Mostrando postagens com marcador Mensagens entregues. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mensagens entregues. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de setembro de 2014

AILTON SILVA - ALGO A MAIS DA PARTE DE DEUS (PARTE 4) - A BREVE INTERRUP...

Mensagem: Algo a mais da parte de Deus (parte 4)
A breve interrupção no ministério de Moisés



Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

domingo, 11 de maio de 2014

sábado, 26 de abril de 2014

Ailton Silva - o Templo era o segundo, mas a glória era a mesma




Mensagem 88:
O TEMPLO ERA O SEGUNDO, MAS A GLÓRIA ERA A MESMA

1) INTRODUÇÃO
O templo foi reconstruído em Jerusalém, mas não tinha a mesma opulência do anterior construído por Salomão com materiais faraônicos, presenteados ou comprados por bom preço. As melhores madeiras cortadas pelos melhores lenhadores da região, e pedras trazidas e trabalhadas por trabalhadores que foram bem recompensados.

A reconstrução do Templo antes dos muros e portas, através do trabalho de Neemias, reforça a ideia da necessidade de nos preocuparmos primeiro com as coisas de Deus, pois certamente Ele fará com que o material tenha o seu desenrolar a contento. Por outro lado nos prova também que qualquer trabalho de reconstrução, material ou espiritual, será próspero, desde que Ele esteja na frente.

Nove dos profetas menores falaram acerca do comportamento social, religioso, salvação, arrependimentos reinos (Judá e Israel) do reino e dos vizinhos, entre outros assuntos, mas Ageu, Zacarias e Malaquias revelaram o descaso do povo com o Templo. Eles somente se preocupavam com suas casas e viraram as costas para Deus.

2) A ORDEM PARA O RETORNO E RECONSTRUÇÃO
O rei Ciro autorizou o retorno (2 Cr 36.22-23) dos então agora judeus, já que as 10 tribos que compunham o reino do norte havia desaparecido, que se empenharam na reconstrução do Templo. Este rei muito se alegrou com a menção de seu nome nas profecias (Jr 29.10; Is 44.28) por isto não hesitou em permitir o retorno, até mesmo ofertou algo para ajudar na reconstrução.

3) INÍCIO DOS TRABALHOS – A RECONSTRUÇÃO DO ALTAR
Havia ainda naqueles que retornaram e no remanescente que não fora levado para o exílio o medo de seus vizinhos e de novos ataques, portanto logo se prontificaram a reconstruírem o altar a fim de sacrificarem a Deus para se mostrarem dignos de sua proteção. Poderiam correr o risco sério de atiçarem seus inimigos, quando os vissem reconstruindo sua maior riqueza espiritual, o Templo, mas não se preocuparam com a visibilidade da obra. Os muros e portas seriam reconstruídos em seqüência. Eles se preocuparam com as coisas espirituais (ED 3.3) para depois se preocuparem somente com suas casas

4) PROMESSA DE GLÓRIA (IMPAR, ÚNICA, IMUTÁVEL E NA MESMA PROPORÇÃO)
O primeiro Templo foi construído com materiais importados, especiais. O segundo seria então reconstruído com ofertas recebidas dos vizinhos, por ordem do rei Ciro e por riquezas internas e principalmente pelo vigor e presteza do povo, mas a promessa era a mesma, confirmada por Ageu (2 Cr 7.16, cf Ag 2.9).

5) A GLÓRIA DA SEGUNDA CASA SERÁ MAIOR QUE A PRIMEIRA
A segunda casa não teve o mesmo brilho e opulência da primeira, mas logo no inicio da reconstrução fez os mais idosos chorarem de alegria e saudade ao verem os fundamentos do Templo (Ed 3.12-13). A promessa dizia respeito a mesma glória, o diferencial estava na forma como seria buscada. Ela seria maior, pois os adoradores deveriam buscá-la de uma forma especial e intensa. Isto culminaria com Glória de Deus que entraria naquele edifício, o Filho de Deus tabernaculado, encarnado.

6) AS GLÓRIAS DAS SEGUNDAS CASAS
Para o homem o importante sempre será o segundo ou o atual:
  • Nossas segundas ou atuais casas são melhores que as primeiras ou anteriores;
  • Nossos segundos ou atuais carros são melhores que os primeiros ou anteriores;
  • Nossos segundos ou atuais templos são melhores que os primeiros ou anteriores;
  • Nossas segundos ou atuais empregos são melhores que os primeiros ou anteriores.

Mas para Deus esta regra não se aplica, pois o segundo Templo não foi melhor que o primeiro. A glória manifestada no primeiro não foi maior que a manifestada no segundo, muito pelo contrário, pois o que deveria ser manifesto não era a glória maior ou menor e sim a vontade e o desejo de buscarem a Deus.

7) CONCLUSÃO

O primeiro templo foi construído por Salomão, destruído por Nabucodonor e foi reconstruído com a ajuda e trabalho do trio de ferro (Zorobabel, Esdras e Neemias), mas em nada o resultado da reconstrução pode comparar o segundo edifício com o primeiro, no entanto a promessa de Glória, da parte de Deus ainda era a mesma.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Mensagem 100: A frustração de Ezequiel

Mensagem entregue na Assembleia de Deus, setor (Álv. Machado-SP). Campanha: vivendo o extraordinário de Deus.

"Abaixe o som da rádio Resgate Net no respectivo botão abaixo", na seção parceiros




A FRUSTRAÇÃO DE EZEQUIEL
O SACERDOTE SEM TEMPLO

1) Trigésimo ano e quinto ano do cativeiro:
Ezequiel completou 30 anos e estava no quinto ano de cativeiro. Era a idade mais aguardada. Se estivesse em Jerusalém seria consagrado para o sacerdócio no Templo (cf Nm 4.3), mas ali na Babilônia não poderia desempenhar seu trabalho levítico. Frustrado sim, mas sozinho não, pois Deus não havia abandonado ele.

2) Sacerdote ou Profeta
Ezequiel queria muito assumir sua posição de sacerdote, mas este não era o plano de Deus para a sua vida. Como sacerdote ele levaria o homem ate Deus, o que era somente faixada, exterior, pois não havia arrependimento por parte do povo.

Como profeta, ele levaria Deus até aos homens, então a conversa seria diferente. Os ministérios eram completamente opostos, porém cada qual tinha a sua importância e utilidade na época.
                                 
3) O trio de ferro:
Deus levantou três profetas na época:
  • Jeremias em Jerusalém (Jr 29), que demonstrou preocupação com os cativos na Babilônia. Ele havia ficado com aqueles que não foram considerados aptos para produzirem na corte babilônica;
  • Daniel desempenhou seu trabalho profético na corte babilônica;
  • Enquanto isto entre os cativos esteve Ezequiel, o sacerdote sem templo e sem sacrifícios.
4) Os céus abertos e as visões de Deus
Céus abertos e visões de Deus: mesmo diante das visões houve em seu coração uma frustração, pois não estava em Jerusalém trabalhando como sacerdote no Templo. Mas este acontecimento serviu para atestar seu ministério profético e inclui-lo no trio de ferro.

5) O sacerdote sem Templo e sem sacrifício:
Deus precisava de um profeta entre os cativos. Ezequiel não ficaria sem ministério, mas ele precisava da chamada.

6) Deus não frustra planos:
O sacerdote sem ministério aguardou com ansiedade o dia da consagração, mas quando este dia chegou não havia mais templo ou muito menos serviço.

O mesmo aconteceu com Moises que aguardou ansioso a entrada na Terra Prometida. Ele não entrou (Dt 3.23-26), porém não ficou na frustração, pois a contemplou com os próprios olhos (Dt 34,4)

7) CONCLUSÃO
Ezequiel quando completasse a idade poderia ser consagrado ao sacerdócio, porém quando este dia chegou ele estava entre os cativos na Babilônia. O templo e os serviços levíticos não existiam mais. Deus se revelou a ele para confirmar sua chamada profética e junto com Jeremias, que estava em Jerusalém e Daniel que estava na corte, formou o trio de ferro profético.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Mensagem 66: Já que fizeram tanta questão da terra do passado, então não herdarão as terras do futuro


INTRODUÇÃO
Nunca diga que os dias passados foram melhores que os atuais, pois não foram (Ec 7.10; Is 43.18). O passado deve servir de experiência, o presente deve ser vivido e o futuro deve ser aguardado. Israel nos ensinou muito, com seus erros, uma vez que fizeram tanta questão de lembrar do Egito (passado), que não viveram o deserto (presente) e não herdaram Canaã (futuro).

a) Israel mentiu no deserto:
Quando sentiram que a situação não lhes era favorável eles mentiram, para argumentarem e fundamentarem as suas insatisfações:
  • Quando estávamos junto às panelas de carne e quando comíamos pão até nos fartar (Ex 16.3). Mentira!
  • Quando comíamos peixes, pepinos, melões, verduras, cebolas e alhos (Nm 11.5). Mentira!
  • Seria melhor servirmos aos egípcios (Ex 14.12). Mentira!

b) Os únicos que usufruíram das riquezas do Egito:
Os únicos que usufruíram das riquezas do Egito, enquanto estavam lá, foram aqueles que fizeram parte da geração que subiu com Jacó, 66, 70 ou 75 almas (Gn 46.26, 27; Ex 1.5; At 7.14). Eles conheceram a fartura, pois habitaram na melhor região do Egito (Gn 47.11).

c) A lembraram do passado e a reclamação do presente interferiram no futuro de Israel (Nm 14.28-30)
Lembraram por tantas vezes do passado, murmuraram no presente, pois não aceitaram a situação, por isto perderam o direito de entrarem na terra do futuro (Canaã). Foram 38 anos para que aquela geração de murmuradores fosse consumida (Dt 2.14), um a um. Deus sabia muito bem que eram os de vinte anos para cima que, naquela ocasião, perderam o direito a benção. Ele estava no controle da situação, não tinha como alguém mentir.

d) Israel havia perdido a noção do tempo:
Foram cerca de 430 anos de permanência no Egito, dos quais a grande maioria foi no regime de escravidão (Ex 12.41 cf Gn 46.5-6), longos anos de sofrimento. Depois foram 40 anos de caminhada no deserto, que parecia não ter fim (Nm 14.33-34; Dt 2.7; 8.2-4; 29.5; Js 5.6; At 7.36).

e) Conclusão:
A caminhada no deserto serviu para serem provados, mas eles não entenderam desta forma, não aceitaram e optaram pela reclamação. As lembranças do passado atormentaram o presente e influenciaram no presente deles.

Por: Ailton da Silva - Ano IV

quinta-feira, 14 de março de 2013

Mensagem 102: O homem que foi atropelado pela alegria. Pela alegria dos outros

INTRODUÇÃO
Eliseu foi acusado pelo caos instalado em Samaria, diante do cerco sírio (2 Rs 6.24,31), tal como seu mestre Elias fora acusado por Acabe da seca sobre Israel (1 Rs 18.17). Ele entregou uma mensagem de benção para a cidade, mas um capitão desacreditou e zombou, perdendo o direito de usufruir da benção. Mas um outro homem também agiu da mesma forma que este capitão e não foi punido. Porque Deus não puniu o segundo como puniu o primeiro? Ele tem 2 pesos e 2 medidas? O outro estava na sua presença, fazia parte de seu povo, portanto tinha direito a erros, enquanto o outro não? Deus não tem o culpado por inocente, mas será que as vezes Ele considera inocente o culpado? (cf Na 1.3).

1) PALAVRA DE ELISEU E A ZOMBARIA DO CAPITÃO. PROMOÇÃO À VISTA
“Amanhã a este tempo a benção será grande”. Para quem estava pagando 80 barras de prata por uma cabeça de jumento e 5 barras de prata por ¼ de esterco de pomba (2 Rs 6.25), certamente se alegria quando desembolsasse apenas 1 barra de prata por 3½ do melhor trigo e 1 barra de prata por 7 kilos de cevada (2 Rs 7.2 – NTLH).

Se cressem e esperasse em Deus a diferença seria gritante. O melhor trigo seria trocado pelas cabeças de jumento, mas se esperassem até amanhã (Js 3.5), mesmo que a fome fosse naquele dia, Deus não abreviaria o tempo da benção. A única coisa que deveriam fazer era esperar, pois Deus tinha coisas grandes para eles.

a) Reação do capitão
“Eis que se Deus abrisse as janelas do céu, poder-se-ia fazer isto”? Zombaria, cansaço, descrédito ou não queria mudança da situação?

b) Resposta do profeta:
A resposta foi no ato, no mesmo instante, tal como Amós (Am 7.12-17). “Eis que verás com os teus olhos, porém daí não comerás” (2 Rs 7.2), mas porque não usufruiria?
  • Ficaria parado, transformado em estátua de sal (Gn 19.26), enquanto os outros correriam para a benção;
  • Teria seus olhos arrancados, após a visão, a ponto de não poder correr atrás da benção como os demais, tal como Sansão (Jz 16.21), que gostava tanto de ficar apreciando a beleza das filhas dos filisteus (Jz 14.3, p. final). Justamente esta foi a sua primeira perda quando caiu nas mãos do inimigo, a visão;
  • Ou teria seus olhos arrancados tal como os do rei Ezequias, que havia interpretado de forma equivocada uma profecia de Ezequiel (Ez 12.13);
  • Ou morreria atropelado pela alegria do povo diante de mais uma benção recebida da parte de Deus (2 Rs 7.17).
2) A DÚVIDA DE MOISÉS (Nm 11.22)
Moisés estava cansado diante da dureza do coração de Israel, mas ainda se mantinha fiel a sua missão, porém, em um momento de bobeira, ele duvidou que Deus pudesse dar carne suficiente para aquela multidão comer durante um mês inteiro.

Qual foi a diferença deste seu erro para aquele que cometeria dias depois? Em vez de falar à rocha, ele a feriu por duas vezes (Nm 20.11-22), o qual trouxe graves conseqüências para ele, já que por isto perdeu o direito de entrar na terra prometida. Aliás se quer pode questionar a Deus sobre o assunto (Dt 3.23-26).

a) Resposta de Deus para Moisés
Porque Deus também não disse a Moisés, quando ele duvidou da carne, que ele somente veria com os olhos, mas que não comeria, assim como diria ao capitão?

Moisés foi punido, não por duvidar da carne abundante, mas sim por ferir a rocha 2 vezes e tal como o capitão, ele viu com os olhos a benção de Deus (Dt 34.1-5) e ali mesmo morreu, não podendo usufruir da benção com todo aquele povo. Ele sabia muito bem porque havia perdido aquela benção, pois declarou em alto som, para que todos ouvissem “porém o Senhor indignou-se muito contra mim por causa de vós” (Dt 3.26).

CONCLUSÃO
Deus não tem o culpado por inocente, seja ele quem for. O capitão duvidou que Deus pudesse trazer sobre a cidade mantimentos conforme a profecia de Eliseu, da mesma forma que Moisés não acreditou de principio ao ouvir do próprio Deus que mandaria carne para o mês todo. A diferença nos dois episódios é que o segundo quando viu a benção se aproximando tratou logo de se retratar, sabia que havia falado besteira, mas um dia a sua hora chegaria. Ele foi punido por um erro seu

Por: Ailton da Silva - Ano IVPor: Ailton da Silva - Ano IV

quinta-feira, 7 de março de 2013

Mensagem 76: O vai e vem de Elias. Uma das maiores revelações de todos os tempos


INTRODUÇÃO
Elias estava desanimado, deprimido, triste e havia pedido até mesmo a morte, tudo isto devido a situação provocada por ele mesmo (1 Rs 18.46). A fuga era a única solução. Deus, o socorro bem presente na hora da angustia (Sl 46.1), nunca o abandonou. Deus não havia desistido do profeta, ainda tinha muito por fazer através da instrumentalidade daquele homem.

A única exigência de Deus para continuar usando Elias foi que ele se dirigisse a Horebe, o monte de Deus, para que lá fosse renovado. A expectativa no coração do profeta foi grande, pois imaginou, durante o caminho, o que lhe esperava naquele lugar. O que Deus poderia fazer de tão especial que pudesse restaurar suas forças e alegrar seu coração temeroso?

a) Vá:
  • Vá a Acabe – e diga que não choverá, EU cumprirei (1 Rs 17.1). Serás honrado como profeta diante do povo;
  • Vá ao Querite – porque já ordenei que os corvos te sustentem (1 Rs 17.3-4). Serás sustentado enquanto todo Israel estará padecendo com a seca, mas cuidado com o ribeiro, ele seca, mesmo que não falte alimento, o ribeiro seca (1 Rs 17.7);
  • Vá a Sarepta – porque já ordenei que uma viúva te sustente – (1 Rs 17.9). Tanto para você quanto para ela nunca faltará;
  • Vá a Acabe - e diga que choverá, EU cumprirei (1 Rs 18.1). Proclame a aproximação da benção, mas não sente na mesa de Jezabel, como os profetas delas costumavam fazer;
  • Vá ao Carmelo e desafie os falsos profetas, Eu te honrarei (1 Rs 18.38). Não temas, ore, espere e confie;
  • Vá pelo caminho do deserto de Damasco para ungires dois reis (Síria e Israel) e outro profeta em seu lugar (1 Rs 19.15-16);
  • Vá a Horebe, o monte de Deus – PORQUE SERÁ CUMPRIDO O SEU CAMINHO (1 Rs 19.7-8). Não tinha promessa e a única certeza era a distancia, mui comprido.
b) O caminho é longo, mas o que Elias ouviu de Deus compensou o esforço:
Deus jamais pediria para Elias enfrentar aquela distancia, cerca de 400 km, somente para dizer que havia em Israel um casal que desejava a sua morte. Isto ele sabia. Tampouco o levaria tão longe somente para dizer que Israel havia apostatado, isto também estava patente aos olhos humanos.

Elias, durante o caminho, clamava: “Deus fale comigo, mas fale algo novo, estrondoso, algo que possa me colocar de pé novamente, me estruturar, renovar minhas forças, alegrar meu coração. Fale algo diferente”. A revelação seria grandiosa.

O que Deus disse a Elias foi tão profundo, edificante, tremendo, que aquele homem logo se colocou de pé e voltou a ativa. Algo nunca visto até então. O seu coração se alegrou, suas forças voltaram e o medo foi embora (1 Rs 19.19; 19.17-27). Elias voltou a ser o Elias de antes.

c) A maior revelação bíblica de todos os tempos
O que Elias ouviu, de boca aberta, foi capaz de colocá-lo em pé novamente. Deus um salto, ergueu as mãos para o céu e adorou a Deus. Qual foi a revelação? “Você não está só, Eu ainda tenho 7000”. Como uma Palavra tão simples transformou a vida daquele homem. Que alegria ao ouvir isto! .

Deus havia trazido Elias de longe para revelar-lhe algo que ele não imaginava, não acreditava (1 Rs 19.14). E aquela missão tripla, seria uma espécie de honra pré-arrebatamento, para aquele que estava acostumado a repreender rei infiel, agora ele ungiria aquele que colocaria um fim na “perturbadora de Israel” (2 Rs 9.30-35), apesar que a unção de Jeú, foi realizada por Eliseu (2 Rs 9.60).

e) “Vem’ – para os braços do Pai
Até então Elias havia ouvido somente “vá” , mas chegou o momento que ele ouviu o “vem” de Deus e não suportou o chamado. Foi correndo. A recompensa pela sua fildelidade (2 Rs 2.11). Realmente o caminho dele é longo (Mc 9.4-5; Ap 11.-12). Inclusive as duas testemunhas do Apocalipse, a qual ele é uma, subirão ao céu depois de ouvirem o “vem” de Deus.

CONCLUSÃO
Deus não havia desistido de Elias e tampouco seu ministério havia chegado ao fim. Ele precisava de mudança, uma transformação e somente Deus poderia fazer algo. A ordem era para se apresentar em Horebe. Ele cumpriu e foi renovado, pois ali, no mesmo lugar que Moisés houvera conhecido Deus e recebido a Lei, Elias recebeu a maior revelação já entregue a um homem. 

Por: Ailton da Silva - Ano IV

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Mensagem72 - Enganados pelos olhos, coração e poder

INTRODUÇÃO
Quantos homens de Deus foram enganados pelos olhos, coração e poder durante suas trajetórias? Batalhas foram perdidas, sofrimento em toda a nação, uniões e casamentos mistos que provocaram muito choro. Aquilo que parecia ganho, se tornou perdas irreparáveis. Tudo isto poderia ser evitado se dessem ouvidos a pessoas certas ou se não aceitassem conselhos errados. O certo é que pelo erro de uns, que pensaram que os outros não seriam atingidos, muitos pagaram, sofreram e até mesmo morreram.

1) ENGANADOS PELOS OLHOS:
a) Acã, olho gordo (Js 7.1-26):
Israel conheceu sua primeira derrota vergonhosa e Josué não se conformou com aquela situação (7.6-9). Buscou e recebeu a resposta, mas Deus contou somente o “milagre” e não o “santo” (7.11).

Depois revelou a trilha do erro, pois o pecado estava em uma das tribos, em uma das famílias e em um homem (7.14), mas a ação para descobrir o culpado deveria ser de Josué (7.15). Lançaram sorte sobre as tribos e caiu sobre Judá (7.16), depois separaram a família de Zerá (7.17) até chegarem a Zabdi (7.18), para então encontrarem oulcpado pela derrota, Acã (7.18). Não adianta esconder, pois Deus trilha o caminho certo para revelar o erro (Mt 10.26).

b) A confissão:
Acã, ao ser revelado, imaginou que seu erro seria perdoado se somente desse “glória ao Senhor”, confessando publicamente seu erro e devolvendo, posteriormente e envergonhado, os objetos escondidos, produtos de furto.

A capa, a prata, o ouro, as tendas o rebanho, a família, foram apedrejados , queimados a fogo no vale de Acor, que se tornou vale de maldição para os israelitas nunca mais esquecerem, até que o profeta Oséias profetizasse a benção sobre aquele lugar (Os 2.15). Depois Israel pelejou novamente contra a cidade Ai e saiu vitorioso.

c) Os perdedores da história:
  • Uns 3000 homens envergonhados no primeiro round (7.4);
  • 36 que foram feridos pelos homens de Ai;
  • Josué que ficou indignado com aquela vergonhosa derrota (7.9);
  • A tribo de Judá, envergonhada diante das outras pelo erro de um homem (7.17);
  • A família de Zerá e a casa de Zabdi (7.17-18);
  • O ladrão Acã (7.19);
  • A família de Acã (7.24-25).

Outro personagem enganado pela olhos foi o rei Saul que contrariou a vontade de Deus, expressa pela instrumentalidade de Samuel (1 Sm 15.3). Ele não obedeceu totalmente as ordens e preservou o que considerou de melhor do inimigo (15.8). Amaleque, o primeiro povo que se opôs a Israel logo na saída do Egito (Ex 17.8), que naquela ocasião ficaram sabendo que a guerra seria entre eles e Deus (Ex 17.14-16).

Os perdedores neste erro de Saul foram ele próprio, que perdeu o reinado (15.28), ficou atormentado (16.14) e a nação que ficou sem um verdadeiro governante (18.29), que somente procurava ocasião contra Davi e esqueceu dos seus súditos.

2) ENGANADOS PELO CORAÇÃO:
a) 1ª mulher estranha de Sansão (Jz 14.1) – a mulher do 7º dia (14.17):
Na terra dos filisteus, Sansão se afeiçoou a uma mulher filistéia, a primeira, e pediu aos seus pais que a tomassem por mulher a ele. Não havia mulher entre as filhas de seus irmãos? Precisava buscar entre os filisteus (14.3)? Ele queria aquele e ponto final, pois ela agradava os seus olhos. Foi ela que iniciou os seus problemas após a descoberta de seu enigma.

b) 2ª e 3ª mulheres de Sansão
Desceu a Gaza, fortaleza indefesa dos filisteus (cf 16.3) e se envolveu com uma prostituta (16.1). Depois se afeiçoou a Dalila (16.4). O seu tormento, aquela que o fez dormir entre os joelhos para que um outro homem rapasse a sua cabeça (16.19).

c) Eu sou forte – sei o que estou fazendo
Se julgava forte o bastante para suportar a mistura com os filisteus? Matou um leão (14.6), arrancou o portão da cidade fortaleza indefesa de Gaza (16.3), ateou fogo na seara dos filisteus (15.4-5), matou 30 asquelonitas, que não tinham nada a ver com a história (14.19), feriu 1000 homens com uma queixada de jumento (15.15), mas não resistiu aos encantos da mulher do 7º dia, que revelou seu enigma para os convidados. Sua força nos braços não foi párea para os encantos e pedidos femininos (14.17; 16.16-17).

d) Os perdedores da história
  • A família de sua primeira eposa (15.6);
  • A tribo de Judá (15.9-10);
  • Sansão, que perdeu seus olhos (16.21) e sua vida (16.31).

3) ENGANADOS PELO PODER:
a) Davi – o peixe que morreu pela boca (2 Sm 11.1)
O seu exército fez o que ele mandou, foi para a guerra (Sm 11.1), porém ele ficou em Jerusalém e teve uma visão (Sm 11.2), que perturbou sua mente e vida.

Como era a autoridade máxima da nação, mandou chamar a mulher, Bate-Seba, casada com Urias, o heteu, e pecou. Não bastasse isto, mandou chamar o marido, ordenou que ele fosse a sua casa, para a sua esposa, na tentativa de encobrir a paternidade (11.11) da criança que nasceria, mas diante da recusa do fiel soldado, o rei reenviou-o ao combate para ser morto na linha de frente (11.15).

b) Os perdedores da história:
  • Davi, que enfrentou a revolta de Absalão (15.6);
  • Davi diante da vergonha prevista na profecia de Natã (11.12);
  • Davi, quando soube do incesto cometido por Amnon (13.11);
  • Davi, quando soube do assassinato de Amnon, planejado por Absalão (13.29);
  • Davi, ao fugir para proteger Jerusalém do revoltoso Absalão (15.14);
  • Davi, ao ser envergonhado por Absalão, diante dos olhos de todos (16.22);
  • Davi, quando soube da morte de Absalão (18.33);
Ou seja, todos perderam, Davi, filhos e nação.

4) CONCLUSÃO:
Os olhos podem não ser puros (Mt 6.23; I Jo 2.16), o coração pode até condenar (I Jo 3.21) e o poder pode até corromper homens, mas o certo é que podemos ser derrotados por estes instrumentos, antes devemos usá-los a fim de progredirmos, agradarmos a Deus e ansiarmos pela nossa recompensa maior (I Co 2.9; cf Mt 28.18).

Por: Ailton da Silva - Ano IV

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Mensagem 65: O povo que quase perdeu a benção, logo nos primeiros dias da caminhada


INTRODUÇÃO
Israel foi ouvido por Deus e recebeu a libertação. Enquanto estavam no Egito não representavam perigo para ninguém, a não ser para os próprios egípcios. Nenhuma outra nação os reconhecia como povo, mas quando iniciaram a caminhada no deserto, todos ficaram espantados com as ações de Deus em seu favor.

1) Quem eram eles:
  • Numerosos temidos pelos opressores, sem território (Ex 1.7-9)

2) Situação espiritual antes da chegada de Moisés
  • Não conheciam a Deus (EX 3.13)

3) Não eram merecedores:
  • Não faziam por onde e nunca demonstraram nenhuma ação pela qual pudessem ser salvos (Ef 2.8);
  • Mas Deus se lembrou deles (Ex 2.24), sombra da graça.

4) Situação espiritual antes da saída:
  • Comemoraram (Ex 12.10, 28) a libertação antes de saírem demonstraram muita fé “A páscoa era o feriado que celebrava a libertação de Israel Egito. A celebração da páscoa destinava a lembrar da noite em que o Senhor ignorou a casa dos israelitas”. (Ex 12.1-3, 6, 11 – nota de rodapé da BAP). Para saírem do Egito, Deus não estabeleceu condição nenhuma, pois seria uma benção incondicional, já para entrarem em Canaã a conversa seria outra (cf Nm 14.22-24).

5) Quase perderam a benção logo nos primeiros passos:
Devido aos acontecimentos, logo após a saída do Egito, quase perderam a benção. Se comparados aos quase 40 anos que peregrinaram no deserto (Js 5.6) os primeiros dias foram tenebrosos. Havia muita mistura (Ex 12.38). Religiosamente não havia diferença entre hebreus e outros povos, eles mal acabaram de conhecer a Deus.
  • Eles deveriam calar-se, mesmo assim murmuraram (Ex 14.14);
  • Se continuassem falando bobagens poderiam voltar ao Egito, como desejaram algumas vezes (Ex 14.12; 16.3; Nm 11.5 – as 3 maiores mentiras de Israel no deserto);
  • Se voltassem, o sofrimento seria maior, pois o Egito vingaria os mortos, as pragas e os prejuízos materiais pós pragas.
Quando deveriam ficar calados, eles preferiram falar e reclamar e quando deveriam falar, feririam a rocha (Nm 11.22), por isto o líder perdeu a benção por ter falado bobagens, muito mais aquele povo de coração duro e de dura cerviz.

CONCLUSÃO
Deus trabalharia a favor deles, pois seria ilógico serem tirados do Egito para morrerem no deserto (Dt 9.28). Para que isto não acontecesse deveriam crer e esperar pelos livramento de Deus sem reclamarem e em alguns casos em silencio.

Por: Ailton da Silva - Ano III

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

4 etapas para o esfriamento espiritual. Mensagem 02


MEXENDO NOS ARQUIVOS ENCONTREI ESTA MENSAGEM, FALEI ALGO SOBRE ELA EM MEADOS DE 2004.

Introdução: Elias após ser usado e exaltado por Deus diante do povo (1 Rs 18”36-39 (fugiu quando soube que Jezabel o havia jurado de morte (1 Rs 19”3).

Caminhou em direção ao deserto e andou o caminho de um dia para refletir sobre todos os acontecimentos (refletir sobre o seu erro e sua fuga, pois havia enfrentado 450 homens e agora temeu as ameaças de uma mulher).

Ele continuou a se aprofundar no deserto (o deserto se apresenta para a pessoa a partir do primeiro momento em que ela começa a se afastar de Deus, isto é inevitável). Tal como Elias podemos também enfrentar a mesma situação, haja vista estarmos sujeitos as mesmas paixões (Tg 5.17):

1ª) Parar – Elias estava decepcionado
Independente de estar fugindo ele jamais poderia ter parado no meio do caminho, teria que continuar a sua jornada;

2ª) Sentar – Elias estava fragilizado
Após a caminhada no deserto Elias parou e assentou-se pedindo a morte justamente no período em que estava se sentindo tão forte, tão usado, era o seu momento de maior força, coragem, ânimo, mas mesmo assim ele pediu um basta para toda aquela situação, talvez estivesse querendo expor a Deus o seu desejo de viver a sua vida tranquilamente sem ter que ficar enfrentando situações mil de perigo. Ao estacionar tornou-se uma presa fácil para que o desanimo tomasse totalmente a sua vida. Ele até poderia parar e sentar um pouco para recuperar as suas forças, mas deveria tão logo fortalecido voltar para a obra.

3ª) Deitar – Elias estava cansado
Elias deitou-se e todo o peso da obra e os últimos acontecimentos vieram agora sobre os seus ombros e abriu o caminho para a sonolência (neste caso o corpo absorveu todo o peso).

4ª) Dormir – Elias estava com sono
O cansaço por ter enfrentado a caminhada pelo deserto e o peso da responsabilidade fizeram com que Elias facilmente adormecesse, isto também acontece com os fujões que logo pegam no sono ao sentir-se cansados, fatigados e sós no deserto da vida.

Elias tinha acabado de ser um instrumento para uma das maiores demonstrações do poder de Deus durante o seu ministério, porém uma fraqueza o tomou e o levou a agir desta forma, mas temos a certeza que o plano de Deus não termina com estas atitudes impensadas (1 Rs 18.46) de alguns que não prosseguem por temerem, ou pelo cansaço, mas sim o plano de Deus continua e jamais ficaremos órfãos, pois sempre será enviado o socorro, um despertamento, um mensageiro para acordar e sustentar o seu povo.

a) não pedimos para sermos abençoados? O que fazemos depois?
b) não pedimos para sermos instrumentos e vasos? Como agimos depois?
c) pedimos a continuidade das operações de Deus ou pedimos tempo para descansarmos?

Não podemos esquecer que seremos visitados por Deus que nos enviará socorro e despertamento caso pararmos, sentarmos, deitarmos ou dormirmos.

Por: Ailton da Silva - Ano III

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Mensagem 64: "Eu irei, mas não agora"!

INTRODUÇÃO
Jesus chamou seus discípulos e antecipou a eles como seria árduo o trabalho deles. De início não se acharam em condições de realizarem tamanha obra, pois ainda não possuíam a estrutura e conhecimento necessários para tal, motivo pelo qual, optaram por permanecer ao lado de Jesus, para aprenderem um pouco mais.

Eles ganhariam muitas almas para o reino de Deus, mas não naquele momento, pois a coragem, ousadia e desejo ardente viriam somente com o derramamento do Espírito Santo.  Por enquanto deveriam aprender, para depois colocarem em prática

A) A CHAMADA:
“Não quero ser o último da lista (Mt 10.1), mas quero aproveitar a benção, mesmo que seja o último a ser chamado (At 1.26)”. Na chamada receberam poder sobre os espíritos imundos, sobre todos os males e para curarem todas as enfermidades (Mt 10.1), mas permaneceram da mesma forma. Faltava algo.

Judas Iscariotes foi o último a ser citado (Mt 10.4) e não aproveitou todo o aprendizado durante o tempo em que ficou ao lado de Jesus. Ele foi trocado por Matias (At 1.26), que aproveitou a oportunidade que lhe caiu sobre o colo, justamente as vésperas do derramamento do Espírito Santo (At 2.1).

B) MISSÃO:
  • Eles não deveriam ir pelo caminho dos gentios e dos samaritanos (Mt 10.5, cf 1 Rs 12.16-25; 2 Rs 17.24-41), aliás não precisou repetir a ordem, mas como poderiam ganhar almas se não tivessem contato com estes povos? Jesus trataria com os gentios e samaritanos, por enquanto somente ele tinha condições para isto (Jo 4; Mt 8.5-13), já que se dependesse dos discípulos, eles queimariam Samaria (Lc 9.54). Apenas Jonas e Naum foram enviados para tratarem com Nínive, ninguém mais (Jn 1.1; Na 1);
  • Deveriam tratar, primeiramente, com as ovelhas perdidas da casa de Israel (Mt 18.11);
  • Curar os enfermos, limpar os leprosos, ressuscitar os mortos, mesmo ainda não conhecendo a origem das enfermidades (Jo 9.2), pois somente tiveram ciência após o aprendizado com Jesus e depois que aprenderam nunca mais esqueceram (At 3.6).
C) 100 OVELHAS DESPREPARADAS (MT 18.12-14).
A ovelha perdida não foi procurada por nenhuma das 99, que ficaram juntas esperando o retorno do pastor, que era o único que tinha condições para tal. De imediato elas careciam de proteção e restauração, para então, depois, preparadas saírem pelos confins da Terra afim de ganharem mais ovelhas para o reino de Deus.

Se algumas destas 99 se enchesse de coragem e saísse do aprisco para buscar a perdida, antes da hora, certamente ficaria perdida com a anterior e sofreria muito. Era preciso esperar o momento certo. O pastor cuidou das 99 e foi atrás da perdida, tal como fizera Jesus, que primeiramente tratou com Israel e depois socorreu alguns gentios.

Quem buscou a perdida foi o pastor e não as 99. Quem primeiro tratou com os gentios foi Jesus e não os discípulos. Paulo, na sua conversão, não tinha condições de ganhar almas, por isto ficou 3 dias na sala de espera para aprender com Jesus e depois com os apóstolos (At 9.9, 19, 28-29)

D) OVELHAS PREPARADAS (AT 2.1).
O derramamento do Espírito Santo foi o sinal da preparação. Eles perceberam e logo colocaram em pratica tudo o aprendizado. Agora tinham condições para ganharem almas, antes não tinham, pois eram apenas 11 discipulos medrosos e uma pequena multidão, mas agora eram verdadeiros ganhadores de alma.

Antes não poderiam andar pelo caminho dos gentios e samaritanos, não eram capazes de ganhar um sequer, mas agora estavam autorizados a correrem Samaria (At 8.5) e os confins da Terra. Eram homens capacitados, preparados:
  • Ovelha de pé (At 2.14), que pregou com autoridade a mensagem da salvação: “Arrependei-vos cada uma”, bem diferente da mensagem de João Batista (Mt 3.7);
  • Ovelhas sem recursos (At 3.6), que conheciam a origem das enfermidades e que colocaram em prática o que aprenderam de Jesus logo na primeira oportunidade;
  • Ovelhas com audição espiritual (At 4.19), que ouviam somente a Deus;
  • Ovelhas que não temiam as conseqüências de seus atos evangelísticos (At 7.58-60);
  • Ovelha que fez parte das 99, que não havia ido antes buscar a perdida, mas que agora tinha condições para cumprir o “ide” e foi (At 8.26-40);
  • Ovelha que ganhou uma multidão de gentios, depois de ficar 3 dias sem comer e ver para não ser contaminado ou iludido (At 9.9).
E) CONCLUSÃO
No ato da chamada não reuniam condições para cumprirem as ordens recebidas, mas após um período de aprendizado e depois que foram cheios do Espírito Santo, se tornaram grandes ganhadores de almas, tanto entre as perdidas da casa de Israel quanto as que estavam entre os samaritanos e gentios.

Por: Ailton da Silva - Ano III

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Mensagem 63: Vejo muito trigo, mas não vejo pão


NO EGITO HAVIA MUITO PÃO, MAS TAMBÉM HAVIA FOME
O POVO VIA TRIGO, MAS NÃO VIA PÃO
INTRODUÇÃO
Os 7 anos de fartura profetizados por José chegara ao fim (Gn 41.29-30), agora viriam os 7 anos de fome e calamidade, mas eles estavam tão confiantes que passariam por aquela situação sem problemas, pois cumpriram a risca as determinações de José (Gn 41.48-49) e se sentiam preparados.

a) Preparação humana não vence a calamidade (Gn 41.47-49):
A fome não perdoou e não respeitou posição social, impérios ou paredes, mas no Egito, tudo parecia bem, pois havia pão (Gn 41.54), enquanto que as outras nações já sofriam com a fome.

Eles se prepararam conforme orientações de José e confiavam na vitória, então porque o desespero? Havia muito trigo, porém não havia organização, sabedoria para promoção do socorro.

b) Autoridade e poder humanos não vencem a calamidade (Gn 41.55a):
O povo via o trigo, mas não via o pão, por isto foram clamar a Faraó pelo suprimento. Que decepção A ouvirem daquele homem, o qual depositavam uma confiança tremenda, que não poderia fazer nada, que estava com as mãos atadas. Ele lavou suas mãos, não quis saber do problema (Gn 41.55b, cfe Mt 27.24) e encaminhou o povo para José. Seu poder e autoridade era somente para declarar guerras, invadir terras, ordenar genocídios, criar impostos e etc. De socorro e justiça ele não entendia nada. O povo havia clamado para o homem errado. Foram enganados pela aparência (cfe 2 Rs 5.7).

c) Sabedoria divina aplicada na vida do homem é capaz de vencer a calamidade:
José esperou ansioso por aquele momento, pois sabia que mais cedo ou mais tarde os egípcios bateriam em sua porta, a procura de socorro ou conselhos, por isto buscava em Deus orientações para tomar as decisões corretas, para ser justo e transparente.

a) 1ª decisão:
Socorrer os “domésticos da fé”, já que todos estavam diante do mesmo problema e com a mesma fé, pelo menos, aguardavam a solução.

A fome assolava toda a região, portanto logo as outras nações viriam ao Egito em busca de alimento, poderiam ocorrer distúrbios, invasões, roubos, etc, portanto era necessário uma preparação para recebimento dos famintos. José pensou nisto e decretou: “A prioridade na compra de mantimentos é dos egípcios, a preço de custo. Comprem e se alimentem, porque depois virão as outras nações e necessitamos de organização e proteção”. Perde um pouco na venda aos egípcios, mas pelo menos a segurança é mantida.

Ele socorreu primeiro a sua “nação” para depois atender aos confins da terra, algo familiar para nós (Mt 18.11, cfe Jo 1.11; At 1.8).

b) 2ª decisão:
Diante da estabilidade local ele resolveu vender alimentos para as outras nações, aumentando assim as riquezas egípcias (Gn 41.57). Agora sim estavam preparados para enfrentarem qualquer outra calamidade que aparecesse pela frente, graças a sabedoria Divina aplicada na vida de um homem.

CONCLUSÃO
Os egípcios viram muito trigo, mas não viram pão para saciarem a fome. Alimento tinha de sobra, o que faltava era sabedoria para organizarem o socorro e atenderem os famintos. Preparação humana não resolveu o problema, autoridade e poderes humanos eram limitados, a alternativa seria acreditarem no sábio homem de Deus.

Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Mensagem 61: O pecado cometido na terra que foi percebido no céu


O PECADO COMETIDO NA TERRA QUE FOI PERCEBIDO NO CÉU
CONFIAR NA ALEGRIA DOS AMIGOS OU NA SEGURANÇA DO PAI?
O DIREITO DE PEDIR E O PRIVILÉGIO DE OUVIR

INTRODUÇÃO
O filho pródigo pecou contra o céu, contra o pai e perdeu, segundo ele o direito de ser chamado de filho. Não foram dois os pecados, em questão, mas apenas um que assumiu proporções gigantescas.

Um único pecado cometido por um homem, contra o pai (relação horizontal), que atingiu outras famílias e foi, por conseguinte, percebido no céu (relação vertical), gerando como consequência a perda ao direito à paternidade de filho, afetando a sua espiritualidade (relação consigo).

Ele pediu a antecipação de sua parte na herança, não havia desejado a parte do pai ou do irmão, apenas a dele. Somente não atentou para um detalhe: aquilo tudo, um dia, acabaria.

A) PAI: PEQUEI CONTRA TI (RELAÇÃO HORIZONTAL).
Pequei quando não esperei o momento certo para receber minha parte da herança (antecipação). Ele imaginou que aquilo seria capaz de fazê-lo feliz, mas não era o que Deus havia planejado a ele. As consequências foram inevitáveis, mesmo que no momento parecia agradável ou correta, tal como aconteceu com Sara que planejou e antecipou a promessa para o patriarca Abraão (Gn 16.1-2). O mesmo ocorreu com Jacó que, pecando contra o irmão, atingiu o pai (Gn 27.22-24). Todos estes casos parecia ser a decisão mais correta no momento.

B) PEQUEI POR TER PEDIDO E PERDIDO A MINHA PARTE
Pequei quando desrespeitei a sua autoridade e quando decepcionei meu irmão. Outro erro foi quando gastei todos os recursos com aquilo que não era pão e tampouco com aquilo que não foi capaz de me satisfazer (Is 55.2).

Foi um grande erro seu, apesar que pediu e perdeu somente a sua parte, mas ele colocou em risco a parte do irmão e do pai, pois a qualquer momento eles poderiam perder tudo, ou para encobrir algum erro seu ainda maior ou para irem em busca dele.

C) PEQUEI PORQUE CONFIEI NA ALEGRIA DOS AMIGOS E NÃO NA SEGURANÇA DO PAI.
Pequei quando confiei nos muitos amigos me rodeavam e se alegravam comigo, me dando uma falsa sensação de paz, mas não foram capazes de me proporcionarem a mesma segurança que o senhor, meu pai, me dava.

D) PEQUEI QUANDO ENVOLVI OUTRAS FAMÍLIAS NO MEU PROBLEMA.
Quantas pessoas desprezei por não terem os mesmos recursos que eu? Humilhei, passei por cima, julguei, ameacei, pois imaginava que tivessem mais condições, estudos, espiritualidade, santidade, até o dia em que minha máscara caiu (o dinheiro e a sensação de poder). O meu pecado não ficou encoberto (Mt 10.28).

E) PAI PEQUEI CONTRA O CÉU (RELAÇÃO VERTICAL)
O meu pecado parecia que ficaria na terra, insignificante, parecia que não atingiria outras pessoas, famílias ou grupos sociais, mas ele foi percebido no céu, as moradas do Altíssimo, pois nada passa desapercebido (Mt 10.26).

F) JÁ NÃO SOU DIGNO DE SER CHAMADO SEU FILHO (RELAÇÃO ESPIRITUAL)
Pode ser que tenha perdido este direito no momento em que antecipou a herança ou quando gastou toda a sua parte, mas o certo é que sentiu isto somente quando percebeu a solidão, o afastamento dos amigos, quando se reconheceu inferior até mesmo aos trabalhadores de seu pai e quando sentiu fome (desejo de comer os que os porcos comiam).

F) A VOLTA. A ESPERANÇA DO PERDÃO FOI MAIOR QUE O ORGULHO FERIDO.
Saiu rico, confiante que talvez voltaria com mais recurso, pois multiplicaria a sua parte, prosperaria. Quanto orgulho para seu pai? Mas o retorno foi triste. Voltou sem amigos, sem roupas, sem dinheiro, envergonhado e faminto. Mesmo assim seu pai sentiu orgulho e ficou feliz. Ele optou pela volta, pois a esperança do perdão foi maior que o orgulho ferido.

G) AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA.
Saiu feliz, rico, cheio de si, confiante e durante o tempo em que ficou distante não demonstrou remorso ou interesse no retorno. Mas não demorou muito para refazer o caminho de volta, em uma situação completamente diferente da saída. Ele voltou, pediu perdão e foi perdoado pelo pai e teve a oportunidade de refazer a sua historia. Apagou um erro do passado assim como os irmãos de José fizeram (Gn 42.22), bem diferente de Absalão que não teve esta oportunidade (2 Sm 18.10-14).

H) O DIREITO DE PEDIR E O PRIVILÉGIO DE OUVIR
O filho ainda teve uma oportunidade para dizer ao pai: pequei contra o céu e contra ti”. Outros não tiveram esta mesma chance, tal como Absalão, (2 Sm 18.10-14) que havia desejado, não somente a parte dele, mas todo o reino do pai (2 Sm 15.10, 13; 16.22). Talvez por isto não tenha tido esta oportunidade. Já os irmãos de José tiveram esta chance, pois voltaram para darem a noticia de que o irmão estava vivo (Gn 45.9, misericórdia), uma vez que havia sido eles que alegremente mentiram ao pai a respeito de sua morte (Gn 37.32)

CONCLUSÃO
O pecado foi cometido na terra, mas foi percebido no céu, por Deus. O filho teve a oportunidade de voltar e pedir perdão e o pai teve o privilégio de ouvir isto. A esperança do perdão venceu o orgulho ferido e por isto ele não perdeu o direito de ser chamado de filho do pai.

Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III