segunda-feira, 8 de julho de 2013

lição 1 - pós aula


Quando Paulo se lembrava da igreja de Filipos, somente um sentimento vinha em seu coração, amor, bem diferente de hoje, ou não? “Alegro-me quando lembro de vós” ou poderia ser de outra forma: “Alegrei-me quando ALGUNS de vós foram promovidos às mansões celestiais”.

Infelizmente temos afinidades com uns, com outros nem tanto, mas teríamos que tomar o exemplo de Paulo, pois algumas e muitas igrejas entristeceram muito o seu coração, outras alegravam constantemente. Isto não diminuía ou aumentava o seu amor por uma ou por outra. Ele foi capaz de amá-la todas, para algumas usava uma linguagem mais dura para corrigir, ensinar e impedir que cometessem loucuras, que nos digam alguns de Corinto.

“Passe a Macedônia e nos ajuda”, faça isto hoje que amanhã te retribuiremos.

O Maligno não teve coragem de acusar Paulo, somente afirmou que ele era servo do Deus Altíssimo (At 16.17), também falaria o que? o Maligno é astuto e não burro. Jamais teria coragem de dizer que Paulo estava na carne ou que agia por impulsos humanos. Ele sabia com quem estava mexendo (At 19.15).

Mas alguns da igreja de Corinto tiveram esta petulância e coragem. A igreja fez o que o Maligno não teve coragem de fazer ou dizer de Paulo (2 Co 10.1-4). Segundo eles, Paulo tinha motivação humana ($), de onde tiraram isto?

Ainda bem que Paulo repreendeu aquela jovem possessa, quando ela afirmava que ele era servo do Deus Altíssimo, já pensou se a noite durante o louvor ele gritasse bem alto: “Cumpra, Deus em mim a PALAVRA do Maligno, mostra que sou teu servo”.

Jamais as palavras do Maligno se cumprirá em nossa vida, sejam elas boas (de aparência) ou más.

A grande lição desta história: “Não aceite durante o dia algo (do Maligno) que possa te atrapalhar o seu louvor à noite (na igreja), mesmo que pareça palavras boas. Não precisamos de testemunhos de demônios.

Por isto que alguns sempre afirmam aos finais de cultos: “não senti nada, estava chato, cansativo”, também aceitou o que o Maligno ofereceu durante o dia.

Gratidão (ao quadrado) Paulo nunca esqueceu as boas obras daquela igreja. O socorro, as orações e preocupações. Imaginem os filipenses, também nunca esqueceram.

Em Filipos ocorreu um grande terremoto, o único da história humana que em vez de destruir paredes abriu somente as portas. O único que afetou somente as fechaduras da prisão.

Nesta cidade Paulo suportou açoites e não declarou sua cidadania romana, a qual lhe garantia, pelo menos, um julgamento decente. Tudo isto para salvar a família do carcereiro (ele não sabia, entendeu depois) e mostrar para os filipenses o que era realmente amor pelas almas.

Anos mais tarde, ele estava cansado, saúde meio debilitada, três viagens pelo mundo, quando ele percebeu que estava prestes a ser condenado levantou a mão e gritou: “é licíto açoitar um cidadão romano sem ser condenado”? Falta de coragem do missionário? Falta de amor? Ele tinha credito, mesmo sabendo que tinha que sofrer em prol da casa (At 9.16).

Ele dizia em seu coração: “estou cansado, Jesus, foram inúmeras as vezes que sua Palavra cumpriu em minha vida (At 9.16)”! É claro que Deus enviaria o socorro para aquele homem: “Vá descansar um pouco em Roma”.

Em Filipos, Paulo não revelou sua cidadania romana, não gritou alto, não levantou a mão, mas em Jerusalém (plano de Deus), ele sentiu que não suportaria, estava fragilizado, como qualquer outro ser humano. De vez em quando é possível levantarmos a mão, mas só se tivermos credito como Paulo tinha.

Por: Ailton da Silva - Ano IV

sábado, 6 de julho de 2013

Pode vir alguma coisa boa de Filipos? Vem e vê!

1) DA BEIRA DO RIO AO PRIMEIRO SALÃO, DEPOIS DO LOUVORZÃO
E lá se foi Paulo (At 15.40), rumo a uma parte do território não visitado na primeira incursão e que, provavelmente, não estava em seus planos. Se dependesse dele ficaria ali mesmo em terras asiáticas, percorrendo as cidades e visitando as igrejas já fundadas por ele anteriormente.

O plano de Paulo para expor o Evangelho na Ásia, foi mudado, pois ele intentou uma direção, mas Deus já havia estabelecido outra rota para o grupo de missionários. Frígia, Galacia, Mísia, Bitinia e até mesmo Troas[1] (At 16.6-8), de certo, poderiam esperar um pouco mais, já que oportunidades não faltariam, muito menos pregadores e evangelistas. Isto prova que a obra tem direção e propósitos e que não depende da vontade, vigor ou planejamento humano.

O ponto chave da viagem foi Troade, o fim dos limites asiático, local onde Paulo não poderia contemplar o seu destino final, pois sua visão alcançava somente Bitinia, jamais passou pela sua cabeça navegar pelo mar Egeu em direção ao leste europeu. Sua visão apontava para a direita de Troade (At 16.8), enquanto que a de Deus apontava para a frente, Macedônia, em especial Filipos.

A visão de Paulo (At 16.9) não foi fruto de seu cansaço físico, consequência da longa viagem terrestre. Não nos resta dúvidas que foi espiritual, haja vista, o clamor visto no pedido “ajuda-nos”, e a disposição dos missionários que não mediram esforços para materializarem a visão e sem contar o resultado satisfatório ao final. Realmente foi uma visão de Deus.

Que maravilha, que confiança, diante de tal visão, o próprio escritor deixou claro ao afirmar que imediatamente partiram em direção a Macedônia (At 16.10). Certamente a comitiva de missionários seguiu radiante, certos da vitória, pois Deus estava guiando-os. Poderia alguém, em sã consciência ou no curso pleno de suas faculdades mentais, pensar diferente? Ainda mais alguém com as credenciais, experiências e objetivos como Paulo.

Qualquer um de nós faria o mesmo, iria radiante, feliz e confiante no resultado imediato, com tudo facilitado, já que Deus estava no controle total da situação.

Quem sabe lá não teria um grupo organizado esperando o socorro como aqueles que estavam em Éfeso (At 19.1-6)? Quem sabe não teria um salão preparado, esperando somente os valentes para erguerem e fixarem uma “imaginária placa”.

“Nos arcos do lado de fora da cidade de Filipos havia uma proibição por escrito sobre pregar uma religião não reconhecida pela cidade, por isso, as reuniões de oração ocorreram fora da cidade, ao lado do rio”. BAP 2003, p. 1520.

Mas o grupo de missionários[2] encontrou, depois de alguns dias, somente algumas mulheres à beira do rio, que os ouviram de bom grado, entre elas Lídia, que os constrangeu a visitarem sua casa. Os vizinhos estranhariam a chegada daqueles homens, mas logo saberiam que se tratava de homens de Deus, enviados para alcançarem suas almas sedentas. Eles não perderam a oportunidade de pregarem o Evangelho. Faltava apenas um salão para iniciarem os trabalhos.

2) EI PAULO, PODE VIR ALGUMA COISA BOA DE FILIPOS? VEM E VÊ!
a) Lídia
A resposta de Paulo foi afirmativa e seguida de uma extensa relação de nomes, onde certamente estava o de Lídia, uma ocupadíssima vendedora de púrpura, de Tiatira, a cidade que abrigou uma igreja que teve suas obras ultimas maiores que as primeiras e reconhecidas por Deus (Ap 2.19), características que ficaram evidentes na vida daquela mulher.

Uma vendedora que interrompeu seus afazeres comerciais para ouvir a Palavra e acolher os missionários em sua casa. Realmente havia pessoas de bem em Filipos e de lá viria muitas outras.

b) Jovem possessa
Quantos tormentos na vida de Paulo durante aquelas manhãs e tardes atribuladas, enquanto eles andavam a procura de ouvintes (cfe Rm 10.14).

O espírito de adivinhação testemunhou por vários dias que o grupo de missionários estavam na direção de Deus (At 16.17) e que eram servos do Deus altíssimo, na verdade, o Maligno, foi de uma sutileza e esperteza nunca vista até então. Não havia outra coisa a dizer deles, jamais Paulo e seus companheiros seriam afrontados ou acusados publicamente, haja vista o Maligno saber com quem ele estava mexendo (At 19.15).

Paulo também sabia muito bem em quem cria (2 Tm 1.12), não necessitava de testemunho de demônios, por isto ele repreendeu e não deixou com que entrasse em seu coração aquela declaração maligna, mesmo que parecesse boa, de Deus, mas na verdade tratava-se de uma seta do mal para impedir que aqueles homens continuassem humildes.

Aquela jovem era muito valiosa, não para seus senhores, mas para Deus, por isto foi liberta, portanto havia gente boa em Filipos.

c) A multidão
Os que aprovaram o açoite foram os mesmos que tomaram conhecimento, pela manhã, do terremoto, da permanência dos presos, que não fugiram diante da prisão aberta e das conversões do carcereiro e família. A multidão foi rapidamente da alegria dos açoites aplicados aos missionários, ao assombro diante dos fatos ocorridos na noite anterior, em poucas horas.

Um grande privilégio para aquela cidade, pois foram poucos os lugares que contemplaram tamanha demonstração do poder de Deus.

Em Listra (At 14.11-19), aconteceu o inverso, pois primeiramente se assombraram com o poder de Deus para depois se alegraram com o sofrimento dos missionários. De Filipos poderia sim, vir gente de bem.

d) Carrasco(s), carcereiro (o enfermeiro) e família
O(s) abençoado(s) que aplicou(aram) os açoites, se assombrou(aram) no outro dia quando souberam do ocorrido, aliás eles temeram, ao ouvirem o pedido de Paulo: “que venham eles e tirem-nos para fora”. Eles quem? Os magistrados! Eles apareceram, tiraram os missionários e apresentaram suas desculpas ao cidadão romano, companheiro de Silas.

O carcereiro, que quase se suicidou, depois da manifestação do poder de Deus, deveria ter tido outra reação. Este foi o motivo que fez Paulo gritar com tamanha força de dentro da cela. “Homem, entenda, quando Deus trabalha é para proporcionar vida e não morte”.

Ele sofreu, apanhou, chorou por amor à uma única família filipense. Poderia muito bem ter declarado a sua cidadania romana antes dos açoites, mas preferiu enfrentar tudo.

Em seu julgamento, em Jerusalém, ele agiu de forma diferente, pois declarou sua cidadania romana antes da sentença e sofrimento (At 22.25). Se tratava de um humano, não estava mais com o mesmo vigor de antes, mas se sentisse em seu coração faria tudo de novo, sem problemas.

O carcereiro que virou um enfermeiro, sua família, soldados, carrasco(s) e magistrados, realmente havia muita gente boa em Filipos.

e) A igreja em Filipos
Após a pregação à beira do rio, os dias atribulados, nos quais o grupo de missionários ouvia constantemente palavras que pareciam boas, pareciam de Deus, mas que na verdade eram verdadeiras setas malignas que atrapalhariam o louvorzão noturno na prisão. O Maligno tentou antecipar para atrapalhar, porém encontrou um homem vigilante.

Se Paulo estivesse aceito aquelas palavras demoníacas, certamente a noite sua oração seria bem diferente, tipo: “Jesus, prova para mim, para Silas, para os presos, para a multidão, para a cidade que eu sou teu servo. Exploda as paredes, faz algo grandioso, nunca visto, mostra que Maligno estava certo quando afirmou que EU te sirvo”. Uma oração para que a palavra do maligno se cumprisse.

Se fosse nos dias atuais, muitos se alegrariam com as declarações malignas e quando fossem louvar não veriam o agir de Deus em suas vidas. “Mostra Deus que eu sou teu servo, mostra Deus que eu sei te louvar, pregar e ensinar, mostre que não há outro como EU”.

Realmente havia muita gente boa em Filipos, se alguém quisesse duvidar, poderia conferir “in-loco”, mas deveria aproveitar para fazer a obra tal como os missionários.

Referências:
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias



[1] Partindo do princípio que Troas serviu de apoio e partida para o local estabelecido por Deus. Eles não demoraram muito tempo naquela cidade.
[2] Missionários enviados e assistidos pela igreja missionaria de Antioquia, formada em sua essência por gentios (At 11.19-26; 13.1-3).    

Por: Ailton da Silva - Ano IV

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Lição 1 - plano de aula

TEXTO ÁUREO
"E peço isto: que o vosso amor aumente mais e mais em ciência e em todo o conhecimento" (Fp 1.9).

VERDADE PRÁTICA
Paulo tinha uma grande afeição pelos irmãos de Filipos; por isso suas orações e ações de graças por essa igreja eram constantes.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Filipenses 1.1-11
1 - Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, com os bispos e diáconos:
2 - graça a vós e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo.
3 - Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós,
4 - fazendo, sempre com alegria, oração por vós em todas as minhas súplicas,
5 - pela vossa cooperação no evangelho desde o primeiro dia até agora.
6 - Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo.
7 - Como tenho por justo sentir isto de vós todos, porque vos retenho em meu coração, pois todos vós fostes participantes da minha graça, tanto nas minhas prisões como na minha defesa e confirmação do evangelho.
8 - Porque Deus me é testemunha das saudades que de todos vós tenho, em entranhável afeição de Jesus Cristo.
9 - E peço isto: que a vossa caridade aumente mais e mais em ciência e em todo o conhecimento.
10 - Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros e sem escândalo algum até ao Dia de Cristo,
11 - cheios de frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.

PROPOSTA DA LIÇÃO:
         Filipos: norte da Grécia, colônia romana;
         A igreja começou a florescer no lar da irmã Lídia;
         A carta foi redigida entre os anos 60 e 63 d.C.;
         Timóteo, co-autor da carta, auxiliou Paulo;
         Cristãos de Filipos foram chamados de “santos”;
         Bispos e diáconos: outros destinatários das cartas;
         Mesmo longe, Paulo se aproximava dos filipenses;
         Eles participavam das aflições de Paulo e proveram-no;
         Que o amor aumente mais. Aprovem as coisas excelentes

INTRODUÇÃO
Em sua carta ao filipenses, Paulo expressou seu amor, gratidão, ternura, calor, afeição e entusiasmo em relação ao amoroso zelo que aquela igreja nutria pelos obreiros do Senhor. Em suas demais cartas, o apóstolo primeiramente se identificou e procurou realçar sua autoridade, o mesmo recurso que ele não utilizou quando se dirigiu à igreja de Filipos, pois havia entre eles um laço forte.

É impressionante ver Paulo se preocupando com os irmãos e não consigo mesmo. Aquela igreja foi a única congregação que contribuiu para sustentar o seu ministério. Ele se alegrava com as recordações que tinha de seus amigos em Filipos, por isto o seu amor aumentava cada vez mais.

Era de se esperar que o apóstolo não se alegrasse tanto, pois as lembranças da cidade não eram assim tão boas, mesmo assim ele se alegrava. Ele foi preso, açoitado ilegalmente, colocado no tronco e humilhado diante do povo, antes de ser atormentado pela infeliz jovem que estava possessa.

A carta realça a verdadeira cristologia, a epístola orienta-nos quanto ao comportamento que devemos ter diante das hostilidades e perseguições enfrentadas pela Igreja de Cristo.

A epístola está classificada no grupo das cartas da prisão (Filipenses, Filemon, Colossenses e Efésios). É considerada a mais bela do Novo Testamento. Esta carta foi escrita em circunstâncias difíceis, enquanto o grande apóstolo estava prisioneiro em Roma.

I. INTRODUÇÃO À EPÍSTOLA
1. A CIDADE DE FILIPOS. 
Localizada no Norte da Grécia, fundada por Filipe II, pai de Alexandre, o Grande. Outras cidades como Anfípolis, Apolônia, Tessalônica e Bereia também faziam parte daquela região (At 17.1,10).

Filipos, uma colônia romana (At 16.12), porta de entrada da Europa, especial para os romanos, uma espécie de réplica da capital do Império. Era um importante centro mercantil, pois estava situada no cruzamento das rotas comerciais entre a Europa e a Ásia.

Na época da visita de Paulo, Filipos tinha se tornado um próspero centro comercial, por causa de sua localização estratégica como a primeira cidade na Via Egnátia, uma antiga estrada que era muito importante, e que ligava os mares Egeu e Adriático. Viajantes a Roma atravessavam o Adriático e então continuavam até Roma pela Via Ápia. Assim, Filipos era a porta de entrada para o Oriente. Embora totalmente colonizada pelos romanos depois de 31 a.C., a cultura de Filipos ainda era mais grega do que romana. Lucas refere-se a Filipos como a “primeira cidade desta parte da Macedônia e é uma colônia” (At 16:12). Embora Filipos não fosse a capital da região (sub-provincia da Macedônia), ela era a “primeira cidade”.

Os habitantes de filipos tinham cidadania romana, em sua maioria eram soldados ou descendentes leais ao imperador. Estes eram conscientes e orgulhosos do legado romano. Tinham “direitos e privilégios, incluindo a imunidade de taxação”. A cidade também se orgulhava de sua escola de medicina.

2. O EVANGELHO CHEGA À FILIPOS. 
Paulo, em sua segunda viagem missionária esteve nesta cidade e iniciou os trabalhos de pregação do Evangelho e fundação da igreja, que anos mais tarde o auxiliaria durante o exercício de seu ministério. Ele esteve acompanhado por Silas e Timóteo (At 15.40; 16.1-3).

Sempre que chegava em uma cidade estrangeira, era normal que Paulo se dirigisse a uma sinagoga a fim de encontrar judeus dispostos a ouvi-lo, mas em Filipos, havia uma comunidade não muito inclinada a escutá-lo, por isto, ele concentrou-se num lugar público e informal para falar a homens e mulheres desejosos por discutir assuntos religiosos.

Foi neste lugar que encontrou Lídia, de Tiatira, uma comerciante que negociava púrpura (At 16.14), a primeira pessoa a se converter em solo europeu. Ela levou o primeiro grupo de cristãos de Filipos a congregar-se em sua casa. No lar da irmã Lídia, a primeira igreja européia, fundada por Paulo, começou a florescer (At 16.15-40).

3. DATA E LOCAL DA AUTORIA. 
Alguns especialistas em Novo Testamento afirmam que a carta foi redigida entre os anos 60 e 63 d.C., provavelmente em Roma. Foi na capital do império, que Paulo esteve mais tempo encarcerado, momento em que escreveu outras três cartas (Efésios, Colossenses, Filemom). Na carta aos filipenses ele enviou saudações aos “casa de César" e fez menção da guarda pretoriana (Fp 1.13), motivos que comprovam que a carta foi escrito enquanto ele estava aprisionado.

Na ocasião, o apóstolo Paulo estava encarcerado numa prisão, e recebeu a visita de um membro da igreja em Filipos, chamado Epafrodito, que esteve gravemente adoentado, mas que fora curado, para ser o responsável por levar a mensagem do apóstolo aos filipenses.

II. AUTORIA E DESTINATÁRIOS
1. PAULO E TIMÓTEO. 
Timóteo foi mencionado por Paulo na introdução da epístola (v.1), tal como ocorre em outras cartas (II Co; Cl, 1 e 2 Ts, Fm), apesar de ser apresentado como coautor da carta, a autoria principal pertence ao apóstolo Paulo. A evidência maior encontra-se na declaração “Paulo e Timóteo [...] e a todos os santos [...] que estão em Filipos” (Fp 1.1).

Certamente Timóteo teve conhecimento dos assuntos expostos na carta, uma vez que por não desfrutar de boa saúde, era necessário a presença de uma pessoa para auxiliá-lo na composição de seus escritos (Rm 16.22; 1 Co 1.1; Cl 1.1). O apóstolo “usa a primeira pessoa ao longo de toda a carta. Além disso, as referências pessoais em Fp 3.4-11 e 4.1-16 aplicam-se claramente a Paulo”.

2. OS DESTINATÁRIOS DA CARTA: "TODOS OS SANTOS". 
Os cristãos de Filipos foram chamados de "santos" (v. 1), por Paulo. Uma forma de se dirigir aos salvos e separados, por Deus, para viver uma nova vida em Cristo. Este era o tratamento comum dado pelo apóstolo às igrejas (Rm 1.7; 1 Co 1.2). Quando ele usa a expressão "em Cristo Jesus", o seu desejo era ilustrar a relação íntima dos crentes com o Cristo de Deus, semelhante ao recurso usado por Jesus quando da ilustração da "videira e os ramos" (cf. Jo 15.1-7).

3. ALGUNS DESTINATÁRIOS DISTINTOS: "BISPOS E DIÁCONOS".
A distinção entre "bispos e diáconos" expressa a preocupação paulina quanto à liderança espiritual da igreja (v.1). O modelo de liderança adotado pelas igrejas do primeiro século funcionava assim: os "bispos" eram responsáveis pelas necessidades espirituais da igreja local e os "diáconos" pelo serviço à igreja sob a supervisão dos bispos.

Desta forma, havia na igreja primitiva, apenas três grupos, a saber, os santos, que era constituído pelos membros, os bispos, que cuidavam da parte espiritual e os diáconos que se preocupavam com as mesas e com o socorro (At 6.1-6), nada mais foi mencionado por Paulo.

III. AÇÃO DE GRAÇAS E PETIÇÃO PELA IGREJA DE FILIPOS
1. AS RAZÕES PELA AÇÃO DE GRAÇAS.
A razão de o apóstolo Paulo lembrar-se dos filipenses nas suas orações, e alegrar-se por isto, foi a compaixão deles para com o apóstolo quando da sua prisão, defesa e confirmação do Evangelho (v.7). Esta lembrança fortalecia Paulo na sua solidão, pois, apesar de estar longe fisicamente dos filipenses, aproximava-se deles pela oração, onde não há fronteiras.

As recordações que Paulo tinha da sua primeira estadia em Filipos não feriam seu coração, pelo contrário, alegrava, pois sentia que Deus o havia socorrido, provido e atendido naquele lugar. No inicio pregou para algumas poucas mulheres à beira do rio e apenas Lídia havia se convertido. Depois vieram os dias de perturbações vindas daquela jovem possessa. O sofrimento com as varadas ilegal e a prisão injusta, tudo isto era nada perto do amor que ele sentia por aquela igreja. Em tese, os filipenses provocaram mais alegria do que tristeza no apóstolo fundador, mesmo que aquela igreja fosse formada por pessoas que estavam ou estiveram expostos aos gnosticismo, paganismo e ao judaismo.

2. UMA ORAÇÃO DE GRATIDÃO (VV.3-8). 
Paulo lembra a experiência amarga sofrida juntamente com Silas em Filipos (v.7). Eles foram arrastados à presença das autoridades, açoitados em público, condenados sumariamente e jogados no cárcere, tendo os pés atados ao tronco (At 16.19,23,24). Essa dura experiência fez o apóstolo recordar o grande livramento de Deus concedido a ele, a Silas e ao carcereiro (At 16.27-33).

Os filipenses participaram das aflições do apóstolo, orando e provendo-no, inclusive, de recursos financeiros (4.15-18), ao passo que os coríntios fecharam-lhe as mãos (1 Co 9.8-12). Por isso, quando lemos a Epístola aos Filipenses percebemos o amor, a amizade e a grande estima que Paulo nutria para com aquela igreja (v.8), sentimento este que, ás vezes, não encontramos em muitos lideres, pregadores ou ensinadores modernos.

3. UMA ORAÇÃO DE PETIÇÃO (VV.9-11). 
Após agradecer a Deus pelos filipenses, o apóstolo passa a rogar a Deus por eles:
a) Que o vosso amor aumente mais e mais em ciência e em todo o conhecimento (v.9). O desejo do apóstolo é que o amor cresça e se desenvolva de modo mais profundo, levando cada crente em Filipos a ter um maior conhecimento de Cristo. Ele “não pede riquezas e conforto para si, ou a solução de seus problemas”, mas estava pensando e desejando somente o bem para a igreja.

b) Para que aproveis as coisas excelentes para que sejais sinceros e sem escândalo algum até ao Dia de Cristo (v.10). Paulo intercedia pelos filipenses, pedindo ao Senhor que lhes concedesse a capacidade de discernir entre o certo e o errado. Esta capacidade fará do crente uma pessoa sincera e sem escândalo até a volta do Senhor.

c) Cheios de frutos de justiça (v.11). O apóstolo desejava que os crentes filipenses não fossem estéreis, mas cheios do fruto da justiça para a glória de Deus. A justiça que vem de Deus manifesta-se com perfeição no caráter e nas obras do crente.

CONCLUSÃO
As adversidades ministeriais na vida do apóstolo Paulo eram amenizadas na demonstração de amor das igrejas plantadas por ele, isto pode ser claramente visto nas palavras, por ele, enviada aos filipenses. Ele não media esforços nem limites para proclamar o Evangelho.

OBJETIVO DA LIÇÃO
1) Introduzir a Epístola ao Filipenses:
      Filipos: norte da Grécia, colônia romana;
      Escrita, provavelmente, entre 60 e 63 d.C., em Roma.
2) Explicar o propósito, a autoria e os destinatários:
         Propósito: encorajar e alegrar os filipenses;
         Autoria: Paulo e Timóteo;
         Destinatários: todos os santos, bispos e diáconos.
3) Compreender os atos de oração e ação de graças:
         Paulo agradeceu e passou a rogar pelos filipenses.

REFERÊNCIAS
BARBOSA, José Roberto A. Paulo e a igreja em Filipos. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com.br/2013/06/licao-01.html. Acesso em 01 de julho de 2013.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. Paulo e a igreja em Filipos. Disponível http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com.br/2013/07/3-trimestre-de-2013-licao-n-01-07072013.html. Acesso em 04 de julho de 2013.

Estudantes da Bíblia. Paulo e a igreja em Filipos. Disponível em: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2013/2013-03-01.htm. Acesso em 04 de julho de 2013.

JESUS, Isaías de. Paulo e a igreja em Filipos. Disponível em: http://rxisaias.blogspot.com.br/2013/07/paulo-e-igreja-em-filipos.html. Acesso em 03 de julho de 2013.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Paulo e a igreja em Filipos. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2013/07/aula-01-paulo-e-igreja-de-filipos.html

Por: Ailton da Silva - Ano IV

Resultado das faltas na EBD

Por: Ailton da Silva - Ano IV

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Mensagem 66: Já que fizeram tanta questão da terra do passado, então não herdarão as terras do futuro


INTRODUÇÃO
Nunca diga que os dias passados foram melhores que os atuais, pois não foram (Ec 7.10; Is 43.18). O passado deve servir de experiência, o presente deve ser vivido e o futuro deve ser aguardado. Israel nos ensinou muito, com seus erros, uma vez que fizeram tanta questão de lembrar do Egito (passado), que não viveram o deserto (presente) e não herdaram Canaã (futuro).

a) Israel mentiu no deserto:
Quando sentiram que a situação não lhes era favorável eles mentiram, para argumentarem e fundamentarem as suas insatisfações:
  • Quando estávamos junto às panelas de carne e quando comíamos pão até nos fartar (Ex 16.3). Mentira!
  • Quando comíamos peixes, pepinos, melões, verduras, cebolas e alhos (Nm 11.5). Mentira!
  • Seria melhor servirmos aos egípcios (Ex 14.12). Mentira!

b) Os únicos que usufruíram das riquezas do Egito:
Os únicos que usufruíram das riquezas do Egito, enquanto estavam lá, foram aqueles que fizeram parte da geração que subiu com Jacó, 66, 70 ou 75 almas (Gn 46.26, 27; Ex 1.5; At 7.14). Eles conheceram a fartura, pois habitaram na melhor região do Egito (Gn 47.11).

c) A lembraram do passado e a reclamação do presente interferiram no futuro de Israel (Nm 14.28-30)
Lembraram por tantas vezes do passado, murmuraram no presente, pois não aceitaram a situação, por isto perderam o direito de entrarem na terra do futuro (Canaã). Foram 38 anos para que aquela geração de murmuradores fosse consumida (Dt 2.14), um a um. Deus sabia muito bem que eram os de vinte anos para cima que, naquela ocasião, perderam o direito a benção. Ele estava no controle da situação, não tinha como alguém mentir.

d) Israel havia perdido a noção do tempo:
Foram cerca de 430 anos de permanência no Egito, dos quais a grande maioria foi no regime de escravidão (Ex 12.41 cf Gn 46.5-6), longos anos de sofrimento. Depois foram 40 anos de caminhada no deserto, que parecia não ter fim (Nm 14.33-34; Dt 2.7; 8.2-4; 29.5; Js 5.6; At 7.36).

e) Conclusão:
A caminhada no deserto serviu para serem provados, mas eles não entenderam desta forma, não aceitaram e optaram pela reclamação. As lembranças do passado atormentaram o presente e influenciaram no presente deles.

Por: Ailton da Silva - Ano IV

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O encerramento do trimestre com os jovens

 Ala masculina

 Ala feminina

 Retorno para fechamento da aula

 fila indiana e silêncio, para impressionar a ala feminina




Por: Ailton da Silva - Ano IV