar o ouvinte a participar do processo de sua edificação espiritual e consequentemente da edificação do corpo de Cristo (I Cor 14:4-5, 17-26); convidar o ouvinte a participar do ministério do Senhor (Is 6:8; Mt 28:18-20; Lc 9:1-2; Jo 20:21; At 13:4; 22:21; Rm 10:15);
• Momento de dedicação – esta parte do culto é a resposta do homem àquele comissionamento de Deus. Após ouvir a mensagem o ouvinte pode tomar várias atitudes tipo: dizer não, dizer depois, ficar indiferente, aceitar a Cristo como seu Salvador e consagrar-se ao serviço de Deus para uma vida de mais piedade cristã, para dedicar os seus bens, o seu tempo e seus dons ao Senhor e para participar do ministério da Igreja e da obra missionária do Senhor;
• Conclusão do culto – esta é a última parte do culto, que deve ser rápida e impressionante, a fim de deixar no ouvinte o sabor de todo o processo do culto e no seu coração despertar aquele desejo de maior comunhão com o Senhor. A conclusão do culto é o desfecho final que deve deixar o ouvinte impregnado e impressionado com as realidades da vida espiritual, através de um apelo, de um hino, de uma oração e depois disso, segue-se a bênção e o amém.

c) Composição do culto pentecostal:
A Bíblia afirma que, quando a igreja se reúne, deve haver, na devoção coletiva, salmo, doutrina, revelação, língua e interpretação, tudo com o propósito de edificação (1Co 14:26):
• Salmo (ministério do louvor) - Os Salmos eram o hinário oficial de Israel. Desde os tempos do Antigo Testamento, nas cerimônias e celebrações coletivas de adoração a Deus, estava presente um momento de louvor e de cântico. O louvor é importante, mas é apenas um instante de preparação para o momento principal da reunião, que é a exposição da Palavra de Deus. Jesus dedicou apenas uma pequena parte do culto de instituição da ceia para o louvor (Mt 26:30);
• Revelação, línguas, interpretação (ministério dos dons espirituais) – É indispensável que a igreja, reunida, busque a Deus em oração, para que tenhamos uma verdadeira adoração e a presença de Deus se faça sentir no meio dos crentes;
• Contribuições para o Trabalho da Igreja. Este momento deve ser encarado como item da liturgia no culto, pois faz parte, também, da adoração ao Senhor. Contribuir para o sustento da obra do Senhor é um dever de cada crente, indistintamente, dentro da possibilidade de cada um;
• Doutrina (ministério da Palavra). Considera-se o componente mais importante do culto ao Senhor. A explanação da Palavra é uma necessidade imensa do povo de Deus e um dos principais motivos para a sua reunião coletiva.

2 – Elementos do genuíno culto pentecostal
Os elementos do culto são os meios usados pelo adorador para expressar o culto:
• A Bíblia Sagrada – é o elemento mais importante do culto cristão, pois todos os atos de adoração devem estar baseados na Palavra. As verdades devem nortear o comportamento do adorador (Ne 9:1-5 - Os israelitas leram o Livro da Lei do Senhor durante três horas e passaram outras três horas confessando os seus pecados e adorando o Senhor). É indispensável a leitura, meditação, estudo e pregação da Palavra;
• A oração - Orar é cumprir uma ordem do Senhor (Lc 18:1; I Ts 5:17). A oração é indispensável ao cristão, que deve praticá-la individualmente e coletivamente (Mt 6:5-8; At 12:12 cf Rm 8:15; Gl 4:6). A Bíblia ensina que a oração faz parte do culto particular e público;
• Música – também se destaca como um elemento indispensável ao culto. A Igreja sempre utilizou hinos e cânticos na expressão do seu culto (Rm 15:9; I Cr 14:15; Ef 5:19; Cl 3:16; Tg 5:13; Apc 5:9; 14:3; Mt 26:30);
• O batismo (Mt 28:19);
• A santa ceia (Mt 26:26-30);
• Ofertas - O ato de ofertar e contribuir faz parte do culto. A oferta sempre foi um elemento integrante da adoração a Deus e uma expressão de fidelidade (Dt 12:4-7; Ml 3:10; Mc 12:41-44; II Cr 8:12-18; Hb 13:16).

III – MODISMO LITÚRGICOS
1 – Adoção de movimentos estranhos ao cristianismo do Novo Testamento
A igreja primitiva perseverava na doutrina dos apóstolos, na comunhão e no partir do pão (At 2”42-43). O verdadeiro avivamento não está na adoção de conduta, gestos, posturas artificiais, que roubam a nossa reverência. O avivamento vem pelo respeito a sã doutrina, Palavra e pelo sistema litúrgico sadio.

Atualmente vê-se nas Igrejas em todo o Brasil inovações que têm intrigado muitos cristãos nos nossos dias, práticas e costumes. O tempo destinado à exposição da Palavra é cada vez menor e o tempo reservado aos shows é cada vez maior.

a) Uso de palmas nas reuniões devocionais coletivas. (EXCESSO, MINHA OPINIÃO).
O uso exagerado de palmas não era desconhecido dos israelitas, como podemos verificar do Sl 47:1, passagem bíblica que tem sido utilizada por tantos quantos são favoráveis a esta prática na devoção coletiva. Entretanto este texto é uma expressão poética, ou seja, temos ali uma linguagem figurada, não literal, de modo que não se pode aceitar que o texto permita inferir que as palmas tenham sido uma conduta observada pelos israelitas na sua devoção a Deus.

b) O uso de coreografia ou danças (EXCESSO, MINHA OPINIÃO, NÃO SOU CONTRA)
Muitos utilizam como gancho para justificar essa prática os textos bíblicos de Ex 15:20 e 32:19. Foram danças praticadas pelo povo de Israel em ocasiões especiais, em celebrações populares, sem qualquer conexão com o cerimonial levítico.

Mesmo quando vemos Davi dançando, quando levava a arca para Jerusalém, isto se deu durante a subida da arca para Jerusalém, no caminho, não havendo registro de dança durante a realização dos sacrifícios, após a chegada da arca (2Sm 6:17,18). A dança, pelo contrário, estava presente nas festividades em honra ao bezerro de ouro (Êx 32:19).

c) A prática de "shows" na Igreja.
Torna-se cada vez mais comum o emprego de elementos característicos dos shows em cultos. Tenhamos, pois, temor e tremor na casa do Senhor (Sl 2:11). Deus quer de nós o “culto do coração”, e não o “culto da carne em ação” (Is 29:13). O templo não é um lugar para desfiles de celebridades, danças, “trenzinhos”, luzes coloridas, som “pesado”, assobios, etc.. Precisamos ter reverência na casa de Deus (Mt 21:1-13).

d) Excesso de Louvores.
O louvor é importante, mas é apenas um instante de preparação para o momento principal da reunião, que é a exposição da Palavra de Deus. O alimento do homem é a Palavra de Deus e o excesso de louvores tem contribuído para o raquitismo espiritual da igreja nos nossos dias.

e) Modismos e práticas exageradas – extrabíblicas.
Alguns líderes, infelizmente, não valorizam a Escola Dominical e os cultos de ensino. Em decorrência disso, estão aparecendo expressões e condutas esquisitas em nosso meio:
• Adoração a anjos;
• Água no radio;
• Aviãozinho;
• Batismo no Espírito Santo com pó de ouro;
• Cair pelo Espírito;
• Contempla o varão de branco com a espada na mão;
• Coreografia a anjos;
• Corredor dos trezentos;
• Corrente dos setenta;
• Correr pelos corredores do templo;
• Dançar de poder;
• Dom de lagartixa;
• Encostar a sua testa na cabeça daquele que está recebendo a mensagem.
• Fica no mistério;
• Ingestão das ervas amargas
• Marchar;
• Nova unção;
• Paletó ungido;
• Quebra de Maldição Hereditária;
• Queima ele;
• Rir;
• Risada santa;
• Rosa ungida;
• Rugir;
• Sal grosso;
• Segura a bola de fogo que Jeová vai mandar;
• Sessão de descarrego;
• Sono santo
• Sopro santo;
• Tá amarrado;
• Tapete ungido;
• Teologia da Prosperidade;
• Transito religioso;
• Túnel de luz;
• Unção de lenços, carteiras de trabalho e outros objetos;
• Vômito santo;

2 – Cultos exóticos
Muitos de nossos erros nas áreas onde estão envolvidos os dons espirituais surgem quando queremos que o extraordinário e o excepcional sejam transformados no freqüente e no habitual.

CONCLUSÃO E OBJETIVOS DA LIÇÃO
O verdadeiro culto não se restringe apenas a se reunir com a igreja. Não podemos esquecer que o culto genuinamente pentecostal é obra do Espírito Santo, que por meio da exposição das Escrituras e manifestações sobrenaturais, opera maravilhosamente na igreja para o que for útil. Devemos também destacar que o culto na igreja é apenas uma extensão do culto que tributamos a Deus, a todo instante, em todos os lugares, experimentando a boa, perfeita e agradável vontade de Deus, em cada momento da vida cristã (Rm. 12.1,2).

A Bíblia afirma que, quando a Igreja se reúne, deve haver, na devoção coletiva, salmo, doutrina, revelação, língua e interpretação, tudo com o propósito de edificação (I Cor. 14:20).

Em sendo assim, deve a Igreja reunir-se coletivamente para adorar ao Senhor e, através desta adoração, mostrar a glória de Deus a todos os povos, para que eles, com temor e tremor, creiam em Cristo como seu único e suficiente Salvador (I Cor. 14:24, 25).

A direção do Culto cabe ao Espírito, mas a participação do crente é indispensável, na disposição correta, no sentimento de ação de graças e no desejo de ofertar um culto racional (Rm 12.1). O reino de Deus é um reino de decência e ordem. Não há espaço para improvisos de última hora. A construção da arca e do tabernáculo comprovam a mensagem de organização que Deus quer nos ensinar. Até na salvação haverá ordem (1Co 15.23).

Resumo extraído do conteúdo proposto na lição 8 (Revista Lições Bíblicas) e dos subsídios disponibilizados nos sites abaixo:
http://www.ebdweb.com.br/ - acessos diários
http://www.subsidioebd.blogspot.com/ 16/05/2011
http://luloure.blogspot.com – acesso em 16/05/2011
http://www.ebdweb.com.br - acesso em 16/05/2011
http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com – acesso em 16/05/2011
http://ebdistas.blogspot.com/ - acesso em 17/05/2011
http://auxilioebd.blogspot.com/ - acesso em 17/05/2011
http://www.redebrasildecomunicacao.com.br/licoes-biblicas/index/ - acesso em 17/05/2011