sábado, 13 de outubro de 2012

lição 1 - pós aula

Estudaremos neste trimestre a respeito dos PROFETAS MENORES, entraremos de vez em quando nos PROFETAS MAIORES e ,sem sombra de dúvidas, citaremos no decorrer das lições os PROFETAS ATUAIS.

Oséias foi a última tentativa de Deus para salvar o quase “tomado pela Assíria”, Reino do Norte. Faltava pouco para o casamento ser desfeito.

Israel colocou alguns dos profetas maiores ou menores para correr? Descrer das mensagens até pode ter acontecido, mas sair com cabo de vassoura tocando de suas casas, será que enfrentaram tal situação? Hoje isto é muito comum com os profetas atuais.

Quanto tempo não ouvimos mensagens baseadas nos livros dos profetas menores? A resposta é simples. Os pregadores devem estudar muito estes livros, relacioná-los com os livros de Samuel, Reis, Crônicas e com os profetas maiores para entender o contexto histórico, social, econômico e o desenrolar de cada história para direcionar corretamente as profecias e sinais. Ex: Os 10.5, a Assíria se aproximava para “governar”, nada mais justo, pois eles não pediram tanto um rei para Samuel (I Sm 8.5).

Como é bom ler os profetas menores:
“... ainda que a figueira não floresça...”
“... naquele dia vereis a diferença...”
“minha é a prata, meu é ouro...”
“... fazei prova de mim...”
“... vossos filhos profetizarão...”

Que maravilha, mas tem mais, tem disciplina, tem juízo, tem promessa de restauração, não somente para Israel como também para a igreja, basta lermos. Um sábio, certa vez, disse: “o meu povo erra por falta de conhecimento” (Os 4.6). Inclusive ele era também um dos profetas menores.

“Ouve, Israel, blá, blá, blá. E tem mais, eu sou o terceiro que te digo isto”. Não é não, pois nunca ninguém me disse isto. Duvido que tiveram coragem para responderem desta forma a uma profeta maior ou menor. Já para os atuais é fácil.

Os profetas menores alertaram Judá e Israel quanto ao perigo iminente, as invasões. Oséias profetizou ao reino do norte enquanto Jeremias ao reino do sul, foram os últimos.

Enquanto Oseías lutava contra a incredulidade do norte, Ezequias, o rei, praticamente restabelecia o culto no reino do sul.

Com Deus não podemos estabelecer regras. O grande pode até vencer o pequeno, mas um dia o pequeno também ganha a luta. A espada pode até ser a vedete das grandes batalhas, mas um dia alguns cântaros, louvores, pequenos e rápidos passeios em volta de muralhas também terão a mesma força, etc...

Ei, Oséias é casado com uma prostituta e agora queria dar uma de santinho, de corretinho, de profetinha?

Quando alguns dos profetas, maiores ou menores, diziam: “saia correndo, fique parado, vai embora, a seca está chegando”, era melhor obedecer.

Como conhecer um verdadeiro profeta? Se a sua profecia se cumprir é claro. José disse aos seus irmãos: “eu morro, mas Deus visitará vocês e quando isto acontecer, levem meus ossos” (Gn 50.25). Moisés se lembrou desta profecia (Ex 13.19).
Ex 19.5- Ex 20, como Israel conseguiu quebrar esta aliança?

Dt 6.4, um feto judeu, ainda informe, já aprende e recita isto no ventre da mãe.

Nosso pastor concluiu a aula dizendo: “Talvez por isto Jesus tenha falado a respeito dos 2 senhores, ou serve um ou serve o outro, mas eles pensavam assim: vamos servir, quem sabe um dos dois responde”.

Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Oséias. a fidelidade no relacionamento com Deus. Plano de aula.


TEXTO ÁUREO
"Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo" (2 Co 11.2).

VERDADE PRÁTICA
O casamento de Oséias ilustra a infidelidade de Israel e mostra a sublimidade do amor de Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Oséias 1.1, 2;  2.14-17,  19, 20
1.1 – Palavra do SENHOR, que foi dirigida a Oséias, filho de Beeri, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel.
1.2 – O princípio da palavra do SENHOR por meio de Oséias. Disse, pois, o SENHOR a Oséias: Vai, toma uma mulher de prostituições, e filhos de prostituição; porque a terra certamente se prostitui, desviando-se do SENHOR.
2.14 – Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.
2.15 – E lhe darei as suas vinhas dali, e o vale de Acor, por porta de esperança; e ali cantará, como nos dias de sua mocidade, e como no dia em que subiu da terra do Egito.
2.16 – E naquele dia, diz o SENHOR, tu me chamarás: Meu marido; e não mais me chamarás: Meu senhor.
2.17 – E da sua boca tirarei os nomes dos Baalins, e não mais se lembrará desses nomes.
2.19 – E desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias.
2.20 – E desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás ao SENHOR.

PROPOSTA DA LIÇÃO
          O profeta do reino do Norte, durante a supremacia assíria;
          Primeira parte do livro: biografia profética;
          Segunda parte do livro: profecias poéticas;
          Mensagem: apostasia de Israel e o grande amor de Deus;
          Motivo do casamento: “A terra se prostituiu, desviou-se”;
          Tema central do livro: amor , por ele Israel será atraído;
          Vale de Acor: lugar de restauração e não de castigo;
          Anulação da sentença do divórcio: “desposar-te-ei”;
          Jeová: “meu marido e não meu Baal” (2.16).

INTRODUÇÃO
Oseías foi chamado por Deus para profetizar para o desmoronado Reino do Norte, que beirava os seus últimos anos de sua existência, ante a degradação moral e espiritual, fruto da “busca desenfreada pelo prazer e lucro”. Este trabalho foi o mesmo exercido por Jeremias no reino do Sul.

Sua vida pessoal ocupa os três primeiros capítulos do seu livro, os quais relatam o seu casamento com Gomer e o nascimento de três filhos, Jezreel, Lo-Ruama e Lo-Ami, provavelmente os dois últimos não eram filhos do profeta (cfe 1.3, 6, 8). Tudo isto aconteceu, pois Deus queria manter o relacionamento com seu povo, que por ora, estava se deteriorando. A intenção era fazer com que Israel se arrependesse, antes que fosse entregue ao império assírio.

Deus aproveitou a situação de prostituição, o sofrimento e perdão por parte de Oséias, para direcionar uma mensagem para o seu povo, como prova de seu puro e inextinguivel amor pela sua nação e acima de tudo queria expressar o seu desejo de levá-los a reconciliação.

O amor de Deus, por Israel, não era nenhuma novidade, mas foi preciso a expressão desta forma para que entendessem. Sobre estas ações humanas e sentimento Divino, o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“A relação de Deus com Israel era como uma aliança conjugal. Israel havia se “casado” com o Senhor no Sinai. Israel prometeu a Deus fidelidade. Porém, logo se desviou da aliança e começou a flertar com outros deuses. Não tardou para que Israel abandonasse a Deus, seu “marido”, para prostituir-se com outros deuses. A idolatria é infidelidade a Deus; é rompimento da aliança; é quebra dos votos de fidelidade. A idolatria é uma torpeza”.

I. O LIVRO DE OSÉIAS
1. CONTEXTO HISTÓRICO.
O ministério de Oséias deu-se no período da supremacia política e militar da Assíria. Ele profetizou em Samaria, capital do Reino do Norte, durante os "dias de Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel" (1.1), em uma época de muita prosperidade, mas também de muita opressão e apostasia.

Oséias, cujo nome significa “salvação”, combinando com o teor de sua mensagem, foi contemporaneo de Jonas (793-753 a.C.), Amós (760-750 a.C.), Miquéias (742-687 a.C.), e Isaías (740-681 a.C.).

Os últimos reis de Israel governaram de forma ímpia, através de pesados impostos, opressão aos pobres, idolatria e desconsideração a Deus, portanto o trabalho dos profetas neste período foi árduo. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“Nesse declínio moral de Israel, todas as classes da sociedade se desmoralizaram. Os príncipes, amantes da riqueza e do luxo, viviam desenfreados no pecado. Os sacerdotes, que deveriam ensinar a verdade ao povo, tornaram-se bandidos truculentos e cheios de avareza”.

[...] “A religião de Israel tornou-se sincrética, e o povo misturou o culto a Deus com o culto a Baal. A idolatria sensual desembocou na mais repugnante imoralidade. A vida Familiar caiu no abismo da dissolução. Não resta dúvida de que Oséias viveu durante os tempos mais turbulentos e inquietos pelos quais a nação jamais passara. Os séculos passaram, e hoje ainda assistimos a esse mesmo desvio religioso denunciado por Oséias”.

2. ESTRUTURA.
O livro de Oséias é o primeiro e o mais extenso entre os profetas menores e aborda em primeiro plano o grande amor de Deus pelo seu povo e o desejo da reconciliação. A revelação foi entregue ao profeta pela palavra "dita a Oséias" (1.1a). A segunda declaração: "O princípio da palavra do Senhor por Oséias" (1.2a), reitera a forma de comunicação do versículo anterior. Também esclarece que a ordem para Oséias se casar com "uma mulher de prostituições" aconteceu no começo do seu ministério.

O livro pode ser dividido em duas partes , sendo a primeira (1-3) uma biografia poética, escrita em prosa para relatar o amor perseverante de Oséias pela infiel Gomer, com a qual teve um filho Jezreel (Deus espalha, “punição”). Os outros dois filhos provavelmente não foram do profeta, Lo-Ruama (Não-compaixão, “retirada da afeição”) e Lo-Ami (Não-meu-povo, “separação completa”), que serviram para ilustrar as suspeitas sobre a fidelidade da esposa e para diminuir a alegria do profeta pela paternidade. A infidelidade de Israel, que adorava outros deuses também ficou explicita, tanto quanto o amor inextinguível de Deus por este povo infiel.

A segunda parte (caps. 4-14) “contém uma série de profecias que mostram o paralelismo entre a infidelidade de Israel e a da esposa de Oseías”. Ela, pela sua ingratidão, pois não reconheceu tudo o que marido lhe havia feito, abandonou sua casa e foi “à procura de outros amantes”, isto serviu para representar a condição de vergonha de Israel, o qual havia se desviado após outros deuses. Ela foi resgatada pelo marido junto ao mercado de escravos (cap. 3) para simbolizar o desejo de Deus em resgatar e restaurar Israel no futuro (caps. 11-14).

3. MENSAGEM.
O assunto do livro é a apostasia de Israel e o grande amor de Deus revelado, que compreende advertência, juízo divino e promessas de restauração futura (8.11-14; 11.1-9; 14.4-9). Mesmo num contexto de decadência moral, o oráculo descreve o amor de Deus de maneira bela e surpreendente (2.14-16; 6.1-4; 11.1-4; 14.4-8). Seus oráculos são cheios de metáforas e símbolos dirigidos aos seus contemporâneos. Sua mensagem denuncia o pecado do povo e a corrupção das instituições sociais, políticas e religiosas das dez tribos do norte (5.1). Oséias é citado no Novo Testamento (1.10; 2.23 cp. Rm 9.25,26; 6.6 cp. Mt 9.13; 12.7; 11.1 cp. Mt 2.15).

Deus chamou o seu povo ao concerto e arrependimento. A mensagem do profeta tinha o propósito de convencer a todos a se voltarem para o Deus paciente, compassivo e perdoador, que de acordo com as atitudes do próprio profeta, em seu conturbado casamento, estava pronto a perdoar (Os 14.5-7), assim como ele perdoou sua infiel esposa.

II. O MATRIMÔNIO
1. ETIMOLOGIA.
Os termos "casamento" e "matrimônio" são equivalentes e ambos usados para traduzir o grego gamos, que indica também "bodas" (Jo 2.1,2) e "leito" conjugal (Hb 13.4). Trata-se de uma instituição estabelecida pelo Criador desde a criação, na qual um homem e uma mulher se unem em relação legal, social, espiritual e de caráter indissolúvel (Gn 2.20-24; Mt 19.5,6). É no casamento que acontece o processo legítimo de procriação (Gn 1.27,28), gerando a oportunidade para a felicidade humana e o companheirismo.

Esta foi a ordem de Deus a Oséias, a qual ele cumpriu na integra, pois tomou Gomer como esposa e se tornou-se uma só carne, honrado o compromisso, ela não.

2. SIMBOLISMO.
A intimidade, o amor, a beleza, o gozo e a reciprocidade que o casamento proporciona fazem dele o símbolo da união e do relacionamento entre Cristo e a sua Igreja (2 Co 11.2; Ef 5.31-33; Ap 19.7). Oséias não foi surpreendido com a infidelidade de Gomer, pois Deus havia revelado a ele desde o princípio. Desta forma o profeta compreendeu a situação degradante do povo, mesmo que estivesse doendo em seu coração.

Ele se casou com Gomer, mesmo conhecendo o seu passado (1.2) e a amou, não pela virtudes apresentadas, mas sim pelo seus pecados, teve pena, compaixão, dó de sua situação, da mesma forma que Deus continuou amando aquele povo, mesmo diante de seus inúmeros erros, por isso procurou levá-los a reconciliação através deste episódio.

Gomer era uma mulher de prostituição, uma “ninguém” na vida que passou a ser “alguém”, após o casamento, mas que um dia retornou a vida pecaminosa do passado. Tudo isto não diminuiu o amor do esposo, simbologia pura da situação de Israel, que um dia, se tornou propriedade exclusiva de Deus (Ex 19.5) e que não foi capaz de dizer não ao seu passado de adultério espiritual.

3. A ORDEM DIVINA PARA O CASAMENTO DE OSÉIAS.
Considerando a santidade do casamento confirmada em toda a Bíblia, a ordem divina parece contradizer tudo o que as Escrituras falam sobre o matrimônio. Temos dificuldade em aceitá-la, mas qualquer interpretação contra o caráter literal do texto é forçada. Quando Jeová deu a ordem, acrescentou: "porque a terra se prostituiu, desviando-se do SENHOR" (1.2b). Isso era literal. A infidelidade a Deus é em si mesma um adultério espiritual (Jr 3.1,2; Tg 4.4), ainda mais quando se trata do culto a Baal, que envolvia a chamada prostituição sagrada (4.13,14; Jz 8.33).

Oseías não questionou ou desobedeceu as ordens de Deus, pelo contrário, prontamente a cumpriu. A condição da mulher era um obstáculo, que qualquer um, não pensaria duas vezes para apresentá-lo a fim de descumprir as ordens, mas o profeta, com ou sem sentimento pela mulher, não permitiu que a desobediência fosse marca registrada de seu ministério, pois ser conhecido pelo seu casamento com uma prostituta é bem melhor do que ficar famoso por uma negativa ao próprio Deus.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Lição 2 - Oseias - A Fidelidade no Relacionamento com Deus - AD Londrina



Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

Mensagem 61: O pecado cometido na terra que foi percebido no céu


O PECADO COMETIDO NA TERRA QUE FOI PERCEBIDO NO CÉU
CONFIAR NA ALEGRIA DOS AMIGOS OU NA SEGURANÇA DO PAI?
O DIREITO DE PEDIR E O PRIVILÉGIO DE OUVIR

INTRODUÇÃO
O filho pródigo pecou contra o céu, contra o pai e perdeu, segundo ele o direito de ser chamado de filho. Não foram dois os pecados, em questão, mas apenas um que assumiu proporções gigantescas.

Um único pecado cometido por um homem, contra o pai (relação horizontal), que atingiu outras famílias e foi, por conseguinte, percebido no céu (relação vertical), gerando como consequência a perda ao direito à paternidade de filho, afetando a sua espiritualidade (relação consigo).

Ele pediu a antecipação de sua parte na herança, não havia desejado a parte do pai ou do irmão, apenas a dele. Somente não atentou para um detalhe: aquilo tudo, um dia, acabaria.

A) PAI: PEQUEI CONTRA TI (RELAÇÃO HORIZONTAL).
Pequei quando não esperei o momento certo para receber minha parte da herança (antecipação). Ele imaginou que aquilo seria capaz de fazê-lo feliz, mas não era o que Deus havia planejado a ele. As consequências foram inevitáveis, mesmo que no momento parecia agradável ou correta, tal como aconteceu com Sara que planejou e antecipou a promessa para o patriarca Abraão (Gn 16.1-2). O mesmo ocorreu com Jacó que, pecando contra o irmão, atingiu o pai (Gn 27.22-24). Todos estes casos parecia ser a decisão mais correta no momento.

B) PEQUEI POR TER PEDIDO E PERDIDO A MINHA PARTE
Pequei quando desrespeitei a sua autoridade e quando decepcionei meu irmão. Outro erro foi quando gastei todos os recursos com aquilo que não era pão e tampouco com aquilo que não foi capaz de me satisfazer (Is 55.2).

Foi um grande erro seu, apesar que pediu e perdeu somente a sua parte, mas ele colocou em risco a parte do irmão e do pai, pois a qualquer momento eles poderiam perder tudo, ou para encobrir algum erro seu ainda maior ou para irem em busca dele.

C) PEQUEI PORQUE CONFIEI NA ALEGRIA DOS AMIGOS E NÃO NA SEGURANÇA DO PAI.
Pequei quando confiei nos muitos amigos me rodeavam e se alegravam comigo, me dando uma falsa sensação de paz, mas não foram capazes de me proporcionarem a mesma segurança que o senhor, meu pai, me dava.

D) PEQUEI QUANDO ENVOLVI OUTRAS FAMÍLIAS NO MEU PROBLEMA.
Quantas pessoas desprezei por não terem os mesmos recursos que eu? Humilhei, passei por cima, julguei, ameacei, pois imaginava que tivessem mais condições, estudos, espiritualidade, santidade, até o dia em que minha máscara caiu (o dinheiro e a sensação de poder). O meu pecado não ficou encoberto (Mt 10.28).

E) PAI PEQUEI CONTRA O CÉU (RELAÇÃO VERTICAL)
O meu pecado parecia que ficaria na terra, insignificante, parecia que não atingiria outras pessoas, famílias ou grupos sociais, mas ele foi percebido no céu, as moradas do Altíssimo, pois nada passa desapercebido (Mt 10.26).

F) JÁ NÃO SOU DIGNO DE SER CHAMADO SEU FILHO (RELAÇÃO ESPIRITUAL)
Pode ser que tenha perdido este direito no momento em que antecipou a herança ou quando gastou toda a sua parte, mas o certo é que sentiu isto somente quando percebeu a solidão, o afastamento dos amigos, quando se reconheceu inferior até mesmo aos trabalhadores de seu pai e quando sentiu fome (desejo de comer os que os porcos comiam).

F) A VOLTA. A ESPERANÇA DO PERDÃO FOI MAIOR QUE O ORGULHO FERIDO.
Saiu rico, confiante que talvez voltaria com mais recurso, pois multiplicaria a sua parte, prosperaria. Quanto orgulho para seu pai? Mas o retorno foi triste. Voltou sem amigos, sem roupas, sem dinheiro, envergonhado e faminto. Mesmo assim seu pai sentiu orgulho e ficou feliz. Ele optou pela volta, pois a esperança do perdão foi maior que o orgulho ferido.

G) AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA.
Saiu feliz, rico, cheio de si, confiante e durante o tempo em que ficou distante não demonstrou remorso ou interesse no retorno. Mas não demorou muito para refazer o caminho de volta, em uma situação completamente diferente da saída. Ele voltou, pediu perdão e foi perdoado pelo pai e teve a oportunidade de refazer a sua historia. Apagou um erro do passado assim como os irmãos de José fizeram (Gn 42.22), bem diferente de Absalão que não teve esta oportunidade (2 Sm 18.10-14).

H) O DIREITO DE PEDIR E O PRIVILÉGIO DE OUVIR
O filho ainda teve uma oportunidade para dizer ao pai: pequei contra o céu e contra ti”. Outros não tiveram esta mesma chance, tal como Absalão, (2 Sm 18.10-14) que havia desejado, não somente a parte dele, mas todo o reino do pai (2 Sm 15.10, 13; 16.22). Talvez por isto não tenha tido esta oportunidade. Já os irmãos de José tiveram esta chance, pois voltaram para darem a noticia de que o irmão estava vivo (Gn 45.9, misericórdia), uma vez que havia sido eles que alegremente mentiram ao pai a respeito de sua morte (Gn 37.32)

CONCLUSÃO
O pecado foi cometido na terra, mas foi percebido no céu, por Deus. O filho teve a oportunidade de voltar e pedir perdão e o pai teve o privilégio de ouvir isto. A esperança do perdão venceu o orgulho ferido e por isto ele não perdeu o direito de ser chamado de filho do pai.

Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O casamento dos séculos!

Quem se habilita para 
testemunha, padrinho ou convidado?



Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

Neemias - informações essenciais


PROPÓSITO:
Neemias é o ultimo dos livros históricos do Antigo Testamento. Ele registra a história do terceiro retorno a Jerusalém após o cativeiro, contando como os muros da cidade foram reconstruídos e as pessoas renovadas em sua fé.

AUTOR:
A maior parte do livro foi escrita na primeira pessoa, sugerindo Neemias como autor. Ele provavelmente escreveu o livro tendo Esdras como editor.

DATA:
Aproximadamente 445 – 432 a.C.

PANORAMA:
Zorobabel liderou o primeiro retorno a Jerusalém em 538 a.C. Em 458, Esdras liderou o segundo retorno. Finalmente, em 445, Neemias retornou com o terceiro grupo de exilados para reconstruir os muros da cidade.

VERSÍCULO CHAVE:
Acabou-se, pois, o muro aos vinte e cinco do mês de Elul, em cinqüenta e dois dias. E sucedeu que, ouvindo-o todos os nossos inimigos, todos os povos que havia em redor de nós temeram, e abateram-se muito a seus próprios olhos; porque reconheceram que o nosso Deus fizera esta obra (6.15-16)

PESSOA CHAVE:
Neemias, Esdras, Sambalate e Tobias.

LUGAR CHAVE:
Jerusalém.

CARACTERÍSTICA PARTICULAR:
O livro mostra o cumprimento das profecias de Zacarias e Daniel sobre a reconstrução dos muros de Jerusalém.

Informações extraídas da seção “Informações essenciais” – Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal

Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Proposta da lição 2

assim como deve ter acontecido em muitas igrejas, a nossa aula de ontem foi transferida para sexta-feira.

Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

sábado, 6 de outubro de 2012

Quando crescer, quero ser igual a eles.

1) QUEM FOI MOISÉS?
Mais um fugitivo (Ex 2.15) do império egípcio? Um interesseiro refugiado em Midiã, que logo se encantou por uma das filhas do sacerdote daquelas terras? Tanto que não precisou que repetissem o convite para que comesse pão com eles, tampouco para morar ou se casar com uma das moças (Ex 2.21-22).

Aliás ele mesmo pensava isto (Ex 3.11), pois como poderia se imaginar, um dia, profetizando para a grande nação de Deus, que estava a caminho da terra prometida (Dt 28.32-37), mesmo que de momento não entenderam ou não aceitaram, haja vista a profundidade da profecia, as quais se cumpriram, na integra, anos mais tarde quando do pedido e da instituição da monarquia (I Sm 8.5) e do drástico cativeiro (2 Cr 36.17; Jr 52.1-34).

2) QUEM FOI SAMUEL?
Um jovem aficionado pela obra (1 Sm 2.18), que gostava do que fazia e por isto crescia agradando a Deus (1 Sm 2.26). Foi privilegiado na chamada (1 Sm 3.10) e assim como poucos, respondeu prontamente, já imaginando a trajetória que teria pela frente, pois ao dizer “fala que teu servo ouve”, ele estava reconhecendo sua chamada ao serviço e demonstrando ter um ouvido apuradíssimo e sensível para a voz de Deus.

O mesmo ocorreu com Saulo, que igualmente foi chamado pelo nome sem conhecer aquele que o chamava (cfe 1 Sm 3.7; At 9.5), mas que ao ouvir o chamado, logo se levantou e perguntou: “Senhor, que queres que faças” (At 9.6). Faças para ti, para a obra, para a igreja e não para a minha vida, pois não vivo mais eu, Tú vives em mim a partir de agora.

Quem foi Samuel, para um dia se imaginar como um valiosíssimo instrumento nas mãos de Deus, usado para cumprimento de uma das profecias, do maior legislador de Israel, que um dia inspirado pelo Espírito profetizou a respeito do pedido e da instalação da monarquia, uma forma de governo fadada ao fracasso logo de inicio (cfe Dt 28.32-37), já que na ocasião do cativeiro Israel estava sob este regime de governo, conforme pedido deles (1 Sm 8.5).

Quem foi Samuel para se imaginar ungindo dois reis para Israel. Saul (1 Sm 10.1) e Davi (1 Sm 16.13), apesar que por alguns momentos deve ter passado pela sua mente a possibilidade do erro, pois nenhum dos dois assumiu de imediato o trono, logo após a unção. Um fugiu e se escondeu entre as bagagens (1 Sm 10.22), enquanto que o outro percorreu o território de Israel para conhecer seus amigos, aliados, inimigos, povo e para salvar a própria vida e preservar o rejeitado Saul.

3) QUEM FOI ISAÍAS?
Um homem de lábios impuros e de companhias nada agradáveis ou da mesma natureza (Is 6.5). O profeta que enfrentou a bestialidade e fúria recíproca dos reis de Israel e Judá, que mutuamente se aliançavam com inimigos (Is 7.1-2) para lutarem entre si, em desconformidade com a vontade de Deus (1 Rs 12.24), mas seu maior feito, em se tratando de oficio profético foi o relato do advento do Messias (Is 9.1-7) e de sua trajetória ministerial na terra (Is 53.1-22).

4) QUEM FOI JEREMIAS?
Não sabia falar, se considerava uma criança (Jr 1.6). O profeta que aconselhou o povo a orar e buscar o bem do opressor (Jr 29.7) e para que não fossem enganados pelos falsos profetas que incitavam a violência e resistência (Jr 28.3).

Como foi difícil o trabalho de Jeremias. Como convencer o povo de que Deus queria o melhor para eles e que tinha pensamentos de paz (Jr 29.11-13). Foi poupado por Nabucodonosor (Jr 39.11), mas certamente deve ter desejado outro fim, quando contemplou a situação de Jerusalém após a invasão babilônica (Jr 52.13-29). Restou somente a ele lamentações e lamentações (Lm 1.1-2).

5) QUEM FOI EZEQUIEL?
Foi preciso que recebesse um choque para que se colocasse em pé diante de Deus (Ez 2.1). Ele também encarou a rebeldia de Judá ante a visão aterrorizante do cerco babilônico e protagonizou uma das mais bizarras demonstrações de irracionalidade humana, no que tange ao discernimento e interpretação errônea de uma profecia, pois Jeremias aconselhava o povo a rendição, digamos na “graça e paz do Senhor”, e Ezequiel corroborava com ele, mas o povo não entendeu a mensagem (Ez 12.13).

A profecia dizia respeito ao laço babilônico, que não teriam como resistir ou escapar, mas havia um detalhe que o rei Zedequias se apoiou e alegrou muitíssimo o seu coração. “Eu não verei a Babilônia, o povo pode até ir, mas eu não”. Então seria poupado? Não iria como prisioneiro, troféu de guerra? Que privilégio! Interpretemos corretamente a profecia de Ezequiel:
  • “serás apanhado no meu laço” – cumprimento em Jeremias 52.9;
  • “e o levareis a Babilônia” – cumprimento em Jeremias 52.11b;
  • “mas não a verás” – cumprimento em Jeremias 52.11a, parte que o rei interpretou errado;
  • “e ali morrerás” – cumprimento em Jeremias 52.11b.
Em quem era melhor confiar? Em Hacanias (Jr 28.3), dois anos apenas de sofrimento? Em Jeremias (Jr 29.10), setenta anos de cativeiro? Ou em Ezequiel (Ez 12.13), olhos vazados para não ver o seu fim?

6) QUEM FOI DANIEL?
Um jovem em meio a um grande contingente de refugiados e prisioneiro de guerra (Dn 1.1-4) levados ao cativeiro em terras desconhecidas? Formoso, inteligente, confiável, produtivo, caso contrário teria ficado em Jerusalém (cfe Jr 52.16) com o restante (Ne 1.3).

Como ele poderia se imaginar recebendo revelações e visões apocalípticas nunca antes concedidas a homem algum na terra? E o que dizer das interpretações dos sonhos (Dn 2.27-28) e das visões (Dn 5.24-28), dos livramentos (Dn 6.1-28) e das respostas de suas orações?

7) QUEM FOI OSÉIAS?
Um homem que sacrificou sua reputação, sua vida e diante de uma nova família constituída, para cumpriu a vontade de Deus na integra (Os 1.2), sem reservas.

8) QUEM FORAM OS PROFETAS MENORES?
Que nunca se imaginaram grandes, mas que na verdade foram grandes homens de Deus, chamados, levantados, capacitados e revestidos para serem usados a fim de que a humanidade ouvisse, conhecesse e obedecesse os mandamentos do Senhor.
  
 Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A atualidade dos profetas menores. Plano de aula


TEXTO ÁUREO
Mas que se manifestou agora e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações para obediência da fé(Rm 16.26).

VERDADE PRÁTICA
Por ser revelação de Deus, a mensagem dos profetas é perfeitamente válida para os nossos dias.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 Pedro 1.16-21.
16 - Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a sua majestade,
17 - porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido.
18 - E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo.
19 - E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração,
20 - sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação;
21 - porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.

PROPOSTA DA LIÇÃO
  • Profetas menores; antigos, mas tratam de assuntos atuais;
  • Seus escritos em nada diferem dos profetas maiores;
  • A expressão surgiu em virtude do volume dos textos;
  • Atuaram durante os impérios assírio, babilônico e persa;
  • Características: Orientações para Israel, nações e igrejas;
  • Anunciaram a vinda do Messias;
  • As mensagens não são imaginações humanas ou artificiais;
  • Palavra dos profetas: ensino, repreensão, instrução, etc;
  • Devemos dar atenção e a mesma credibilidade a eles.

INTRODUÇÃO
Os Profetas Menores, apesar de antiguíssimos tratam de questões relevantes para os nossos dias e servem de edificação espiritual a todo o povo de Deus, entre os quais destacamos a família, sociedade, política e espiritualidade.

Na atual conjuntura, os profetas são um verdadeiro esteio da sabedoria divina para a Igreja de Cristo, pois encorajam-nos a militarmos pela causa de Cristo, o mesmo podemos dizer do período profético, já que estes homens estavam muito acima dos da sua época, tais como os sacerdotes, juízes, reis e conselheiros, por isto tiveram um papel destacado na história de Israel.

O ministério profético, em Israel e Judá se iniciou no período monárquico, “com a finalidade de restaurar o monoteísmo hebreu, combater a idolatria, denunciar as injustiças sociais, proclamar o Dia do Senhor e reacender a esperança messiânica”.

Este foi um privilegio que Deus concedeu ao seu povo, uma particularidade, algo que não foi visto nas outras nações. Estes homens serviram como porta-vozes de Deus na terra, pois denunciaram os problemas e apresentaram as soluções aos dois reinos, de uma forma bem suscinta e direta.

Suas mensagens são contundentes, oportunas, urgentes, atemporais e necessárias para as igrejas, nações e famílias, por isto que os escritos destes arautos não podem ser desprezados, pois tinham por objetivo tornar clara a vontade de Deus para o povo, fosse por intermédio de instrução, correção, advertência ou outro artifício. Fidelidade, derramamento do Espírito Santo, justiça social, soberania divina, juízo vindouro entre outros, foram os temas centrais das mensagens dos profetas, mas na atual conjuntura, tais mensagens são negligenciadas, quando não, desconhecidas em sua totalidade por muitos de nós.

I. SOBRE OS PROFETAS MENORES
1. Autoridade.
A coleção dos Profetas Menores compõe-se dos seguintes livros: Oseias, Joel, Amos, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. Essa estrutura vem da Bíblia Hebraica e, posteriormente, da Vulgata Latina. A Septuaginta (antiga versão grega do Antigo Testamento) apresenta nos seis primeiros livros uma disposição diferente da Hebraica, dispondo os livros assim: Oseias, Amos, Miqueias, Joel, Obadias e Jonas.

É importante ressaltar que o valor e a autoridade dos escritos dos Profetas Menores em nada diferem dos Profetas Maiores. Tal classificação é puramente pedagógica, visando tão somente facilitar a compreensão da presença de uma estrutura literária nos livros proféticos do Antigo Testamento. Não obstante, ambas as coleções são uma só Escritura e têm a mesma autoridade (Jr 26.18 cf. Mq 3.12; Rm 9.25-27 cf. Os 1.10; 2.23; Is 10.22,23). Sobre eles o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“O valor e a autoridade dos escritos dos Profetas Menores em nada diferem dos Profetas Maiores. Esses homens de Deus eram, sobretudo, pregadores morais e éticos, vigias, sentinelas levantados por Deus para despertar e exortar suas respectivas gerações. Eles não falaram sobre Deus em termos abstratos de filosofia ou teologia. Falaram dEle como alguém ativamente envolvido no mundo que Ele criou e intimamente interessado no povo do concerto. Durante as dominações assíria, babilônica e persa, Deus levantou esses homens para conclamar o povo de Israel ao arrependimento e reanimá-los. Em suas exortações proféticas, eles denunciaram e combateram contundentemente a corrupção, o abuso de autoridade, a injustiça social, a idolatria e o arrefecimento espiritual e a frouxidão moral do povo, o que atesta a atualidade premente dessas exortações para os nossos dias, ou melhor, para todas as épocas”.

2. Origem do termo.
A expressão “Profetas Menores” advém da Igreja Latina, segundo a visão de Agostinho de Hipon em sua obra A cidade de Deus (345-430 d.C.), por causa do volume do texto ser menor em comparação aos de Isaías, Jeremias e Ezequiel.

O termo é de origem cristã, pois, na literatura judaica, essa coleção é classificada como Os Doze ou Os Doze Profetas. Essa informação é confirmada desde o ano 132 a.C, quando da produção do livro apócrifo de Eclesiástico (49.10). É também corroborada pelo Talmude (antiga literatura religiosa dos judeus) e ratificada pela obra Contra Apion do historiador judeu Flávio Josefo (37-100 d.C). O termo serve para diferenciá-los em relação a quantidade de escritos e não quanto a importância, espiritualidade ou inspiração Divina.

3. Cânon e cenário dos Doze.
O cânon judaico classifica os profetas do Antigo Testamento em anteriores e posteriores, sendo: a) Anteriores: Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis; e b) Posteriores: Isaías, Jeremias, Ezequiel e os Doze. A classificação e o arranjo do cânon hebraico diferem sistematicamente do nosso. Estes escritos foram citados no Novo Testamento (Mt 1.23; 2.6) e pelos apóstolos, em seus primeiros sermões (At 2.17-34; 3.22-25).

Um dado importante é que todos os profetas, de Isaías a Malaquias, viveram entre os séculos 8 a 5 a.C, tendo alguns deles sido contemporâneos. O período abrangeu o domínio de três potências mundiais: Assíria, Babilônia e Pérsia. Oseias, Isaías, Amos, Jonas e Miqueias, por exemplo, viveram antes do exílio babilônico (Os 1.1; Is 1.1; Am 1.1; 2 Rs 14.23-25 cf. Mq 1.1), e outros, como Ageu e Zacarias, no pós-exílio (Ag 1.1; Zc 1.1).

Após este período de intenso trabalho profético, se deu o silêncio de Deus, que se encerrou com o aparecimento de João Batista, para preparar o caminho para o Messias e apresentá-lo a nação de Israel (Mc 1.2, Lc 16.16; Jo 1.31). Isto encerrou uma era e deu inicio a outra.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Esdras - informações essenciais


PROPÓSITO:
Mostrar a fidelidade de Deus e como ele manteve sua promessa de restaurar o seu povo à Terra Prometida.

AUTOR:
Não foi mencionado, mas provavelmente Esdras.

DESTINATÁRIO:

DATA:
Por volta de 450 a.C., registrando eventos do periodo entre 538 – 450 a.C. (omitindo 516 – 458 a.C.); foi possivelmente iniciado na Babilônia e concluído em Jerusalém.

PANORAMA:
Esdras dá sequencia a 2 Crônicas como uma história do povo judeu, registrando o retorno deste povo à sua terra após o cativeiro.

VERSÍCULO CHAVE:
Assim comeram a páscoa os filhos de Israel que tinham voltado do cativeiro, com todos os que com eles se apartaram da imundícia dos gentios da terra, para buscarem o SENHOR Deus de Israel;

E celebraram a festa dos pães ázimos por sete dias com alegria; porque o SENHOR os tinha alegrado, e tinha mudado o coração do rei da Assíria a favor deles, para lhes fortalecer as mãos na obra da casa de Deus, o Deus de Israel. (6:21-22

PESSOA CHAVE:
Ciro, Zorobabel, Ageu, Zacarias, Dario I, Artaxerxes I e Esdras.

LUGARES CHAVES:
Babilônia e Jerusalém.

CARACTERÍSTICA PARTICULAR:
Esdras e Neemias eram apenas um livro na Bíblia Hebraica, e, com Ester, formavam os livros históricos pós-cativeiro. Os livros proféticos pós-cativeiro são Ageu, Zacarias e Malaquias. Ageu e Zacarias devem ser estudados juntamente com Esdras, porque eles profetizaram durante o período da restauração.

Informações extraídas da seção “Informações essenciais” – Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal

Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

Pré-aula Lição 1 - A atualidade dos profetas menores - Portal EBD



Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Início do 4º trimestre - Proposta da lição 1

´
Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

lição 14 - pós aula - Fim do trimestre

Estudamos neste trimestre os dramas que atingem a humanidade, oh glória, ainda bem que estamos livres deles: enfermidades, mortes, problemas materiais, familiares, sociais, e de relacionamentos, graças a Deus que não somos atingidos por ele, ou somos?

Por isto é que a frequência nas EBDs não foi tão grande, uma vez que tudo isto não acontece conosco.

Esta lição foi um resumo de todo o trimestre e para tanto o comentarista falou acerca de Paulo, mestre na questão de suportar aflições.

Ah, se ele pudesse ter voltado diante das primeiras dificuldades surgidas no inicio de seu ministério, logo na primeira viagem.

Será que continuaríamos na jornada caso fossemos ameaçados, apedrejados, dado como morto, desprezado, humilhado, acusado ou abandonado pelos companheiros?

O super-homem chamado Paulo, não agüentou a solidão e o abandono, “venha ter comigo depressa”.

“As igrejas que fundei, as comunidades que ajudei, os obreiros que levantei, todos estão preocupados com os seus afazeres, problemas, prosperidade e eu estou aqui sozinho, somente os filipenses se lembram de mim”.

Ele não queria dádivas, presentes, ofertas dos filipenses, apenas desejou que o fruto aumentasse na conta deles (Fp 4.17). Eles não ajudaram um qualquer e quando fizeram isto fizeram para o bem deles, o beneficio seria para eles e não para Paulo.

Quem recebe mais: a pessoa que está perdoando ou a pessoa que está sendo perdoada? Quem ganha mais? Quem ganhou mais, Paulo ou os filipenses?

Faltou para Paulo até mesmo aquela palavrinha de consolo, tipo: “obrigado Paulo, por tudo que fizeste”, mas o que ele fez? Apenas deu continuidade, toda a honra e glória é para Jesus.

Ele sabia disto, pois todas as vezes que pensava em ser alguém, rapidinho lembrava do espinho em sua carne.

Ninguém pensou em montar uma caravana missionária para visitar Paulo em Roma? Certamente não teriam problemas para reunir alguns obreiros e abnegados irmãos para enfrentar o império e oferecer algum consolo para o apóstolo?

Se fosse hoje, certamente alguns Paulo(s) colocariam os Ananias para correr de sua casa (At 9.16), quando ouvisse que sofreria por amor a Jesus.

Alias, Paulo recebeu de volta a visão, pois algo como escamas caíram de seus olhos e recebeu também um novo aparelho auditivo, sensível o bastante para entender a voz de Jesus.

Paulo recebeu uma revelação tremenda no terceiro céu, mas rapidamente voltou a terra depois que entendeu que não poderia se exaltar.

É fácil, fácil um crente voltar para a terra, basta lembrar do espinho. Volta das nuvens rapidinho.

Fizeram com Paulo o que não foi permitido fazer com Jesus: “quebraram suas pernas”. A solidão e o desamparo quase desestruturou o velho e bom apóstolo, por um poucochinho de tempo ele titubeou, mas lembrou-se do que ensinou aos Corintios (I Co 15.19; 2 Tm 6.7).

Igreja de Filipos, um caso a parte: uma igreja grata ao que Paulo fez por eles, ensino, evangelismo e cuidado. O que esta igreja pensava de Jesus, que havia morrido por eles? Se foram gratos a um homem imaginem como foram gratos a Deus.

“Tudo posso”, muda a minha situação Deus, chega de sofrimento, sou teu servo. Paulo não se preocupou com isto.

Além de todo o seu sofrimento, havia outra coisa que oprimia o apóstolo, o cuidado e zelo pelas igrejas (2 Co 11.28).

Quem que perseguia tanto Paulo nos desertos? Nos mares, cidades, nações até entendemos que havia muitos perseguidores e opositores, mas no deserto? Sabemos muito bem quem tentou afligi-lo naquele lugar, enquanto ele recebia as revelações. “Porque eu recebi do Senhor o que vos ensinei”.

Nenhum império humano se preocupava com seus prisioneiros, nenhum, Jesus sempre se preocupou com o seus prisioneiros (Fm 1.1).

Sim, é possível, mesmo em meio ao sofrimento, aflições e angustias termos uma vida plena em Cristo, ACREDITE QUEM QUISER!.

Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III