quinta-feira, 24 de maio de 2012

Dinâmica para lição 9


Sugestão de dinâmica para lição 9


Por: Ailton da Silva

MENSAGEM 49


DEUS NÃO ESQUECEU O MAR ABERTO
DEUS PROLONGA O TEMPO DA LUTA PARA NÃO ANTECIPAR A DERROTA
COMO PODEMOS TRANSFORMAR A PORTA EM UM VALE DE SOMBRA E MORTE

Os egípcios estavam de boca aberta com as manifestações de Deus entre os hebreus, principalmente a última, na ocasião da abertura do mar Vermelho, mas também aproveitaram esta oportunidade para zombarem, pois pensaram que Deus havia esquecido de fechar o mar. No pensamento deles, talvez Deus estivesse fazendo o mesmo que Baal (I Rs 18.27).

1 – Coluna de nuvem e de fogo
As colunas de nuvem e de fogo não se misturavam, não se encontravam e tampouco desempenhavam suas funções simultaneamente, pois uma agia durante o dia e a outra durante a noite (Ex 13.21).

Manifestação da teofania, para mostrar que Deus mudava a sua estrutura, sua forma, mas não o seu caráter, misericórdia e principalmente para deixar claro que não revogaria a sua decisão (Ex 3.9), pois Ele ouviu o clamor do povo e e decidiu pela libertação de Israel. A saída do Egito era uma benção incondicional, não dependeria da fé, fidelidade ou vontade do povo, mas a entrada em Canaã teria suas condições.

1 – O clamor (Ex 14.10)
Eles clamaram diante do mar para que Deus desse um livramento. O mar foi rasgado (Ex 14.21) para revelar a porção seca (cfe Gn 1.9). Israel tinha naquela oportunidade três alternativas:
  • Cruzar os braços e esperar as lanças do inimigo, que poderia tomar isto como afronta;
  •  Levantar os braços e se render facilmente ao inimigo;
  • Prosseguir avante.
Atravessaram a seco e debaixo de um sol quente, pois a nuvem que protegia do calor se posicionou a retaguarda do povo (Ex 13.21).

A única sombra que tinham era aquela produzida pelas duas grandes paredes de água (Ex 14.29), que serviram para segurar a correnteza. Alguns atravessaram com medo de que desmoronassem e outros admirados com tal cena e uma pouca minoria atravessou sem sequer olhar para elas. A ânsia por chegar à margem era maior que o medo.

A torcida, após a passagem, seria pelo fechamento do mar, de preferência rápido, para que os egipcios não atravessassem.

2 – Porta aberta ou vale de sombra de morte
A estrada aberta em meio ao mar rasgado poderia se tornar um vale de sombra e morte, pois Israel não tinha mais a proteção da nuvem e estavam diante das duas paredes de água, nunca vista antes e para piorar a situação, o inimigo estava a sua retaguarda, esperando somente a oportunidade para avançar. Como acreditar no impossível? Como imaginar a morte do inimigo e a vitória deles? O mais fácil seria esperarem a derrota.

3 – Feche o mar
Os israelitas atravessaram o mar a seco (Ex 14.22), mas quando chegaram a outra margem se assustaram com uma cena, pois viram os egipcios fazendo uso de uma bênção que não havia disto destinado a eles.

Israel ficou aguardando o fechamento do mar para definitivamente ficar livre de seu opressor. Livre? Aquele montante de água era capaz de separá-los por apenas alguns instantes. Como orar desta forma, para pedir uma bênção superficial?

Se Deus atendesse o pedido deles, estaria somente retardando o momento da derrota. A luta foi prolongada por mais alguns instantes, pois caso o mar fosse fechado, certamente os egípcios dariam a volta pelos Golfos e fatalmente alcançariam os hebreus, que devido ao número, cansaço, doenças e limitações de alguns, não conseguiram se distanciar o suficiente. Afinal as modernas bigas eram bem mais rápidas que o povo.

Mas o que fariam os egípcios alcançarem rapidamente os israelitas era o desejo de reaver sua mão de obra barata.

3 – Porque Deus não fechou o mar logo após a passagem?
Deus estava planejando algo maior, jamais visto entre as outras nações, por isto retardou o fechamento do mar. Foram dois os motivos para isto:
  • Para testar a fé de seu povo. Eles ficariam à margem esperando o desfecho ou sairiam correndo como ovelhas sem pastor (I Rs 22.17)?
  • Para mostrar que chegaram até ali, mas não foi pelas suas próprias forças.
Deveriam esperar mais um poucochinho de tempo para contemplarem a bênção completa.

5 – A estratégia de Faraó
O Egito poderia ter traçado outra rota para cercar Israel após o mar Vermelho, mas se fizessem isto estariam confiando na providência milagrosa de Deus. Logicamente, por não conhecerem ou acreditarem, optaram pela pela perseguição, pois sabiam que facilmente os encurralariam e seriam vitoriosos.

6 – Que Deus é este?
Deus não esqueceu o mar aberto, não esqueceu o seu povo, não esqueceu seu Filho (Mt 27.46) e tampouco esqueceu sua igreja.

Conclusão
Os israelitas passaram pelo mar Vermelho, felizes e confiantes na vitória, mas viram o inimigo tentando usufruir de uma benção que não era para eles, por isto pereceram na metade do caminho. Deus abre e fecha o mar no momento certo.

Por: Ailton da Silva

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Do facebook

Por: Ailton da Silva

A grande certeza: Estamos lutando e bem armados. Mensagem 54


Introdução:
A grande certeza que estamos diante de uma luta tremenda contra o inimigo de nossas almas, que brama como um leão ao nosso derredor (I Pe 5.8), tentando nos tragar.

São muitas as suas formas de investir, uma delas é justamente o que ele utilizou para desestruturar o apóstolo Paulo, através da igreja de Corinto, quando fizeram menção de uma possível carnalidade de sua parte ou de sua equipe, mas isto não funcionou e nos proporcionou um ensinamento profundo para também vencermos o Maligno (II Co 10.4).

a) A reação do apóstolo (II Co 10.1)
Era humilde na presença deles, mas ousado em suas cartas? Ou simplesmente ia direto ao assunto, sem rodeios (I Co 4.6-9), talvez porque os cristãos daquela igreja se comportavam de uma forma bem diferente na ausência dele. Caso agissem desta forma, na presença do apóstolo, certamente contemplariam a reação pela qual estavam lhe acusando (II Co 10.2).

b) A luta
Quem intentará acusão contra os escolhidos? Quem condenará? Quem nos separará do amor de Cristo? Quem tentará fazer tudo isto? Afinal somos entregues a morte todo o dia (Rm 8.33-36). Não foram meras afirmações, mas sim grandes interrogações que tinham respostas. Quem acusaria, condenaria ou separaria, ou pelo menos, tentaria? O inimigo de nossas almas.

c) Onde estão as armas?
Elas não são carnais e visiveis, mas sim invisíveis e espirituais. Não podem ser tocadas, perdidas ou roubadas. Pedro pensou que fosse uma espada (Jo 18.10), mas porque ele estava com uma espada? As armas para vencermos esta luta são:
  • O Sangue do Cordeiro (Ap 12.11), sinal de salvação e porta para os dons espirituais;
  •  O Nome de Jesus (Mc 16.17; Ap 12.11), ousadia para lutar;
  •  A Palavra de Deus (Mt 4.4,7,11), conhecimento e autoridade para vencer.
 d) O poder das armas:
  • As armas são poderosas para:
  •  Vencer o inimigo (Ap 12.10);
  • Destruição das fortalezas do mal (II Co 10.4c);
  • Destruição dos conselhos malignos (Gn 3.4);
  • Destruição de toda altivez (Gn 3.4) , “certamente não morrereis, eu garanto”, que tenha por objetivo levar cativo, roubar (Jo 10.10) todo o entendimento (II Co 4.4);
  • Para vingar a desobediência, promovida por um homem (Rm 5.19);
e) Quando estas armas terão poder:
 Quando a nossa obediência for cumprida (II Co 10.6b, cfe Rm 5.19) 

Conclusão:
A luta é nossa, mas as armas são de Deus. Por vezes o homem imagina que o seu sangue, suor, disposição, ousadia, coragem e outras virtudes podem se tornar em armas poderosas para vencer o inimigo, mas se engana, pois somente o Nome, o Sangue e a Palavra se constituem em poderosíssimas armas, que estão a nossa disposição para vencermos a luta.

Por: Ailton da Silva

Deus conhece o passado, presente e futuro. Mensagem 53

Introdução:
A criação pecou mas não foi desamparada pelo seu Criador. O medo e as incertezas tomaram conta deles, mas não tinham o que fazer. Deveriam esperar em Deus que faria o correto com eles.

a) Visitas diárias:
Sempre foram prazerosas os encontros diários da criatura com Deus, mas naquele, em especial, estava acontecendo algo diferente, pois o sentimento que brotou nos coração não foi a alegria, o regozijo, muito pelo contrário, foi o pavor, medo e remorso. O único sentimento inexistente, justamente, foi o arrependimento, que também não foi visto fora do paraíso, no episódio que envolveu Caim e Abel.

b) A última visita – instalação da misericórdia:
Seria possível Deus ainda visistar a sua criação, mesmo depois do ocorrido? Ele já sabia de tudo, mas fez questão que o próprio homem declarasse seu erro (Gn 3.11), para então lhe apresentar e instalar a sua misericórdia. O inimigo ficou ao lado, não acreditando em tudo aquilo, seu plano falhou.

c) Como esconder-se de Deus?
Quando ouviram a voz de Deus, temeram, pela situação que se encontravam e porque eles perderam o entendimento que tinham de Deus (II Co 10.5). Até então tudo havia sido bênção, mas naquele momento temeram por uma reação diferente de Deus, diante do erro. O que poderia ser feito?
  • Não deixe Ele saber o que aconteceu. Não tem jeito como, pois Ele conhece o passado;
  • Então não deixe Ele saber o que estamos sentindo agora. Não tem jeito, pois Ele conhece o presente;
  • Não deixe Ele saber que estamos com medo do que pode nos acontecer daqui para frente. Não tem jeito, pois Ele conhece o futuro;
  • Não deixe Ele saber o que estamos com medo. Não tem jeito, pois Ele sonda os corações. Ele é o único que consegue chegar na divisa da carne com a alma e espírito.
 d) Situação do homem após o pecado:
  • Passado – pó (Gn 2.7). E não tem como apagar o nosso passado? Ainda não era a hora, para isto seria necessário a manifestação do Cordeiro de de Deus:
  • Presente – carência (Gn 3.7); E não tem como mudar o presente? Não, temos que colher o que plantamos;
  • Futuro – sofrimento, suor, perdição e certeza do resgate (Gn 3.15). Não tem como mudarmos o nosso futuro? Não.
e) Conclusão:
Adão e Eva eram agraciados com a presença de Deus, mas em um momento de falta de lucidez, deixaram-se levar pelo engano e sedução do Maligno. Não souberam como agir diante daquele momento.

Por: Ailton da Silva

terça-feira, 22 de maio de 2012

Laodicéia - Igreja x cidade

Por: Ailton da Silva

Conteúdo da Bíblia



Esta carta explica verdades básicas sobre a vida cristã com ênfase no mandamento de amarem uns aos outros.

Extraído da seção: "Ajuda ao leitor" - Bíblia Sagrada - Harpa Cristã – Baureri


Por: Ailton da Silva

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Türkei - Lykien 2011 - Teil 8: Laodicea



Por: Ailton da Silva

Estudo bíblico - II Co 10.4


Amanhã 22/05, estarei cooperando na congregação da Vila Santa Eugênia. Estudo bíblico sobre II Co 10.4:
  • Quais armas,
  • Que mílicia;
  • Armas espirituais
  • Armas poderosas.

Para:
  • destruição das fortalezas;
  • destruição dos conselhos e toda altivez;
  • para vingar a desobediência.

Quando:
  •  a nossa obediência for cumprida 

Por: Ailton da Silva

Proposta lição 9 - uma igreja morta!

Por: Ailton da Silva

Laodicéia

Por: Ailton da Silva

As cartas tiveram por objetivo a correção? Então Filadélfia não precisava ter recebido. Foi para despertamento? Então todas precisaram;

Filadélfia era a igreja que mais corria perigo. Tinha tanto por perder;

Filadélfia fez uso da porta que foi aberta para pregar o Evangelho e não para promover o seu nome, como Sardes e tampouco aproveitou para pregar a prosperidade;

As cartas chegaram na hora certa, inclusive para Filadélfia;

Quando Jesus disse que eles tinham pouca força, estava somente atestando a realidade, não foi nada de mais, nada do que já estamos cansados de sabermos,

Eles estavam no limite, não poderiam fazer mais do que aquilo. “Pouca força” e já fizeram muito. Chegaram naquela região onde termina as forças do homem e começa o agir de Deus;

A parte ruim de Filadélfia era os da sinagoga de Satanás?

Guardei a Palavra e não neguei o nome e agora? Posso ficar de braços cruzados esperando o livramento das tribulações e os novos nomes;

Filadélfia e Esmirna, as que agradaram a Deus, justamente foram as duas que tiveram sinagogas de Satanás. Ele estava ao derredor, bramando como leão;

Será que os de Filadélfia ficaram curiosos para saberem o que Jesus havia escrito para as outras igrejas? Será que os outros receberam mais elogios que eles? Que curiosidade tremenda. Se fosse hoje ficaríamos curiosos sim;

Filadélfia teve ousadia para não negar o nome, bem diferente de Pedro (Mt 26.69-75), que “corajosamente” negou, mas o mundo não acabou para ele. Teve oportunidade, uma porta aberta e ele aproveitou;

Pedro negou Jesus, na sua fraqueza ou na sua fortaleza? Estava se sentindo forte, valentão, por isto negou;

Filadélfia chamou a atenção de Jesus assim como aquele remanescente de Sardes que não estava morto;

Isaias 22.22 – o guardião anterior não era digno de possuir a chave da casa de Davi. Israel não era digno;

Filadélfia trabalhou como uma boa guardiã dos tesouros que já possuía, “guarda o que tens”;

sábado, 19 de maio de 2012

O desabafo do Pai


Tive sete filhas, formosas à vista, que me alegraram muito. Quando olhava para elas via meu proprio reflexo (II Co 3.18). Todas elas enfrentaram problemas em seu nascimento, pois foram geradas em lágrimas e foram muitas as “dores de parto”. Alguns heróis da fé padeceram e não contemplaram sua chegada à este mundo (Hb 11.13).

Não fiz distinção de nenhuma, amei a todas da mesma forma (At 10.34), mas parece que algumas delas foram, pouco a pouco, se distanciando de Mim.

Eu poderia ter usado meu poder e autoridade (Mt 28.18) de Pai, para corrigi-las, trazê-las de volta, reforma-las, mas meu desejo era que elas próprias identificassem seus erros e buscassem um concerto.

Mesmo assim não descuidei um minuto delas, pois meus olhos sempre estiveram fitos, minhas mãos estendidas e o meu ouvido atento (Is 59.1).

Que satisfação ao vê-las correndo de um lado para o outro, felizes, em comunhão umas com as outras, aprendendo aos poucos e aplicando o aprendizado para o bem do crescimento do reino do Pai.

Minhas filhas nasceram e foram criadas nas cidades de:
·         Éfeso;
·         Esmirna;
·         Pérgamo;
·         Tiatira;
·         Sardes;
·         Filadélfia;
·         Laodicéia.

Todas me deram alegria, no inicio, mesmo em meio aos problemas, pois surgiram muitos para impedirem o crescimento e trabalho, entre os quais destaco:
  • O império romano que às vezes não interferia nos problemas alheios (Mt 27.24),
  • A política judaica, fruto da neutralidade, que tinha por objetivo a manutenção da ordem para que seus cargos políticos fossem preservados (Mt 24.1-4);
  • Os maus, mentirosos e falsos apostolos (Ap 2.2);
  • Os falsos judeus e as sinagogas de Satanás (Ap 2.9);
  • Os que seguiam a doutrina de Balaão e dos nicolaítas;
  • Os que seguiam os ensinos de Jezabel (Ap 2.20);
  • E por fim o conformismo e a morte espiritual (Ap 3.1; 15).

Mesmo em meio a estas dificuldades, elas cresceram fortes, mas aos poucos algumas permitiram a entrada do mal e foram, aos poucos, perdendo a alegria, a força e o temor  e o temor. Elas não identificaram seus problemas, por isto enviei cartas para que conhecessem a suas situações e se voltassem a Mim.


1) Éfeso. Cidade intelectual, igreja sábia.
Rica em obras, mas pobre em amor. Se aprofundou na Palavra, tanto que não foi enganada por qualquer conversinha de aventureiros intinerante (At 5.36-37; 21.38) ou por qualquer ventinho de doutrina (Ef 4.14).

Como era prazeroso vê-la colocando em prática o seu aprendizado (At 20.31), combatendo os falsos apóstolos, as heresias (Ap 2.2), o pecado moral (Ap 2.6) e os falsos ensinamentos apresentados pelos nicolaítas.

Mas o seu primeiro amor esfriou, ela esqueceu e passou a se preocupar somente com os seus problemas.

O conhecimento foi necessário, pois a cidade, como berço da filosofia grega, pedia pregadores que fossem capazes de afrontarem todos aqueles milenares ensinamentos.

2) Esmirna. Cidade soberba, igreja mártir.
Viveu pela fé, perseguida, esmiuçada, mas não saiu do lugar, permaneceu na sua vocação (I Co 7.20-24). Como era prazeroso contemplar suas lágrimas, ante as perseguições. Quantas vezes ouviu suas orações e respondi, mas algumas situações foram necessária para que servisse de exemplo para as outras.

Eu sempre estive ao seu lado, até mesmo quando se defrontou com aqueles abismos onde não havia possibilidade para prosseguir ou muito menos retornar, haja vista, estar a espada romana apontada à sua retaguarda. Fiel, permaneceu no mesmo lugar e não fugiu, a procura de melhores ares.

3) Pérgamo. Cidade ignorante, igreja dividida.
Como você sofreu neste lugar? Cidade idolatra, que possuía o trono do Maligno. Você resistiu e por algum tempo soube se desvencilhar dos problemas apresentados pela cidade, mas as ofertas tentadoras foram, aos poucos, lhe vencendo. Honrarias a homens, idolatria, imoralidade e ensinamentos errados apresentados pelos seguidores da doutrina de Balaão e pelos nicolaítas, os quais você não conhecia a origem deles, invadiram o teu ser.

O maligno mudou o plano e você não percebeu a cilada. O seu casamento com o mundo foi oficializado por ele. A associação deu mais resultado que a perseguição. Esta arma foi mais cruel e perigosa, a introdução do paganismo no cristianismo, uma mistura, uma pedra de tropeço. Você negociou sua fé e se permitiu ser abraçada pelo mundo.

4) Tiatira. Cidade comercial, igreja tolerante.
Dei uma atenção especial a você, pois sua carta foi mais extensa que as outras, já que o seu grave problema precisava ser corrigido. Houve muito amor aflorado em sua pele, mas não era perfeito diante da sua tolerância ao mal, as suas vistas grossas.

Você permitiu a permanência de ensinamentos contrários ao que havia aprendido e recebido de Mim (I Co 11.23) e este foi o seu maior erro, pois as portas para a idolatria, adultério moral e espiritual foram abertas.

Eu sempre ensinei que deveria resistir ao inimigo, para ele fugisse de vós (Tg 4.7), mas você preferiu conhecer as profundezas do pecado, pensando assim que poderia resisti-lo. Cometestes o mesmo do primeiro casal (Gn 3.1-7).

5) Sardes. Cidade convencida, igreja morta que vivia de seu passado.
Você parecia tão perfeita, bonita, pelo menos aos olhos humanos (Mt 23.27), mas não diante de Mim, não passaste pelo meu crivo.

Não aprendestes com a história da cidade, antes cometeu o mesmo erro, pois achou-se indestrutível, invencível, pensava que estava bem guardada as suas entradas, mas se esqueceu, assim como a cidade, da porta dos fundos. Local justamente por onde o Maligno costuma adentrar. Por isto não tenho motivos para tecer algum elogio a ti. Eu atestei tua morte.

Você perdeu a memória, distanciou-se de Mim, conformou-se com o mundo, teve dupla cidadania (Ef 2.19, cfe Mt 6.24).

6) Filadélfia. Cidade missionária do helenismo, igreja missionária do Cristianismo.
Me alegraste com tua fidelidade, mesmo com poucas forças, não negaste o Meu nome e guardaste a minha Palavra. Como você foi diferente das anteriores. De sua fraqueza extraiu a sua força e a sua pobreza enriqueceu o mundo, por isto lhe abri uma porta e lhe concedi a estabilidade até a minha volta, muito ansiada por ti.

Poderias tu se imaginar melhor ou mais importante que as anteriores ou que tivesse alcançado o estagio final de perfeição e que por isto não teria condições de desagradar-Me, mas tu não agiste desta maneira.

Antes de ti, houve muitos problemas, dos quais você não está isenta, então vigie, pois corres perigo (Ap 3.11b), muito mais que as anteriores. O seu tesouro pode ser tirado ou roubado (Jo 10.10). Vigie para que ninguém tome a tua coroa, caso isto aconteça o seu estado tornar-se-á semelhante ao de Laodicéia.

7) Laodicéia. Cidade riquíssima, igreja ......
Na próxima oportunidade falarei algo a respeito de ti.

Eu escrevi a vocês, e não ao mundo, justamente para adverti-las, já que não foram capazes de identificar seus erros. Todas fazem parte do meu plano.

Minha intenção não foi condená-las, mas sim adverti-las. Assinado: o Pai

Por: Ailton da Silva

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Filadélfia, a igreja do amor perfeito. Plano de aula

GUARDEI A PALAVRA! E AGORA?
NÃO NEGUEI O NOME! E AGORA?
ESMIRNA, IGREJA CONFESSANTE E MÁRTIR
FILADÉLFIA, IGREJA CONFESSANTE E MISSIONÁRIA
CIDADE DE FILADELFIA: MISSIONÁRIA DO HELENISMO
IGREJA DE FILADELFIA: MISSIONÁRIA DO CRISTIANISMO

TEXTO ÁUREO:
Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele (I Jo 2.5).

VERDADE PRÁTICA:
Amar não é suficiente. É urgente que o nosso amor seja perfeito como perfeito é o amor com que Deus nos amou.

LEITURA EM CLASSE: Apocalipse 3.7-13.
7 - E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi, o que abre, e ninguém fecha, e fecha, e ninguém abre:
8 - Eu sei as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome.
9 - Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás (aos que se dizem judeus e não são, mas mentem), eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo.
10 - Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.
11 - Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.
12 - A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome.
13 - Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.

PROPOSTA DA LIÇÃO:
  • A igreja foi resultado do trabalho do apóstolo Paulo;
  • Recebeu uma carta carinhosa e terna;
  • Santo e verdadeiro: a igreja deveria seguir seus passos;
  • Filadélfia não se conformava com o mundo;
  • Cumpria com zelo e perseverança as ordens da grande comissão;
  • Não era uma igreja forte, mas soube tirar forças da fraqueza;
  • Mesmo em perseguição não negou o nome de Jesus;
  • Ouviu a promessa: “eis que venho sem demora”
  • Por guardar o nome de Jesus seria guardada da hora da tentação;
  • Aprovada, mas não deveria se descuidar: “Guarda o que tens”
INTRODUÇÃO
Filadélfia não era tão importante quanto Éfeso ou tão rica quanto Laodiceia. Era conhecida como a porta para o oriente, pois foi construída junto a grandes estradas que direcionavam para o interior da Ásia, além de estar no caminho entre a Europa e as regiões importantes como a Mísia, Lídia e Frigia.

Diante de tanta turbulência e problemas apresentados pelas igrejas anteriores surge então Filadélfia, representando o verdadeiro cristianismo, cheia de vida, para brilhar, salgar e iluminar o mundo.

Ela não recebeu nenhuma repreensão, como as anteriores. Mesmo quando ouviu que tinha pouca força, isto não soou como crítica, mas sim como uma constatação de sua situação.

A igreja, desta cidade, se destacou pela ousadia “não negaste o meu nome” e pelo amor. Por isto conseguiu tirar forças da fraqueza e de sua pobreza temporal, extraiu bens eternos para enriquecer o mundo.

Dependia totalmente de Deus, pois era fraca e limitada. A esta igreja, que se utilizou do seu amor para santificar a Cristo, foi aberta uma porta que ninguém poderia fechar.

A virtude desta igreja se residia justamente no fato de reconhecer sua limitação, pois mesmo diante da pouca força, ela foi capaz de guardar a Palavra e não negar o nome de Jesus. Cientes de sua condição, bem diferente da igreja de Sardes, os crentes de Filadélfia estiveram diante de uma porta abertas para oportunidades, que deveria ser aproveitados por eles, mesmo porque ninguém poderia ou teria condições de fechá-la.

I. FILADÉLFIA, A CIDADE DO AMOR FRATERNAL
1. A HISTÓRIA DE FILADÉLFIA. 
Cidade – missionária da cultura grega:
  • Foi estabelecida pelo rei Átalos Filadelfos II de Pérgamo em 189 a.C.. Conhecido pela lealdade a seu irmão Eumenes, que lhe fizera merecer o nome de Filadelfo, dando assim origem ao nome da cidade. Atual Alasehir:
  • Era a mais jovem daquelas sete cidades da Ásia, pequena se comparada a Éfeso e a Esmirna;
  • Não era tão importante quanto Éfeso, nem tão rica como Laodiceia;
  • Conhecida como o Portão do Leste, já que ficava situada em um grande eixo de comunicação;
  • Várias estradas confluíam em sua direção. Era rota do correio imperial e do exército romano;
  • A cidade servia como base para a divulgação do helenismo às regiões de Lídia e Frigia;
  • A região produzia uvas. O povo honrava Dionísio (para os gregos) ou Baco (para os romanos), o deus grego do vinho;
  • Construída sobre uma elevada montanha, o que a tornava uma verdadeira fortaleza natural;
  • Conhecida também pelos terremotos, muito freqüentes;
  • Em 17 a. C., um terremoto quase devastou a cidade. Muitos abandonaram a cidade;
  • Após a reconstrução, com a ajuda dos romanos, a cidade recebeu outro nome, Neocesaréia;
  • O imperador Vespasiano mudou seu nome para Flávia. Jesus aproveita esse gancho cultural para falar à igreja que os vencedores teriam um novo nome.
A igreja – missionária:
  • Também foi estabelecida ou pelo apóstolo Paulo, ou por algum membro de sua equipe (At 19.10). A igreja do amor fraternal;
  • Pequena igreja que se destacou por guardar a Palavra de Deus (Ap 3.8; 10), e por não negar o nome de Cristo;
  • Obediente, zelosa, de boas obras e cheia de vida, representava o autêntico cristianismo sem a contaminação que havia atingido outras igrejas que receberam as cartas;
  • Ela não recebeu reprovação, apenas palavras de louvor, tal como Esmirna;
  • Pelo amor tirou forças da fraqueza e de sua pobreza temporal, extraiu bens eternos para enriquecer o mundo;
  • Também encontrou oposição por parte dos judeus, mas que saberiam que era uma igreja amada;
  • Igreja que chamou a atenção de Jesus;
  • Assim como Filadelfo se tornou famoso pela lealdade demonstrada a seu irmão, semelhantemente a Igreja, também seria conhecida pela sua lealdade a Cristo (Ap 3.8,10);
  • Assim como a cidade era considerada a porta aberta para a região, semelhantemente à igreja foi concedida uma porta aberta de oportunidade (Ap 3.8; cf  II Co 2.12);
  • Em contraste com a incidência de terremotos na cidade, a igreja recebeu a promessa de estabilidade, quando foi prometido aos vencedores que se tornariam colunas do Templo de Deus;
  • Em virtude da cidade ter recebido outros nomes, para divinizar imperadores, aos vencedores desta igreja foi prometido o recebimento de novos nomes (Ap 3.12).
II. A IDENTIFICAÇÃO DO MISSIVISTA
1. JESUS, O SANTO DE DEUS (AP 3.7). 
Jesus se apresentou ao “anjo” da igreja como aquele que é Santo e Verdadeiro (Ap 3.7). Somente Ele, por esta credencial, faz-se digno de receber do Pai a chave da casa de Davi, para abrir-nos todas as portas da oportunidade (Is 22.22).

Por sua santidade essencial, Jesus acha-se separado de sua criação e por sua santidade ética encontra-se apartado do pecado, mas em nenhum momento deixou-nos desamparados, pelo contrário, pois se ofereceu amorosa e sacrificalmente, para salvar-nos de nossas iniquidades, no entanto, Ele requer de sua igreja a reciprocidade (I Pe 1.16).

Assim como Filadélfia, se tornou notória pela sua fidelidade, a igreja moderna deve seguir o mesmo caminho, pois de outra forma ninguém verá ao Senhor (Hb 12.14).

2. VERDADEIRO (AP 3.7). 
Jesus também se apresentou como o verdadeiro e da mesma forma a igreja deveria ter uma postura verdadeira e confessante. Filadélfia não teve dificuldades, pois possuía tais características e se mostrou disposta a professar o nome de Cristo até o fim. Ela não se conformava com este mundo, por isto não negou o Seu nome.

Como algumas igrejas anteriores sofreram com ataques de falsos mestres e imitadores, foi necessário que Jesus se apresentasse como aquele que é verdadeiro, autêntico, pois Ele é o único (I Cr 15.3, Ap 19.11), para combater aqueles que jamais poderiam reivindicar tal título (Jo 14.6), pois Ele é o único.

3. A CHAVE DA CASA DE DAVI. 
Jesus é o representante autorizado da casa de Davi, pois somente Ele reúne as condições necessárias para exercer o tríplice ministério messiânico: profeta, sacerdote e rei (Sl 110.1-7). Dessa forma, ficou ao seu encargo a chave da Casa de Davi que, no Antigo Testamento, fora confiada a Eliaquim (Is 22.22-25). A chave da casa de Davi foi perdida por Israel, pois rejeitaram ao Messias.

Os reis de Israel costumavam escolher um homem para cuidar de suas finanças, um tesoureiro-mor, que recebia uma enorme chave como símbolo de sua importante posição. Jesus possui a chave da casa de Davi (Ap 3.7), do palácio real e tem acesso a todas as riquezas do Pai, e as revela a quem quiser (Lc 10.22). Ele tem a confiança do Pai Eterno para exercer a sua vontade (Mt 28.18). Ele também tem as chaves da morte e do inferno (Ap 1.18).

Jesus é o único que pode conceder acesso a Deus e abriu a uma porta para Filadélfia que ninguém poderia fechar e esta declaração encorajou a igreja, pois tiveram a certeza do acesso ao reino de Deus.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Filadélfia, bem diferente das anteriores!


  • Eu sei as tuas obras;
  • Eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar;
  • Tendo pouca força, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome;
  • Seus perseguidores virão e adorarão prostrados a teus pés e saberão que EU te amo.
  • Guardaste a palavra da minha paciência
  • Eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo;
  • Eis que venho sem demora;
  • Guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.
  • A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus
  • E dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus
  • E o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém,
  • também um novo nome.

Por: Ailton da Silva

quarta-feira, 16 de maio de 2012

domingo, 13 de maio de 2012

Lição 7 - pós aula

Sardes tinha um ponto fraco e seus inimigos descobriram. Descuidaram do portão dos fundos;

A igreja também teve o seu ponto fraco e o “inimigo” conhecia;

Nos antigos duelos, nos bang-bang, o agente funerário sempre ficava ao lado esperando o resultado, mas antes ele fazia questão de medir os duelantes, para providenciar antecipadamente o “caixão”;

A cidade de Sardes queria sepultar a igreja? Não via a hora;

Qual foi a reação da igreja de Sardes ao tomar conhecimento do conteúdo da carta?

O maligno não atuava em Sardes, pois não tinha muito o que roubar, matar ou destruir;

Ele atua hoje, incansavelmente, pois tem muito a roubar, matar e destruir na igreja;

O processo de morte da igreja de Sardes foi lento, doloroso e imperceptível à olhos humanos;

A minoria, que não estava morta, sustentava a igreja;

Historicamente, a igreja copiava a cidade. No passado foi a glória e naquela época foi a ruína. A igreja foi uma boa copista, ou ainda é?

A igreja era tão pretenciosa quanto a cidade. “Com a nossa cidade não acontece isto. Comigo não acontece isto”. Acontece sim;

Pérgamo, Tiatira, Sardes e Filadélfia, enfim chegamos ao estágio final da igreja, ou não?

Cuidado Filadélfia, se não vigiares você pode se tornar uma Laodicéia;

Sardes esqueceu do que Deus houvera feito por eles. Seria possível esquecermos de onde fomos tirados?

Contribuição de um aluno: “A igreja viveu da história, mas não fez história;

Poderíamos chamar os discípulos de Jesus de “igreja”. Por alguns dias ficaram escondidos, esperando a promessa (Lc 24,49), mas no fundo eles temiam as represálias e a perseguição. Qualquer batidinha na porta era capaz de amedrontá-los. O que faltava a eles? Justamente o que daria vida a eles, o Espírito Santo;

As cidades em sua maioria foram erguidas ao lado, ou sob montanhas, colinas e elevações por questões de segurança, mas no fundo a intenção era outra. Eles queriam que suas cidades fossem vistas de longe. Alguns diziam: “Olha lá a minha cidade. Olha lá a minha igreja. Olha lá a minha congregação. Olha lá eu”.

Como Israel perdia facilmente a memória? Josué fez questão de lembrar Israel: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24,15). E vocês?

Israel poderia ser considerado a Sardes do Antigo Testamento? Nas trajetórias bíblicas sempre houve a manifestação de remanescentes. Para um Caim existiu um Abel, em meio aos 10 filhos problemáticos de Jacó esteve José e Benjamim, diante da idolatria de Israel ainda havia 7000 fiéis e por ai a fora;

Após o recebimento da carta houve mudanças nos corações?

Faltou a Isaias palavras para descrever o Espírito Santo, então ele definiu daquela forma (11.2). Que riqueza ele nos deixou;

Sardes não conhecia a ela mesma, por isto caiu. E nós?

Deus abre a porta, mas quem tem que passar por ela é o homem. A igreja foi avisada, mas a ação teria que partir dela;

Deus se preocupou com aqueles que não estavam contaminados, pois os mortos não demonstraram nenhuma reação. Assim como muitos hoje desviam e declaram: “Não quero mais, não desejo e não sinto mais nada”;

Por outro lado existem muitos que, mesmo no mundo do pecado, desejam e buscam em Deus uma mudança de vida. E são alcançados;

Se Deus prometesse destruir a igreja de Sardes, será que o remanescente intercederia como Abraão (Gn 18.23-33)?

Por: Ailton da Silva