Presidente Prudente (SP),

Apresentação da lição em power point

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Os dons de elocução. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder         que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre. Amém! (1Pe 4.11).

VERDADE PRÁTICA
Os dons de profecia, de variedades de línguas e de interpretação das línguas são para edificar, exortar e consolar a Igreja de Cristo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – 1 Co 12.7,10-12; 14.26-32.
12.7Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.
12.10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.
12.11 - Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.
12.12 - Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.
14.26 - Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.
14.27 - E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou, quando muito, três, e por sua vez, e haja intérprete.
14.28 - Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja e fale consigo mesmo e com Deus.
14.29 - E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.
14.30 - Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro.
14.31 - Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros, para que todos aprendam e todos sejam consolados.
14.32 - E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.

PROPOSTA DA LIÇÃO
·         Dons de elocução: profecia, variedades e interpretação;
·         Profecia: mensagem espontânea inspirada pelo Espírito;
·         Profecia: muito importante para a igreja. Buscai-o;
·         A profecia contribuiu para edificação da igreja;
·         Variedades: tão importante quanto os outros dons;
·         Línguas estranhas edifica os que “falam”;
·         Variedades: não é um fenômeno da era apostólica;
·         Interpretação: capacidade de interpretar a mensagem;
·         A mensagem interpretada edifica a igreja.

INTRODUÇÃO
Os dons de poder revelam a Onipotência de Deus, os dons de revelação revelam sua Onisciência e os dons elocução revelam a sua Onipresença. São três os dons classificados como os de elocução, aqueles que denotam ação ou efeito de enunciar o pensamento por palavras, os quais são: profecia, variedade de línguas e interpretação das línguas. Estes dons, assim como os demais, dão a ideia de trabalho, responsabilidade e tal como os outros, por vezes, não são buscados ou infelizmente desprezados pela igreja, mesmo que sejam muitos mais presentes em nosso meio, dando ao portador um maior destaque e visibilidade, que às vezes os fazem esperar algo em troca deste trabalho, o que diga-se de passagem contraria a vontade de Deus.

Os propósitos destes dons especiais são os de edificar, exortar e consolar a Igreja de Cristo (1 Co 14.3), isso porque os dons de elocução são manifestações sobrenaturais vindas de Deus, e não podem ser utilizadas na igreja de forma incorreta. Também não podem cair em mãos erradas, apesar de que sabemos que Deus não erra, até mesmo na concessão dos dons, porém o homem pode usá-lo de forma contrária aos desígnios de Deus ou pode, na pior das hipóteses, não usá-lo.

Devemos estudar estes dons com diligência, reverência e temor de Deus, para não sermos enganados pelas falsas manifestações. Atualmente temos visto muita confusão e falta de sabedoria no uso destes dons, em especial o de profecia, por isso, precisamos estudar com afinco este tema a fim de que não sejamos enganados pelos falsos profetas.

Paulo exortou os crentes de Corinto para que eles procurassem com zelo os dons espirituais e em especial o dom de profecia, pois aquele que profetiza edifica toda a igreja.

I. DOM DE PROFECIA (1Co 12.10)
1. O QUE É O DOM DE PROFECIA? 
De acordo com Stanley Horton, o dom de profecia relatado por Paulo em 1 Coríntios 14 refere-se a mensagens espontâneas, inspiradas pelo Espírito, em uma língua conhecida para quem fala e também para quem ouve, objetivando edificar, exortar ou consolar a pessoa destinatária da mensagem e a igreja e não a pessoa que esta sendo usada ou que supostamente se imagina. De nada adiantaria uma profecia dirigida a alguma pessoa em uma língua totalmente desconhecida ou uma sequência de palavras sem sentido, uma charada, desta forma não seria edificada tanto a pessoa que estivesse recebendo quanto a igreja que estivesse presenciando.

Profetizar não é desejar uma bênção a uma pessoa, pois essa não é a finalidade da profecia. Infelizmente, por falta de ensino da Palavra de Deus nas igrejas, aparecem várias aberrações concernentes ao uso incorreto deste dom. Não poucos crentes e igrejas locais sofrem com as consequências das falsas profecias, um número incalculável de pessoas frustradas, que não receberam o que ouviram e que passaram a desacreditar na maior de todas as profecias, a Palavra. Tais pessoas não examinaram “tudo” o que ouviram conforme as Escrituras orientam (1 Ts 5.20), pela qual podemos julgar e discernir, pelo Espírito, o que está por trás das mensagens. Toda profecia espontânea deve ser julgada (1 Co 14.29-33) e não o profeta, pois quando não houver humanos para serem usados como instrumentos por Deus, certamente serão usados outros meios ou animais (Nm 22.21-33; Lc 19.40).

As palavras boas, de vitória, incentivo não podem ser consideradas como manifestação do dom da profecia, pois não são assim manifesta a qualquer hora conforme vontade ou desejo humano, pelo contrário, toda profecia é inspirada pelo Espírito Santo, assim falaram todos os profetas e homens santos de Deus (1 Pe 1.21), muito diferente dos dias atuais, onde nem todos são profetas, tal como disse Paulo à igreja de Corinto (1 Co 12.29).

Pois como poderíamos classificar a profecia entregue por Jesus a Pedro antes de sua agonia? Não foram palavras de vitória ou incentivo, foi um aviso, a verdade nua e crua, sem rodeios, sem estimular o seu ego e na presença de todos os outros discípulos (Mt 26.34). O homem que recebera a profecia negaria seu Mestre, por três vezes, antes que o galo cantasse e quando isto aconteceu qual (Mt 26.75) foi a reação dele? Tristeza ou alegria? Desmoronou ou foi edificado? E os outros discípulos se entristeceram ou se alegraram com aquilo tudo? Eles pensaram: “a profecia foi entregue agora a pouco e já se cumpriu, então as outras que Ele nos entregou também se cumprirão”. Creio que todos gritaram; “glorias a Deus”, mas antes Pedro derramou algumas lagrimas pelo seu erro.

2. A RELEVÂNCIA DO DOM DE PROFECIA. 
O dom de profecia é tão importante para a Igreja de Cristo que o apóstolo Paulo exortou a sua busca (1 Co 14.1). Não obstante, ele igualmente recomendou que o exercício desse dom fosse observado pela ordem e cuidado nos cultos (1 Co 14.40). Este dom não serve tão somente esperançar-nos quanto ao futuro, mas serve acima de tudo “para fortalecer e promover a vida espiritual, a maturidade e o caráter santo dos crentes. A profecia é necessária para impedir a corrupção espiritual e moral do povo de Deus”. Onde não há profecia o povo se corrompe (Pv 29.18).

Os crentes de Corinto deveriam julgar as profecias quanto ao seu conteúdo e a origem de onde elas procedem (1 Co 14.29), pois elas possuem três fontes distintas: Deus, o homem ou o Diabo. Devemos nos cuidar, pois a Bíblia, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, mostra ações dos falsos profetas. O Senhor Jesus nos alertou: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores” (Mt 7.15).

3. PROPÓSITOS DA PROFECIA. 
Ainda existe muita confusão a respeito do uso dos dons de elocução, e em especial ao de profecia e sua função. Há líderes permitindo que as igrejas que lideram sejam guiadas por supostos profetas. Outros líderes, também erroneamente, não tomam decisão alguma sem antes consultar um “profeta” ou uma “profetisa”. Estes profetizam aquilo que as pessoas querem ouvir e não o que o Senhor realmente quer falar. Todavia, a Palavra de Deus alerta-nos a que não ouçamos a tais falsários (Jr 23.9-22). Tal como Davi, que em certa ocasião recebeu uma mensagem do profeta Natã, a qual lhe garantia sucesso em seu desejo de construir uma habitação para a arca do concerto (2 Sm 7.3), porém era somente para agradá-lo, não vinha de Deus aquela mensagem. Durante a noite, o profeta, não conseguiu dormir, pois os tais que assim agem certamente também não dormem, e ele recebeu outra mensagem, agora vinda do Alto (2 Sm 7.4-17), que deveria ser repassada ao rei e era muito diferente do que ele havia falado. Com que cara ele olhou para Davi? Os interesses que estavam em jogo na primeira mensagem de Natã foram os pessoais, econômicos e históricos, não estavam ali expostos a vontade de Deus.

“O tríplice propósito da profecia neotestamentária” é a edificação, exortação e consolação da igreja. São mensagens concedidas pelo Espírito Santo para ajudar e não confundir ou abalar a fé daqueles que já possuem uma firme edificação.

A Igreja de Jesus Cristo deve ser conduzida segundo as Escrituras, pois esta é a inerrante Palavra de Deus. A Bíblia Sagrada, a Profecia por excelência, deve ser o manual do líder cristão.

II. VARIEDADE DE LÍNGUAS (1Co 12.10)
1. O QUE É O DOM DE VARIEDADES DE LÍNGUAS? 
De acordo com o teólogo pentecostal Thomas Hoover, o dom de línguas é “a habilidade de falar uma língua que o próprio falante não entende, para fins de louvor, oração ou transmissão de uma mensagem divina”. Segundo Stanley Horton, “alguns ensinam que, por estarem alistados em último lugar, estes dons são os de menor importância”. Ele acrescenta que tal “conclusão é insustentável”, pois as “cinco listas de dons encontradas no Novo Testamento colocam os dons em ordens diferentes”. O dom de variedades de línguas é tão importante para a igreja quanto os demais apresentados em 1 Coríntios 12.

Enquanto as línguas estranhas como sinal são concedidas a todos os que são batizados com o Espírito Santo (At 2.4 10.46; 19.6), o dom de variedade de línguas não é dado a todos os que são batizados, pois depende da soberania, do propósito e da vontade do Espírito Santo (I Co 12.1) e em resposta a busca zelosa do crente (I Co 12.31; 14.1).

Este dom é “dado pelo Espírito Santo para que pessoas, que sem uso da razão,  se tornem instrumentos da voz do Senhor”, com objetivos claros no seio da igreja, para que os “não crentes” não se escandalizem ou para que não sejam somente palavras ditas ao ar, tal como ocorria na igreja imatura de Corinto, deve servir para edificação individual do que fala, uma vez que se torna a comunicação do nosso espirito diretamente com Deus sem passar pelo nosso intelecto ou razão. Devemos entender o significado e função deste dom:

a) Glossolalia
É popularmente conhecida como línguas estranhas. É a manifestação física do enchimento do Espírito Santo. As palavras não são ditas pela mente do homem, mas são inspiradas pelo Espírito Santo. São línguas desconhecidas e não identificáveis pela inteligência humana, somente entendidas por Deus (I Co 14:2). Glossolalia não é poliglotismo, onde uma pessoa possui facilidade para aprender e falar muitos idiomas.

b) Xenolalia.
Palavra grega que significa idiomas pátrios. É o falar em línguas através de um idioma conhecido (At 2.6), estranho apenas para quem fala. Ocorre quando uma pessoa fala ou faz uma oração em línguas que expressam uma linguagem humana real, que era até então desconhecida para o indivíduo.

Bem antes da manifestação das línguas estranhas no dia de Pentecostes, Israel já havia se deparado com outras línguas estranhas (Ne 13.23-24). Os filhos dos judeus, fruto dos casamentos mistos, não falavam o idioma judaico. Eles falavam meio asdodita, ou conforme a língua ESTRANHA da mãe amonita ou moabita. Ao longo de sua história, Israel aprendeu facilmente outras línguas terrenas estranhas para eles, tal como a dos egípcios, babilônicos, amonitas, moabitas, sírios, assírios, romanos, gregos e de todas as outras nações pelas quais se espalhou após o ano 70 d.C.


2. QUAL É A FINALIDADE DO DOM DE VARIEDADE DE LÍNGUAS? 
O primeiro propósito deste dom é a edificação da vida espiritual do crente (1 Co 14.4). As línguas, ao contrário dos outros dons espirituais não edificam ou exortam a igreja, elas são para a devoção espiritual do crente. “Esse é o único dom dado para auto-edificação” (1 Co 14.4). À medida que o servo de Deus fala em línguas estranhas vai sendo também edificado, pois o Espírito Santo o toca e renova diretamente (1Co 14.2) e indiretamente, a igreja percebe a mudança e por conseguinte se alegra com esta edificação.

3. ATUALIDADE DO DOM. 
É preciso deixar claro que a variedade de línguas não é um fenômeno exclusivo do período apostólico, tampouco “deve ser desprezado e nem proibido” (1 Co 14.39). O Senhor continua abençoando os crentes com este dom e cremos que assim o fará até a sua vinda. No Dia de Pentecostes, todos os crentes reunidos no cenáculo foram batizados com o Espírito Santo e falaram noutras línguas pelo Espírito (At 1.4,5; 2.1-4). É um dom tão útil à vida pessoal do crente em nossos dias quanto o foi nos dias da igreja primitiva. Devemos usá-lo corretamente, para não haver escândalos ou rejeição.

III. INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS (1Co 12.10)
1. DEFINIÇÃO DO DOM. 
Thomas Hoover ensina que a interpretação das línguas é “a habilidade de interpretar, no próprio vernáculo, aquilo que foi pronunciado em línguas”, na se trata de tradução das línguas, mas sim interpretação, uma vez que este dom não é humano e sim Divino. Na igreja de Corinto havia certa desordem no culto com relação aos dons espirituais, por isso, Paulo os advertiu dizendo: “E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou, quando muito, três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja e fale consigo mesmo e com Deus” (1 Co 14.27,28).

A interpretação de línguas depende de outro dom (alguém que fale em línguas para serem interpretadas). É sinal de amor fraternal, pois o que eu recebi (dom de línguas) pode ser útil para edificação espiritual de toda a igreja (a interpretação).

As línguas estranhas como sinal do batismo com o Espírito Santo serve como confirmação do recebimento, uma experiência inicial com o Espírito Santo, portanto não precisa de interpretação, todos podem falar ao mesmo tempo e serve para o infiel quanto para o fiel (At 2).

As línguas estranhas como dom é a continuidade do que fora recebido. Serve para edificação individual. Não pode ser feita publicamente para não atrapalhar, é algo próprio, não é uma mensagem para igreja. Quem tem, deve orar para interpretá-la (buscar).

2. HÁ DIFERENÇA ENTRE DOM DE INTERPRETAÇÃO E O DE PROFECIA? 
Embora haja semelhança são dons distintos, pois o dom de interpretação de línguas necessita de outra pessoa, também capacitada pelo Espírito Santo, para que interprete a mensagem para que a igreja seja edificada, do contrário, os crentes ficarão sem entender nada. Já no caso da profecia não existe a necessidade de um intérprete ou da manifestação de outro dom. Estêvam Ângelo de Souza definiu bem essa questão quando disse que “não haverá interpretação se não houver quem fale em línguas estranhas, ao passo que a profecia não depende de outro dom”.

CONCLUSÃO
Ainda que haja muitas pessoas em diversas igrejas que não aceitem a atualidade do batismo com o Espírito Santo e dos dons espirituais, os chamados “cessacionistas”, Deus continua abençoando os crentes com suas dádivas. Portanto, não podemos desprezar o dom de profecia, o de falar em línguas estranhas e o de interpretá-las. Porém, façamos tudo conforme a Bíblia: com sabedoria, decência e ordem (1 Co 14.39,40). Agindo dessa forma, Deus usará os seus filhos para que sejam portadores das manifestações gloriosas dos céus.

OS OBJETIVOS DA LIÇÃO FORAM ALCANÇADOS?
1.   Profecia: espontânea, inspirada e importante.
2.   Variedade: edificação individual do crente.
3.   Interpretação: sinal de amor fraternal quando manifesto

REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

CABRAL, Elienai. Movimento Pentecostal. As doutrinas de nossa fé. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 2º trimestre de 2011. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2011


Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

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