Apresentação da lição em power point

sexta-feira, 23 de maio de 2014

O ministério de Evangelista. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério (2Tm 4.5).

VERDADE PRÁTICA
O evangelista proclama o pleno Evangelho de Cristo com ousadia; é um arauto de Deus no mundo.

LEITURA BIBLICA EM CLASSE – At 8.26-35; Ef 4.11
At 8.26 - E o anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te e vai para a banda do Sul, ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está deserto.
At 8.27 - E levantou-se e foi. E eis que um homem etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros e tinha ido a Jerusalém para adoração,
At 8.28 - regressava e, assentado no seu carro, lia o profeta Isaías.
At 8.29 - E disse o Espírito a Filipe: Chega-te e ajunta-te a esse carro.
At 8.30 - E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta lsaías e disse: Entendes tu o que lês?
At 8.31 - E ele disse: Como poderei entender, se alguém me não ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse.
At 8.32 - E o lugar da Escritura que lia era este: Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim não abriu a sua boca.
At 8.33 - Na sua humilhação, foi tirado o seu julgamento; e quem contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra.
At 8.34 - E, respondendo o eunuco a Filipe, disse: Rogo-te, de quem diz isto o profeta? De si mesmo ou de algum outro?
At 8.35 - Então, Filipe, abrindo a boca e começando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus.
Ef 4.11 - E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores.

PROPOSTA
·         Grande é a seara, mas os obreiros são poucos;
·         Os verdadeiros evangelistas enfrentarão perseguições;
·         Alegria no Espírito não é somente ver milagres;
·         Grande comissão: apelo de Jesus (anunciem o Evangelho);
·         Toda a humanidade é carente da graça de Deus;
·         A tarefa da evangelização do mundo está inacabada;
·         Evangelista: transmissor das boas novas,
·         Evangelista: plantador de igrejas
·         Função: preparação para o serviço cristão e edificação.
INTRODUÇÃO
O fundamento foi lançado pelos apóstolos e profetas e coube aos evangelistas da igreja primitiva a tarefa de alcançarem “os perdidos para Cristo”. Tanto na época, quanto agora, a função primordial dos evangelista ainda é promover a expansão do reino celestial, para que então o edifício de Deus continue visível aos olhos humanos.

Isto foi possível, e ainda é, graças ao valiosíssimo dom ministerial de evangelista, que foi repartido pelo Pai para que estas pessoas fossem ganhas para o reino celestial, pois temos de Jesus a ordem para pregar o Evangelho, e em sua multiforme sabedoria Deus dispõe para a igreja o poder necessário para proclamarmos com ousadia, graça e paixão pelas vidas. Em o Novo Testamento, este dom teve uma destacada operação nas igrejas de Corinto e Éfeso.

I. JESUS ENVIA OS SETENTA (Lc 10.1-20)
1. SÃO POUCOS OS QUE ANUNCIAM. 
Quando Jesus enviou os setenta para anunciarem as boas novas do Reino de Deus na região da Galiléia, Ele asseverou: “Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos” (v.2). Eles deveriam, de dois em dois, ir a várias cidades para preparem o caminho para o Messias. Não se tratavam de pessoas especiais ou diferentes dos 12 escolhidos para estarem ao lado de Jesus, apenas foram “bombardeados” e creram no poder e visão que foram dotados no momento. 

A diferença entre os setenta enviados por Jesus e os doze que, temporariamente, foram retidos por Jesus, foi que os primeiros foram a todas as cidades e lugares aonde Jesus havia de ir durante o seu ministério terreno, enquanto que os doze deram continuidade ao trabalho de Jesus e foram onde Ele não havia ido durante sua breve estadia na Terra, ou seja, os confins da Terra.

Os que anunciam são poucos, porque, primeiramente, os discípulos não podem proclamar a si mesmos ou uma mensagem própria. Em segundo lugar, porque os discípulos do Senhor são enviados a falarem única e exclusivamente de Jesus e do Reino de Deus, jamais de si mesmos. Isto certamente foi respeitado pelos setenta enviados, haja vista, que no retorno eles deixaram bem claro: “Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam” (Lc 10.17).

Lamentavelmente, ao longo dos séculos, muitos foram aqueles que, na Seara do Senhor, falaram em seu próprio nome e pregaram a sua própria mensagem. Os discípulos segundo o coração do Nazareno ainda são poucos, mas o Senhor continua a convocar obreiros para a sua seara (v.2b).

2. ENVIADOS PARA O MEIO DE LOBOS. 
Proclamar o Evangelho num mundo contrário à mensagem do Reino de Deus certamente levaria os arautos de Cristo a serem perseguidos. Os setenta que Jesus enviou como cordeiros a um ambiente hostil, perigoso, seriam rejeitados, perseguidos e até ameaçados de morte.  Eles não temeram e logo o desejo de alcançarem os perdidos invadiu o coração deles e prontamente responderam a Jesus: “eis nos aqui”. Gideão, Jonas e até mesmo Ananias certamente apresentariam inúmeras desculpas para não cumprir a missão caso estivessem entre os setenta (cf Jz 6.15; Jn 1.1-3; At 9.13). A mesma reação não foi vista quando Paulo foi inteirado de seu futuro ministério através da entrega profética de Ananias: “[...] este é para mim um vaso escolhido, para levar meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu te mostrarei o quanto deve padecer pelo meu nome” (At 9.15-16). Em outras palavras um cordeiro foi enviado ao encontro dos lobos.

A história da igreja nos mostra que pessoas pagaram com a vida por professar a fé em Cristo. Nas últimas décadas, mais cristãos foram mortos no mundo que em qualquer outra época da história da Igreja. Os verdadeiros evangelistas enfrentarão ainda muitas perseguições, sobretudo em países dominados por religiões anticristãs e fundamentalistas. Eles são comparados a cordeiros que se dirigem para o meio dos lobos (v.3).

3. OS SINAIS E AS MARAVILHAS CONFIRMAM A PALAVRA. 
O grupo dos setenta discípulos recebeu poder em nome de Jesus para pregar a mensagem do Reino de Deus com graça (vv.9,10; Mt 10.1,8). Quando voltaram da missão, os evangelistas, maravilhados e surpreendidos, diziam: “Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam” (v.17). Eles não deveriam ficar tão admirados por isto, promessa é promessa e quem promete é fiel para cumprir. Jesus deixou bem claro a eles o que aconteceria e antecipou todos os sinais que veriam (v. 4-16), mas no retorno diante da admiração deles, Jesus falou-lhes de uma realidade que eles não compreendiam: aquele poder era para confirmar a Palavra do Reino, não a palavra do homem. O verdadeiro significado de desfrutar da alegria no Espírito não é primeiramente ver milagres, mas saber que através da exposição do Evangelho de poder temos os nossos nomes escritos nos céus (v.20).

II. A GRANDE COMISSÃO (Mt 28.19,20; Mc 16.15-20)
1. O ALCANCE DA GRANDE COMISSÃO. 
Jesus ordenou aos seus discípulos, após a sua ressurreição: “ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mt 28.19,20). A ordem foi clara e direta, Ele declarou o alvo, não rodeou, não usou de subterfúgios ou mensagens subliminares e tampouco deixou sombras ou variações de dúvidas. O material para trabalhos dos discípulos era farto. A igreja foi comissionada de uma grande responsabilidade e deveria cumprir na integra.

Pregar, fazer discípulos, batizar e ensinar não é uma opção para a igreja, simplesmente foi o artifício utilizado por Jesus para tirá-la das quatro paredes, para que seu reino fosse expandido. A igreja primitiva cumpriu na integra esta tarefa, pois os crentes saíram, após o revestimento do Espírito Santo, por todas as direções testemunhando, anunciando e pregando a Palavra com ousadia.

Deveriam pregar em todas as partes do mundo, anunciando as boas novas de salvação aos judeus e gentios, não temendo represálias, não se importando com obstáculos, preconceitos, medos e ou diferenças étnicas. O desafio maior foi pregar para povos de culturas diferentes (1 Co 1.1,2), mas isto também foi vencido diante da capacitação que receberam ao dizerem sim ao chamado.

Esta ordem é chamada comumente de A Grande Comissão. É o apelo de Jesus para os discípulos anunciarem o Evangelho até as últimas consequências. Foi nesse “espírito” que o apóstolo Paulo encarou a tarefa da evangelização (1Co 9.16).

2. O MUNDO ESTÁ DIVIDIDO EM DOIS GRUPOS. 
“Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Mc 16.16). Aqui, o Evangelho de Marcos destaca que há dois grupos de pessoas diante da mensagem de Jesus: os que creem e que recebem de bom grado a Palavra e os que não creem, pois estão cegados pelo deus deste século para que não vejam a luz do Evangelho (2 Co 4.4), mesmo nestas condições deve ser apresentada a eles a salvação.

Acerca da salvação, os Evangelhos não se preocupam com nacionalidade, raça, sexo ou condição sócio-econômica do homem (Gl 3.28). Não há judeu, não há gentio (Rm 3.9,10,23). Toda a humanidade é carente da graça de Deus e precisa decidir o seu futuro eterno crendo ou não no Evangelho.

3. A GRANDE COMISSÃO HOJE. 
A tarefa da evangelização do mundo está inacabada. Mesmo com o passar dos anos, a ordem imperativa de Jesus está em vigor. Índices alarmantes são apresentados constantemente, tais como: apenas 33% da população mundial é composta por cristãos das várias confissões de fé. Há regiões em que número de cristãos está diminuindo, como na Europa. Recentemente, na Alemanha, cerca de 340 igrejas fecharam as portas; em Portugal, quase 300. A Holanda e a Inglaterra são países considerados “pós-cristãos”. Ainda na Europa, cerca de 1500 templos cristãos foram transformados em mesquitas, restaurantes, bibliotecas e casas de shows.

Se a Igreja não experimentar um real e poderoso avivamento espiritual, em poucas décadas a Europa se tornará mulçumana ou o cristianismo não mais a influenciará. Precisamos reevangelizar o continente europeu.

III. O DOM MINISTERIAL DE EVANGELISTA
1. O CONCEITO DE EVANGELISTA. 
O termo “evangelista” deriva do verbo grego euangelizo, isto é, transmitir boas novas (do evangelho). Como dom, refere-se àquele que é chamado para pregar o Evangelho. Foi concedido pelo Pai através de uma capacitação ministerial objetivando propagar o Evangelho de Cristo para toda a humanidade.

O evangelista tem paixão pela salvação dos perdidos. Esmera-se por buscar da parte de Deus mensagens inspiradas para tocar os corações e quebrantar a alma dos pecadores. Independente da posição, conhecimento secular ou condições, o evangelista se propõe a cumprir sua tarefa a fim de contemplar a expansão do reino de Deus. Filipe, um dos sete escolhidos para auxiliar os apóstolos na questão levantada na igreja primitiva (At 6.5) foi um dos grandes evangelistas citados por Lucas no livro de Atos. Ele atuou em Samaria e seu trabalho foi depois reconhecido e atestado por Paulo, um pouco antes de finalizar sua terceira viagem missionária (At 21.8).

2. O PAPEL DO EVANGELISTA. 
O evangelista é, por excelência, o pregador das boas-novas de salvação. Através da sua mensagem, vidas são alcançadas e conduzidas a Deus. Muitas vezes, o evangelista torna-se um plantador de igrejas, como tem ocorrido em diversos lugares do Brasil e pelo mundo afora. Na igreja primitiva eles “possivelmente auxiliavam na proclamação do Evangelho aos incrédulos junto às igrejas já construídas”. Um evangelista cheio da graça de Deus poderá tocar corações com a mensagem do Evangelho de modo tão convincente que leva o povo a crer e acatar as boas-novas da salvação e ao Salvador Jesus.

3. A FINALIDADE DO MINISTÉRIO DO EVANGELISTA. 
Da mesma forma que o ministério do apóstolo e do profeta, o do evangelista tem por finalidade preparar os santos do Senhor para uma vida de serviço cristão, bem como à edificação do Corpo de Cristo (Ef 2.20-22). Por isso, espera-se desse obreiro que o fundamento do seu ministério seja Jesus Cristo, o nosso Senhor. Não pode haver outro fundamento, senão Cristo!

O evangelista deve também, em tudo, ser sensível à voz do Espírito Santo. A exemplo de Filipe, o obreiro deve ser obediente ao Senhor, seja para pregar a multidões, seja para falar a uma única pessoa (At 8.6,26-40). Outro aspecto importante desse ministério é a habilidade que o evangelista deve ter na transmissão das boas-novas. O arauto de Deus precisa ser capaz de responder à seguinte pergunta dirigida ao pecador: “Entendes o que lês?” (At 8.30), caso contrário ele perderá a oportunidade para ganhar os perdidos.

CONCLUSÃO
O dom ministerial de evangelista é concedido por Deus a algumas pessoas conforme o propósito do Espírito Santo para o fortalecimento e a edificação das igrejas locais. Isto, porém, não significa desobrigar os crentes individualmente do labor da evangelização. Todo seguidor de Cristo, isto é, todo aquele que se acha discípulo de Jesus, tem em sua caminhada cristã o firme compromisso de propagar a mensagem do Evangelho. E deste compromisso não pode se apartar um único milímetro. Que Deus levante mais evangelistas para a sua grande seara!

OBJETIVOS DA LIÇÃO – FORAM ALCANÇADOS?
  1. Os 70 foram enviados, pregaram Jesus e voltaram;
  2. A igreja primitiva cumpriu o “ide”, e nós?
  3. Evangelista é pregador das boas novas.
REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

GABY, Wagner. A missão integral da Igreja. Porque o reino de Deus está entre vós. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 3º trimestre de 2011. Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2011

LOURENÇO, Luciano de Paula. O ministério de Evangelista. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2014/05/aula-08-o-ministerio-de-evangelista.html. Acesso em 21 de maio de 2014.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

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