sábado, 21 de julho de 2012

Cultos de jovens: hoje e amanhã



Hoje a noite culto dos jovens do setor 42, na congregação do Jd São Francisco. Estaremos na direção do culto, auxiliando os líderes das congregações.


Amanhã estaremos cooperando no culto de jovens da Congregação do Jd. Maria de Lourdes.
mensagem: "Muito prazer, eu sou Davi", mas antes Saul perguntou para Abner e para os soldados de quem era filho aquele jovem (I Sm 17.55-58) e ninguém soube responder, mas ele sabia quem era Davi, estava fazendo graça.

por: Ailton Silva

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Como superar os traumas da violência social. Plano de aula


E SE FOSSE COM VOCÊ?
VIOLÊNCIA – AÇÕES INÉDITAS
VIOLÊNCIA – A VEDETE DA MÍDIA
LEIS HUMANAS INIBEM A VIOLÊNCIA?
LAMEQUE – ADORADOR DA VIOLÊNCIA
EMOÇÃO + MÁ INTENÇÃO = VIOLÊNCIA
VIOLÊNCIA – A RECÍPROCA É VERDADEIRA?
VIOLÊNCIA – PRENÚNCIO DO FIM DO MUNDO? GN 6.7

TEXTO ÁUREO
 “A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência(Gn 6.11).

VERDADE PRÁTICA
A Igreja de Cristo deve acolher, com amor e hospitalidade, toda pessoa vítima de violência.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 6.5-12.
5 - E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente.
6 - Então arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração.
7 - E disse o SENHOR: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito.
8 - Noé, porém, achou graça aos olhos do SENHOR.
9 - Estas são as gerações de Noé. Noé era homem justo e perfeito em suas gerações; Noé andava com Deus.
10 - E gerou Noé três filhos: Sem, Cão e Jafé.
11 - A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência.
12 - E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra.

PROPOSTA DA LIÇÃO:
  • Violência: resultado direto da rebelião no Éden;
  • Caim inaugurou a violência na terra. O primeiro homicida;
  • Ele incentivou a outros. Lameque louvou seus crimes;
  • Atualmente, vivemos dias semelhantes aos de Noé;
  • Todas as pessoas estão sujeitas à violência;
  • Tortura psicológica e assédio moral, ambos danosos;
  • A igreja deve amparar as vitimas da violência;
  • Auxiliando, com ações para que superem os traumas;
  • Eles necessitam de conforto espiritual, moral e emocional
INTRODUÇÃO
A violência ocupa grande parte dos noticiários e aflige a todos, independente da classe social, idade, formação e ou religião. É um dos mais sérios problemas enfrentados pela sociedade. Sua origem é espiritual e data dos primórdios da humanidade. Para entendê-la é torna-se necessário uma análise a partir deste raciocínio.

O afastamento de Deus, provocado pelo pecado, abriu as portas para a violência e desde então o homem vem sendo acompanhado por este grande mal. O primeiro caso foi visto na família adâmica (Gn 4.8) e nunca mais parou de se manifestar na raça humana. Caim, Lameque, pré diluvianos (Gn 4.23) e Ninrode, pós dilúvio (Gn 10.8), nos mostra que a humanidade não ficou livre da violência, mesmo com este grandioso evento. Este foi um dos motivos apresentados por Deus para por um fim a existência do homem (Gn 6.13; 10.8).

A situação saiu do controle a partir do momento em que o homem passou a viver em sociedade, pois o desejo pela sobrevivência, a auto busca pelo poder, a organização humana, o aparecimento de costumes, tradições e culturas, favoreceu o uso da força ou da violência para atingir os seus objetivos.

A Palavra de Deus nos ensina a agirmos a fim de vencermos os traumas provocados pela violência, já que vencê-la em si, é algo que está muito além da nossa capacidade. Luciano de Paulo Lourenço em seu subsidio semanal disse o seguinte:

“Em nossos desditosos dias, a violência surge como o sol, dificilmente escapamos de sua presença. Ela está abrigada pela impunidade, porque as autoridades perderam a sua força, a sua moral, pelo mau exemplo que a cada dia nos chega ao conhecimento pelos meios de comunicação. O homem bom se torna prisioneiro em sua própria habitação e o perverso anda lisonjeiramente como que a zombar do infortúnio dos honestos e humildes, caracterizando-se assim um claro e preocupante paradoxo humanitário. Todo esse quadro, gera no homem insuportável aflição, desassossego, insônia, apatia, desânimo, ao ponto de muitos perderem a vontade de viver.  Nesse momento, surge uma grande e desesperadora interrogação: a quem recorrer? Quem pode se levantar em auxílio dos desesperados e aflitos? Olhando no plano horizontal, ou seja, buscando auxílio no homem, frustramo-nos e ficamos desolados. Até porque a Palavra de Deus nos afirma: “...vão é o socorro  do homem” (Sl 60:11). Resta-nos a única fonte capaz de não somente nos livrar da desgraça da violência, mas também nos proporcionar alívio quando ela nos acometer. Essa Fonte é Jesus Cristo (Deus Conosco – Mt 1:23)) e o Espírito Santo (o Sumo Consolador da Igreja – João 16:7,13). Superar os traumas da violência é um desafio e um exercício de fé em Deus. Que Ele nos ajude”!

I. A VIOLÊNCIA IMPERA SOBRE A TERRA
1. A ORIGEM DA VIOLÊNCIA.
A violência é resultado da rebelião de Adão e Eva contra Deus (Gn 3.4-24; 6.5). As consequências não demoraram, pois seus filhos, ao apresentarem ofertas ao Senhor, se depararam com o primeiro ato violento da humanidade (Gn 4.3-5). Movido pela inveja, que não nasceu no momento da rejeição da oferta, mas que veio sendo alimentado por algum tempo, Caim matou seu irmão Abel. Levado por suas más intenções, que aliada à sua emoção, protagonizou o primeiro homicídio da história.

Mesmo sendo uma consequência do erro humano, é notório a ação e interesse do Maligno para que o ocorrido não ficasse restrito somente aquela família, uma vez que tais atitudes contrariam “os preceitos e princípios bíblicos.

Portanto, nos primeiros anos de sua estadia, o homem já corrompeu toda a Terra com a violência (Gn 6.11), vide o ocorrido com Caim e com Lameque, que louvou os seus crimes, como se fosse um grande feito (Gn 4.23).

2. A MULTIPLICAÇÃO DA VIOLÊNCIA.
O ato de Caim revela a natureza da humanidade que, arruinada pelo pecado (Sl 14.1-3; Rm 3.10-18). A violência generalizou-se de tal maneira, que constrangeu a Deus a destruir o mundo antigo pelas águas do dilúvio (Gn 6.7), homens e animais. Novamente a natureza é atingida pelo erro humano (Gn 3.17-18, 21).

Sete foi dado como filho a Adão e Eva em lugar de Abel e a geração seguinte (Gn 4.26) começou a invocar o nome do Senhor, motivados pelo interesse espiritual, fato este que os caracterizaram como filhos de Deus, “enquanto que a geração de Caim, marcada pelo interesse material, é conotada como os filhos dos homens”, mas com o passar dos tempos estas duas linhagens se misturaram (Gn 6.4), ocasionando a apostasia da linhagem que antes invocavam a Deus. A violência na Terra foi agravada devido esta mistura.

Esta situação se tornou insuportável para Deus que decidiu pela limpeza da Terra, a fim de restabelecer o temor e justiça ora esquecidos e desprezados pela humanidade.

3. A VIOLÊNCIA NA SOCIEDADE ATUAL.
Apesar das políticas públicas, as estatísticas são assustadoras. Assassinatos, lesões corporais, estupros, roubos aumentam de forma assustadora. São verdadeiros dias de Noé, mas a igreja de Cristo deve se portar como sal da terra e luz do mundo, como a voz profética de Deus contra todos os tipos de violência.

Diante deste quadro caótico, a cada dia somos surpreendidos pelo “ineditismo”, novas ações, por vezes uma mais violenta que a outra, tudo para resolver os inúmeros problemas, vide a suposta solução encontrada por Caim para resolver a sua frustração.

A frágil sociedade está exposta aos todos os problemas possíveis e imagináveis, pois há violência contra crianças, cônjuges, idosos, mulher, filhos, profissional ou de natureza sexual e não são poucas as vezes em que o homem procura resolver ou atingir os seus objetivos através e pelo uso da força.

Uso da violência não é sinal de força, como muitos pensam, mas de pura fraqueza. A humanidade é menosprezada e se “desenvolve, entre os homens, uma verdadeira cultura da morte”. Esta ferocidade humana cria verdadeiros monstros que buscam somente a própria satisfação ou seus interesses (II Tm 3.2-3). Insegurança, egoísmo, desconfiança, descrédito, ódio e raiva são características de inimigos e não do viver em sociedade. Parece que vivemos os últimos minutos da humanidade e que precisamos eliminar uns aos outros. Isto acontece até mesmo dentro do dito “meio espiritual”?

II. VIOLÊNCIA, UM PROBLEMA DE TODOS
1. QUANDO O CRENTE É PERSEGUIDO.
A violência não se resume apenas e tão somente a atos físicos covardes, agressões, existem outras formas bem mais destrutivas entre as quais destacamos a tortura psicológica, “rejeição, depreciação, preconceito, discriminação, ameaça, desrespeito, humilhação, assédio moral, silenciosa hostilidade, entre outras atitudes”. Ações danosas que podem levar as vitimas a danos irreversíveis (Sl 73.21), atingindo em muitos casos a auto estima.

O que dizer, então, das perseguições que muitos sofrem em virtude de sua postura moral e espiritual? Que atitude tomar diante desta situação? Revidar ou confiar nas promessas de Deus (Mt 5.10-12)?

Porque então a reciproca não é verdadeira? Ensinos de Jesus reforçam a necessidade do amor ao inimigo e não somente ao próximo (Mt 5.43-44). Se não conseguirmos atingir esta prática em nada seremos diferentes dos ímpios (cfe Mt 5.20). A vida santa da igreja aborrece o mundo e ao inimigo (Jo 15.18). Jesus nos disse isto para que tivéssemos paz Nele (Jo 16.33).

quinta-feira, 19 de julho de 2012

The day after - o dia seguinte ao Getsêmani



SENSACIONAL ESTE TEXTO: RECOMENDO

Autor: Ev. José Costa Júnior

Houve um dia, na vida de Jesus, quando, olhando adiante, ele só conseguia ver coisas absurdas e semelhantes a essas [...]. Seu dia seguinte seria o dia do Getsêmani; dia da depressão, da agonia; dia do encaramujar da alma; dia da vertiginosa descida à região mais abissal; dia do choro, gemido, solidão profunda.

O dia seguinte seria aquele no qual faltaria a solidariedade dos amigos. Ele gemeria, choraria, pediria, reclamaria; solicitaria apoio, companhia, mas os amigos estariam dormindo. Voltaria a eles e em vão questionaria: "Não pudestes vigiar comigo?”

Não pudestes investir em mim sequer alguns minutos? Não conseguistes vencer o sono? Será que a minha dor é menos importante que o conforto e o sossego? Simão, tu dormes? Não pudeste vigiar comigo uma hora? (Marcos 14:37)

O dia seguinte também foi dia de traição, dia no qual Judas Iscariotes -discípulo, apóstolo, amigo, amado - o troca por dinheiro. Judas que fora investido de autoridade, aquele a quem se descortina o reino de Deus, a quem é permitido sonhar com os que sonham na intervenção de Deus na história; alguém aquinhoado com poder divino para realizar curas, prodígios, expulsão de demônios; aquele que vivenciara realidades concretas da chegada e da demonstração do Reino. E justamente ele que, em função de um bom negócio, trai a amizade; é esse Judas que beija e apunhala. É ele que dá um susto - não um susto no coração de quem não sabia o que ocorreria, mas um susto naquele que, mesmo ciente do que iria suceder, reserva-se, ainda assim, o direito de enfrentar cada momento da vida como cada momento da vida, com seus temores, sonhos e ambigüidades.

O dia seguinte é o dia no qual a religião judaica - segundo a qual foi criado, na qual aprendeu a ler (porque naqueles dias aprendia-se a ler nas escolas rabínicas, lendo a Torá, ou Escrituras), sendo instruído desde a mais tenra infância - após o julgamento, o acusa de herético, não recebe sua mensagem, rejeita sua proposta, considera-o demoníaco, expurga-o.

O dia seguinte é o dia da negação, negação de um dos melhores amigos, amigo que diante de uma situação pública afirma jamais tê-lo conhecido, não ter com ele a menor relação, não guardar a lembrança de nenhum encontro; não haver história entre eles, hipótese alguma de cumplicidade. Amigo que declara: "Não sei quem é esse homem; jamais o vi, nunca lhe ouvi o nome; tampouco andei com ele." Amigo que nega a fraternidade, o compromisso, a paixão e o sonho comum.

O dia seguinte seria dia de preterição, de troca: "Que preferes, a Jesus, chamado Cristo, ou ao ladrão?" Seria dia no qual o poder público faria opção pelo corrupto, em vez do justo; pela devassidão, e não pela integridade. Seria dia no qual os sistemas e a máquina governamental, por questões políticas, entregariam o inocente para ser condenado e libertariam - com todas as condições de libertação e seus privilégios - o assassino. Dia, pois, de ser trocado de maneira vil; de ser escarnecido - soldados lhe poriam uma coroa de espinhos na cabeça para brincar com a sua realeza (realeza, sim, mas de dor). Colocar-lhe-iam na mão um caniço quebrável, como a dizer que o seu cetro é o cetro da fraqueza. Vesti-lo-iam com um manto aparatoso, para significar que tipo de rei era ele: rei-momo; rei-palhaço; rei do festival; debochariam dele expondo-o a cenas ridículas. Para honrá-lo, cuspir-lhe-iam. A fim de declararem sua sapiência profética, fechar-lhe-iam os olhos para lhe perguntar: "Quem foi que te bateu?"

Sarcasmo, ironia. O dia seguinte é o dia da cruz. Dia da violação. Dia da profanação física. Dia da agressão. Dia de ser trespassado. Dia de ser objeto.


Por: Ailton da Silva

Vai e não peques mais - Mensagem 69


INTRODUÇÃO
A mulher que foi apresentada, usada como instrumento para que os fariseus acusassem Jesus, mas eles não conseguiram atingir o objetivo. O julgamento parcial, tendencioso, que já tinha a pré condenação não chegou ao final, pois se depararam com Advogado fiel que tomou as dores e defendeu a causa daquela pobre mulher.

a) O julgamento parcial
Este foi o primeiro erro dos fariseus, pois apresentaram (8.3) somente o réu mais frágil, a mulher, se esqueceram do homem? A lei previa que “os tais” e não “as tais” fossem apedrejadas (Lv 20.10), já que o erro fora consumado por ambas as partes, caracterizando o adultério.

Não era de se estranhar, ou o que poderíamos esperar de um julgamento convocado e dirigido por fariseus? Parcialidade, tendência, protecionismo, cooperativismo e preconceitos. Onde estava o homem adultero nesta história? Estava entre eles? Era algum parentes dos presentes? Uma autoridade religiosa ou política que não poderia ser citado? “Mestre, esta mulher foi pega no próprio ato, adulterando”. Sozinha? E tu o que dizes?

b) O suposto teste dos acusadores
Eles queriam testar Jesus em três aspectos:
  • Amor: se fosse realmente verdade o que pregava, jamais permitira que a mulher fosse morta (Mc 12.30-31);
  • Conivência com o pecado: se fosse verdade o que pregava, jamais aceitaria tal situação entre os seus seguidores, deveria dar o exemplo e exterminar tal atitude (Mt 18.15-17);
  • Conhecimento da Lei: Se fosse realmente o conhecedor, se veio realmente para cumpri-la (Mt 5.17) certamente acusaria a falta do homem adultero.
Jesus não falhou em nenhum destes aspectos, pelo contrário, sua resposta foi superior a intenção dos acusadores.

c) As três mulheres que se utilizaram de brechas da lei

d) O socorro em três etapas:
Ela não tinha conhecimento deste artigo da lei, para se defender, pois poderia facilmente alegar a parcialidade, por isto demorou um pouco para receber sua bênção, mas nada que a preocupasse mais do que já estava. Quando chegou diante de Jesus já imaginava que sua sentença seria confirmada, portanto não havia muito o que esperar ou poderia imaginar um milagre em sua vida? O socorro para ele viria no momento certo (Gn 16.8; 21.17; 37.15).
  • Jesus se inclinou por duas vezes: primeiro para conhecer o caso daquela mulher (8.6) e na segunda oportunidade para atestar a situação espiritual caótica dos acusadores (8.8);
  • Jesus escreveu por duas vezes: primeiro escreveu um novo quadro para a vida da mulher (8.7), mudou o momento e a na segunda oportunidade escreveu um novo rumo, um novo estilo de vida (8.11);
  • Jesus se endireitou por duas vezes: primeiro para revelar o que havia escrito, pronunciou o livramento, a absolvição (8.7). “Quem poderia estar sem pecado naquele momento”? A segunda vez foi para anunciar a mudança de vida, algo que para ela era difícil de ser cumprido, haja vista a situação em que foi flagrada.
e) Vai e não peques mais, mas como?
Como Jesus pode pedir isto para aquela mulher? Na situação em que estava, envergonhada, triste, desprezada, acusada e condenada? E como ela poderia se imaginar cumprindo? Jesus havia mostrado que todos pecam a todo instante, então como poderia depositar confiança naquela mulher?

Quando Jesus se levantou não viu os acusadores, somente a mulher, então o negócio dali para frente era entre Ele e ela (meu negocio é contigo mulher). “hoje você teve um encontro com o seu Advogado, eles (os fariseus) não, por isto que podes ir e não pecar mais”. (cfe I Jo 2.1).

Por: Ailton da Silva

quarta-feira, 18 de julho de 2012

27) A blasfêmia dos fariseus. Segundo os 4 evangelistas

MATEUS 12.22-32
  • 22 – Trouxeram um endemoninhado cego e mudo, que foi curado por Jesus;
  • 23 – A multidão atestou a realeza de Jesus, “filho de Davi”. Era o reconhecimento público;
  • 24 – Mas os da “casa de Acabe” apareceram para mudarem a opinião pública, ou pelo menos tentaram (I Re 18.18). Murmuravam entre si, pois receavam pela reprovação da multidão e de Jesus;
  • 25 – Jesus conhecia o pensamento deles (cfe Mc 2.8), pois não havia necessidade das palavras (Sl 139.4). Jesus respondeu por parábolas. Reino dividido contra si mesmo, talvez fosse alusão a divisão do reino de Israel após a morte de Salomão (I Re 12.16). Nunca mais a nação se fortaleceu ou foi a mesma (cfe Is 7.1);
  • 26 – Satanás lutando contra si mesmo?
  • 27 – Belzebu expulsando seus companheiros? E os filhos dos fariseus? Se fizessem algo semelhante, um dia, seria em nome de quem? Quanta inveja!
  • 28 – Se reconhecessem que a ação de Jesus era pelo Espírito de Deus então entenderiam que o reino de Deus já havia chegado;
  • 29 – Como poderia alguém roubar a casa de um valente sem amarrá-lo primeiro? Jesus estava ganhando terreno, por isto o Maligno atuava na vida dos fariseus para impedir que isto acontecesse;
  • 30 – Quem não é com Ele é contra e quem não ajunta, espalha;
  • 31 – Todo pecado e blasfêmia são perdoados, exceto a blasfêmia contra o Espírito Santo;
  • 32 – Qualquer palavra dita contra o “Filho do homem” é perdoada, mas não a falada contra o Espírito Santo, seja aqui ou no provir.

MARCOS 3.20-30
  • 20 – A multidão se ajuntou ao redor de Jesus que até O impediu de alimentar-se;
  • 21 – Os parentes de Jesus quando souberam que Ele estava sendo acusado de estar fora de si, endemoninhado, foram buscá-lo, conforme (BNLH);
  • 22 – Os escribas (outra raça que fazia parte da “casa de Acabe”), que tinham a lei gravada na mente, acusaram Jesus de estar dominado pelo príncipe dos demônios;
  • 23 – 24 – idem Mt 12.25;
  • 25 – idem Lc 11.19. Lucas falou de filhos e Marcos de casa;
  • 26 – idem Mt 12.26;
  • 27 – idem Lc 11.21;
  • 28 – idem Mt 12.31;
  • 29 – idem Mt 12.32
  • 30 – disseram que Jesus tinha espírito imundo, verdadeiramente eram da “casa de Acabe”.

LUCAS 11.14-23
  • 14 – Jesus expulsou um demônio de um mudo e maravilhou a multidão que o seguia;
  • 15 – Os fariseus acusaram Jesus de expulsar demônios por Belzebu, príncipe dos demônios;
  • 16 – Alguns pediram um sinal (Mateus não falou acerca deste pedido, apenas citou o reconhecimento da multidão. “não é Ele o filho de Davi” – Mt 12.24);
  • 17 – 19 – idem Mt 12.25-27;
  • 20 – Mt 12.28;
  • 21 – 23 – Mt 12.30;
  • 24 – 26 – Outro assunto (o sinal de Jonas);
  • 27 – 28 – Bem aventurado quem gerou, carregou e amamentou Jesus? Ou bem, aventurado quem ouve e guarda a Palavra de Deus?
JOÃO
  • Não há registros.
PRÓXIMO ASSUNTO: O sinal do profeta Jonas

Fonte:
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2003.

Por: Ailton da Silva

terça-feira, 17 de julho de 2012

Deuteronômio - informações essenciais


PROPÓSITO:
Lembrar os israelitas o que Deus havia realizado e encorajá-los a dedicarem sua vida a Ele.

AUTOR:
Moisés (o capítulo final provavelmente foi escrito por Josué, após a morte de Moisés).

DESTINATÁRIO:
Israel (a nova geração por entrar na Terra Prometida).

DATA:
Por volta de 1047/6 a.C.

PANORAMA:
Israel acampado a leste do rio Jordão, na expectativa de entrar em Canaã.

VERSÍCULO CHAVE:
Saberás, pois, que o SENHOR teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos (7.9).

PESSOAS CHAVE:
Moisés e Josué.

LUGARES CHAVE:
Arabá, em Moabe.



Informações extraídas da seção “Informações essenciais” – Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal


Por: Ailton da Silva

Lição 4 - Superando os traumas da violência social - Ad Curitiba



Por: Ailton da Silva

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Proposta - lição 4

Por: Ailton da Silva

Um sepultamento tranquilo!


O único velório da humanidade em que não houve choro, lamentações, reclamações, escândalos ou outros artifícios humanos foi o de Moisés (Dt 34.5-8). 


O pranto dos filhos de Israel foi bem depois do sepultamento, pois quando deram conta da demora, já que ele costumava demorar um poucos nos montes, quando ia conversar ou receber algo de Deus (Ex 32.1), ele já estava sepultado.

Por: Ailton da Silva

capas lições antigas


Por: Ailton da Silva

domingo, 15 de julho de 2012

lição 3 - pós aula


O que fazer com o corpo dele? O que aconteceu? Para onde ele foi? Quando voltará? Acordará? Estas foram as indagações de Adão e Eva ao verem o corpo inerte de Abel estendido no chão;

Almas a.h. e almas d.h. (antes e depois do homem). A alma surgiu em virtude e para o homem? Anjos, os caídos, o Pai, o Filho e o Espírito Santo necessitam dela para algo?

As consequências pelo erro não demoraram para aparecer. Adão e Eva sentiram quase que instantaneamente;

O difícil é para qualquer pessoa é: “Daqui há poucos minutos o corpo do falecido não estará mais em nosso meio”;

Quando Paulo disse “o morrer é lucro”, ele sabia muito bem o que estava falando, pois contemplava diariamente a morte de muitos. Em sua mente o morrer era realmente lucro, não estava blefando;

“Coitado, tão novinho, tão bonitinho”. Coitado dos vivos;

Tantos anos se passaram e a humanidade ainda não aprendeu ainda a lidar com a morte. Todos passarão por ela (exceto os arrebatados);

Não adianta congelar o corpo, mais cedo ou mais tarde a morte chegará;

O espírito (Ec 12.7), não resiste ao chamado de Deus. Ele larga a carne na terra e volta para Deus? Todos?

A ciência concorda com a religião quando diz que todos conhecerão a morte, mas a religião não concorda com a ciência, pois haverá um povo que não conhecerá a morte e e isto é totalmente desprezado pela ciência;

Não é função da igreja preparar os crentes para enfrentar a morte ou tampouco os familiares a se portarem em velórios. É função dela preparar para a vida eterna, mostrar o caminho, a verdade e a vida;

Tanto choro, pulos, declarações absurdas, tipo: “vou junto, quero morrer”, mas no outro dia, alguns viúvos, estão no cartório dando o nome para casarem de novo;

Ninguém se prepara para usar muletas, quando elas chegam são usadas com a maior naturalidade, assim também nos portamos com a morte;

Contribuição de um dos alunos, transcreverei com minhas palavras: na ocasião da criação, o homem recebeu o sopro da vida e se tornou alma vivente, ou seja, mudou o seu estado, de estatua, inerte passou a ter vida, já no arrebatamento acontecerá o mesmo, pois de uma hora para outra os “arrebatados” sentirão uma mudança em sua estrutura, diferente do estado que se encontram, os mortos ressuscitarão e os vivos serão transformados. Legal;

Outra contribuição: “No arrebatamento, seremos transformados, e onde ficará o corpo”? A transformação de uma anula a existência do outro. O corpo será transformado e não anexado a outro tipo de , digamos, “matéria”. Nas nuvens estarão os corpos transformados;

O rico e Lázaro: o rico até esqueceu das chagas de Lázaro, não se importava mais com os problemas antigos do feridento (sic). Qualquer coisa seria melhor para ele, até mesmo um toque de um ex-mendigo. Isto pode acontecer com qualquer um de nós, podemos um dia fazer o mesmo pedido a Deus;

Esta também foi boa: “Alma x Assombração: Pedro estava assombrado ao ver Elias e Moisés conversando com Jesus”. Ele se assombrou, ficou admirado e não atemorizado; (Mc 9.6);

Mas quem disse a ele que se tratava de Elias e Moisés? Se fosse hoje, ele não teria dificuldades para identifica-los, haja vista, as “imagens” (não poderia perder esta oportunidade) ou foi Deus que revelou a ele (cfe Mt 16.17);

É obrigação do crente em buscar o conhecimento da e pela Palavra, para não ser enganado por qualquer ventinho de doutrina nova ou velho;

Alma e corpo no inferno? Mateus 10.18. Seriam os mesmo de Apocalipse 20.12? Muito bom;

Ec 12.7, cansamos de ouvir explanação sobre isto em velórios, fosse, ou seja o falecido bom ou ruim, circuncidado ou incircunciso, crente ou descrente, etc. Tudo isto para confortar os vivos, ou realmente todos (os espíritos) voltam para Deus;

Definição de um dos alunos: “todos os espíritos voltam a Deus, para serem julgados ou condenados, respeitando-se o calendário escatológico de Deus”?

Corpo, alma e espírito, é um assunto muito difícil. Temos poucas informações bíblicas e as que temos acabam nos levando a estaca zero, ao ponto de partida, portanto devemos nos contentar com o que está disponível, o restante será um dia revelado a contento;

Aliás, segundo o pastor Carlos Padilha (Pres. Prudente), o correto é: ESPÍRITO, ALMA E CORPO, o menos importante vem por último;

Contribuição de uma das alunas: “As vezes ouvimos algo que machuca nossa alma (dor de alma?) e corpo parece não sentir nada”. Se não tomarmos alguma atitude certamente o corpo sentirá mais cedo ou mais tarde, vide aula anterior, doenças psicossomáticas;

Outra contribuição: “A alegria, indescritível do recebimento do Batismo com o Espírito Santo, talvez seja uma prévia, em pequena escala, da grande alegria que sentiremos ao adentrarmos as mansões celestiais”. Também acho;

O diabo também ceifa? Sem permissão de Deus creio que não, vide história de Jó. Ele não ceifa, pois não plantou, não cuidou e nunca zelou, portanto não tem autorização para entrar na seara do Mestre para colher o que não é dele;

Se tivesse poder para ceifar a torto e direito certamente já teria uma lista com nomes de muitos e sabemos muito bem quem ele mataria primeiro;
Esta foi boa: “Devemos viver todos os dias como se fosse o último. Quem sabe acertaremos, um dia”;

Esta foi um pregador que soltou: “Deus não tem prazer na morte dos ímpios, então o seu prazer reside na morte dos santos, portanto não facilitemos, pois a qualquer momento poderemos alegrar a Deus (com a nossa morte)”;

Adão e Eva foram os únicos que poderiam ter dúvidas em relação a morte, os crentes hodiernos não, pois já temos conhecimento do fim do homem e dos planos de Deus.

Por: Ailton da Silva

sábado, 14 de julho de 2012

Corpo sem alma! Corpo sem valor?


Devemos aproveitar enquanto ainda estamos nesta carne, ou enquanto ainda temos alma? O que seria um corpo sem alma (Gn 35.18)? Um amontoado de ossos envoltos em nervos, carne e pele, estendido no chão (Ez 37.1-6), recebendo pela última vez a brisa, a umidade ou calor do sol, sem vida, sem valor profissional, social, comercial ou histórico.

Aqueles gélidos últimos momentos de sua existência o qualifica para retornar ao pó (Gn 3.19). Fim da linha para todos (Hb 9.27). Nada mais pode ser feito em prol de sua eternidade ou muito menos pode alterar ou interferir na vida dos que ficaram vivos, ou pode?

Será que durante o processo de retorno ao pó, alguém ainda pode ser utilizado na obra de Deus? Deus usa ossos (II Rs 13.21)? Usa corpo em decomposição (Jo 11.39)?

Não nos esqueçamos que isto não é regra, aconteceu uma, duas, mas isto não quer dizer que acontecerá todas as vezes. O agir de Deus é único, singular e casual. Ele aproveita todas as oportunidades para demonstrar sua misericórdia, com aqueles que morreram? Não, Ele usa com os que estão vivos e não tomaram uma decisão (Lc 16.27-31).

Na verdade Deus usa animais (Nm 22.28), ossos (II Rs 13.21), amontoado de ossos (Ez 37.10), corpos em decomposição (Jo 11.45) e até mesmo pedras se desejar (Lc 3.8).

a) Eliseu:
No caso de Eliseu, que realizou muitos milagres e prodígios, já que havia pedido isto (II Rs 2.9), qualquer ser humano no uso integral e racional de suas faculdades mentais poderia dizer que havia terminado o seu ministério. Sua morte foi o fim, não teria mais o que fazer.

Que assombro para a casa de Acabe, pois pensaram: “não tem fim estes homens, um sumiu e dizem que foi levado para o céu e o discípulo sucessor perturba Israel até mesmo morto, alias os dois perturbam (cfe I Rs 18.17)”.

Mas agora vem a primeira grande pergunta: Porque não ressuscitaram os dois? Eliseu e o moabita? Quanto ele poderia fazer em prol da obra de Deus? O temor dos israelitas certamente seria alimentado com a presença física de Eliseu entre eles. Porque não foi acrescentado mais 15 anos de vida como ocorreu com Ezequias (Is 38.5)?

O acúmulo ou prolongamento de anos não são sinônimos de fidelidade, experiência ou vigilância, as vezes eles são piores, que o diga o rei contestador (Is 39.6), mas que o profeta produziria muito mais caso tivesse voltado à vida juntamente com aquele moabita (cfe Jo 11.45), isto qualquer ser humano poderia pensar ou esperar, mas isto não estava nos planos de Deus.

b) Lázaro
Antes da ressurreição de Lázaro, foram tantos os burburinhos entre os curiosos, principalmente após o choro verdadeiro de Jesus (Jo 11.35). Uns diziam: “abriu os olhos ao cego e não veio visitar o amigo” (Jo 11.37), outros diziam: “mas ele amava Lázaro” (Jo 11.36).

Ele amou Lázaro, o choro foi verdadeiro, a visita não foi tarde demais e havia uma multidão de cegos que também teriam os seus olhos aberto por Ele.

Em suma, Lázaro nunca produziu tanto em prol da obra como naquele momento em que esteve prestes a sair do túmulo. Durante a sua vida, talvez tenha falado algo, recebido Jesus em sua casa, ceiado (cfe Jo 12.1), testemunhado uma cura ali, outra acolá, mas como foi usado por Deus para autenticar a filiação divina, o poderio e a Divindade de Jesus.

Mas agora surge a segunda grande pergunta, a clássica. Porque tudo aquilo:

  • Haveria necessidade da permissão para a manifestação da morte?
  • As dores da doença causa-mortis?
  • A dor da solidão e do desprezo do GRANDE AMIGO, que não atendeu o seu pedido de socorro?
  • A desconfiança dos amigos, parentes e irmãs, que talvez pensaram que aquela enfermidade fosse fruto de pecado ou maldição?
  • A exposição diante da multidão? Ao rolarem a pedra todos o veriam em decomposição.
Muitos se alegraram com aquele instrumento sendo ressuscitado, outros não, justamente os da “casa de Acabe”, os fariseus, após o ocorrido, mudaram o foco e desejaram também a morte de Lázaro (Jo 12.10), que em algum momento de sua vida conheceu a “segunda morte” natural.

Vejam quanto vale um corpo sem alma! O plano de Deus na nossa vida não finda com a morte física. Há sim, vida consciente após a morte e a nossa alma goza da imortalidade, o atributo que esta carne não conhece.

Por: Ailton da Silva

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A morte para o verdadeiro cristão. Plano de aula.


PROMOÇÃO À VISTA!
MORTE: ÔNUS OU BÔNUS?
COMO FORAM AS PRIMEIRAS MORTES?
IMORTALIDADE DA ALMA – DOUTRINA REAL
DIA DO ANIVERSÁRIO X O DIA DA MORTE (Ec 7.1)
MORTE PARA O CRENTE – RETIRADA DO AGUILHÃO

TEXTO ÁUREO
Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho (Fp 1.21).

VERDADE PRÁTICA
Para o crente, a morte não é o fim da vida, mas o início de uma plena, sublime e eterna comunhão com Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
1 Coríntios 15.51-57.
51 - Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados,
52 - num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
53 - Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade.
54 - E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então, cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.
55 - Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?
56 - Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.
57 - Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.

PROPOSTA DA LIÇÃO:
  • O pecado roubou, em parte, a vida eterna da humanidade;
  • Podemos definir a morte como um fenômeno natural?
  • Ou como a separação da alma e do corpo?
  • Existe vida após a morte? Existe consciência noutra vida?
  • A alma sobrevive fora do corpo humano, após a morte?
  • Vida consciente, pós morte e imortalidade da alma?
  • O luto é inesperado, mas a promessa o sobrepõe;
  • Salvação sem a morte de Jesus? 
  • Pregação do Evangelho sem ressurreição de Jesus?
  • Morte: manifestação da fé e vitória consciente.

INTRODUÇÃO
Como enfrentar a morte? A mais difícil de todas as situações, da qual não poderemos fugir. Tenhamos como exemplo o apóstolo Paulo que não a via como tragédia, mas sim como lucro (Fp 1.21), um prêmio, um local bem melhor. Este era o seu desejo (II Co 5.8).

A morte surgiu como consequência da queda do Éden (Gn 3.19; Rm 3.23; 6.23) e com ela veio uma “bagagem” para afetar a tranqüilidade humana e promover as dores, principalmente a pela perda e separação.

Devemos encará-la como um fenômeno natural que se abate sobre todos (Rm 5.12), mesmo que esta sociedade materialista apresente ou pregue um quadro diferente, pois evita pensar ou falar em assuntos, que ela considera negativos ou dolorosos.

Encontramos alguma virtude na morte? Estamos preparados para este momento? Esta tem sido uma preocupação em nossos púlpitos?

Para o verdadeiro cristão, a morte se trata do seu recolhimento (Mt 3.12), sua promoção às mansões celestiais, a separação deste mundo material e não uma perda ou derrota.

I. O QUE É A MORTE
1. CONCEITO.
Realmente não é fácil definirmos a morte. Muitos são os pontos de vistas, conceitos, o único consenso entre Ciência e Religião é que todos são e serão alcançados por ela (Sl 89.48; Ec 8.8). Parada cardíaca e respiratória? Cessamento clínico, cerebral ou cardíaco irreversível do corpo humano? Interrupção da atividade elétrica no cérebro como um todo? Francisco de Assis Barbosa, assim descreveu a morte, em seu subsídio semanal para a Escola Bíblica Dominical:

“A morte (do latim mors), o óbito (do latim obitu), falecimento (falecer+mento) ou passamento (passar+mento), ou ainda desencarne (deixar a carne) são termos que podem referir-se tanto ao cessamento permanente das atividades biológicas necessárias à manutenção da vida de um organismo, como ao estado desse organismo depois do evento. Para a medicina, é a cessação permanente da regulação cerebral das funções respiratórias, circulatórias e outras atividades reflexas, mantendo-se a vida apenas com recurso a dispositivos mecânicos que colmatam essa falta. A morte cerebral é definida pela cessão de atividade elétrica no cérebro".

A morte é a herança que acompanha o homem, desde o Éden (Gn 2.15-17; 3.19; Rm 5.12), o pagamento líquido e certo pelo pecado (Rm 6.23). “É o fim para o qual caminhamos a passos largos (Ec 12.7)”. O último inimigo a ser aniquilado (I Co 15.26).

Intrigante, esperada e não compreendida. O homem não sabe e nunca soube lidar com ela, pois não foi criado para este intento, mas o pecado apresentou um ao outro (Rm 6.23).

Que espanto para o casal, expulso do paraíso, quando se deparou com um de seus filhos inerte na terra. Uma situação nova, desesperadora. Que decisão tomar? Crer em que? Esperar o que? Ressurreição? Primeira, segunda ou arrebatamento? Como poderiam se lembrar destas promessas diante daquela situação?

2. O QUE AS ESCRITURAS DIZEM?
O homem não foi criado para morrer (Gn 2.17), bastava preservar o estado primeiro de fidelidade para que permanecesse na presença de Deus, mas o pecado roubou, em parte, a vida eterna da humanidade e lhe concedeu um salário, a morte (Rm 6.23). Fato este explicado, visível e notado na separação que ocorre entre a alma e o corpo (Gn 35.18).

Seria, a morte, um ônus ou um bônus? Punição ou bênção? Porque é tão difícil aceitá-la? Por ela finda-se todas as atividades e por outro lado o redimido é livre das frustrações, decepções e injustiças deste mundo. A morte introduz o homem ao mundo invisível.

3. É A SEPARAÇÃO DA ALMA DO CORPO.
A morte física causa a separação entre a alma e o corpo, “o qual retorna à terra” (Gn 3.21). A base bíblica para esse entendimento foi visto na ocasião da morte de Raquel (Gn 35.18) e no ensino de Tiago, o qual afirma que o corpo sem alma está morto, falando em alusão a fé sem obras (Tg 2.26). Mas, o que acontece com a alma após a separação do corpo? Há vida após a morte?

A doutrina do aniquilacionismo diz que todas as almas estão sujeitas à extinção após a morte física. Tal doutrina não leva em consideração as verdades bíblicas e teológicas referentes à imortalidade da alma e a ressurreição dos mortos que, de forma tão clara e inquestionável, é ensinada pelos profetas, pelos apóstolos e por Jesus (Dn 12.2; Jo 5.28, ouvirão a voz de Deus), portanto, a morte é o início da eternidade (Lc 16.22) e não o fim. Aos que morreram em Cristo, está reservada a bem aventurança dos céus (Ap 14.13), enquanto que aos ímpios está reservado o lago de fogo, que é a segunda morte (Hb 9.27; Ap 20.11-15).

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Como os filhos dos patriarcas se portaram diante do luto


a) A morte e o sepultamento dos patriarcas:
  • Abraão – morreu aos 175 anos, foi sepultado por seus dois filhos, Isaque e Ismael (Gn 25.8);
  • Isaque – morreu aos 180 anos e foi sepultado por seus dois filhos, Esaú e Jacó (Gn 35.29);
  • Jacó – morreu aos 147 anos e foi sepultado por seus filhos (Gn 49.33), envolvendo três nações, os tristes hebreus, os curiosos cananeus e os entristecidos egípcios devido a dor de José;
  • José – morreu aos 110 anos (Gn 50.26);
  • Moisés – morreu aos 120 anos, conforme (Dt 32.48-50) e foi sepultado pelo próprio Deus, Todo Poderoso.
Eles morreram com a sensação do dever cumprido, fartos de dias, com saúde, alegres, mas o mesmo não podemos dizer dos filhos ou dos que os sepultaram, pois o choro (cfe Jo 11.35), o lamento (Gn 50.1) e a tristeza reinaram e não era para menos (exceto no caso de Moisés), mas em nenhum dos casos temos registros de desespero, descontrole, promessas de “auto-morte’ ou flagelos momentâneos. Tanto quanto eles, os filhos tinham a mesma esperança, para não se entristecerem como os demais (cfe I Ts 4.13).

Por: Ailton da Silva

Trechos do livro: "O poder latente da alma"

"Algo sobre alma, muito interessante alguns pontos: surgimento da alma (???), depois da criação do homem? Partindo do princípio que se trata de nosso entendimento, mente, emoções e blá, blá. Ponto de encontro entre corpo e espírito. O meio caminho entre dois mundos. Interessante".

Segundo o entendimento comum, a alma é a nossa personalidade. Quando o espírito e o corpo foram unidos, o homem tornou-se alma vivente.

[...] "Na história da criação do homem, lemos que o Senhor Deus formou o homem do pó da terra - desta maneira seu corpo foi formado; e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, ou, espírito de vida - assim seu espírito veio de Deus; e o homem tornou-se alma vivente.

O Espiríto, vivificando seu corpo, fez do homem uma alma vivente, uma pessoa consciente de si mesma. A alma era o ponto de encontro, o lugar de união entre o corpo e o espírito. Através do corpo, o homem (alma vivente), mantinha seu relacionamento com o mundo exterior dos sentidos e podia influenciá-lo, ou ser influenciada por ele.

Através do espírito ele mantinha relacionamento com o mundo espiritual e com o Espírito de Deus, de onde tinha sua origem e podia ser recipiente e ministro de sua vida e poder. Permanecendo, portanto, o meio caminho entre dois mundos, e pertencendo a ambos, a alma tinha o poder de autodeterminação, de escolher ou recusar os objetos que a rodeavam e com os quais mantinha relacionamento.

“Na constituição destas três partes da natureza do homem, o espírito era o mais elevado, por ligá-lo com o Divino; o corpo era o inferior pela ligação com o que é sensível e animal; entre eles permanecia a alma, participante da natureza dos outros, o elo que os ligava e através dos quais eles poderiam agir um sobre o outro.

Seu trabalho, como poder central, era mantê-los em seu devido relacionamento; conservar o corpo, como inferior, sujeito ao espírito; a própria alma devia receber do Espírito Divino, através do espírito, o que lhe faltava para sua perfeição e transmitir assim, ao corpo, aquilo que poderia fazer deles um corpo espiritual, pela participação da perfeição do Espírito de Deus."

O que é o espírito? Aquilo que nos dá consciência de Deus e nos relaciona com Ele. O que é a alma? Aquilo que nos relaciona conosco mesmos e nos dá a autoconsciência. O que é o corpo? Aquilo que nos leva a estar relacionados com o mundo.

Texto extraído: O poder latente da alma. Watcham Nee 

Por: Ailton da Silva