Apresentação da lição em power point

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O sacrifício que agrada a Deus. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
“Eu te oferecerei voluntariamente sacrifícios; louvarei o teu nome, ó Senhor, porque é bom” (Sl 54.6).

VERDADE PRÁTICA
Ajudando os nossos irmãos, contribuímos para a obra de Deus, e, ao Senhor, oferecemos a mais pura ação de graças.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Filipenses 4.14-23
14 - Todavia, fizestes bem em tomar parte na minha aflição.
15 - E bem sabeis também vós, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente.
16 - Porque também, uma e outra vez, me mandastes o necessário a Tessalônica.
17 - Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que aumente a vossa conta.
18 - Mas bastante tenho recebido e tenho abundância; cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus.
19 - O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus.
20 - Ora, a nosso Deus e Pai seja dada a glória para todo o sempre. Amém.
21 - Saudai a todos os santos em Cristo Jesus. Os irmãos que estão comigo vos saúdam.
22 - Todos os santos vos saúdam, mas principalmente os que são da casa de César.
23 - A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com vós todos. Amém!

PROPOSTA DA LIÇÃO
          “Tomar parte”: partilhar, coparticipar de (das aflições);
          “Tomar parte” é mostrar-se recíproco;
          Amor dos filipenses por Paulo: padrão a ser seguido;
          Eles apoiaram integralmente o apóstolo;
          Participaram ativamente do ministério de Paulo;
          Não tinham interesses pessoais. Aprendamos com eles;
          Oblação: oferta sacrificial comestível;
          Oferta com cheiro suave, agradável a Deus;
          Paulo concluiu sua carta da forma mais adequada.

INTRODUÇÃO
Além de apresentar assuntos de ordem doutrinária, a Epístola aos Filipenses destaca a gratidão e a alegria do apóstolo Paulo pela oferta recebida. Nela, temos uma das mais belas expressões de amor, confiança e contentamento de toda a Bíblia.

O apóstolo descreve o quanto o seu coração se aqueceu com a demonstração de amor e carinho dos filipenses. No final da epístola, ele revela a sua total confiança na suficiência de Cristo, pois esta lhe concedeu força para desenvolver o seu ardoroso ministério.

Paulo colocou em evidencia e apresentou ao mundo uma igreja atuante, “que não se fechava em si mesma”, que participou ativamente e o acompanhou durante suas aflições, tanto o apostolo quanto os filipenses revelaram seu amor e preocupação um pelo outro. Um “sacrifício que agrada a Deus”. Os dois lados havia aprendido a se contentar com o que possuíam e não se deixavam influenciar pelas circunstancias, uma vez que foram capazes de entender que a fonte de alegria era Cristo.

I. A PARTICIPAÇÃO DA IGREJA NAS TRIBULAÇÕES DE PAULO (4.14)
1. OS FILIPENSES TOMAM PARTE NAS AFLIÇÕES DO APÓSTOLO. 
Paulo via a participação dos filipenses em suas tribulações como o agir de Deus para fortalecer o seu coração e alma. A expressão “tomar parte” (v.14) sugere a ideia de “partilhar com, ou coparticipar de”, pois eles supriam suas necessidades físicas, mas não deixavam de suprir também as emocionais e espirituais, haja vista a alegria do apóstolo em virtude da lembrança da igreja.

Os filipenses estavam participando das aflições e tribulações com o apóstolo. Eles sentiam as agruras de sua prisão. Por outro lado, o apóstolo sentia-se abençoado por Deus pelo fato de ser lembrado com tamanho amor e ternura pela comunidade cristã filipense.

2. O EXEMPLO DA IGREJA APÓS O PENTECOSTES. 
A igreja de Filipos vivia a mesma dimensão de serviço da comunidade de Jerusalém nos dias de Pentecostes (At 2.45-47). Com o seu exemplo, os filipenses nos ensinam que “tomar parte”, ou “associar-se”, nas tribulações de nossos irmãos é mostrar-se amorosamente recíproco, eles viviam o que pregavam, tinham uma pratica cristã correta, pois é impossível que haja a ortopraxia sem a devida atenção a ortodoxia do ensino, ou seja uma está ligada a outra, em outras palavras podemos dizer que uma ortodoxia sem ortopraxia é como se nos deparássemos com uma grande verdade sem vida.

Enquanto o mundo da época era caracterizado pelo materialismo, tal como nos dias hodiernos, a igreja se portava de forma diferente e manifestava o seu amor, transparecendo “um dos elementos do serviço cristão”. Não bastava somente responder as cartas de Paulo dizendo que também o amava e se alegrava com tudo o que ele havia feito até então pela igreja, era preciso uma ação mais contundente, uma resposta mais ofensiva contra o desânimo e descaso, tal como o visto na sociedade religiosa atual.

3. O PADRÃO DE AMOR PARA A IGREJA. 
O amor dos filipenses para com o apóstolo Paulo mostra-nos que esse deve ser o padrão de nosso cotidiano: a generosidade no repartir constitui-se em “sacrifícios que agradam a Deus” (Hb 13.16). Esta foi a única igreja que se dispôs a doar e socorrer, ao mesmo tempo em que se tornavam empáticos com o apóstolo. Eles, na simplicidade ou na falta de conhecimento sobre a real situação de Paulo na prisão, chegaram a “vias de fato”, chegaram a sentir as dores, as angustias, choraram juntos. Não foi a toa que no tocante ao amor conseguiram ser recíprocos. Para conseguirem este estagio deveriam também demonstrarem o mesmo com as dores e sofrimento, caso contrario somente ajudariam e depois voltariam as rotinas e preocupações do dia a dia.

Foram várias as ocasiões em que aquela igreja se dispôs e se mostrou amorosa com o apóstolo, desde o inicio de seu ministério (Fp 4.15):
a) Em Tessalônica, a igreja do amor recíproco enviou sustento para ele duas vezes (Fp 4.16);
b) Em Corinto, a igreja de Filipos enviou socorro financeiro (2 Co 11.8-9);
c) Em Jerusalém, após encerrar sua terceira viagem missionária, os irmãos das províncias da Macedônia levantaram ofertas para os pobres da Judéia (2 Co 8.1-5);
d) Em Roma, Paulo foi agraciado com as ofertas enviadas pela igreja de Filipos, por mãos de Epafrodito (Fp 4.18).

II. REMINISCÊNCIA: O ATO DE DAR E RECEBER (4.15-17)
1. PAULO RELEMBRA O APOIO DOS FILIPENSES. 
O versículo 15 destaca a generosidade dos crentes filipenses em relação a Paulo. Mesmo sendo uma igreja iniciante e pobre, assim que tomou conhecimento das necessidades do apóstolo, a comunidade de fé de Filipos o apoiou integralmente (v.16). E como foi possível eles nestas condições socorrerem o apóstolo em sua prisão em Roma? Esqueceram suas necessidades e procuraram sanar as do próximo, “se deram ao Senhor’ (2 Co 8.5), com isso, os filipenses tornaram-se cooperadores do apóstolo na expansão do Reino de Deus até aos confins da terra. É por isso que Paulo não podia esquecer do amor que lhe demonstraram os crentes daquela igreja. A recíproca era verdadeira e pelo “andar da carruagem”, foi duradoura.

Foi uma parceria que deu certo, a igreja ligado à Paulo e este por sua vez da mesma forma ligado a eles. Os filipenses investiam bens materiais, financeiros e demonstravam seu amor e recebiam, em contrapartida imediata, benefícios, riquezas espirituais e gratidão.

2. O NECESSÁRIO PARA VIVER. 
O versículo 16 revela-nos outro grande fato. Enquanto o apóstolo estava em Tessalônica, a igreja em Filipos continuava a enviar-lhe “o necessário” à sua subsistência. No ato de “dar e receber”, os filipenses participavam do ministério de Paulo, pois não tinham em mente os seus interesses, mas as urgências do Reino de Deus.

Por outro lado, Paulo não se deixava cair na tentação do dinheiro. As ofertas que ele recebia eram aplicadas integralmente na Obra Missionária. O apóstolo bem sabia da relação perigosa que há entre o dinheiro e a religião (1 Tm 6.10-11). Tal atitude leva-nos a desenvolver uma consciência mais nítida quanto às demandas do Reino. Fujamos, pois, das armadilhas das riquezas deste mundo, pois, como disse o sábio Salomão, “quem ama o dinheiro, jamais dele se farta” (Ec 5.10).

3. “NÃO PROCURO DÁDIVAS”. 
Para o apóstolo, a oferta que lhe enviara a igreja em Filipos tinha um caráter espiritual, pois ele não andava a procura de “dádivas” (v.17). Quem vive do ministério deve aprender este princípio áureo: o ministro de Deus não pode e não deve permitir que o dinheiro o escravize. No final de tudo, o autêntico despenseiro de Cristo deve falar com verdade: “Não procuro dádivas”! Sua real motivação tem de ser o benefício da igreja de Cristo. Assim agia Paulo. Ele dava oportunidade aos filipenses, a fim de que exercessem a generosidade, tornando-os seus cooperadores na expansão do Reino de Deus (v.17 cf. Hb 13.16).

III. A OBLAÇÃO DE AMOR E SAUDAÇÕES FINAIS (4.18-23)
1. A OBLAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO. 
A palavra “oblação” está relacionada à linguagem proveniente do sistema sacrifical levítico, oferta de cereais comestíveis, ou algo inanimado, tipo: “azeite, flor de farinha, espigas verdes tostadas, etc”, sendo uma parte queimada e outra destinada aos sacerdotes (Lv 2.1-3).

O termo remete-nos a estas expressões: “cheiro de suavidade” e “sacrifício agradável e aprazível” (v.18). E estas, por sua vez, estão relacionadas às “ofertas de consagração” a Deus identificadas como “holocaustos” (Lv 1.3-17), “oferta de manjares” (Lv 2; 6.14-23), oferta de libação e oferta pacífica (Nm 15.1-10).

2. A OBLAÇÃO E A GENEROSIDADE DOS FILIPENSES. 
Paulo encara como verdadeira oblação a assistência que lhe ofereciam os filipenses. Tais ofertas eram-lhe como um “cheiro suave, como sacrifício agradável a Deus” (v.18). Assim, tendo em vista a generosidade praticada pelos filipenses, Paulo declara com plena convicção: “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus” (v.19). “Mente, coração e corpo estavam em plena sintonia para fazer o bem”.

A expressão “o meu Deus” aponta para aquEle que haveria de suprir não somente as suas necessidades, como também as dos filipenses e também as nossas. Aleluia!

3. DOXOLOGIA. 
Os versículos 20 a 23 trazem a saudação final do apóstolo à igreja em Filipos. E, como podemos observar, Paulo não poderia concluir a sua carta de forma mais adequada: “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com vós todos. Amém!” (v.23). Ele encerrou a carta com uma palavra de glória.
Ele denota, assim, que todo o enfoque da carta é Cristo, e que nós, seus seguidores, temos de nos lembrar e viver por sua graça, pois “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados” (2Co 5.19).

CONCLUSÃO
A igreja de Filipos participou das aflições de Paulo. Todo o labor, dedicação e amor foram um dia, retribuído pelos irmãos, que não esqueceu o que havia sido feito por eles, durante a primeira estadia do apóstolo naquela cidade.

Aquela igreja foi ensinada que Jesus foi o meio providenciado pelo Pai, a fim de reconciliá-los com Deus, por isto exaltemos o Eterno, pois fomos da mesma forma reconciliados com Ele em Cristo Jesus. A exemplo da igreja em Filipos, não esqueça: “a alegria do Senhor é a vossa força” (Ne 8.10).

OBJETIVOS DA LIÇÃO
1.    O comportamento da igreja ante as tribulações de Paulo:
          Os filipenses tomaram parte nas tribulações de Paulo.

2) Explicar a reminiscência entre Paulo e os filipenses:
          A parceria que deu certo. Eles não esqueceram!

3) Analisar a oblação e a generosidade dos filipenses:
          A assistência dos filipenses foi como um “cheiro suave

REFERÊNCIAS
BARBOSA, José Roberto A. O sacrifício que agrada a Deus. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com.br/2013/09/licao-13.html. Acesso em 25 de setembro de 2013.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

Estudantes da Bíblia. O sacrifício que agrada a Deus. Disponível em: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2013/2013-03-13.htm. Acesso em 25 de setembro de 2013.

LOURENÇO, Luciano de Paula. O sacrifício que agrada a Deus. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2013/09/aula-13-o-sacrificio-que-agrada-deus.html. Acesso em 25 de setembro de 2013.
Por: Ailton da Silva - Ano V

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