sábado, 3 de agosto de 2013

Saída do Egito (ato único e eficiente). Entrada em Canaã (processo longo e gradativo). Obediência e humilhação – faltaram para Israel


1) A CHAMADA (MESOPOTÂMIA E EGITO) – ATO ÚNICO E EFICIENTE
Assim como houvera acontecido com o então inexperiente e de família idolatra[1] Abraão, que um dia recebeu uma tríplice ordenança, fruto de uma chamada única, direta e especial, que o orientava a largar sua família, seu clã, herança, suas terras e ir para um lugar que não sabia sequer a direção, que seria mostrado a ele bem depois. Saiu primeiro para ver depois[2], bem diferente de muitos, hoje, que somente vão se verem primeiro. Não foi a toa que isto lhe foi imputado por justiça (Gl 3.6).

No tempo de Abraão, somente pessoas extre­mamente pobres e fugitivas abandonavam os familiares e a terra natal. Ele não era nenhum "João Ninguém", que nada tivesse a perder deixando sua terra, sua parentela e a casa de seu pai. Não! O fato de o nome Sarai significar "prin­cesa", e Abrão "pai exaltado", traz a idéia de Abraão pertencer a uma família importante entre os seus contemporâneos. Aos olhos da razão, deixar a própria pátria significava renunciar à herança patrimonial dos pais; deixar a parentela significava renunciar ao clã, e deixar a casa paterna significava renunciar à responsabilidade de liderança da família. Certa­mente Abraão seria o substituto de seu pai no estabelecimento das gerações futuras. E Abraão saiu da sua terra, da sua parentela e da casa de seu pai com uma mulher estéril! Se permanecesse entre seus familiares, poderia até gerar filhos dentre sua parentela, e, assim, conservar sua descendência, mas abandonar tudo em obediência à Palavra de Alguém ainda desco­nhecido era, humanamente falando, uma loucura. Como a fé! A fé é loucura para os que se perdem (1 Coríntios 1.18)”. MACEDO (2001, capítulo 2).

Abraão, respondeu afirmativamente e saiu e seguiu viagem a uma terra desconhecida. Ele não imaginava a duração e muito menos as consequências desta sua decisão. Sua chamada havia sido direta, rápida e sem rodeios: “largue, saia, vá e te darei”, mas o processo para herdar a promessa foi longo e o crescimento por sua vez seria gradativo:

"Então, disse (Deus) a Abrãao: Saibas, decerto que peregrina será a tua semente em terra que não é sua; e serví-los-à e afligi-la-ão quatrocentos anos. Mas também Eu (Deus) julgarei a gente à qual servirão, e depois sairão com grande fazenda. E tu irás a teus pais; em boa velhice será sepultado. E a quarta geração tornará para cá. Porque a medida da injustiça dos amorreus não esta ainda cheia”. (Gênesis 15.12-18).

O cumprimento desta profecia, se podemos assim defini-la[3], se iniciou no momento em que Jacó, sabiamente e muito mais alegre, aceitou o convite do filho[4] para morar no Egito, recebendo de presente de Faraó a melhor parte do território (Gn 47.6).

No inicio, os simples pastores viveram em um paraíso, tudo foi festa, mordomia, respeito, liberdade e muitos outros privilégios, haja vista estar o Egito dominado e governado, naquela época, pelos hicsos[5], povo que soube demonstrar sua gratidão pelos trabalhos e socorro de José, mas com o passar dos tempos, o ambiente foi tornando-se desfavorável.

Após a morte de José, os governantes que vieram após, por desconhecerem os trabalhos do sub-Faraó, um ex-presidiário[6] ou por pura ingratidão mesmo, se esqueceram de todos os seus feitos. Foi neste momento que Israel passou de favorecido e amigo para povo odiado e temido.

Outra profecia começava a ter o seu fiel cumprimento, pois fora previsto por Jacó, antes de sua morte e pelo próprio José que algo de ruim aconteceria mais cedo ou mais tarde, mas que diante de tudo isto, eles seriam visitados por Deus, para serem tirados daquela terra (Gn 48.21, 50.25).

Como Jacó sentia seus últimos dias, fez o filho jurar que o levaria para ser sepultado com seus pais (Gn 47.30) e, por conseguinte, José fez seus irmãos prometerem o mesmo (Gn 50.25). Todos cumpriram[7] e nenhum osso de patriarca hebreu permaneceu no Egito (Gn 50.7-11; Ex 13.19).  

Foram vários os motivo que levaram o Egito a odiar Israel em seu território. Um dos mais fortes foi o fato de adorarem apenas um único Deus, enquanto que eles possuíam uma infinidade de divindades, entre os quais estavam Ápis e Hátor representados respectivamente por um touro e novilha. Talvez isto tenha influenciado os israelitas, já no meio do deserto, a confeccionarem a imagem do bezerro de ouro, justamente com as riquezas[8] ganhas (Gn 15.14; Ex 12.35), já que a gastaram quando deram alegres e confiantes, para a grande campanha: “Faça você mesmo o seu bezerrão e reconduza ao Egito o seu coração”.

Outro fator, o determinante, foi crescimento demográfico de Israel, que assustou o governante egípcio. Aquele pequeno clã[9], se multiplicou e atingiu o espantoso número de seiscentos mil varões sem contar os meninos e estrangeiros, no momento da saída (Ex 12.37) e seiscentos e um mil e setecentos e trinta, contados de vinte anos para cima preparados para a guerra (Nm 26.2, 51). A multiplicação no deserto, proporcionalmente[10] foi bem superior. Qual foi o motivo deste crescimento em pouco mais de quatrocentos anos? O solo fértil, as condições encontradas na melhor região[11]? Eles receberam de presente das mãos do próprio Faraó, o grande e grato amigo de José.

O medo dos egípcios era de um dia se aliarem aos inimigos ou de os dominares, por isto resolveram escravizá-los e afligí-los, para se cumprir a primeira parte da Palava do próprio Deus: “decerto que peregrina será a tua semente em terra que não é sua; e serví-los-à e afligi-la-ão quatrocentos anos”, mas os algozes se esqueceram da segunda parte, a principal, que dizia respeito a eles: “[...] Eu (Deus) julgarei a gente à qual servirão, e depois sairão com grande fazenda”.

A partir deste momento, o povo que aproveitou a oportunidade no Egito para criar e apascentar seus rebanhos, foi forçado a trabalho pesado, construção de monumentos[12], cidades estado para administração, organização e proteção egípcia. Foram cerca de quatrocentos e trinta anos de servidão e sofrimento, mas não deveriam se preocupar, pois esta situação deixava claro que se aproximava o socorro de Deus, se aproximava o tempo da benção (At 7.17).

2) ENTRADA EM CANAÃ – PROCESSO LONGO E CRESCIMENTO GRADATIVO
Israel foi então ouvido e visitado por Deus, apesar que muito dos hebreus sequer conheciam o Eu Sou, pelos menos alguns poderiam não saber o seu nome (Ex 3.13), mas isto não seria impedimento para cumprimento do que houvera sido vaticinado por Jacó e José. Estava prestes o cumprimento da profecia. Se aproximava o tempo da benção, se aproximava o tempo que os filhos de Abraão definitivamente tomaria posse de suas terras.

O sofrimento aumentou depois da manifestação de Deus e da primeira visita de Moisés como embaixador da Terra Prometida, mas muito maior era (glória a Deus) o temor, que aumentou entre os egípcios após as pragas que seguiram.

Mas nada que pudesse ser considerado a alegria monumental, nunca vista na terra antes, no momento da saída. Que satisfação! Naquele dia o Egito parou para contemplar o desfile dos vitoriosos, alguns rangiam os dentes de raiva, juravam vingança, outros corriam deles, e alguns desejaram boa viagem, algo do tipo: “vão com seu Deus e sumam da nossa terra”.

Imagino algumas mães e pais egípcios, ainda chorando pelas mortes dos seus primogênitos, balançando os lenços e toalhas brancos em suas janelas, como sinal de rendição. Eles, na verdade, estavam meio que timidamente, glorificando o verdadeiro e único Deus.

Os hebreus passavam pelas ruas e desafiavam os egípcios com seus olhares, agora altivos, se sentiam fortes e não demonstraram mais fraquezas. A conversa agora seria diferente. Era como se estivessem gritando em bom e alto som para todos ouvirem: “QUEM MANDOU MEXER COM O NOSSO DEUS”.

Saíram realizados, confortados, sarados espiritualmente, fortalecidos, renovados. Somente havia uma coisa que era maior que esta alegria, a certeza de que a caminhada seria curta e que chegariam logo ao destino, a Terra Prometida.

Acreditavam que depois de tamanha demonstração de poder, seriam facilmente[13] direcionados à Terra Prometida:
·         Seriam transladados e ou arrebatados como Enoque (Gn 5.24)?
·         Sairiam voando, criariam asas?
·         Teriam à disposição, após a primeira duna, os carros de Israel e seus cavaleiros (2 Rs 2.12)?
·         Seriam elevados às alturas como Jesus (At 1.9)?
·         Encontriam, logo na saída uma comitiva de boas vindas ao deserto, composta por anjos, assim como encontrou Jacó (Gn 32.1-2)?

Toma vergonha na cara Israel! Nada vem de mão beijada. Tudo tem o seu preço. Reparem que os patriarcas anteriores, todos pagaram[14], porque então o filho (Ex 4.22) não pagaria? A igreja tem ciência e aceita tal condição (Mt 11.12), porque eles desejaram o contrário? Porque desejaram o caminho mais curto? Mal sabiam que se margeassem o Mediterrâneo certamente encontrariam os avançadíssimos e temidos filisteus?

a) Crescimento gradativo
Quando saíram do Egito, cheios de vigor e alicerçados por grandes promessas, jamais imaginaram uma viagem tão longa e de fato não teria tal necessidade, mas Deus prolongou ao máximo, pois Israel revelou seu verdadeiro caráter.

Seguiram o caminho traçado por Deus, o mais longo, porém necessário, já que para ficar marcado na história de Israel e do Egito deveria ser uma ação grandiosa. Se tivessem seguido pelo caminho curto, de poucos dias, certamente não veriam as grandes operações e manifestações das misericórdias em suas vidas. Quantos milagres deixariam de contemplar sem contar que não teriam a certeza da chamada.

Pelo caminho curto, os egípcios seriam eliminados, os filisteus, seus futuros inimigos, seriam evitados e quando chegassem em Canaã já teriam a experiência e estrutura para suportarem e reprovarem a conduta pecaminosa dos cananeus, sem contar que já teriam forças suficientes para lutarem pelas suas próprias terras.

No deserto, o caminho mais longo (Ex 13.17-18), Israel revelaria o seu caráter, aprenderia a diferenciar a carne do espírito, conheceria definitivamente o seu Deus (Dt 8.2-14) e seria conhecido (Os 13.5) e por fim desenvolveria a dependência total dos recursos divinos.

Esta foi a promessa feita a Abraão, a qual garantia, a partir dele, o surgimento de uma grande nação, e não que ele seria a grande nação, ou seja, o cumprimento de tudo aquilo ele não veria em vida, veria somente pela fé, mesmo porque como seria possível, já que estava ao lado de uma mulher estéril? Ele andou com Deus, aprendeu, cresceu e o mesmo aconteceu com Israel (Dt 8.2).

Com paciência ele alcançou a promessa, mas esperando, nunca murmurando: "E assim, esperando com paciência, alcançou a promessa" (Hb 6.15). Foi tirado de sua terra, família, mordomia e de um local que lhe dava certa garantia de futuro.

Com Israel podemos dizer o mesmo, pois em meio ao sofrimento e escravidão, eles tinham algumas vezes, a água, teto, comida, pelo menos declararam isto a Moisés em pleno deserto, aliás nesta ociasão eles apresentaram ao mundo as suas três maiores mentiras, pois não tiveram nada do que arguentaram a Moisés (Ex 14.12; 16.3; Nm 11.5). A única perda foi justamente a terra fértil que deixaram para trás, que serviria para cobrir seus corpos inertes e sem vida, somente isto, eles perderam a terra da própria cova.

“Tirá-lo dali e ensiná-lo a viver na dependência da sua fé nas promessas de Deus era fundamental para a criação de uma nação forte, invencível e inabalável. Por outro lado, para sair pelo deserto em direção a uma terra indefinida, sem mapa e sem pista, era realmente um desafio à sua crença. À primeira vista, Deus não lhe deu nenhuma orientação por onde deveria começar, muito menos a direção Norte, Sul, Leste ou Oeste. Primeiro ele teria de sair de onde estava, e a partir de então o Senhor iria lhe encaminhando. Abraão teria de aprender a depender do pão-nosso-de-cada-dia, dia após dia, pelo deserto”. MACEDO (2001, capítulo 2).

A saída foi incondicional, mas a entrada em Canaã foi bem diferente. Durante o caminho, Israel conheceu as condições. Foram muitos os avisos.  A eles foi antecipada a determinação divina (Nm 14.29-30), relembrada por Moisés e pelo seu sucessor depois que foram cumpridos os avisos de Deus (Dt 2.14, Js 24).

Saíram felizes e às pressas sem preparação, apesar de terem comemorado a liberdade antes (Ex 12.1-11). Que alívio ao se sentirem definitivamente livres do Egito, tanto que se esqueceram do verdadeiro propósito[15] da salvação. Viram muito milagres, porém não herdaram a benção. Fizeram muito durante a caminhada, lutaram, enfrentaram inimigos, foram valentes, mas faltou-lhes a genuína conversão. Saíram pensando somente na liberdade com o fim do sofrimento. Ganharam muito na saída, no entanto, perderam muito mais na metade do caminho (Nm 14.29-30, cf Dt 2.14).

Na verdade não atentaram para o processo longo e crescimento gradativo que se daria em pleno deserto. Desejaram que tudo fosse facilitado. Não aproveitaram as oportunidades. Faltou neles a busca e o desenvolvimento de algumas virtudes, presentes na vida dos salvos em Cristo. Humildade para reconhecerem os erros e limitação e obediência à vontade de Deus.

Referências:
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional. Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

MACEDO, Edir. A fé de Abraão. Rio de Janeiro. Editora Universal, 2001.


[1] Conforme Josué 24.2-3
[2] A visão da terra (Gn 12.7) não foi imediata à chamada (Gn 12.2), aconteceu tempos depois.
[3] Uma profecia é caracterizada pela instrumentalidade humana, neste caso foi o próprio Deus que tratou com o patriarca Abraão.
[4] O filho que julgava morto. Segundo seus outros filhos uma besta fera o havia matado. Realmente foram bestas que tentaram matá-lo (bestas humanas, os seus próprios irmãos).
[5] Hicsos, povo semita que invadiu o Egito, pelo Istmo de Suez, por volta de 1730 a.C., dominando por quase dois séculos. Eles possuíam cavalos e carros de combate, desconhecidos no Egito.  
[6] José acordou em uma fria prisão e dormiu no confortável quarto no palácio tormando decisão. Isto tudo no mesmo dia.
[7] Promessa feita a um patriarca tinha muito peso. Deveria ser cumprida.
[8] Perderam toda a riqueza logo na primeira oportunidade, pois o bezerro foi quebrado, queimado ou destruído, já que aquela abominação não poderia continuar entre eles. Se os idólatras foram mortos, imagine o que aconteceu com a escultura.
[9] 66 almas (Gn 46.26), ou 70 (Gn 46.27; Ex 1.5) ou ainda 65 almas (At 7.14), mas o importante é que foram e usufruíram das acomodações egípcias.
[10] Foram 430 anos no Egito e 40 anos no deserto. Isto sem contarmos os milhares que morreram vitimados pelas pragas, fruto das murmurações.
[11] Eles receberam uma das melhores regiões para habitarem (Gn 47.11)
[12] Muitas destas construções é provável que exista ainda, mesmo que em ruínas.
[13] Se entrassem facilmente em Canaã, cetamente se considerariam pequenos deuses (cfe Sl 82.1-8)
[14] Todos eles pagaram o preço em meio ao deserto.
[15] Deus não estava libertando um povo somente para sentirem o gosto da liberdade. Ele estava libertando um povo para ser sua propriedade particular (Ex 19.5).

Por: Ailton Silva - ano IV - caminhando para o ano V

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

As virtudes dos salvos em Cristo. Plano de aula

TEXTO ÁUREO

Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade (Fp 2.13).

VERDADE PRÁTICA

A salvação é obra da graça de Deus, garantida à humanidade mediante a morte expiatória de Jesus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Filipenses 2.12-18.
12 - De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor;
13 - porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.
14 - Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas;
15 - para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo;
16 - retendo a palavra da vida, para que, no Dia de Cristo, possa gloriar-me de não ter corrido nem trabalhado em vão.
17 - E, ainda que seja oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, folgo e me regozijo com todos vós.
18 - E vós também regozijai-vos e alegrai-vos comigo por isto mesmo.

PROPOSTA

          Não somos mais escravos e sim libertos em Cristo;

          Por si só, o homem não pode ser salvo;

          O Espírito Santo habilita qualquer um para a salvação;

          Os filipenses não murmuravam e não eram rebeldes;

          O irrepreensível domina a carne, pois anda no Espírito;

          “Reter a Palavra”: assimilá-la para praticá-la;

          Paulo impôs privações a si mesmo para edificar a igreja;

          Paulo estimulou os filipenses a celebrarem a salvação;

          Devemos nos afastar das murmurações e contendas


INTRODUÇÃO
Paulo não questionou o comportamento dos filipenses, apenas estava incentivando a igreja a perseverar na obediência a Deus, pois esta é uma das virtudes que devem ser buscada e desenvolvida por todos aqueles que são salvos em Cristo. A igreja deveria ser bem diferente daquela geração corrompida e perversa e através das virtudes, vistas na vida dos salvos em Cristo, todos perceberiam, tal como os habitantes de Antioquia, que rapidamente perceberam a diferença daqueles que professavam publicamente a fé em Jesus (At 11.26).

A respeito da humilhação e o posterior exaltação de Cristo, a igreja de Filipos já estava a par, diante dos ensinos recebidos, momento ideal para o apostolo exortar a igreja quanto à obediência e à unidade, virtudes necessárias para a vida de qualquer cristão.

Ele desejava que a igreja se espelhasse em Cristo como o exemplo ideal de obediência, sendo esta a principal razão que motiva a igreja a viver em obediência à Palavra de Deus. O Filho obedeceu ao Pai, portanto os cristãos devem agir da mesma maneira.

O exemplo ideal de humildade já era conhecido pela igreja de Filipos, mas havia outras virtudes para serem apresentadas, assim como havia outras mazelas que deveriam conhecer e fugir delas, por isto aprenderam sobre a murmuração, contenda e para sobrepor a todos estes males, Paulo ensinou a igreja sobre a conduta irrepreensível e fidelidade a Deus.

I. A DINÂMICA DA SALVAÇÃO (2.12,13)
1. O CARÁTER DINÂMICO DA SALVAÇÃO.
São três os aspectos da salvação operada em nossa vida pelo Senhor Jesus, que foram apresentados a igreja de Filipos por Paulo:
a) O primeiro refere-se à obra realizada e consumada de forma suficiente na cruz do Calvário. É a salvação da pena do pecado. Não somos mais escravos, e sim libertos em Cristo (Rm 8.1);

b) O segundo aspecto diz respeito ao caráter progressivo da salvação na vida do crente. Mesmo que o nosso corpo ainda não tenha sido transformado, resistimos ao pecado e este não mais nos domina (Rm 8.9; cf. 1 Jo 2.1,2). Não obstante o fato de a salvação eterna vir de Deus, Paulo diz que o Senhor nos chama a zelar e a “desenvolvê-la” em nosso cotidiano;

c) O terceiro aspecto, fala a respeito da plenitude da salvação, quando finalmente o nosso corpo receberá uma redenção gloriosa e não mais teremos dor, angústia ou lágrima, pois estaremos para sempre com o Senhor (1Ts 4.14-17).

2. DEUS É A FONTE DA VIDA.
A salvação não é uma conquista do homem, o que certamente o tornaria arrogante, tanto quanto já é, mas sim trata-se de um presente imerecido da parte de Deus, uma vez que o falível ser humano, por si só não pode ser salvo (Fp 2.13). Quem opera a salvação no homem é o Espirito Santo (Jo 16.8-11). Sem o Senhor, a humanidade está perdida, cega, morta no pecado e carente da iluminação do Espírito para o arrependimento.

Se na vida dos ímpios Satanás opera instigando-os à prática das obras más (2 Ts 2.9), é o Espírito de Deus quem opera nos crentes a vida eterna (Jo 16.7-12; cf. Rm 8.9,14), tornando-o um instrumento de justiça num mundo corrompido.

Paulo ensinou aos filipenses que a salvação era e é o grande troféu da graça de Deus, fruto do Seu querer e agir, e não um simples e corrompido prêmio pelas obras humanas. Por isto poderia ser desenvolvida, tanto quanto, já que se trata de um processo gradativo. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“O apóstolo Paulo lembra os crentes de Filipos de que é possível desenvolver a salvação porque Deus é quem efetua neles tanto o querer como o realizar, segundo a sua vontade. Isso quer dizer que Deus põe em nós o querer, isto é, o desejo de fazer sua vontade. Ele também “efetua” em nós o poder para cumprir esse desejo. Também temos aqui a unificação do divino com o humano. Em certo sentido, somos chamados a efetuar nossa salvação. Contudo, somente Deus pode nos capacitar a fazer isso. Temos de fazer a nossa parte, e Deus fará a dele. No entanto, isso não se aplica ao perdão dos pecados nem ao novo nascimento. A redenção é obra exclusiva de Deus”.

3. A BONDADE DIVINA. 
A ideia que a salvação tem um caráter seletivo não é bíblica, pois foi disponibilizada a todos pelo próprio Salvador. Todos têm o direito de recebê-la, inclusive os sinais e benefícios (At 4.39).

O querer e o efetuar de Deus não anulam esse direito, pelo contrário, a operação do Eterno habilita qualquer pessoa à salvação através da iluminação do Evangelho (Jo 1.9), tornando-se posteriormente útil ao Corpo de Cristo (Ef 4.11-16; 1Co 12.7). A consumação foi declarada e a porta está aberta, porém cabe ao homem escolher e se decidir pela salvação, portanto não comungamos o pensamento de que aqueles que não se decidem pelo reino dos céus ou que não faça nada pelo seu crescimento, ou em outras palavras, que fique de braços cruzados, sem lutar (cfe Mt 11.12), esperando somente um chamado, possam estar inseridos em uma pré relação. Isto anularia e “sacrificaria o sacrifício” do Calvário, ou pelo menos, por baixo o aleijaria e nivelaria a qualquer outro ato humano, muito pouco, para um atitude de amor que alcança a “todos” aqueles que se arrependem e demonstram sua fé.

“Paulo menciona que Deus “nos elegeu’ para intencionalmente enfatizar que a salvação depende totalmente dEle. Não somos salvos porque mereçamos, mas porque Deus é bondoso e graciosamente nos oferece a salvação. Não podemos influenciar sua decisão de nos salvar. Ele nos salva de acordo com o seu plano”.  (BAP 2003 (p. 1645).

II. OPERANDO A SALVAÇÃO COM TEMOR E TREMOR (2.12-16)
1. “FAZEI TODAS AS COISAS SEM MURMURAÇÕES NEM CONTENDAS”. 
No versículo 14, o apóstolo Paulo destaca duas posturas nocivas à predisposição dos filipenses:

a) Murmurações. O Antigo Testamento descreve a murmuração dos judeus como uma atitude de rebelião. Quando os israelitas atravessaram o deserto, sob a liderança de Moisés, passaram a reclamar da pessoa do líder hebreu. Para eles, Moisés jamais deveria ter estimulado a saída do povo judeu do Egito (Nm 11.1; 14.1-4; 20.2-5). Esse ato constrangeu o homem mais manso da face da terra, e os israelitas receberam dele a alcunha de “geração perversa e rebelde” (Dt 32.5,20). Tal “titulação” não se aplicava aos filipenses, pois eles não eram rebeldes nem murmuradores, ainda assim o apóstolo Paulo os exortou a fazer todas e quaisquer coisas sem murmurações ou queixas, tal como convém aos mansos. Eles não deveriam imitar os israelitas do passado (v. 15; Dt 32.5). Sobre isto o professor Francisco A. Bezerra escreveu:

“Murmurações.- do grego gongusmos, é usado no sentido de debate secreto entre o povo como em Jo 7.32; acerca de desgosto ou reclamação mais reservadamente que em público, como dito dos convertidos judeus gregos contra os hebreus em At 6.1; e em advertências gerais como é no caso de Fp 2.14, também em 1Pe 4.9”.

b) Contendas. Em o Novo Testamento, a expressão grega para contendas é dialogismos. Essa expressão descreve as disputas e os debates inúteis que geram dúvidas e separações na igreja local. É o mesmo que discussões, litígios e dissensões. Infelizmente, muitos hoje as promovem levando, inclusive, seus irmãos aos tribunais (1Co 6.1-8). Esta, definitivamente, não é a vontade de Deus para a sua Igreja. Sobre isto o professor Francisco A. Bezerra escreveu:

“Contendas. – do grego dialogismos, “pensamento, argumentação, arrazoamento, questionamento interior”. Ocorre por exemplo em Lc 2.35; 5.22; 6.8 e mais fortemente como disputa e contenda em Fp 2.14 e 1Tm 2.8. Também o termo suzetesis, “disputa”, que é traduzido por “contenda”, como em At 28.29.”

Diante destas duas ações humanas, tão comuns de nossa parte, há de ser esperar que haja em nós o tremor e temor, para que não venhamos a praticá-las, mas para tanto torna-se necessário conhecermos em profundidade os reais significados destas duas palavras. O professor Luciano de Paula Lourenço assim escreveu:

“Quando Paulo fala em "temor e tremor", não está falando de temor servil. Esse não é o temor de um escravo se arrastando aos pés do seu senhor. Não é o temor ante a perspectiva do castigo. Deus não é um, policial ou guarda cósmico diante de quem devemos ter medo; nem, também, é um pai bonachão e complacente; ao contrário, Ele é majestoso, santo e misericordioso. Nosso grande temor deve ser em ofendê-lo e desagradá-lo, depois de Ele ter nos amado a ponto de nos dar seu Filho para morrer em nosso lugar”.

2. “SEJAIS IRREPREENSÍVEIS E SINCEROS”. 
O apóstolo apela aos filipenses para que se achem irrepreensíveis e sinceros. Ser irrepreensível significa conduzir-se de forma correta e moralmente pura, não necessitando de repreensão. É alguém que dominou a carne, pois anda no Espírito (Gl 5.16,17). Sua vida é de tal pureza que ninguém encontra algo nele que se constitua uma falta.

A sinceridade é outra virtude que se opõe ao mal, ao dolo, ao engano e à má fé. A pessoa sincera pauta-se pela lealdade, a lisura e a boa fé. Nada menos que isso é o que o Eterno espera do seu povo. Sobre isto o professor Luciano de Paula escreveu:

“Essa palavra era usada para referir-se ao vinho ou leite puros ou sem mistura de água. Essa palavra era usada também para o barro puro utilizado na confecção de vasos. Nos tempos antigos, alguns oleiros cobriam com cera as trincas dos vasos e enganavam os compradores. Quando esses vasos eram expostos à luz do sol, a cera derretia, e logo apareciam os defeitos. Então, os compradores passaram a exigir vasos sem cera. Daí foram cunhadas as palavras: sincero e sinceridade, ou seja, sem cera”.

3. “RETENDO A PALAVRA DA VIDA”. 
Para o apóstolo, reter a Palavra de Deus não é apenas assimilá-la, mas, sobretudo “curti-la e compartilhá-la”, pois o seu gera vida (Hb 4.12). Por isso, Paulo encoraja os filipenses a guardarem a Palavra, pois além de promover a vida no presente, ela ainda nos garante esperança e vida eterna para o futuro próximo. Sobre isto o professor Francisco A. Bezerra escreveu:

“A graça de Deus opera nos seus filhos, para produzir neles tanto o desejo quanto o poder para cumprir a sua vontade. Mesmo assim, a obra de Deus dentro de nós não é de compulsão, nem de graça irresistível. A obra da graça dentro de nós (1.6; 1 Ts 5.24; 2 Tm 4.18; Tt 3.5-7) sempre depende da nossa fidelidade e cooperação (vv. 12,14-16)”.

III. A SALVAÇÃO OPERA O CONTENTAMENTO E A ALEGRIA (2.17,18)
1. O CONTENTAMENTO DA SALVAÇÃO OPERADA. 
O apóstolo Paulo reporta-se ao Antigo Testamento para mostrar aos filipenses como, a fim de servi-los, ele entregou sua vida: “ainda que seja oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé” (v.17). Sobre isto o professor Francisco A. Bezerra escreveu:

“Libação era uma oferta líquida, normalmente vinho e não sangue, que acompanhava sacrifícios. Depois de colocar o animal sacrificado no altar, os sacerdotes tomaria vinho (ou às vezes de água ou mel) e derramá-lo tanto no sacrifício queima ou no chão em frente ao altar. Esse ato simboliza o nascer do sacrifício nas narinas da divindade a quem estava sendo oferecido. Oferta de Paulo bebida também foi feita em nome de seus amados irmãos em Filipos, uma oferta feita sobre o sacrifício e serviço da sua fé. O amor e a solicitude de Paulo pelos filipenses era tão grande, que ele estava disposto a dar a sua vida por eles, como se fosse uma oferenda a DEUS”.

O apóstolo está ciente das privações que impôs a si mesmo para edificar o Corpo de Cristo em Filipos. Ele, porém, se regozija e alegra-se pelo privilégio de servir aos filipenses. Ele não usou esta expressão para mostrar sua indignação, revolta ou lamento. Em outras palavras, a essa altura, o sacrifício e os desgastes do apóstolo são superados pela alegria de contemplar, naquela comunidade, o fruto da sua vocação dada por Cristo Jesus: a salvação operada em sua vida também operou na dos filipenses. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“O apóstolo Paulo via a prática cristã dos crentes de Filipos como um sacrifício para Deus e via sua morte a favor do evangelho de Cristo como uma oferta de libação sobre o sacrifício daqueles irmãos. Ele demonstra uma alegria imensa mesmo estando na antessala da morte e no corredor do martírio. Suas palavras não são de revolta nem de lamento. Ele foi perseguido, apedrejado, preso e açoitado com varas. Ele enfrentou frio, fome e passou privações. Ele enfrentou inimigos de fora e perseguidores de dentro. Ele, agora, está em Roma, sendo acusado pelos judeus diante de César, aguardando uma sentença que pode levá-lo à morte; mas, a despeito dessa situação, sua alma está em festa, e seu coração está exultante de alegria por contemplar, naquela comunidade, o fruto da sua vocação dada por Cristo Jesus: a salvação operada em sua vida também operou na dos filipenses – “... folgo e me regozijo com todos vós”.

2. A ALEGRIA DO POVO DE DEUS. 
O apóstolo estimula os filipenses a celebrarem juntamente com ele esta tão grande salvação (Hb 2.3). O apelo de Paulo é contagiante: “regozijai-vos e alegrai-vos comigo por isto mesmo” (v.18), mas não devemos nos esquecer que ele estava em uma fria prisão, solitário, sem companheiros, mesmo assim se regozijava e pedia a reciprocidade da igreja contemplada pela carta. Se fosse para morrer, que morresse então servindo de exemplo para aqueles que já os viam com bons olhos. A morte para ele era lucro, ganho incomparável (1.21). Não havia motivos para tristeza.

A alegria de Paulo é proveniente do fato de que uma vez que Jesus nos salvou mediante o seu sacrifício no Calvário, agora o Mestre nos chama para testemunharmos a verdade desta mesma salvação operada em nós (v.13). Portanto, alegremo-nos e regozijemo-nos nisto. Sobre isto o professor Francisco A. Bezerra escreveu:

“A alegria é um dos temas dominantes em Filipenses. A obediência. A alegria cristã é sempre possível, mesmo em meio de conflito, adversidade e privação, porque a alegria não repousa em circunstancias favoráveis, mas “no Senhor”.

CONCLUSÃO
O Evangelho nos convoca a desenvolvermos a salvação recebida por Deus através de Cristo Jesus. Devemos ser santos, como santo é o Senhor nosso Deus. Para isso, precisamos nos afastar de todas as murmurações e contendas e abrigarmo-nos no Senhor, vivendo uma vida irrepreensível, sincera e que retenha a palavra da vida (Fp 2.16). Somente assim a alegria do Senhor inundará a nossa alma e testemunharemos do seu poder salvador para toda a humanidade.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
1) Conhecer a dinâmica da salvação:
       Ato único, suficiente, processo gradativo e glorioso.

2) Analisar a operação da salvação:
       Salvos: façam tudo sem murmuração nem contenda;
       Vivei no tremor e temor.

3) Saber que a salvação opera alegria e contentamento:
  • Paulo preso, estava alegre por servir aos filipenses.

REFERÊNCIAS
BARBOSA, Francisco A. As virtudes dos salvos em Cristo. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com.br/2013/07/licao-5-as-virtudes-dos-salvos-em-cristo.html. Acesso em 30 de julho de 2013.

BARBOSA, José Roberto A. As virtudes dos salvos em Cristo. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com.br/2013/07/licao-05.html. Acesso em 30 de julho de 2013.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. As virtudes dos salvos em Cristo. Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com.br/2013/07/3-trimestre-de-2013-licao-n-05-04082013.html. Acesso em 30 de julho de 2013.

Estudantes da Bíblia. As virtudes dos salvos em Cristo. Disponível em: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2013/2013-03-05.htm. Acesso em 30 de julho de 2013.

LOURENÇO, Luciano de Paula. As virtudes dos salvos em Cristo. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2013/07/aula-04-as-virtudes-dos-salvos-em-cristo.html. Acesso em 30 de julho de 2013.

NEVES, Natalino das. As virtudes dos salvos em Cristo. Disponível em: http://www.slideshare.net/natalinoneves1/2013-3-tri-lio-5-as-virtudes-dos-salvos-em-cristo. Acesso em 30 de julho de 2013.

Por: Ailton da Silva - Ano IV - caminhando para o ano V

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Lição 5












Por: Ailton da Silva - Ano IV - caminhando para o ano V

4º trimestre 2013


TEMA: SABEDORIA DE DEUS PARA UMA VIDA VITORIOSA
A ATUALIDADE DE PROVÉRBIOS E ECLESIASTES
Lição 1°         O Valor dos Bons Conselhos
Lição 2°         Advertências Contra o Adultério
Lição 3°         Trabalho e Prosperidade
Lição 4°         Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Lição 5°         O Cuidado com Aquilo que Falamos
Lição 6°         O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos
Lição 7°         Contrapondo a Arrogância Com a Humildade
Lição 8°         A Mulher Virtuosa
Lição 9°         O Tempo para Todas as Coisas
Lição 10°       Cumprindo as Obrigações Diante de Deus
Lição 11°       A Ilusória Prosperidade dos Ímpios
Lição 12°       Lança o teu Pão Sobre as Águas
Lição 13°       Tema a Deus em todo o Tempo

Comentarista: José Gonçalves

fonte: http://estudaalicaoebd.blogspot.com.br/2013/07/4-trimestre-licoes-biblicas-cpad-2013.html

Por: Ailton da Silva - Ano IV - caminhando para o ano V