sexta-feira, 8 de junho de 2012

O Evangelho do reino no reino do mal. Plano de aula.


A VOZ QUE NÃO SE CALARÁ
G. T.: HORA DOS VALENTES PREGADORES
O “DETENTOR” AINDA ESTARÁ PRESENTE?
PREGADORES DE ELITE – SOMENTE NA G. T.
FERIDA DO ANTICRISTO, TRISTEZA NA TERRA
MORTE DAS 2 TESTEMUNHAS, ALEGRIA NA TERRA
EM JESUS E SANGUE DO MÁRTIR, EIS A RECEITA
BÍBLIAS EM BRANCO OU MANCHADAS PELO SANGUE HUMANO?

TEXTO ÁUREO:
[...] Temei a Deus e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas (Ap 14.7).

VERDADE PRÁTICA:
Apesar de sua influência e poder, o Anticristo não poderá calar a verdade do Evangelho — a Palavra de Deus é para sempre.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
Apocalipse 14.1-7.
1 - E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em sua testa tinham escrito o nome dele e o de seu Pai.
2 - E ouvi uma voz do céu como a voz de muitas águas e como a voz de um grande trovão; e uma voz de harpistas, que tocavam com a sua harpa.
3 - E cantavam um como cântico novo diante do trono e diante dos quatro animais e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra.
4 - Estes são os que não estão contaminados com mulheres, porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro.
5 - E na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis diante do trono de Deus.
6 - E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo,
7 - dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.

PROPOSTA DA LIÇÃO
  • Deus levantará vozes que não temerão pregar o evangelho;
  • Palavra de Deus após o arrebatamento continuará a mesma;
  • Mártires: pregadores da Palavra após o arrebatamento;
  • Como será a atuação do Espírito Santo durante a grande tribulação?
  • Holocausto dos holocaustos: mártires que resistirão à besta;
  • Os mártires não temerão perturbar o reino do mal;
  • 144.000 + 2 testemunhas + 1 anjo com o Evangelho eterno;
  • Quem serão os 144.000? Qual será a função deles?
  • E as 2 testemunhas? Conhecerão a 1ª morte?
  • Anjo evangelista? Evangelho eterno?

INTRODUÇÃO:
Mesmo com toda sua truculência, soberba e diante das proezas e falsos milagres, o Anticristo não conseguirá emudecer a voz do Evangelho nem calar a voz dos mártires, ou seja, não conseguirá impedir a pregação da Palavra e tampouco interromper a ação do Espírito Santo de Deus.

Vozes serão levantadas durante a Grande Tribulação, que não temerão proclamar a Palavra, para alcançarem a multidão dos que não se sujeitarão ao governo do Anticristo. Quem serão estes pregadores? Que Evangelho eles pregarão? Quem convencerá o pecador? Haverá mesmo salvação neste período?

a) Palavra de Deus:
A Palavra de Deus não perderá a sua autenticidade e inspiração (Is 40.8; Mt 24.35; I Pe 1.25).

b) Os pregadores do Evangelho:
Serão muitos, tantos quantos já existiram. Os mártires, os 144.000, as 2 testemunhas e o anjo pregador.

c) Presença e atuação do Espírito Santo:
O Espírito Santo, onipresente, agirá conforme nos dias Antigo Testamento (cfe At 15.10-11).

d) Salvação:
A salvação será baseada no principio da fé (Hb 11.6; 34-38).

I. A PALAVRA DE DEUS APÓS O ARREBATAMENTO
1. A PALAVRA DE DEUS É ETERNA. 
A Palavra de Deus não perderá a sua autenticidade e inspiração (Is 40.8; Mt 24.35; I Pe 1.25), tampouco as páginas da Bíblia ficarão em branco, sem utilidade.

Mesmo no período da grande tribulação haverá pregação e ensino, talvez não com a mesma liberdade e com os mesmos instrumentos que facilitam a sua propagação. O certo é que os trabalhos não serão interrompidos, portanto haverá possibilidade de salvação, mas a base da fé em Jesus e no sofrimento próprio (Hb 11.6; 34-38). Esta palavra continuará a ser pregada nos períodos de tribulação. 

Se a Bíblia viesse a perder a sua inspiração após o arrebatamento, como ficariam os últimos atos do plano divino? Este grande acontecimento é parte do cumprimento do plano de Deus e não um ponto final.

Não teria o porquê a Palavra de Deus perder sua confiabilidade após o arrebatamento, pois não foi abalada ou colocada em xeque quando Adão e Eva foram expulsos do paraíso ou quando Noé e sua família entraram e saíram da arca ou na entrada e saída dos hebreus da terra do Egito, muito na posse e perda da Terra Prometida, no cativeiro babilônico ou no retorno para reconstruírem Jerusalém. Tampouco a Palavra de Deus foi afetada na morte, ressurreição ou ascensão de Jesus.

A Bíblia Sagrada não perderá a sua divina inspiração e a exposição e ensino ficará a cargo dos mártires, dos cento e quarenta e quatro mil, das duas testemunhas e do anjo que percorrerá os céus com o evangelho eterno.

2. A PALAVRA DE DEUS É O FUNDAMENTO DO JUÍZO FINAL.
Além do livro da vida, outros livros serão abertos no dia do Juízo Final. Conclui-se, pois, que as Escrituras Sagradas lá estarão e nelas se encontram tanto as promessas quanto os juízos divinos (Ap 20.12).

A Palavra de Deus será o fundamento legal do Juízo Final, ou seja, a humanidade será julgada pela retidão da Palavra que eles mesmos rejeitaram (Jo 12.48) e não por meras e humanas regras.

3. O ESPÍRITO SANTO APÓS O ARREBATAMENTO DA IGREJA. 
Se o Espírito Santo é o “detentor” (II Ts 2.7) e foi retirado para que se manifestasse o homem do pecado, como estará atuando na Terra neste período? Quem estará convencendo o homem do pecado, da justiça e do juízo, já que estará findo a dispensação da graça?

O Espírito Santo, onipresente, se retirou e não foi banido da Terra, por isto continuará agindo, mas não habitando (I Co 6.19), concedendo dons (I Co 12.1-10) e ousadia como faz com a igreja. Ele atuará como nas dispensações anteriores (cfe At 15.10-11; Gl 3.8), quando usava pessoas escolhidas (Jr 1.5; Gl 1.15) para entregarem a mensagem de Deus, acrescentando a fé no Redentor que haveria de vir, da mesma forma operará na grande tribulação, pois alimentará a esperança na salvação e concederá poder para desestabilizar o império do mal.

O livro de Apocalipse mostra dois grupos distintos de salvos na grande tribulação, a saber os israelitas (7.4) e gentios (7.9-14), pois a Palavra de Deus continuará ser proclamada, mas a salvação dependerá da ação de dois agentes:
  • 1º - O sangue do Cordeiro (Ap 12.11a);
  • 2º - O sangue do próprio mártir (Dn 7.25; Ap 6.9), que vencerá pela palavra de seu testemunho e não temerá a morte (Ap 12.11b).

II. A PROCLAMAÇÃO DOS MÁRTIRES
1. A IDENTIDADE DOS MÁRTIRES. 
Os martírios durante o governo do Anticristo superarão todas as cifras já registradas pela história humana. Este será o holocausto dos holocaustos, uma perseguição no campo religioso, social e econômico.

Os mártires serão aqueles que, na Grande Tribulação, arrepender-se-ão de seus pecados e se recusarão a adorar a imagem da besta e, consequentemente, não receberão o seu código. Farão parte da multidão, a qual ninguém poderá contar e virão de todas as nações, tribos, povos e línguas (Ap 7.9).

A perseguição e o martírio ocorrerão porque o Anticristo desejará o domínio total sobre o mundo e na sua ânsia do poder, se deparará com os mártires que, pela fé inabalável em Cristo Jesus, se recusarão a fazer parte de seu império. Isto incomodara muito a trindade satânica, que declarará uma guerra particular a eles e os vencerá (Dn 7.25; Ap 13.7, 15). As vozes serão abafadas, mas não suas ações.

Serão vencidos e mortos pelo Anticristo, mas morrerão convictos de sua fé e das recompensas (Ap 20.4). Não poderão ser contados ou nomeados, assim como não foi possível nomear todos os sete mil fiéis, em Israel, que não havia dobrado os joelhos a Baal (I Rs 19.18).

2. A FÉ SOB O MARTÍRIO. 
Os mártires serão vencidos e morrerão, devido à postura confessante e testemunhal (Ap 6.9; 20.4), mas antes, não temerão perturbar o império do mal com a apresentação do Evangelho do Reino.

Mas como nos espelharmos nesta lição de fé se já conhecemos, em primeira mão, o fim de todos eles, a morte? A fé deles será suficiente para:
Pregarem diante da perseguição;
Esperarem pelas conversões e resultados satisfatórios;
Esperarem pelo julgamento e vingança dos sangues deles (Ap 6.11)

Como não aprendermos com esta fé inabalável, que os fortalecerá para prosseguirem sem temerem as ameaças (cfe Fp 2.17; II Tm 4.6), que não serão poucas, pois o governo maligno não medirá forças para tirarem de circulação os tais (Mc 14.69b).

III. A PROCLAMAÇÃO DOS 144 MIL
1. A IDENTIDADE DOS 144 MIL. 
Além dos mártires oriundos de todos os povos e nações, haverá um grupo de 144 mil judeus, recolhidos de Israel, que proclamarão e confessarão a Cristo durante o governo do Anticristo, não temendo pelas próprias vidas.

São israelitas, conversos a Cristo logo após o arrebatamento da igreja (Ap 7.1-8), que farão parte de uma grande colheita de almas, precedendo a conversão nacional de Israel, que se dará no final da grande tribulação (Zc 12.10-14).

Este grupo de fiéis pregadores anônimos, assim como foram os sete mil fieis em Israel (I Rs 19.18) e os crentes de Chipre e Cirene (At 11.20-21), se manterá fiel e não se contaminará com o mundo (Ap 14:3-5), chamados de “virgens”, em cujas bocas não se achará engano e serão considerados as primícias de Deus, os primeiros da grande colheita (Ap 7.1-8).

Deus não ficara sem testemunho durante a grande tribulação (cfe At 14.17), pois levantará este grupo de pregadores do Evangelho do Reino, o remanescentes de israelitas redimidos (cfe Rm 11.26), os responsáveis pela pregação da Palavra de Deus e pela salvação de muitos na grande tribulação. Devido a este trabalho serão mortos pelo governante mundano.

2. A ELEVADA POSIÇÃO DOS 144 MIL. 
Os 144.000 receberão uma recompensa grandiosa, pois serão tomados pelo próprio Deus. Eles receberão um selo em suas testas, bem visível (Ap 7.3), para indicar a consagração a Deus e para provar que pertencem a Ele (cf Ap 7.3; 9.4; Ez 9.1-6).

Este sinal os identificará como servos do Deus Altíssimo, mas não os isentará das perseguições e do martírio (Ap 7.3, 14) promovidos pelo Anticristo, mas certamente estarão livres protegidos contra os danos provocados pelos gafanhotos, que atingirão a todos quantos não tiverem o sinal que eles possuem (Ap 7.3; 9.4).

Eles também terão um privilegio ainda maior, pois aprenderão, e não somente cantarão, o cântico novo que será entoado diante do trono (Ap 14.3-5).

IV. A PROCLAMAÇÃO DAS DUAS TESTEMUNHAS
1. A IDENTIDADE DAS DUAS TESTEMUNHAS. 
Moisés perturbou o Egito e Elias foi acusado de perturbar o reino apóstata de Israel (I Rs 18.17), mas nada que se compara ao que as duas testemunhas farão conjuntamente, durante a primeira metade da grande tribulação.

A verdadeira identidade do Anticristo será revelada ao mundo pelas duas testemunhas que neste período também proclamarão os juízos de Deus sobre a Terra.

Este ministério terá a duração de 1260 dias (Ap 11.1-3). Trajados de pano de saco, eles terão poder para fechar o céu para que não chova nos dias da sua profecia (cfe I Rs 17.1) e terão também poder sobre as águas para convertê-las em sangue (cfe Ex 7.20) e para ferir a terra com toda sorte de pragas, quantas vezes quiserem. O adversário não terá domínio sobre eles, pois eles receberão, de Deus, o poder para executarem suas funções (Ap 11.3-6).

Quem serão as duas testemunhas do Apocalipse?
  • Enoque e Elias (Gn 5.24; II Rs 2.11), já que ambos não experimentaram a primeira morte, apenas foram transformados, arrebatados. Elias já veio restaurar todas as coisas (Ml 4.5-6, cfe Mt 17.11-13)? Isto foi atestado por Jesus aos seus discípulos (Mt 11.14, cfe Lc 1.17). Por isto que existe dificuldade para se afirmar à identidade das duas testemunhas. João Batista teve a mesma conduta, ousadia, coragem e vigor que Elias e não foi uma reencarnação do grande profeta (Hb 9.27);
  • Moisés e Elias (Dt 34.6; Lc 9.30-31; Jd v.9), pois o primeiro transformou água em sangue (Ex 7.20) e o segundo fechou os céus, pela sua palavra, para que não houvesse chuvas em Israel (I Rs 17.1). E pelo fato de terem sido citados por Malaquias um em seqüência ao outro (Ml 4.4), com uma alerta antecedendo o grande e terrível dia do Senhor e por terem se manifestados na ocasião da transfiguração, com voz ativa (Mc 9.4);
  • O sacerdote Josué e o governador Zorobabel (Zc 4.6-7);
  • João e Paulo (Jo 21.22-23 e Fl 1.22-25);
  • Ou nenhum dos citados acima? “Aprendi que não preciso ter voz quando a Palavra de Deus se cala”. ANDRADE, (pg. 81, 2012).

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Mensagem 57: O raio que caiu duas vezes no mesmo lugar

Introdução (At 16.31; 27.31)
Paulo teve uma experiência bonita com o carcereiro de Filipos, ocasião em que batizou toda uma família, pois crendo ele, todos de sua casa seriam salvos, mas algum tempo depois esta situação tornou-se a repetir em sua vida. A única diferença foram os ambientes, os atores envolvidos e as circunstâncias, mas o resultado foi tão grandioso quanto na primeira vez.

Duzentos e setenta e seis almas ouviram a Palavra, confiaram em uma revelação (27.25) recebida por Paulo, pela qual garantia a salvação daqueles que continuassem no navio (27.31). Eles contemplaram a confirmação de tudo e foram salvos da morte certa.

1) A segurança garantida:
  • No cárcere (16.23-24) – Paulo e Silas foram duramente açoitados e depois lançados na prisão sob a responsabilidade do carcereiro, que imediatamente tratou de garantir a segurança dos mesmos, porque se fugissem certamente ele seria castigado;
  •  No navio (27.10-11) – Após a troca de navio, eles navegaram rumo a Roma, mas algo estava errado. Paulo alertou-os acerca do perigo que corriam eles, o navio e a carga, mas o centurião não deu ouvidos, antes pelo contrário, depositou toda a sua confiança no capitão do navio. Quem sabe não disseram: “O que está falando este paroleiro”? (17.18).
Mas em ambos os casos a segurança foi garantida justamente por quem não tinha competência para tal.

2) Cânticos, orações, conselhos, revelação e pregação:
  • Cânticos e orações no cárcere (16.25) - Mesmo trancafiados no cárcere inferior e com os pés no tronco, Paulo e Silas cantavam e oravam a Deus e todos os presos escutavam-nos;
  • Conselhos, revelação e pregação no navio (27.21-26) – mesmo no iminente perigo, Paulo continuava aconselhando e participando ativamente durante aquela viagem, mas ninguém dava ouvidos, bem diferente do que aconteceu em Filipos, mas isto não impediu que sua comunhão com Deus fosse abalada, tanto que recebeu uma revelação pela qual era garantida a vida de todos que estavam no navio. Quem sabe agora acreditariam ou pelo menos o ouviram, quando se trata de uma bênção, então todos param para ouvirem.
3) Tremor na terra, vento no mar e todas as portas foram abertas:
  •  No cárcere (16.26) – de repente, após a oração e louvor, veio um tremor que abalou os alicerces:
a) mas as paredes ficaram intactas, não cairam;
b) todas as portas foram abertas;
c) as prisões de todos foram soltas;
d) mas ninguém fugiu, pois ficaram sem ação.

Este foi o resultado dos louvores, que impactou aqueles corações, tanto que foram transformados, pois nada impedia que fugissem diante das portas abertas, somente Jesus. As portas não foram abertas para fuga, mas sim para entrarem no reino de Deus.
  • No navio (27.14) – não muito depois dos avisos de Paulo veio sobre eles um pé de vento muito forte que:
a) arrebatou o navio;
b) deixaram-nos sem rumo;
c) os marinheiros tentaram a fuga;
d) todos ficaram sem ação, sequer se alimentaram.

4) Muitas vidas preservadas
  • No Cárcere (16.27-28) – o carcereiro vendo as portas abertas e prevendo o castigo, tentou contra sua própria vida, mas ouviu o grito de Paulo dizendo-lhe: “não faças tal” (Gn 22.12), guardada as devidas proporções;
  • No navio (27.42) – o desejo dos soldados era matarem todos os prisioneiros para que não fugissem, mas foram impedidos pelo centurião, pois ele temia pela vida de Paulo. Então permitiu que eles pulassem na água e se salvassem. Alguns chegaram pelas próprias forças (valentes) e outros chegaram à praia agarrados e destroços do navio (aproveitaram a oportunidade).
5) Pregação, apelo, batismo em terra firme. Pregação, confirmação da revelação, batismo nas águas e meia ceia em alto mar:
  • Em terra firme (16.31-34) - Após o ocorrido, o carcereiro trêmulo, ouviu o apelo e aceitou a Jesus como Salvador de sua vida e convidou Paulo e Silas para irem em direção à sua família para se cumprisse o dito pelo missionário (16.31);
  • Em alto mar aconteceu o mesmo, pois momentos antes da completa destruição do navio, todos foram convidados por Paulo a comerem algo. Ele tendo graças a Deus, na presença de todos, partiu o pão (27.35) e ofereceu a cada um. Para que fosse se caracterizasse uma ceia faltou o vinho e o batismo de todos, água para isto teriam em abundância (At 8.36). Deveriam professar a fé e entrar nas águas para serem batizados, quem teria coragem?
6) Família salva em terra firme e várias vidas transformadas na praia:
  • Depois de ouvirem a Palavra, socorrem os missionários, aquela família foi batizada e todos se alegraram à mesa (16.34);
  • Alguns chegaram a nada, outros apoiados em destroços do navio, mas o importante é que todos chegaram e com isto foi confirmada a revelação que Paulo houvera recebido (27.23-26). Todos se reuniram na praia, nenhum deles fugiu, permaneceram unidos esperando algo a mais de Paulo. Quando aqueles homens saíram daquelas águas algo aconteceu na vida deles, não eram mais os mesmo, estavam diferentes, transformados, tanto que nenhum deles fugiu. O que deve ter acontecido naquelas águas? Deus tratando com cada um. Na praia se reuniram homens que, diante de Deus, estavam nivelados, pois não havia ali mais missionário, centurião, soldados, marinheiros, prisioneiros, eram todos iguais. Não havia mais patentes, divisões.
7) Conclusão:
Nas duas ocasiões os atores envolvidos perceberam a diferença entre caso perdido e a reviravolta provocada por Deus. Como o carcereiro poderia imaginar que algo de bom pudesse acontecer em sua vida diante daquela cena assustadora que contemplou? Poucas horas depois ceava juntamente com os missionários e sua família, se alegrando pela salvação.

Como os soldados, marinheiros, prisioneiros e o centurião poderiam imaginar um livramento naquele pé de vento? Todos eles experimentaram o que é estar diante de um tempestade, sem solução, sem horizontes, sem perspectivas, mas também puderam, horas depois, pisarem na terra firme de uma praia, ouvindo o barulho do mar, tranqüilos e salvos. Isto é para poucos.

Semelhanças entre os dois casos:
  • Presença de Paulo;
  • Cânticos, louvores, pregação, revelação, apelo e salvação;
  • Ações e permissões de Deus, primeiro com o terremoto e depois com o pé de vento;
  • As portas abertas do cárcere, no mar e na ilha, pois qualquer um deles poderia fugir;
  • Permanência em massa e não fuga. Todos ficaram esperando o desfecho dos acontecimentos. A família e os missionários se alegraram e os prisioneiros, soldados, marinheiros se reuniram na praia todos salvos;
  • Uma família salva e no segundo caso 276 vidas também foram preservadas
 Por: Ailton da Silva

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Linha do tempo: histórico e profético

Por: Ailton da Silva

22) O jejum - os 4 Evangelistas


MATEUS 9.14-17

  • 14 – Chegaram aos pés de Jesus, os discípulos de João (Marcos incluiu os fariseus nesta comitiva), que testemunharam os jejuns dos fariseus. Seriam lembrados por eles caso fosse o contrário (Lc 18.11);
  • 15 – A resposta de Jesus desconcertou a todos. Seus discípulos eram os filhos das bodas? Não precisavam jejuar? Não poderiam se entristecer? Até quando estaria com eles? Quando seria tirado do meio deles? Então quando isto acontecesse teriam necessidade do jejum?
  • 16 – Será que entenderam a questão do remendo novo em vestes velhas? E sobre a rotura maior? Entenderam a indireta de Jesus?
  • 17 – E a respeito do vinho novo e odres velhos? Que tipo de odre deveria receber o vinho novo? Eles não estavam preparados e não suportariam. O vinho novo deveria ser colocado em odre novo, pois a fermentação rompia facilmente e com isto, o vinho era derramado, perdido. Uma alusão a dureza de coração de Israel.

MARCOS 2.18-22
  • 18 – Os seguidores de João e os fariseus jejuavam e foram cobrar Jesus e os seus discípulos a mesma atitude. Ora, cada deve fazer a sua parte (cfe Mt 6.5-6);
  • 19 – Idem Mt 9.15;
  • 20 – idem Mt 9.15b;
  • 21 – idem Mt 9.16;
  • 22 – idem Mt 9.17.

LUCAS 5.33-39
  • 33 – Os fariseus e escribas (cfe Lc 5.30) perguntaram a Jesus porque os seus discípulos não jejuavam e oravam, tanto quanto eles e os discípulos de João Batista.
  • 34 – Para Jesus, os seus discípulos eram os convidados para as bodas (Mateus e Marcos registraram como filhos das bodas);
  • 35 – idem Mt 9.15b; Mc 2.20;
  • 36 – Mateus e Marcos falaram somente do remendo novo em panos velhos, enquanto que Lucas fez menção de tirar um pedaço das vestes novas para remendar as velhas, mas o resultado citados pelos três seria o mesmo;
  • 37 – 38 – Idem Mt 9.17; Mc 2.22;
  • 39 – Mateus e Marcos não falaram a respeito do vinho velho ser melhor que o novo. O vinho novo deveria ser provado, mesmo que já estivessem acostumado com o velho.

JOÃO
·          Não há registros.

PRÓXIMO ASSUNTO: Jesus, o Senhor do sábado

Fonte:
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2003.

Por: Ailton da Silva

terça-feira, 5 de junho de 2012

Quem serão as duas testemunhas?


Quem serão as duas testemunhas do Apocalipse?
  • Enoque e Elias (Gn 5.24; II Rs 2.11), já que ambos não experimentaram a primeira morte, apenas foram transformados, arrebatados. Elias já veio restaurar todas as coisas (Ml 4.5-6, cfe Mt 17.11-13)? Isto foi atestado por Jesus aos seus discípulos (Mt 11.14, cfe Lc 1.17). Sempre tomando o devido cuidado com Hb 9.27. Por isto que existe dificuldade para se afirmar a identidade das duas testemunhas;
  • Moisés e Elias (Dt 34.6; Lc 9.30-31; Jd v.9), pois o primeiro transformou água em sangue, a primeira praga no Egito (Ex 7.20) e o segundo fechou os céus, pela sua palavra, para que não houvesse chuvas em Israel (I Rs 17.1). E pelo fato de terem sido citados por Malaquias um em seqüência ao outro (Ml 4.4), com uma alerta antecedendo o grande e terrível dia do Senhor e por terem se manifestados na ocasião da transfiguração, com voz ativa (Mc 9.4);
  • O sacerdote Josué e o governador Zorobabel (Zc 4.6-7);
  • João e Paulo (Jo 21.22-23 e Fl 1.22-25);
  • Ou nenhum dos citados acima? “Aprendi que não preciso ter voz quando a Palavra de Deus se cala”, conforme frisou o comentarista da lição (pg. 81).
Por: Ailton da Silva

Planejamento do tempo da lição 11

Qual o tópico preferido da lição?
  • Situação da Palavra após o arrebatamento;
  • Atuação do Espírito Santo, idem;
  • Os mártires;
  • 144.000, as primícias;
  • As duas testemunhas. Quem serão? Como morrerão? Não serão sepultadas para aumentar a alegria do povão. E acontecera após a ressurreição deles?
  • O anjo evangelista. O Evangelho eterno e a mensagem de arrependimento.
Esta lição requer um planejamento do tempo, caso contrário não dará tempo, pois são muitos os assuntos a serem tratados e como todos são "polêmicos", em virtudes das correntes de pensamento e escolas de interpretações, será necessário a atenção especial tempo destinado a aula.

Por: Ailton da Silva

Evangelho do reino x Império do mal

Por: Ailton da Silva

Conteúdo da Bíblia


 Em contraste com sua segunda carta, esta fala da necessidade de receber os que pregam a Cristo.

Extraído da seção: "Ajuda ao leitor" - Bíblia Sagrada - Harpa Cristã – Baureri


Por: Ailton da Silva

domingo, 3 de junho de 2012

lição 10 - pós aula


Apertem os cintos. Agora vamos para outro território. Estávamos na terra (igrejas), agora os assuntos serão outros, Trindade Satânica, Evangelho Eterno, 2 testemunhas, que ainda não morreram, juízo das nações, julgamento final e por fim a formosa Jerusalém;

Três testemunham no céu: Pai, Palavra e o Espírito Santo e três testificam na terra: Espírito, água e o sangue (I Jo 5.7-8) e para testemunhar sobre o mal também são três: Dragão, Anticristo e o falso profeta;

As nações suspiram por uma liderança mundial somente para que ele possa resolver seus problemas econômicos e não os espirituais;

Muitos se fizeram anticristos, para prepararem o caminho (I Jo 2.18), mas nenhum deles chegou perto ou pode ser comparado com aquele que há de se manifestar;

Apocalipse 17 revela perfeitamente:
  • como será e de onde virá (7 montes). Uma cidade que adormece sobre 7 colinas, que no passado abrigou o maior de todos os impérios. Deles Daniel disse: “e o povo do principe, QUE HÁ DE VIR, destruirá a cidade” (Dn 9.26);
  • como estará vestido aquele que dará apoio (púrpura e escarlata, adornado de ouro e pedras preciosas);
  • cheio de suas prostituições;
  • sua condição (embriagado no sangue dos mártires), inquisição e perseguição, horrores no circo e arenas de Nero e seus sucessores;
  • mas parece que não existe mais, sumiu. Eles voltarão, conforme Daniel 2, os dedinhos dos pés da estátua;
  • 7 reis, cinco já foram, um existe, o outro ficará por pouco tempo. O oitavo é um dos sete. O 6º morreu;
  • 1929, data em que foi reconhecida a soberania do Vaticano (tratado de Latrão). Depois deste acordo passaram-se 7 papas.
Tal pai, tal filho, todos mentirosos, tanto o dragão, quanto o Anticristo e o falso profeta;

Será ferida apenas uma das cabeças do Anticristo e isto será suficiente para que ele saia, temporariamente de circulação. Como isto atormentou a cabeça de muitos no inicio dos anos 80, com os inúmeros atentados à personalidades políticas e religiosas mundiais;

ONU, Mercado comum europeu, Mercosul, Mercado Latino, Microsoft, Obama, Bin Laden, João Paulo II, o 6º papa, que pode ser o 8º (Ap 17.11), Lula, apesar que já não é mais tão influente, mas prometeu a voltar. Todos eles são suspeitos?

No velório de João Paulo II (estou falando da influência da pessoa e não sobre a sua representatividade), como foi grande a torcida para que o sepultassem rapidamente. O que teria acontecido com o mundo se tivesse aparecido “um” para ressuscitá-lo (Ap 13.3) diante dos olhares do mundo todo?

Pelo fato de já estar morto nada impede que qualquer cidadão possa ser ressuscitado para subir do mar;

O reino que o inimigo ofereceu a Jesus parece tão organizadinho;

Jesus negou este reino, mas para o Anticristo não será preciso oferecer duas vezes, pois na primeira ele aceitará correndo;

Quando ele subir do mar, apresentando a solução para os problemas mundiais e quando for ressuscitado então será aclamado e aceito pelas nações;

Também pudera, depois de tantos sinais seria impossível haver corações duros na humanidade. Engraçado que Jesus fez muito mais, mostrou sinais muito mais convincentes e úteis, mesmo assim foi desprezado;

O falso profeta será uma imitação dos companheiros que os grandes homens de Deus tiveram ao seu lado: Arão, Josué, Elizeu, Geazi (meio suspeito) entre outros tantos;

Besta semelhante a um cordeiro, mas quando abriu a boca falava como o dragão. Suas falas o denunciará. Será que encontramos algo parecido, tipo: de boca fechada é um santo, mas quando abre a boca, sai de baixo;

O falso profeta será o maior idolatra do mundo já visto na terra, um verdadeiro “puxa-saco”. Em nenhum momento buscará glória para si mesmo. O seu objetivo será a promoção total do Anticristo;

Na trindade satânica não haverá unidade, pois João viu três seres (Ap 16.13) e três espíritos imundos, semelhantes a rãs;

Evacuação geral: sempre o povo de Deus foi tirado antes que acontecesse algo que pudesse antigi-los. Isto aconteceu em Sodoma e Gomorra, no Egito (pois nunca mais foram os mesmo depois da saída de Israel), assim também acontecerá com a igreja, os pré-tribulacionistas;

Na grande tribulação alguns serão salvos e podem ser até mesmo aqueles que zombaram ou os de corações duros antes, bem diferentes daqueles que serão “deixados para trás”, pois muitos destes endurecerão os corações ou se revoltarão com a situação;

Muitos crentes estão esperando pela salvação no segundo tempo, imaginando que podem ganhar o jogo na etapa final, na grande tribulação. Não será facil;

Como será a primeira reunião pós arrebatamento? Muitas igrejas estarão cheias como nunca tiveram antes;

Se os milagres e bênçãos prometidas, pelos grandes milagreiros e aventureiros, se realizassem, certamente a igreja os carregariam e os colocariam em trono, por isto é que não podemos condenar a humanidade que presenciará os falsos milagres e proezas do falso profeta em nome do Anticristo. Tudo será para impressionar mesmo;

O que adianta deixarem telefones, e-mails, sites, blog, se quando ligamos ou entrarmos em contato não encontraremos os ditos milagreiros, nem mesmo para dizer que a profecia ou revelação se confirmaram;

Por: Ailton da Silva

sábado, 2 de junho de 2012

Anticristo, Jesus conhece tuas obras!


“Eu sei as tuas obras, Éfeso (Ap 2.2)”.
“Eu sei as tuas obras, Esmirna (Ap 2.8)”.
“Eu sei as tuas obras, Pérgamo (Ap 2.13)”.
“Eu sei as tuas obras, Tiatira (Ap 2.19)”.
“Eu sei as tuas obras, Sardes (Ap 3.1)”.
“Eu sei as tuas obras, Filadélfia (Ap 3.8)”.
“Eu sei as tuas obras, Laodicéia (Ap 3.15)”.
“EU TAMBÉM SEI AS TUAS OBRAS, ANTICRISTO, FALSO PROFETA E DRAGÃO”.

Mas quais
·         Seu ódio a Cristo (Ap 12.13);
·         Seu ódio ao povo de Deus (12.17);
·         Seu poder e autoridade (13.2);
·         Sua popularidade entre os incrédulos (13.4);
·         Sua blasfêmia contra Deus (13.6);
·         Sua guerra contra os crentes (13.7);
·         Sua habilidade de enganar (13.14).

Jesus não será supreendido por um plano audacioso ou inovador por parte do Maligno, mesmo porque toda e qualquer ação não depende dele, mas sim do “detentor” (I Ts 2.7), que em cumprimento à sua missão, não permite a manifestação total do Anticristo, antes do momento certo.

João afirmou em sua carta, que muitos homens tentaram antecipar a retirada do detentor, pois almejavam o titulo de anticristo (I Jo 2.18). Eles foram os percussores, que consciente ou inconscientemente prepararam o caminho para a manifestação do homem do pecado, o filho da perdição (II Ts 2.3).

Alguns destes homens fiizeram de tudo para serem conhecidos ou reconhecidos como tal, mas falharam em suas tentativas. Dos tais a maior lembrança que temos não são, propriamente seus feitos malignos, mas o fim de cada um (Dn 11.45). Foram muitos, mas um em questão é digno de registro, devido a sua crueldade com que tratou as coisas e o povo de Deus, refiro-me a Antíoco Epifânio (215-162 a.C.), retratado por Josefo:

Depois de saquear toda a cidade, mandou matar uma parte dos habitantes e levou dez mil escravos com suas mulheres e filhos. Mandou queimar os mais belos edifícios, destruiu as muralhas e construiu, na Cidade Baixa, uma fortaleza com grandes torres, as quais dominavam o Templo, e lá colocou uma guarnição de macedônios, entre os quais estavam vários judeus, tão maus e ímpios que não havia males que não infligissem aos habitantes.

Mandou também construir um altar no Templo e ordenou que lá se sacrificassem porcos, o que é uma das coisa mais contrárias à nossa religião.

Obrigou então os judeus a renunciar o culto ao verdadeiro Deus e a adorar os seus ídolos, e ordenou que se construíssem templos para eles em todas as cidades, determinando que não se passasse um dia sem que lá se imolassem porcos. Proibiu também aos judeus, sob graves penas, circuncidar os filhos, e nomeou fiscais para saber se eles estavam observando as suas determinações e as leis que ele impunha e obrigá-los a isso, caso recusassem obedecer.

A maior parte do povo obedeceu, voluntariamente ou por medo, mas essas ameaças não puderam impedir aos que possuíam virtude e generosidade de observar as leis de seus pais.

O cruel príncipe os fazia morrer por meio de vários tormentos. Depois de os mandar retalhar a golpes de chicote, a sua horrível desumanidade não se contentava em fazê-los crucificar, mas, enquanto ainda respiravam, fazia enforcar e estrangular perto deles as suas mulheres e os filhos que haviam sido circuncidados. Mandava queimar todos os livros das Sagradas Escrituras e não poupava ninguém na casa em que os encontrava. JOSEFO (Livro Décimo Segundo, capítulo 7).

Assolação, profanção, perseguições, proibições, assaltos, restrição religiosa, mortes e traições. O que poderiam pensar os judeus? Cumprimento da profecia de Daniel? O chifre pequeno (Dn 7.8)? Ou o início e fim do periodo de sofrimento e tribulações (Dn 8.13-14)? Ou nada disto, pois se tratava somente de mais um maquiavélico personagem que ousou, um dia, se intitular ou sua intenção fosse que a própria história se encarregasse de conceder-lhe tal título.

Mesmo há de se frisar que todos os teus atos foram permissões, pois estava afligindo a propriedade particular de Deus (Ex 19.5), portanto não haveria como ele se imaginar senhor da situação.

Todas as obras dos percussores foram e são conhecidas de Deus, da mesma forma os atos daquele que há de se manifestar como a personificação do mal. Se as obras deste foram detalhadamente reveladas ao homem através da Palavra, não teria o porque não imaginarmos que Deus não estivesse no controle de tudo aquilo que aconteceu em Jerusalém, nos idos de Antíoco Epifânio?

Portanto, Deus jamais se surpreenderá com alguma atitude do homem, seja ele um dos percussores ou o próprio filho da perdição, o filho do pecado, que há de se levantar para se opor a tudo o que é de Deus.

Referências:
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2003

JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. De Abraão a queda de Jerusalém. 8ª Ed. Traduzido por Vicente Pedroso. Rio de Janeiro. CPAD, 2004

Por: Ailton da Silva

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O governo do Anticristo. Plano de aula

ANTICRISTO – PAI DA MENTIRA
FALSO PROFETA – O PORTA VOZ
FALSO PROFETA – O MARQUETEIRO
GLOBALIZAÇÃO – CENÁRIO PERFEITO
O FOCO SAI DA TERRA E VAI PARA O CÉU
LEOPARDO, URSO, LEÃO E ANIMAL FEROZ
O GIGANTE MUNDIAL. O SALVADOR “DAS PÁTRIAS”

TEXTO ÁUREO:
"Filhinhos, e já a última hora; e, como ouvistes que vem o Anticristo, também agora muitos se têm feito Anticristos; por onde conhecemos que é já a última hora (1 Jo 2.18).

VERDADE PRÁTICA:
O espírito do Anticristo já opera no mundo. Portanto, combatamo-lo com a Palavra de Deus e com a divulgação do Evangelho de Cristo até aos confins da terra.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Ap 13.1-9
Apocalipse 13.1-9.
1 - E eu pus-me sobre a areia do mar e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e, sobre os chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças, um nome de blasfêmia.
2 - E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés, como os de urso, e a sua boca, como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio.
3 - E vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta.
4 - E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?
5 - E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses.
6 - E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu.
7 - E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda tribo, e língua, e nação.
8 - E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
9 - Se alguém tem ouvidos, ouça.

PROPOSTA DA LIÇÃO
          As nações suspiram por um líder. Eis o resultado da globalização;
          Anticristo: aquele que se levanta contra Cristo;
          O representante máximo do Maligno;
          Se manifestará logo após o arrebatamento da igreja;
          Sede política: “Babilônia”. Capital religiosa: Jerusalém;
          Seu governo será sustentado pelo Dragão e pelo Falso profeta;
          Sua missão: apagar toda a verdade e promover a mentira;
          Sua forma de trabalho: genocídio dos que não aceitarem o seu sinal;
          Espalhará a idolatria no seu mais alto grau;
          Controle total sob a economia e política mundial.

INTRODUÇÃO:
O Ocidente, sob os aplausos do Oriente, já esta participando na montagem do cenário para a ascensão de um governo único. O mundo político-economico-religioso-globalizado suspira por um líder com poderes ilimitados, o gigante mundial, a fim de reordená-las econômica e politicamente, enquanto que a igreja aguarda ansiosamente a volta de Jesus (Mt 25.1-13; II Tm 4.8), por ser já a ultima hora (I Jo 2.18).

Esta é a preparação para o surgimento do guia mundial, a quem a Palavra de Deus denomina de Anticristo, o qual está somente aguardando o momento apropriado para assumir o controle absoluto sob batuta do Maligno.

Ele será o mais terrível de todos os instrumentos já utilizados pelo Maligno na Terra. O ultimo grande imperador humano, que espalhará o ódio, revolta, indignação e manifestará a oposição (II Ts 2.4). Será a própria encarnação do mal, que fará parte da trindade satânica, juntamente com o dragão e o falso profeta.

O seu aparecimento se dará justamente no pior momento da humanidade, pois as turbulências, angustias, inquietudes, perplexidade, guerras, problemas sociais, políticos entre outras intempéries, se constituirá no grande e maravilhoso palco por onde o Maligno se apresentará ao mundo como o salvador capaz de garantir a momentânea e falsa paz (I Ts 5.3).

Será endeusado, pois conseguirá reunir todo o brilho do império grego, a solidez do poder persa e a ousadia dos babilônicos. Pela simbologia, a figura do Anticristo será a soma de todos estes grandes impérios (Ap 13.2).

A idéia da humanidade sobre este personagem estava associada ao gnosticismo, pois esta doutrina negava a encarnação de Cristo, logicamente ficava fácil imaginarem um Messias humano, já que diante da incredulidade e ignorância acerca da encarnação, morte no lugar do homem, ressurreição e ascensão de Jesus, não era difícil depositarem as esperanças no surgimento de um “salvador humano das pátrias”.

Algumas considerações sobre o Cristo e o Anticristo:
a) O Cristo:
·         Desceu do Céu (Jo 3.13; 6.41); 
·         É o Cordeiro (Ap 5.12); 
·         O Filho de Deus (Mt 3.17); 
·         O Santo e o Justo (Ap 16.5);
·         O mistério de Deus (Cl 2.2); 
·         A Segunda Pessoa da Trindade Divina (Mt 28.19); 
·         Aquele que é, que era e que há de vir (Ap 1.8); 
·         O que veio em Nome do Pai (Jo 5.43); 
·         O que subiu para o Céu (Mc 16.19; Jo 3.13).

b) O Anticristo:
·         Subirá do mar (Ap 13.1)
·         A besta (Ap 13.1).
·         O filho da perdição (II Ts 2.3).
·         O homem do pecado e o iníquo (II Ts 2.8).
·         O mistério da injustiça (II Ts 2.7).
·         A segunda pessoa da trindade satânica (Ap 16.13).
·         A besta que foi e já não é e que irá à perdição (Ap 17.8).
·         É aquele que virá em seu próprio nome (Jo 5.43).
·         É aquele que descerá para o lago de fogo e enxofre (Ap 19.20).

I. QUEM É O ANTICRISTO
1. DEFINIÇÃO ETIMOLÓGICA. 
  • Participante da trindade satânica: O Dragão (Anti-Deus), a Besta (Anti-Cristo) e o Falso Profeta (Anti-Espírito);
  • Será um personagem de uma habilidade, capacidade e liderança nunca vistas antes, pois não haverá resistência. Hoje ainda tem a figura do “detentor” (II Ts 2.7);
  • Tentará se apresentar como o Messias, o Ungido e Enviado, como o próprio Deus;
  • Aquele que se levantará contra Cristo, para tentar tomar o seu lugar (I Jo 2.22);
  • Um ditador mundial, o Cristo substituto, impostor, adversário, imitador, o opositor (I Jo 2.18; 2.22; 4.3; II Jo 1.7
  •  A plenitude de seu governo se dará na metade da grande tribulação (Dn 7.25; Ap 12.5; 13.5);
  • O que dominará o mundo nos últimos dias, como um instrumento direto do Maligno;
  • Um grande demagogo, que influenciará as massas com seus discursos fervorosos (Ap 13.3-5);
  • Terá em suas mãos a solução para todos os problemas sociais, econômicos e políticos da humanidade;
  • Um verdadeiro gênio político e intelectual (Ap 17.11-12), grande orador, capaz de fazer prodígios e entendido em adivinhações (Dn 8.23) e em assuntos religiosos (Ap 13.8; II Ts 2.4).
  • Os pseudoscristos afirmam serem os cristos, mas o Anticristo se apresentará como o opositor.
2. DEFINIÇÃO TEOLÓGICA. 
  •  A sua chegada coincidirá com a Septuagésima Semana de Daniel (Dn 9.27);
  • Seu aparecimento será sinalizado pela intensificação do mistério da injustiça (II Ts 2.7), pela apostasia (II Ts 2.3) e pela permissão de Deus (II Ts 2.7);
  • Se tornará o representante máximo de Satanás (I Jo 2.18). Será concedido a ele o poder do mal para ser usado contra o povo de Deus;
  • Será objeto de adoração (II Ts 2.4), que operará falsos milagres (II Ts 2.9);
  • Governará o planeta em nome do Maligno e se colocará a sua inteira disposição;
  • O seu governo terá a duração de três anos e meio (Ap 13.5); serão dez reinos que estarão sob seu controle (Ap 17.12; Dn 2.40-45; 7.24,25; 11.36-45), conforme estátua do sonho de Nabucodonosor, que tinha dez dedos nos pés, que são continuidade dos pés, representação do império romano (Dn 2.32-33);
  • Conhecido como “A besta que sobe do mar, o homem da iniquidade (Ap 13.1; II Ts 2.3), a besta de cor escarlate (Ap 17.3), a besta (Ap 17.8, 16; 19.19,20; 20.10), o rei feroz de cara” (Dn 8.23), o príncipe que há de vir (Dn 9.26), o rei que fará conforme a sua vontade (Dn 11.36); 
  • Será capaz de declarar a paz no Oriente Médio. Firmará um acordo com Israel;
  • Através do falso profeta (a segunda besta) determinará a criação de uma nova religião, uma super igreja mundial, apostata;
  • Destruirá os convertidos durante a grande tribulação (Ap 6.9-11; 7.4-17);
  • Sua atuação será insignificante, no começo (cfe Dn 7.8), mas aos poucos se levantará e ganhará espaço;
  • Mostrará o seu ódio a Deus e ao seu povo. Negará tanto o Pai quanto o Filho (I Jo 2.18).
II. O APARECIMENTO DO ANTICRISTO
1. TEMPO. 
O Anticristo manifestar-se-á logo após o arrebatamento da Igreja (II Ts 2.3-8), e a sua chegada coincidirá com a Septuagésima Semana de Daniel (Dn 9.27). O seu governo terá a duração de três anos e meio (Ap 13.5).