Apresentação da lição em power point

sexta-feira, 14 de março de 2014

Deus escolhe Arão e seus filhos para o sacerdócio. Plano de aula


TEXTO ÁUREO
E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra (Ap 5.10).

VERDADE PRÁTICA
Cristo nos fez reis e sacerdotes, para anunciarmos as virtudes do seu Reino.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Êx 28.1-11.
1 - Depois, tu farás chegar a ti teu irmão Arão e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal, a saber: Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.
2 - E farás vestes santas a Arão, teu irmão, para glória e ornamento.
3 - Falarás também a todos os que são sábios de coração, a quem eu tenha enchido do espírito de sabedoria, que façam vestes a Arão para santificá-lo, para que me administre o ofício sacerdotal.
4 - Estas, pois, são as vestes que farão: um peitoral, e um éfode, e um manto, e uma túnica bordada, e uma mitra, e um cinto; farão, pois, vestes santas a Arão, teu irmão, e a seus filhos, para me administrarem o ofício sacerdotal.
5 - E tomarão o ouro, e o pano azul, e a púrpura, e o carmesim, e o linho fino
6 - e farão o éfode de ouro, e de pano azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido, de obra esmerada.
7 - Terá duas ombreiras que se unam às suas duas pontas, e assim se unirá.
8 - E o cinto de obra esmerada do éfode, que estará sobre ele, será da sua mesma obra, da mesma obra de ouro, e de pano azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido.
9 - E tomarás duas pedras sardônicas e lavrarás nelas os nomes dos filhos de Israel,
10 - seis dos seus nomes numa pedra e os outros seis nomes na outra pedra, segundo as suas gerações.
11 - Conforme a obra do lapidário, como o lavor dos selos, lavrarás essas duas pedras, com os nomes dos filhos de Israel; engastadas ao redor em ouro as farás.

PROPOSTA
         Israel precisava aprender a adorar a Deus;
         Ministério: sumo sacerdote, sacerdotes e levitas;
         Funções do sacerdote: santificar, sacrificar e  interceder;
         Os sacerdotes não possuíam herança, eram sustentados;
         Suas vestes deveriam ser santas;
         Eles não poderiam se apresentar de qualquer maneira;
         Urim e Tumim: indispensáveis na hora das decisões?
         Os que exercem o ministério sem chamada são intrusos;
         Os sacerdotes também ensinavam a Palavra.

INTRODUÇÃO
O Tabernáculo já estava montado, faltavam somente os responsáveis para administrarem os serviços. O povo precisava aprender a adorar a Deus e era necessária a presença de homens vocacionados, para que cuidassem da prática do culto ao Senhor no Tabernáculo e na congregação no dia a dia. A chamada divina para o sacerdócio em Israel encontra-se no capítulo 28 de Êxodo

A intenção de Deus era eleger Israel, no todo, como um povo sacerdotal, com a função de apresentá-lo às outras nações, no entanto, os hebreus falharam nesta sua missão. Como Deus não ficaria sem esta representação na terra, Ele separou os filhos de Levi para esta função. Os levitas serviam a Deus e auxiliavam os sacerdotes. Assim, todo sacerdote em Israel era levita, mas nem todo levita era sacerdote.

Arão e seus filhos foram nomeados de inicio para o ministério sacerdotal. Esta vocação poderia e deveria ser transmitida de pais para filhos, já que uma das características primordiais deste serviço era a hereditariedade.

I. O SACERDÓCIO (ÊX 28.1-5)
1. O SACERDOTE. 
Deus ordena que Moisés separe Arão e seus filhos para o ministério sacerdotal. O sacerdote deveria não somente pertencer à tribo de Levi, mas era preciso que fosse um descendente de Arão, que teve o privilégio de ser o primeiro sacerdote de Israel. Pertenciam à classe sacerdotal em Israel o sumo sacerdote, os sacerdotes e também os levitas.

O sacerdócio de Arão apontava para Cristo, o nosso Sumo Sacerdote eterno (Hb 6.20), segundo a ordem de Melquisedeque, que apresentou-se em sacrifício único, completo e aceito pelo Pai.

Arão era um ser humano e, portanto, um pecador que carecia de se apresentar diante de Deus com sacrifícios pelos seus próprios pecados, prova disto foi a sua participação e conivência com a idolatria vista na imagem do bezerro de ouro.

O ministério sacerdotal em Israel era limitado, alcançava somente o perímetro estabelecido pela congregação das doze tribos, além do mais, os sacrifícios oferecidos não perdoavam os pecados, apenas adiava por algum tempo, as consequências. Na verdade eles aguardavam uma possibilidade melhor, uma nova aliança, que fosse definitiva e que fosse capaz de apagar por completo os pecados.

O sacerdote levítico era uma espécie de mediador entre Deus e os homens e atuava dentro do Tabernáculo nas imediações compreendias entre o pátio e o lugar Santo. O acesso ao Santo dos Santos era permitido somente para o Sumo Sacerdote. A separação destes homens foi necessária para que houvesse “o devido relacionamento entre Deus e os homens, ante a entrada do pecado no mundo”.

2. O MINISTÉRIO DOS SACERDOTES. 
Os sacerdotes tinham inúmeras atribuições e deveres no exercício do ministério levítico, dentre elas, deveriam:
  • Apresentar o homem pecador diante do Deus Santo;
  • Santificar o povo e oferecer dons e sacrifícios;
  • Interceder pelos transgressores, fazendo mediação entre o povo e Deus;
  • Oferecer sacrifícios pelos pecados, visando à reconciliação com o Senhor (Lv 16.11-28; Nm 3.3; II Cr 13.11);
  • Consultar a Deus pelo povo, buscando discernir a vontade do Senhor (Nm 27.21);
  • Ministrar os cultos religiosos e atuar como professores ou mestres da Lei (Lv 10.10,11);
  • Discernir a existência de lepra e efetuar o rito de purificação (Lv 13.14-15);
  • Determinar castigos por assassinatos e outras questões civis (Dt 21.5; II Cr 19.8-11);
  • Tomar conta do tabernáculo (Nm 18.5-7);
  • Cobrir os objetos sagrados do santuário antes de sua remoção (Nm 4.5-15);
  • Conservar sempre aceso o fogo do altar (Lv 6.12-13);
  • Queimar incenso (Ex 30.7-8);
  • Purificar os imundos (Lv 15.30-31);
  • Transportar a arca (Js 3.6-17; 6.12;
  • Encorajar o povo a ir à guerra (Dt 20.1-4);
  • Tocar as trombetas em várias ocasiões (Nm 10:1-10; Js 6.3-4);
  • E não podiam beber vinho ou bebida forte (Lv 10:9);
  • E não podiam oferecer fogo estranho (Lv 10.1-2);
  • Colocar e remover os pães da proposição (Lv 24:5-9).
O sacerdócio de Arão, que apontava para Cristo, serviu-nos de aio, orientação para nos apresentar a realidade do Sacerdócio eterno de Jesus, o nosso único mediador diante de Deus. Como Sumo Sacerdote, Cristo intercede diante do Pai por nós (1Tm 2.5).

3. O SUMO SACERDOTE. 
As nações que estavam ao redor dos hebreus já conheciam o serviço sacerdotal, vide caso de Moisés que tivera contato com Jetro, seu sogro e sacerdote de Midiã.

Os levitas, descendentes da tribo de Levi, não tiveram herança material quando entraram na Terra Prometida (Dt 10.9), mas foram separados por Deus para serem seus (Nm 8.14). Exerciam o sacerdócio e auxiliavam nos trabalhos contínuos (Nm 3.6-10). Eram os únicos autorizados a trabalharem no Tabernáculo. A recompensa era servir ao Todo-Poderoso. Eles eram sustentados pelas ofertas e os sacrifícios levados ao Tabernáculo. Viviam de modo simples e dependiam única e exclusivamente da obediência e fidelidade do povo ao trazer seus dízimos (Nm 18.3-32).

a) O sumo sacerdote:
Arão foi o primeiro sumo sacerdote de Israel (Êx 28:1-3). Era uma posição honrosa, hereditária (Ex 28.43) reservado ao primogênito, exceto nos de enfermidade, mutilação (Lv 21.17-20) ou na vacância, como ocorreu com Nadabe e Abiú (Nm 3.4), mas de muita responsabilidade e cercada por muitas restrições, as quais sequer imaginavam respeitar o mais simples israelita (Lv 21.1-15). Deviam estar de prontidão, pois eram os representantes responsáveis e qualificados para que Deus fosse consultado nas necessidades.

O sumo sacerdote era o responsável pela intercessão do povo, principalmente “no dia anual da expiação” (Lv 23.27), quando entrava no Santo dos Santos diante de toda a congregação.

b) Proibições ao sumo sacerdote:
  • Não poderia descobrir a sua cabeça e ou rasgar os seus vestidos (Lv 21.10), tal como Caifas houvera feito diante de Jesus (Mt 26.65);
  • Não poderia se chegar a qualquer cadáver, nem mesmo de seus pais (Lv 21.11);
  • Deveriam se casar com mulher virgem e de forma nenhuma poderia se casar com mulher repudiada ou viúva (Lv 21.13,14).
II. A INDUMENTÁRIA DO SACERDOTE
1. A TÚNICA DE LINHO E O ÉFODE (ÊX 28.4-28). 
As vestes do sacerdote deveriam ser santas (Êx 28.3), eles deveriam se apresentar de forma digna e não de qualquer maneira diante do Senhor de qualquer maneira. “Isto lhe recordava seu dever de viver uma vida pura e santa”. O linho fino apontava para a pureza, perfeição e justiça de Cristo, nosso sacerdote e também passava a ideia de voluntariedade do serviço.

Segundo a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, “o éfode era um tipo esmerado de avental bordado, unido nos ombros e ligados por uma faixa na cintura”. No éfode havia duas pedras de ônix com os nomes das doze tribos. Arão deveria levar e apresentar diante de Deus as doze tribos de Israel. Cristo carregou sobre si os nossos pecados e os apresentou diante do Pai (1Co 15.3).

Sobre o éfode estava o peitoral contendo doze pedras preciosas com os nomes dos doze filhos de Israel. Esta peça ficava sobre o coração de Arão, o sumo sacerdote (Êx 28.15,17,21,29).

2. O URIM E TUMIM (ÊX 28.30). 
Eram pedras que os sacerdotes utilizavam na hora de tomar decisões, que significavam luzes e perfeição. Não existem muitas informações sobre estas pedras. Elas deveriam ser carregadas junto ao coração, mostrando a importância delas. Isso nos mostra que nossas decisões devem ser tomadas de acordo com a Palavra de Deus.

III. MINISTROS DE CRISTO PARA A IGREJA
1. CHAMADOS POR DEUS. 
Os verdadeiros ministros da igreja são chamados e vocacionados pelo Senhor. O ministério pastoral não é simplesmente um cargo ou uma forma de se alcançar status seja ele qual for.

Muitos querem viver da obra e não para ela. Quem exerce o santo ministério sem a direta chamada do Senhor — o Dono da obra — é um intruso e está profanando a obra de Deus.

2. QUALIFICAÇÕES. 
O sacerdote não podia se apresentar diante de Deus e da congregação de qualquer maneira. Um pastor deve sempre agir de modo a dar um bom testemunho (1Tm 3.7). O bom testemunho deve vir não somente dos que estão fora da igreja, mas especialmente pelos irmãos em Cristo. É preciso viver uma vida digna diante dos homens e também diante de Deus (1Tm 6.11,12). O pastor deve em tudo ser o exemplo (Tt 2.7).

3. COMPROMETIDOS COM A PALAVRA. 
Os sacerdotes também tinham a função de ensinar a Palavra de Deus. Da mesma forma, Paulo recomenda que o ministro seja apto para ensinar (1Tm 3.2). É preciso que seja alguém capacitado na Palavra. A missão dos ministros de Cristo consiste no serviço, na mordomia, isto é, na administração dos negócios de Deus e, sobretudo, em sua fidelidade e santidade.

CONCLUSÃO
Os sacerdotes levavam os israelitas até a presença de Deus. O sacerdócio de Arão apontava para o sacerdócio perfeito de Cristo, o único mediador entre Deus e os homens. Atualmente, todos os que creem em Jesus e no seu sacrifício na cruz foram feitos, pela fé, reis e sacerdotes do Deus Altíssimo (1Pe 2.5,9).

 

OBJETIVOS DA LIÇÃO

FORAM ALCANÇADOS?
1. Sacerdotes: mediador entre Deus e os homens.
2. Os sacerdotes deveriam se apresentar dignamente.
3. Ministros; chamados, qualificados e comprometidos.

REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

LOURENÇO, Luciano de Paula. As leis civis entregues por Moisés aos Israelitas. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2014/03/aula-11-deus-escolhe-arao-e-seus-filhos.html. Acesso em 12 de março de 2014.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

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