Apresentação da lição em power point

sexta-feira, 30 de maio de 2014

O Ministério de pastor. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
“Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (Jo 10.11).

VERDADE PRÁTICA
Por meio do ministério pastoral, conduzimos as ovelhas ao Supremo Pastor, Jesus Cristo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Jo 10.11,14; Tt 1.7-11; 1 Pd 5.2-4.
Jo 10.11 - Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.
Jo 10.14 - Eu sou o bom Pastor; e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido.
Tt 1.7 - Porque convém que o bispo seja irrepreensível como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância;
Tt 1.8 - mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante,
Tt 1.9 - retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes.
Tt 1.10 - Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão,
Tt 1.11 - aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras, ensinando o que não convém, por torpe ganância.
1 Pd 5.2 - apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto;
1 Pd 5.3 - nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho.
1 Pd 5.4 - E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória.

PROPOSTA
·         Jesus Cristo é o supremo pastor;
·         O Bom Pastor protege e cuida de suas ovelhas;
·         Os verdadeiros pastores devem imitar o Sumo Pastor;
·         Boa palavra pastoral: vida em sintonia com a mensagem;
·         Nossos líderes devem ter sinais do fruto do Espírito;
·         Todo obreiro deve cuidar bem de seu lar;
·         Missão do ministro: cuidar das pessoas que aceitam Jesus;
·         O bom ministro ensina, aconselha e evangeliza (missões);
·         Falsos pastores apascentam a si mesmo e não as ovelhas.

INTRODUÇÃO
Ser pastor sempre foi uma tarefa árdua, pois muitas são as demandas internas e externas da igreja local, entre elas o cuidado para com as pessoas do rebanho, visita a enfermos, questões relacionadas à administração eclesiástica e o constante desafio de se dedicar à oração, à pregação e ao ensino da Palavra de Deus.

O dia a dia pastoral não é para preguiçosos, presunçosos, interesseiros, muito pelo contrário, uma vez que é desafiador a quem é vocacionado por Deus para apascentar. Somente pela graça e o amor do Pai é possível desejar excelente obra e ainda mais encarar com tão grande responsabilidade, partindo do principio que uma coisa é desejar e outra é encarar.

Na igreja local o pastor é um guia espiritual do povo de Deus. Dele se espera maturidade, idoneidade e amor no trato com as coisas de Deus e ao rebanho, independente de seu passado, preparo ou disposição, tal como ocorreu com Moisés, que antes de assumir o cargo de pastor de Israel não passava de um valentão, que resolvia as pendências usando a violência (Ex 2.12), bem diferente de quando já estava no meio do deserto conduzindo o povo até a Terra Prometida (Nm 12.3), isto prova que a liderança madura e servidora de Moisés foi imprescindível ao desenvolvimento de Israel no deserto, tal como é para a igreja local.

Atualmente, muitos são os modelos de liderança pastoral sugeridos sob os aspectos empresarial e meramente psicológico. Entretanto, o modelo de liderança para um pastor cristão deve estar centralizado sob o de Jesus de Nazaré. A vida do nosso Mestre é o melhor exemplo para um ministério integral: acolhedor, admoestador e servidor. Um modelo pastoral centrado na concepção empresarial pode até trazer resultados visíveis, mas para Deus será um verdadeiro fracasso. Seguir a liderança de Jesus de Nazaré pode parecer um grande fracasso, mas em relação a Deus é grande vitória.

I. JESUS, O SUMO PASTOR
1. JESUS É O PASTOR SUPREMO. 
O rei Davi cheio de razão disse: “O Senhor é o meu pastor e nada me faltará”. O escritor aos hebreus acrescentou a expressão “grande Pastor das ovelhas” (Hb 13.20), referindo-se diretamente à sublimidade do Senhor Jesus como pastor no Novo Testamento. Marcado pela humildade e despojamento da sua glória, Ele foi chamado “grande” em seu nascimento (Lc 1.32). O adjetivo “grande” enfatiza o quanto o Nazareno é incomparável e mediador da nova aliança de Deus com os homens. "Ele é o único que está de forma absoluta, espiritual e hierarquicamente acima de qualquer líder da Igreja”. Jesus Cristo é o supremo pastor em todos os aspectos. Ele venceu a morte e libertou o homem da prisão do pecado. Ele é Deus!

2. O PASTOR CONHECE AS SUAS OVELHAS. 
Em João 10.14, o adjetivo “bom” identifica Jesus como o pastor que por amor protege, conhece, cuida e é conhecido de suas ovelhas. Por isso, Ele é o “bom Pastor” e portanto não faltará:
  • O pasto verdejante para que elas se deitem;
  • Ás aguas tranquilas, guiadas por Ele;
  • Refrigério de alma;
  • As veredas da justiça;
  • A presença constante do sumo pastor mesmo no vale da sombra da morte;
  • Mesa preparada;
  • Unção;
  • E a bondade e misericórdia que as seguirão por todos os dias.

Tal expressão designa ainda a intimidade entre o Sumo Pastor e as suas ovelhas. Estas não ouvem a voz de outro pastor. O bondoso Salvador conhece a sua Igreja por inteiro, e se relaciona com cada membro (Jo 10.5,15) e chama cada um pelo seu próprio nome, tal como no passado quando chamava “Abraão, Moisés, Samuel, Elias, Josué [...]. Natanael [...]. Zaqueu [...]. Saulo de Tarso”.

3. O PASTOR DÁ A VIDA PELAS OVELHAS. 
Uma das principais fontes da economia israelita era o trabalho pastoril. Os pastores cuidavam das ovelhas para delas obterem o lucro diário.  Este é o contexto de que se valeu o Senhor Jesus para referir-se ao ensinamento contido na expressão “o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (Jo 10.11), uma atitude muito superior a de Davi, que arriscou sua vida pelas ovelhas que não eram deles, eram de seu pai (1 Sm 17.34-36) e nem sequer foi chamado para o encontro com o profeta Samuel, momento em que se reuniu toda a família, exceto ele.

Bem diferente dos pastores que garantiam o seu sustento no campo através do uso das ovelhas, o Mestre Jesus mostra a disposição em dar a própria vida pelo seu rebanho (Jo 10.15) e assim como eles que procuravam manter a salvo seus rebanhos, Jesus fortalece as ovelhas fracas, cura as feridas e sai em busca das que se perdem pelo caminho.

Os verdadeiros pastores da igreja devem imitar o Sumo Pastor, Jesus. NEle não há jamais exploração alguma do rebanho, e isso deve servir de exemplo a todos aqueles que desejam ministrar à igreja do Senhor, tal como ensina a Palavra em 1 Pedro 5.2-4.

II. AS CARACTERÍSTICAS DO VERDADEIRO PASTOR
1. UM CARÁTER ÍNTEGRO. 
Entre outras coisas, o exercício pastoral envolve aptidão para ensinar, aconselhar e comunicar-se de forma clara com a igreja local. Porém, essas características não são validadas se o caráter do pastor não for íntegro.

Uma das piores queixas que se pode ouvir acerca de um ministro é que sua palavra pastoral não se coaduna com a sua vida. Como pode o líder falar sobre honestidade e ser desonesto? De simplicidade e mostrar-se esbanjador? De humildade e comportar-se soberbo? A melhor palavra pastoral é a vida do pastor em sintonia com a mensagem do Evangelho que ele proclama (Mt 7.24-27; 23.2-36).

2. EXEMPLO PARA OS FIÉIS E OS INFIÉIS. 
O texto bíblico de 1 Timóteo 3.2,3, afirma que o bispo não deve ser dado ao vinho, espancador, cobiçoso de torpe ganância, contencioso ou avarento; a recomendação é que o obreiro seja moderado. A Igreja, o Corpo de Cristo, precisa contemplar em seu líder sinais claros do fruto do Espírito, tais como autocontrole, mansidão, bondade e amor. Estas características denotam idoneidade moral e maturidade espiritual, sem as quais jamais poderemos reconhecer um verdadeiro líder. A mesma postura moral que o pastor atesta aos fiéis deve ser demonstrada, igualmente, aos infiéis (1Tm 3.7). O pastor deve ser ciente e convicto de sua tarefa. Um bom exemplo disto vemos em José quando orientava seus irmãos antes do encontro com Faraó no Egito, ele asseverou: “Quando vos perguntarem qual a vossa ocupação, vocês digam: Nós, teus servos, temos sido pastores de gado desde a nossa mocidade até agora, tanto nós como nossos pais”. (cf Gn 46.33-34).

3. EXEMPLO PARA A FAMÍLIA. 
Não podemos esquecer que antes de ser exemplo para igreja local, e com os de fora, o ministro do Evangelho, em primeiro lugar, deve ser o exemplo para a sua própria família, a sua primeira comunidade e igreja.

Governar a própria casa com modéstia e equilíbrio, criando seus filhos com respeito (1 Tm 3.4), é o testemunho que toda a família cristã deseja experimentar na convivência sadia com o pastor que é esposo, pai e avô. Portanto, todo obreiro deve cuidar bem do seu lar, pois sem o devido respaldo deste, o seu ministério jamais terá credibilidade. Este é a chamada “liderança pelo serviço e pelo exemplo, e não pela força”, estilo de trabalho revelado por Jesus.

III. O MINISTÉRIO PASTORAL
1. A MISSÃO DO PASTOR. 
O termo pastor (do gr. poimēn) no Novo Testamento tem o significado de “apascentador de ovelhas”. De acordo com esta definição podemos afirmar que a principal missão de um ministro é cuidar das pessoas que receberam Cristo como Salvador, dando-lhes alimento espiritual através do ensino da Palavra de Deus, como encontramos no livro do profeta Isaías (Is 40.11). O verdadeiro pastor cuida das ovelhas com zeloso amor e compaixão, entregando-se totalmente às suas demandas, por isto é certo que “O pastor não é um voluntário, mas uma pessoa chamada por Deus. Seu ministério não é procurado, é recebido. Sua vocação não é terrena, mas celestial”.

2. UMA MISSÃO POLIVALENTE. 
A missão pastoral também é múltipla, pois o ministério envolve o ensinamento, o aconselhamento, a evangelização e missões, bem como a pregação expositiva da Palavra de Deus, que é o seu mais importante empreendimento, pois se trata da entrega do alimento à igreja. Para além dessas responsabilidades, o pastor age como o bom conciliador e administrador eclesiástico dos bens e recursos humanos disponíveis para toda boa obra da igreja local. Está sob os seus cuidados a gestão eficiente e honesta dos bens materiais, patrimoniais e das finanças da igreja local.

3. O CUIDADO CONTRA OS FALSOS PASTORES. 
Quando Deus levantou Ezequiel como profeta de Israel, Ele ordenou-lhe que repreendesse os pastores infiéis da nação. O Altíssimo considerava como falsos pastores os que:
  • Apascentavam a si mesmo e não as ovelhas (Ez 34.2c);
  • Exploravam o rebanho e não o poupavam (34.3);
  • Não demonstravam amor pelas ovelhas, fazendo com que elas se dispersassem (34.4-6).

O próprio Deus é contra os falsos pastores (Ez 34.8-10)! Ele inspirou o apóstolo Paulo a escrever para Tito quando da sua instrução pastoral ao jovem obreiro, que este retivesse “firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes. Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores [...] aos quais convém tapar a boca” (Tt 1.9-11).

CONCLUSÃO
O dom ministerial de pastor é concedido àqueles a quem Deus chama para servir ao seu precioso rebanho, a Igreja de Jesus, onde se encontra crentes reunidos oriundos de todos os lugares do mundo. Eles estão sob os cuidados de líderes para serem alimentados com a Palavra de Deus. O objetivo do ministério pastoral é fazer com que o rebanho do Senhor cresça na graça e no conhecimento do Evangelho de nosso Salvador (2Pe 3.18). Portanto, o pastor precisa da graça divina para não fracassar em seu ministério. Oremos pelos pastores, compreendamos as suas lutas e os apoiemos com amor e carinho.

OBJETIVOS DA LIÇÃO – FORAM ALCANÇADOS?
  1. Jesus está acima de qualquer líder humano da igreja;
  2. Verdadeiro pastor: caráter integro e exemplo;
  3. Missão do pastor: cuidar, zelar pelo rebanho
REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

LOURENÇO, Luciano de Paula. O ministério de Pastor. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2014/05/aula-09-o-ministerio-de-pastor_25.html. Acesso em 27 de maio de 2014.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

quinta-feira, 29 de maio de 2014

quarta-feira, 28 de maio de 2014

7) Juízes:

Para quem foi escrito este livro?     
Para os israelitas (mais especificamente para os que viviam na época do rei Davi).

Por quem foi escrito (autor)?  
Autor Desconhecido.

Em qual momento histórico?   
Os assuntos tratados em Juízes sugerem que o livro foi composto num período em que havia forte controvérsia em torno da questão se o rei deveria ser da casa de Davi (Tribo de Judá) ou da casa de Saul (Tribo de Benjamim), pois Israel tinha duas famílias reais (quando Davi reinou em Hebron, Isbosete reinou no Norte). O livro termina com relatos que comprometem severamente a reputação da Tribo de Benjamim.

Por que este livro foi escrito? 
Porque os leitores (que eram de uma geração posterior aos relatos deste livro) enfrentavam a sua própria crise ao guardarem a aliança e, também, porque não tinham certeza a qual família real apoiar.

Para quê este livro foi escrito?        
Para que as narrativas de sucessos e fracassos de Israel (frutos de sua obediência ou desobediência a Deus) tranquilizassem e encorajassem a nova geração e se manter fiel à aliança; e, para que Israel apoiasse o rei que os conduzisse ao relacionamento com Deus.

Obs: Material extraído do DVD "Mega Coletânea Bíblica - 10.000 artigos". Não tem citação da fonte, mas se alguém conhecer, ficarei grato e mencionarei.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

sexta-feira, 23 de maio de 2014

O ministério de Evangelista. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério (2Tm 4.5).

VERDADE PRÁTICA
O evangelista proclama o pleno Evangelho de Cristo com ousadia; é um arauto de Deus no mundo.

LEITURA BIBLICA EM CLASSE – At 8.26-35; Ef 4.11
At 8.26 - E o anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te e vai para a banda do Sul, ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está deserto.
At 8.27 - E levantou-se e foi. E eis que um homem etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros e tinha ido a Jerusalém para adoração,
At 8.28 - regressava e, assentado no seu carro, lia o profeta Isaías.
At 8.29 - E disse o Espírito a Filipe: Chega-te e ajunta-te a esse carro.
At 8.30 - E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta lsaías e disse: Entendes tu o que lês?
At 8.31 - E ele disse: Como poderei entender, se alguém me não ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse.
At 8.32 - E o lugar da Escritura que lia era este: Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim não abriu a sua boca.
At 8.33 - Na sua humilhação, foi tirado o seu julgamento; e quem contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra.
At 8.34 - E, respondendo o eunuco a Filipe, disse: Rogo-te, de quem diz isto o profeta? De si mesmo ou de algum outro?
At 8.35 - Então, Filipe, abrindo a boca e começando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus.
Ef 4.11 - E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores.

PROPOSTA
·         Grande é a seara, mas os obreiros são poucos;
·         Os verdadeiros evangelistas enfrentarão perseguições;
·         Alegria no Espírito não é somente ver milagres;
·         Grande comissão: apelo de Jesus (anunciem o Evangelho);
·         Toda a humanidade é carente da graça de Deus;
·         A tarefa da evangelização do mundo está inacabada;
·         Evangelista: transmissor das boas novas,
·         Evangelista: plantador de igrejas
·         Função: preparação para o serviço cristão e edificação.
INTRODUÇÃO
O fundamento foi lançado pelos apóstolos e profetas e coube aos evangelistas da igreja primitiva a tarefa de alcançarem “os perdidos para Cristo”. Tanto na época, quanto agora, a função primordial dos evangelista ainda é promover a expansão do reino celestial, para que então o edifício de Deus continue visível aos olhos humanos.

Isto foi possível, e ainda é, graças ao valiosíssimo dom ministerial de evangelista, que foi repartido pelo Pai para que estas pessoas fossem ganhas para o reino celestial, pois temos de Jesus a ordem para pregar o Evangelho, e em sua multiforme sabedoria Deus dispõe para a igreja o poder necessário para proclamarmos com ousadia, graça e paixão pelas vidas. Em o Novo Testamento, este dom teve uma destacada operação nas igrejas de Corinto e Éfeso.

I. JESUS ENVIA OS SETENTA (Lc 10.1-20)
1. SÃO POUCOS OS QUE ANUNCIAM. 
Quando Jesus enviou os setenta para anunciarem as boas novas do Reino de Deus na região da Galiléia, Ele asseverou: “Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos” (v.2). Eles deveriam, de dois em dois, ir a várias cidades para preparem o caminho para o Messias. Não se tratavam de pessoas especiais ou diferentes dos 12 escolhidos para estarem ao lado de Jesus, apenas foram “bombardeados” e creram no poder e visão que foram dotados no momento. 

A diferença entre os setenta enviados por Jesus e os doze que, temporariamente, foram retidos por Jesus, foi que os primeiros foram a todas as cidades e lugares aonde Jesus havia de ir durante o seu ministério terreno, enquanto que os doze deram continuidade ao trabalho de Jesus e foram onde Ele não havia ido durante sua breve estadia na Terra, ou seja, os confins da Terra.

Os que anunciam são poucos, porque, primeiramente, os discípulos não podem proclamar a si mesmos ou uma mensagem própria. Em segundo lugar, porque os discípulos do Senhor são enviados a falarem única e exclusivamente de Jesus e do Reino de Deus, jamais de si mesmos. Isto certamente foi respeitado pelos setenta enviados, haja vista, que no retorno eles deixaram bem claro: “Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam” (Lc 10.17).

Lamentavelmente, ao longo dos séculos, muitos foram aqueles que, na Seara do Senhor, falaram em seu próprio nome e pregaram a sua própria mensagem. Os discípulos segundo o coração do Nazareno ainda são poucos, mas o Senhor continua a convocar obreiros para a sua seara (v.2b).

2. ENVIADOS PARA O MEIO DE LOBOS. 
Proclamar o Evangelho num mundo contrário à mensagem do Reino de Deus certamente levaria os arautos de Cristo a serem perseguidos. Os setenta que Jesus enviou como cordeiros a um ambiente hostil, perigoso, seriam rejeitados, perseguidos e até ameaçados de morte.  Eles não temeram e logo o desejo de alcançarem os perdidos invadiu o coração deles e prontamente responderam a Jesus: “eis nos aqui”. Gideão, Jonas e até mesmo Ananias certamente apresentariam inúmeras desculpas para não cumprir a missão caso estivessem entre os setenta (cf Jz 6.15; Jn 1.1-3; At 9.13). A mesma reação não foi vista quando Paulo foi inteirado de seu futuro ministério através da entrega profética de Ananias: “[...] este é para mim um vaso escolhido, para levar meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu te mostrarei o quanto deve padecer pelo meu nome” (At 9.15-16). Em outras palavras um cordeiro foi enviado ao encontro dos lobos.

A história da igreja nos mostra que pessoas pagaram com a vida por professar a fé em Cristo. Nas últimas décadas, mais cristãos foram mortos no mundo que em qualquer outra época da história da Igreja. Os verdadeiros evangelistas enfrentarão ainda muitas perseguições, sobretudo em países dominados por religiões anticristãs e fundamentalistas. Eles são comparados a cordeiros que se dirigem para o meio dos lobos (v.3).

3. OS SINAIS E AS MARAVILHAS CONFIRMAM A PALAVRA. 
O grupo dos setenta discípulos recebeu poder em nome de Jesus para pregar a mensagem do Reino de Deus com graça (vv.9,10; Mt 10.1,8). Quando voltaram da missão, os evangelistas, maravilhados e surpreendidos, diziam: “Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam” (v.17). Eles não deveriam ficar tão admirados por isto, promessa é promessa e quem promete é fiel para cumprir. Jesus deixou bem claro a eles o que aconteceria e antecipou todos os sinais que veriam (v. 4-16), mas no retorno diante da admiração deles, Jesus falou-lhes de uma realidade que eles não compreendiam: aquele poder era para confirmar a Palavra do Reino, não a palavra do homem. O verdadeiro significado de desfrutar da alegria no Espírito não é primeiramente ver milagres, mas saber que através da exposição do Evangelho de poder temos os nossos nomes escritos nos céus (v.20).

II. A GRANDE COMISSÃO (Mt 28.19,20; Mc 16.15-20)
1. O ALCANCE DA GRANDE COMISSÃO. 
Jesus ordenou aos seus discípulos, após a sua ressurreição: “ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mt 28.19,20). A ordem foi clara e direta, Ele declarou o alvo, não rodeou, não usou de subterfúgios ou mensagens subliminares e tampouco deixou sombras ou variações de dúvidas. O material para trabalhos dos discípulos era farto. A igreja foi comissionada de uma grande responsabilidade e deveria cumprir na integra.

Pregar, fazer discípulos, batizar e ensinar não é uma opção para a igreja, simplesmente foi o artifício utilizado por Jesus para tirá-la das quatro paredes, para que seu reino fosse expandido. A igreja primitiva cumpriu na integra esta tarefa, pois os crentes saíram, após o revestimento do Espírito Santo, por todas as direções testemunhando, anunciando e pregando a Palavra com ousadia.

Deveriam pregar em todas as partes do mundo, anunciando as boas novas de salvação aos judeus e gentios, não temendo represálias, não se importando com obstáculos, preconceitos, medos e ou diferenças étnicas. O desafio maior foi pregar para povos de culturas diferentes (1 Co 1.1,2), mas isto também foi vencido diante da capacitação que receberam ao dizerem sim ao chamado.

Esta ordem é chamada comumente de A Grande Comissão. É o apelo de Jesus para os discípulos anunciarem o Evangelho até as últimas consequências. Foi nesse “espírito” que o apóstolo Paulo encarou a tarefa da evangelização (1Co 9.16).

2. O MUNDO ESTÁ DIVIDIDO EM DOIS GRUPOS. 
“Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Mc 16.16). Aqui, o Evangelho de Marcos destaca que há dois grupos de pessoas diante da mensagem de Jesus: os que creem e que recebem de bom grado a Palavra e os que não creem, pois estão cegados pelo deus deste século para que não vejam a luz do Evangelho (2 Co 4.4), mesmo nestas condições deve ser apresentada a eles a salvação.

Acerca da salvação, os Evangelhos não se preocupam com nacionalidade, raça, sexo ou condição sócio-econômica do homem (Gl 3.28). Não há judeu, não há gentio (Rm 3.9,10,23). Toda a humanidade é carente da graça de Deus e precisa decidir o seu futuro eterno crendo ou não no Evangelho.

3. A GRANDE COMISSÃO HOJE. 
A tarefa da evangelização do mundo está inacabada. Mesmo com o passar dos anos, a ordem imperativa de Jesus está em vigor. Índices alarmantes são apresentados constantemente, tais como: apenas 33% da população mundial é composta por cristãos das várias confissões de fé. Há regiões em que número de cristãos está diminuindo, como na Europa. Recentemente, na Alemanha, cerca de 340 igrejas fecharam as portas; em Portugal, quase 300. A Holanda e a Inglaterra são países considerados “pós-cristãos”. Ainda na Europa, cerca de 1500 templos cristãos foram transformados em mesquitas, restaurantes, bibliotecas e casas de shows.

Se a Igreja não experimentar um real e poderoso avivamento espiritual, em poucas décadas a Europa se tornará mulçumana ou o cristianismo não mais a influenciará. Precisamos reevangelizar o continente europeu.

III. O DOM MINISTERIAL DE EVANGELISTA
1. O CONCEITO DE EVANGELISTA. 
O termo “evangelista” deriva do verbo grego euangelizo, isto é, transmitir boas novas (do evangelho). Como dom, refere-se àquele que é chamado para pregar o Evangelho. Foi concedido pelo Pai através de uma capacitação ministerial objetivando propagar o Evangelho de Cristo para toda a humanidade.

O evangelista tem paixão pela salvação dos perdidos. Esmera-se por buscar da parte de Deus mensagens inspiradas para tocar os corações e quebrantar a alma dos pecadores. Independente da posição, conhecimento secular ou condições, o evangelista se propõe a cumprir sua tarefa a fim de contemplar a expansão do reino de Deus. Filipe, um dos sete escolhidos para auxiliar os apóstolos na questão levantada na igreja primitiva (At 6.5) foi um dos grandes evangelistas citados por Lucas no livro de Atos. Ele atuou em Samaria e seu trabalho foi depois reconhecido e atestado por Paulo, um pouco antes de finalizar sua terceira viagem missionária (At 21.8).

2. O PAPEL DO EVANGELISTA. 
O evangelista é, por excelência, o pregador das boas-novas de salvação. Através da sua mensagem, vidas são alcançadas e conduzidas a Deus. Muitas vezes, o evangelista torna-se um plantador de igrejas, como tem ocorrido em diversos lugares do Brasil e pelo mundo afora. Na igreja primitiva eles “possivelmente auxiliavam na proclamação do Evangelho aos incrédulos junto às igrejas já construídas”. Um evangelista cheio da graça de Deus poderá tocar corações com a mensagem do Evangelho de modo tão convincente que leva o povo a crer e acatar as boas-novas da salvação e ao Salvador Jesus.

3. A FINALIDADE DO MINISTÉRIO DO EVANGELISTA. 
Da mesma forma que o ministério do apóstolo e do profeta, o do evangelista tem por finalidade preparar os santos do Senhor para uma vida de serviço cristão, bem como à edificação do Corpo de Cristo (Ef 2.20-22). Por isso, espera-se desse obreiro que o fundamento do seu ministério seja Jesus Cristo, o nosso Senhor. Não pode haver outro fundamento, senão Cristo!

O evangelista deve também, em tudo, ser sensível à voz do Espírito Santo. A exemplo de Filipe, o obreiro deve ser obediente ao Senhor, seja para pregar a multidões, seja para falar a uma única pessoa (At 8.6,26-40). Outro aspecto importante desse ministério é a habilidade que o evangelista deve ter na transmissão das boas-novas. O arauto de Deus precisa ser capaz de responder à seguinte pergunta dirigida ao pecador: “Entendes o que lês?” (At 8.30), caso contrário ele perderá a oportunidade para ganhar os perdidos.

CONCLUSÃO
O dom ministerial de evangelista é concedido por Deus a algumas pessoas conforme o propósito do Espírito Santo para o fortalecimento e a edificação das igrejas locais. Isto, porém, não significa desobrigar os crentes individualmente do labor da evangelização. Todo seguidor de Cristo, isto é, todo aquele que se acha discípulo de Jesus, tem em sua caminhada cristã o firme compromisso de propagar a mensagem do Evangelho. E deste compromisso não pode se apartar um único milímetro. Que Deus levante mais evangelistas para a sua grande seara!

OBJETIVOS DA LIÇÃO – FORAM ALCANÇADOS?
  1. Os 70 foram enviados, pregaram Jesus e voltaram;
  2. A igreja primitiva cumpriu o “ide”, e nós?
  3. Evangelista é pregador das boas novas.
REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

GABY, Wagner. A missão integral da Igreja. Porque o reino de Deus está entre vós. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 3º trimestre de 2011. Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2011

LOURENÇO, Luciano de Paula. O ministério de Evangelista. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2014/05/aula-08-o-ministerio-de-evangelista.html. Acesso em 21 de maio de 2014.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

quinta-feira, 22 de maio de 2014