Apresentação da lição em power point

segunda-feira, 30 de abril de 2012

VIDEO 3 ES UNA AVENTURA VIAJE A TURKIA 7 IGLESIAS



Por: Ailton da Silva

Proposta da lição 6

Por: Ailton da Silva

lição 5 - pós aula


A igreja de Pérgamo não possuía ideais cristãos, ou havia esquecido muito deles;


Como era fácil dizerem “sim” à mistura. Facilmente se deixavam seduzir pelos encantos. Era mais ou menos assim: “Quem der mais leva”;

O maligno logo percebeu o sucesso da mudança de seu plano;

A igreja de Esmirna não enfrentou a mesma situação, pois não tinha tempo para ouvir heresias. Sua preocupação não era agradar o mundo, mas sim fugir dele, fugir da perseguição;

A perseguição em Pérgamo foi em menores proporções, pois as condições lhe impostas foram aceitas;

A igreja não apresentou defesa para resistir as novidades apresentadas pelo Maligno;

Será que estavam cansados da doutrina recebida (Rm 6.17)?

Ou estavam como Zinri (Nm 25.6), que estava cansado da religião imposta por Moisés,  conforme Josefo, Livro quarto, capítulo 6;

A igreja foi bombardeada com novidades que certamente eram bem diferentes e atraentes ao que até então conheciam;

Provavelmente alguns devem ter dito: "Não falei para vocês que não precisava tanto para agradar a Deus, seus fanáticos";

Como ficaria nossas igrejas se adotássemos ensinos estranhos tais como: amuletos, objetos poderosos, rituais, costumes contrários a sã doutrina? Ficaria dividida?

Com o tempo diriam: “deixem eles de lado, logo verão que ESTES NEGÓCIOS NÃO SÃO DE DEUS E SUMIRÃO DAQUI”;

Ainda existiria um grupo de 7000 que não dobrariam seus joelhos;

Mas a atitude de Balaão pareceu tão normal, parecia um homem de Deus;

Construção de paredes não são suficientes no combate as heresias, tanto que Jesus não aconselhou isto a igreja;

Em vez de construírem paredes para se isolarem da sociedade idolatra da cidade deveriam abrir espaço para a espada de dois gumes entrar em ação;

A espada de dois gumes é a única capaz de separar fiéis de infiéis;

Mesmo com a presença da espada seria possível o transito entre os dois lados, quem não desejasse continuar na presença de Jesus poderia sair, assim como os que desejassem abraçar a fé tinham o direito de entrarem a qualquer momento. Se fosse uma parede certamente não haveria esta possibilidade;

Quantos cantores e pregadores atuais deveriam ser tocados de nossas igrejas, em vez disto tocamos os seus cds;

sábado, 28 de abril de 2012

Israel estava parado nas planíces de Moabe, atemorizando Balaque, filho de Zipor, pois já era sabedor do que havia acontecido com os amorreus. Em seu desespero enviou uma pobre comitiva a Balaão, filho de Beor, um especialista em amaldiçoar povos, desde que fossem bem recompensado, para que viesse a profetizar maldição para aqueles a quem ele imaginava que logo lamberia tudo o que houvesse ao redor deles.

Na primeira tentativa o suposto profeta resistiu (v.13), então a segunda comitiva foi formada por homens mais honrados e com promessas tentadoras (v. 15-17), mas da mesma forma não tiveram sucesso, até que Deus permitiu que Balaão fosse com eles (v.20).

Ora, o pedido do apavorado rei foi: Balaão, a quem tu amaldiçoar será amaldiçoado (Israel) e a quem tu abençoar, abençoado será (o próprio rei). O “profeta” sentiria na pele o peso da promessa feita por Deus a Abraão, ainda em sua chamada (Gn 12.3). Seria melhor que abençoasse os filhos de Abraão.

Mas quem foi Balão, quem foi este profeta usado por Deus? A Bíblia de estudo aplicação pessoal relata em sua nota de rodapé do capítulo 22 e versículo 9 do livro de Números:

“Porque Deus falou por intermédio de um feiticeiro, como Balaão? Deus quis falar aos moabitas, estes já haviam escolhido Balaão. Ele estava disponível para que Deus o usasse, assim como havia usado o malévolo Faraó, a fim de cumprir sua vontade no Egito (Ex 10.1)”.

“Balaão levava a sério sua função profética, mas seu coração era dúbio. Ele tinha algum conhecimento sobre o verdadeiro Deus, mas não o suficiente para abandonar sua mágica e voltar-se completamente para o Senhor. Embora esta história nos leva a crer que Balaão tenha se voltado completamente para o eterno, outros textos bíblicos mostrar ele não resistiu ao dinheiro e à idolatria (Nm 31.16; II Pe 2.15; Jd 1.11)”. BÍBLIA DE ESTUDO APLICAÇÃO PESSOAL (2003, p. 210)

Até então, a conduta de Balaão foi de um homem sério, temente, que buscava em Deus conselhos para suas atitudes, mas durante o caminhar até Balaque, ele foi revelando seu caráter e verdadeira intenção. Esta era a oportunidade que esperava para tornar-se então reconhecido em toda aquela região como o grande “profeta” de maldições.

Preparou seu animal e acompanhou aqueles homens, mas a pressa em chegar era tamanha que foi preciso que Deus agisse para diminuir seu ímpeto. Quanto tempo perdeu com a sua jumenta empacada? E a dor que sentiu em seu pé quase esmagado pelo peso do animal (v.25)?

Durante o desenrolar desta história, provavelmente os que faziam parte da comitiva do rei Balaque, não entenderam nada daquilo do que estava acontecendo. Um jumento medroso, um profeta nervoso e vozes vinda de um animal. Ou somente o profeta ouviu?
Parece que esta história se repetiu anos mais tarde com um homem que se tornaria um grande profeta, missionário, um verdadeiro pastor, no momento em que se dirigia para perseguir e amaldiçoar um povo, a igreja, mas que antes de chegar presenciou algo semelhante ao que aconteceu com Balaão, pois seus companheiros de viagem também viram um animal amedrontado, um homem valente e ouviram a Voz, sem verem ninguém (At 9.7, 22.9).

Se pelo menos Balaão pudesse seguir viagem sem sua jumenta? Certamente a deixaria empacada naquele lugar e iria logo, correndo para desempenhar sua recompensadora tarefa.

De longe Balaque o contemplou e saiu ao seu encontro. Será que desde o dia que enviou a comitiva o rei ficava ansioso pelo retorno de seus enviados? Sua fé era que retornariam com o profeta, rebelde, teimoso. Ao avistá-lo correu em direção a ele e confirmou que o pagamento já estava preparado, há muito tempo (v. 37). Agora deveriam correr contra o tempo. Afinal, Israel estava às portas, era preciso agir.

Balaão foi sábio em sua resposta, pois falaria somente o que Deus permitisse e assim foi, vejamos como Josefo relatou a bênção recebida por Israel:

"Povo bem-aventurado, do qual o próprio Deus deseja ser guia e quer cumular de benefícios, velando incessantemente pelas vossas necessidades. Nenhuma outra nação vos igualará em amor pela virtude, e os que nascerem de vós ainda vos hão de sobrepujar, porque Deus, que vos ama como sendo o seu povo, vos quer fazer o povo mais feliz de todos os homens que o Sol ilumina com os seus raios.

Vós possuireis esse rico país que Ele vos prometeu. Vossos filhos possuí-lo-ão depois de vós, e as terras e o mar ressoarão com a fama do vosso nome e admirarão o brilho de vossa glória. Vossa posteridade multiplicar-se-á de tal modo que não haverá lugar no mundo onde não se difunda. Exército bem-aventurado, que por maior que sejais sois composto por descendentes de um único homem.

A província de Canaã ser-vos-á suficiente agora, mas um dia o mundo inteiro não será grande o bastante para vos conter: o vosso número será igual ao das estrelas. Não povoareis somente a terra firme, mas também as ilhas.

Deus vos dará em abundância toda sorte de bens durante a paz e vos fará vitoriosos na guerra. Assim, devemos nós desejar que os nossos inimigos e os seus descendentes ousem combater contra vós, pois não poderão fazê-lo sem a sua completa ruína, de tanto que Deus, que se compraz em elevar os humildes e humilhar os soberbos, vos ama e favorece". JOSEFO (Livro quarto, capítulo 6).

Mas antes, desta primeira, houve por bem ao profeta e ao rei ordenarem a construção de sete altares (Nm 23.1) para que se desse início ao ritual de maldição contra Israel.

Mas as palavras não vinham em sua mente, mesmo que desejasse, o que estava acontecendo? Como Balaão poderia amaldiçoar um povo que era abençoado por Deus? Não demorou para que o rei se irasse (v. 11).  Chamei-te e estou pagando bem para que você amaldiçoe e até agora somente tens abençoado.

Foi então que surgiu a idéia. Quem sabe se mudarmos o ambiente, o lugar, a situação, novos ares, quem sabe desta forma, tu amaldiçoará Israel (v.13). Quem sabe se vires o inimigo somente pelas costas, ou uma pequena parte, então você seja capaz de cumprir sua tarefa. Então construíram mais sete altares, já foram quatorze e ainda não resolveram a questão. Segundo Josefa relata, havia um impedimento, vejamos:

“O profeta respondeu-lhe: Credes, então, que quando se trata de profetizar depende de nós dizer ou não o que desejamos? É Deus quem nos faz falar como lhe apraz, sem que tenhamos parte alguma nisso.

Não me esqueci do pedido que os midianitas me fizeram. Vim com a intenção de contentá-los: não pensava em publicar elogios aos hebreus nem falar dos favores de que Deus resolveu cumulá-los. Mas Ele foi mais poderoso que eu, que resolvera, contra a sua vontade, agradar aos homens. Pois quando Ele entra em nosso coração torna-se dono dele. Assim, por desejar conceder felicidade a essa nação e tornar imortal a sua glória, Ele pôs-me na boca as palavras que pronunciei. No entanto, como os vossos pedidos e os dos midianitas são-me assaz importantes e para não deixar de fazer tudo o que dependa de mim, sou de opinião que se ergam outros altares e se façam outros sacrifícios, a fim de eu ver se poderemos aplacar a Deus com as nossas orações”! JOSEFO (Livro quarto, capítulo 6).


Pela terceira vez decidiram mudar de lugar e construíram mais sete altares, foram vinte e um ao todo, mas novamente a decepção tomou conta de Balaque. Ninguém pode contra este povo? Eles lamberão meu país? Assim foi.

“Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa; porventura, diria Ele e não O faria? Ou falaria e não o confirmaria”?

“Eis que recebi mandado de abençoar; pois Ele tem abençoado, e eu não o posso revogar”. Números 23.19-20

Como nada puderam contra Israel a ordem do rei então mudou: “[...] Nem totalmente o amaldiçoaras, nem totalmente o abençoarás” (v. 25). Após o fracasso do terceiro altar, o profeta resolveu olhar para o deserto e a visão que teve o fez novamente abençoar aquele povo. Abdicou do seu direito de fazer uso de seus objetos e práticas de encantamento. Fim da história? Não, ela ainda continuou. Josefo relata os passos do profeta após este episódio:

Balaque, muito irritado por ver-se desiludido em suas esperanças, despediu Balaão sem lhe prestar homenagem alguma. Tendo o profeta chegado próximo do Eufrates, pediu para falar ao rei e aos príncipes dos midianitas, aos quais disse: "Já que desejais, ó rei, e vós, midianitas, que eu atenda em alguma coisa aos vossos rogos, contra a vontade de Deus, eis tudo o que vos posso dizer: não espereis que a raça dos israelitas pereça pelas armas, pela peste, pela carestia ou por qualquer outro acidente, pois Deus, que a tomou sob a sua proteção, a preservará de todas as desgraças. Ainda que eles sofram algum desastre, levantar-se-ão com mais glória ainda, pois se tornarão mais sensatos pelo castigo.

Mas se quereis triunfar sobre eles por algum tempo, dar-vos-ei o meio para tanto. Mandai ao seu acampamento as mais belas de vossas filhas, bem adornadas, e ordenai-lhes que de nada se esqueçam para suscitar amor aos mais jovens e aos mais corajosos dentre eles. Dizei-Ihes que quando os virem ardendo de paixão por elas finjam querer retirar-se e quando rogarem que fiquem respondam que não é possível, a menos que eles prometam solenemente renunciar às leis de seu país e o culto ao seu Deus para adorar os deuses dos midianitas e dos moabitas. É o único meio que tendes para fazer com que Deus se encha de cólera contra eles". JOSEFO (Livro quarto, capítulo 6).


Então os midianitas perceberam que seria inútil a luta, a resistência e a valentia. Decidiram fazer uso de outro tipo de arma, uma invisível, cruel e que certamente, aos olhos deles, seria infalível. Eles não pensaram duas vezes e enviaram suas filhas para seduzirem os hebreus.

Elas fizeram tudo como programado e na despedida lançaram a isca para a idolatria. Os choros, dos hebreus, e a alegria das estrangeiras, pareciam tão reais. O relato de Josefo é tão rico:

[...] Não precisamos de bens ou de algo que nos possa fazer felizes, (MENTIRA, grifo meu) sendo nós muito queridas por nossos pais tanto quanto podemos desejar (SERÁ? SE FOSSEM TÃO QUERIDAS NÃO SERIAM USADAS COMO ISCAS, grifo meu), e não viemos aqui para fazer comércio com a nossa beleza (MENTIRA, ERAM COMERCIANTES DOS PRÓPRIOS CORPOS E VIDAS, grifo meu), mas, considerando-vos estrangeiros pelos quais nutrimos grande estima (COMO OS HEBREUS FORAM ILUDIOS POR ESTA CONVERSINHA, grifo meu), quisemos fazer-vos esta cortesia (ABRAÇOS, BEIJOS E PUNHAIS PREPARADOS CONTRA OS HEBREUS, grifo meu).

Os moços (OS BOBOS, grifo meu), enamorados, ofereceram-se para dar as garantias que elas desejassem de sua fidelidade, ao que as moças responderam: "Pois se tendes essa intenção, e como constatamos que tendes costumes diferentes dos de todos os outros povos, como o de só comer certas carnes (PONTO FRACO DELES, grifo meu) e usar determinadas bebidas (OUTRO PONTO FRACO, grifo meu), é necessário, se nos quiserdes desposar, que adoreis os nossos deuses (ISCA LANÇADA, AGORA DEVERIAM SER FORTES, grifo meu).

Do contrário, não poderemos crer que o amor que dizeis sentir por nós seja verdadeiro (CHANTAGEM BARATA, grifo meu).

Esses infelizes (GRIFO DE JOSEFO), levados por sua brutal e cega paixão, aceitaram as condições: abandonaram a fé de seus pais, adoraram vários deuses, ofereceram-lhes sacrifícios semelhantes aos dos midianitas e comeram indiferentemente de todas as iguarias. Para agradar àquelas moças, que se tornaram suas esposas, não temeram violar os mandamentos do verdadeiro Deus. E todo o exército viu-se num momento contaminado pelo veneno espalhado pelos moços, e a antiga religião ficou exposta a grave risco. Uma nova rebelião, mais perigosa que as primeiras, já começava a se esboçar. JOSEFO (Livro quarto, capítulo 6).

Como foi bom para alguns hebreus sentirem o ar da liberdade, afinal estavam livres do jugo de Moisés e da Lei de Deus. Que sensação gostosa, que alívio. Poderiam fazer o que desejassem, até mesmo alguns líderes foram seduzidos, Zinri chefe da tribo de Simeão (Nm 25.14).

E Moisés, tomou alguma decisão quando presenciou a idolatria no meio do povo? Disse Deus: “[...] Toma todos os cabeças do povo e enforca-os ao Senhor diante do sol e o ardor da ira do Senhor se retirará de Israel”. (Nm 25.4).

Neste meio tempo apareceu Zinri com uma midianita, a qual havia tomado para si e primeiramente chorou por ela, para preservar suas vidas, tanto a dela quanto a dele, mas antes do choro ele tentou um outro caminho, relatado por Josefo:

[...] "Vivei, Moisés, se bem vos parece, segundo as leis que fizestes e que um longo uso até hoje autorizou, sem o qual há muito tempo lhes teríeis deixado o jugo e aprendido à vossa própria custa que não devíeis assim nos enganar. Por mim, quero que saibais que não mais obedecerei aos vossos tirânicos mandamentos, porque bem vejo que sob os vossos pretextos de piedade e de nos dar leis da parte de Deus usurpastes o governo por meios de artifícios e nos reduzistes à escravidão, proibindo-nos prazeres e tirando-nos a liberdade que todos os homens nascidos livres devem ter.

[...] Vós é que mereceis ser castigado, porque, desprezando as leis de todas as outras nações, quereis que somente as vossas sejam observadas e preferis assim o vosso juízo particular ao de todo o resto dos homens. Assim, como creio muito bem feito o que fiz e que era livre para fazer, não temo declarar diante de toda esta assembléia que desposei uma mulher estrangeira.

Ao contrário, quero que o saibais de minha própria boca e que todos o saibam. É verdade também que sacrifico aos deuses aos quais proibis sacrificar, porque julgo não me dever submeter à tirania de receber somente de vós o que se refere à religião e não quero que me obrigueis a desejar somente o que quereis nem que tenhais mais autoridade sobre mim do que eu mesmo". JOSEFO (Livro quarto, capítulo 6).

Finéias, Eleazar o sumo sacerdote e sobrinho de Moisés, resolveu a questão e atravessou Zinri e sua mulher com uma lança. Então esta história teve seu fim? Não.

Deus ordenou a Moisés que marchasse contra os midianitas, porque depois ele seria recolhido ao seu povo (Nm 31.1). Reuniu mil de cada tribo e enviou a guerra. A peleja foi rápida e saíram vitoriosos. Mataram todos os varões, inclusive Balaão (v. 8), o causador de tudo, porém pouparam algumas crianças e mulheres, quais mulheres? Justamente aquelas que participaram do plano (v. 15-16) para seduzirem os hebreus e incitá-los à idolatria. Moisés ordenou a morte dos varões e das mulheres que se submeteram ao plano midianita (v. 17).

Então a história de Balaão chegou ao fim. Ele foi citado por:
  • Pedro em sua segunda carta (2.15);
  • Judas (v. 11), juntamente com Caim e Corá (Nm 16), formando o trio vergonhoso;
  • E na carta enviada para a igreja de Pérgamo (Ap 2.14), a qual havia aberto enormes brechas para que os tropeços de Balaão os levassem a idolatria, imoralidade e por fim a segunda morte (Ap 20.14), da qual os fiéis de Esmirna foram preservados (Ap 2. 11).

REFEÊNCIAS:
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2003

JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. De Abraão a queda de Jerusalém. 8ª Ed. Traduzido por Vicente Pedroso. Rio de Janeiro. CPAD, 2004Por: Ailton da Silva

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Pérgamo, a igreja casada com o mundo. Plano de aula.


MUDANÇAS DE PLANO DO MALIGNO
ESPADA DE ROMA – AFIADA E DE GUMES?
ASSOCIAÇÃO É MELHOR QUE A PERSEGUIÇÃO?
O MALIGNO TINHA UM TRONO, MAS NÃO O CETRO
REPAGANIZAÇÃO DA IGREJA – POLUIÇÃO ESPIRITUAL
SE NÃO PODE COM O INIMIGO, ENTÃO JUNTE-SE A ELE

PROPOSTA DA LIÇÃO:
• 1º ataque: dos discípulos de Balaão. Depois vieram os nicolaítas;
• Famosa pela Biblioteca e conhecida pela sua ignorância espiritual;
• A igreja que entronizou o inimigo, mas o cetro estava com Jesus;
• Igreja casada com o mundo e acomodada com as heresias;
• Misticismos e modismos que também brotam em nossos campos;
• Havia alguns ainda que estavam alicerçados no Cordeiro;
• A obra não poderia parar, a ordem era para darem continuidade;
• Doutrina de Balaão: teologia permissiva e tolerante;
• Doutrina dos nicolaítas: repaganização da igreja e dupla adoração.

INTRODUÇÃO
Efeso: suportava o engano
Esmirna: suportava o sofrimento
Pérgamo: negociava a fé

A igreja de Pérgamo foi atacada, primeiramente, pelos discípulos de Balaão e depois pelos nicolaítas, que não encontraram dificuldades para a infiltração. Quando o ministério local se deu conta, já era tarde não teria mais o que fazer. E o pastor da igreja? Ele sabia que a situação era grave e temia pelo que poderia lhe acontecer, caso não tomasse alguma atitude. Eles estiveram frente com a verdade, mas também conheceram de perto muitas heresias e ensinos errados.

Manter-se fiel ao Senhor em meio à sociedade idólatra de Pérgamo não era nada fácil. Porém, mesmo passando por muitas perseguições, alguns permaneceram fiéis e não negaram a fé em Jesus.

a) Cidade;
• Cerca de 20 km do Mar Egeu e 100 km ao norte de Esmirna;
• Comercialmente não era tão importante como Éfeso e Esmirna;
• A sua importância era vista nos campos religioso e político;
• Uma cidade entregue à adoração a vários ídolos gregos e aos imperadores;
• Pérgamo era uma das cidades mais idólatra de toda província da Ásia;
• Famosa pela medicina;
• Considerada o quartel-general do inferno.
• Possuía inúmeros templos pagãos;
• Para Zeus construiriam um gigantesco altar, em forma de trono. Foi considerado o trono de Satanás.

b) Igreja:
• A igreja que se recusava a adorar o imperador e aos 4 deuses;
• Procurava-se manter fiel, mas era casada com o mundo, descuidada;
• Mantinha suas portas abertas para a doutrina de Balaão: tropeços e incentivos para a idolatria e imoralidade;
• Conhecia os caminhos (II Pe 2.15) e o erro de Balaão (Jd 11);
• Igreja dividida entre a verdade e a heresia;
• Servia a Deus sob a sombra do trono do Maligno;
• Reteram o nome de Jesus e não negaram a fé, apesar do declínio moral da época.
• Toleravam os pseudomestres e práticas contrárias à Palavra de Deus.

I. PÉRGAMO, O TRONO DE SATANÁS
1. PÉRGAMO, A CIDADE DOS LIVROS E DA IGNORÂNCIA ESPIRITUAL.
Pérgamo estava situada a trinta quilômetros do mar Egeu, construída em uma colina, a quase 300 metros acima do nível da região que a circuncidava, era uma verdadeira fortaleza. Cidade rica e afamada pela sua biblioteca, a maior depois de Alexandria, por isto se tornaram rivais, a ponto de, os egípcios, cortarem o fornecimento de papiro. Com isto tiveram que usar peles de animais para fazerem pergaminho.

O acervo foi estimado em quase duzentos mil volumes. Uma cidade tão rica em livros, mas tão pobre no conhecimento do verdadeiro Deus.

A ignorância, o misticismo e a cegueira espiritual eram marcas registradas da cidade, pois diante da presença d Maligno não poderíamos esperar características diferentes.

2. A IGREJA EM PÉRGAMO.
Provavelmente a igreja em Pérgamo foi implantada quando da estadia de Paulo em Éfeso (At 20.31). A cidade até poderia ser a guardiã do trono do Maligno e ser envolvida em uma violenta idolatria, mas certamente o Reino de Deus prevaleceu em seus termos. O trono era dele, mas o cetro estava em outras mãos (Is 9.6).

A igreja tinha sua posição bem definida diante dos problemas apresentados pela cidade e tinha suas qualidades bem explicitas, era conservadora e vivenciou verdadeiras e espetaculares conversões, pois muitos foram tirados daquela vã maneira de viver (Jo 15.19), saíram das trevas para a luz (At 26.18) e foram libertos das vaidades (At 14.15), dos ídolos (I Ts 1.9), da perversidade e do paganismo.

A cidade adorava o maligno e o imperador, mas a igreja recusava-se a estas práticas, portanto não era fácil professarem a Cristo naquela cidade, pois a pressão e tentações eram visíveis.

Por todos os lados os cristão se viram cercados pela idolatria e pelas honras políticas dadas aos governantes romanos. Eles resistiram, porém aos poucos a poluição espiritual começou a atacá-los, através de falsos ensinamentos, imoralidade e idolatria.

Na cidade eram adorados Zeus, Dionísio, Asclépio (figura de uma serpente) e Atenas e por reunir todas estas divindades em seu perímetro, a cidade foi rotulada como o local do trono de Satanás (Ap 2.13).

quarta-feira, 25 de abril de 2012

conteúdo da Bíblia



Esta carta exorta os novos cristãos a não observarem mais rituais e cerimoniais tradicionais, pois, em Cristo, eles já foram cumpridos.

Extraído da seção: "Ajuda ao leitor" - Bíblia Sagrada - Harpa Cristã – Baureri


Por: Ailton da Silva

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Revista Escola Dominical - 3 trimestre - 2012


LIÇÕES DO TERCEIRO TRIMESTRE 2012

TEMA: VENCENDO AS AFLIÇÕES DA VIDA

Comentarista: Pr. Eliezer de Lira e Silva

Lição 1 - No Mundo Tereis Aflições

Lição 2 - A Enfermidade na Vida do Crente

Lição 3 - A Morte para o Verdadeiro Cristão

Lição 4 - Superando os Traumas da Violência Social

Lição 5 - As Aflições da Viuvez

Lição 6 - A Despensa Vazia

Lição 7 - A Divisão Espiritual no Lar

Lição 8 - A Rebeldia do, Filhos

Lição 9 - A Angústia das Dividas

Lição 10 - A Perda dos Bens Terrenos

Lição 11 - Inveja, um grave Pecado

Lição 12 - As Dores do Abandono

Lição 13 - A Verdadeira Motivação do Crente

Lição 14 - A Vida Plena nas Aflições



Por: Ailton da Silva

domingo, 22 de abril de 2012

pós aula - lição 4

  1. Viver pela fé é fácil, muitos fazem isto hoje, mas morrer pela fé, isto é para poucos; 
  1. Matemática satânica: tortura + negação = liberdade; 
  1.  “Vinde de todo mundo e escutais” ou “ide por todo mundo e pregai”; 
  1. Perseguição branca: armas invisíveis, abraço do mundo, elogios, tapas na costa, afago na cabeça; 
  1. O inimigo mudou a estratégia: não mais persegue e tortura, ele abraça; 
  1. Aconteça o que acontecer, Deus sempre tem uma solução. Esmirna é um bom exemplo; 
  1. Ei, permaneçam onde vocês estão; 
  1. A carta foi entregue para o destinatário certo? O escritor não erra e muito menos o entregador; 
  1. os crentes de Esmirna perderam sua cidadania, não puderam usufruir da riqueza da cidade, não passeavam em paz, não tinham lazer. Isto não era tudo, havia outras prioridades; 
  1. Candidatos a vereadores na igreja em Esmirna? Políticos? Não havia cidadania e tampouco coragem para isto, muito menos NECESSIDADE? Tantos eles quanto a igreja; 
  1. No mundo tereis abraços, afagos e ajuda. No mundo tereis políticos para vos ajudarem. Se não precisamos de ajuda política até agora, porque nestes últimos seis meses teríamos tanta necessidades? 
  1. Fiéis a Roma era pura política, não tinha nada de fidelidade. Tudo para que a ordem fosse mantida na cidade; 
  1. Os crentes de Esmirna eram turrões, poderiam até morrer, mas o inimigo não teria vitória sobre eles; 
  1. Eles estavam diante de um abismo, atrás deles havia espadas e lanças. Se dessem um passo para trás as lanças e espadas sumiriam. Eles continuaram na mesma posição, não foram para frente e tampouco para trás;
  1. A igreja de Esmirna era tão pobrezinha (Jesus achava que era rica), tanto que ela não tinha onde cair morta, aliás ela somente poderia cair morta nos abismos; 
  1. A igreja de Esmirna era disciplinada, pois se não fosse, muitos sairiam correndo ante a perseguição como um bando ovelhas sem pastor, cada qual procurando salvar a própria vida e familia. A igreja de Jerusalém, quando se defrontou com a perseguição, se dispersaram, exceto os apóstolos (At 8.1), mesmo que isto tenha contribuido para a propagação do Evangelho, há de se frisar que fugiram da perseguição somente aqueles que não suportavam pedradas;
  1. Esmirna, igreja de mártires e não igreja de evangélicozinhos; 
  1. O império romano mexeu com as pessoas erradas. Os seus dias estavam contados, mesmo que pareciam que estavam prevalecendo; 
  1. Roma nunca se importou com a igreja no inicio de seu aparecimento. Eles deixaram a cargo dos judeus a perseguição aos integrantes “do caminho”. Roma iniciou a perseguição no momento em que Paulo cutucou a onça com vara curta. Missão pelos confins da Terra, pregando o Rei dos reis, que era infinitamente superior aos imperadores romanos; 
  1. Que frustração para aqueles que negavam a Jesus? Como encaravam a família, os outros cristãos e a cidade?

Vento Impetuoso



Por: Ailton da Silva

sábado, 21 de abril de 2012

DECIDIMOS MUDAR DE IGREJA! ADIANTA?


Mudar de igreja ou de cidade? Há muito tempo atrás um grupo de irmãos decidiu mudar da cidade de Esmirna, com a intenção de encontrar um lugar onde pudessem servir a Deus com tranqüilidade, paz, melhores ares ou, no mínimo, onde tivessem garantias mínimas de vida.

Mas o que adiantaria mudar de cidade? A perseguição diminuiria? As condições se tornariam favoráveis? As leis seriam brandas? As consequências por servirem a Jesus não seriam mais sentidas, tais como: confisco de bens, fome, impedimento para adquirirem alimentos ou falta de amigos?

Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia eram cidades que possuíam igrejas, as quais trilhavam os mesmos caminhos, por possuírem o mesmo objetivo, morar no céu. Umas estavam na presença de Deus, outras não, mas todas conheciam o seu FUNDADOR (Ap 2.1), suas origens apostólicas e procuravam manter a ordem espiritual, mesmo diante das dificuldades, fascínios pelo mundo e etc.

O maior problema não eram as igrejas e sim as cidades, mesmo aquelas que estavam desagradando a Deus, pois de uma forma ou de outra foram enganadas e seduzidas pelas ofertas mundanas.

Se os cristãos de Esmirna decidissem mudar de cidade, a história deles seria diferente? Sofreriam menos? Talvez a perseguição romana e judaica seria amenizada, mas estariam diante de outro grave problema, bem pior que o primeiro? A fuga da responsabilidade.

Provavelmente em alguma outra cidade poderiam ter mais liberdade para servirem a Deus e sofreriam bem menos, mas se acovardariam da responsabilidade.

O aviso de Jesus, que a igreja queria ouvir:
“Nada temas das coisas, que hás de padecer. EU VOS TIRAREIS DESTA CIDADE E VOS LIVRAREIS, POVO MEU”

Se fosse este o aviso de Jesus, certamente aquela igreja se alegraria muito, aumentaria suas esperanças e renovaria suas forças. Mais um poucochinho de tempo e seriam tirados de Esmirna. Seriam guiados para outra cidade “que manasse leite e mel’. Oh! Glória! Fala mesmo Jeová! Fala com sua igreja! Palavra com sabor de mel. Nascemos para vencer, temos cara de vencedores. Quem nos viu passar na prova e não nos ajudou (as outras igrejas) estarão na platéia e nós no palco”.

O aviso de Jesus, que a igreja deveria ouvir:
“Nada temas das coisas, que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte” (Ap 2.10).

Esta foi a hora que o grupo resolveu mudar de cidade. Que Palavra dura é esta? Pensei que fosse passar a mão na minha cabeça. Quem sabe em outra cidade estaremos livres de tantos sofrimentos? Quem sabe em outra congregação? Quem sabe em outro ministério? Quem sabe em outra religião? Quem sabe em outro planeta? Quem sabe, quem sabe, quem sabe.......

Conselho de Deus para a igreja:
“Cada um de vós permaneça na vocação em que foi chamado (I Tm 4.5), não olhem para a direita, para a esquerda (I Sm 6.12), não olhem para liberdade, liberalidade, privilégios de outros, mas aceitem de coração a forma de doutrina a que foram apresentados (Rm 6.17). Sofram pela causa do Evangelho (At 9.16), se mostrem fortes para então receberem a coroa da vida (Ap 2.10b)”.

Não adianta se iludir com igreja rica, sábia, disciplinada, com suntuosos templos, mesmo que a sua igreja apresente muitos problemas, seja perseguida, apedrejada, desmoralizada ou que não cresce.

Mas as outras são tão firmadas, prosperas e bem aceitas? Não se iludam com conhecimento teológico e muito menos com o abraço falso e sorrateiro do mundo.

Uma vez eu presenciei Jesus salvando 7 jovens do mundo, resgatando da vã maneira de viver e restaurando 2 que estavam desviados e outros mais que foram reanimados em virtude de tamanha atuação do sangue de Jesus, mas isto aconteceu justamente em um dos piores e mais sofridos momentos da igreja local. Ela estava reduzida, quase acabada, ninguém dava nada. Para muitos ela esperava somente a tampa do caixão. Mal sabiam que tudo aquilo foi a poda de Jesus (Jo 15.2)

Não tinha músicos, instrumentos e ou atrativos quaisquer que pudessem fascinar alguém. Havia restado somente um remanescente, um círculo de oração com poucas senhoras, um grupo de jovens minguado e de uma outra para outra apareceram 8 jovens mundanos que aceitaram Jesus como Salvador. E nunca mais saíram.

Onde estão estes 7 jovens atualmente:
·         Um é pastor em uma cidade de nossa região;
·         Outro dirige uma congregação do outro setor da cidade;
·         Um está na igreja Metodista;
·         Dois congregam em nosso setor
·         Um congrega no outro setor da cidade;
·         E o outro é este que vos escreveu este texto.


Por: Ailton da Silva

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Resposta da pergunta




Jogadas fomos com Sadraque, Mesaque e Abednego na fornalha de fogo ardente e fomos todas queimadas, menos eles. Quem somos nós?

RESP: Conforme Dn 3.23 e 25 (as ataduras, pois eles foram jogados atados e depois passearam livres.


Por: Ailton da Silva

Esmirna, a igreja confessante e mártir. Plano de aula.

ESMIRNA, A IGREJA CONFESSANTE E MÁRTIR

VERDADEIROS CRENTES PRESOS
FALSOS CRENTES EM LIBERDADE
VIVER PELA FÉ OU MORRER PELA FÉ?
CIDADE RICA E IGREJA POBRE OU VICE-VERSA?
PRISÕES ROMANAS – AS ANTE-SALAS DO TÚMULO
CIDADE DE ESMIRNA, A PRIMEIRA, MAS NÃO A ÚLTIMA

PROPOSTA DA LIÇÃO:
• A igreja que teve o rosto de Cristo. A cidade não;
• A cidade era rica e soberba, mas a igreja era pobre e florescida;
• A igreja confessional e mártir. Professavam a Cristo;
• Jesus conhecia todas as necessidades desta igreja;
• A igreja que esteve diante dos olhos do Primeiro e do Último;
• A igreja que esteve diante dos olhos do que foi Morto e Reviveu;
• A igreja que esteve diante da tribulação;
• A igreja que esteve diante dos ataques internos;
• Os falsos judeus, os da sinagoga do inimigo, estavam ao derredor;
• Igreja diante das torturas e prisões.

INTRODUÇÃO
A aparente tranqüilidade vista não pode iludir a Igreja de Cristo, pois assim como aquelas que receberam as cartas, a perseguição também é impiedosa, sorrateira, invisível e traiçoeira.

A cultura, política, as instituições seculares, que jazem no maligno fazem oposição a todos os que se declaram de Deus e repudiam toda e qualquer conduta dita cristã.

Assim como a igreja de Éfeso era um modelo em se tratando de conhecimento, ortodoxia, zelo e cuidado com o engano a de Esmirna se tornou um exemplo para as outras, no que tange, a suportar as perseguição sem se dobrar aos seus opressores. Esta igreja exalava uma suave fragrância, o cheiro de Cristo (II Co. 1.15-17).

a) A cidade:
• Terra natal de Homero (mitologia grega) e de Policarpo (*69 +159, mártir, discípulo de João);
• Atual Izmir (Turquia);
• Resistente ao Cristianismo;
• Cara do mundo, idólatra;
• Judeus contrário ao Evangelho e gentios fiéis a Roma;
• Cidade rica, mas ao mesmo tempo pobre. Produtora de mirra;
• Cerca de 40 km ao norte de Éfeso;
• Famosa pelos jogos atléticos;
• Possuía um porto marítimo próspero;
• Rivaliza com Éfeso o status de ser a principal cidade da Ásia, mesmo sendo inferior;
• Local do templo erguido ao imperador Tibério;

b) Igreja:
• Fruto do trabalho missionário de Paulo (At. 19.10;26);
• Tinha o rosto de Cristo;
• Não puderam calar sua voz. Ela clamava pelo justo juiz;
• Igreja perseguida, sofredora, pobre, caluniada, que enfrentou a própria morte;
• Recebeu elogios de Jesus juntamente com a igreja de Filadélfia;
• Igreja perseguida até a morte, esmiuçada e embalsamada em perfumes;
• Igreja subterrânea, pressionada (thlipsis – tribulação);
• Somente Jesus era capaz de enxergar sua riqueza;
• Espelho das igrejas que foram perseguidas por: Nero, Dominiciano, Trajano, Aurélio, Severo, Máximo, Décio, Valeriano, Aureliano e Diocleciano;
• Mesmo pressionada se manteve nas regiões celestiais em Cristo Jesus;
• Promessa de não conhecer o dano da segunda morte

I. ESMIRNA, UMA IGREJA MÁRTIR
1. ESMIRNA, UMA CIDADE SOBERBA.
Esmirna era inferior a Éfeso e não possuía os atrativos de Laodiceia, mas se vangloriava em ser uma das mais belas e importantes cidades daquela região. O seu prospero sistema portuário e a produção de mirra enchia os olhos dos habitantes. Era famosa pelos jogos, onde os atletas esperavam pelo recebimento de uma cora de louros corruptível, frágil e temporária, por isto Jesus tenha prometido a coroa da vida para os que se mantivessem fieis nesta igreja.

Havia sido escolhida para ser uma cidade modelo para o império grego, através do sistema cultural e educacional, as benfeitorias, templos pagãos de adoração aos imperadores e a vários deuses entre eles: Cibele (a grande mãe, deusa da fertilidade), Apolo (deus da medicina, profecias e música), Asclépio (deus romano da medicina e cura), Afrodite ou Vênus (deusa do amor e beleza) e Zeus ou Júpiter (deus do céu).

Possuía vários edifícios públicos, o maior teatro da Ásia, lhe garantiam a opulência aflorada na soberba de seus habitantes. Cenário ideal para a existência de um rebanho, um grupo de cristãos que não se sujeitaram a estas práticas ou que tampouco foram seduzidos pela aparente riqueza da cidade.

Várias cidades da região disputaram o privilégio de ser o local da construção do templo ao imperador Tibério. Esta foi a guerra idólatra, quem oferecesse mais levaria o templo. Deve ter havido alguns favorecimentos, concessões para que Esmirna fosse a escolhida e se despontasse entre as demais cidades.

2. A IGREJA EM ESMIRNA.
Provavelmente esta cidade deve ter sido alcançada pelo Evangelho durante a estadia de Paulo em Éfeso (At 19.10), uma vez que, segundo Lucas, todos os que habitavam na Ásia Menor ouviram a palavra do Senhor Jesus, tanto judeus como gregos.

Uma igreja estabelecida em uma cidade vaidosa, opulenta e que ostentava superficial riqueza, mas a verdadeira riqueza não foi vista na vida dos habitantes e sim nos cristãos (Ap 2.9), como visto em Policarpo (69-155 d.C), que mesmo diante do carrasco romano, não negou a fé em Cristo. Ele disse, antes de ser queimado vivo: "Sirvo a Cristo há oitenta e seis anos, e Ele nunca me fez mal, só o bem. Então como posso maldizer o meu Rei e Salvador?".

Esta igreja não recebeu palavras de repreensão, mas de encorajamento. Jesus disse que conhecia suas obras, tribulações, pobreza e sua riqueza espiritual. Somente Ele foi capaz de enxergar estas qualidades.

Um dos motivos da pobreza e da perseguição foi o elo que existia entre a cidade e Roma. A política de Esmirna permitia a atuação do império e abria as portas para o poderio de César dificultar a atuação dos cristãos na região.

3. ESMIRNA, CONFESSANTE E MÁRTIR.
A igreja em Esmirna sustentou o seu testemunho até o fim. Não negociou sua fidelidade (Ap 2.10), independente das circunstâncias e conseqüências. Eles não somente defenderam ou viveram pela fé, mas morreram por ela.

Esta igreja se recusou a adorar ao imperador, por isto não demorou a ser atacada por aqueles que o consideram uma divindade. Tensões, inquietações e desconfortos, aos poucos, se transformaram em uma violenta e ferrenha perseguição contra os cristãos. Jesus havia passado por tudo aquilo e sabia como fortalecê-los.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Expulso do paraíso, mas ainda no coração de Deus


A harmonia foi afetada quando o homem caiu no pecado, tendo o inimigo ao seu derredor. Esta influência foi tão grande que o fez acreditar na auto-suficiência, no seu limitado conhecimento do bem e do mal e nas suas próprias forças para resolver os seus problemas, anulando desta forma as providências e as misericórdias de Deus.

A intenção deste inimigo foi tão somente destruir, afastar e interromper a comunhão perfeita que existia entre o homem e o seu Criador, se pudesse ele teria feito isto durante os dias da criação, porém não pode interferir no momento em que a Terra estava sendo preparada. Depois de tudo pronto viu o homem perfeito, isto o enfureceu ainda mais, motivo pelo qual executou o plano da queda humana e até hoje continua nesta sua batalha pessoal.

Apesar de toda a interferência maligna é necessário ressaltar que o homem teve a sua parcela de culpa nesta que foi uma das maiores demonstrações de desobediência, já visto na história da humanidade.

Diante do pecado consumado restava somente ao homem admitir, reconhecer e se preparar para as conseqüências do seu erro, não teria como voltar, ignorar, esquecer, suplicar, clamar por perdão, misericórdia, tampouco se auto incluir no plano da salvação, pois o sangue do Cordeiro ainda não havia sido derramado. Prevenir antes, houve possibilidade, remediar diante desta situação calamitosa já não seria mais possível. Tudo estava consumado, não restava alternativa a não ser cumprir na integra a sentença.

Adão teve toda a sua vida, cerca de novecentos e trinta anos para refletir sobre o seu erro e para contemplar a misericórdia Divina, que mesmo diante desta situação se fez presente em sua vida.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

20) A cura do paralítico de Cafarnaum – os 4 Evangelistas.


O homem que entrou pelo telhado e saiu pela porta da frente. Não teve forças para descer pelo telhado sozinho, mas na saída teria, caso desejasse.

MATEUS 9.1-8
• 1 – Jesus sempre se dirigia para os lugares onde sabia que encontraria necessitados. Ele atravessou o mar da Galiléia até Cafarnaum e se deparou com um paralítico, trazido na própria cama. O pensamento dele era: “Se Jesus não vem até a minha cama, então minha cama vai até Ele”?

• 2 – Jesus viu a fé de todos, tanto do paralítico quanto dos que o levaram. Primeiramente os seus pecados foram perdoados. Era o que estava necessitando para a sua alma. Porque não foi embora? O mais importante já havia conseguido. Todos ficaram parados, não entendendo a atitude de Jesus. Alguns esperavam algo mais e outros estavam enraivecidos pela declaração de perdão dada ao paralítico;

• 3 – Isto foi suficiente para que a turba se revelasse. Eles andavam sempre acompanhando Jesus para agirem no momento certo;

• 4 – Neste momento eles conheceram a onisciência de Jesus. Não havia necessidade de palavra, pois Ele discerne os nossos pensamentos (HB 4.12);

• 5 – Aquele era realmente o dia da benção para o paralítico. Os escribas provocaram Jesus e o pobre homem aguardava ansioso pelo desfecho daquela história. Será que sobraria algo de bom para ele? Aquela afronta dos doutores da lei estava prestes a proporcionar um grande milagre;

• 6 – Se não fosse a atuação dos escribas, o paralítico seria curado? Jesus, com apenas um ato, Jesus efetuou três trabalhos: perdoou pecados, curou um paralítico e provou sua divindade;

• 8 – A multidão se alegrou com a cura e com o perdão dos pecados do paralítico, mas ficaram maravilhados com a prova da divindade de Jesus.


MARCOS 2.1-11
• 1 – Não foi mencionado como Jesus chegou até Cafarnaum, como Mateus bem detalhou (9.1);

• 2 – Naquela casa se ajuntaram muitos (Mateus não mencionou o lugar onde se dera o encontro de Jesus com o paralítico);

• 3 – Em Mateus também não foi mencionado a quantidade de amigos que conduziram o paralítico. Os quatro carregadores, que se condoeram da situação daquele pobre homem;

• 4 – Mateus não registrou os procedimentos dos amigos, tampouco as dificuldades, tais como: a multidão na porta, o telhado e a necessidade da abertura de um buraco para que o paralítico chegasse até Jesus. “Aqueles amigos devem ter carregado o paralítico pelas escadas até ao telhado, então removeram a mistura de barro e palha o suficiente para descer o amigo até a presença de Jesus” (BAP, p. 1290). Não erraram o alvo, acertaram na primeira tentativa;

• 5 – idem Mt 9.2;

• 6 – Então entraram em cena os escribas, os homens cheio de lei e vazios de fé, os quais não aceitaram o perdão dos pecados oferecidos por Jesus. Afinal a cidade era influenciada pela cultura greco-romana, que não aceitava tal tipo de afirmação vinda de um ser humano, apesar que o legalismo judaico também não permitia tal fato. Eles tentaram mudar o conceito que alguns, da multidão, já tinham de Jesus;

• 8 – idem Mt 9.4. O homem arquiteta em seu coração e esconde, pois não tem coragem de falar, mas Jesus revela e não deixa nada encoberto (Mt 10.26);

• 9 – idem Mt 9.5;

• 10 – idem Mt 9.6;

• 11 – Então o paralítico tomou o seu leito e saiu da presença de todos, inclusive se afastou de Jesus. A multidão glorificava a Deus.


LUCAS 5.17-26

terça-feira, 17 de abril de 2012

Refutações a estes contos de fadas



"A TEORIA DO TUMULO ERRADO" – grifo meu
A teoria de que os discípulos de Jesus teriam ido no túmulo errado, é muitíssima absurda. A Bíblia dá detalhes específicos sobre o túmulo onde Jesus foi colocado:
1º - O túmulo era de propriedade de José de Arimatéia (Mateus 27:60);
2º - O túmulo era perto do lugar onde Jesus foi crucificado, era um túmulo novo e ninguém tinha sido posto ali (João 19:41 );
3º - As mulheres seguidoras de Jesus acompanharam o Seu sepultamento e viram detalhes de como o Mestre foi posto no túmulo (Mateus 27:61; Marcos 15:47; Lucas 23.55) .

Diante de tais evidências seria possível os discípulos terem se enganado ao irem no túmulo errado? Seria possível num prazo de três dias, as mulheres, bem como José de Arimatéia (proprietário do túmulo) se esquecerem do exato lugar onde colocaram o Senhor? Na verdade essa teoria do túmulo errado é mais uma idéia fantasiosa desprovida de provas. Os céticos erradamente afirmam que a lei romana automaticamente proibia o sepultamento de Jesus, sendo que ele teria sido jogado em uma vala comum. Esta afirmação é insustentável. A política romana para o sepultamento variava com as circunstâncias e abria a possibilidade de enterro pessoal para alguns dos crucificados.

Devemos lembrar que José de Arimatéia era membro do Sinédrio Judeu (Marcos 15:43). Assim José de Arimatéia conseguiu devido a sua influência pedir a Pilatos o corpo de Jesus. Temos mais conhecimento sobre o sepultamento de Jesus do que temos sobre o sepultamento de qualquer outro personagem histórico.

“TEORIA SOBRE O ROUBO DO CORPO” - grifo meu
"E, indo elas, eis que alguns da guarda, foram à cidade e contaram aos principais sacerdotes tudo o que sucedera. Reunindo-se eles em conselho com os anciãos, deram grande soma de dinheiro aos soldados, recomendando-lhes que dissessem: Vieram de noite os discípulos deles e o roubaram, enquanto dormíamos. Caso isto chegue ao conhecimento do governador, nós o persuadiremos, e vos poremos em segurança.

Eles recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. Esta versão divulgou-se entre os judeus até ao dia de hoje". (Mateus 28:11 a 15). Esta história que os principais sacerdotes inventaram para justificar o túmulo vazio, é tão absurda que Mateus nem perde tempo em refutá-la.

Seria o mesmo que uma pessoa fosse a delegacia e contasse ao delegado que enquanto ela estava dormindo, um parente seu entrou em sua casa e a roubou. Sobre este texto de Mateus, o grande teólogo Santo Agostinho "propõe o seguinte argumento: "dormindo ou acordados: Se acordados, por que deixaram alguém roubar o corpo de Jesus? E se dormindo: como poderiam declarar que foram os discípulos que furtaram o corpo de Jesus?" Em ambas as circunstâncias seriam condenados à morte, se não fosse o interesse dos líderes, em encobrir o fato da intervenção divina."

Os apóstolos não tinham ânimo suficiente para enfrentar um grupo de soldados armados para roubar o corpo de Jesus. Muitos menos tinham ânimo para propagar a ressurreição do Senhor. Para eles Jesus tinha acabado com a morte. Eles não compreendiam as profecias do Antigo Testamento sobre a ressurreição de Cristo. Para eles, o Messias seria político que dominaria o mundo e libertaria Israel. Quando Jesus foi preso "os discípulos todos, deixando-o, fugiram" (Mateus 26:56; Marcos 14:50;). Pedro se acovardou e negou o Mestre três vezes (Mateus 26:69-75; Marcos 14:54-72; Lucas 22:54-62; João 18:15-18,25-27). Dois dos discípulos de Jesus cheios de tristeza vão embora para a cidade de Emaús (Lucas 24:13 a 17).

O evangelho de João relata que as portas da casa onde estavam os discípulos, estavam trancadas porque eles estavam com medo dos judeus (João 20:19). Portanto, não havia força moral em nenhum dos discípulos para enfrentar um pelotão de soldados, mover a pesada pedra para roubar o corpo do Mestre.

Se a teoria de que os discípulos roubaram o corpo não se encaixa, os críticos inventaram que os judeus ou os romanos o tivessem feito. Tanto os líderes judeus e os romanos, que guardavam o túmulo (Mateus 27:62) não poderiam ter levado o corpo do Senhor. Muito pelo contrário, ambos tinham motivos suficientes para negar a ressurreição.

Se caso os judeus tivessem roubado e escondido o corpo de Jesus, eles teriam exibido o corpo em público humilhando assim os discípulos e destruiriam o início da igreja cristã.

Os soldados também não poderiam ter roubado o corpo do Senhor. Eles seriam executados com a pena de morte por falharem em serviço. Portanto, não poderiam se dar ao luxo de fazer uma coisa dessas. Do mais, a máquina governamental tanto do império romano como dos judeus, estavam dispostas a tudo para evitar uma possível ressurreição.

Extraído: “Jesus Cristo realmente existiu? Revista Cristã. Última chamada. Ed. Especial, número 2. César F. Raimundo.

Por: Ailton da Silva