Apresentação da lição em power point

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Slides - lição 5sli




Por: Ailton da Silva - 7 anos (Ide por todo mundo)

A decisão precipitada de Ló


Recomendo a leitura deste texto
fonte: Os Patriarcas - coincidências ou repetições da história?

A separação não se deu por brigas, disputas, mas Deus os separou (Abraão e Ló) por um ato tão sublime, incompreensível ao nosso entendimento. Eles foram separados pelos olhos.

De um lugar alto contemplaram um vasto território. Se pudéssemos perguntar para Ló o que ele havia visto, naquela oportunidade, certamente diria que esteve diante das belas e verdejantes campinas do Jordão, bem regadas, pelo menos antes da destruição[1]. Era um sinal de prosperidade, riqueza, beleza e bem estar. Seus familiares gostariam da escolha e aprovariam a separação.

E Abraão o que viu? Vegetação rara, rasteira, lugares secos, lagos e rios minguando, sinônimos de dores, tristezas, rancores, angústias, solidão, mentiras, desavenças, problemas e mortes? Ou estava contemplando milagres, providências, misericórdia, operações e grandes intervenções de Deus na sua descendência?

Enquanto um enxergava apenas mato e gostava do que via, pois estava preocupado apenas com o bem estar do seu rebanho, o outro contemplava a promessa, ou seja, a sua descendência, milhares como as estrelas do céu e a areia do mar. Era a continuidade do plano de Deus em sua vida e na sua família. Entre o presente e o futuro Abraão escolheu o segundo.

A prova de que a separação não deixou sequelas entre os dois foi o fato de Abraão ter se levantado com seus criados para resgatá-lo das mãos dos quatros reis que guerrearam contra os reinos daquela região, mas nada que se compare ao clamor que levantou em favor dele, quando soube que Deus destruiria a cidade.

A escolha[2] desastrosa de Ló foi fruto de sua cobiça, pois pensou somente no bem estar de seu rebanho. Em nenhum momento se preocupou com sua família ou demonstrou alguma preocupação.

Seus olhos carnais deram instantaneamente a resposta para o seu coração: “escolha o bonito, escolha a melhor parte”. Ele se mostrou completamente diferente de seu tio.

Ficou com a melhor parte, aparentemente, pois naquele momento e durante algum tempo, realmente foi uma terra vistosa, verdejante, prazerosa, mas como todo resultado de visão carnal é enganosa, não demorou para fosse revelado o verdadeiro lado sombrio daquela região.

O que era feio poderia ficar bonito. O que não agradava, poderia agradar com o tempo. O que provocava choro, poderia ser tornar motivo de alegria, algum dia. Esta era a esperança de Abraão e certamente ele foi motivado a concordar com a escolha do sobrinho. Não questionou.

Ló aceitou a proposta, se tivesse visão espiritual teria preferido viver ao lado do tio. Ele acampou aos arredores de Sodoma e com o passar dos tempos, diante do comodismo, acabou se mudando para a cidade. Ficou com a melhor parte do acordo, mas lá no fundo Abraão gritou: “MESMO NA PIOR PARTE EU DAREI E FAREI O MELHOR PARA DEUS”.

Mas, no que parecia bom se tornou o principio das dores e o maior sofrimento[3] de sua vida. Neste caminho tão bonito, verdejante, ele perdeu seus bens, prováveis amigos, esposa, ficou distante do seu tio, o seu melhor amigo, suas filhas corromperam o caráter e por fim, para completar, ele viu surgir na humanidade as duas nações que se tornariam inimigas do povo de seu tio. A escolha de Ló foi um verdadeiro desastre. Poderia ter pensado melhor antes de tomar aquela decisão.

Anos mais tarde a história se repetiu e novamente estavam as descendentes de Abraão e Ló frente a frente e diante de uma decisão dura que mudaria a vida delas. Noemi e Rute, respectivamente, uma querendo devolver aos moabitas a nora e a outra desejando ardentemente se tornar propriedade do Deus de Israel. Nesta ocasião, a falta de visão que faltou a Ló sobrou para Rute que tomou a melhor decisão de sua vida, quando optou pelo Deus de Israel.



[1] Antes da destruição de Sodoma e Gomorra (Gn 19.24).
[2] Ló fez a sua escolha e separação do tio foi inevitável. Anos mais tarde a história se repetiu com Rute, a moabita, descendente de Ló, que diante da mesma situação preferiu continuar junto e não se separou de sua sogra Noemi.
[3] O bonito ficou feio, a riqueza se perdeu ante a destruição de Sodoma e Gomorra. (Gn 19.24-38).

Por: Ailton da Silva - 7 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Lição 4 - Slides




Por: Ailton da Silva - 7 anos (Ide por todo mundo)

O quase sacrifício consumado de Isaque


Recomendo a leitura deste texto
fonte: Os Patriarcas - coincidências ou repetições da história?

Os dois, pai e filho, foram protagonistas de uma das mais belas demonstrações de obediência a Deus registrada na Bíblia e este acontecimento marcaria para sempre suas vidas, pois foi o momento de maior tristeza vivido pelos dois, até então. Mesmo a separação de sua parentela no passado não houvera sido tão cruel para Abraão ou a partida de Jacó, no futuro, haveria de ser tão dolorosa, para Isaque, quanto aquele momento. Ali estava em jogo a vida de um filho e a fé[1] de um pai.

Deus havia pedido que entregasse seu filho em sacrifício, não o primogênito, o segundo ou um outro qualquer, mas sim o unigênito.

Mesmo com o coração condoído ele obedeceu e durante a caminhada veio a lembrança em sua mente das promessas feitas no passado. Como se cumpririam caso o menino fosse sacrificado? Teria outro filho ou Ismael requisitaria para si todos os direitos de primogênito e único filho vivo?

Ismael foi o primeiro filho e Isaque o segundo, mas como Deus requereu o único para aquele sacrifício? Os direitos e reconhecimento do primogênito foram anulados pelo aparecimento do unigênito[2]? Ou Deus havia se esquecido deste detalhe?

Abraão não conseguia entender[3] a vontade de Deus para a sua vida e a única solução foi trancar-se na solidão da sua alma e seguir adiante. Seria difícil Isaque não atentar para o peso da angústia que seu pai estava carregando e a princípio não entendeu tamanha tristeza, pois estavam prestes a entregarem um sacrifício a Deus, isto deveria ser motivo de alegria, mas como era submisso continuou calado.

O silêncio foi quebrado quando ele perguntou sobre o animal para o sacrifício, já que não estavam levando nenhum. O cordeiro será provido no momento certo, esta foi a resposta de seu pai, confiante na providência Divina.

O coração de Abraão chorava angustiado. Como seria difícil revelar ao filho que ele seria o cordeiro, pior seria tirar-lhe a vida. Como reagiria ao vê-lo inerte sobre o altar? No silêncio foi possível ouvir os pássaros, os ruídos e o barulho das lágrimas internas do pai que não foram fortes para escorrerem pelos seus olhos.

Mas que espécie de sacrifício racional seria aquele? Tristeza em vez de alegria? Perdas em vez de ganhos? Derrotas e não vitórias? Era isto que receberia por ter posto a mão no arado[4]? Era isto que Deus havia reservado por ter se auto anulado?

Desde a sua chamada, a sua única preocupação foi com a formação e preservação da nação prometida a ele. Sua vida, jornada e fé foram essencialmente baseadas e firmados nas promessas, não tinha mais vontade própria ou objetivos pessoais.

E o que recebia por toda a sua dedicação? Rótulo de assassino, louco, fanático, extremista entre outros. Sara o apoiaria? E os parentes o taxariam ainda mais, ou dariam graças, aos seus inúmeros deuses, por Abraão estar tão longe. Ló certamente diria que havia recebido um livramento, após a separação dos dois.

Quantos pensamentos, em fração de segundos? Quantas perdas materiais e espirituais? Seria melhor a rebelião e a fuga para bem longe? Mas para onde? Ele sabia que isto seria impossível, então o jeito foi se entregar cem por cento ao chamado sacrifício racional.

Foram várias as perguntas sem respostas durante a caminhada, porém as únicas duas que não foram feitas eram exatamente as que tinham as respostas prontas. Deus poderia ter perguntado a Isaque se era possível um pai ou uma mãe se esquecer de um filho. A resposta seria imediata, direta e afirmativa, porém ele jamais seria esquecido ou abandonado, mesmo naquela situação.

A segunda pergunta poderia ser de Isaque ao seu pai, pois ao vê-lo triste, poderia imaginar que tal situação fosse pela demora do cumprimento das promessas. Qual o motivo de tamanha tristeza? Ele estava indo para auxiliá-lo na administração do sacrifício e para ajudá-lo a provar sua fé e fidelidade a Deus.

Ao chegarem ao local do sacrifício, Abraão deixou os seus moços e o jumento[5], pois seria desnecessário aquele animal de carga, uma vez que tinha somente a lenha para carregar. O cordeiro para o sacrifício estava indo com os próprios pés.

Abraão subiu triste com o filho e atribuiu a ele a tarefa de carregar a madeira para o próprio[6] sacrifício. Que peso, que responsabilidade caíra sobre os ombros daquele jovem. Como o pai via aquela cena? O que imaginava ou o que filme passava rapidamente em sua mente?

Havia chegado o momento de todos os sonhos de Abraão caírem por terra. Se o filho fosse morto, fatalmente seus planos quanto à sua descendência não seriam cumpridos, uma vez que não teria mais filhos para a continuidade.

Diante do altar ergueu o cutelo, mas neste instante ouviu a voz do anjo do Senhor dizendo que não finalizasse o sacrifício, já que ele havia provado que temia a Deus.

Abraão, que chorava ante a atitude que deveria tomar, sorriu, abraçado a seu filho, pelo livramento recebido. Ele subiu com a promessa ao lado e desceu com ela. Não perdeu o foco e sua fé foi honrada.

Sequer teve o trabalho de descer para ordenar que um de seus moços fosse atrás de algum cordeiro para completar o sacrifício. Ele olhou para os lados e não conseguia contemplar nada, mas mesmo assim não se desesperou. Virou-se[7] e viu um cordeiro enroscado entre o mato. Isto prova que Deus sempre está à retaguarda[8], provendo o que precisamos. Bastou esticar a mão e pegá-lo, pronto, o seu serviço sacrificial estava completo.

Jamais conseguiríamos imaginar a alegria[9]. Um sentimento que somente ambos poderiam descrever, em virtude da tensão vivida durante o trajeto e os cruciais minutos que antecederam o sacrifício.

Ter saído da terra de seus pais, para depois ser presenteado com um filho na velhice, que anos mais tarde foi o instrumento usado para provar a sua fidelidade, foram a base da segurança de Abraão para aguardar o cumprimento das promessas.


[1] A fé do pai ajudaria a salvar a vida do filho.
[2] Vide teoria da inversão no capítulo 3.
[3] Abraão deveria deixar no altar o que ele não queria deixar, o filho, que então sairia de seus cuidados e seria entregue para Deus.
[4] Não estava apto (Lc 9.62) a herdar as bênçãos de Deus?
[5] O jumento representava toda a carga negativa que trouxe desde a sua partida. Ele resolveu deixar para que o sacrifício fosse leve e agradável a Deus.
[6] Tal com Jesus que carregou sua cruz, Isaque apareceu no cenário bíblico carregando a lenha para o próprio sacrifício.
[7] Deus sempre provê às nossas costas, nunca na frente
[8] Muitas vezes esperamos as bênçãos de Deus à nossa frente, queremos enxergar.
[9] Um encontro a três. O momento que deveria ser trágico e que fatalmente seria lembrado pela família por todas as gerações seguintes, terminou de forma glorioso.

Por: Ailton da Silva - 7 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Melhores momentos da trajetória do grande patriarca Abraão


Recomendo a leitura deste texto
fonte: Os Patriarcas - coincidências ou repetições da história?

Sobre o projeto divino 
Abraão[1] foi chamado e recebeu a maior promessa de sua vida, a possessão das terras de Canaã, ora habitada pelos descendentes de Cã, filho de Noé.

Abraão, filho de Terá, irmão de Naor e Harã, o pai de Ló. De Ur dos caldeus, ele partiu para Harã e depois para as terras de Siquém. Deixou para trás um passado idólatra[2] e de ignorância, que não foi capaz de manchar a sua chamada. A partir deste momento sua história tomou novos rumos.

Sobre o desafio de acreditar no projeto divino
Ele deveria sair de sua terra, deixar a sua parentela e esquecer definitivamente tudo o que havia aprendido e vivido naquele universo idólatra, uma mudança radical que poucos aceitariam. Creu e saiu primeiro para ver depois, pois a visão das terras se deu após a sua chamada e isto lhe foi imputado por justiça.

A sua jornada seria longa, onerosa, cansativa e, pela fé, pois não fora revelado a ele o local exato, a latitude, longitude, direção e tampouco a duração da viagem, apenas ainda ecoava em sua mente: “largue, saia, vá que eu te mostrarei”. Deus prometeu abençoar ele durante a viagem e garantiu que seu nome seria engrandecido, mesmo que fosse esquecido pelos parentes que ele havia deixado para trás.

Era comum, na época, os pobres ou fugitivos largarem, abandonarem familiares e terra natal, mas ele não era um “João ninguém”, pertencia a uma família importante, somente não imaginava a duração, muito menos as consequências pela sua decisão.

A promessa recebida dizia respeito à posse definitiva daquelas terras, já habitadas por outros povos, que até então não faziam questão ou não reconheciam a sua importância. Em continuidade, teria um filho e geraria uma grande nação, por isto, saiu confiante, largou família, mordomias e, principalmente deixou para trás lembranças idólatras, para peregrinar.

Abraão, a partir do momento que decidiu obedecer às ordens de Deus, experimentou um período de ganhos espirituais, jamais proporcionado a qualquer outro homem, mas antes disto teve que vivenciar as mudanças drásticas no campo familiar, segurança e recursos materiais, pois deixou amigos, parentes e peregrinou por terras desconhecidas. Depois habitou entre os cananeus, pessoas de má fama e por fim enfrentou a fome ao chegar a Canaã, e peregrinou ao Egito. Ele decidiu pela fidelidade e este se tornou o início do grande plano de criação da nação de Israel.

Esta foi uma experiência espiritual inédita em sua vida. Como crer tão de repente em uma mensagem desta natureza? Ele creu e seguiu viagem rumo à terra que lhe havia sido prometida durante as revelações.

Durante a caminhada recebeu novamente a visita de Deus para lhe confirmar a promessa e ratificar o seu desejo de vê-lo longe daquelas terras idólatras. Aquelas revelações serviram para Abraão contemplar aquilo que seria, num futuro bem próximo, o fruto de sua semente, Israel, tudo teria início a partir dele.

Sobre a esterilidade de Sara
Abraão esteve o tempo todo ao lado de uma esposa estéril. O que poderia esperar de bom, principalmente no tocante à continuidade de sua semente? Talvez entre sua parentela pudesse encontrar outra esposa que lhe desse filhos.

Ele habitou como peregrino próspero[6] nas terras de Canaã, mas ainda não havia presenciado a plenitude do cumprimento da promessa de Deus, pois faltava, um filho, para que a partir dele se originasse a multidão de descendentes prometidos.

Ele sabia que Deus honraria as suas palavras, por isso aguardava ansioso o cumprimento das promessas, que se iniciaria com o nascimento de um filho, porém isto seria quase impossível aos seus olhos, pois tanto ele quanto Sara estavam avançados em idade e ainda havia o problema da esterilidade.

O interessante foi o obstáculo criado, por eles, para duvidarem do nascimento de um filho. O fator idade foi, de princípio, uma desculpa para não buscarem a confirmação da promessa de Deus. Seria melhor desacreditarem do que acreditarem no impossível?

O filho que tivera com Agar, a escrava, fruto da impaciência de Sara, não estava nos planos de Deus, tampouco os outros seis que teve com Quetura[7], após a morte de Sara.

Quando se tratava de uma promessa de Deus colocaram obstáculos, mas quando os filhos já não faziam parte do plano Divino, a história se desenrolou sem nenhum problema. Abraão se considerou idoso antes do nascimento do filho da promessa, imagine então com Isaque já no auge dos seus quarenta anos e casado. Agora quem estava com uma idade avançada era o filho e não os pais.

Mesmo assim, ele e Sara não sofreram danos por não terem dado crédito, de princípio, na possibilidade de terem filhos, bem diferente de Zacarias, pai de João Batista, que ficou mudo (Lc 1.18-25).

Sobre Abraão ter saído de suas terras ACOMPANHADO (parte de sua família).
Ele saiu de suas terras acompanhado de seu sobrinho Ló, contrariando a ordem de Deus e cumprindo o determinado pela metade. Talvez o tenha levado por ser filho de seu irmão Harã, que já havia falecido, ou pela simpatia, presteza ou por algum outro interesse familiar, tornando-o seu herdeiro legitimo, até aquele momento, mas isto não seria por muito tempo, pois logo seriam separados por providência Divina. O plano era com ele e sua família e não com os seus parentes.

Foram duas as táticas utilizadas por Deus para efetuar a separação entre tio e sobrinho. A primeira foi a permissão para que houvesse os desentendimentos entre os pastores de ambos, pois a contenda, caso continuasse afetaria o caráter tanto de Abraão quanto de Ló, além do mais, as brigas poderiam abrir oportunidades para os inimigos atacarem. Os dois deveriam ser diferentes dos habitantes daquela terra. Não seria bom para ambos serem coniventes com aquelas desavenças.

A segunda foi uma prática desconhecida pelos humanos, pela qual Deus fez a obra sem deixar sequelas, rancores ou tristezas, consequências inevitáveis de qualquer separação onde ocorra algum tipo de intervenção humana.

O plano de Deus consistia em levá-los para um lugar e dar oportunidade para que cada um escolhesse o seu próprio caminho.

A separação não se deu por brigas, disputas, mas Deus os separou por um ato tão sublime, incompreensível ao nosso entendimento. Eles foram separados pelos olhos.

De um lugar alto contemplaram um vasto território. Se pudéssemos perguntar para Ló o que ele havia visto, naquela oportunidade, certamente diria que esteve diante das belas e verdejantes campinas do Jordão, bem regadas, pelo menos antes da destruição[3]. Era um sinal de prosperidade, riqueza, beleza e bem estar. Seus familiares gostariam da escolha e aprovariam a separação.

E Abraão o que viu? Vegetação rara, rasteira, lugares secos, lagos e rios minguando, sinônimos de dores, tristezas, rancores, angústias, solidão, mentiras, desavenças, problemas e mortes? Ou estava contemplando milagres, providências, misericórdia, operações e grandes intervenções de Deus na sua descendência?

Enquanto um enxergava apenas mato e gostava do que via, pois estava preocupado apenas com o bem estar do seu rebanho, o outro contemplava a promessa, ou seja, a sua descendência, milhares como as estrelas do céu e a areia do mar. Era a continuidade do plano de Deus em sua vida e na sua família. Entre o presente e o futuro Abraão escolheu o segundo.

A prova de que a separação não deixou sequelas entre os dois foi o fato de Abraão ter se levantado com seus criados para resgatá-lo das mãos dos quatros reis que guerrearam contra os reinos daquela região, mas nada que se compare ao clamor que levantou em favor dele, quando soube que Deus destruiria a cidade.

A escolha[4] desastrosa de Ló foi fruto de sua cobiça, pois pensou somente no bem estar de seu rebanho. Em nenhum momento se preocupou com sua família ou demonstrou alguma preocupação.

Seus olhos carnais deram instantaneamente a resposta para o seu coração: “escolha o bonito, escolha a melhor parte”. Ele se mostrou completamente diferente de seu tio.

Ficou com a melhor parte, aparentemente, pois naquele momento e durante algum tempo, realmente foi uma terra vistosa, verdejante, prazerosa, mas como todo resultado de visão carnal é enganosa, não demorou para fosse revelado o verdadeiro lado sombrio daquela região.

O que era feio poderia ficar bonito. O que não agradava, poderia agradar com o tempo. O que provocava choro, poderia ser tornar motivo de alegria, algum dia. Esta era a esperança de Abraão e certamente ele foi motivado a concordar com a escolha do sobrinho. Não questionou.

Ló aceitou a proposta, se tivesse visão espiritual teria preferido viver ao lado do tio. Ele acampou aos arredores de Sodoma e com o passar dos tempos, diante do comodismo, acabou se mudando para a cidade. Ficou com a melhor parte do acordo, mas lá no fundo Abraão gritou: “mesmo na pior parte eu darei e farei o melhor para Deus”.

Mas, no que parecia bom se tornou o principio das dores e o maior sofrimento[5] de sua vida. Neste caminho tão bonito, verdejante, ele perdeu seus bens, prováveis amigos, esposa, ficou distante do seu tio, o seu melhor amigo, suas filhas corromperam o caráter e por fim, para completar, ele viu surgir na humanidade as duas nações que se tornariam inimigas do povo de seu tio. A escolha de Ló foi um verdadeiro desastre. Poderia ter pensado melhor antes de tomar aquela decisão.

Anos mais tarde a história se repetiu e novamente estavam as descendentes de Abraão e Ló frente a frente e diante de uma decisão dura que mudaria a vida delas. Noemi e Rute, respectivamente, uma querendo devolver aos moabitas a nora e a outra desejando ardentemente se tornar propriedade do Deus de Israel. Nesta ocasião, a falta de visão que faltou a Ló sobrou para Rute que tomou a melhor decisão de sua vida, quando optou pelo Deus de Israel.

Sobre a grande nação feita a partir de Abraão.
As promessas foram para Abraão, para seus descendentes e todas as futuras gerações, os quais foram comparados às estrelas do céu, pois seriam muitos e benditos por esta aliança irrevogável. A bênção se estenderia, anos mais tarde, para todas as famílias da terra, tão logo Israel fosse reconhecido como povo exclusivo e nação de Deus.

O plano divino da eleição de Israel consistia em sofrimentos, mentiras, tristezas, brigas, pesares e principalmente em separações.

O reconhecimento como grande nação, povo seleto, custaria caro aos patriarcas, não seria fácil chegarem a este estágio, por isso fora imputado por justiça a Abraão o fato de ter crido com veemência nas promessas de Deus, logo de princípio. O caminho seria longo e difícil, mas recompensador.

Esta foi a promessa[9] feita a Abraão, a qual garantia, a partir dele, o surgimento de uma grande nação, mas ele não viu em vida o cumprimento de tudo aquilo, mesmo porque como seria possível, já que estava ao lado de uma mulher estéril?

Foi tirado do local onde tinha certa garantia de futuro. Aprendeu a viver na dependência de sua fé, essencial para o surgimento de uma nação forte, invencível e inabalável. Saiu pelo deserto sem mapa, sem pista, um verdadeiro desafio e com paciência alcançou a promessa (Hb 6.15).

Sobre o engrandecimento do nome de Abraão
Abraão creu nas promessas de Deus mesmo que parecessem absurdas, já que nunca havia passado por algo semelhante em sua vida espiritual, dando assim vazão à sua fé que não era baseada somente na emoção. Conforme as ordens, recebidas, largou tudo e seguiu para uma terra, que foi revelada bem depois.

O período compreendido entre a chamada, lá em suas terras, e a confirmação foi capaz de desanimá-lo, mas não de tirar suas forças ou minar sua fé. Nascia então um dos patriarcas de Israel, o primeiro, de um grupo de cinco homens portentosos, usados nas mãos de Deus para iniciar e continuar o plano de criação de uma nação santa, um povo.

O que dizer então do tempo entre a promessa feita a Abraão e o cumprimento nos dias de Moisés?

A maior prova de Abraão foi quando Deus pediu em sacrifício o seu unigênito. Sua fé não era receber outro filho no lugar de Isaque, mas sim um livramento. A sua oração durante o caminho foi mais ou menos assim:

“Que Deus é este? Ló, meu sobrinho, está longe, Ismael, eu despedi há algum tempo, além do mais é filho da serva e não da promessa. Eu e Sara estamos avançados em idade, já rimos da primeira vez, imagine agora. Então como o seu plano, Deus Todo Poderoso, se cumprirá na minha semente se Isaque for sacrificado? Como serão tantos como as estrelas do céu? Como herdarão as promessas, que eu tenho certeza que não terei acesso, devido a minha idade”?

Não tinha como Deus não atender uma oração com tamanho quebrantamento. Por este pedido enxergamos Abraão como o primeiro patriarca de Israel, o pai das multidões. Ele creu e isto lhe foi imputado por justiça. Quem poderia desabonar a sua vida?

Abraão, o amigo de Deus, pai da fé e de uma grande multidão, o grande patriarca de Israel, que teve o seu nome perpetuado e respeitado através dos tempos em várias nações.

O primeiro patriarca foi resgatado de sua vã maneira de viver e, pela fé, guiado para uma terra que, sequer imaginava, mas que lhe seria mostrada com o tempo. Largou tudo e partiu rumo ao cumprimento das promessas.



[1] Deus trocou o nome de Abrão para Abraão (Gn 17.5) e implantou no coração dele a sua intenção.
[2] Passado idólatra da família do patriarca Abraão, atestado por Josué (Js 24.2).
[3] Antes da destruição de Sodoma e Gomorra (Gn 19.24).
[4] Ló fez a sua escolha e separação do tio foi inevitável. Anos mais tarde a história se repetiu com Rute, a moabita, descendente de Ló, que diante da mesma situação preferiu continuar junto e não se separou de sua sogra Noemi.
[5] O bonito ficou feio, a riqueza se perdeu ante a destruição de Sodoma e Gomorra. (Gn 19.24-38).
[6] De que valia Abraão ter tudo na vida se lhe faltava um herdeiro. Os herdeiros espirituais estavam garantidos, o problema era a herança material.
[7] Abraão com Quetura tiveram seis filhos (Gn 25.1).
[8] Peregrinação, escravidão, aflição. Depois retornariam para Canaã (Gn 15.13-16).
[9] A promessa feita a Abraão geraria a ele uma bênção de alcance global.

Por: Ailton da Silva - 7 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Lição 2 - Slides (Recordando)

I - Provisão Divina em um mundo caótico
1 - A provisão de Deus no deserto






2 - A PROVISÃO DE DEUS PARA ELIAS EM QUERITE




















Por: Ailton da Silva - 7 anos (Ide por todo mundo)