Apresentação da lição em power point

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Naum, o limite da tolerância Divina. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
“Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez” (Gn 18.32).

VERDADE PRÁTICA
No tempo estabelecido por Deus, cada nação, e cada indivíduo em particular, passará pelo crivo da justiça divina.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Naum 1.1-3,9-14.
1 - Peso de Nínive. Livro da visão de Naum, o elcosita.
2 - O SENHOR é um Deus zeloso e que toma vingança; o SENHOR toma vingança e é cheio de furor, o SENHOR toma vingança contra os seus adversários e guarda a ira contra os seus inimigos.
3 - O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em força e ao culpado não tem por inocente; o SENHOR tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés.
9 - Que pensais vós contra o SENHOR? Ele mesmo vos consumirá de todo; não se levantará por duas vezes a angústia.
10 - Porque, ainda que eles se entrelacem como os espinhos e se saturem de vinho como bêbados, serão inteiramente consumidos como palha seca.
11 - De ti saiu um que pensa mal contra o SENHOR, um conselheiro de Belial.
12 - Assim diz o SENHOR: Por mais seguros que estejam e por mais numerosos que sejam, ainda assim serão exterminados, e ele passará; eu te afligi, mas não te afligirei mais.
13 - Mas, agora, quebrarei o seu jugo de cima de ti e romperei os teus laços.
14 - Contra ti, porém, o Senhor deu ordem, que mais ninguém do teu nome seja semeado; da casa do teu deus exterminarei as imagens de escultura e de fundição; ali farei o teu sepulcro, porque és vil.

PROPOSTA
  • 150 anos depois: Nínive novamente nos planos de Deus;
  • Estrutura do livro: louvor, castigo e B.O. contra Nínive;
  • Mensagem: queda de Nínive (peso de Nínive);
  • Deus é juiz de toda a terra, declarou juízo contra Nínive;
  • Não foram punidos antes devido a longanimidade de Deus;
  • Assíria: emaranhado de espinhos e monte de bêbados;
  • “Mais ninguém [...] seja semeado” começou pelo rei;
  • “Serão exterminados [...], mas não te afligirei mais”.
INTRODUÇÃO
O profeta Naum apareceu, mais ou menos um século e meio após Deus ter dispensado sua misericórdia sobre Nínive. Ele profetizou sobre a aquela perversa cidade a proclamou sua ruína, pois com o passar do tempo eles se esqueceram do que Deus havia proporcionado a eles, através da pregação de Jonas. Agora o juízo divino seria irreversível. Sobre isto o professor Francisco de Assis Barbosa escreveu:

“Cerca de cento e cinquenta anos antes de Naum, na época do Profeta Jonas, Nínive, a capital da Assíria, recebeu o perdão de YHWH, mediante o arrependimento de seu povo. Os ninivitas convertidos por Jonas não repassaram os ensinos aos seus filhos (3.1-4), a Assíria perdoada, progrediu rapidamente e embriagados por suas conquistas, aquela geração tornou-se ainda mais arrogante e cruel. Em seu livro, Naum descreve a situação moral da Nínive contemporânea como uma cidade sanguinária e traidora”.

A cidade desapareceu da face da terra, assim como houvera sido profetizado (2.11-12), profecia esta que serviu de consolo à Judá, que era forçado a pagar tributos aos assírios para que não tivessem o mesmo fim de Israel.

O livro de Naum é uma espécie de prolongamento de Jonas, cujo ministério, levou os ninivitas ao arrependimento, mas não demorou para que eles voltassem as velhas praticas e crimes de guerra. Não se deram conta que para tudo existe um limite, uma tolerância.

Os dois livros apresentam Nínive como foco, sendo que no primeiro enxergamos o derramamento da misericórdia de Deus, na vida daqueles que se arrependem do mal, enquanto que no segundo ficou evidente o castigo sobre aqueles que extrapolam os limites da tolerância de Deus.

O livro, apesar de ser dirigido aos judeus, é uma severa repreensão as práticas militares da Assíria e aos seus crimes de guerra. “Em matéria de crueldade os ninivitas eram imbatíveis”, mas em se tratando de justiça não havia e não há outro Deus semelhante. Se as injustiças sociais cometidas em Israel contra os pobres e necessitados foram todas tratadas, imaginem então as crueldades e desrespeito aos direitos humanos cometidos pelos assírios.

I. O LIVRO DE NAUM
1. CONTEXTO HISTÓRICO. 
Naum, cujo nome significa “conforto, consolo”, à semelhança de outros profetas menores, não possui biografia. Ele apresenta-se apenas como o “elcosita”. O reinado no qual profetizou não é mencionado (v.1b). As escassas informações de que dispomos ainda não são conclusivas. As opiniões dos eruditos são divergentes. Elas variam entre o assédio de Jerusalém, em 701 a.C, por Senaqueribe, rei da Assíria (2 Rs 18.13) até as reformas religiosas protagonizadas por Josias, rei de Judá, em 621 a.C. (cf. 2 Rs 22.1-23.37; 2 Cr 34.1-35.27).

a) Origem do profeta. 
Alguns estudiosos acreditam que “elcosita” (v.1c) refere-se a uma cidade da Assíria, situada a 38 quilômetros de Nínive, em Al-kush, ao norte do atual Mossul, Iraque. Tal informação é a menos provável, visto que, desde a antiguidade, a cidade de Cafarnaum, na Galileia, casa de Jesus (Mt 9.1; Mc 2.1), cujo nome significa “aldeia de Naum”, é apontada como local de nascimento do profeta. “É oportuno salientar que Naum lembra o cuidado de Deus pelo seu povo, e que Cafarnaum foi a cidade que viu os milagres de Jesus pelo seu povo, e não creu nele (Mt 11.23)”.

b) Período aceitável. 
Em 612 a.C. a cidade de Nínive foi destruída. A profecia menciona também o desmoronamento de Nô-Amon, capital do sul do Egito, como fato comprovado historicamente (3.8-10). O rei assírio, Assurbanípal, destruiu a cidade egípcia de Nô em 663 a.C. De acordo com essas informações, podemos considerar 663 a 612 a.C. como um período histórico significativo para situarmos o ministério profético de Naum.

c) Nínive (v.1). 
Nínive, a grande cidade (Jn 1.2; 3.2), era a antiga capital do império assírio. Naum se referiu a ela como a “cidade de derramamento de sangue ou cidade ensanguentada” (3.1), pois foram considerados um dos povos mais cruéis da história. É uma das cidades pós-diluvianas fundada por Ninrode, descendente de Cuxe (Gn 10.8-11), por volta de 4500 a.C.,  tornando-se proeminente antes de 2000 a.C. O rei assírio, Senaqueribe (705 - 681 a.C), fortificou a cidade, garantindo assim o apogeu da capital assíria. As ruínas da cidade estão localizadas ao norte do Iraque.

2. ESTRUTURA. 
O “Livro da visão de Naum” (v.1b) consiste em três breves capítulos:
a) O capítulo 1 divide-se em duas partes principais: a primeira é um salmo de louvor a Jeová (vv.2-8); a segunda, num estilo poético, anuncia o castigo dos seus inimigos (vv.9-14), sendo que o versículo 15 é parte do capítulo 2 na Bíblia Hebraica.
b) O segundo capítulo anuncia o assédio e a destruição de Nínive.
c) O terceiro o “boletim de ocorrência” dos motivos de sua queda.

3. MENSAGEM.
O tema do livro é a “queda de Nínive”. A expressão “peso de Nínive” (v.1a) proclama o início de sua ruína. O substantivo hebraico para “peso” é massa que significa “carga, fardo, sofrimento” (Êx 23.5; Nm 11.11,17) bem como “sentença pesada, oráculo, pronunciamento, profecia” (Hc 1.1; Zc 9.1; 12.1). Ela aponta para a proclamação de um desastre (Is 14.28; 23.1; 30.6).

A profecia dizia respeito a queda e destruição do império e ao mesmo tempo trazia uma mensagem de consolo ao reino de Judá. (1.7, 12). Nínive não poderia ficar impune ante as suas atrocidades. Nenhuma autoridade, governo ou império é capaz de fugir do juízo divino. A mensagem para os ninivitas foi esta conforme escreveu o professor Luciano de Paula Lourenço:

“Nínive é chamada de cidade sanguinária (Na 3:1) e cruel (Na 3:19), e os assírios são julgados por sua arrogância (Na 1:11), idolatria (Na 1:14), assassinatos, mentiras, traições e injustiças sociais (Na 3:1-19). Naum predisse que esta nação orgulhosa e poderosa seria totalmente destruída por causa dos seus pecados. O fim veio em 50 anos”.

II. TOLERÂNCIA E VINDICAÇÃO
1. VINGANÇA (V.2). 
A mensagem de Naum é o juízo divino sobre Nínive. Aqui, sobressaem os atributos divinos pertinentes ao tema. O verbo hebraico naqam, “vingar-se, tomar vingança”, aparece três vezes só neste versículo e precisa ser devidamente compreendido. Vingança é o castigo imposto por dano ou ofensa; diz respeito a infratores contumazes da lei divina. Visto que a vingança pertence a Deus (Sl 94.1), contra eles está o justo “Juiz de toda a terra” (Gn 18.25).

“Somente o Senhor tem o direito de ser zeloso e praticar a vingança” (Dt 4.24; 5.9), mesmo que pareça estranho atribuirmos a Deus tal sentimento. A crueldade e desumanidade do império assírio seriam vingadas. O leão que apavorava a vizinhança (2.11-12), a prostituta que escravizada com suas feitiçarias (3.4) e os gafanhotos que destruíam os campos foram alegorias utilizadas pelo profeta para representar a cidade. Realmente isto não poderia ficar impune.

2. LONGANIMIDADE. 
Deus é compassivo e “tardio em irar-se” (v.3a), pois a longanimidade divina espera o arrependimento do pecador (Rm 2.4-6). Todavia, isso não é sinônimo de impunidade, pois a justiça do Eterno não permite tomar o culpado por inocente. Uma vez que Nínive persistiu em sua maldade e a Assíria construiu o seu império pela violência e desrespeito aos direitos humanos, massacrando muitos povos, dentre eles o de Judá e o de Israel, agora essas mesmas nações se alegrarão com a queda e a humilhação da cidade maléfica (3.5-7).

O que seria da humanidade sem este atributo divino? Porque Deus concedeu tempo aos ninivitas? Por que Deus permitiu a ofensiva assíria? Porque não agiu tão logo eles despontaram no cenário mundial? A resposta para estas indagações foram respondidas pelo professor Luciano de Paula Lourenço:

“Todavia, quando está pronto para castigar, até a terra treme. O Senhor não permitirá que o pecado fique isento de punição para sempre. Quando as pessoas perguntam por que Deus não castiga o mal imediatamente, devemos ajudá-las a compreender que se Ele agisse dessa maneira, nenhum de nós estaria aqui. Todos nós devemos ser gratos ao Senhor pela sua longanimidade, por dar tempo para que as pessoas se convertam a Ele.”

3. O PODER DE DEUS. 
As descrições poéticas dos atributos divinos estão ligadas ao poder e a majestade de Deus (1.3-8). O profeta declara que o Senhor “tem o seu caminho na tormenta e na tempestade” (v.3). Em linguagem metafórica, o poder, a grandeza e a majestade do Senhor são descritos através da força da natureza. Essas descrições mostram que a espera do Eterno em punir os ninivitas não se deu por falta de poder, mas por causa de sua longanimidade. Poder este que se caracteriza pela “qual Ele pode realizar tudo que Lhe agrade, tudo que a Sua sabedoria dirija, tudo que a infinita pureza da Sua vontade resolva.”

III. O CASTIGO DOS INIMIGOS
1. QUEM SÃO OS “INIMIGOS”?
Os assírios eram os “inimigos” e a expressão “peso de Nínive” (v.1), referindo-se à capital da Assíria, o confirma. A ausência da indicação desse povo (vv. 9-14) também ensina as nações, ao longo da história, que sentenças similares às da Assíria são aplicáveis a qualquer povo que se levantar contra Deus. Por essa razão a queda dos assírios foi definitiva (v.9).

Os ninivitas, oriundos de Ninrode (Gn 10.9-12), um poderoso caçador diante do Senhor, fundou a cidade. “Ele foi o escravista, o primeiro homem a fazer escravos e a dominar os outros”. A tradição judaica o reconhece como o construtor da Torre de Babel, através da opressão, dominação e escravidão. Esta foi a origem da Assíria, por isto eram tão temidos pelas pequenas nações. Portanto não havia mais oportunidade para o arrependimento.

2. O ESTILO DE NAUM. 
O livro do profeta Naum é rico em metáforas escritas para consolo do reino de Judá. O exército assírio é comparado a um emaranhado de espinhos e aos bêbados embriagados com vinho (v.10), significando que Deus enfraqueceu o poder de Nínive e que os ninivitas são uma “presa fácil”. Por esse mesmo motivo, Nabopolassar, rei de Babilônia e pai do rei Nabucodonosor, entrou na cidade em 612 a.C. sem resistência alguma dos assírios, pois o “Deus do povo a quem os assírios desprezavam era, na verdade, o artífice e controlador de toda a história humana”.

3. REMINISCÊNCIAS HISTÓRICAS? 
Alguns expositores bíblicos pensam que o “conselheiro de Belial” (vv.11,12) é uma referência a Senaqueribe (2 Rs 18.13). É verossímil que o versículo 14 pareça aplicar-se a ele (2 Rs 18.36,37), pois a reminiscência histórica é comum em muitas mensagens proféticas. Entretanto, não é o que parece aqui, pois provavelmente a expressão “mais ninguém do teu nome seja semeado” (v.14), aluda à falta de herdeiro no trono, denotando o fim do império. Tal sentença indica o caráter definitivo do castigo divino.

4. A CONSOLAÇÃO DE JUDÁ.
Assim como a profecia de Obadias era contra Edom, mas a mensagem era para Judá, semelhantemente ocorre aqui, conforme a declaração profética: “serão exterminados, e ele passará; eu te afligi, mas não te afligirei mais” (v.12). Essa abrupta mudança da terceira para a segunda pessoa indica a mensagem de esperança para Judá, pois chegaria ao fim a humilhação de Israel e Judá. O sepulcro dos assírios estava já aberto. O castigo de Judá é corretivo. O povo ainda achará o favor divino (v.13). Mas o juízo dos assírios é final, por haverem eles rejeitado a misericórdia que o Deus de Israel, gratuitamente, lhes havia oferecido através de Jonas. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

"Visto que Judá tinha assim sofrido por muito tempo sob a mão pesada da Assíria, a profecia de Naum a respeito da iminente destruição de Nínive era boas-novas. Naum escreveu como se a Assíria já tivesse sofrido a queda. Não haveria mais interferência por parte dos assírios; nada impediria os judeus de assistir ou de celebrar as festividades. Sua libertação do opressor assírio seria completa. Os assírios tramavam destruir Jerusalém e Judá, mas Deus não permitiria que tais planos fossem executados (veja Na 1:9)".

CONCLUSÃO
Assim como o juízo divino puniu a capital da perversa Assíria, assim também acontecerá no dia da ira de Deus, quando Ele punirá a todos, indivíduos e nações, que, rejeitando a sua misericordiosa graça, perseveraram na prática do mal.

Nesse dia, todos prestarão contas de seus atos diante dEle, contudo, a porta da graça está aberta, oferecendo gratuitamente, a toda as nações, ampla oportunidade de arrependimento e salvação através de Jesus Cristo (2 Pe 3.9).

1) Explicar o contexto histórico do livro de Naum.
2) Apontar os limites entre tolerância e vindicação.
3) Conscientizar-se da existência do juízo divino.

REFERÊNCIAS
BARBOSA, Francisco de Assis. Amós. Naum, o limite da tolerância Divina. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com.br/2012/11/licao-8-naum-o-limite-da-tolerancia.html. Acesso em 20 de novembro de 2012.

BARBOSA, José Roberto A. Naum, o limite da tolerância Divina. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com.br/2012/11/licao-08.html. Acesso em 19 de novembro de 2012.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2003.

BITTENCOURT, Marcos Antonio Miranda. Sete profetas antigos e muitos ensinamentos contemporâneos. Estudos em Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. Revista do adulto cristão. 4º trimestre de 2011. JUERP, 2011.

CARMO, Oídes José. Profetas menores. Instrumentos de Deus produzindo conhecimento espiritual autêntico. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 2º trimestre de 2008. Betel, 2008.

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LOURENÇO, Luciano de Paula. Naum, o limite da tolerância Divina. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2012/11/aula-08-naum-o-limite-da-tolerancia.html. Acesso em 19 de novembro de 2012.

Rede REDE BRASIL DE COMUNICAÇÃO. Naum, o limite da tolerância Divina.  Disponível em: A atualidade dos profetas menores. Disponível em: http://www.rbc1.com.br/licoes-biblicas/index/. Acesso em 20 de novembro de 2012.

Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

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