A VOZ
QUE NÃO SE CALARÁ
G. T.:
HORA DOS VALENTES PREGADORES
O
“DETENTOR” AINDA ESTARÁ PRESENTE?
PREGADORES
DE ELITE – SOMENTE NA G. T.
FERIDA
DO ANTICRISTO, TRISTEZA NA TERRA
MORTE
DAS 2 TESTEMUNHAS, ALEGRIA NA TERRA
FÉ EM JESUS E SANGUE DO
MÁRTIR, EIS A RECEITA
BÍBLIAS EM BRANCO OU MANCHADAS
PELO SANGUE HUMANO?
TEXTO ÁUREO:
“[...] Temei a Deus e dai-lhe glória, porque vinda é
a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as
fontes das águas” (Ap
14.7).
VERDADE PRÁTICA:
Apesar de sua influência e poder, o Anticristo não poderá calar a
verdade do Evangelho — a Palavra de Deus é para sempre.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
Apocalipse 14.1-7.
1 - E olhei, e
eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e
quatro mil, que em sua testa tinham escrito o nome dele e o de seu Pai.
2 - E ouvi uma
voz do céu como a voz de muitas águas e como a voz de um grande trovão; e uma
voz de harpistas, que tocavam com a sua harpa.
3 - E cantavam um
como cântico novo diante do trono e diante dos quatro animais e dos anciãos; e
ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil
que foram comprados da terra.
4 - Estes são os
que não estão contaminados com mulheres, porque são virgens. Estes são os que
seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes são os que dentre os homens
foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro.
5 - E na sua boca
não se achou engano; porque são irrepreensíveis diante do trono de Deus.
6 - E vi outro
anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos
que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo,
7 - dizendo com
grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu juízo.
E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.
PROPOSTA DA LIÇÃO
- Deus levantará vozes que não temerão pregar o evangelho;
- Palavra de Deus após o arrebatamento continuará a mesma;
- Mártires: pregadores da Palavra após o arrebatamento;
- Como será a atuação do Espírito Santo durante a grande tribulação?
- Holocausto dos holocaustos: mártires que resistirão à besta;
- Os mártires não temerão perturbar o reino do mal;
- 144.000 + 2 testemunhas + 1 anjo com o Evangelho eterno;
- Quem serão os 144.000? Qual será a função deles?
- E as 2 testemunhas? Conhecerão a 1ª morte?
- Anjo evangelista? Evangelho eterno?
INTRODUÇÃO:
Mesmo com toda sua truculência,
soberba e diante das proezas e falsos milagres, o Anticristo não conseguirá
emudecer a voz do Evangelho nem calar a voz dos mártires, ou seja, não
conseguirá impedir a pregação da Palavra e tampouco interromper a ação do
Espírito Santo de Deus.
Vozes serão levantadas
durante a Grande Tribulação, que não temerão proclamar a Palavra, para alcançarem
a multidão dos que não se sujeitarão ao governo do Anticristo. Quem serão estes
pregadores? Que Evangelho eles pregarão? Quem convencerá o pecador? Haverá
mesmo salvação neste período?
a) Palavra de Deus:
A Palavra de Deus não
perderá a sua autenticidade e inspiração (Is 40.8; Mt 24.35; I Pe 1.25).
b) Os pregadores do
Evangelho:
Serão muitos, tantos
quantos já existiram. Os mártires, os 144.000, as 2 testemunhas e o anjo
pregador.
c) Presença e atuação
do Espírito Santo:
O Espírito Santo,
onipresente, agirá conforme nos dias Antigo Testamento (cfe At 15.10-11).
d) Salvação:
A salvação será baseada
no principio da fé (Hb 11.6; 34-38).
I. A PALAVRA DE DEUS APÓS O
ARREBATAMENTO
A Palavra de Deus não perderá a sua autenticidade
e inspiração (Is 40.8; Mt 24.35; I Pe 1.25), tampouco as páginas da Bíblia
ficarão em branco, sem utilidade.
Mesmo no período da grande tribulação haverá pregação
e ensino, talvez não com a mesma liberdade e com os mesmos instrumentos que
facilitam a sua propagação. O certo é que os trabalhos não serão interrompidos,
portanto haverá possibilidade de salvação, mas a base da fé em Jesus e no
sofrimento próprio (Hb 11.6; 34-38). Esta palavra continuará a ser pregada nos
períodos de tribulação.
Se a Bíblia viesse a perder
a sua inspiração após o arrebatamento, como ficariam os últimos atos do plano
divino? Este grande acontecimento é parte do cumprimento do plano de Deus e não
um ponto final.
Não teria o porquê a
Palavra de Deus perder sua confiabilidade após o arrebatamento, pois não foi
abalada ou colocada em xeque quando Adão e Eva foram expulsos do paraíso ou
quando Noé e sua família entraram e saíram da arca ou na entrada e saída dos
hebreus da terra do Egito, muito na posse e perda da Terra Prometida, no
cativeiro babilônico ou no retorno para reconstruírem Jerusalém. Tampouco a
Palavra de Deus foi afetada na morte, ressurreição ou ascensão de Jesus.
A Bíblia Sagrada não perderá a sua divina inspiração e a exposição
e ensino ficará a cargo dos mártires, dos cento e quarenta e quatro mil, das
duas testemunhas e do anjo que percorrerá os céus com o evangelho eterno.
Além do livro da vida, outros livros serão abertos no dia do Juízo
Final. Conclui-se, pois, que as Escrituras Sagradas lá estarão e nelas se
encontram tanto as promessas quanto os juízos divinos (Ap 20.12).
A Palavra de Deus será o fundamento legal do Juízo Final, ou seja,
a humanidade será julgada pela retidão da Palavra que eles mesmos rejeitaram
(Jo 12.48) e não por meras e humanas regras.
3. O ESPÍRITO SANTO APÓS O ARREBATAMENTO DA IGREJA.
Se o Espírito Santo é o “detentor” (II Ts 2.7) e foi retirado para
que se manifestasse o homem do pecado, como estará atuando na Terra neste
período? Quem estará convencendo o homem do pecado, da justiça e do juízo, já
que estará findo a dispensação da graça?
O Espírito Santo,
onipresente, se retirou e não foi banido da Terra, por isto continuará agindo,
mas não habitando (I Co 6.19), concedendo dons (I Co 12.1-10) e ousadia como
faz com a igreja. Ele atuará como nas dispensações anteriores (cfe At 15.10-11;
Gl 3.8), quando usava pessoas escolhidas (Jr 1.5; Gl 1.15) para entregarem a
mensagem de Deus, acrescentando a fé no Redentor que haveria de vir, da mesma
forma operará na grande tribulação, pois alimentará a esperança na salvação e
concederá poder para desestabilizar o império do mal.
O livro de Apocalipse mostra dois grupos distintos de salvos na
grande tribulação, a saber os israelitas (7.4) e gentios (7.9-14), pois a
Palavra de Deus continuará ser proclamada, mas a salvação dependerá da ação de
dois agentes:
- 1º - O sangue do Cordeiro (Ap 12.11a);
- 2º - O sangue do próprio mártir (Dn 7.25; Ap 6.9), que vencerá pela palavra de seu testemunho e não temerá a morte (Ap 12.11b).
II. A PROCLAMAÇÃO DOS MÁRTIRES
Os martírios durante o governo do Anticristo
superarão todas as cifras já registradas pela história humana. Este será o
holocausto dos holocaustos, uma perseguição no campo religioso, social e econômico.
Os mártires serão aqueles que, na Grande Tribulação,
arrepender-se-ão de seus pecados e se recusarão a adorar a imagem da besta e, consequentemente,
não receberão o seu código. Farão parte da multidão, a qual ninguém poderá contar
e virão de todas as nações, tribos, povos e línguas (Ap 7.9).
A perseguição e o
martírio ocorrerão porque o Anticristo desejará o domínio total sobre o mundo e
na sua ânsia do poder, se deparará com os mártires que, pela fé inabalável em Cristo Jesus , se
recusarão a fazer parte de seu império. Isto incomodara muito a trindade
satânica, que declarará uma guerra particular a eles e os vencerá (Dn 7.25; Ap
13.7, 15). As vozes serão abafadas, mas não suas ações.
Serão vencidos e
mortos pelo Anticristo, mas morrerão convictos de sua fé e das recompensas (Ap
20.4). Não poderão ser contados ou nomeados, assim como não foi possível nomear
todos os sete mil fiéis, em Israel, que não havia dobrado os joelhos a Baal (I Rs
19.18).
Os mártires serão vencidos e morrerão, devido à postura
confessante e testemunhal (Ap 6.9; 20.4), mas antes, não temerão perturbar o
império do mal com a apresentação do Evangelho do Reino.
Mas como nos espelharmos nesta lição de fé se já conhecemos, em
primeira mão, o fim de todos eles, a morte? A fé deles será suficiente para:
Pregarem diante da perseguição;
Esperarem pelas conversões e resultados satisfatórios;
Esperarem pelo julgamento e vingança dos sangues deles (Ap 6.11)
Como não aprendermos com esta fé inabalável, que os fortalecerá para
prosseguirem sem temerem as ameaças (cfe Fp 2.17; II Tm 4.6), que não serão
poucas, pois o governo maligno não medirá forças para tirarem de circulação os
tais (Mc 14.69b).
III. A PROCLAMAÇÃO DOS 144 MIL
Além dos mártires oriundos de todos os povos e nações, haverá um
grupo de 144 mil judeus, recolhidos de Israel, que proclamarão e confessarão a Cristo
durante o governo do Anticristo, não temendo pelas próprias vidas.
São israelitas, conversos a Cristo logo após o arrebatamento da
igreja (Ap 7.1-8), que farão parte de uma grande colheita de almas, precedendo
a conversão nacional de Israel, que se dará no final da grande tribulação (Zc
12.10-14).
Este grupo de
fiéis pregadores anônimos, assim como foram os sete mil fieis em Israel (I Rs
19.18) e os crentes de Chipre e Cirene (At 11.20-21), se manterá fiel e não se
contaminará com o mundo (Ap 14:3-5), chamados de “virgens”, em cujas bocas não
se achará engano e serão considerados as primícias de Deus, os primeiros da
grande colheita (Ap 7.1-8).
Deus não ficara sem
testemunho durante a grande tribulação (cfe At 14.17), pois levantará este
grupo de pregadores do Evangelho do Reino, o remanescentes de israelitas
redimidos (cfe Rm 11.26), os responsáveis pela pregação da
Palavra de Deus e pela salvação de muitos na grande tribulação. Devido a este
trabalho serão mortos pelo governante mundano.
Os 144.000 receberão uma recompensa grandiosa, pois serão tomados
pelo próprio Deus. Eles receberão um selo em suas testas,
bem visível (Ap 7.3), para indicar a consagração a Deus e para provar que pertencem a Ele (cf
Ap 7.3; 9.4; Ez 9.1-6).
Este sinal os identificará como servos do Deus Altíssimo, mas não
os isentará das perseguições e do martírio (Ap 7.3, 14) promovidos pelo
Anticristo, mas certamente estarão livres protegidos contra os danos provocados
pelos gafanhotos, que atingirão a todos quantos não tiverem o sinal que eles
possuem (Ap 7.3; 9.4).
Eles também terão
um privilegio ainda maior, pois aprenderão, e não somente cantarão, o cântico
novo que será entoado diante do trono (Ap 14.3-5).
IV. A PROCLAMAÇÃO DAS DUAS TESTEMUNHAS
Moisés perturbou o Egito e Elias foi acusado de perturbar o reino apóstata
de Israel (I Rs 18.17), mas nada que se compara ao que as duas testemunhas
farão conjuntamente, durante a primeira metade da grande tribulação.
A verdadeira identidade do Anticristo será revelada ao mundo pelas
duas testemunhas que neste período também proclamarão os juízos de Deus sobre a
Terra.
Este ministério terá a duração de 1260 dias (Ap 11.1-3). Trajados
de pano de saco, eles terão poder para fechar o céu para que não chova nos dias
da sua profecia (cfe I Rs 17.1) e terão também poder sobre as águas para
convertê-las em sangue (cfe Ex 7.20) e para ferir a terra com toda sorte de
pragas, quantas vezes quiserem. O adversário não terá domínio sobre eles, pois
eles receberão, de Deus, o poder para executarem suas funções (Ap 11.3-6).
Quem serão as duas testemunhas do Apocalipse?
- Enoque e Elias (Gn 5.24; II Rs 2.11), já que ambos não experimentaram a primeira morte, apenas foram transformados, arrebatados. Elias já veio restaurar todas as coisas (Ml 4.5-6, cfe Mt 17.11-13)? Isto foi atestado por Jesus aos seus discípulos (Mt 11.14, cfe Lc 1.17). Por isto que existe dificuldade para se afirmar à identidade das duas testemunhas. João Batista teve a mesma conduta, ousadia, coragem e vigor que Elias e não foi uma reencarnação do grande profeta (Hb 9.27);
- Moisés e Elias (Dt 34.6; Lc 9.30-31; Jd v.9), pois o primeiro transformou água em sangue (Ex 7.20) e o segundo fechou os céus, pela sua palavra, para que não houvesse chuvas em Israel (I Rs 17.1). E pelo fato de terem sido citados por Malaquias um em seqüência ao outro (Ml 4.4), com uma alerta antecedendo o grande e terrível dia do Senhor e por terem se manifestados na ocasião da transfiguração, com voz ativa (Mc 9.4);
- O sacerdote Josué e o governador Zorobabel (Zc 4.6-7);
- João e Paulo (Jo 21.22-23 e Fl 1.22-25);
- Ou nenhum dos citados acima? “Aprendi que não preciso ter voz quando a Palavra de Deus se cala”. ANDRADE, (pg. 81, 2012).





