Álvares Machado, SP -

Apresentação da lição em power point

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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Família, criação de Deus. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
“E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele” (Gn 2.18).

VERDADE PRÁTICA
A família é uma instituição divina. Ela é a base da vida social.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Gênesis 2.18-24.
18 - E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.
19 - Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.
20 - E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele.
21 - Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costeias e cerrou a carne em seu lugar.
22 - E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.
23 - E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.
24 - Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

PROPOSTA
          A família foi criada com desígnios sublimes;
          Deus preparou um lugar excelente para a primeira família;
          Homem e mulher, ambos vieram do pó e para lá retornarão;
          A família desde a instituição se tornou alvo do inimigo;
          Qual a origem do mal que ataca as famílias?
          Depois da queda a vida familiar não foi a mesma;
          Família patriarcal: o pai era o senhor da casa;
          Família nuclear: homem e uma mulher unidos (matrimônio);
          Família atual: atacada pela “carne, mundo e Maligno”.

INTRODUÇÃO
A família não é apenas um “mero produto cultural”, conforme alguns conceitos e pensamentos modernos. É a mais importante instituição criada por Deus, destinada para o bem da sociedade.

É o primeiro grupo social que um individuo tem a oportunidade de fazer parte. Neste meio, são supridas “as necessidades sentimentais, afetivas e emocionais básicas do ser humano”, impedindo desta forma a manifestação da solidão, já que um das atribuições da família é gerar uma vida social. É desejo de Deus que tenhamos uma vida familiar bem-sucedida.

A igreja, formada pelas famílias, tende a refletir a situação de cada uma delas, por isto que o Maligno a vem atacando desde o jardim do Éden, e nos últimos anos tem investido pesado através de seus inúmeros instrumentos midiáticos. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“[...] nestes “últimos dias”, ele (Maligno) tem investido, pesadamente, contra a estrutura familiar, de forma especial, através da televisão, usando, principalmente, suas novelas: desmoralizando o casamento, incentivando as uniões ilícitas, incentivando o homossexualismo, enaltecendo a liberdade sexual, quebrando a hierarquia familiar, retirando ou coibindo a autoridade dos pais, e coisas correlatas. O objetivo de Satanás é enfraquecer, desmoralizar, acabar com a estrutura familiar. Porém, seu alvo principal é a Igreja. Ele sabe que combatendo a Família, está prejudicando a Igreja”.

a) Família: conceito e atribuições:
O entendimento e a visão sobre o conceito e formação de família “está sendo substituída por valores pautados nos direitos humanos”, porém se partimos do pressuposto que a família é uma criação divina, cabe-nos acreditar e esperar que somente Deus pode estabelecer e determinar princípios para regê-la, aliás isto já é do nosso conhecimento, pois o homem e mulher foram criados à imagem de Deus para se relacionarem (Gn caps. 1-3). Esta é “a única configuração familiar reconhecida” e aceita por Deus para formação de uma família, seja ela “pobre ou rica, desconhecida ou famosa, pequena ou grande, evangélica ou não”, em vias de perfeição ou inserida em intermináveis conflitos.

Suas principais atribuições são permitir uma vida intima conjugal, base para propagação do gênero humano; promover a subsistência dos membros; favorecer a educação e afeto mútuo; amparar e proteger contra os ataques do Maligno.

I. A FAMÍLIA NO PLANO DIVINO
1. O PROPÓSITO DE DEUS. 
Deus não criou o ser humano para viver em solidão, tanto que após a criação do homem, o Senhor testificou a única parte de sua criação que ainda não estava completamente de seu agrado. A situação do homem, ‘ser gregário por natureza”, foi sentida por Deus, pois Ele percebeu que não era bom aquela solidão e resolveu formar uma adjutora (Gn 2.18), “não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma adjutora, que esteja como diante dele”. Esta decisão de Deus visava suprir a carência do homem. “Qualquer desvio deste principio contraria a decisão de Deus, e constitui pecado”!

A família foi criado com desígnios sublimes, com objetivos, pois ficou evidente que este grupo se tornaria a célula mater da sociedade. O propósito divino era estabelecer uma instituição que pudesse propiciar ao ser humano abrigo, companhia, relacionamento e que pudesse se tornar o núcleo pelo qual as bênçãos do Senhor seriam espalhadas sobre toda a terra. Sobre os desígnios e os objetivos da formação da família, bem como os propósitos de Deus, o professor Francisco A. Barbosa escreveu:

“No céu estavam presentes a Trindade, o Pai, Filho e o Espírito, como também querubins, serafins, arcanjos e anjos em uma harmonia e hierarquia que nossa mente humana limitada não alcança em compreender, o Criador é um ser sociável que precisava dar e receber amor, atenção, conselhos, proteção, sustento, abrigo, amizade, assim se originou a Família de Deus na dimensão celestial. No livro de Gênesis 1.26-27, se dá o início da primeira família humana, Adão (hebraico, Adam = tirado da terra), formado a imagem e semelhança de Deus, logo após isso pelo motivo da solidão que o homem sentia, Deus lhe entrega a mulher formada de sua própria costela, do lado para ser auxiliadora, debaixo do braço para ser protegida e perto do coração para ser amada. O lar doce lar desta família era o jardim do Éden (original tradução = prazer), era um lugar de prazer, satisfação onde eles se sentiam muitíssimos bem um com o outro e ambos com Deus. O homem recebe uma responsabilidade, guardar o jardim do Éden, Gênesis 2.15, podemos questionar então, mas, guardar do que ou de quem? Lendo este verso bíblico acima entendemos que ele recebera duas tarefas, uma era física lavrar o jardim, outra espiritual guardar o jardim, guardar de qualquer ação do maligno o adversário de Deus e de Sua criação, essa autoridade ele recebeu do Senhor de dominar sobre toda criação”.

O homem após o pecado original, jamais teria condições de pensar, criar algo ou mecanismo que pudesse lhe proporcionar condições dignas de vida em grupo, por isto que Deus estabeleceu a família, mesmo no jardim do Éden, para que sua criação, a partir daquele ambiente pudesse entender o conceito ou que pelo menos lutasse pela sua preservação.

Atualmente temos visto e vivido um tempo de escassez na área dos relacionamentos. Estamos ficando cada vez mais superficiais, frios e distantes uns dos outros. Por se multiplicar a iniquidade o amor está esfriando (Mt 24.12). Por isso precisamos investir em nosso relacionamento familiar, cientes de tal situação.

2. UM LUGAR DE PROTEÇÃO E SUSTENTO.
Deus, na sua perfeição, preparou um lugar excelente para receber a primeira família, o jardim do Éden, um local especial, fechado, de acolhimento, proteção e provisão, “o primeiro habitat do homem”, o ambiente perfeito, somente para eles, Adão e Eva.

Eles tinham tudo que precisavam para usufruir de uma vida saudável e feliz (Gn 1.29). Eles desfrutavam da companhia de Deus e nada lhes faltava. Tudo foi pensado nos mínimos detalhes, medo, solidão, clima, animosidade entre as criações, proteção, sustento, entre outros cuidados. Sobre isto o pastor Isaías de Jesus e o professor Francisco A. Barbosa escreveram respectivamente:

”O casal, constituído nos primeiros habitantes humanos do planeta, se deliciava nas noites calmas e amenas do Paraíso. Não havia temor ou pavor da escuridão. O medo era desconhecido. O cenário noturno era tranqüilizador. A brisa suave soprava no arvoredo, levando ao casal os odores perfumados das plantas silvestres. O firmamento, ao longe, pontilhado de estrelas brilhantes, nas noites escuras, oferecia um espetáculo de rara beleza. Nas noites de lua, diminuindo o brilho estelar, fazia-se extraordinariamente belo o ambiente paradisíaco. Sem dúvida, com maior intensidade, brilhava o astro noturno. As manhãs e tardes eram agradáveis. Uma temperatura média, adequada ao bem-estar dos habitantes edênicos, era sentida em todo o planeta. A luz solar empolgava-os. Em cada canto, se percebia a beleza da criação nos seus mínimos detalhes. O homem se sentia muito feliz. O ar era puro na mais alta expressão. Os animais, as aves, todos os seres da natureza nenhum mal causavam ao homem: conviviam na mais perfeita harmonia”.

“Quando Deus criou o ser humano nas figuras de Adão e Eva, deu-lhes como habitação uma vasta área repleta de fertilidade, de natureza exuberante, com o melhor em recursos vegetais, animais e minerais. A região, conhecida como Jardim do Éden (hb. Gan Eden, גן עדן). No Éden, ao homem era permitido desfrutar de tudo o que a natureza oferecesse em se falando de alimento e abrigo, exceto os frutos da árvore do conhecimento do que era bom e mau”.

O propósito do Senhor era que cada família tivesse os recursos suficientes para sua subsistência, pois a escassez e as privações trazem conflitos para as famílias. Porém, com a ajuda do Pai Celeste estes conflitos podem ser sanados, pois o Senhor é o nosso bom Pastor (Sl 23). Deus deseja que cada família tenha a sua provisão diária (Mt 6.11). E da mesma forma que Adão tinha a responsabilidade de cuidar do Jardim (Gn 2.3), Deus deu a você a responsabilidade de zelar por sua família.

3. A PRIMEIRA FAMÍLIA. 
Adão não sabia que estava só. Ele percebeu após ter nomeado os animais (Gn 2.19-20), pois observou que eles não viviam só. Deus previu de antemão o problema e preparou a solução, a sua obra prima, que não era o homem e tampouco a mulher, mas sim a união, uma só carne.

Deus retirou uma costela e criou Eva, sua companheira (Gn 2.22). Depois eles foram abençoados (Gn 1.28), esta foi a primeira oportunidade em que o homem recebeu a benção de Deus. “Estava, assim, realizado, pelo próprio Deus, o primeiro casamento, e determinado uma de suas três funções: a perpetuação da raça humana”. Os dois foram os únicos, da raça humana, que não tiveram que deixar pai e mãe para se unirem (Gn 2.24). Sobre a reação de Adão e o desenrolar dos principais fatos em sua família, o pastor Isaias de Jesus escreveu:

“Se o acordar da anestesia e contemplar a mulher deve ter sido motivo de admiração e surpresa, imagine-se o que Adão sentiu ao perceber que no ventre da esposa havia um novo ser em formação. E, mais ainda, quando o primeiro filho veio à luz! Quando os dois primeiros filhos já eram jovens ou adultos, Caim matou Abel por inveja da aceitação de Deus para o sacrifício oferecido pelo irmão. Outros filhos e filhas nasceram do primeiro casal (Gn 4.25,26). Adão viveu 930 anos e teve muitos outros filhos e filhas, cujos nomes não são registrados no Gênesis (Gn 5.4,5)”.

Ambos vieram do pó da terra e um dia ao pó tornarão. Após criar a mulher, o Senhor ordenou o casamento, estabelecendo então a mais importante instituição de uma sociedade: a família (Gn 2.24). Isto mostra que diante do Todo-Poderoso, homem e mulher são iguais na sua essência.

II. A QUEDA E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A FAMÍLIA
1. O ATAQUE DO INIMIGO. 
Satanás, de modo envolvente e suave, levou a mulher a desobedecer à voz de Deus (Gn 3.1). “A tentação veio de fora”, o Maligno investiu contra o casal. Sabendo que não seria fácil atingir os dois, ele então elegeu a vítima, a mulher, que distraída não percebeu a sua aproximação. Surgiu do nada, imperceptível, de surpresa e atacou.

Sua primeira atitude foi lançar duvidas quanto às ordens de Deus. Ele garantiu que não haveria morte com a desobediência. Em outras palavras, ele afirmou que Deus havia mentido para sua criação. Como não houve reação, por parte da mulher, ele então deu a cartada final. “Sem qualquer ameaça, sem nenhuma palavra forte, apenas na sutileza” ele conseguiu o seu objetivo.

Eva até conseguiu confirmar as ordens de Deus (Gn 3.2,3), mas cedeu à tentação do Maligno. Este a iludiu, seduziu e a fez cair no pecado da desobediência (Gn 3.4,5), e Adão seguiu pelo mesmo caminho. O casal poderia ter recusado a sugestão do Diabo, mas não o fizeram, e depois de pecarem, caíram na condenação divina.

Isso nos mostra que a família, desde a sua instituição, foi alvo dos ataques do Inimigo. Satanás fez de tudo para que o propósito de Deus para as famílias fosse destruído. Porém, Deus é soberano e Senhor, e seus propósitos jamais serão frustrados (Jó 42.2). Da semente da mulher nasceria o Messias, aquEle que esmagaria Satanás (Gn 3.15). O propósito do Inimigo é matar, roubar e destruir, mas Jesus veio ao mundo para destruir os intentos do Maligno (Jo 10.10).

2. OS RESULTADOS DA QUEDA NO RELACIONAMENTO FAMILIAR.
O pecado é a origem do mal que atacam a família. Prova disto foi a vida perfeita que Adão e Eva levavam ainda no Éden, mas quando o pecado entrou em cena trouxe toda sorte de sentimentos até então desconhecidos, tais como o medo, a culpa e a vergonha, perturbando a convivência do casal (Gn 3.3-12). O principal mal visto logo na descoberta do erro foi a rebelião a troca de acusações entre o casal, principalmente pela declaração de Adão: “a mulher que me destes por companheira, ela me deu da árvore, e comi” (Gn 3.12). Isto trouxe a tona as conseqüências do erro.

O pecado sempre faz o relacionamento com Deus e o familiar adoecerem. Quando perceberam a voz de Deus se esconderam, pois temeram, mas deveriam se esconder ou pelo menos temer um ao outro. Eles se uniram e optaram pela proteção mútua.

Há muitos lares doentes, onde a família deixou há muito tempo de ser um local de acolhimento, proteção e cuidado devido aos pecados não confessados e não abandonados. Essas transgressões causam culpa e separam as famílias da comunhão com Deus, sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“O pecado, ao trazer a desigualdade de gênero, já tornou tensas as relações entre marido e mulher, mas, logo em seguida, com o primeiro homicídio, bem demonstrou que vinha a atacar de forma direta a própria Família. Desde então, o pecado tem transtornado muitíssimo a vida familiar, vida esta que se encontra, nos nossos dias, em frangalhos, por causa, precisamente, do pecado. O pecado gera a destruição da vida familiar, pois desfaz a pureza e a estabilidade entre marido e mulher, retirando assim a necessária autoridade moral indispensável para o relacionamento entre pais e filhos, gerando milhares e milhares de vidas sem afeto e sem amor”.

3. A VIDA FAMILIAR DEPOIS DA QUEDA. 
O pecado de um único homem trouxe consequências terríveis para toda a humanidade. Depois da Queda a vida familiar já não seria mais a mesma. A mulher teria filhos com muita dor (Gn 3.16) e o seu desejo, ou seja, sua vontade estaria submetida à vontade de seu marido. Adão deveria comer agora seu pão diário com dores, pois o trabalho de arar a terra para ter sua subsistência garantida seria bem difícil (Gn 3.17). A Terra também foi afetada pelo pecado, produzindo espinhos e cardos (Gn 3.18). A morte física também é uma consequência da transgressão do homem (Gn 3.19). O professor Francisco A. Barbosa relacionou outras conseqüências e males advindos do pecado original:

“As Consequências da Queda do Homem são: Conhecimento do mal; A perda da comunhão com Deus; Separou-se de Cristo; O espírito do homem ficou em estado de morte; A perversão da natureza moral; Tornou-se escravo do pecado e de Satanás, e Perdeu muito de sua inteligência (além de outros resultados funestos). As três conseqüências más sobre a mulher, uma maldição tríplice: A concepção multiplicada; O aumento de dores durante a maternidade, e Sujeição ao domínio do homem. Vedado o Caminho da Árvore da Vida (Gn 3.24). Foi por misericórdia que Deus expulsou Adão e Eva do Jardim e proibiu a sua aproximação da árvore da vida, pois se tivessem comido dessa árvore amargariam uma existência eterna, no triste estado em que se encontravam! Era preferível estarem sujeitos à morte física, pois a mesma serve para conduzir o homem a Cristo”.

Deus ama o pecador, mas não tolera o pecado. Como punição pela desobediência, Adão e Eva, foram expulsos do Jardim do Éden (Gn 3.20-24). A vida no Jardim, antes da Queda pode ser comparada à vida eterna que um dia desfrutaremos no céu. Tudo era bom, pois foi tudo pensado, planejado e criado por um Deus que preza pela excelência. Se tivessem permanecido na obediência, Adão e Eva teriam sido felizes para todo o sempre, mas “a santidade original do homem não era imutável”, pois o desejo de Deus foi criar um homem e não outro deus.

Todavia, Jesus Cristo veio ao mundo para resgatar as famílias da maldição do pecado. Cristo se fez pecado por nós, e na cruz levou as nossas iniquidades sobre si (Is 53.4). Isso nos mostra o quanto Deus deseja abençoar nossas famílias.


III. A CONSTITUIÇÃO FAMILIAR AO LONGO DOS SÉCULOS
1. FAMÍLIA PATRIARCAL. 
O modelo familiar com o passar dos tempos sempre esteve sujeito a mudanças. Já tivemos a família patriarcal, monogâmica, consanguínea, etc. Todavia isso não altera o valor e a importância da família.

A família patriarcal, modelo visto no principio da humanidade, é um exemplo familiar onde é permitido ao homem ter diversas esposas. Foi muito comum no Antigo Testamento, mas não era o molde determinado pelo Senhor. Deus o tolerou, porém esta nunca foi a sua vontade. No modelo de família patriarcal o pai (pater) era visto como o senhor da casa e da família. As esposas e os filhos não tinham liberdade de escolha, pois a palavra final era sempre do patriarca e, por conseguinte, “não era observado o princípio da monogamia, estabelecido por Deus no Éden” (Gn 2.24). Sobre este modelo de família o professor Francisco A. Barbosa escreveu:

“Quando pensamos em modelo patriarcal, pensamos de imediato em um tipo de estrutura familiar extensa, ou seja, é um conceito de família que abriga em seu seio todos os agregados.  Na definição da família patriarcal, temos uma família numerosa, composta não só do núcleo conjugal e de seus filhos, mas incluindo um grande número de criados, parentes, aderentes, agregados e escravos, submetidos todos ao poder absoluto do chefe de clã, que era, ao mesmo tempo, marido, pai, patriarca. O termo patriarcalismo, designa a prática desse modelo como forma de vida própria ao patriarca, seus familiares e seus agregados. Nele, o pater seria o chefe (ou, autoridade maior) do grupo familiar. Logo, não se restringe apenas ao núcleo familiar pai, mãe e filhos, mas faz referência a todos os que giram em torno do núcleo centralizador dos vários tipos de relação: o patriarca. Dessa forma, o patriarca constitui-se em um núcleo econômico e um núcleo de poder”.

2. A FAMÍLIA NUCLEAR (MONOGÂMICA). 
Este foi o modelo idealizado pelo Senhor, “uma estrutura nuclear ou conjugal, que consiste em duas pessoas adultas”, se tratando de um homem e uma mulher unidos pelo matrimônio e seus filhos, biológicos ou adotados.

É a chamada família tradicional, composta por pai, mãe e filhos, como foi o caso de José, Maria, Jesus e seus irmãos”. A poligamia vai contra o princípio divino do marido e da esposa ser uma só carne (Gn 2.24; Mt 13.5).

3. A FAMÍLIA NA ATUALIDADE.
A família está inserida dentro de um contexto social e, portanto, sujeita a mudanças, porém os princípios divinos para as famílias são eternos e imutáveis (Mt 24.35). Os inimigos e desafios enfrentados na atualidade são muitos, alguns espirituais:

a) A carne:
Aqui, referimo-nos à “carne” como a natureza carnal que se opõe ao Espírito Santo e volta-se para tudo o que é contrário à vontade de Deus. A luta entre a carne e o espírito (Rm 7.15-24) é tão intensa, que pode nos fazer pensar que não há como sairmos vencedores (Rm 7.24). Mas Deus, em Cristo Jesus, nos dá a solução. Ele nos livra “do pecado e da morte” (Rm 8.1,2). A família cristã precisa, na direção do Espírito, combater a natureza carnal. Assim, evitará o adultério, os vícios e todas as mazelas que visam destruí-la.

b) O mundo:
Diz-nos o apóstolo do amor: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1 Jo 2.15). Quanto a este ponto não há meio-termo: ou amamos a Deus ou amamos o mundo. Não há a mínima possibilidade de servimos a dois senhores (Mt 6.24).

c) O Diabo:
A Palavra de Deus nos ensina uma única forma de vencermos o Maligno: “Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7). Se a família sujeitar-se a Deus e resistir o Diabo, este fugirá, pois o segredo da nossa vitória contra Satanás começa com a nossa submissão a Deus, para que depois, sim, possamos resistir ao Diabo. E quando resistirmos ao adversário, não nos esqueçamos de usar a “armadura de Deus” (Ef 6.10-17), em especial, “o escudo da fé”, com o qual poderemos “apagar todos os dardos inflamados do maligno” (Ef 6.16).

CONCLUSÃO
Nunca a família foi tão desafiada pelas forças do mal como hoje, porém é na presença do Senhor que a família garantirá a vitória sobre os desafios da sociedade atual. A primeira família foi criada e permitida viver em um ambiente propicio para viverem em comunhão e paz, um lugar de benção. “Esse foi e continua sendo o propósito de Deus para a Família”.

OBJETIVOS DA LIÇÃO:
1) Compreender a família no plano divino.
          Deus não criou o ser humano para viver em solidão;
          O Éden foi o melhor lugar para receber a primeira família.

2) Conscientizar-se das consequências da queda.
          O pecado trouxe à tona os sentimentos desconhecidos;
          Depois da queda a vida familiar não foi mais a mesma.

3) Analisar a constituição familiar ao longo dos anos.
          Patriarcal (polígama), nuclear (monogâmica).

REFERÊNCIAS
BARBOSA, Francisco de Assis. Família, criação de Deus. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com.br/2013/04/licao-1-familia-criacao-de-deus.html. Acesso em 04 de abril de 2013.

BARBOSA, José Roberto A. Família, criação de Deus. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com.br/2013/04/licao-01.html. acesso em 02 de abril de 2013.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. Família, criação de Deus. Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com.br/2013/04/escola-biblica-dominical-igreja.html. Acesso em 04 de abril de 2013.

Estudantes da Bíblia. Família, criação de Deus. Disponível em: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2013/2013-02-01.htm. Acesso em 03 de abril de 2013.

JESUS, Isaías de. Família, criação de Deus. Disponível em: http://rxisaias.blogspot.com.br/2013_04_01_archive.html#1704837141751240807. Acesso em 03 de abril de 2013.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Família, criação de Deus. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2013/04/aula-01-familia-criacao-de-deus.html. acesso em 02 de abril de 2013.

Por: Ailton da Silva - Ano IV

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