Presidente Prudente (SP),

Apresentação da lição em power point

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Um lugar de adoração a Deus no deserto. Plano de aula

TEXTO ÁUREO 
“E me farão um santuário, e habitarei no meio deles” (Êx 25.8).

VERDADE PRÁTICA 
Deus deseja habitar entre nós, para que Ele seja o nosso Deus e para que nós sejamos o seu povo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Êx 25.1-9.
1 - ENTÃO falou o Senhor a Moisés, dizendo:
2 - Fala aos filhos de Israel, que me tragam uma oferta alçada; de todo o homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta alçada.
3 - E esta é a oferta alçada que tomareis deles: ouro, e prata, e cobre,
4 - E azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pelos de cabras,
5 - E peles de carneiros tintas de vermelho, e peles de teixugos, e madeira de cetim,
6 - Azeite para a luz, e especiarias para o óleo da unção, e especiarias para o incenso,
7 - Pedras sardônicas, e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral.
8 - E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.
9 - Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus vasos, assim mesmo o fareis.

PROPOSTA DA LIÇÃO
         Tabernáculo: lugar de adoração a Deus no deserto;
         Foi construído pelo povo com “recursos próprios”;
         O Tabernáculo não foi uma invenção humana;
         Possuía apenas uma porta de entrada (único caminho);
         Altar dos holocaustos: caixa de cetim coberta de bronze;
         Pia de bronze: mãos e pés limpos (trabalho honesto);
         Castiçal de ouro: apontava para Jesus (luz do mundo);
         Pães da proposição: apontavam para Jesus (pão da vida);
         Santo dos Santos: acesso apenas ao sumo sacerdote.

INTRODUÇÃO
Deus queria habitar no meio de Israel, entre eles, para estreitar a comunhão com seu povo. Tal como houvera sido no passado com os patriarcas anteriores, Abrão, Isaque, Jacó e José, que ouviram, sacrificaram (Gn 8.20; Gn 12.7; 26.25; 35.1,2) ou estiveram a disposição de Deus para o cumprimento de seu plano.

Por isto, Deus ordenou a Moisés que, juntamente com o todo o povo que de bom grado ofertariam, construísse um lugar separado para adoração. Trata-se do “Tabernáculo do Senhor”, um santuário móvel que acompanhou os hebreus durante sua longa peregrinação pelo deserto.

“O Tabernáculo foi, durante os anos de peregrinação pelo deserto, o lugar de encontro de Deus com o seu povo”, local de revelação, de adoração e principalmente de reverência por parte do povo.

Tabernáculo (morada, habitação ou casa), serviu como sombra, figura das coisas celestiais. Era composto por três partes: o Pátio; o Santo Lugar e o Santo dos Santos. Era portátil e desmontado sempre que os hebreus de deslocavam. A montagem era feita de dentro para fora, ou seja, do Santo dos Santos para o Pátio, para simbolizar a forma como Deus opera na vida do homem, a partir do seu interior para o exterior. A dura tarefa de montar e desmontar cabia aos levitas, os únicos autorizados (Ex 3. 6-8).

A porta de entrada, na montagem, sempre ficava virada para o oriente. As tribos ficavam dispostas ao redor, sendo 3 tribos à frente, 3 ao lado direito, 3 à esquerda e 3 na retaguarda. O Tabernáculo no meio indicava que Deus deseja sempre estar no centro.

Deus entregou a Moisés o modelo do Tabernáculo e da mesma forma como a montagem se dava de dentro para fora, as orientações também assim o foram, pois Deus primeiramente deu as coordenadas para construção da arca, até chegar ao pátio. As ofertas vieram do povo.

O Tabernáculo serviu de elo entre Deus e o homem, que se utilizava deste espaço para oferecer sua adoração e prestar seu culto. Servia para materializar a relação de intimidade dos hebreus com Deus.

I. AS INSTRUÇÕES PARA A CONSTRUÇÃO DO TABERNÁCULO
1. O PROPÓSITO DIVINO. 
Depois da entrega da lei, Deus ordenou que o seu povo edificasse um lugar de adoração. “E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles”(Ex 25:8). O objetivo divino era aumentar e fortalecer os laços de comunhão com o seu povo Israel, que Ele libertara do poder de Faraó no Egito.

O Tabernáculo era conhecido também por outros nomes; “tenda, tenda da congregação, santuário ou tabernáculo do testemunho". Mesmo não podendo conter toda a glória e presença de Deus, o tabernáculo tinha por propósito lembrar ao povo do grande privilegio de ter o Senhor Deus entre eles, além de ser o lugar onde presenciariam visivelmente a manifestação divina. Aquele “templo móvel” se tornou o “centro da vida religiosa, moral e social”. Assim o homem conheceria o Senhor de forma pessoal e íntima (Jo 14.21,23).

2. AS OFERTAS. 
O Tabernáculo seria construído pelo povo de Deus, com os recursos que receberam pela providência divina ao saírem do Egito (Êx 3.21,22; 12.35,36),ou pelo menos com o que sobrou, pois provavelmente boa parte havia sido destinado a confecção do bezerro de ouro. Para a construção do Tabernáculo os israelitas ofertaram voluntariamente e com alegria.

a) Materiais utilizados para construção do Tabernáculo
  • Ouro que representava a divindade, glória. Mesmo encarnado, Jesus era Rei (Jo 12.41). Foi o material mais precioso utilizado no Tabernáculo. Serviu para recobrir a mesa dos pães, o altar do incenso, a arca e algumas colunas que sustentavam as cortinas de entrada. O candelabro, o propiciatório e seus os dois querubins eram de ouro maciço.
  • Prata, o preço do resgate (Mc 10.45). Material usado nos ganchos que sustentavam as cortinas;
  • Bronze/Cobre, que representava o juízo e julgamento divino. O Caráter de Deus, revelado em Cristo (2 Co 5.21). As colunas do pátio e suas bases, bem como o altar para o holocausto eram revestidos deste material. A pia e os cravos que sustentavam a cerca de linho era de cobre maciço;
  • Fios de tecidos azul, branco, carmesim e purpura (2 Co 5.1);
  • Pelo de cabra, a oferta pela maldição do pecado (Hb 11.37; 2 Co 5.21);
  • Pele de carneiro tingido de vermelho, simbolizando o sacrifício substituto (Hb 2.17);
  • Pele de texugo, evidenciando a aparência sem atrativo (Is 53.2);
  • Madeira de acácia, símbolo da humanidade incorruptível de Jesus (Hb 4.15). A madeira revestida de ouro, representava a divindade de Jesus e sua dupla natureza, 100% homem e 100% Deus. Quando revestida de cobre/bronze mostrava o julgamento de Deus, juízo divino lançado sobre Jesus. Este tipo de árvore crescia no deserto, fazendo-nos pensar na citação do profeta Isaías: “raiz duma terra seca" (Is 53:2).
  • Azeite para a luz para manter a iluminação no lugar Santo, pois não havia janelas neste local. O azeite era extraído do fruto da oliveira que era esmagado, moído, assim como Jesus foi no Getsmâne;
  • Especiarias para o incenso, a fragrância e aroma doce e suave.
b) As cores dos tecidos doados
  • O azul apontava para a divindade de Jesus e para o céu, de onde Ele veio e para onde retornou (Jo 3.13), conforme mostrado pelo evangelista João;
  • O carmesim representava o sacrifício do substituto. O evangelista Marcos mostrou Jesus como o servo sofredor;
  • A púrpura representava a realeza. Mateus citou Jesus como o “Filho de Davi”, o Rei dos reis, como uma prova de sua descendência real;
  • O branco representava a pureza e santidade de Deus, conforme escrito por Lucas, que mostrou Jesus como o Filho do Homem, o homem perfeito, de caráter justo, ilustre e nobre.
c) A mistura das cores dos tecidos doados
  • O branco (Santo, Perfeito) + o azul (o que veio do céu) + carmesim (Jesus se vestiu desta cor quando se doou em seu sacrifício) = púrpura (realeza de Jesus quando subiu ao céu).
3. TUDO SEGUNDO A ORDENANÇA DIVINA (ÊX 25.8,9,40). 
O Tabernáculo não foi uma invenção humana, não foi obra de grandes engenheiros ou arquitetos. Podemos ver que a partir de Êxodo 25, o próprio Deus instrui a Moisés quanto à planta e os objetos do templo móvel.

Moisés obedeceu a todas as instruções, pois todo o Tabernáculo apontava para o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário. Simbolizava o plano perfeito de Deus para a redenção da humanidade (Hb 9.8-11).

II. O PÁTIO DO TABERNÁCULO
1. O PÁTIO. 
“Farás também o pátio do Tabernáculo” (Êx 27.9). Os israelitas precisavam aprender a forma correta de se chegar à presença de Deus e adorá-lo. O pátio tinha o formato retangular, e indicava que, na adoração a Deus, deve haver separação, santidade.

Era uma área aberta e descoberta, com acesso restrito, pois para alguns hebreus e estrangeiros não eram permitida a entrada (Dt 23.1-8). Todo o Tabernáculo era cercado por uma cerca de linho, que representava a justiça de Deus que mantinha o homem afastado. Esta cerca separava o tabernáculo do restante do arraial, tal como o homem estava separado de Deus. Por cima da cerca podia se ver somente o teto da tenda.

A entrada seria somente pela porta única, que apontava para um caminho, uma direção. Isso prefigura Jesus Cristo, que disse: “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á” (Jo 10.9). Jesus é o caminho que nos conduz a Deus (Jo 14.6). Esta porta era armada para o lado do oriente e nela havia uma cortina, que dava as boas vindas para os hebreus. Representava o acesso a Deus. Era de quatro cores, azul (veio do céu), carmesim (sacrifício de sangue), purpura (realeza de Jesus) e branco (santidade de Jesus).

2. O ALTAR DOS HOLOCAUSTOS. 
“Farás também o altar de madeira de cetim” (Êx 27.1). Ao entrar no pátio, o israelita tinha a sua frente o altar do holocausto. Era o maior e primeiro objeto que era visto quando se entrava pela porta. Local de troca, onde o animal era sacrificado em lugar do pecador. 

Era uma caixa de madeira de cetim coberta de bronze. Junto a esse altar o transgressor da lei encontrava-se com o sacerdote para oferecer sacrifícios a Deus a fim de expiar seus pecados e obter o perdão.

O altar dos holocaustos tipificava Cristo, o nosso sacrifício perfeito que morreu em nosso lugar (Ef 5.2; Gl 2.20). Sem um sacrifício expiador do pecado não há perdão de Deus (Lv 6.7; 2Co 5.21). A epístola aos Hebreus nos mostra que o sacrifício salvífico de Cristo foi único, perfeito e completo para a nossa salvação (Hb 7.25; 10.12).

3. A PIA DE BRONZE (ÊX 30.17-21). 
A pia de bronze (tipo de Cristo), era a peça onde os sacerdotes e levitas lavavam os pés e mãos, se purificavam, tanto para ministrarem os sacrifícios ou para se dirigirem ao lugar Santo (Êx. 30:18-21). Mãos e pés limpos representavam o serviço honesto e um viver e agir íntegros (Ef 5.26,27; Hb 10.22). Precisamos nos achegar a Deus com um coração puro e limpo.

Após a passagem pela porta (Jesus) e o acesso ao altar do sacrifício somos então dirigidos à pia, para sermos lavados, santificados.

Deus é santo e requer santidade do seu povo. Deus não aprova o viver e o servir do impuro. O servo de Deus deve ser “limpo de mãos e puro de coração” (Sl 24.4). Hoje somos lavados e purificados pelo precioso sangue de Cristo que foi derramado por nós (1Jo 1.7).

III. O LUGAR DA HABITAÇÃO DE DEUS
1. O CASTIÇAL DE OURO (ÊX 25.31-40). 
O lugar santo era o local de serviço onde somente os sacerdotes podiam entrar, nem mesmo os levitas era permitida a entrada. Era fechado por tábuas de acácia revestidas de ouro, que representavam a redenção de Cristo e sua natureza humana e divina incorruptíveis. Todos os móveis e objetos eram de ouro ou revestidos.

A cobertura de toda a tenda era composta por quatro camadas. Quanto mais distante ficava a cobertura do lugar santo dos santos a preciosidade dos materiais era menor. Do ouro (pureza e glória) ao bronze/cobre (julgamento e juízo divino):
  • A primeira era de linho com desenhos de querubins (Gn 13.24; Lv 11.44-45) entrelaçado por ganchos de ouro;
  • A segunda era de pelo de cabras entrelaçadas por ganchos de bronze;
  • A terceira era de pele de carneiros tingidas de vermelho, muito resistente, figura de Jesus que suportou todas as aflições e dores (1 Co 15.55-57; Ef 3.11-12)/
  • A quarta camada era de pele de texugo, evidenciado a progressão do bonito e glorioso para o humano e sem atrativo, tal como Jesus que em sua natureza humana não cativou os judeus, não se via Nele os traços de um rei, mas em sua humildade, Ele nunca deixou de ser o Rei dos reis.
Não havia janelas no Lugar Santo, portanto a iluminação vinha de um castiçal de ouro puro e batido. Esta peça também apontava para Jesus Cristo, luz do mundo, e a quem seguindo, não andaremos em trevas, mas teremos a luz da vida (Jo 8.12).

O castiçal, em Apocalipse, simboliza a Igreja (Ap 1.12,13,20). As lâmpadas do castiçal ardiam continuamente e eram abastecidas diariamente de azeite puro de oliveira (Êx 27.20,21) a fim de que iluminassem todo o Lugar Santo. O azeite é um símbolo do Espírito Santo. Se quisermos emanar a luz de Cristo para este mundo que se encontra em trevas, precisamos ser cheios, constantemente, do Espírito Santo de Deus. “Enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18) é a recomendação bíblica.

2. OS PÃES DA PROPOSIÇÃO E O ALTAR DO INCENSO (ÊX 25.30). 
Havia uma mesa com doze pães e, todos os sábados, esses eram consagrados, trocados e consumidos pelos sacerdotes. Estes pães apontavam para Jesus, o Pão da vida (Jo 6.35), que se deu como alimento. O grão de trigo jogado morreu e floresceu. Depois foi moído e esmagado e a massa disforme foi colocada no forno (sepulcro) para saciar uma multidão. Quem come deste pão não torna a ter fome (Jo 6.51). Representava também a provisão de Deus aos hebreus no deserto.

Além dos pães, próximo ao Santo dos Santos ficava o altar do incenso, um lugar destinado à oração e ao louvor a Deus. Precisamos nos achegar ao Senhor diariamente com a nossa adoração e nossas orações: “Suba a minha oração perante a tua face como incenso, e seja o levantar das minhas mãos como o sacrifício da tarde” (Sl 141.2).

Neste altar os sacerdotes ofereciam sacrifícios, mas não podia ser de animais, somente de incenso (que representa as orações e louvor – Rm 8.27,34). Representava também o ministério de intercessão de Jesus. Direcionava para o aceite do sacrifício por parte de Deus. As brasas era trazidas do altar do holocausto, pois não se podia atear fogo diretamente no altar do incenso. Era feito de madeira de acácia e revestido de ouro. Este móvel parecia estar estreitamente ligado ao Lugar santíssimo, muito mais do que os outros móveis do Lugar santo, pois “é descrito como o Altar que está perante a face do Senhor” (Lv 4.18). Era como se não existisse entre ele e arca o véu da separação.

3. O SANTO DOS SANTOS E A ARCA DA ALIANÇA (ÊX 25.10-22). 
O Santo dos Santos era um local restrito, onde somente o sumo sacerdote poderia entrar uma única vez ao ano (Hb 9.7), no dia da expiação. Este lugar sem iluminação, pois o véu de separação impedia a entrada da luz produzida pelo candelabro. Este véu foi rasgado, por Deus de alto a baixo, no ato da consumação do sacrifício de Jesus, tal como era costume dos judeus rasgarem suas vestes diante da morte de seus filhos.

A arca da aliança era a única peça deste compartimento sagrado. Era uma caixa de madeira forrada de ouro, que continha três objetos em seu interior:
  • Um pote com uma porção do maná (Êx 16.32,33) para lembrarem que foram sustentados por Deus no deserto. O pão do céu que saciou uma multidão;
  • A vara de Arão (Nm 17.10) que floresceu, representando Jesus que morreu, mas ressuscitou. Ele é a ressurreição e a vida;
  • As segunda tábuas, representando Jesus que foi o único que cumpriu integralmente a lei.
O propiciatório, a tampa da arca, era feita do mesmo material, se tornando uma peça única. Representava a nossa reconciliação com Deus através de Jesus. Os sacerdotes aspergiam o sangue do animal sacrificado, como sinal da restauração da comunhão do homem com Deus.

Durante a peregrinação pelo deserto os sacerdotes carregavam-na sobre os ombros. A arca simbolizava a presença de Deus no meio do seu povo. Erroneamente os israelitas a utilizaram como uma espécie de amuleto em suas ferrenhas batalhas contra os filisteus.

Em Hebreus 10.19,20, vemos a gloriosa revelação profética entre o Santo dos Santos, o Senhor Jesus e o povo salvo da atualidade. O termo “santuário”, no versículo 19, é literalmente, no original, “santo dos santos”.

CONCLUSÃO
Os israelitas, mediante o Tabernáculo, podiam aprender corretamente como achegar-se a Deus, adorá-lo, servi-lo e viver para Ele em santidade. Assim deve fazer a igreja, conforme Hebreus 10.21-23. O Senhor é Santo e sem santidade nosso louvor e adoração não poderão agradá-lo.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
FORAM ALCANÇADOS?

1)   Tabernáculo: Deus deu todas as instruções.
2)   Pátio: local do  altar do holocausto e a pia de bronze;
3)   Tabernáculo: local que Deus se manifestava ao povo.

REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Um lugar de adoração a Deus no deserto. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2014/02/aula-09-um-lugar-de-adoracao-deus-no.html. Acesso em 26 de fevereiro de 2014

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O Tabernáculo


Esta é uma mescla do material que possuo e um breve resumo dos vídeos que disponibilizei. No meu acervo pessoal não há menção de referências ou titularidade dos textos, portanto fico impossibilitado de citá-lo.

1) O TABERNÁCULO
Tabernáculo (morada, habitação ou casa), serviu como sombra, figura das coisas celestiais. Era composto por três partes: o Pátio; o Santo Lugar e o Santo dos Santos. Era portátil e desmontado sempre que os hebreus de deslocavam. A montagem era feita de dentro para fora, ou seja, do Santo dos Santos para o Pátio, para simbolizar a forma como Deus opera na vida do homem, a partir do seu interior para o exterior. A dura tarefa de montar e desmontar cabia aos levitas, os de Deus (Nm 8.14; cf Ex 32.26) os únicos autorizados (Ex 3. 6-8).

A porta de entrada, na montagem, sempre ficava virada para o oriente. As tribos ficavam dispostas ao redor, sendo 3 tribos à frente, 3 ao lado direito, 3 à esquerda e 3 na retaguarda. O Tabernáculo no meio indicava que Deus deseja sempre estar no centro.

Deus entregou a Moisés o modelo do Tabernáculo e da mesma forma como a montagem se dava de dentro para fora, as orientações também assim o foram, pois Deus primeiramente deu as coordenadas para construção da arca, até chegar ao pátio. As ofertas vieram do povo.

O Tabernáculo serviu de elo entre Deus e o homem, que se utilizava deste espaço para oferecer sua adoração e prestar seu culto. Servia para materializar a relação de intimidade dos hebreus com Deus.

2) MATERIAIS USADOS
  • Ouro que representava a divindade, glória. Mesmo encarnado, Jesus era Rei (Jo 12.41). Foi o material mais precioso utilizado no Tabernáculo. Serviu para recobrir a mesa dos pães, o altar do incenso, a arca e algumas colunas que sustentavam as cortinas de entrada. O candelabro, o propiciatório e seus os dois querubins eram de ouro maciço.
  • Prata, o preço do resgate (Mc 10.45). Material usado nos ganchos que sustentavam as cortinas;
  • Bronze/Cobre, que representava o juízo e julgamento divino. O Caráter de Deus, revelado em Cristo (2 Co 5.21). As colunas do pátio e suas bases, bem como o altar para o holocausto eram revestidos deste material. A pia e os cravos que sustentavam a cerca de linho era de cobre maciço;
  • Fios de tecidos azul, branco, carmesim e purpura (2 Co 5.1);
  • Pelo de cabra, a oferta pela maldição do pecado (Hb 11.37; 2 Co 5.21);
  • Pele de carneiro tingido de vermelho, simbolizando o sacrifício substituto (Hb 2.17);
  • Pele de texugo, evidenciando a aparência sem atrativo (Is 53.2);
  • Madeira de acácia, símbolo da humanidade incorruptível de Jesus (Hb 4.15). A madeira revestida de ouro, representava a divindade de Jesus e sua dupla natureza, 100% homem e 100% Deus. Quando revestida de cobre/bronze mostrava o julgamento de Deus, juízo divino lançado sobre Jesus. Este tipo de árvore crescia no deserto, fazendo-nos pensar na citação do profeta Isaías: “raiz duma terra seca" (Is 53:2).
  • Azeite para a luz para manter a iluminação no lugar Santo, pois não havia janelas neste local. O azeite era extraído do fruto da oliveira que era esmagado, moído, assim como Jesus foi no Getsmâne;
  • Especiarias para o incenso, a fragrância e aroma doce e suave.

3) AS CORES
  • O azul apontava para a divindade de Jesus e para o céu, de onde Jesus veio e para onde retornou (Jo 3.13), conforme mostrado pelo evangelista João;
  • O carmesim representava o sacrifício do substituto. O evangelista Marcos mostrou Jesus como o servo sofredor e não se preocupou com sua genealogia;
  • A púrpura representava a realeza. Mateus citou Jesus como o “Filho de Davi”, o Rei dos reis, como uma prova de sua descendência real;
  • O branco representava a pureza e santidade de Deus, conforme escrito por Lucas, que mostrou Jesus como o Filho do Homem, o homem perfeito, de caráter justo, ilustre e nobre.

4) A MISTURA DAS CORES
  • O azul (o que veio do céu) + carmesim (Jesus se vestiu desta cor quando se doou em seu sacrifício) = púrpura (realeza de Jesus quando subiu ao céu).

5) O PÁTIO (corpo)
Área descoberta, o acesso era restrito, a entrada não era permitida para alguns hebreus (Dt 23.1-8), totalmente proibido para os amonitas e moabitas. Nesta parte do Tabernáculo podia se ver o Altar de Holocausto, a pia de bronze cheia de água e ao fundo a tenda.
a) Cerca de linho (tipo de Cristo):
  • Representava a justiça de Deus que mantinha o homem afastado. A entrada seria somente pela porta única (tipo de Cristo). Esta cerca separava o tabernáculo do restante do arraial, tal como o homem estava separado de Deus. Por cima da cerca podia se ver somente o teto da tenda.

b) A porta de entrada:
  • Armada para o lado do oriente. Nesta porta havia uma cortina, que dava as boas vindas para os hebreus. Representava o acesso a Deus, um tipo de Cristo (Jo 14.6). Era de quatro cores, azul (veio do céu), carmesim (sacrifício de sangue), purpura (realeza de Jesus) e branco (santidade de Jesus).

c) Altar do holocausto de madeira revestido de cobre/bronze (símbolo da cruz de Cristo):
  • Maior e primeiro objeto que era visto quando se entrava pela porta. Local onde o animal era sacrificado em lugar do pecador, local da troca. O fogo da cruz. Havia quatro pontas onde o sangue do animal era espargido.

d) Pia de bronze (tipo de Cristo):
  • Peça onde os sacerdotes e levitas lavavam os pés e mãos, se purificavam, tanto para ministrarem os sacrifícios ou para se dirigirem ao lugar Santo (Êx. 30:18-21). Representava o serviço honesto. Após a passagem pela porta (Jesus) e o acesso ao altar do sacrifício somos então dirigidos à pia, para sermos lavados, santificados.

6) LUGAR SANTO (ALMA)
Lugar de serviço onde somente os sacerdotes podiam entrar, nem mesmo os levitas era permitida a entrada. Não possuía janelas, a iluminação era produzida pelo candelabro.

a) A cobertura da tenda era composta por quatro camadas. Quanto mais distante ficava a cobertura do lugar santo dos santos a preciosidade dos materiais era menor. Do ouro (pureza e glória) ao bronze/cobre (julgamento e juízo divino):
  • A primeira era de linho com desenhos de querubins (Gn 13.24; Lv 11.44-45) entrelaçado por ganchos de ouro;
  • A segunda era de pelo de cabras entrelaçadas por ganchos de bronze;
  • A terceira era de pele de carneiros tingidas de vermelho, muito resistente, figura de Jesus que suportou todas as aflições e dores (1 Co 15.55-57; Ef 3.11-12)/
  • A quarta camada era de pele de texugo, evidenciado a progressão do bonito e glorioso para o humano e sem atrativo, tal como Jesus que em sua natureza humana não cativou os judeus, não se via Nele os traços de um rei, mas em sua humildade, Ele nunca deixou de ser o Rei dos reis.

b) As tábuas
  • De acácia revestidas de ouro, representavam a redenção de Cristo e sua natureza humana e divina incorruptíveis.

c) Candelabro (tipo de Jesus)
  • Peça de ouro, com 7 braços e 7 lâmpadas que deveriam ficar acessar constantemente para iluminar o lugar santo. Representava Jesus, a luz do mundo (Jo 8.12; M7 5.14). O castiçal também tipifica o Espírito Santo, pois glorifica Jesus representado pela mesa dos pães e altar de incenso.

d) Mesa dos pães da proposição
  • Os pães eram consagrados e trocados aos sábados e consumidos pelos sacerdotes;
  • Representava Jesus, o pão da vida descido do céu, que se deu como alimento. O grão de trigo jogado morreu e floresceu. Depois foi moído e esmagado e a massa disforme foi colocada no forno (sepulcro) para saciar uma multidão. Quem come deste pão não torna a ter fome (Jo 6.51);
  • Representava também a provisão de Deus aos hebreus no deserto.

e) Altar dourado de incenso (tipo de Cristo):
  • Três vezes ao dia os sacerdotes ofereciam sacrifícios, mas não podia ser de animais, somente de incenso (que representa as orações e louvor – Rm 8.27,34);
  • Representava o ministério de intercessão de Jesus. Direcionava para o aceite do sacrifício por parte de Deus. As brasas era trazidas do altar do holocausto, pois não se podia atear fogo diretamente no altar do incenso.

7) LUGAR SANTO DOS SANTOS (ESPÍRITO)
No lugar santo dos santos era permitida a entrada somente do sumo sacerdote uma vez por ano, no dia da expiação. Lugar sem iluminação.

a) Véu de separação (tipo de Cristo)
  • O véu impedia a entrada da luz produzida pelo candelabro;
  • Ele foi rasgado de cima para baixo, tal como os judeus faziam diante da morte de seus filhos. Deus rasgou este véu no momento da consumação do sacrifício substitutivo de Jesus. O Pai aceitou o sacrifício do Filho.

b) Arca - objeto de madeira revestida de ouro. Continha três objetos:
  • Um pote com uma porção do maná para lembrarem que foram sustentados por Deus no deserto. O pão do céu que saciou uma multidão;
  • A vara de Arão (Nm 17.10) que floresceu, representando Jesus que morreu, mas ressuscitou. Ele é a ressurreição e a vida;
  • As segunda tábuas, representando Jesus que foi o único que cumpriu integralmente a lei.

b) Propiciatório
  • Tampa da arca, feita do mesmo material, se tornando uma peça única;
  • Representava a nossa reconciliação com Deus através de Jesus;
  • Testificava que Jesus que é a propiciação pelos nossos pecados.
  • Esta era a parte final do trabalho sacerdotal, pois no propiciatório era aspergido o sangue do animal, sinal da restauração da comunhão do homem com Deus. Jesus, o nosso sumo Sacerdote e perfeito, já se ofereceu como sacrifício completo, expiando a nossa culpa. 
Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Pré-aula_Lição 9: Um lugar de adoração a Deus no deserto



Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

Material sobre o Tabernáculo

Estes vídeos abaixo sobre o Tabernáculo são esclarecedores e ajudam na leitura e entendimento das orientações recebidas por Moisés no Sinai. 

Às vezes fico imaginando como este humilde e manso servo de Deus pode reproduzir tudo o que ouviu. São muitos detalhes, que diga-se de passagem, riquíssimos. É muito fascinante esta história.

Obs: o volume da rádio resgate net pode ser diminuido, basta clicar no botão correspondente.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

JUANRIBE PAGLIARIN - O TABERNÁCULO (COMPLETO)



Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

Como era o tabernáculo - Êxodo 28 e 30



Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

Como era o tabernáculo - Êxodo 26,27 E 28



Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

Como era o tabernáculo - Êxodo 25 e 26



Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

O que é o Tabernáculo?



Alguns pontos importantes sobre o Tabernáculo

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

lição 9 - proposta


Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

Lição 8 - pós aula

Moisés não monopolizou as atenções no deserto, ele apenas não percebeu que estava prestes a entrar em colapso. O tempo se encarregaria disto.

Humildade nunca vista: “fica a dica”. Um vizinho nos cutucando e nos dando conselhos, qual seria nossa reação?

Os 70 auxiliares levantados foram tirados do meio do povo ou dos parentes de Moisés?

Será que Moisés não desejou separar mais alguns? Deus havia dito somente 70?

Desde o inicio ele havia recebido ajuda de Arão e Miriã, familiares, agora delegaria tarefas aos do povo.  E tinha muitos bons entre eles.

Quando Miriã e Arão questionaram a autoridade de Moisés não se atentaram para um detalhe: imaginemos que Moisés estivesse com aquela mulher, de outra linhagem, às escondidas. Imaginemos que fosse um segredo dele. Então os próprios irmãos revelariam o segredo de Moisés (suposição).

Todos na congregação diriam: “o nosso próprio líder está nos dando um péssimo exemplo. Nós não podemos e porque ele pode”?

(Nm 12.1) Um problema secundário de Moisés poderia ter se tornado o principal problema de quase 3.000.000 de hebreus (nota de rodapé da BAP).

Acho difícil alguém guardar um dia inteiro para Deus, em adoração, consagração e santificação. Duvido.

Não conseguimos ficar 30 minutos por dia, desligados de tudo, tv, radio, internet, celular, família, emprego, faculdade, etc. Se não conseguimos para nós, imagine para Deus. Qualquer barulhinho nos distrai e nos tira a comunhão.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Moisés - sua liderança e seus auxiliares. Plano de aula



TEXTO ÁUREO
“Ouve agora a minha voz; eu te aconselharei, e Deus será contigo [...]” (Êx 18.19).

VERDADE PRÁTICA
Para cuidar da sua obra, Deus chama a quem Ele quer, e pelo seu Espírito capacita essas pessoas para a sua santa missão.

LEITURA BIBLICA EM CLASSE – Êx18.13-22.
 13 - E aconteceu que, ao outro dia, Moisés assentou-se para julgar o povo. e o povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até à tarde.
14 - Vendo pois o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, disse: Que é isto, que tu fazes ao povo? por que te assentas só, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até à tarde?
15 - Então disse Moisés a seu sogro: É porque este povo vem a mim, para consultar a Deus:
16 - Quando tem algum negócio vem a mim, para que eu julgue entre um e outro, e lhes declare os estatutos de Deus, e as suas leis.
17 - O sogro de Moisés porém lhe disse: Não é bom o que fazes.
18 - Totalmente desfalecerás, assim tu, como este povo que está contigo: porque este negócio é mui difícil para ti; tu só não o podes fazer.
19 - Ouve agora a minha voz; eu te aconselharei, e Deus será contigo: Sê tu pelo povo diante de Deus, e leva tu as cousas a Deus;
20 - E declara-lhes os estatutos e as leis, e faze-lhes saber o caminho em que devem andar, e a obra que devem fazer.
21 - E tu dentre todo o povo procura homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza; e põe-nos sobre eles por maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinquenta, e maiorais de dez;
22 - Para que julguem este povo em todo o tempo, e seja que todo negócio grave tragam a ti, mas todo negócio pequeno eles o julguem; assim a ti mesmo te aliviarás da carga, e eles a levarão contigo.

PROPOSTA
·         Despenseiro não é DONO, não monopolize;
·         O sogro de Moisés percebeu a dificuldade do líder;
·         O líder não pode tentar fazer mais do que pode;
·         Líderes principais e auxiliares: levantados por Deus;
·         Auxiliares de Moisés: Miriã, Arão e Jetro (família);
·         Outros auxiliares de Moisés: Josué, anciãos, etc;
·         Um bom ministro não dá apenas ordem, é exemplo;
·         A soberba impede que os líderes ouçam seus auxiliares;
·         A verdadeira fidelidade é revelada em nossos atos.

INTRODUÇÃO
Moisés, servo fiel de Deus e um bom líder, foi“instruído em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em suas palavras e obras” (At 7.22). Durante este período de sua vida ele aprendeu muito, que poderia ter sido muito útil caso tivesse ficado no Egito para, provavelmente, herdado o trono ou uma outra atribuição que fosse designada.

No Egito, ele aprendeu a “como mandar”, bem diferente do que aprendera no deserto, a caminho de Midiã e no retorno para iniciar sua missão. Na ida, na estadia e retorno ele foi convencido por Deus, para mais tarde, em pleno caminho a Terra Prometida, aplicar no povo o mesmo que recebera de Deus.

Tudo o que aprendera no Egito não pode ser colocado em prática enquanto guiava o povo em direção à Canaã, seria necessário deixar tudo de lado, juntamente com os títulos, banquetes, honrarias e possíveis cargos que viesse a herdar, devido a sua estreita relação com a família mais importante do Egito.

Mesmo na condição de líder do povo de Deus, vemos as suas dificuldades na carência e utilização de auxiliares, o que não foi de estranhar devido a quantidade de pessoas que estavam ao seu comando e cuidado. Tinha ciência de tudo, julgava as causas grandes e pequenas que surgia entre aquela multidão. Era muito peso sobre os seus ombros. Ele precisava de ajuda e rápido. Tal como ele, vemos hoje, na figura do líder cristão, os mesmos problemas, o diferencial está nas atitudes, pois estes não seguem o bom exemplo daquele, que humildemente ouviu sábios conselhos e por isto continuou a jornada, confinado em seus auxiliares.

I. O TRABALHO DO SENHOR E OS SEUS OBREIROS
1. DESPENSEIRO E NÃO DONO (ÊX 18.13-27). 
Podemos ser laboriosos e dedicados na obra do Senhor e ainda assim podemos cometer falhas em nossa administração, tal como foi Moisés, o nomeado por Deus para administrar o seu povo.

Um dos erros de Moisés e de alguns líderes da atualidade está no monopólio do poder administrativo, apesar que Moisés, desde o inicio teve seu irmão como auxiliar ao seu lado, inclusive vendo-o ser usado por Deus durante a manifestação de algumas das pragas bem como no trato verbal com Faraó.

Na Bíblia encontramos vários exemplos que servem para mostrar que o líder de Deus não pode pensar que é dono da obra ou do rebanho que dirige. Vejamos como exemplo Diótrefes (3Jo vv.9,10). Este obreiro via a congregação como uma propriedade sua. João repudiou e denunciou a recusa de Diótrefes em se relacionar com as outras lideranças e irmãos. O aviso foi direto e certeiro: “fuja dos que procuram exercer a primazia”.

2. FALTA DE PERCEPÇÃO DO LÍDER (ÊX 18.14,17). 
Às vezes o líder não percebe as necessidades dos seus liderados. Isso não significa que ele seja um mau líder, mas que, em alguns momentos, os que estão de fora têm uma percepção melhor da administração. Jetro era sogro de Moisés e sacerdote; ele logo percebeu a dificuldade que Moisés estava tendo no exercício da sua liderança.

Elias também mostrou uma total falta de percepção, quando disse que somente ele havia ficado em Israel (1Rs 19.10,14) e quando pediu a morte (1 Rs 19.4). Ainda restavam sete mil fiéis, que precisavam de um líder e havia também um jovem que deveria ser preparado para sucedê-lo.

Eliseu, o sucessor, também não percebeu que os discípulos dos profetas enfrentavam uma séria necessidade atinente à moradia (2Rs 6.1), eles, no silêncio, exigiam uma atitude do líder.

Talvez você, líder, não esteja percebendo as necessidades do seu rebanho, mas elas existem e não devem ser ignoradas.

3. O LÍDER NECESSITA DE AJUDANTES (ÊX 18.18). 
Caso Moisés continuasse a trabalhar sozinho, logo estaria enfrentando um severo esgotamento físico e mental. Ao mesmo tempo o povo também iria se cansar pela longa espera em pé (vv.13,14), ou seja, todos sairiam perdendo com a teimosia do então líder.

Quem sabe ele respondesse afirmativamente quando ouvisse de Deus o desejo de consumir a todos e fazer dele uma nova nação (Ex 32.9-10). O cansaço, devido ao muito trabalho, bem como o desapontamento poderiam influenciar em sua decisão. Mas com os ajudantes em ação ele teria muito tempo para clamar e para se preocupar com seus liderados.

O mesmo aconteceu com a igreja primitiva, no momento em que os apóstolos se viram sobrecarregados de serviços, principalmente no zelo e trato com aqueles que haviam sido criados fora da terra de Israel (At 6.1 – NTLH).

Moisés separou homens para ajudá-lo a guiar o povo para a Terra Prometida e muitos anos depois a igreja primitiva repetiu o ato (At 6.1-6), quando separou homens para ajudar um povo que retornou, motivado pela pregação ou pela perseguição, apesar que em Jerusalém era mais ferrenha, mas um diferencial era notório: na companhia dos apóstolos havia testemunho de livramento, encorajamento e estimulo para resistirem a perseguição.

Isto prova que ninguém é capaz de cuidar do rebanho do Senhor sozinho. O líder não deve tentar fazer mais do que pode. Também precisamos nos conscientizar de que nenhuma pessoa é insubstituível na obra de Deus. Mais cedo ou mais tarde cada um de nós será substituído, contudo, a obra de Deus prosseguirá.

II. OS AUXILIARES DE MOISÉS NO MINISTÉRIO
1. DEUS LEVANTA AUXILIARES (ÊX 18.21). 
Para fazer a sua obra, Deus levanta líderes principais, como Moisés, e de igual modo levanta líderes auxiliares. Foram escolhidos setenta homens que estavam enquadrados nos critérios estabelecidos por Deus (Nm 11.16). Se uniram ao líder na árdua tarefa de resolver os problemas do povo.

Será que estes homens enfrentaram problema devido a escolha? Deus deixou bem claro que deveriam ser lideres e respeitados entre os povos, mas por outro lado, se o próprio Moisés teve a sua autoridade questionada, imaginem então estes homens. Será que ouviram algo do tipo: “por que ele? Conheço o passado dele? Sei tudo sobre sua família? Ele não tem condições, não governa nem mesmo sua própria casa e vai querer mandar agora”?

Em determinado momento da caminhada Moisés teve a sua autoridade questionada, justamente pelos mais próximos a ele, mas Deus tratou de resolver o problema e confirmou diante de todos que o líder era seu servo e estava sob suas ordens: “Agora, escutem o que vou dizer. Quando há profetas entre vocês, Eu apareço a eles em visões e falo com ele em sonhos. Com o meu servo Moisés é diferente, pois Eu o coloquei como RESPONSAVEL(grifo meu) por todo o meu povo. Pois Eu falo como ele face a face, claramente, e não por meio de comparações; ele já ate viu a minha forma! (hum...., grifo meu). como é que vocês se atrevem a falar contra o meu servo Moises? (Nm 12.6-8 - NTLH). Será que restaram duvidas a Miriã e Arão, primeiros auxiliares do irmão? Eu particularmente não gostaria de ajudantes como eles.

Todo obreiro que está à frente do trabalho do Senhor, seja qual for a tarefa, necessita de auxiliares, cooperadores, colaboradores (Rm 16.3,21; 2Co 8.23).

2. OS AUXILIARES DE MOISÉS (ÊX 18.25).
Certamente Moisés teve muitos auxiliares cujos nomes não foram registrados nas Escrituras Sagradas, mas vejamos apenas alguns que o ajudaram durante a caminhada do povo até a Terra Prometida.
a) Miriã era auxiliar de Moisés e também sua irmã. Era profetisa e cantora (Êx 15.20,21). Seu nome, em hebraico, corresponde em grego a Maria. Certa vez, levantou-se contra Moisés e pagou caro por sua rebeldia (Nm 12).

b) Arão, irmão de Moisés, seu porta-voz (Êx 4.14-16; 7.1,2) e líder dos sacerdotes.

c) Os anciãos, também chamados príncipes no período mosaico. Eram líderes e representantes do povo (Dt 1.13-15; Êx 3.16,18). Outros auxiliares eram os juízes e os levitas (Js 8.33; 24.1).

d) Jetro, o sogro de Moisés, não era israelita, mas demonstrou ser um homem cheio de sabedoria. Ele muito ajudou Moisés, quando inspiradíssimo, o aconselhou a escolher auxiliares e dividir parte de suas atribuições com eles.

e) Josué, sucessor de Moisés (Nm 27.18-23), é mencionado pela primeira vez na Bíblia em Êxodo 17.9, num contexto que destaca a sua obediência a Moisés (33.11). Por ter sido fiel e obediente a Moisés foi o escolhido de Deus para suceder o Legislador.

III. QUALIDADES DE MOISÉS COMO LÍDER
1. MANSIDÃO E HUMILDADE (NM 12.3). 
Deus falava com Moisés face a face. Todavia, ele com humildade parou para ouvir os conselhos de Jetro, que não era nem mesmo israelita. Onde Moisés herdou tamanha humildade? Por todos os privilégios que tivera era de se esperar que rejeitasse até mesmo um pedido de audiência, quanto mais um conselho ou algo do tipo: “deixa eu te ensinar a trabalhar”. Ah, se tivesse acontecido isto enquanto ele ainda estava no Egito, nos primeiros quarenta anos de vida, certamente Jetro teria o mesmo fim do egípcio morto.

Se você deseja ser bem-sucedido em sua liderança, seja humilde. A soberba, além de ser pecado, impede o líder de crescer. A Palavra de Deus diz que na “multidão de conselheiros, há segurança” (Pv 11.14), todavia, a soberba impede que o líder ouça seus auxiliares.

2. PIEDOSO E OBEDIENTE. 
Moisés era um exemplo de obediência e integridade e da mesma forma o obreiro precisa ser modelo dos fiéis (1Pe 5.3). O verdadeiro ministro de Cristo precisa viver uma vida digna, não só diante de Deus, mas também dos homens (2Co 8.21; 1Tm 6.11,12). O servo deve viver e agir de modo honroso no trabalho, na vizinhança e na família. A santidade é um imperativo na vida do obreiro. Um bom ministro de Cristo não apenas dá ordens, mas em tudo é o exemplo para o rebanho.

3. FIEL (Nm 12.7; Hb 3.2,5). 
Esta é uma das qualidades primordiais de um líder, pois “requer-se nos despenseiros que cada um se ache fiel” (1Co 4.2). De nada adianta o líder cristão pregar e ensinar a Palavra, se ele é desobediente, displicente, e nem sequer pratica o que ensina.

A verdadeira fidelidade revela-se em nossos atos cotidianos. Os olhos do Senhor estão à procura dos que são fiéis (Sl 101.6). Moisés foi fiel a Deus, ao seu povo, à sua família. Sigamos seu exemplo, que mesmo sabendo que não pisaria na Terra Prometida permaneceu fiel e cumpriu o desejo de Deus (Dt 3.23-29).

CONCLUSÃO
Ninguém pode fazer a obra de Deus sozinho. O líder cristão precisa de auxiliares dados por Deus que o ajude. Não sejamos como muitos líderes que não sabem delegar tarefas. Estes acabam sofrendo e fazendo a obra de Deus sofrer danos. Sigamos o exemplo de Moisés e seus auxiliares, que o ajudaram na missão de conduzir o povo de Deus até à Terra Prometida e principalmente por ter dado crédito ao conselho de um expectador de seu trabalho, que tinha uma visão melhor e privilegiada.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

FORAM ALCANÇADOS?

1) A obra do Senhor precisa de trabalhadores.
2) Moisés humilde, ouviu conselhos e separou auxiliares.
3) Líder: Manso, humilde, piedoso, obediente e fiel.

REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Os dez mandamentos do Senhor.Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2014/02/aula-08-moises-sua-lideranca-e-seus.html. Acesso em 20 de fevereiro de 2014.

Por: Ailton da Silva - Ano VI