Presidente Prudente (SP),

Apresentação da lição em power point

quarta-feira, 30 de abril de 2014

3) Levítico ("a respeito dos levitas")

Para quem foi escrito este livro?     
Para os israelitas.

Por quem foi escrito (autor)?  
Moisés.

Em qual momento histórico?   
Antes da entrada de Israel na terra prometida.

Por que este livro foi escrito? 
Porque os israelitas precisavam ser preparados para entrar na terra prometida e nas promessas da aliança.

Para quê este livro foi escrito?        
Para orientá-los a como cultuar o Deus santo, santo, santo; para estabelecer o alto nível de santificação pessoal que Ele exige do seu povo; para ensiná-los acerca da gravidade do pecado e como vir à presença de Deus.


Obs: Material extraído do DVD "Mega Coletânea Bíblica - 10.000 artigos". Não tem citação da fonte, mas se alguém conhecer, ficarei grato e mencionarei.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

terça-feira, 29 de abril de 2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014

sábado, 26 de abril de 2014

Ailton Silva - o Templo era o segundo, mas a glória era a mesma




Mensagem 88:
O TEMPLO ERA O SEGUNDO, MAS A GLÓRIA ERA A MESMA

1) INTRODUÇÃO
O templo foi reconstruído em Jerusalém, mas não tinha a mesma opulência do anterior construído por Salomão com materiais faraônicos, presenteados ou comprados por bom preço. As melhores madeiras cortadas pelos melhores lenhadores da região, e pedras trazidas e trabalhadas por trabalhadores que foram bem recompensados.

A reconstrução do Templo antes dos muros e portas, através do trabalho de Neemias, reforça a ideia da necessidade de nos preocuparmos primeiro com as coisas de Deus, pois certamente Ele fará com que o material tenha o seu desenrolar a contento. Por outro lado nos prova também que qualquer trabalho de reconstrução, material ou espiritual, será próspero, desde que Ele esteja na frente.

Nove dos profetas menores falaram acerca do comportamento social, religioso, salvação, arrependimentos reinos (Judá e Israel) do reino e dos vizinhos, entre outros assuntos, mas Ageu, Zacarias e Malaquias revelaram o descaso do povo com o Templo. Eles somente se preocupavam com suas casas e viraram as costas para Deus.

2) A ORDEM PARA O RETORNO E RECONSTRUÇÃO
O rei Ciro autorizou o retorno (2 Cr 36.22-23) dos então agora judeus, já que as 10 tribos que compunham o reino do norte havia desaparecido, que se empenharam na reconstrução do Templo. Este rei muito se alegrou com a menção de seu nome nas profecias (Jr 29.10; Is 44.28) por isto não hesitou em permitir o retorno, até mesmo ofertou algo para ajudar na reconstrução.

3) INÍCIO DOS TRABALHOS – A RECONSTRUÇÃO DO ALTAR
Havia ainda naqueles que retornaram e no remanescente que não fora levado para o exílio o medo de seus vizinhos e de novos ataques, portanto logo se prontificaram a reconstruírem o altar a fim de sacrificarem a Deus para se mostrarem dignos de sua proteção. Poderiam correr o risco sério de atiçarem seus inimigos, quando os vissem reconstruindo sua maior riqueza espiritual, o Templo, mas não se preocuparam com a visibilidade da obra. Os muros e portas seriam reconstruídos em seqüência. Eles se preocuparam com as coisas espirituais (ED 3.3) para depois se preocuparem somente com suas casas

4) PROMESSA DE GLÓRIA (IMPAR, ÚNICA, IMUTÁVEL E NA MESMA PROPORÇÃO)
O primeiro Templo foi construído com materiais importados, especiais. O segundo seria então reconstruído com ofertas recebidas dos vizinhos, por ordem do rei Ciro e por riquezas internas e principalmente pelo vigor e presteza do povo, mas a promessa era a mesma, confirmada por Ageu (2 Cr 7.16, cf Ag 2.9).

5) A GLÓRIA DA SEGUNDA CASA SERÁ MAIOR QUE A PRIMEIRA
A segunda casa não teve o mesmo brilho e opulência da primeira, mas logo no inicio da reconstrução fez os mais idosos chorarem de alegria e saudade ao verem os fundamentos do Templo (Ed 3.12-13). A promessa dizia respeito a mesma glória, o diferencial estava na forma como seria buscada. Ela seria maior, pois os adoradores deveriam buscá-la de uma forma especial e intensa. Isto culminaria com Glória de Deus que entraria naquele edifício, o Filho de Deus tabernaculado, encarnado.

6) AS GLÓRIAS DAS SEGUNDAS CASAS
Para o homem o importante sempre será o segundo ou o atual:
  • Nossas segundas ou atuais casas são melhores que as primeiras ou anteriores;
  • Nossos segundos ou atuais carros são melhores que os primeiros ou anteriores;
  • Nossos segundos ou atuais templos são melhores que os primeiros ou anteriores;
  • Nossas segundos ou atuais empregos são melhores que os primeiros ou anteriores.

Mas para Deus esta regra não se aplica, pois o segundo Templo não foi melhor que o primeiro. A glória manifestada no primeiro não foi maior que a manifestada no segundo, muito pelo contrário, pois o que deveria ser manifesto não era a glória maior ou menor e sim a vontade e o desejo de buscarem a Deus.

7) CONCLUSÃO

O primeiro templo foi construído por Salomão, destruído por Nabucodonor e foi reconstruído com a ajuda e trabalho do trio de ferro (Zorobabel, Esdras e Neemias), mas em nada o resultado da reconstrução pode comparar o segundo edifício com o primeiro, no entanto a promessa de Glória, da parte de Deus ainda era a mesma.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Os dons de poder. Plano de aula

TEXTO AÚREO
A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus (1 Co 2.4,5).

VERDADE PRÁTICA
Os dons de poder são capacitações especiais em situações que demandam a ação sobrenatural do Espírito Santo na vida do crente.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – 1 Co 12.4,9-11
4 - Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
9 - e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;
10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.
11 - Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.

PROPOSTA
         Fé em Deus: essencial para as operações divinas;
         Fé como dom é diferente da fé salvífica;
         É como ver um livramento antes do fato acontecer;
         Dons de curar: recursos de caráter sobrenatural;
         Ainda aguardamos a redenção do nosso corpo (Rm 8.23);
         Ciência: O ser humano pensa que pode superar a Deus;
         Operação de maravilhas: alteração da ordem natural;
         Jesus operou muitas maravilhas durante seu ministério;
         Não podemos agendar as operação de Deus.

INTRODUÇÃO
A promessa de Jesus aos seus discípulos, antes de ascender aos céus, foi a de enviar “Outro Consolador” (Jo 14.16), semelhante a Ele, mas com ministério diferente para dar continuidade à sua obra. Prometeu também capacita-los um a um e operar sinais, prodígios, maravilhas e milagres no meio da igreja primitiva, através e pela concessão dos dons ministeriais, espirituais e de serviços. Os dons concedidos capacitam o crente e são a base do crescimento espiritual e promovem a adoração genuína, a edificação da igreja e a pregação do Evangelho, mas a ausência dos dons não impedem o mesmo progresso espiritual, apenas favorecem.

O ministério terreno de Jesus foi marcado por inúmeros milagres, principalmente curas. A história eclesiástica comprova que a Igreja do primeiro século também operou maravilhas no poder do Espírito Santo. Entre os primeiros cristãos sobejavam os dons de poder, que possuem as seguintes características e atribuições, uma vez que a operação deles fazem algo acontecer:
  • Revelam a Onipotência de Deus;
  • Dão respaldo a pregação do Evangelho;
  • Confirmam a autenticidade da Palavra, a fidelidade e presença de Deus no meio da igreja e O glorificam;
  • Significam o poder e autoridade conferidos à igreja;
  • Revelam a soberania e autoridade de Deus sobre as forças da natureza, sobre o ser humano e sobre os demônios;
  • São concedidos para auxiliar na propagação do evangelho;
Se Jesus não mudou e os dons espirituais são para a Igreja de hoje, por que atualmente não vemos as manifestações dos dons de poder em nosso ambiente com mais frequência? Será falta de conhecimento a respeito do assunto? Ou será por causa do mau uso que alguns fazem das dádivas divinas? Como eles são necessários à vida da igreja.

Mas por outro lado a posse destes dons, ou de outros, não torna os portadores mais espirituais que os outros ou em relação à aqueles que não possuem, pelo contrário, eles dão a idéia de responsabilidade e serviço e continuam disponíveis a igreja.

I. O DOM DA FÉ (1Co 12.9)
1. O QUE SIGNIFICA FÉ? 
Na epístola aos Hebreus lemos que “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (11.1). Essa é a definição bíblica sobre a fé, pois mostra a total confiança e dependência em Deus. “É um elemento fundamental na vida espiritual do crente”, é a vitória que vence o mundo (1 Jo 5.4), o combustível para o céu, cuja falta, impedirá a nossa chegada às mansões celestiais, uma vez que sem fé é impossível agradar a Deus e sem agradarmos a Ele, certamente não herdaremos a promessa maior, a eternidade.

Aprendemos com o texto do capítulo 11 de Hebreus, conhecido como a “galeria dos heróis da fé”, que Deus é poderoso para fazer todas as coisas, sendo a nossa fé em Deus, fundamental para as operações divinas entre os homens. Partindo do principio que se trata do fundamento do que se espera e prova do que se não vê, podemos entender e classificar a fé da seguinte forma:
  • Fé natural: “não leva o homem a Deus e nem trás Deus ao homem”, somente auxilia na esfera material e não pode ajuda-lo no tocante as coisas do espírito, por isto os homens ao fazerem uso dela, não pedem ou requerem milagres. É um recurso inato nascido e desenvolvido no ser humano que o faz crer em um Ser Supremo, invisível (Rm 1.19-20). É a chamada fé esperança, fé intelectual, “a crença baseada na habitualidade ou no raciocínio humano”. Por ela o homem encontra motivação para lutar, trabalhar, enfim viver sua vida superando as dificuldades diárias e ou buscando uma religião, uma filosofia de vida ou algo para crer (cfe Tg 2.19). Em outras palavras, poderíamos dizer que não existe nada de excepcional ou digno de louvor nisto, pois até mesmo os demônio demonstram este tipo de crença;
  • Fé salvífica (Hb 11.6): “esta fé não nasce no homem, mas é dom de Deus” e se torna condição para a salvação (Ef. 2.8-9). É fruto da pregação do Evangelho, manifesta na conversão, momento em que reconhecemos que não há outro Salvador. É uma dádiva de Deus (Ef 2.8), presente na vida dos que já experimentaram o novo nascimento. Estes vivem em obediência, se consagram, praticam boas obras (Rm 10.17; Gl 5.22; Ef 2.8; Hb 11.6; Tg 2.14-26; Tt 1.4; Jd 3);
  • Fé como dom: manifestação sobrenatural, que capacita o crente para remover montanhas (cfe I Co. 13.2), operar milagres, curas e realizar grandes obras, demonstrando uma confiança sem precedentes no poder de Deus, mesmo em situações desesperadoras.
2. A FÉ COMO DOM. 
É distinta daquela que recebemos por ocasião da nossa conversão: a fé salvífica (Rm 10.17; Ef 2.8). Igualmente, se distingue da fé evidenciada como fruto do Espírito (Gl 5.22). O dom da fé é a capacidade que o Espírito Santo concede ao crente para este realizar coisas que transcendem à esfera natural da vida e ou as “que estão além do alcance da imaginação humana, objetivando sempre a edificação da igreja. De acordo com o teólogo Stanley Horton, esse dom “é uma fé milagrosa para uma situação ou oportunidade especial”, porém, em nenhum momento, ele substituiu a mensagem do Evangelho.

O dom da fé é o primeiro desta relação, pois se torna como uma espécie de porta e requisito para a manifestação dos outros dois dons de poder (cura e operação de maravilhas), estando interligado com eles, porém se distingue da fé que produz salvação (At 16.31) “e também da fé como fruto do Espírito, pois é sobrenatural, especial, comunicada pelo Espírito Santo”.

“Jesus fala da capacidade do homem em remover montanhas, operar milagres, curas e realizar grandes obras, demonstrar uma confiança sem igual no poder de Deus”, ação esta capaz de produzir uma reação em sua alma, mudar ambientes e nos a convicção do possível diante do impossível (Jo 11.40-44; Jo 14.12; Mc 9.23), prévia do grande milagre.

3. EXEMPLO BÍBLICO DO DOM DA FÉ. 
Quando guiou o povo de Israel na saída do Egito e se aproximou do Mar Vermelho, já na iminência de ser destruído por Faraó, Moisés disse: “Não temais; estai quietos e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais vereis para sempre. O Senhor pelejará por vós, e vos calareis” (Êx 14.13,14). Moisés “viu” pela fé o livramento do Senhor antes de o fato acontecer. Esta é uma boa amostra bíblica do exercício do dom da fé. A sua experiência até então havia sido com as pragas no Egito e algumas outras operações de Deus, mas nada como aquilo que estava prestes a ver. Será que ele, desde a saída, confiava em tamanho milagre?

O fato ocorrido às margens do mar Vermelho nos prova que o dom da fé se manifesta diante de uma situação calamitosa. Outros casos do uso do dom da fé foram citados na Bíblia:
  • Abraão creu, pelo dom da fé, que seria possível que ele e Sara tivessem um filho, mesmo em idade avançada (Gn 15.1-6; 17.15-22; 18.9-16; 21.1-8);
  • Abraão creu que poderia voltar para casa com o filho vivo, mesmo diante das ordens de Deus para sacrifica-lo (Gn 22.1-19);
  • Josué creu que o sol e a lua pudessem ser detidos (Js 10.12-15);
  • Sansão também recebeu o milagre, quando teve sua sede saciada (Jz 15.18-19);
  • Elias fez uso do dom da fé quando confiou nas orientações de Deus para que fosse sustentado de forma sobrenatural (1 Rs 17.2-6) e quando pediu que descesse fogo do céu para consumir cem homens (2 Rs 1.10-12);
  • Hananias, Misael e Azarias, mesmo diante das insinuações enciumadas dos caldeus e das terríveis ameaças do rei Nabucodonozor não se amedrontaram (Dn 3.13-30);
  • Daniel que confiou na providência de Deus, mesmo estando diante de famintos leões (Dn 6.16-23);
  • Pedro também teve a fé milagrosa para ordenar ao coxo que levantasse e andasse em nome de Jesus (At 3.1-9);
  • Pedro recebeu o milagre através do dom da fé, mas houve também o dom de discernimento de Espíritos (At 12.1-12 );
  • Paulo teve fé suficiente para ordenar que o coxo desde o ventre da mãe fosse curado (At 14.8,9);
  • Paulo no navio que o levava a Roma, durante o naufrágio, impediu que o mal fosse feito aos prisioneiros, abrindo a todos a oportunidade da salvação (At 27.30-36). Ele teve a certeza da vitória em meio ao temporal (At 27.21-26). Neste caso houve também a manifestações do Dom da Palavra da Sabedoria (vs. 22, 24, 26) e o dom do discernimento de Espíritos (v. 23);
II. DONS DE CURAR (1Co 12.9)
1. O QUE SÃO OS DONS DE CURAR? 
São recursos de caráter sobrenatural para atuarem na cura de qualquer tipo de enfermidade. Por isso a expressão está no plural. Deus é quem cura! Ele concede os “dons” segundo o conselho da sua vontade, sabedoria e no momento certo.

Os dons de curar não podem ser confundidos com o sinal da cura de um enfermo, uma operação de Deus para confirmar a pregação do Evangelho, na verdade os dons de curar são uma prova do amor e compaixão de Deus, pois a dor é aliviada e as pessoas são atraídas para Cristo e acabam por receber a maior de todas as curas, que é a salvação da alma. É também a capacitação divina e sobrenatural para que a igreja atue na restauração física e mental das pessoas, (At. 3.6-8; 4.30). São poderosíssimas ministrações para os doentes, não importando qual seja a enfermidade, beneficiando crentes e até mesmo incrédulos, mas assim como todos os outros dons, eles não substituem a mensagem do evangelho.

No Antigo Testamento, o Todo-Poderoso se manifestou ao povo de Israel como “Jeová Rafá” — O Senhor que sara (Êx 15.26; Sl 103.3). A concessão desses dons à Igreja deve-se à necessidade de o Evangelho ser anunciado como uma mensagem poderosa ao não crente, que outrora não tinha fé, mas que agora passou a crer no Evangelho, arrependendo-se dos seus pecados (Mc 16.17,18; At 3.11-26; 4.23-31).

2. A REDENÇÃO E AS CURAS. 
Apesar de o crente ser redimido pelo Senhor através da obra expiatória efetuada por Jesus na cruz do Calvário, ele (o crente) ainda aguarda a redenção do seu próprio corpo.

Quando o apóstolo Paulo tratou dos males que afligem à criação como resultado do pecado da humanidade, escreveu que “não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Rm 8.23). Enquanto não recebermos o novo corpo imortal e incorruptível estaremos sujeitos a toda sorte de doenças.

3. A NECESSIDADE DESSES DONS. 
Os dons de curar são necessários à igreja da atualidade. Num mundo incrédulo em que a medicina se desenvolve rapidamente, o ser humano pensa que pode superar a Deus e esquece de que está sujeito às enfermidades. Através dos dons de curar as pessoas reconhecem suas limitações e total dependência de Deus no que diz respeito a restauração da saúde, principalmente quando ocorrem curas de doenças graves, tidas como incuráveis ou terminais.

A humanidade precisa compreender a sua limitação e convencer-se da sublime realidade de um Deus Todo-Poderoso que, em sua misericórdia e amor, concede sabedoria a homens e mulheres para multiplicar o conhecimento da medicina visando o bem-estar de todos. Quanto aos dons de curas, são manifestações de poder sobrenatural que o Espírito Santo colocou à disposição da Igreja de Cristo para que a humanidade reconheça que Deus tem o poder de sanar todas as doenças.

III. O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS (1Co 12.10)
1. O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS. 
Este dom realiza obras extraordinárias, espantosas, surpreendentes, ocorrências difíceis de serem explicadas e que vão além do poder humano. O dom de operação de maravilhas altera a ordem natural das coisas consideradas impossíveis e impensáveis e que modificam as leis naturais (2 Rs 4.32-37). É a suspensão temporária da ordem costumeira (Js 10.12-13). A capacitação sobrenatural para a igreja para realizar obras maravilhosas, prodígios capazes de convencer até mesmo os mais incrédulos, porém o dom de operação também não substitui a mensagem do Evangelho, assim como os demais dons. Ele se manifesta para o que for útil e para a glorificação do Deus Todo-poderoso.

O dom de operação de maravilhas é dado à igreja para a sua própria edificação (1 Co 14.12), levando-a a manter e a desenvolver sua unidade no corpo de Cristo (Ef 4.4-6).

a) Simultaneidade da operação dos dons de poder:
Em alguns casos a ressurreição de mortos, os três dons podem operar conjuntamente, a saber o dom da fé, operação de milagres e de curas, isto foi visto na ressuscitação de Lázaro:
  • Dom da fé – necessária para chamar a pessoa de volta;
  • Dom de operação de maravilhas – para ressuscitar a pessoa;
  • Dons de curar – para curar a enfermidade que motivara a morte de Lázaro, pois ele voltou livre da enfermidade (Jo 12.1-2).

Testemunho real - uso correto dos dons espirituais


Um testemunho real que serve
para ilustrarmos o uso correto dos dons espirituais

Um homem foi ao mercado, passou pelo caixa, pagou sua compra, mas cismou com o total. Calado, virou-se e foi embora. Em casa ele conferiu todos os ítens do cupom fiscal e notou um valor estranho (noventa reais), resultado de sessenta e cinco sabonetes, o que não havia comprado. Então convicto, se dirigiu ao mercado novamente e pediu o ressarcimento. 

Aplicação: Ele percebeu algo estranho, desconfiou. mas resolveu conferir com calma para ter certeza, analisou e encontrou o erro sem provocar alarde ou acusar alguém. Realmente não foi fácil enganar ele, tal como não é fácil sermos enganados por qualquer ventinho de doutrina que aparece em nossa frente, basta agirmos com sabedoria.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

Programação de Férias: Sabadão com Jesus


Aguardem!
Próximo Sabadão com Jesus - 05/07/2014
Atividade: 1ª vigilia de inverno do setor 5

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

UMADAM - Setor 5

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

quarta-feira, 23 de abril de 2014

terça-feira, 22 de abril de 2014

"EU SOU - nas horas mais dificeis do homem" - poucos ouviram isto de Deus



Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

Sugestão de dinâmica para próxima aula


http://www.ailtonsilva2000.blogspot.com.br/2011/05/dinamica-para-aula-7.html#more

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

2) Êxodo (“saída” ou “partida”) – Também é chamado de “O Livro da Aliança”:

Para quem foi escrito este livro?

Para os israelitas.

Por quem foi escrito (autor)?  
Moisés.

Em qual momento histórico?   
Antes da entrada de Israel na terra prometida.

Por que este livro foi escrito? 
Porque os israelitas precisavam ser preparados para entrar na terra prometida e nas promessas da aliança.

Para quê este livro foi escrito?
Para orientá-los a adorar somente a Deus (que os libertou do Egito e os conduziu pelo deserto); para especificar os termos do relacionamento entre o Deus santo e o seu povo; e, para preservar por escrito as palavras da aliança.

Obs: Material extraído do DVD "Mega Coletânea Bíblica - 10.000 artigos". Não tem citação da fonte, mas se alguém conhecer, ficarei grato e mencionarei.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

segunda-feira, 21 de abril de 2014

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Dons de revelação. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação (1 Co 14.26).

VERDADE PRÁTICA
Os dons de revelação divina são indispensáveis à igreja da atualidade, pois vivemos em um tempo marcado pelo engano.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 1 Co 12.8,10; At 6.8-10; Dn 2.19-22.
1 Co 12.8 - Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
1 Co 12.10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.
At 6.8 - E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.
At 6.9 - E levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos Libertos, e dos cireneus, e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estêvão.
At 6.10 - E não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava.
Dn 2.19 - Então foi revelado o segredo a Daniel numa visão de noite; e Daniel louvou o Deus do céu.
Dn 2.20 - Falou Daniel e disse. Seja bendito o nome de Deus para o sempre, porque dele é a sabedoria e a força;
Dn 2.21 - ele muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos inteligentes.
Dn 2.22 - Ele revela o profundo e o escondido e conhece o que está em trevas; e com ele mora a luz.

PROPOSTA
·         Sabedoria: capacitação divina sobrenatural;
·         Os “sábios” não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito;
·         Tenhamos maturidade e cuidado no uso dos dons;
·         Palavra da ciência: conhecimento de fatos ocultos;
·         Função deste dom: livrar a igreja do engano ou artimanha;
·         Palavra da ciência: conhecimento e não adivinhações;
·         Discernimento de espíritos: proteção contra os ataques;
·         Fonte das manifestações: Deus, homem e o Diabo;
·         Os falsos profetas são conhecidos pelos seus frutos.

INTRODUÇÃO
O teólogo pentecostal Stanley Horton afirma que “a maioria dos estudiosos classifica os dons de 1 Coríntios 12.8-10 em três categorias. revelação, poder e expressão, [tendo] três dons em cada categoria”. Os dons de revelação são os instrumentos pelos quais Deus revela aos homens os seus mistérios, sua vontade. Estes são concedidos aos servos de Deus para o aconselhamento e orientação da Igreja do Senhor.

Diante do misticismo e o ocultismo, que rondam fascinam os homens, Deus reservou os dons espirituais para maravilhar, dotar a sua Igreja para ela lutar contra o assedio do poder das trevas, patrocinado pelo inimigo que opera nos filhos da desobediência e por fim para capacitá-la na missão de testemunhar a mensagem do evangelho, visando a salvação dos perdidos e a sua própria edificação (Rm 1. 11, 15, 16).

Os dons que revelam a sabedoria de Deus são, por si só, infinitamente superiores a qualquer uma das ciências ditas ocultas. Eles são dados pelo Espírito Santo para que mistérios ocultos sejam revelados aos homens, através de atitudes e condutas que evidenciam que Deus sabe todas as coisas e que nada lhe fica oculto. São provas da onisciência divina no meio do Seu povo. Os dons que manifestam a sabedoria de Deus são:
  • Dom da Palavra da Ciência – habilitação para que fatos sejam revelados e ou conhecidos divinamente, como foi o caso de Pedro, a quem Deus fez conhecer a fraude de Ananias e Safira (At 5.1-11);
  • Dom da Palavra da Sabedoria – habilitação para resolução de problemas vitais relacionados à vida na igreja, como foi no caso do Concílio em Jerusalém (At 15.1-2);
  • Dom de Discernimento de espíritos – habilitação para distinguir as origens de manifestações (Deus, inimigo ou homem).
Os dons espirituais são concedidos pelo Espírito Santo, mas a igreja deve buscá-los para que não sofra com a escassez que fatalmente a prejudicará, pois a tornará:
  • Severa em seus julgamentos;
  • Autossuficiente, descaridosa e desconfiada;
  • Alheia a convicção do pecado;
  • Somente complacente consigo mesma, não restitui às partes prejudicadas;
  • Preconceituosa, insincera, ressentida, vingativa;
  • Comprometida com o mundo e ambiciosa pela vida material;
  • Resistente a correção e aos ensinos do Espírito Santo;
  • Defensora apenas de seus próprios interesses;
  • Não vigilante, sujeita a dissensões, não zelosa pelo seu nome;
  • Impaciente, egoísta, negligente, incrédula e desantificada.
Mas na contramão da origem divina, encontramos a fonte das revelações que agradam o povo, faz chorar, pular de alegria, que os torna fiéis e assíduos nestes tipos de trabalhos, que tem seus rabiscos e são projetados após as visitas ao orkut, facebook, google maps, Detran entre outras ferramentas midiáticas. Como estes homens possuem esta coragem? Estes sinais do fim dos tempos seguem os homens enquanto que os dons edificam a igreja

I. PALAVRA DA SABEDORIA
1. CONCEITO. 
O termo palavra exprime uma manifestação verbal ou escrita. Segundo o Dicionário Eletrônico Houaiss, sabedoria significa “discernimento inspirado nas coisas sobrenaturais e humanas”.

A sabedoria abordada pelo apóstolo Paulo em 1 Coríntios 12.8a refere-se a uma capacitação divina sobrenatural para tomada de decisões sábias e em circunstâncias extremas e difíceis, mas não se trata da sabedoria adquirida e aplicada em nosso viver diário, pelo contrário (Tg 1.5-6), pois como poderíamos imaginar cinco simples pescadores sem formação secular, um odiado cobrador de impostos e cinco homens sem ocupação conhecida, sendo portadores de sabedoria nunca vista antes entre os homens. Eles enfrentaram os judeus, povos de muitas nações (At 2.5, 9-11), os escribas, sacerdotes, sumo sacerdote, os samaritanos e os gentios pelos confins da terra.

O dom da palavra da sabedoria é uma pequena parte, parcela ou fragmento de toda a sabedoria e conhecimento de Deus entregues à igreja através dos mecanismos sobrenaturais. São revelações de acontecimentos que já ocorreram, que estão ocorrendo ou que ocorrerão, ou seja, passado, presente e futuro. É a mensagem vocal sábia, enunciada mediante a operação sobrenatural do Espírito Santo. É o poder de falar com discernimento divino. Aplica-se em situações ou problemas específicos (At 6.10; 15.13-22), quer na defesa da fé, na resolução de conflitos, em conselhos práticos ou ao pleitear uma causa perante autoridades hostis. Estevão manifestou de tal modo a palavra da sabedoria que seus adversários não resistiram (At 6.10). Este dom edifica a igreja e se manifesta em momentos em que precisamos de soluções para os seus problemas.

A carga total de conhecimento e sabedoria não é amplamente revelada ao homem, apenas parte, tal como, guardada as devidas proporções, quando procuramos ajuda com profissionais, seja em qual questão for, eles apenas nos transmite seu conhecimento em relação ao objeto da consulta e não apresentará a sua totalidade de seu conhecimento na área.

2. A BÍBLIA E A PALAVRA DE SABEDORIA. 
Embora na Antiga Aliança os dons espirituais não fossem plena e claramente evidenciados como na Nova, alguns episódios do Antigo Testamento vislumbram o quanto Deus conferia aos homens sabedoria do alto para executar tarefas ou tomar decisões.

Um dos exemplos mais chocantes do uso do dom da palavra da sabedoria foi visto no episódio do quase sacrifício consumado de Isaque, ocasião em que seu pai, Abraão, fez uso deste dom e com muita lágrima consegui acalmar o seu coração e o do filho. Depois eles decidiram continuar a jornada. A ação humana sempre procede a aplicação deste dom.

Outro bom exemplo é a revelação e a interpretação dos sonhos de Faraó através de José, o filho de Jacó (Gn 41.14-41). Ele não apenas interpretou os sonhos de Faraó, mas trouxe orientações sábias para que o Egito se preparasse para o período de fome que estava para vir. Como Faraó pode entregar a administração de sua nação para um simples hebreuzinho, um ex-presidiário? Ele teria estudo, formação, condições físicas, psicológicas para o cargo? As orientações que ele deu antes de tomar posse do cargo foram demonstrações de sabedoria recebidas do alto, da mesma forma a sua administração também o foi. Somente Deus poderia fazê-los entregar o controle de tudo para um jovem, inexperiente, sem conhecimentos técnicos ou diplomáticos para se relacionar com outras nações e que de uma hora para outra saiu das profundezas das prisões para dar conselho a maior potência da época.

Outro exemplo de prática do dom da palavra de sabedoria foi o episódio ocorrido com o rei Salomão quando teve que resolver o caso complexo entre as duas supostas mães de um bebê. Este foi um admirável exemplo de dom da sabedoria no Antigo Testamento (1Rs 3.16-28; 4.29-34).

Em o Novo Testamento podemos tomar como exemplo de palavra da sabedoria a exposição da Escritura realizada pelo diácono e primeiro mártir cristão, Estevão. O livro de Atos conta-nos que os sábios da sinagoga, chamada dos Libertos, “não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava” (At 6.9,10). Naquele dia, a pregação do mártir, nocauteou a fera. Saulo estava ali ao lado ouvindo tudo, imaginando que também possuía o mesmo conhecimento, mas o que entristeceu ele foi o fato de não ter o mesmo dom que Estevão, conhecia profundamente a história relatada, porém lhe faltava algo, que mais tarde seria lhe concedido. Existem outros exemplos de uso deste dom:
  • At 15.13-22 – Decisão do concílio;
  • At 11.28-30 – Ágabo profetizou que estava para vir uma fome;
  • At 21.10-11 – Profecia a respeito da prisão de Paulo;
  • At 27.9-10, 23-24, 33-34 – naufrágio de Paulo;
  • I Rs 11.29-32 – quando Aias profetizou a respeito da divisão de Israel (I Rs 12.20; I Rs 13.1-6; I Rs 14.1-18).
“A falta dessa Sabedoria de Deus pode causar graves prejuízos à pregação do evangelho”, pois uma brecha é aberta para o aparecimento da arrogância, da autossuficiência entre outras mazelas, porém a manifestação do dom não torna a pessoa mais sábia que a outra e tampouco lhe garante a salvação.

3. UMA LIDERANÇA SÁBIA. 
A palavra de sabedoria é de grande valor na tarefa do aconselhamento pessoal e em situações que demandam uma orientação no exercício do ministério pastoral. Entretanto, tenhamos cuidado para não confundir a manifestação desse dom com o nosso desejo pessoal. Lembremo-nos de que Deus manifesta os dons em nossas vidas segundo o conselho da sua sabedoria, não da nossa. Tenhamos maturidade e cuidado no uso dos dons!

II. PALAVRA DA CIÊNCIA
1. O QUE É? 
Este dom muito se relaciona ao ensino das verdades da Palavra de Deus, fruto do resultado da iluminação do Espírito acerca das revelações dos mistérios de Deus conforme aborda Stanley Horton, em sua Teologia Sistemática (CPAD). Este dom também se relaciona à capacidade sobrenatural concedida pelo Espírito Santo ao crente para este conhecer fatos e circunstâncias ocultas, que são reveladas para o bem e o progresso da obra, nunca para envergonhar ou desmoralizar, seja quem for. Este dom emana de Deus e serve para deixar claro a sua onisciência. A relação entre a sabedoria e a ciência é muito íntima.

O dom da Palavra da ciência não é resultado de estudos, pois o conhecimento humano é resultado tanto da razão quanto da experiência, mas o conhecimento que vem de Deus transcende a lógica e sensações humanas, vai além do que imaginamos ou conhecemos (II Rs 6.12).

Trata-se de uma mensagem verbal, inspirada pelo Espírito Santo, para a edificação, consolação e exortação da igreja, revelando sobrenaturalmente, e instantaneamente, diante de uma situação específica, um conhecimento que não poderia ser acessado pelas vias da razão ou experiência, por isso, esse dom está associado à profecia (At 5.1-10; I Co 14.24,25).

Este dom é concedido pelo Espírito Santo para termos o conhecimento sobrenatural de coisas e não tem qualquer ligação com o exercício de meras adivinhações, imitações fajutas e operações malignas (At 16.16). Pela revelação divina (palavra da ciência), Deus fez conhecer a Pedro a fraude de Ananias e Safira (At 5.1-11).

2. SUA FUNÇÃO. 
O dom da palavra da ciência não visa servir a propósitos triviais, como o de descobrir o significado dos tecidos do Tabernáculo ou a identidade da mulher de Caim, etc. Isto é mera curiosidade humana, e o dom de Deus não foi dado para satisfazê-la. A manifestação sobrenatural deste dom tem a finalidade de preservar a vida da igreja, livrando-a de qualquer engano ou artimanha do maligno, mas não nos esqueçamos que qualquer um dos dons espirituais não substitui o estudo sistemático e dedicado da Palavra.

3. EXEMPLOS BÍBLICOS DA PALAVRA DA CIÊNCIA.
Ao profeta Eliseu foram revelados os planos de guerra do rei da Síria. Quando o rei sírio pensou em atacar o exército de Israel, surpreendendo-o em determinado lugar, o profeta alertou o rei de Israel sobre os planos inimigos (2Rs 6.8-12). Em outra oportunidade o profeta também fez uso deste dom, quando desmascarou Geazi, por ter mentido e cobiçado os presentes que Naamã intentou dar para o profeta, após sua cura (2 Rs 5.25-26).

Outro exemplo foi a revelação de Daniel acerca do sonho de Nabucodonosor, quando Deus descortinou a história dos grandes impérios mundiais ao profeta (Dn 2.2,3; 17-19). Em o Novo Testamento, esse dom foi manifesto quando o apóstolo Pedro desmascarou a mentira de Ananias e Safira (At 5.1-11). O dom da palavra da ciência não é adivinhação, mas conhecimento, concedido sobrenaturalmente, da parte de Deus.

a) Exemplo do uso do dom da palavra da ciência simultaneamente ao dom da palavra da sabedoria (At 9.10-16). Neste episódio Deus revelou para Ananias fatos ocorridos e que ocorreriam com Saulo no futuro:
  • O nome da rua (Direita);
  • O nome do dono da casa (Judas);
  • A cidade de origem (Tarso);
  • O nome e o que estava fazendo (Saulo. Estava orando);
  • A visão que havia acalmado seu coração;
  • A situação espiritual (confuso, sem entender);
  • O futuro dele (vaso escolhido);
  • O sofrimento pela causa do Evangelho.

O dom da palavra da sabedoria foi visto no momento em que Ananias foi ao encontro de Saulo, confiando que ele era realmente um vaso escolhido. Este dom faz menção do futuro e induz o homem à uma atitude, tal qual aconteceu com Ananias.

A palavra da ciência foi visto quanto Deus revelou o que havia acontecido e que já fazia parte do passado da vida de Saulo. A atitude de Ananias favoreceu a trajetória da igreja e a continuidade da obra (o perseguidor virou perseguido).

b) Jesus em conversa com a mulher samaritana, também fez uso dos dons simultaneamente. Dom da palavra da ciência.
  • Jesus. “Chama o teu marido” (presente)
  • Mulher. “Não tenho marido” (presente)
  • Jesus. “Tiveste cinco maridos” (passado)
  • Jesus. “E o atual não é teu” (presente)
O dom da palavra da sabedoria foi visto quanto Jesus falou a respeito da água, fazendo menção do futuro e no momento em que a mulher resolveu tomar uma atitude.
  • “Quem beber da água que eu der nunca mais terá sede” (futuro)
  • a mulher responde. “Senhor, dá-me desta água” (atitude).
III. DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS
1. O DOM DE DISCERNIR OS ESPÍRITOS. 
É uma capacidade sobrenatural dada por Deus ao crente para discernir a origem e a natureza das manifestações espirituais. De acordo com o termo grego diakrisis, a palavra discernir significa “julgar através de”; “distinguir”. Ela denota o sentido de “se penetrar na superfície, desmascarando e descobrindo a verdadeira fonte dos motivos”, se é o Espírito Santo que está motivando a pessoa a fazer algo, em outras palavras, é o modo especial de para se perceber o que há no intimo de uma pessoa. É ver claramente se o dom é do Espírito e a sua manifestação também é sobrenatural.