Apresentação da lição em power point

sábado, 10 de novembro de 2012

Os sinais de Jonas (para)


Quantas vezes pedimos confirmações (Jz 6.17, 36-40), aprovações ou sinais de Deus para tomarmos decisões? Jonas, em determinado momento de seu ministério se viu em uma situação inusitada, a qual poderia colocar em risco a sua credibilidade profética, pois poderia ser criticado pelos seus ditos irmãos do norte e do sul.

Realmente não seria fácil tomar aquela decisão, mas era necessário, pois não poderia temer pela reação de seus irmãos, antes pelo contrário, seria melhor servir a Deus do que temer ao homem (cfe At 4.19-20).

Jonas, chamado por Deus, exerceu seu ministério assim como os demais profetas, entre os governantes de sua nação alertando-os (2 Rs 14.23-25), mas naquele dia ele desejou cancelar sua chamada, rasgar seu “diploma”, fugir da presença de Deus, pois a missão era tremenda, era para um homem de coragem, ousadia e outros tantos adjetivos. “Eis me aqui Senhor, pronto”. Pronto para fugir!

OS SINAIS DE JONAS
1º) Solene convocação, a dieta desbalanceada
Ele entrou em parafusos após ouvir os detalhes da missão. Seu coração ardeu, os joelhos tremeram, o medo inundou a alma, então a única saída foi recorrer a um velho e conhecido subterfúgio, pedir um sinal a Deus.

“Se for da tua vontade que eu vá. Se o Senhor estiver comigo nesta peleja, então que aconteça algo nunca visto entre os homens, inacreditável, impossível, absurdo aos olhos e entendimento humano, algo que possa deixar de boca aberta, eu, os povos, tribos, línguas, nações e a sua igreja. A resposta de Deus foi simples, direta e imediata: “Assim seja”.

“Atenção, grande peixe, peixe, baleia, grande monstro marinho ou seja lá como o homem queira te nomear:
·         Saia de sua rotina;
·         Altere o seu roteiro de viagem;
·         Abandone o seu coletivo, o seu habitat;
·         Altere a sua cadeia alimentar.

Preste atenção às coordenadas que te passarei e se desloque rapidamente para recolher um homem chamado Jonas, que estará lhe esperando, mas não o tome como refeição, pois será apenas uma carona de volta para o ponto de partida.

O peixe, grande peixe, baleia ou grande monstro marinho retrucou: “Mas tem que ser eu? Conheço esta raça humana, são cruéis, mentirosos, carne de segunda, me fará mal”. Anos mais tarde alguém disse o mesmo para Jesus: “Mas Senhor, muito temos ouvido sobre este homem, ele é coisa mandada”. (At 9.13). O mesmo disse Jonas quando recebeu sua missão: “Senhor, temos ouvido tanto sobre este cruel império e já sentimos na pele”.

Eis a resposta de Deus para o peixe, grande peixe, baleia ou grande monstro marinho: “Não se preocupe, no momento certo vomitá-lo-ei de suas entranhas, sabe porque? Porque eu também tenho cuidado de vós (sic)”.

Este foi o sinal inédito solicitado por Jonas, capaz de deixar todas as gerações de boca aberta e alguns até mesmo descrentes, por isto houve necessidade de tal fato ter sido citado e atestado por Jesus (Mt 12.38-40).

2º) A fúria do mar e dos marinheiros
Enquanto a carona não chegava, Jonas enfrentou a fúria do mar, que de uma hora para outra se revoltou e amedrontou os marinheiros mais experientes. “Mas como isto foi acontecer? Estava tão calmo, a não ser que, a não ser que, a não ser que seja um sinal do céu”?

Pronto, descobriram o motivo. Rapidamente correram todas as dependências do navio e lançando sorte questionaram uns aos outros sobre o passado, o presente de cada um. O que vocês fizeram ou o que estão fazendo de errado, mas o problema em questão, era outro, dizia respeito ao futuro, ao futuro de Jonas. Não encontraram culpados entre eles, até que alguém se lembrou de um dorminhoco, escondido, totalmente alheio e despreocupado com a situação. Ah, profetinha fanfarrão, fujão.

Alivio geral, encontraram o culpado e tudo voltou ao normal. A carona de Jonas estava lhe esperando a alguns metros abaixo do casco do navio. Sinal é sinal.

3º) Vá até a aboboreira, mas que aboboreira?
“Vá até Nínive e clama contra ela”. Não entendi, dá para o Senhor repetir: “Vá até Nínive e clama contra ela. Vá até aquela nação, que não é nação, vá até aquele povo, que não é povo (cfe Jr 18.7-10), apresente-lhes o juízo e depois a minha misericórdia”.

Como cumprir esta missão? Como contrariar seu coração? Ódio, medo, rancor, rusgas do passado, tudo isto era impedimento. Jonas pensou bem para se decidir pela fuga. Seria melhor ser reconhecido como desobediente, único profeta a dizer não para Deus, do que ser obediente e apresentar a misericórdia de seu Deus ao inimigo. Talvez já imaginasse um possível ataque, no futuro? Assim como Eliseu (2 Rs 8.7-15).

O mesmo ocorreu com Ananias, anos mais tarde, quando este recebeu uma missão idêntica (At 9.10-16), pela qual deveria levar as boas novas e o socorro a um homem tão cruel quanto houvera sido o império assírio, guardada as devidas proporções (At 8.1; 9.1-2). Ananias respondeu: “Senhor, vou nada! Envia outro. A muitos ouvi acerca deste homem, quantos males tem feitos aos teus santos em Jerusalém”. Ora, ele conseguiria fugir da presença de Deus? Pelo menos desejou?

Depois de um breve passeio, Jonas foi até Nínive e cumpriu sua missão, assim como Ananias, que deve ter dado umas voltas para que se enchesse de coragem para ir ao encontro do ex-cruel Saulo. Após a entrega da mensagem, o profeta se sentou ao oriente esperando pelo juízo de Deus sobre a cidade, até que o sol causticante o enfadou, momento em que Deus o socorreu permitindo que nascesse uma aboboreira, um milagre. Que crescimento rápido. Deus está comigo, pensou ele.

Para descansar na aboboreira ele se prontificou rapidinho. Para ver o juízo vindouro sobre a cidade condenada ele também fez o mesmo, mas não se atentou para um detalhe importantíssimo.

“Antes não havia aboboreira, não havia nação, não havia povo, não havia arrependimento, portanto, não tinha como haver operação de Deus, perdão e misericórdia”.

Jonas desejou a sua morte e a dos ninivitas. Se tivesse forças o suficiente teria ele mesmo terminado aquele assunto. Quem sabe não teria dito: “Que morra eu com os ninivitas” (cfe Jz 16.30).

Naquele dia ele aprendeu uma grande lição, após ter nascido de novo, do ventre do grande peixe, peixe, baleia ou grande monstro marinho. Quem sabe ele não gritou quando foi vomitado na praia; “Nú sai do ventre do peixe e nú para lá não voltarei”, (cfe Jó 1.21).

Jonas, bairrista, nacionalista, foi desobediente, pois pensou somente na segurança do povo e não no plano de Deus, mas qual de nós não tomaríamos a mesma atitude? “Vá e pregue para aqueles que, um dia, destruíram sua vida, sua família, causaram-lhe muitos males, vá e pregue para aqueles que você sabe (como se pudesse prever) que no futuro lhe trarão danos, que invadirão sua casa, tomarão seus bens, suas posses, etc”.

Vá e ponto final, pois se tudo isto acontecer, fique certo de que a guerra não será contra você, mas sim contra Deus (cfe Ex 17.16).

Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

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