Presidente Prudente (SP),

Apresentação da lição em power point

sábado, 29 de dezembro de 2012

Resumo do trimestre - 4º trim 2012

OSÉIAS
Oseías foi chamado por Deus para profetizar para o desmoronado Reino do Norte, que beirava os últimos anos de sua existência, ante a degradação moral e espiritual, fruto da “busca desenfreada pelo prazer e lucro”. Seu casamento com a mulher de prostituições e seus filhos serviu para revelar este caos espiritual. O profeta foi abandonado pela mulher (2.5) e depois resgatada por ele do (3.1-5).

Ele se casou com Gomer, mesmo conhecendo o seu passado (1.2) e a amou, não pela virtudes apresentadas, mas pelo seus pecados, teve pena, compaixão, dó de sua situação, da mesma forma que Deus continuou amando aquele povo, mesmo diante de seus inúmeros erros, por isso procurou levá-los a reconciliação através deste episódio.

As profecias de Oséias fazem referência a Efraim como uma terceira pessoa no reino (sul e norte), talvez o centro (centro das confusões e idolatria – 5.5). Efraim, o filho menor de José, que foi abençoado em lugar do primogênito pelo avô (Gn 48.19), que inverteu as mãos durante a ministração da benção. Eles se imaginavam importantes, pelo fato de Josué ter ordenado o acampamento e montagem do tabernáculo em Siló (Js 18.1; I Sm 1.3), importante cidade religiosa do reino do Norte que ficava na referida tribo.

JOEL
Profeta que fez referência a lagarta, gafanhoto, locusta e pulgão, se referindo ao futuro ataque babilônico (1.4-6), a destruição que causariam. Profetizou também sobre o derramamento do Espírito Santo (2.28-29) e sobre o juízo de Deus, grande tribulação (2.30-32). Esta sua profecia, dividida em duas partes, por isto pode ser classificada como de dupla referência, se cumpriu em sua primeira parte no dia de Pentecostes (2.28-29; At 2.1-4) e a segunda parte ainda se cumprirá, haja vista que naquele dia quando houve derramamento do Espírito Santo não foram vistos sinais no céu, sangue e colunas de fumaça, somente houve sinais na terra e fogo (línguas como que de fogo).

AMÓS
Camponês do reino do sul, profetizou no reino do norte. Saiu de sua cidade e provavelmente passou por Jerusalém, já que as estradas convergiam para as portas da cidade, mas não se encantou com a beleza e prosperidade vistas ali. Continuou sua jornada, atravessando a barreira fronteiriça, a porta de contenção, o inicio de todos os problemas, montada pela tribo de Efraim.

Demonstrou grande conhecimento geográfico ou recebeu sabedoria do alto, para profetizar contra 7 nações e contra seu próprio reino. O ponto alto de seu ministério foi o encontro com o sacerdote Azamias (7.10-12), ocasião em que foi “gentilmente convidado” a se retirar de Betel, santuário do rei e casa do reino. Foi chamado de “profetinha” e praticamente expulso do reino. Mas naquele dia o sacerdote contemplou um profeta enviado por Deus no pleno exercício de seu ministério. Recebeu uma mensagem que certamente abalou sua estrutura. Antes estava preocupado com a queda da nação, agora se preocuparia com sua esposa, filhos, posses e nação (7.17). Antes não tivesse afrontado o profeta.

OBADIAS
Profetizou contra Edom, os vermelhos, filhos de Esaú (Gn 36.9), irmão de Jacó. Nação soberba (v. 3-4), que não socorreu Israel quando estava se aproximando dos moabitas e amonitas para conquistar Canaã (Nm 20.14-21). Outro erro gravíssimo deles foi após a invasão babilônica, pois se alegraram com a queda de Judá (v. 12), auxiliaram os invasores a capturarem os judeus fugitivos e saquearam Jerusalém (v. 11).

Jacó seria fogo, José chama e a casa de Esaú, os edomitas, palha, para ser consumida (v. 18) e mesmo que dissessem que poderiam se levantar ou edificar o reino, fatalmente seriam destruídos por Deus (Ml 1.4).

JONAS
A fuga e desobediência que tiveram um motivo justo, pelo menos no pensamento dele. Os cruéis assírios estavam na iminência de invadirem Israel e Judá, se já não o tinham feito em pequenas investidas, por isto seria aceitável a resistência do profeta para não lhes “antecipar a manifestação da graça de Deus”, já que cria em um possível perdão divino diante do quebrantamento dos ninivitas. Porque Deus não enviou outro (cf At 9.10-18).

Ele foi vomitado do ventre do peixe e enquanto caminhava em direção a Nínive, imaginou que descarregaria naquela cidade toda a sua ira, para compensar os três dias de sofrimento no inferno (2.2). Sua mensagem foi pesada (3.4), mas os ninivitas creram e se arrependeram para tristeza geral do pregador. Ele se entristeceu com a morte de uma aboboreira (4.9), mas não se sensibilizou com a ignorância espiritual e posterior conversão de 120.000 ninivitas (4.11). Foi o único pregador da historia que não se alegrou com a conversão em massa após sua pregação.


MIQUÉIAS
Alertou Israel quanto a uma visita de Deus (1.3), devido às injustiças sociais cometidas pelo povo, que maquinavam ainda em suas camas e colocavam em prática seus planos tão logo ao raiar da luz (2.1). Cobiçavam, tomavam, faziam uso da violência, eram altivos. Eram estas as obras deles (2.7)? Portanto o profeta foi direto: “Sumam daqui! Vão embora! Pois este não é o lugar onde vocês vão descansar em paz.” (2.10 – NTLH). Profetizou também sobre o nascimento do Messias (5.1).

NAUM
Cumpriu a missão desejada por Jonas, há quase 150 anos antes, pois profetizou a ruína total da Assíria. O culpado não seria mais tido por inocente (1.3), bem diferente do tempo do profeta fujão. Seriam exterminados para alegria de Judá (1.15), mesmo se considerando numerosos e com segurança seriam afligidos e nunca mais haveria semente (1.12-14).

HABACUQUE
Apresentou a Deus a situação de Judá e ficou perplexo ao ouvir a sentença divina. Antes tivesse ficado de boca fechada, pois ele também poderia fazer parte dos incluídos naqueles futuros acontecimentos (1.6). Um povo ímpio, pior que Judá, seria levantado para corrigir o reino e viriam com violência.

Os invasores não ficariam impunes, pois um dia, a ira de Deus (2.9-20; 3.15-16) os alcançaria. A invasão ocorreu e o estrago foi grande, conforme o profetizado (3.17), mas nada que pudesse tirar a alegria e certeza do socorro de Deus que havia no coração do profeta (3.18).

SOFONIAS
Nobre profeta, trineto de rei, bem visto e quisto na sociedade até que “soltou a pérola”, pois uma de suas profecias, considerada por eles como exagerada, fazia alusão ao reverso da criação (1.2-3) e que no entendimento deles feria, em parte, a promessa de Deus feita a Noé (Gn 9.11). Judá, completamente corrompida, pelas vestes, moda, costumes, astrologia e religião assíria (1.5-8), não entendeu a mensagem.

AGEU
Primeiro profeta pós exílio, que facilmente identificou o problema dos judeus, que foi o desleixo e descaso. Eles se preocuparam apenas com suas casas e se esqueceram de reconstruírem o Templo e depois queriam contemplar a glória bem maior da segunda casa, (2.9). O orvalho desapareceu, os frutos foram retidos (1.10), a expectativa pela colheita era grande, mas a produção era muito pouca (1.11) e os salários deles eram depositados em sacos furados. Se preocuparam tanto com o ouro e a prata em suas casas que foi necessário lembrá-los de que tudo aquilo tinha um dono (2.8).

ZACARIAS
O “maior profeta menor messiânico”, também fez a mesma denúncia que Ageu, pois aturam juntos (Ed 5.1). Suas visões acerca de Israel, e demais nações servem de alerta e consolo para a igreja hodierna. Profetizou sobre o fim, que teria início com a reconstrução do Templo, depois com a chegada da era messiânica e por fim o Milênio (Zc 8.3-8; 13.7-9; 14.1-21). Uma das profecias mais simples e específicas de Zacarias não foi lembrada pelos judeus quando teve o seu fiel cumprimento, naquele exato momento da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém (Zc 9.9; Mt 21-2).

MALAQUIAS
O profeta enfrentou problemas semelhantes aos de Ageu e Zacarias, porém com um aditivo ainda mais cruel, pois tal corrompido e desmotivado como o povo estava a classe sacerdotal (1.7-8, 12-13). Foram várias perguntas que revelavam a situação caótica de toda a nação. Caso fossem respondidas poderiam levá-los a reflexão e posterior concerto. Dentre as perguntas, destaco apenas sete:
1) Em que nos amastes, Senhor?
2) Em que desprezamos, nós o teu nome, Senhor?
3) Em que te havemos profanado?
4) Em que te enfadamos?
5) Em que havemos de tornar?
6) Em que te roubamos?
7) Que temos falado contra ti, ó Deus?

Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

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