sexta-feira, 26 de julho de 2013

Reunificação da igreja em Álvares Machado-SP


Nossa cidade foi dividida, em meados de 2008, em dois setores (5 e 42), com um pastor responsável em cada um deles. Foi uma verdadeira tragédia, uma experiência nada agradável para ambos os lados. Cada qual com suas congregações e trabalhos diferenciados, mas a partir de domingo, dia 28/07/2013, o setor 42 estará desparecendo definitivamente do mapa, aliás não deveria sequer ter existido. Em Álvares Machado, interior de SP, região de Presidente Prudente teremos apenas um pastor e seremos um único setor (5). 

Programação de transição: Hoje, 26 de julho estaremos recebendo o nosso novo pastor na então recém convertida em congregação, Vila Fernandes, a que antes era subsede do setor 42 e domingo o nosso então pastor Silvio Cavalcante estará assumindo a subsede do setor 5 de Álvares Machado.

Portanto em meus trabalhos de hoje em diante estarei mencionado o setor 5 e desconsiderando o 42.

Por: Ailton da Silva - Ano IV - caminhando para o ano V

terça-feira, 23 de julho de 2013

Hino sugerido para lição 4: Alexandre Bernardino - Meu Grande heroi



Por: Ailton da Silva - Ano IV

2 Coríntios - informações essenciais

PROPÓSITO:
Afirmar o ministério de Paulo, defender a autoridade como apostolo e refutar os falsos mestres em Corinto.

AUTOR:
Paulo.

DESTINATÁRIOS:
À igreja de Corinto e aos cristãos de todo o mundo.

DATA:
Aproximadamente 55 – 57 d.C., da Macedônia.

PANORAMA:
Paulo escreveu quatro cartas aos Coríntios (duas estão atualmente perdidas), Em 1 Coríntios (a segunda destas cartas), ele usou palavras fortes para corrigir e ensinar. A maior parte da igreja respondeu do modo esperado, porém existiam aqueles que estavam negando a autoridade de Paulo e questionando seus propósitos.

VERSÍCULO CHAVE:
“De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus” (5.20).

PESSOA CHAVE
Paulo, Timóteo, Tito e os falsos mestres.

LUGARES CHAVES:
Corinto e Jerusalém.

CARACTERÍSTICAS PARTICULARES:
Esta é uma das carta autobiográfica e extremamente pessoal.

Informações extraídas da seção “Informações essenciais” – Bíblia de Estudo Aplicação PessoalPor: Ailton da Silva - Ano IV

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Lição 4 - proposta


Por: Ailton da Silva - Ano IV

Lição 3 - pós aula

Não me conformo com este carcereiro. Ele tentou se matar, em vez de glorificar a Deus pelos presos terem se comportado com salvo, bem diferente do que eram. Seria tão grato se erguesse as mãos e demonstrasse sua gratidão por todos terem ficado. Poderia, pelo menos, ter agradecido pelo seu emprego que foi preservado, graças ao comportamento de salvos visto na vida de malfeitores.

Nosso maior problema é a ação ou a reação? Tudo bem que temos que vigiar, e pela nossa natureza humana e pela facilidade em falharmos, não creio que controlamos 100% nossas ações, mas no que tange às reações, a história pode ser diferente, pode ser controlada e podemos evitar muitas catástrofes.

Ações: “fiz e já era. Falei e pronto”.

Ação de Pedro e Judas: um traiu e o outro negou? Existe alguma diferença?

Os dois também reagiram: um foi para o precipício e outro para os braços de Jesus.

A diferença não foi na ação, mas na reação. Um se comportou como salvo e o outro como perdido.

Vivemos o que pregamos
Vivemos o que louvamos
Vivemos o que oramos

Será que vivemos isto:
“É necessário passar por este momento. E não entender o que está acontecendo. Pois age Deus, só Ele entende e Você só entende lá na frente”. 

Por: Ailton da Silva - Ano IV

sábado, 20 de julho de 2013

Presos livres x livres aprisionados. O verdadeiro comportamento do salvo em Cristo




1º caso: “De repente houve um terremoto tão violento[1], que os alicerces da prisão foram abalados. Imediatamente todas as portas se abriram, e as correntes de todos se soltaram. O carcereiro acordou e vendo abertas as portas da prisão, desembainhou sua espada para se matar, porque pensava que os presos tivessem fugido. Mas Paulo gritou: Não faças isso! Estamos todos aqui”. (At 16.26-27 – NVI).

2º caso: “O navio foi arrastado pela tempestade, sem poder resistir ao vento; assim, cessamos as manobras e ficamos à deriva. [...] Paulo levantou-se diante deles e disse: “Os senhores deviam ter aceitado o meu conselho de não partir de Creta, pois assim teriam evitado este dano e prejuízo. Mas agora recomendo-lhes que tenham coragem, pois nenhum de vocês perderá a vida; apenas o navio será destruído. [...] Então Paulo disse ao centurião e aos soldados: “Se estes homens não ficarem no navio, vocês não poderão salvar-se”. [...] Os soldados resolveram matar os presos para impedir que algum deles fugisse, jogando-se ao mar. Mas o centurião queria poupar a vida de Paulo e os impediu de executar o plano. Então ordenou aos que sabiam nadar que se lançassem primeiro ao mar em direção à terra. Os outros teriam que salvar-se em tábuas ou em pedaços do navio. Dessa forma, todos chegaram a salvo em terra”. (At 27.13-44 – NTLH).

Um jeito diferente de narrar o agir de Deus na vida de homens, que até então, antes deste acontecimento, não tinham valor algum para a sociedade, principalmente a de Filipos, cidade moderna, vaidosa, intelectual, segura, bem vigiada, refúgio de soldados e oficiais reformados leais ao império. Creio que passavam por aquele edifício e meneavam suas cabeças, como não acreditando que pudesse tal escória ainda estar com vida.

“Filipos era uma cidade importante no leste da Macedónia (nordeste da Grécia). Ele foi localizado na planície aluvial fértil do rio Strymon, perto do abismo, e pequenos riachos conhecidos como os Gangites (cf. Atos 16:13). Filipos devido a sua importância nos tempos antigos à sua localização estratégica (ele comandou a rota terrestre para a Ásia Menor). Nos dias de Paulo a estrada romana importante conhecida como a Via Egnatia percorria Filipos. A cidade também foi importante por causa das minas de ouro que se encontrava em montanhas próximas. Foi essas minas de ouro que atraíram o interesse de Filipe II da Macedônia (pai de Alexandre, o Grande). Ele anexou a região em 356 aC e fortificou a pequena aldeia de Krenides ("as fontes pequenas", assim chamado por causa dos riachos nas proximidades), renomeando para - Filipos ("cidade de Filipe") homenageando a si mesmo. [...] recebeu o cobiçado status de uma colônia romana (cf. Atos 16:12). Mais tarde, outros veteranos romanos do exército se estabeleceram ali. Como uma colônia, Filipos tinha o mesmo estatuto jurídico que as cidades na Itália. Cidadãos de Filipos eram cidadãos romanos, eram isentos do pagamento de determinados impostos, e não estavam sujeitos à autoridade do governador provincial. O Filipenses copiado arquitetura romana e estilo de vestir, suas moedas traziam inscrições romanas, e o latim era língua oficial da cidade (apesar de Grego também ser falado)” MACARTHUR (1939 p. 8).

1) Primeiro caso:
Quais das partes envolvidas foram os maiores beneficiados? A cidade maravilhosa? A sociedade perfeita e segura de Filipos? O funcionário exemplar que viu na morte a forma mais rápida de fugir de uma possível “corte marcial[2]”? Daríamos mais valor à alegria de Paulo e Silas, que mesmo naquelas condições encontravam forças para orar e louvar a Deus[3]? Naquela noite, no escuro das frias prisões da “xerox” de Roma, os personagens que tiveram uma atenção maior de Deus foram justamente aqueles que a sociedade desprezava e daqueles que não se esperava mais nada de bom. Faço minha as palavras de Natanael (Jo 1.46): “Podemos esperar algo de bom deles”. A resposta seria simples: “Fique, espere e veja com seus próprios olhos”.

a) Primeira prova de aqueles presos se comportaram como salvos em Cristo:
Paulo gritou bem alto: “Não faças isso! Todos nós estamos aqui”. (At 16.26-27 – NTLH). Em outras palavras era como se ele tivesse dito: “aqueles a quem você não credita nada bom, ainda estão aqui”, o seja, os presos, a escória. Mas o que prendeu aqueles homens, se eles já estavam libertos? A porta se abriu, as correntes caíram de todos. Por quais cargas de águas, eles ainda permaneceram como que congelados diante do louvor celestial que Paulo e Silas entoavam?

Talvez não tiveram tempo suficiente ou conhecimento para gritarem de dentro de suas portinholas: “Onde encontramos água para batismo, para que assim alguns possam acreditar em nossa conversão (cfe At 8.36)?

O louvor e as orações, em meio à dores e sofrimento, atingiu certeiramente corações vazios, desesperados e tristes. Aquele dia a porta e as correntes se abriram e caíram do chão, creio que foi pela imensa alegria demonstrada por aqueles homens. Quem sabe não foi o mesmo que ocorreu nos dias do nosso velho e patriarca Jó, que um dia ouviu: “a tristeza, quando viu alguém mais feio do que ela, saltou[4] de alegria” (Jó 41.22). As cadeias não suportaram tamanha alegria.

Um a um, os presos ficaram ali parados, esperando a entrada da tropa de choque e posterior revista. Esta foi a primeira vez “na história daquele país” que presos não fugiram em meio a oportunidades que lhe abriam. Duvido que hoje ficaria algum? Até mesmo crentes, saíram e glorificariam a Deus do lado de fora, felizes da vida. Imagino a seguinte cena: um resgate em um presídio, uma explosão[5] e paredes ao chão, quando a poeira se dissipasse muitos sairiam correndo para a suposta liberdade.

Aliás, a tropa de choque chegou bem antes dos acontecimentos (At 16.23). Eles foram recepcionados na cidade e depois de calorosos abraços, (At 16.22) foram lançados na prisão para darem inicio aos trabalhos. Como de costume, entraram sérios, procuraram lugares adequados, onde poderiam ser vistos e bem ouvidos. “Sabe como é”, verdadeiros evangelistas de ofício, e não de carteiras, sabem muito bem como trabalhar, pois não dependem de equipamentos radiofônicos, satélites, empresas, grupos de comunicação com seus inúmeros diretores executivos que vivem somente para aumentarem índices e agradarem anunciantes de cigarros, bebidas e prostituição.

Verdadeiros evangelistas que sabiam que tudo aquilo não era em vão, havia propósitos, principalmente Paulo (At 9.16). Os dois eram vivos, pois quando estavam sendo encaminhados para a cela, perceberam pares de olhos tristes, lacrimejados, solitários, desesperançosos, revoltados, desiludidos e tudo mais o que pode haver de sombrio na vida de um homem sem Deus. Parece que ouço um dizendo ao outro: “Oh! Glória”. Este é o lugar da benção. “Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus”. Quem mais poderia ter este tipo de discernimento, senão verdadeiros evangelistas[6].

Isto prova que aqueles homens estavam com os corações inundados pela graça de Deus. Duvido que muitos não estavam ali refletindo, de cabeça baixa chorando, orando junto com os apóstolos (únicos e nomeados por Deus), outros ainda resistindo, mas não havia mais escapatória, já eram de Deus. Tal como acontecera com o próprio Paulo, que ficou fascinado com a pregação de Estevão (o primeiro soco que levou na cara), tanto que não foi embora, esperou pela benção final. Para a agitada turba, o apedrejamento do pregador foi alegria, sensação de dever cumprido, mas para Saulo foi diferente, ele não ouviu os gritos de alegria e ódio, ouviu somente alguém dizendo em seu coração a famosa e graciosa frase: “que o grande amor de Deus, a graça de Jesus Cristo e as consolações o Espírito Santo estejam com todos e todos digam, amém”. Depois ouviu bem lá no fundo: “Até daqui há pouco lobo, te encontro à caminho de Damasco, para te transformar em ovelha”.

2) Segundo caso: a prova de que os presos se comportaram como salvos em Cristo
Falar mais o que? Não tenho mais argumentos, a não ser que esta história tenha se repetido. Seria possível? Paulo passou pela mesma situação? Poderia um raio ter caído duas vezes no mesmo lugar. Estamos falando de ações de Deus. O que poderia ser impossível a Ele?

“Os soldados resolveram matar os presos para impedir que algum deles fugisse, jogando-se ao mar. Mas o centurião queria poupar a vida de Paulo e os impediu de executar o plano. Então ordenou aos que sabiam nadar que se lançassem primeiro ao mar em direção à terra. Os outros teriam que salvar-se em tábuas ou em pedaços do navio. Dessa forma todos chegaram a salvo em terra (At 27.42-22).

Mesma história com alguns pormenores, vejamos:
  • Na primeira havia apenas um carcereiro, na segunda muitos soldados;
  • Na primeira um carcereiro foi salvo da morte por Paulo e na segunda um centurião desejou salvar a vida do apóstolo;
  • Na primeira uma porta foi aberta e correntes caíram ao chão, na segunda havia uma imensa porta aberta, o mar;
  • Na primeira não tiveram pedaços de correntes, algemas para lutarem ou salvarem suas vidas, na segunda havia pedaços de madeira, do barco ou poderiam nadar para salvarem suas vidas;
  • Na primeira os presos ficaram parados ouvindo o louvor e orações, na segunda os prisioneiros obedeceram Paulo, comeram e confiaram em suas palavras, “nenhum se perderá”;
  • Na primeira o carcereiro cuidou de Paulo depois dos fatos, na segunda o centurião cuidava dele antes, pois temia que algum mal lhe acontecesse;
  • Na primeira um terremoto abalou o alicerce da prisão, na segunda houve agitação no alicerce dos mares;
  • Na primeira as paredes foram preservadas, mesmo com o terremoto, na segunda o barco não suportou o tremor das águas;
  • Em ambos os casos o que deveria estar desesperado, estava calmo, confiando em Deus, esperando pelo livramento;
  • Na primeira não havia água por perto para batizar os presos, na segunda não podemos dizer o mesmo. Quem sabe aquele balançar do barco para jogá-los na água não foi uma espécie de batismo informal (sic);
  • Na primeira os presos ficaram congelados dentro das celas e não fugiram, na segunda os prisioneiros nadaram em direção à terra firme e também não aproveitaram a oportunidade para fugirem, queriam ficar perto do verdadeiro evangelista;
  • Na primeira houve louvor e adoração, na segunda uma previa de uma ceia com 266 almas (At 27.34-37).

Em ambos os casos ficou evidente que os presos estavam sedentos e deram ouvidos as palavras que ouviram. De certo que o pregador evangelista era bom no que fazia, apesar que ele nunca se gloriou nisto, também não era tolo para isto. Tanto que fazia com amor e dedicação que aqueles que deveriam aproveitar a oportunidade para sumirem no mundo diante de falsa liberdade, se prenderam em Cristo e ficaram ali ouvindo a Palavra que realmente liberta.

Eis um pequeno relato da igreja que Paulo fundou durante sua rápida estadia em Filipos, em meio a sua segunda viagem missionária:

“A igreja de Filipos foi a primeira igreja fundada por Paulo na Europa. O apóstolo chegou a Filipos em sua segunda viagem missionária, sendo dirigida pelo Espírito Santo de um modo muito dramático: Durante a noite Paulo teve uma visão, na qual um homem da Macedônia estava em pé e lhe suplicava: "Passe à Macedônia e ajude-nos". Depois que Paulo teve essa visão, preparamo-nos imediatamente para partir para a Macedônia, concluindo que Deus nos tinha chamado para lhes pregar o evangelho (At 16:9-10) Embora os convertidos iniciais eram judeus ou prosélitos judeus (Atos 16:13-15), os gentios eram a maioria da congregação. Já que não havia sinagoga em Filipos (ou então o Paulo, recém chegado não teria se reunido fora da cidade no sábado) é uma evidência de que a população judaica da cidade era pequena. Duas conversões dramáticas, aquelas dos ricos prosélito Lydia (Atos 16:13-15) e o do carcereiro (Atos 16:25-34), marcaram o nascimento da Igreja. Os filipenses tinham um profundo afeto por Paulo, assim como de Paulo por eles. Embora fossem pobres, eles a apoiaram financeiramente em um momento de seu ministério (4:15). Agora, depois de muitos anos, eles tinham mais uma vez enviado ao apóstolo um presente generoso na sua hora de necessidade. Meio século depois, a igreja de Filipos iria mostrar a mesma generosidade que o pai da igreja Inácio, que passou por sua cidade em seu caminho para martírio em Roma. Paulo escreveu esta carta à sua amada congregação de Filipos e agradecer-lhes pela sua generosa doação (4:10-19), explica o por que ele estava enviando o Epafrodito de volta para eles (2:25-30), para informá-los de suas circunstâncias (1:12 -26), e avisá-los sobre o perigo dos falsos mestres (3:2, 18-19)”. MACARTHUR (1939, p. 9).

Referências:
BALL, Charles Fergurson. A vida e época do apóstolo Paulo. 1ª ed. , Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1998.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional. Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

MACARTHUR, John. Novo Testamento. Comentários expositivo Filipenses, 1939.



[1] Um terremoto tão violento aos olhos mortais, mas que não destruiu nenhuma parede ou teto, apenas abriu fechaduras e cadeados.
[2] Pior para ele seria informar aos superiores que havia falhado no desempenho de seu ofício.
[3] Eles não estavam fazendo nada de mais, apenas estavam gratos pelo livramento, além do mais era obrigação deles anunciar o Evangelho (cfe 1 Co 9.16-17).
[4] Um bicho tão feio e assustador , mas que foi capaz de alegrar a tristeza (Jó 41.22).
[5] Bem diferente da ação de Deus. Ele abre portas e derruba correntes, mas não explode paredes para agradar homens.
[6] Se eu estivesse lá, certamente rasgaria meu cartão. Tenho muito o que aprender ainda.

Por: Ailton da Silva - Ano IV

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O comportamento dos salvos em Cristo. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
"Somente deveis portar-vos dignamente conforme o Evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do Evangelho" (Fp 1.27).

VERDADE PRÁTICA
O Evangelho de Cristo produz em cada crente um comportamento digno e santo diante de Deus e do mundo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Fp 1.27-30; 2.1-4
1.27 – Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho.
1.28 – E em nada vos espanteis dos que resistem, o que para eles, na verdade, é indício de perdição, mas para vós de salvação, e isto de Deus.
1.29 – Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele,
1.30 – Tendo o mesmo combate que já em mim tendes visto e agora ouvis estar em mim.
2.1 – Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões,
2.2 – Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa.
2.3 – Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.
2.4 – Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros.

PROPOSTA DA LIÇÃO
          Portai-vos dignamente: “balança com dois pratos”;
          Falsos obreiros tentam desviar-nos de Cristo;
          Os filipenses teriam de desenvolver uma vida autônoma;
          Falsos pregadores que negavam a Divindade de Cristo;
          Na ausência de Paulo, eles influenciavam a igreja;
          Padecendo: cumprimento da palavra de Ananias;
          A igreja deveria perseverar e viver na unidade;
          Prepotência x humildade; autossuficiência x Fp 2.3;
          Paulo escolheu permanecer com os filipenses.

INTRODUÇÃO
São muitas as circunstâncias adversas que tentam enfraquecer o compromisso do crente com o Evangelho de Cristo, como se não bastasse isto, ainda temos o nosso testemunho, caráter e comportamento postos à prova, tanto pelos de fora (sociedade) quanto pelos de dentro (igreja), motivo pelo qual devemos nos portar dignamente diante de Deus e dos homens para não sermos reprovados.

Por isto que o salvo em Cristo deve colocar em prática todos os ensinamentos recebidos, uma vez que todo e qualquer padrão de vida e conduta do mundo, se difere em sua totalidade dos padrões apresentados e requeridos pela Palavra de Deus, os quais servem para glorificar ao Pai.

Isto não significa um cerceamento da liberdade cristã, pelo contrário, pois todos devemos viver de modo a não ofendermos as leis humanas, ao mesmo tempo em que não podemos negar a eficácia da Salvação em Cristo Jesus. “Os salvos em Cristo não podem se comportar de qualquer maneira, isso porque a vida do crente demanda um procedimento ético.

Em determinada época de sua história, Israel se imaginou em condições de legislar em causa própria, afim de decidir pelo certo ou errado no que diz respeito a sua conduta e comportamento. O resultado foi catastrófico (Jz 17.6; 21.25), para não incorrermos no mesmo erro, somos advertidos e ensinados a mantermos o “comportamento inquestionável, pela fé no Evangelho”.

I - O COMPORTAMENTO DOS CIDADÃOS DO CÉU (1.27)
1. O CRENTE DEVE "PORTAR-SE DIGNAMENTE".
"Somente deveis portar-vos dignamente conforme o Evangelho de Cristo" (v.27). A palavra-chave desta porção bíblica é dignamente. Este termo sugere a figura de uma balança com dois pratos, onde o fiel da pesagem determina a medida exata daquilo que está sendo avaliado. Em síntese, precisamos de firmeza e equilíbrio em nossa vida cotidiana, pois esta deve harmonizar-se à conduta do verdadeiro cidadão dos céus.

Aos crentes de Filipos, Paulo aconselhou a viverem como convertidos, “tanto dentro da igreja quanto fora, no mundo”, acontecesse o que acontecesse, eles não poderiam perder o foco.

Naquela cidade, pelo fato de ser uma cópia de Roma, os cidadãos não esqueciam os costumes, tradições faziam questão em usufruírem dos privilégios concedidos pelo Império, deste modo, a cidadania romana era muito valorizada, fato este que poderia afetar a espiritualidade da igreja, conforme escrito pelo pastor Isaías Silva de Jesus:

“Ao exortar aos cristãos filipenses que se portassem dignamente, Paulo tinha em mente o estilo de vida da cidade e da sociedade de Filipos, como uma representação autêntica da vida romana. Ele entendia que a cidade que oferecia honras aos seus cidadãos e que levava uma vida politeísta poderia afetar a fé em Cristo”.

O conselho de Paulo, aos filipenses, foi que valorizassem ainda mais o direito que ganharam em poderem se considerar legítimos cidadãos dos céu.

2. PARA QUE OS OUTROS VEJAM.
Paulo desejava pensar que os filipenses estivessem preparados para enfrentarem os falsos obreiros que, sagazmente, intentavam desviá-los de Cristo e queria também estar seguro disto. Ele não tinha duvidas de que poderiam atingir este estágio, porém a sua ausência haveria de se tornar um complicador.

Estando ou não entre os filipenses, Paulo queria que estivessem num "mesmo espírito, combatendo com o mesmo ânimo pela fé do Evangelho" (v.27) e não pelo modismos, doutrinas humanas e vãs filosofias, uma vez que a igreja não era, e não é, “um amontoado de gente vivendo num parque de diversão, mas um grupo de atletas trabalhando juntos pelo mesmo objetivo”. Portanto, a unidade para o combate, tão necessária, foi lembrada a eles, pelo apóstolo.

3. A AUTONOMIA DA VIDA ESPIRITUAL.
Os filipenses teriam de desenvolver uma vida espiritual autônoma em Jesus, pois o apóstolo nem sempre estaria com eles para orientá-los, portanto deveriam manter a mesma postura firme e equilibrada. Esta foi a recomendação de Paulo aos irmãos de Filipos.

Naquele tempo, a cidade era composta por uma sociedade contaminada por filosofias humanas, idólatra, na qual o imperador era o centro de sua adoração. Aos olhos do apóstolo, a igreja poderia ser afetada por este mal.

Quantas vezes somos desafiados diante das vãs filosofias e modismos produzidos em nosso meio? O Senhor nos chama para sermos firmes e equilibrados, testemunhando aos outros como verdadeiros cidadãos do céu.

II - O COMPORTAMENTO ANTE A OPOSIÇÃO (1.28-30)
1. O ATAQUE DOS FALSOS OBREIROS.
A resistência ao Evangelho vinha das mensagens sedutoras de alguns pregadores       que negavam a divindade de Cristo e os valores ensinados pelos apóstolos. Paulo, porém, exorta os crentes de Filipos quanto à postura que deveriam adotar em relação a tais falsos obreiros (v.28), mesmo que isto pudesse causar algum tipo de sofrimento.

Exemplo para isto, a igreja já tinha, uma vez que presenciou parte da perseguição e sofrimento enfrentados pelo apóstolo, durante a sua estadia naquela cidade, em sua segunda viagem missionária. A igreja poderia esperar o mesmo tratamento. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

Paulo havia enfrentado uma oposição severa em muitas cidades, incluindo Filipos. Se ele foi perseguido por causa de sua fé, os cristãos deveriam esperar o mesmo tratamento. Os inimigos do cristianismo incluíam o império romano, a população filipense pagã (a quem Paulo havia enfrentado – At 16:16-24) e falsos obreiros que haviam se infiltrado em muitos círculos cristãos e a quem Paulo censurou em muitas de sua cartas. A igreja precisaria ser forte dentro da comunhão, a fim de suportar as investidas dos inimigos da obra de Cristo”.

2. O OBJETIVO DOS FALSOS OBREIROS.
Os falsos obreiros queriam intimidar os cristãos sinceros. Eles aproveitavam a ausência de Paulo e de seus auxiliares para influenciar o pensamento dos filipenses e dominá-los, assim, afastando-os da santíssima fé. Por isso, o apóstolo adverte para que os filipenses não se espantassem com tal situação.

De igual modo, não devemos temer os que torcem a sã doutrina. Guardemos a fé e falemos com verdade e mansidão aos que resistem a Palavra de Deus (1 Pe 3.15) “antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós”.

3. PADECENDO POR CRISTO.
A Teologia da Prosperidade rejeita por completo a ideia do sofrimento. No entanto, a Palavra de Deus não apenas contradiz essa heresia, mas desafia o crente a sofrer por Cristo. É um privilégio para o cristão padecer por Jesus (v.29). Aquela igreja “estava enfrentando uma ameaça interna (a quebra da comunhão) e uma ameaça externa (a perseguição)”.

Paulo compreendia muito bem esse assunto, pois as palavras de Cristo através de Ananias cumpriram-se literalmente em sua vida (At 9.16) “E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome”. Por isso, os crentes filipenses aprenderam com o apóstolo que o sofrimento, por Cristo, deve ser enfrentado com coragem, perseverança e alegria no Espírito.

O sofrimento das igrejas está incluído no plano de Deus, como um sinal de graça, um privilégio, dado aos cristãos neste mundo hostil. Desta forma pontuou o Evangelista Natalino das Neves:

Padecer por Cristo como um privilégio (v29). Sofrer em Cristo como “sinal” da salvação. Paulo, exemplo de sofrimento por Cristo com coragem, perseverança e alegria no Espírito (At 9:16).  Verdadeira fé: não só crer, mas sofrer a perseguição por causa do Evangelho.  Quando vem a luta, os indecisos se acovardam”

III - PROMOVENDO A UNIDADE DA IGREJA (2.1-4)
1. O DESEJO DE PAULO PELA UNIDADE.
Depois de encorajar a igreja em Filipos a perseverar no Evangelho, o apóstolo começa a tratar da unidade dos crentes, “o fruto primário da comunhão com Cristo”. Como a Igreja manterá a unidade se os seus membros forem egoístas e contenciosos? Este era o desafio do apóstolo em relação aos filipenses, por isto ele apelou, pedindo a manutenção da paz e união. Para iniciar o argumento em favor da unidade cristã, o apóstolo utiliza vocábulos carregados de sentimentos afetuosos nos dois primeiros versículos (2.1,2). Tais palavras opõem-se radicalmente ao espírito sectário e soberbo que predominava em alguns grupos da congregação de Filipos:

a) Consolação de amor, comunhão no Espírito e entranháveis afetos e compaixões. Cristo é o assunto fundamental dos filipenses. Por isso, a sua experiência deveria consistir na consolação mútua no amor de Deus e na comunhão do Espírito Santo, refletindo a ternura e a compaixão dos crentes entre si (cf. At 2.42ss.) “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações”.

b) Mesmo amor, mesmo ânimo e sentindo uma mesma coisa. Quando o afeto permeia a comunidade, temos condições de viver a unidade do amor no Espírito Santo. O apóstolo Paulo "estimula os filipenses a se amarem uns aos outros, porque todos têm recebido este mesmo amor de Deus" (Comentário Bíblico Pentecostal, p.1290). Consolidada a unidade, a comunhão cristã será refletida em todas as coisas.

A igreja que havia dado tanta alegria para Paulo estava agora sendo diagnosticada por ele, que por sua vez constatava o problema da falta de unidade entre aqueles crentes. Alguns buscavam ou forçavam uma superficial uniformidade, que era muito diferente da unidade desejada pelo apóstolo.

2. O FOCO NO OUTRO COMO EM SI MESMO.
Vivemos numa sociedade tão individualista que é comum ouvirmos jargões como este: "Cada um por si e Deus por todos". Mas o ensinamento paulino desconstrói tal ideia. O apóstolo convoca os crentes de Filipos a buscar um estilo de vida oposto ao egoísmo e ao sectarismo dos inimigos da cruz de Cristo (2.3). Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

Os membros da igreja de Filipos estavam causando discórdia por suas atitudes ou ações. Eles desejavam reconhecimento e distinção, não por motivos puros, mas meramente por serem egoístas. As pessoas deste tipo não podem trabalhar com outras pessoas na igreja com o mesmo pensamento e amor (Fp 2:2). Quando as pessoas são egoístas e ambiciosas e tentam apenas causar uma boa impressão, elas destroem a unidade da igreja. Portanto, não se deve fazer absolutamente nada por ambição egoísta ou vanglória, uma vez que são dois dos maiores inimigos da união entre o povo de Deus”.

No lugar da prepotência, deve haver humildade; no lugar da autossuficiência, temos de considerar os outros superiores a nós mesmos, algo totalmente estranho à nossa natureza, possível somente pela intervenção do Espírito Santo de Deus.

3. NÃO AO INDIVIDUALISMO.
Paulo ainda adverte: "Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros" (v.4). Esta atitude remonta a um dos ensinos mais basilares do Evangelho: "ama o teu próximo como a ti mesmo" (Mc 12.31; cf. At 2.42-47). Isto "rememora o exemplo de Paulo, de colocar as necessidades dos filipenses em primeiro lugar (escolhendo permanecer com eles, 1.25) e de procurar seguir o exemplo de Cristo de não sentir que as prerrogativas da divindade sejam 'algo que deva ser buscado' para os seus próprios propósitos" (Comentário Bíblico Pentecostal, p.1291). Sobre isto o professor José Roberto A. Barbosa escreveu:

“O individualismo está destruindo a unidade em muitas igrejas locais, há comunidades em que a premissa é: “cada um por si e o diabo contra todos”. Paulo convoca os crentes filipenses a agirem de modo diferenciado, a viverem tendo “o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentido uma mesma coisa” (Fp. 2.2). Isso é unidade, não uniformidade, ninguém faz coisa alguma por “contenda ou por vanglória, mas por humildade” (Fp. 2.3), pautados no amor-agape (I Co. 13), concretizado na humildade. A falta desta traz sérios danos à igreja local, pois quando a vanglória assume o primeiro lugar, o resultado é cada um querendo ser maior do que o outro.”

“Ter interesse em proteger os interesses alheios faz parte dos alicerces da ética cristã”, mas neste mundo hostil, competitivo e desleal, não encontramos espaço para isto ou não somos incentivados. Disputas, interesses, ciúmes, partidarismo, egoísmo, medo, defesa são facilmente notados nos homens, seja de quais segmentos forem.

CONCLUSÃO
Com a ajuda do Espírito Santo, podemos superar tudo aquilo que rouba a humildade e o relacionamento sadio entre nós. O Espírito ajuda-nos a evitar o partidarismo, o egoísmo e a vanglória (Gl 5.26) “Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros”. Ele produz em nosso coração um sentimento de amor e respeito pelos irmãos da fé (Fp 2.4). A unidade cristã apenas será possível quando tivermos o sentimento que produz harmonia, comunhão e companheirismo: o amor mútuo. O nosso comportamento como cidadãos dos céus deve ser conhecido pela identidade do amor (Jo 13.35) “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
1) Compreender o comportamento do salvo em Cristo:
       Devemos nos portar dignamente, “dentro ou fora”.

2) Contextualizar o nosso comportamento ante a oposição:
       Conselho de Paulo: resistam, mesmo com sofrimento;
       Aviso de Paulo: “vocês serão tratados com eu fui”.

3) Promover a unidade da igreja:
       Paulo pregou um estilo de vida oposto ao do mundo.

REFERÊNCIAS
BARBOSA, José Roberto A O comportamento dos salvos em Cristo. Disponível em:  http://subsidioebd.blogspot.com.br/2013/07/licao-03.html. Acesso em 17 de julho de 2013.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. O comportamento dos salvos em Cristo. Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com.br/2013/07/3-trimestre-de-2013-licao-n-03-21072013.html. Acesso em 17 de julho de 2013.

JESUS, Isaías Silva de. O comportamento dos salvos em Cristo. Disponível em: http://rxisaias.blogspot.com.br/2013/07/o-comportamento-dos-salvos-em-cristo.html, Acesso em 17 de julho de 2013.

LOURENÇO, Luciano de Paula. O comportamento dos salvos em Cristo. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2013/07/aula-03-o-comportamento-dos-salvos-em_4405.html. Acesso em 17 de julho de 2013.

NEVES, Natalino das. O comportamento dos salvos em Cristo. Disponível em: http://www.slideshare.net/natalinoneves1/2013-3-tri-lio-3-o-comportamento-dos-salvos-em-cristo. Acesso em 17 de julho de 2013.Por: Ailton da Silva - Ano IV