sexta-feira, 22 de junho de 2012

A formosa Jerusalém. Plano de aula


JOÃO VIU! E EU TAMBÉM ESPERO VER
“QUAL SERÁ DESFRUTAR AS RIQUEZAS”
 “SE É GLORIOSO PENSAR NAS GRANDEZAS”

PORQUE JESUS TOCOU NESTE ASSUNTO – JO 14.2?

COMPRIMENTO – ALTURA – LARGURA. 3 GRANDEZAS!

JERUSALÉM CELESTE: ESPERANÇA E FASCÍNIO PARA A IGREJA
JERUSALÉM TERRESTRE: ESPERANÇA E FASCÍNIO PARA ISRAEL

 

TEXTO ÁUREO

Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça (II Pe 3.13).

VERDADE PRÁTICA

O melhor da Jerusalém Celeste é que estaremos para sempre com Jesus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Apocalipse 21.9-18.
9 - E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro.
10 - E levou-me em espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu.
11 - E tinha a glória de Deus. A sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente.
12 - E tinha um grande e alto muro com doze portas, e, nas portas, doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos de Israel.
13 - Da banda do levante, tinha três portas; da banda do norte, três portas; da banda do sul, três portas; da banda do poente, três portas.
14 - E o muro da cidade tinha doze fundamentos e, neles, os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.
15 - E aquele que falava comigo tinha uma cana de ouro para medir a cidade, e as suas portas, e o seu muro.
16 - E a cidade estava situada em quadrado; e o seu comprimento era tanto como a sua largura. E mediu a cidade com a cana até doze mil estádios; e o seu comprimento, largura e altura eram iguais.
17 - E mediu o seu muro, de cento e quarenta e quatro cavados, conforme a medida de homem, que é a de um anjo.
18 - E a fábrica do seu muro era de jaspe, e a cidade, de ouro puro, semelhante a vidro puro.

PROPOSTA DA LIÇÃO:
  • Jerusalém celeste é mais sublime que os céus. A casa do Pai;
  • João: o único humano que foi capaz de descrevê-la;
  • Arquitetada e construída pelo próprio Deus;
  • Formato: como um cubo perfeito;
  • Iluminação: a própria glória de Deus;
  • Não haverá Templos, sol e lua. Suas portas jamais serão fechadas;
  • Administração: governo perfeito;
  • Habitantes: os redimidos de todas as eras;
  • Conhecimento: a eternidade não será suficiente;
  • Comunhão total entre os habitantes. Amor perfeito. 

INTRODUÇÃO
O homem foi criado para ser eterno, desde que fosse obediente a Deus, mas ele não conseguiu manter a sua fidelidade, desobedecendo a única ordem no jardim do Éden (Gn 2.17), o qual oferecia condições propicias para tal.

Com esta desobediência, o homem, ficou sujeito ao tempo e a morte física, bem como perdeu o direito de permanecer naquele paraíso, entretanto ainda houve manifestação da misericórdia e graça, pois foi apresentado um plano para que o homem fosse levado novamente à antiga comunhão perdida, em um outro ambiente, o novo tabernáculo (Ap 21.3), a Nova Jerusalém.

A terra, por vezes encanta, mas nossa alma suspira pela casa que Jesus nos foi preparar. O caminho é longo e não podemos esmorecer ou amedrontar. Esta jornada logo chegara ao fim e mais alguns passos avistaremos os portais da Jerusalém Celeste.

A Nova Jerusalém, cidade planejada e arquitetada por Deus, onde os salvos habitarão no futuro, a qual faltou palavras para que João pudesse descrevê-la, para tanto ele se utilizou de subterfúgios, tais como: comparação, semelhança a algo visto na terra (Ap 21.11).

É muito mais do que uma simples cidade, pois ali não haverá choro, tristezas, pecados, trevas e onde a temporalidade perderá seus efeitos (Ap 21.4). Habitar nesta cidade é o ponto máximo que o ser humano pode alcançar. Esta esperança não é fruto das mentes nervosas pentecostais, mas trata-se de uma doutrina sólida.

I. O QUE É A JERUSALÉM CELESTE
1. MAIS SUBLIME QUE OS CÉUS. 
A Jerusalém Celeste é mais sublime que os céus, porque estes são insuficientes para abrigarem a cidade celeste, por isso, Deus formará um novo céu, quando consumar a atual criação (Is 65.17; II Pe 3.13; Ap 21.1). Para descrevê-la também nos faltam palavras, tanto quantas faltaram para João e para Paulo (I Co 2.9).

A terra e o céu serão abalados, as estrelas derreterão e os elementos serão dissolvidos (Is 51.6; Ag 2.6; Hb 12.26-28; II Pe 3.7,10,12), então uma nova morada, a sede do governo divino, será oferecida aos homens, a Nova Jerusalém, a substituta do Éden, o local onde Deus habitará eternamente junto com os homens. Um lugar bem melhor que o primeiro jardim para abrigar milhões e milhões de remidos, que não se portarão como “zumbis”, como alguns imaginam.

2. A CASA DE MEU PAI. 
Jesus prometeu aos seus discípulos uma morada na Nova Jerusalém (Jo 14.2), caso contrário Ele não teria feito tocado neste assunto para esperançar seus seguidores, que já ansiavam por um lugar melhor que aqueles que seus olhos carnais contemplavam.

Este lugar já existe, mas não pode ser habitado, pois para isto necessitaríamos de um corpo de glória (I Co 15.53), incorruptível, ou seja, ainda não estamos preparados e autorizados a adentrar a casa do Pai.

O “céu é o termo bíblico para designar o lugar da habitação de Deus”, a sua cidade preparada, lugar de paz, onde poderemos ver o Cristo glorificado (At 1.11).

A Jerusalém terrestre é sombra da cidade que descerá do céu (Hb 8.5), com seus 12.000 estádios de largura, altura e comprimento (Ap 21.16), assim como o santo dos santos, revestido de ouro, era o lugar que representava “a residência permanente de Deus na terra” (I Rs 6.20).

3. A NOVA JERUSALÉM. 
A Jerusalém terrestre sempre exerceu um fascínio sobre Israel, pois sempre foi o palco de manifestações de Deus, mas nada que se possa comparar a Nova Jerusalém, a qual foi descrita, por João, a base de muito esforço e rascunhada, mesmo lhe faltando palavras e cores para descrevê-la. Se os dois não foram capazes de tal proeza, o que dirá nós?

Ela faz parte de uma dimensão celestial, parte revelada por Deus aos homens que a descreveram de uma forma figurada ou alegórica, tornando difícil a sua compreensão, mas o certo é que se trata de algo que está muito além de nosso entendimento ou imaginação (I Co 2.9).

quarta-feira, 20 de junho de 2012

GÊNESIS – informações essenciais do livro


PROPÓSITO:
Registrar o momento em que Deus criou o mundo e seu desejo de ter um povo separado para adora-lo.

AUTOR:
Moisés

DESTINATÁRIO:
Povo de Israel

DATA:
1450 – 1410 a.C.

PANORAMA:
Região atualmente conhecida como Oriente Médio

VERSÍCULO CHAVE:
Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.

E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção.

E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra (12.2-3).

PESSOAS CHAVE:
Adão, Eva, Noé, Abraão, Sara, Isaque, Rebeca, Jacó e José

Informações extraídas da seção “Informações essenciais” – Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal 


Por: Ailton da Silva

Mais duas perguntinhas!



Estava lendo algo a respeito ontem e me deparei com estas duas pegadinhas, se é que posso dizer assim:

1) Nero ateou fogo em Roma, nada de novo ou especial nisto, pois os judeus fizeram isto com Jerusalém muito tempos antes. Quando foi que isto aconteceu?
Resp: ___________________________


2) Qual foi o primeiro livramento recebido por Israel no Egito?
Resp: ___________________ dica: fujam da lógica



Por: Ailton da Silva

terça-feira, 19 de junho de 2012

Proposta das lições - 1 a 7








Por: Ailton da Silva

Capas das lições próximo trimestre








13ª Viagem - Ribeirão Claro - PR, via norte do Paraná

SAÍDA
Sai as 4 da manhã, como de costume, já prevendo que enfrentaria problemas na Rodovia em Taciba.

Meus temores se confirmaram, já que esta rodovia continua da mesma forma, um lixo, mas desta vez teve um outro agravante, a neblina. Foram 30 km e não conseguia passar dos 40 km p/h. Não dava para enxergar nada.

Como sempre faço uma previsão de chegada nos locais e para variar nunca consigo cumprir, mas desta vez foi diferente, pois em todas as paradas e cidades cheguei até mesmo adiantado.

Ao passar a divisa o frio se aliou ao tempo fechado, imaginei chuvas fortes, estava preparado, mas elas não vieram, ficaram somente na ameaça.

Depois de Bela Vista do Paraíso começou a subida e descida de morros, uma após outro, parecia que não teria.  Não tinha o que reclamar, pois eu mesmo traçei a rota e escolhi este caminho.



CHEGADA
Seguindo conselhos de um frentista, em Bela Vista, resolvi mudar a rota e não passei em Jataizinho e Londrina, segui direto para Cornélio Procópio, segundo ele a distância seria a mesma e o diferencial seria as condições da rodovia.

Em Jacarezinho dei uma parada, pois imaginava que tivesse que atravessar a cidade para seguir a Ribeirão Claro, mas não houve necessidade, bastava contornar por fora.

Enfim cheguei a Ribeirão, bem antes do previsto, estava pensando algo em torno das 3 da tarde quando muito as 5 horas, mas às 14:00 horas já havia almoçado e estava instalado em um hotelzinho, bom, barato e bem localizado.

Descansar que é bom nada, sai para rodar em toda a cidade. Marquei bem o local da igreja. O culto era somente no outro dia, então, quando deu 16 horas, apaguei.

CACHOEIRA VÉU DA NOIVA E PONTE PÊNSIL
Acordei cedo, 7 da manhã e segui em direção a ponte. Fui seguindo o riachozinho e dei de cara com a cachoeira. O acesso está proibido, devido a recentes tragédias. Cheguei o mais próximo possível, não deu coragem para se aproximar, mas a vista foi legal.

Quando deu meio dia já havia feito tudo o que queria, foi quando de volta para a cidade resolvi conhecer o balneário da cachoeira, segui as placas, imaginando que fosse um balneário e uma cachoeira,pela lógica da placas.

Um senhor me disse assim: “depois que terminar o asfalto, siga mais 4 km”. Cai nesta conversa novamente, já havia acontecido isto na divisa entre Minas e Goiás, em 2010. Foram bem mais que 4 km. Estrada de terra, descendo uma serra, até que enfim uma mulher me disse: “é um patrimoniozinho, quando você chegar lá verá uma Congregação Cristã”. Fiquei com vergonha de perguntar sobre a cachoeira, agradeci e segui viagem.

Quando cheguei perguntei para um senhor, mas já fui direto e disse: “cachoeira é sómente o nome”? Ele concordou. Meu Deus, andei tudo aquilo a toda, somente para ver uma prainha.

Resolvi voltar pelo asfalto, contornando o morro que desci por terra. A vista do mirante é muito legal. Valeu a pena. O ruim foi somente andar muito tempo atrás de um caminhão, não tinha como ultrapassar ele, é muito movimento na rodovia. No restaurante que almocei o proprietário me disse que todos os turistas caem na mesma conversa e chegam bravos. A noite cooperei na igreja. 




RETORNO
Programei para sair de Ribeirão às 7 horas da manhã, mas acordei as 9. Pensei que todo o meu planejamento fosse dar errado, mas deu certo e não precisei correr muito.

Passei em Chavantes, Ourinhos e parei em Palmital para abastecer. Em Assis, resolvi voltar por Paraguaçu Paulista para conhecer o trem turismo, uma Maria-Fumaça, que funciona somente aos domingos e feriados. Segundo um paraguacuense ela percorre um trajeto de mais ou menos 8 km em cerca de 1 hora.

Foram 800 km, 450 para ir, 300 para voltar e 50 na cidade.


Por: Ailton da Silva

domingo, 17 de junho de 2012

lição 12 - pós aula


Porque nunca apareceu ninguém prognosticando o provável dia do juízo final?

O juízo final será a última reunião de Deus com o homem, antes da eternidade. Será o fim do “temporal”;

A morte e o inferno darão os seus mortos, que até então estarão “repousando”. Será que o ensinamento do purgatório veio desta verdade teológica (conclusão de uma aluna). A única diferença é que sairão da morte e do inferno para pior;

O culpado pela rebelião será o próprio homem. O diabo apenas dará o sinal para a reunião, apesar que ele terá sim muito mais culpa, mas não será o único;

EXCLUSIVO: Um dos nossos alunos (Evangelista) revelou o local exato onde ocorrerá o juízo final. Segundo ele, será na porta do inferno (do lago de fogo), para ficar mais fácil para jogar os sentenciados. Eu conclui dizendo que será algo do tipo: vai julgando e vai jogando;

Depois chegamos a seguinte conclusão; “o juízo final não será nas imediações da glória, ou poderá até ser, mas não adianta querer saber o lugar exato, pois está oculto;

A apostasia do Milênio ocorreria sem o Diabo? Se ele não fosse solto, certamente o homem se rebelaria, devido a sua inclinação para o mal, aliás o Milênio servirá para mostrar esta tendência humana;

No dia do juízo estarão reunidos muitos homens, grandes, pequenos, camuflados, exibicionistas, bonzinhos, turrões, os “não me toques e não me reles”, grandes pregadores (que após suas mensagens não olham ou cumprimentam os meros plebeus, segundo um de nossos alunos), os grandes cantores, os que sacudiram auditórios, os reveladores, profetizadores plantonistas, etc;

Ainda tem muitos crentes, na igreja, que não sabem a diferença entre exemplo e idolatria. Devemos ter os ensinadores, pregadores como exemplos (I Co 11.1) e não idolatrá-los (At 14.11-15). Muitos não sabem discernir isto;

Esta fazia algum tempo que não ouvia: “Quando um pregador lê a Palavra o nosso coração deve arder”. (Lc 24.32);

Esta foi uma verdadeira jóia: “Se a igreja atentasse para o livro de Apocalipse certamente seria santa, diferente, vitoriosa e evitaria muitos pecados”. Eu respondi que não precisaria passar do 4º capítulo, bastava ficar somente nas cartas às igrejas, pois ali contém todos os erros possíveis e imagináveis que a igreja pode cometer. Graças a Deus que também contém a solução;

Outra preciosidade: “Estamos fazendo pouco para Jesus”. Na verdade não estamos fazendo nada e se dissermos “pouco’ estaremos afrontando esta palavra;

Com esta eu ganhei o dia: “Tem muitos crentes sendo ressuscitado para assistir os grandes pregadores”. Rapidamente eu fiz a associação ao caso de II Rs 13.21. Depois tais crentes voltam aos seus túmulos caseiros, até ao dia que aparece outro capaz de tirá-los da “toca”;

Ajuntamento de carne (Ap 19.21), para as aves do céu se fartarem? Não, ajuntamento de carne nas igrejas, infelizmente;

Esta foi de uma profundidade teológica nunca vista: “A segunda morte, para o Anticristo e o falso profeta será, na verdade, a primeira”, pois foram lançados vivos no lago de fogo;

O que terá de crentes argumentando no dia do juízo final. Estes serão os turrões;

Em contrapartida, se posso dizer desta forma, alguns ímpios dirão: “Não precisa rodar o filme ou a história da minha vida, me mostre o caminho que eu mesmo me lanço no lago de fogo”;

O livro da vida está presente no dia do juízo somente para que os turrões vejam que seus nomes não constam naquele rol;

Alguns crentes turrões estarão neste dia e se dirigirão até ao livro para constatarem se realmente os seus nomes não estão escritos. Eu não duvido disto;

Aos gritos dirão: “mas me garantiram, que estava”. Esta são aquelas mensagens de amaciamentos de egos que vemos hoje;

Alguns livros que NÃO estarão no dia do juízo final, pois fazem parte do nosso cotidiano:
  • Livro da família – já risquei muitos parentes e não voltei a escrever os nomes deles;
  • Livro dos parentes – idem;
  • Livro dos irmãos – tem nome de irmão que está assinalado (o próximo a pagar, está jurado, no próximo culto eu pego);
  • Livro dos amigos – neste é um vai e vem, escreve e apaga.

Deus escreve o nome no livro da vida ou não risca os nomes que Ele já escreveu? Ele volta a reescrever os que já foram riscados? Sim, pois a misericórdia é infinita, mas um dia ........


Por: Ailton da Silva

sábado, 16 de junho de 2012

“Vale das Bestas - Entrega das novas habitações - Programa "Minha casa, minha morte"


“VALE DAS BESTAS”
ENTREGA DAS NOVAS HABITAÇÕES
PROGRAMA: “MINHA CASA, MINHA MORTE”

ATENÇÃO! Já foi definida a sequência para a entrega das novas habitações, localizadas no residencial “Vale das bestas”. Como o próprio nome diz, será um lugar reservados para aqueles que se inscreveram diretamente com eles (Anticristo e falso profeta) ou aqueles que trataram com o Dragão, no decorrer da história humana.

A ordem para a entregue foi definida por Deus, não sabemos qual a lógica utilizada, mas certamente foi a melhor, portanto não haverá possibilidades para protestos, impugnações ou concessões a um em detrimento ao outro.

Nesta primeira etapa serão contemplados cinco personagens, a saber:
  • O Anticristo, a primeira Besta, será o primeiro a entrar na nova moradia (Ap 19.20). O bom é que entrará vivo e poderá usufruir de todas as dependências. Creio que poderá até reunir seus amigos, depois que todos estiverem acomodados, para que inaugurem com chave de ouro, aliás, eles não terão a chave, então será melhor pensarem em outro tema para a festa. Que privilégio ser o primeiro a adentrar, tudo será seu. Como um imitador, certamente traçará um paralelo ao que aconteceu com Adão, quando foi expulso do paraíso (Gn 3.23) e com Noé quando saiu da arca (Gn 8.18), pois não havia outros humanos para dividirem as propriedades, eles eram os únicos. Então o Anticristo poderá planejar uma nova plataforma de governo, apesar que não haverá espaço para autoridade constituída, mas certamente pensará desta forma. O “bicho” não muda seu pensamento mesmo;
  • O falso profeta será o segundo (Ap 19.20), também será lançado vivo e irá agarrado no calcanhar de seu ídolo maior. Novamente na condição de imitador, associará isto ao ocorrido ao nascimento de Jacó e Esaú (Gn 25.26). Creio que no início ele não terá tanta utilidade quando antes (Ap 13.11-15), pois estarão somente os dois e não terá a multidão para enganar. Sua função de marqueteiro político religioso não poderá ser exercida ali, portanto terá que se contentar em apenas ficar admirando o lugar. A única atribuição clara da dupla será a recepção à morte e ao inferno, desconhecidos para eles, já que foram lançados “vivos” naquele lugar (Ap 19.20);
  • O terceiro a entrar será o próprio Dragão (Ap 16.13), a antiga serpente (Ap 12.9), o Diabo, que se juntará aos seus instrumentos humanos após o Milênio. Neste período os dois moradores acima ficarão na solidão, sem nada por fazer, mas não perderão por esperar, pois o “chefe” logo chegará. Ele será o único que, antes de entrar na morada eterna, estará por um espaço de tempo (Ap 20.1-3) em um outro ambiente, tentando aperfeiçoar o seu plano, a sua última investida. Certamente as duas bestas estarão torcendo pelo sucesso do plano, se souberem que pelo menos ele esteja ainda vivo, mesmo porque nenhum deles será “aniquilado”, apenas banido da presença de Deus. Enfim serão reunidos os três no “Vale das Bestas”. Um ditado que certamente será muito usado naquele lugar é: “a esperança é a ÚNICA que morre”, aliás, a única esperança de vitória, deles, morreu;
  • O quarto a ser lançado no vale será o inferno, respeitando ao revelado pelo apóstolo Paulo (I Co 15.26), portanto ele antecederá a sua fiel companheira, a morte (Ap 6.8). Por um poucochinho de tempo eles serão separados, por frações de segundos, um chegará à frente do outro na morada eterna. Neste meio tempo as bestas estarão recepcionando estes dois desconhecidos. Então serão apresentados uns ao outros;
  • O quinto e último contemplado com a nova morada será a morte (I Co 15.26) e de lá nunca mais poderá sair para atormentar (I Co 15.54) a quem considerava o seu maior inimigo, o homem.

A outra etapa da entrega contemplará os ímpios de todas as eras, que viraram as costas para o sacrifício do Calvário, que blasfemaram, perseguiram ou que se aliaram a trindade Satânica no decorrer de suas histórias. Somente esta etapa não tem um local definido, para as demais todos os envolvidos serão convocados e saberão onde devem se apresentar.

Observações:
  • A seqüência para entrega das moradias seguirá esta ordem pré determinada;
  • Não será alterada a ordem, a pedido, por conveniência ou por impedimento de um ou de outro, mesmo porque todos se apresentarão quando ouvirem a convocação;
  • Não há necessidade de trazerem os protocolos de inscrição, pois existirá o livro de registros;
  • Não serão permitidos advogados de defesa, recursos, apelações ou impugnações, pois estarão diante da reta justiça de Deus;
  • Não serão permitidas reformas, melhorias ou benfeitorias no interior do “Vale das Bestas”;
  • Não serão permitidas eleições para escolha de lideres comunitários, vereadores, prefeitos, presidente ou rei;
  • Ninguém possuirá as chaves ou autoridade. As chaves do céu, da igreja sempre deram a um ou a outro, mas a do inferno nenhum homem deseja;

E por último: Se prepararem: haverá tormentos de dia e de noite, para todo o sempre (Ap 20.10).

Por: Ailton da Silva

sexta-feira, 15 de junho de 2012

O Juízo Final. Plano de Aula


MORTE – ALIADA DO INFERNO
MORTE E INFERNO, ENFIM A “SÓS”
JUÍZO FINAL – O FIM DO TEMPORAL
TRONO BRANCO – VISÃO ATERRORIZANTE
FALSO PROFETA – CONSORTE DO ANTICRISTO
ANTICRISTO E FALSO E PROFETA, UNIDOS ATE AO FIM

TEXTO ÁUREO
“Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte” (Ap 21.8).

VERDADE PRÁTICA
Deus é amor, mas não permitirá que nenhum pecador impenitente fique impune.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Apocalipse 20.7-15
7 – E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão,
8 – E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha.
9 – E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou.
10 – E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.
11 – E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles.
12 – E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.
13 – E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.
14 – E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.
15 – E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.

PROPOSTA DA LIÇÃO
  • Julgamento conduzido por Deus no final dos tempos;
  • Base legal: justiça perfeita e  inquestionável;
  • Ocorrerá logo após a última apostasia humana, ao final do milênio;
  • O anticristo estará presente? O falso profeta e o dragão onde estarão?
  • Símbolo do juízo final: o grande trono branco de Deus;
  • Haverá outros tronos ao lado do trono branco?
  • Quais livros serão abertos neste dia?
  • Existe diferença entre a primeira e segunda ressurreição?
  • O que será a segunda morte?
  • Qual será o último inimigo a ser aniquilado?
INTRODUÇÃO
Adolf Hitler foi o responsável pela morte de seis milhões de judeus, durante a segunda guerra mundial, mas não permitiu que os homens julgassem os seus atos. Fugir do tribunal humano, para ele foi fácil, porém não terá como fugir da justiça humana. O seu comparecimento ante o tribunal branco será obrigatório, tanto ele quanto o mais anônimo dos pecadores e os anjos caídos (Jd 6) não terão como fugir desta grande realidade teológica.

Ao final do Milênio, após a última apostasia humana (Ap 20.7-10), acontecerá a ressurreição dos mortos (Ap 20.12), ocasião em que Deus regerá o maior julgamento já visto na terra, o Juízo Final. Neste momento o Maligno já estará em sua nova morada, o inferno (Ap 20.10), junto com os seus dois aliados diretos.

No Trono Branco estará o Rei dos reis e Senhor dos Senhores e somente a igreja e os que participaram da primeira ressurreição (Ap 20.4-5) antes do Milênio, escaparão desta grande julgamento.

Neste momento a justiça Divina será aplicada a todos, ricos, pobres, sábios, indoutos, realezas, servos, senhores ou plebeus e todos, que ao longo da história humana, se rebelaram contra Deus e os que não aceitaram ou acreditaram no sacrifício de Jesus em prol do homem.

I. O QUE É O JUÍZO FINAL
1. O JUÍZO FINAL. 
O juízo final (Dn 7.9-10) é uma verdade teológica reconhecida por todas as culturas:
  • Será conduzido pelo próprio Deus, ao final dos tempos para retribuir a cada um, segundo as suas obras (II Tm 4.1; Ap 20.12);
  • A operação da justiça soberana e santa;
  • A sessão que consumará tudo o que for de natureza temporal;
  • Se dará logo após a última e rápida rebelião de Satanás (Ap 20.7-10);
  • Acontecerá em algum lugar entre o céu e a terra (Ap 20.11);
  • O julgamento dos não salvos, dos ímpios, de todas as eras, que ressuscitarão (Ap 20.5) obedecendo a convocação de Deus, para ouvirem cada um a sua sentença.
a) Etapas do Juízo final:
  • A besta e o falso profeta serão derrotados (Ap 19.20) e lançados vivos no lago de fogo;
  • Satanás será lançado no lago de fogo (Ap 20.10) onde já se encontrarão a besta e o falso profeta, para serem atormentados de dia e de noite;
  • Os mortos, grandes e pequenos, comparecerão diante do Trono Branco para serem julgados pelas suas obras e pelo que estava escrito nos livros (Ap 20.12);
  • A morte e o inferno serão lançados no lago de fogo, a segunda morte, a separação definitiva de Deus (Ap 20.14);
  • Depois serão lançados no lago de fogo aqueles que não estão inscritos no Livro da vida (Ap 20.15).
Este julgamento não permitirá a presença de advogados de defesa, recursos, apelações ou impugnações. Será a corte máxima. Naquele dia se reunirão para ouvirem a sentença e não terão como culparem a Deus pelo fato da condenação, já que ela será fruto de suas próprias obras.

Da mesma forma como o homem foi julgado e sentenciado no paraíso, após a queda, assim também será ao final do Milênio, pois o pecado não poderá habitar na eternidade ao lado de Deus, assim como não puderam permanecer os pecadores no jardim.

2. AS BASES DO JUÍZO FINAL. 
A base primordial do Juízo Final é a justiça perfeita e inquestionável de Deus (Dt 32.4; Sl 7.11; Ap 16.7).

A igreja e os que participaram da primeira ressurreição (Ap 20.4-5), antes do Milênio, não estarão no banco de réus. Será destinado aos ímpios (Rm 3.9-18), os quais terão suas obras julgadas, portanto serão condenados. A salvação pela graça (Ef 2.8-9), já não mais terá efeito, tampouco haverá sinais ou manifestação da misericórdia.

3. A OCASIÃO DO JUÍZO FINAL. 
Deus instaurará o juízo final logo após a última apostasia humana, ao final do grande Milênio (Ap 20.7-10).

A Bíblia não menciona o local exato onde ocorrerá o juízo final. Na Terra? No céu? Estas duas grandezas fugirão ante a presença de Deus (Ap 20.11). Ao longo da história humana outros julgamentos aconteceram ou acontecerão e todos eles tiveram ou tem os seu locais definidos:
  • Na cruz, os nossos pecados foram julgados;
  • No céu, as obras dos salvos serão julgadas na distribuição dos galardões no tribunal de Cristo;
  • Na Terra será realizado o julgamento da nação de Israel, durante a grande tribulação;
  • Na Terra será realizado o julgamento das nações (Mt 25.31-46), ao término da grande tribulação;
  • Somente o julgamento final não foi mencionado o lugar. Deve haver uma razão muito forte e convincente para isto.
II. O JULGAMENTO DA BESTA, DO FALSO PROFETA E DO DRAGÃO
1. O JUÍZO SOBRE A BESTA – “fim da farsa estatal”
Deus julgará e sentenciaria sumariamente os três personagens responsáveis pela proliferação do mal na terra, durante a grande tribulação, após a retirada do “Detentor” (II Ts 2.7), a saber pela ordem das sentenças: a Besta, o Falso profeta e o Dragão.

Por ocasião da batalha do Armagedom, a Besta e o falso profeta serão vencidos e lançados vivos no lago de fogo (Ap 19.20-21), unidos como sempre foram, e quanto aos demais, reis da terra e exércitos reunidos, as marionetes do Anticristo, serão mortos com a espada que sairá da boca do que estava assentado sobre o cavalo, ou seja, pela Palavra de Jesus.

Todas as aves do céu serão convidadas para o grande banquete e se fartarão das carnes dos vencidos (Ap 19.17-18). Eis o fim das duas bestas, advindas do mar e da terra e então descerão ao abismo.

2. O JUÍZO SOBRE O FALSO PROFETA – “fim da farsa sacerdotal”
O mesmo destino terá o falso profeta, que juntamente com todos os falsos deuses e ídolos cairão, ante ao juízo de Deus (Ap 19.20). Ele foi o responsável pela segunda apostasia humana, a adoração a imagem do Anticristo (Ap 13.12).

As duas bestas serão vencidas e mantidas vivas para que todos os reinos, que depositaram suas confianças, vejam as suas limitações e contemplem o poderio de Jesus (Ap 19.11-16), tal como o costume dos vitoriosos quando apresentavam aos derrotados os seus lideres para servirem em cativo ou para serem mortos (Cfe II Rs 25.5-7; Jz 8 12.21).

3. O JUÍZO SOBRE O DRAGÃO.
Ao término da septuagésima semana de Daniel, a grande tribulação, Deus aprisionará o Dragão no abismo, detendo-o por mil anos, até que se complete o seu governo, o Milênio (Ap 20.1-3). Neste período, os maus e pecadores ficarão sem o “chefe”.

Durante o Milênio haverá a paz, harmonia e alegria, mas os que viverem neste período deverão, ao final dele, provar que serviram a Deus, não pelas condições favoráveis, mas sim pelo amor e temor, por isto o Dragão será solto para novamente seduzir e enganar a humanidade.

Inexplicavelmente muitos ainda o seguirão, mesmo depois de terem permanecido durante os mil anos sob o governo de Cristo. Esta será a última apostasia humana. Ao primeiro sinal do Maligno, os homens novamente se colocarão em oposição às coisas de Deus.

O Diabo e seu exército reunido às pressas, marcharão e cercarão Jerusalém, mas fogo descerá do céu vindo de Deus e os consumirão (Ap 20.9). Ele será lançado no lago de fogo, onde já se encontram seus aliados, o Anticristo e o falso profeta. Juntos, a trindade satânica, será atormentada para todo o sempre, de dia e de noite. Ele não será o rei ou o governante do inferno, apenas mais um habitante e não terá mais a liberdade que tinha para andar ao derredor, para tragar as almas.

A vitória de Cristo, na cruz, será completa quando a cabeça do diabo for, finalmente esmagada e ferida para sempre (Gn 3.15). A sua derrota segue a seguinte ordem:
  • Lançado do céu devido a sua rebelião;
  • Lançado do ar à terra (Ap 12.9);
  • Será lançado no abismo por mil anos (Ap 20.3);
  • Será lançado no lago de fogo e enxofre (Ap 20.10), onde trindade satânica será reunida e estarão juntos para todo o sempre.
III. A INSTALAÇÃO DO TRONO BRANCO
1. O TRONO BRANCO
O juízo final, simbolizado pelo Trono Branco, será conduzido de tal maneira que não se achará qualquer sombra ou variação de dúvidas, falhas, montagens ou privilégios a uns em detrimento a outros.

A grandeza do Trono simboliza a majestade, onipotência, autoridade, o poder ilimitado de Deus e a perfeição na execução dos seus planos. Diante deste trono o sim será sim e o não será não. Não haverá espaço para o relativismo, concessões, privilégios, recursos, uma chance a mais ou outro qualquer artifício humano, muito menos será mencionado dois tipos de sentenças.

O branco do Trono simboliza a santidade, pureza, perfeição e a reta justiça de Deus, diante da multidão que se apresentará para ouvir as sentenças. O espanto será notório, pois a visão será aterrorizante para os ímpios, que não contemplarão nenhuma manifestação ou algo que lembre a misericórdia, esperança ou a graça, oferecidas antes.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Plano de aula e apresentação da lição

ATENÇÃO!

Até as 19 horas de amanhã (sexta-feira) estarei postando os materiais para a lição 12

Por: Ailton da Silva

Conteúdo da Bíblia


Este livro foi escrito para encorajar os cristãos que estavam sendo perseguidos e para firmá-los na confiança de que Deus cuidará deles. Usando símbolos e visões, o escritor ilustra o triunfo do bem sobre o mal e a criação de uma nova terra e um novo céu.

Extraído da seção: "Ajuda ao leitor" - Bíblia Sagrada - Harpa Cristã – Baureri

confesso que não foi nada programado o término desta seção justamente as vésperas da lição 12 e 13

Por: Ailton da Silva

terça-feira, 12 de junho de 2012

Uns dias de folga e uma rápido passeio


Antecipei algumas publicações, pois aproveitarei estes dias para passear um pouco de moto, seguindo esta rota, margeando o Rio Paranapanema, cortando boa parte do norte do Estado do Paraná, passando por Bela Vista, Sertanópolis, Londrina (talvez), Jataizinho, Cornélio Procópio, Bandeirantes, Jacarézinho e ficarei alguns dias em Ribeirão Claro, para um tour pela Ponte Pensil Alves Lima, a única ponte pensil de madeira do Brasil, destruída algumas vezes durante a revolução de 32. Mais ou menos um passeio de 600 km.

Sexta-feira disponibilizarei o plano de aula e a apresentação da lição.

Por: Ailton da Silva

Trabalho: Como surge um líder?







Darei início a este trabalho hoje a noite, na congregação Maria de Lourdes, em nosso setor. Um pouco de geografia e história, com aplicação pessoal no final, com base no 4º trimestre de 2011. 

1. ANTECEDENTES HISTÓRICOS:
Os dois reinos, Norte e Sul, foram levados cativos pela Assíria em 722 a.C. e pela Babilônia em 586 a.C., respectivamente.  Deus havia alertado os dois, em varias oportunidades, mas não deram crédito. Devido a desobediência deliberada, Deus permitiu que os invasores não somente arrasassem, como também os humilhassem. O último a ser levado poderia ter se espelhado na situação caótica do primeiro, pois o intervalo de tempo entre uma deportação e outra permitia esta reflexão.

Em Samaria, capital do reino próspero e maior, foram enviados povos estrangeiros para se misturarem aos moradores (II Rs 17.24), dando assim origem a segregação que perdurou muito tempo, principio da falta de comunicação com os seus irmãos judeus (Jo 4.9). Em Jerusalém, os babilônicos cirandaram com o maior símbolo judeu, o Templo, os seus tesouros e derrubou os muros da cidade. O povo ficou sem inspiração religiosa e proteção contra novos ataques.

Os judeus voltaram para Jerusalém e não encontram forças para a reconstrução total, somente para a parcial, pois faltava a liderança para determinar-lhes as tarefas e administrar toda aquela crise. Sempre tiveram um líder, fosse na era patriarcal, ou no reino unido, dividido ou através dos profetas, mas agora se viram solitários. O resultado foi o comodismo e o conformismo com aquela degradante situação. O Templo, a cidade e o povo símbolos da religiosidade, tradição e grandeza de Jerusalém estavam debaixo da miséria e opóbrio.

2. O CUMPRIMENTO DA PROMESSA (Jr 29.10-14):
O rei Ciro (império medo-persa) permitiu o retorno (Ed 1.1-4), conforme relato de Josefo:

[...] Eis o que declara o rei Ciro: "Cremos que o Deus Todo-poderoso, que nos constituiu rei de toda a terra é o Deus que o povo de Israel adora, pois Ele predisse por meio de seus profetas que nós traríamos o nome que trazemos e reconstruiríamos o Templo em Jerusalém, na Judéia, consagrado à sua honra".

Esse soberano falava assim porque lera nas profecias de Isaías, escritas duzentos e dez anos antes que ele tivesse nascido e cento e quarenta anos antes da destruição do Templo, que Deus lhe tinha feito saber que constituiria a Ciro rei sobre várias nações e inspirar-lhe-ia a resolução de fazer o povo voltar a Jerusalém para reconstruir o Templo. Essa profecia causou-lhe tal admiração que, desejando realizá-la, mandou reunir na Babilônia os principais dos judeus e anunciou que lhes permitia voltar ao seu país e reconstruir a cidade de Jerusalém e o Templo, que eles não deveriam duvidar de que Deus os auxiliaria nesse desígnio e que escreveria aos príncipes e governadores de suas províncias vizinhas da judéia para que lhes fornecessem o ouro e a prata de que iriam precisar e as vítimas para os sacrifícios. JOSEFO (Livro Décimo primeiro, capítulo um).

a) O retorno do cativeiro:
1º grupo – Zorobabel (538 a.C.). Principal missão: reconstrução do Templo.
2º grupo – Esdras (458 a.C.). Principal missão: Resgate e ensino da Lei;
3º grupo – Neemias (445 a.C.). Reconstrução dos muros.

Tanto o primeiro quanto o segundo grupo não se preocuparam na restauração total da cidade, um reconstruiu o Templo enquanto que o outro resgatara somente as práticas conforme a lei, mas faltava algo.

A história da Rainha Ester se deu aproximadamente 103 anos depois que Nabucodonosor levou cativos os judeus (II Rs 25), 54 anos após o retorno de Zorobabel (Ed 1; 2) e 25 anos após o retorno de Esdras.

3. A VOLTA COM ZOROBABEL:
A promessa de Deus, em relação ao retorno e reconstrução da cidade se cumpririam (Jr 29.10-14), mesmo que fosse por intermédio do advento e triunfo do império medo-persa. Ciro, o rei, um gentio (Ed 1.1), mas orientado por Deus permitiu que o primeiro grupo de judeus retornasse para reconstruírem a cidade, o Templo e os muros. Desta tríplice tarefa apenas não atentaram para a terceira. 

O império babilônico, que primava pelo êxodo dos súditos para suas terras, para tirá-los definitivamente da presença de Deus, não suportou a força do império medo-persa, recém levantado. Este por sua vez respeitava as crenças dos povos conquistados e permitia que ficassem em seus territórios, ou seja, continuem no mesmo lugar, mas aprisionados, o que era mais vantajoso para o opressor, pois não apresentava suas terras, riquezas, fortalezas e fraquezas.

Zorobabel liderou o primeiro grupo que retornou a Jerusalém, foram cerca de 42.360 judeus, bem menos do que o número de varões contado que saíram do Egito (Ex 12.37). Com o passar dos anos, conforme o pecado e a desobediência aumentava, a população judaica foi diminuindo nas mesmas proporções.

Tinham por tarefa a reconstrução da cidade e da casa de Deus (II Cr 36.22,23; Jr 29.10). O altar foi o primeiro (Ed 3.2,3) e mesmo diante da oposição a obra foi concluída.

a) Porque o número foi reduzido:
  • Interesses econômicos. Era interessante a permanência;
  • Descrenças nos líderes. Muitos foram os que se auto levantaram para esta tarefa, mas agora seria diferente;
  • Medo da viagem, ladrões, salteadores e distância. Mas muitos voltaram com júbilo, sonhando, alegres, cantando e despertando o interesse das outras nações;
  • A idade avançada dos que foram levados cativos (desanimo, descrença);
  • A baixa idade dos que nasceram no cativeiro (falta de fé e conhecimento);
  • Fascínio pela cultura babilônica.

b) Primeiro conflito étnico-racial:
  • Os samaritanos ofereceram ajuda na obra. Estavam falando a verdade, pois adorariam a Deus;
  • Mas também apresentariam aos judeus outros tantos deuses, assim como os assírios fizeram com eles durante o cativeiro do reino do norte (II Re 17.24-41);
  • A intenção não era cooperar na reconstrução de Jerusalém, mas sim na destruição. Isto foi percebido após a recusa de Zorobabel (Ed 4.11-21);
  • A decisão de Zorobabel não foi fruto de preconceito racial, mas sim era preocupação religiosa (Ed 6.21) e fidelidade doutrinária da sua parte.

4. SITUAÇÃO DA CIDADE:
A crise é um período da vida do homem, capaz de tirar-lhe as forças e as esperanças. Perdas são constantes, os valores e princípios, que antes deveriam nortear suas ações, são esquecidos, ou substituídos pelo famoso “salve-se quem puder”. É a personificação do desiquilibrio individual ou social, diante de um momento crucial. O relato de Hanani (Ne 1.3) apresentava Jerusalém nestas condições. Neemias deveria combater a causa e não as consequências:
  • Insegurança pública – A cidade sem muros estava desprotegida, sem defesa, propensa a constantes ataques (os muros estão derribados);
  • Injustiça social, corrupção, falta de leis justas, cidadania e política falidas, ajuda mútua e comunidade não existiam;
  • Os que não foram levados para o cativeiro ficaram na pobreza, oprimidos, viviam entre os escombros. Qualquer um preferia ser levado cativo do que permanecer naquelas condições;
  • Não tinham ânimo para lutar contra os mais fracos inimigos que pudessem aparecer, pois o que adiantava cada um proteger a sua casa e deixar a cidade desprotegida, até mesmo exércitos falidos, doentes;
  • Um povo desprezado, esquecido e abandonado a mercê de sua mingua sorte.

5. APLICAÇÃO PESSOAL:
  • O que tenho a ver com esta história?
  • A situação da cidade representa a minha vida?
  • Isto nunca acontecerá comigo! Eu vigio!
  • Israel caiu primeiro e Judá não percebeu;
  • Como agir quando receber uma má notícia?
  • Agir como Neemias? Orar e tomar atitude?
  • Tenho meus recursos. Sou um vencedor!
  • A minha condição material e espiritual, me garante!
  • O mal não está no fruto e sim na raiz;
  • Construam suas casas, mas não esqueçam de Deus!

6. COMPLEMENTO:
  • Qual foi a intenção de Hanani ao contar a situação de Jerusalém para Neemias? Será que foi com a certeza de que um grande líder seria levantado pela sua conversa? Quantas conversas nossas não produzem metade do que esta produziu em Neemias;
  • Hanani precisava conversar com alguém. Ele imaginava que Neemias ficasse triste, chorasse e depois o despedisse em paz. Jamais esperava que fosse deixa-lo tão perturbado. Será que Hanani entendeu tamanha preocupação? Ele não foi chamá-lo para resolver o problema, apenas desabafar. Bem diferente de Barnabé quando foi atrás de Saulo para ajudá-lo em Antioquia;
  • Arriscar minha vida por um povo que não estava assim tão preocupado. Largar tudo, jogar para o alto minha carreira. Sequer recursos, formação secular tenho, diplomacia então, passa longe, somente entendo de vinhos;
  • “esta cidade não tem jeito, acabou, Nasci assim e vou morrer assim.”. Os judeus não tinham esperanças da reconstrução. Não havia necessidade de um homem forte, mas sim de um homem corajoso, um verdadeiro líder. Não estava ali entre eles, viria de longe. Quantos que se julgam em condições e não fazem e quantos fazem sem terem condições. Não importa se está longe, sem recursos, sem formação, mais cedo ou mais tarde será levado para o lugar onde Deus deseja usar e pronto;
  • O fato de serem orientados a reconstruírem perto de suas casas poderia motivá-los a capricharem mais?
  • O período de diferença entre a invasão assíria e a babilônica foi pouco mais de 130 anos e Judá não percebeu a aproximação do perigo. Ah, se fosse hoje? "aconteceu com o irmão, vou ficar esperto".
Por: Ailton da Silva