sábado, 1 de janeiro de 2022

Elias, o profeta da chuva e do fogo. Capítulo 3

A SECA: O PRIMEIRO PROBLEMA 

Elias, impulsionado pelo Espírito de Deus, se apresentou ao rei Acabe e declarou que não haveria orvalho e chuva naqueles anos. Que coragem para entregar o prenúncio do caos que viria sobre a nação, ainda mais sendo quem era o destinatário principal, o apóstata rei. Como de costume não rodeou e não passou a mão na cabeça de ninguém.

Israel estava vivendo dias difíceis, principalmente após o aparecimento repentino de Elias com sua mensagem sobre o fechamento do céu (I Rs 17.1). A situação espiritual que já era caótica, desde a divisão do reino, atingiu níveis alarmantes e intoleráveis naqueles dias.

A idolatria alastrou-se e bezerros de ouro foram adorados em Dã e Betel. Em Samaria havia um templo dedicado a Baal e postes-ídolos espalhados por todo o reino.

Os sacerdotes de Baal passaram a dominar a vida religiosa de Israel e um dito tornou-se popular: “Baal vive e YAHWEH já não existe mais”.

Neste cenário idolatra surgiu Elias, como um porta-voz de Deus. Sua primeira missão foi se apresentar ao rei Acabe para lhe informar sobre a seca iminente e para dizer que o único e verdadeiro perturbador de Israel era ele próprio e não o profeta (I Rs 18.18).

Segundo Elias, toda aquela situação era resultado do pecado descontrolado da casa real. O profeta apontou o erro do Reino do Norte, que teria um custo muito alto.

A longa seca predita pelo profeta Elias teve seu cumprimento ainda naqueles dias (I Rs 17.1,2; 18.1,2) e foi citada em o Novo Testamento (Lc 4.25; Tg 5.17).

A seca, um fenômeno climático e imprevisível, acabou sendo algo previsível e anunciado. Não era um fenômeno simplesmente meteorológico, mas profético.

Esta foi uma das armas que Jeová se utilizou para punir um povo desviado. A força da natureza voltou-se contra os homens rebeldes. Este fato revelou a soberania de Deus, não somente sobre a história, mas também sobre os fenômenos naturais.

E não haveria água, riqueza, colheita, prosperidade, alegria, disposição e coragem, pelo menos enquanto estivessem dobrando seus joelhos a Baal, enganados pela rainha e seus profetas.

O lado bom desta disciplina é que ficariam livres dos ladrões, que certamente não apareceriam para roubar suas colheitas, como aconteciam nos áureos tempos dos juízes (Jz 6.3-4).

A crença, na época, era que Baal, o deus da fertilidade, possuía o controle sobre todos os fenômenos naturais, mas durante os três anos e meio de seca (Tg 5.17), esta divindade não foi capaz de enviar sequer uma gotinha de água sobre seus adoradores.

Após a entrega da profecia sobre a seca, o profeta Elias despareceu de cena, seguindo corretamente as instruções de Deus, por isto o rei Acabe convocou uma força tarefa para procurá-lo, mas foi em vão. Nem mesmo os melhores serviços de espionagens poderiam encontrá-lo. Nem mesmo se o rei tivesse distribuído cartazes de "procura-se[1]", vivo, morto ou arrebatado.

continua...


[1] Elias estava sendo procurado naquele tempo, vivo ou morto. Hoje ele está sendo procurado também, vivo, morto, pois foi arrebatado. 

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

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