sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A suprema aspiração do crente. Plano de aula

TEXTO AUREO
“Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.14).

VERDADE PRÁTICA 
A maior aspiração do crente deve ser a conquista do prêmio da soberana vocação em Cristo Jesus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Fp 3.12-17.
12 - Não que já a tenha alcançado ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus.
13 - Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim,
14 - prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
15 - Pelo que todos quantos já somos perfeitos sintamos isto mesmo; e, se sentis alguma coisa doutra maneira, também Deus vo-lo revelará.
16 - Mas, naquilo a que já chegamos, andemos segundo a mesma regra e sintamos o mesmo.
17 - Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam.

PROPOSTA DA LIÇÃO
          Se não olharmos para o alvo corremos o risco de cair;
          Paulo nunca corria sem meta;
          Não se considerava um iluminado, não se deixou enganar;
          “Perfeitos”: filipenses servindo a Deus no Espírito;
          Regras: ações e atitudes semelhantes a de Jesus;
          Paulo tinha um caráter ilibado, exemplo para os filipenses;
          As dificuldades, tentações e obstáculos continuam atuais;
          Ainda precisamos alcançar a perfeição, sejamos sóbrios;
          Paulo era um sofredor consciente e fiel. Suportou tudo.

INTRODUÇÃO 
Paulo já havia alertado os filipenses quanto a presença dos falsos mestres, então agora poderia orientá-los a “perseguirem o alvo, em busca da maturidade cristã, seguido seu exemplo”, já que o apóstolo sempre buscou a excelência do conhecimento de Jesus Cristo (Fp 3.8-10), este foi o seu alvo, por isto, semelhante a um atleta, se esforçou para alcançar este seu objetivo. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“O apóstolo Paulo toma emprestado da cultura grega a figura do atleta. Este para alcançar o prêmio final de uma maratona se esforça, dedica-se e trabalha com todo o esmero. Paulo não havia se enganado com a falsa ideia de que a perfeição plena era já uma realidade em sua vida. Pelo contrário, como um atleta que se prepara à exaustão, o discípulo de Cristo deve deixar os entraves desta vida e manter o foco na pessoa do Senhor Jesus Cristo. Paulo se achava qual um atleta numa corrida, esforçando-se e correndo o máximo, totalmente concentrado no que fazia, a fim de não ficar aquém do alvo que Cristo estabeleceu para a sua vida. Esse alvo era a perfeita união entre Paulo e Cristo (Fp 3:8-10), sua salvação final e sua ressurreição dentre os mortos (Fp 3:11). Sem dúvida, esta é a suprema aspiração do autêntico cristão”.

Paulo estava consciente de que a excelência do conhecimento exigia labor e disposição para servi-lo, por isto convidou os filipenses a imitá-los, despertando-os à esperança de um dia receberem a mesma recompensa (Fp 3.14-17), caso prosseguindo para “o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”.

Ele resolveu dedicar toda sua vida a causa do Evangelho, independente das circunstâncias, para ao final de sua carreira, poder dizer com autoridade e satisfeito: “combati o bom combate e acabei a carreira, guardei a fé” (2 Tm 4.7).

O que poderia impedir o apóstolo nesta sua corrida? Distrações, tentações, tribulação, angustias, desventuras, perseguições, fome, nudez, perigo ou a espada? Tudo ficou para trás e ele avançou para o que estava adiante. O prêmio era valiosíssimo para ele, e ainda o é para nós, tanto que almejou ardentemente (Fp 1.23), mas quando contemplou a urgência da obra desejou permanecer um pouco mais para servir de testemunho vivo para o crescimento dos filipenses (Fp 1.24-26).

I. A ASPIRAÇÃO PAULINA
1. “PROSSIGO PARA O ALVO”. 
Paulo abriu seu coração e revelou “o seu objetivo de vida, a sua razão de viver”. Para tanto, ele utilizou o exemplo de um atleta, que treina muito para participar de uma maratona, para deixar claro para os filipenses que a caminhada deles, da mesma forma, requeria um esforço e dedicação, somente assim conheceriam mais a Cristo e alcançariam o prêmio final. “O objetivo de Paulo era conhecer a Cristo, ser como Cristo, e ser tudo o que Cristo tinha em mente para ele”.

Para ele, os embaraços dessa vida deveriam ser deixados de lado, e o foco deveria ser mantido em Jesus, exemplo para a igreja moderna, pois quando deixamos de olhar firmemente para o “Alvo”, corremos o risco da queda e podemos até mesmo abandonar a fé.

2. O SENTIMENTO DE INCOMPLETUDE DE PAULO. 
Paulo nunca correu sem meta (1 Co 9.26), pois sabia que havia muito ainda a ser conhecido. “Embora tenha sido um homem de Deus, um vaso de honra”, um instrumento valoroso nas mãos de Deus para propagação do Evangelho, ele não se satisfez somente com aberturas de igrejas e suas inúmeras vitórias espirituais, ele queria mais, assim como outros grandes homens de Deus, tal como Moisés (Ex 33.18), ele sempre queria mais, bem diferente de muitos cristãos hoje, que se contentam com pouco, com muito pouco de Deus. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“O apóstolo Paulo tinha seus olhos fixos na meta e não se desviava de seu objetivo. Ele era um homem dedicado exclusivamente à causa do evangelho. Não se deixava distrair por outros interesses. Sua mente estava voltada inteira e exclusivamente para fazer a vontade de Deus. Uma insatisfação santa é o primeiro elemento essencial para avançar na corrida cristã. Muitos cristãos estão satisfeitos consigo mesmos ao se compararem àqueles que já estão trôpegos e parados. Paulo não se comparava com outros, mas com Cristo. Ele ainda não chegou à perfeição (Fp 3:12), muito embora seja amadurecido na fé (Fp 3:15). Uma das características dessa maturidade é a consciência da própria imperfeição. O cristão maduro faz uma auto-avaliação honesta e se esforça para melhorar (Tg 3:2)”.

Mesmo no cárcere, o apóstolo declara estar disposto a avançar para as coisas que estavam adiante dele (Fp 3.13b). Paulo era um homem que confiava em Deus. E, assim, seguiu confiante, pois no Senhor ainda teria grandes desafios em seu ministério. Sua força estava em Deus, sempre foi fiel até ao fim, motivos de suas vitórias. Para vencermos, temos que igualmente olhar para frente e esquecermos de tudo que para trás ficou.

3. O ENGANO DA PRESUNÇÃO ESPIRITUAL. 
Paulo não se deixou enganar pela falsa ideia de ter alcançado a perfeição, pelo contrário, pois combateu tanto os judaizantes, que “se vangloriavam de sua perfeição”, apontadas por eles, tanto na guarda da lei quando na prática da circuncisão. Outra briga ferrenha foi travado contra os mestres do gnosticismo, que também se gloriavam de terem alcançado tal posição, motivo pelo qual reivindicavam o titulo de iluminados, já que na tinham mais nada a aprenderem.

Paulo refutou esses pensamentos equivocados, demonstrando que a conquista da perfeição era para aquele que terminasse a carreira e ganhasse a vida eterna, pois o prêmio está lá no final da jornada e não em seu início ou meio (1 Co 9.24; Gl 6.9).

Na verdade ele não queria correr o risco de ser reprovado antes de atingir a linha de chegada (1 Co 9.24). Ele ainda não se considerava perfeito, queria mais conhecimento de Cristo, pois se julgava incompleto (1 Co 13.12). O que ele almejava seria útil para limpar a imundícia da carne e do espírito e para aperfeiçoá-lo na santificação e no temor (2 Co 7.1).

Os presunçosos gnósticos e os atrevidos judaizantes estavam anos-luz distantes daquilo que era aspirado pelo apóstolo. E a tendência era se afastarem ainda mais. Seria uma questão de tempo. Encontramos vários exemplos bíblicos que corroboram com o pensamento paulino. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“A presunção espiritual é um engano e um sinal evidente de imaturidade espiritual. A igreja de Sardes julgava a si mesma uma igreja viva, mas na avaliação de Jesus estava morta (Ap 3:1).A igreja de Laodicéia se considerava rica e abastada, mas Jesus a considerou uma igreja pobre, cega e nua (Ap 3:17). Sansão pensou que ainda tinha força quando, na realidade, a perdera (Jz 16:20)”.

II. A MATURIDADE ESPIRITUAL DOS FILIPENSES (3.15,16)
1. SOMOS PERFEITOS (3.15)? 
O vocábulo “perfeito”, empregado por Paulo neste texto, tem um sentido especial, pois se refere à “maturidade espiritual”. Em termos de recebimento do benefício da obra perfeita de Cristo no Calvário, todos nós já alcançamos tal “perfeição”. Neste sentido, a nossa salvação é perfeita e completa.

Segundo o Comentário Bíblico Beacon, quando a expressão paulina refere-se aos filipenses tratando-os de “perfeitos”, neste versículo, apresenta-os servindo a Deus no Espírito, isto é, não confiando na carne (3.3), crescendo na caminhada. O professor Luciano de Paula Lourenço sobre isto escreveu:

“A vida que Deus dá ao discípulo é uma caminhada de construções e crescimentos. Uma hora ele pode cair, mas o Senhor o acolhe e levanta. Outra vez, ele pode se sentir imaturo, mas o Senhor o ensina. A vida do discípulo de Cristo está em constante desenvolvimento”.

2. O CRISTÃO DEVE ANDAR CONFORME A MATURIDADE ALCANÇADA (3.16).
Quando Paulo diz, “andemos segundo a mesma regra”, não significa caminhar segundo os regulamentos da lei mosaica, tão requerida e defendida pelos judeus convertidos a Cristo. Trata-se de andar conforme a doutrina de Cristo, segundo aquilo que já recebemos do Senhor. Assim, esse “andemos segundo a mesma regra” denota modo de viver, atitudes, ações, obras, e comportamentos em geral, semelhantes aos do Senhor Jesus, que o crente deve seguir. Aprendemos com Paulo que não basta “corrermos”, pois se realmente desejamos progredir em nossa vida cristã, devemos conhecer e obedecer aos preceitos da Palavra de Deus até o Dia de Jesus Cristo (Fp 1.6).

Andar segundo a mesma regra, citada pelo apóstolo, nada mais é do que andar segundo a vontade de Deus, não se preocupando com as intempéries da vida, com os obstáculos, com as dificuldades, tal como as enfrentadas por Paulo (2 Co 11.24-33). Diante de tudo isto, em algumas vezes, ele se sentiu abalado, mas não derrotado, pois confiou e entregou seu caminho a Deus. Em outras palavras, ele pediu e esperou o socorro de Deus, o socorro que não o desclassificou, como em competições esportivas. O socorro que o deixou ainda mais forte e confiante no recebimento do prêmio da soberana vocação.

O zelo pelas regras, estabelecidas por Deus e pregadas por Paulo, o levaria ao final da carreira, momento em que poderia exclamar com todas as forças: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2 Tm 4.7).

3. EXEMPLO A SER IMITADO (3.17). 
Paulo procurou em tudo imitar o Mestre, servindo apenas aos interesses da Igreja de Cristo (Fp 2.17). Dessa maneira, exortou os filipenses a que o imitassem assim como ele imitava ao Senhor (Fp 3.17).  Maus exemplos estavam ali também ao dispor deles, mas estes deveriam ser desprezados, já que em nada contribuíam para o crescimento dos filipenses.

“Paulo não tinha confiança no seu eu-próprio, que estava disposto a sacrificar todas as coisas por Cristo”, ele reconheceu que ainda estava no caminho, lutando, buscando a perfeição e o prêmio. Como bom obreiro de Deus, Paulo tinha um caráter ilibado e os filipenses deveriam tê-lo como um exemplo a seguir. Se quisermos servir ao Senhor com inteireza de coração, precisamos seguir os passos de Jesus, o nosso modelo de homem perfeito (Hb 12.2).

III. A ASPIRAÇÃO CRISTÃ HOJE
1. A ATUALIDADE DO DESEJO PAULINO. 
O propósito de Paulo em relação a si e aos filipenses deve servir-nos de instrução, pois as dificuldades, tentações e demais obstáculos que serviam de empecilhos à vida de comunhão naquela época continuam atuais e bem maiores.

Mais do que nunca, devemos nos esforçar para vivermos uma vida de íntima comunhão com Deus (Fp 3.12), independente das circunstancias. “A vida cristã não é um mundo de fantasia”, é uma realidade dura, mas com compensações espirituais e futuras. O crescimento aparece diante das dificuldades, nada mais lógico, em se tratando da trajetória do apóstolo Paulo.

2. O CRISTÃO DEVE ALMEJAR A MATURIDADE ESPIRITUAL. 
Seguindo o exemplo de Paulo, reconheçamos que ainda precisamos alcançar a perfeição. Sejamos sóbrios e vigilantes, reconhecendo também o quanto carecemos de maturidade espiritual e de um maior conhecimento acerca da pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ao aceitarmos Jesus como Salvador nos é aberta a oportunidade para crescermos espiritualmente, através “de esforço e disciplina constante” para chegarmos à estatura de varão perfeito”.

3. REJEITANDO A FANTASIA DA FALSA VIDA CRISTÃ. 
Paulo era um sofredor consciente (At 9.16), um homem que sabia o quanto seria difícil ser fiel a Deus, porém suportou tudo por causa da obra de Deus (Fp 2.17).

Quem quiser viver assim nos dias atuais, precisa reconhecer que padecerá as mesmas angústias (2 Tm 3.12). Semelhante ao apóstolo Paulo, podemos ter certeza de que receberemos o “prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.14).

CONCLUSÃO
Toda a vida de Paulo era centrada na pessoa de Jesus Cristo. Ele tudo fazia para agradá-lo. Sua grande aspiração era conhecer mais do Mestre da Galileia. Por isso, o apóstolo podia declarar: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2.20).

OBJETIVOS DA LIÇÃO
1) Compreender qual era a verdadeira aspiração de Paulo:
       Ele queria conhecer mais de Jesus.

2) Analisar a maturidade espiritual dos filipenses:
       Serviam a Deus e não confiavam na carne.

3) Conscientizar-se a respeito da aspiração cristã:
       A vida cristã não é uma fantasia, é uma realidade.

REFERÊNCIAS
BARBOSA, Francisco A. A suprema aspiração do crente. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com.br/2013/08/licao-8-suprema-aspiracao-do-crente.html. Acesso em 20 de agosto de 2013.

BARBOSA, José Roberto A. A suprema aspiração do crente. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com.br/2013/08/licao-08.html. Acesso em 20 de agosto de 2013.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. A suprema aspiração do crente. Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com.br/2013/08/3-trimestre-de-2013-licao-n-08-25082013.html. Acesso em 20 de agosto de 2013.

Estudantes da Bíblia. A suprema aspiração do crente. Disponível em: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2013/2013-03-08.htm. Acesso em 20 de agosto de 2013..

LOURENÇO, Luciano de Paula. A suprema aspiração do crente. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2013/08/aula-08-suprema-aspiracao-do-crente.html. Acesso em 20 de agosto de 2013.

Por: Ailton da Silva - Ano IV - caminhando para o ano V

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Filipenses - informações essenciais

PROPÓSITO:
Agradecer aos filipenses pela oferta que lhe haviam enviado e fortalecer sua fé mostrando que a verdadeira alegria só pode vir de Jesus Cristo.

AUTOR:
Paulo.

DESTINATÁRIOS:
Aos cristãos de Filipos e de todo o mundo.

DATA:
Aproximadamente no ano 61 d.C., durante o período em que Paulo esteve preso em Roma.

PANORAMA:
Paulo e seus companheiros fundaram a igreja de Filipos em sua segunda viagem missionária (At 11.11-40), e essa foi a primeira igreja a ser estabelecida no continente europeu. Os fieis da igreja filipenses haviam enviado a Paulo uma oferta que deveria ser entregue (4.18) por Epafrodito (um de seus membros). Nessa ocasião, Paulo estava encarcerado em uma prisão romana e escreveu esta carta com a finalidade expressar sua gratidão pela oferta e encorajá-lo na fé.

VERSÍCULO CHAVE:
“Regozijai-vos, sempre no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos!” (4.4)

PESSOA CHAVE:
Paulo, Timóteo, Epafrodito, Evódia e Sintique.

LUGAR CHAVE:
Filipos.

Informações extraídas da seção “Informações essenciais” – Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal

Por: Ailton da Silva - Ano IV - caminhando para o ano V

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Genêsis à Apocalipse


A primeira palavra do Gênesis:
“ No princípio criou Deus os céus e a terra.” Gn 1:1


Uma última palavra do Apocalipse é:
“ Vi novo céu e nova terra.” Ap 21:1

GN: “Ao ajuntamento das águas chamou Mar.” Gn 1:10
AP: “ E o mar já não existe.” Ap 21:1

GN: “Às trevas chamou noite.” Gn 1:5
AP: “Lá não haverá noite.” Ap 21:25

GN: “Deus fez os dois grandes luzeiros (sol e lua).” Gn 1:16
AP: “A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, pois a Glória de Deus a iluminou.” AP 21:23

GN: “No dia em que dela comeres, morrerás.” Gn 2:17
AP: “Não haverá mais morte.” AP 21:4

GN: “Multiplicarei sobremodo as tuas dores.” Gn 3:16
AP: “Não mais haverá sofrimentos.” Ap 21:4

GN: “Maldita é a terra por tua causa.” Gn 3:17
AP: “Não mais haverá maldição.” Ap 22:3

GN: Satanás aparece como o enganador da humildade, Gn 3:1,4
AP: “Satanás desaparece para sempre, Ap 20:10

GN: “Foram afastados da Árvore da Vida, Gn 3:22-24
AP: “Reaparece a Árvore da Vida, Ap 22:2

GN: “O homem afastou-se da presença de Deus, Gn 3:24
AP: “Verão Sua face.”Ap. 22:4

GN: “A primeira habitação do homem foi um jardim à beira de um rio, Gn 22:10
AP: “A eterna habitação do homem redimido será ao lado de um rio que corre para sempre do trono de Deus, Ap 22:1


Por: Ailton da Silva - Ano IV - caminhando para o ano V

A grande verdade


Por: Ailton da Silva - Ano IV - caminhando para o ano V

Lição 8 - proposta

Por: Ailton da Silva - Ano IV - caminhando para o ano V

Lição 7 - pós aula


CIRCUNCISÃO, O “X” DA QUESTÃO
A circuncisão separava os povos da terra, mas não colocava ninguém no céu.

Circuncisão corta o corpo, mas não amolece o coração.

Circuncisão demais vira amputação.

Os hebreus/judeus eram tão zelosos, tão zelosos, tão zelosos pela circuncisão que durante a caminhada no deserto esqueceram de circuncidar a geração que nasceu antes da entrada em Canaã (Js 5.5)

Circuncisão era, na verdade, uma defesa de interesses.


O MAL QUE FOI CORTADO PELA RAIZ
Paulo não deixou aquela raiz maligna entrar no coração da igreja. Ele cortou a raiz pela raiz.

Ele sabia que se aquele mal entrasse no coração da igreja, seria muito difícil sair.

Se não houver a exortação, o mal ficará alojado no coração e mentes. O estrago será inevitável.

O gato saia, um pouco, e os ratos faziam a festa, pelo menos tentavam.

Os judaizantes tinham medo (de Paulo), mas não tinham vergonha (na cara). Na presença do “cara” eles ficavam quietinhos.

Quando novos convertidos falamos alguma bobagem, por desconhecimento, mas ainda bem que somos corrigidos a tempo, corrigidos com amor.

Os novos convertidos quando chegam à igreja, com os rudimentos do mundo, devem ser ensinados com amor para que entendam que alguns ensinamentos anteriores não devem , não podem e não precisam ser aplicados mais em suas vidas.

Paulo sabia corrigir e ensinar com amor, a prova está em Fp 3.2 (fujam dos cães).


CIRCUNCISÃO – O QUE PODERIA SER PIOR?
O que poderia ser comparado à circuncisão, para soar tão mal aos nossos ouvidos tal como aconteceu com Paulo?

A “briga” seria feia tal como foi.

O problema não estava fora, estava dentro.

O que defendermos hoje com unhas e dentes? Hinos mais animados? Rock? Coreografia? Acampamentos? Louvorzão com jogo de luz?

Será que alguns gentios não foram até Paulo para reclamarem da circuncisão? “Ei Paulo, os judeus estão nos impondo algo que não é costume nosso e morremos de medo, nos ajude”.


PAULO, O CARA
Paulo poderia se gloriar na carne se desejasse, pois ele era o cara! Circuncidado ao oitavo dia, da tribo do primeiro rei, zeloso pela lei. Quem era como ele?

Mas se gloriar na carne? Na circuncisão? No zelo? Em algum artigo da lei? Em que parte da lei ele poderia se gloriar? Esterco (Fp 3.8).

Cuidado, pois nós mesmos podemos colocar em risco o nosso trabalho. Paulo alertou a igreja.

“O nosso pastor chamou um irmão de cão”! Ele está louco, surtado?

Lei da rebusca machadense: os grão caiam por terra e o sitiante pedia para os filhos recolherem e venderem. O dinheiro arrecadado ficaria com eles como uma espécie de pagamento. O pai pensava nos filhos.Por:

Ailton da Silva - Ano IV - caminhando para o ano V

sábado, 17 de agosto de 2013

"Em teu nome circuncidamos a muitos”. Salvação para os “foras da lei? IPFS - Igreja Pentecostal Filhos de Siquém

Não consigo imaginar homens com coragem para defender como doutrina essencial para salvação alguns pontos da Lei Mosaica, ou especificamente qualquer um dos seus ritos, festas, ou alguns dos duzentos e quarenta e oito (248[1]) mandamentos positivos (chamados de prescrições para uma vida saudável e agradável a Deus), ou pelo menos um dos trezentos e sessenta e cinco (365[2]) mandamentos negativos (conhecidos como proibições), para se evitar, digamos, a ira Divina.

A lei nunca teve por função, em nenhum momento da história, proporcionar salvação. O seu único objetivo sempre foi apontar o erro, o pecado e o distanciamento dos hebreus, além de regular suas vida social, política, religiosa e diplomática, uma vez que incluía a relação, atendimento e socorro aos estrangeiros. Diante de tudo isto ela alimentava a esperança e preparava o coração dos filhos de Abraão para o advento do tão esperado Messias. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal (BAP), em um de seus diagramas, descreve esta divisão e corrobora com a afirmação de que o objetivo da lei sera somente ampliar a visão e aguçar o desejo da vinda de Jesus:

“Lei cerimonial – Esse tipo de lei está especificamente relacionado à adoração de Israel (ver, por exemplo, Lv 1.1-3). Seu objetivo principal era apontar para Jesus Cristo. Portanto, ela não era mais necessária após sua morte e ressucrreição”.

“Lei civil – Esse tipo de lei regulava a vida cotididiana de Israel (ver Dt 24.10-11, por exemplo). Como a cultura e a sociedade daquela época eram radicalmente diferente do mundo moderno, algumas de suas diretrizes não podem ser especificamente obedecidos. Os princípios porém, a elas subjacentes devem guiar nossa conduta”.

“Lei moral – Esse tipo de lei e constituído pelos mandamentos diretos de Deus – por exemplo, os Dez Mandamentos (Ex 20.1-7). Ela exige uma rigorosa obediência e revela a natureza e a vontade divina. Anda se aplica a nós atualmente. Devemos obedecer a essa lei moral, não para alcançar a salvação (grifo meu), mas para viver de uma forma que seja agradável a Deus”. BAP (2003, p.1637).

Por isto que volto a afirmar que é impossível que apareçam homens associando mandamentos, ritos, festas, costumes ultrapassados à uma tão grande salvação (Hb 2.3). Seria muito pouco. E o que dizer então da presença obrigatória em festas anuais, comerciais, turísticas e das cansativas peregrinações às cidades históricas do Oriente Médio e algumas do Brasil, Europa, ai sim seria uma grande afronta ao grande sacrifício total e suficiente do Calvário. Talvez isto tenha dado origem ao conhecidíssimo provérbio popular: “será que joguei pedra na cruz”. Sim jogou e joga quando associa a salvação a estas mazelas humanas e religiosas.

1) AS FESTAS:
Cito abaixo alguns dos ritos, tradições, costumes, festas contidas na lei mosaica que nunca tiveram por objetivo, proproiconar salvação a Israel, na verdade a intenção de Deus era outra completamente diferente. A Bíblia de Aplicação Pessoal em sua nota de rodapé (Dt 16.16-17) apresenta as algumas obrigações religiosas dos israelitas:

“Três vezes por ano cada israelita deveria viajar a até a cidade designada como a capital religiosa de Israel. Após as festas cada participante era encorajado ir ao santuário e ofertar em proporção ao que Deus o abençoara”. BAP (2003, p.253).

Estas festas, previstas na lei mosaica, tinham por função exteriorizar o sentimento de gratidão, alegria e confiança dos hebreus em Deus, nada mais, em nenhum momento foram associadas ou consideradas como essenciais para salvação. Vejamos as características e finalidades de cada uma, conforme diagrama contido na Bíblia de Aplicação Pessoal (página 168):
  • Páscoa (Lv 23.5), um dia somente e para comemorarem a libertação do Egito e o livramento aos primogênitos de Israel, não tinha nada a ver com chocolates e coelhos;
  • Festa dos pães asmos (Lv 23.6-9), sete dias de festas para comemorarem a vida nova recebida no Egito, já que a velha vida havia ficado no Egito;
  • Festa das primícias (Lv 23.9-14), um dia para lembrarem as provisões de Deus;
  • Festa de Pentecostes ou colheita (Lv 23.15-22), um dia para demonstrarem alegria e gratidão e pelo inicio da colheita do trigo;
  • Festa da trombeta (Lv 23.23-25), um dia para expressarem a alegria e gratidão a Deus;
  • Dia da expiação (Lv 23.26-32), um dia para buscarem a restauração e comunhão com Deus;
  • Festa dos tabernáculos (Lv 23.33-43), sete dias para renovarem o compromisso com Deus e confiança em sua proteção, tal como houvera ocorrido com os pais no deserto após a saída do Egito.

Vejamos alguns outros preceitos, ritos, mandamentos contidos na lei que nunca garantiram e jamais terão peso salvífico, bem e muito diferente do Sangue de Jesus vertido na cruz:

2) LEI DO NAZIREADO:
Nunca vi ninguém associando este artigo mosaico à salvação, principalmente e unicamente no tocante aos homens. Tampouco não cabe, a limitação humana corporal, imaginarmos um super-homem, com cabelos caindo pelas costas e dono de uma imcomparavel força, capaz de dirigir rebanhos de salvos e se sentir, primeiramente salvo incondicional, álias salvo graças a sua cabelereira.

Muito menos concebo em minha mente um “doido varrido”, tomando por exemplo, a conduta de Sansão para adjetivar, rotular ou comparar sua santidade, religiosidade e equidade, já que este grande herói da fé (Hb 11.32), teve muito mais deslizes do que propriamente condutas irrepreensìvel. “[...] porque ela agrada os meus olhos” (Jz 14.3). Justamente o que mais primava, os olhos para ficar contemplando a beleza da mulher filistéia ou flisitina, foi justamente a sua primeira perda após a sua “queda repentina de cabelo”, que se iniciou no colo de outra filha dos filisteus. Álias ele vivia entre elas, enquanto o povo ficava órfão de um juiz. Seus erros são de grande valia e ensinamento para nós, crente hodiernos. Foi um grande nazireu de Deus.

A Bíblia de Aplicação Pessoal em sua nota de rodapé (Jz 13.5) assim descreve o voto do nazireu:

[...] a pessoa que fazia o voto de ser separado para o serviço de Deus. Os pais de Sansão fizeram o voto por ele. O voto nazireu era algumas vezes temporário, mas, no caso de Sansão, era para toda a vida. Como nazireu, ele não poderia cortar seu cabelo, tocar num cadaver ou beber qualquer coisa que contivesse álcool”. BAP (2003, p. 339).

3) LEI DO LEVIRATO:
Lembro-me o dia em que durante a aula de EBD, perguntei para as irmãs presentes se elas se sujeitaram à lei do Levirato (Dt 25.5-9). De imediato me espantei com a resposta e visível resistência delas, depois entendi. Como frisei acima, alguns pontos da lei mosaica não podem ser aplicados[3] nesta corrompida sociedade, um deles é o levirato, mas se fossem, em nada contribuiria para a salvação humana, apenas materializaria nossa boa conduta.

Na cultura hebraica, as viúvas tinham duas opções, ou retornavam à casa dos pais (Gn 38.11), uma representação do socorro de Deus ou poderiam permanecer na casa dos sogros, quando então elas se sujeitariam à lei do levirato (Rt 1.16), pela qual um irmão ou parente mais próximo do falecido a desposaria para dar continuidade ao nome do extinto. Nestes casos o filho desta nova relação seria considerado filho do marido anterior e assim a família continuaria unida e a herança permanecia entre eles.

4) LEI DA REBUSCA OU RESPIGA:
A lei previa o socorro às viúvas, pobres, órfãos e necessitados, através do ano do jubileu e sabático, do dizimo trienal e da rebusca ou respiga. Mas em nenhum momento isto garantia ou poderia proporcionar salvação aos ricos e poderosos da época, pois eles eram os maiores beneficiários da rebusca ou respiga, uma vez que viam nesta prática a benção para suas colheitas, a não ser que alguns não deixassem, como acontecem hoje. Duvido que sitiantes e fazendeiros não ordenam a seus empregados para recolherem todos os grãos, até mesmo os que teimarem em caírem por terra. Em Israel ninguém tinha coragem de fazer isto, era maldição na certa.

E o que dizer dos outros beneficiários. Eles ficavam rodeando as propriedades, não precisavam ser chamados, transportados ou avisados. Eles esperavam ansiosamente o primeiro sinal de inicio da colheita para andarem após os segadores para então se fartarem com o socorro de Deus. Às vezes era uma providência humana, que nos diga o interessadísismo[4] Boaz, que não tirou os olhos de Rute tão logo a conheceu. A Bíblia de Aplicação Pessoal em sua nota de rodapé (Lv 19.9-10) assim descreve a lei da rebusca ou respiga”.

“Esta era uma proteção para o pobre e o estrangeiro, e uma lembrança de que Deus era o Dono da terra; e seu povo era apenas o zelador. Leis como esta evidenciavam a generosidade e liberalidade de Deus. Como povo de Deus, os israelitas precisavam refletir, em ações e atitudes, a natureza e as características dEle. [...] Deus mandou que os hebreus cuidadessem dos necessitados. Ele ordneou que as espigas a beira dos campos não fossem colhidas, provendo assim alimentos para os pobres e viajantes”. BAP (2003, p. 162).

Até mesmo Jesus se aproveitou deste artigo da lei para saciar sua fome e a dos discípulos. Ele foi repreendido, não pela invasão, mas porque era sábado. Que loucura. Ele é dono daquelas terras, do sábado, da terra e do universo e da eternidade.

Ele permitiu que seus discípulos entrassem em uma propriedade particular para colher espigas (Mc 2.23), pois estavam famintos, estavam resguardados pela lei, o erro maior não foi deles, mas de Israel, que não recebeu e não deu as mínimas condições para que Jesus desenvolvesse seus ministério, na verdade, nem precisou, fique com suas riquezas.

5) LEI DA CIRCUNCISÃO – A TEMIDA PELOS GENTIOS:
Não creio que Jesus ouvirá naquele e grandioso dia: “Em teu nome praticamos inúmeras circuncisões, em teu nome operamos estes sinais”.

"Nem todo aquele que me diz: 'Senhor, Senhor' entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus vai entrar. Muitos me dirão naquele dia: 'Senhor, Senhor, não  profetizamos  em  teu nome, e em teu nome não expulsamos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?' E então eu lhes direi: 'Eu nunca sabia que você; Afasta de mim, você que praticam a iniquidade (Mt 7:21-23)”. MACATHUR (1939, capítulo 14)

Sinais para que? Para confirmação do pacto abraâmico? Sim. Para salvação, não! A Bíblia de Aplicação Pessoal em sua nota de rodapé (Js 5.2-3), assim define a circuncisão:

“O rito da circunciao marcou a posição de Israel como povo que possuia uma aliança com Deus. Quando o Senhor fez o pacto original com Abraao, exigiu que cada macho fosse circuncidado como sinal de desligamento da velha vida e o inicio de uma nova existência com Deus (Gn 17.13). Outras culturas daquele tempo usavam a circuncisão como um sinal do inicio da idade adulta, mas só Israel usou isto como uma prova de obediência a Deus. O homem seria circuncidado só uma vez”. BAP (2003, p.283)

Paulo estava muito preocupado com a incursão de judeus que não se rendiam a verdadeira conversão e possivelmente alguns gentios, que certamente não corriam ou que já estavam completamente envolvidos com a circuncisão. Estes tais teimavam em rodearem as igrejas para associarem esta incisão carnal à salvação.

“Tendo claramente estabelecida a verdade do evangelho, os escritores do Novo Testamento estão preocupados que as pessoas não se engane sobre a autenticidade de sua salvação. Assim, o Novo Testamento desafia constantemente crentes professos se examinar e se certificar de que sua fé é genuína. A preocupação com a autenticidade de salvação foi pela primeira vez no  Novo Testamento  pelo  precursor  do,  Messias  João  Batista.  Em  um movimento que parece chocante no nosso dia de "user-friendly" abordagens para apresentar o evangelho, João corajosamente enfrentou os falsos crentes de  sua  época:  "Quando  viu  muitos  fariseus  e  saduceus  que  vinham  ao batismo,  disse-lhes:  "Raça  de  víboras,  quem  vos  ensinou  a  fugir  da  ira vindoura? Portanto dar frutos dignos de arrependimento (Mt 3:7-8)”. MACATHUR (1939, capítulo 14)

Este foi o motivo da caminhada de Paulo e Barnabé até Jerusalém, saindo de Antioquia, a primeira e verdadeira igreja misisonaria (At 13.1-3). Paulo “bufava” indignado com o ataque dos judaizantes. Ele não se conformava. Não era mais preciso. Tudo havia sido abolido pela vinda, morte e ressurreição de Jesus.

Os judeus não convertidos de fato não compreendiam que a salvação estava ali a disposição no presente e não mais se baseava em ritos do passado, mas eles teimavam em descansar e depositar a esperança naquele evento que não tinha mais utilidade na igreja. Sacrifícios carnais para que? peregrinações para que? Pesos nas costas e flagelos para que?

“Infelizmente, apesar dos avisos claros das Escrituras, muitos são enganados sobre a sua verdadeira condição espiritual. Embora eles pensam que estão no caminho estreito que leva ao céu, eles são realmente no caminho largo que conduz ao inferno. Eles baseiam sua falsa segurança de salvação de uma série de provas que, na realidade não provam nada”. MACATHUR (1939, capítulo 14).

Mas até entendemos o medo de alguns, que por rejeitarem estes preceitos se consideravam “foras da lei”, realmente seria difícil se desvencilharem do passado, abraçarem uma nova fé, acreditarem que tudo já havia se cumprido Nele (Jesus). A aflição, o temor pelo aparecimento dos guardiãos da lei ou dos “quase templários”, era grande. De uma hora para outra poderia surgir a hoste inquisidora judaica com a sentença na ponta das línguas. 

Aos que pregavam a circuncisão com peso salvífico, Paulo chamou de cães, maus obreiros. Professores cães, que deviam ser ignorados, resistidos e combatidos:

“Paulo primeiro descreve os falsos mestres como cães. Ao contrário dos cães de estimação (kunarion) descritos em Mateus 15:26-27, Kuon (cães) refere-se aos catadores selvagens que assolaram  cidades antigas. Esses canalhas vagavam em bandos, alimentando-se de lixo (Ex. 22:31; 1 Reis 14:11; 16:4; 21:23-24) e,  ocasionalmente, atacar seres humanos. Foram desprezados, e "cão" era frequentemente usado como um termo depreciativo (cf. Dt 23:18; 1 Sm 17:43, 24:14; 2 Sam 9:8; 16:9; 2 Reis 8...: 13;. Sl 22:16). De fato, os judeus nos tempos bíblicos comumente chamado com desprezo para os gentios como cães. Surpreendentemente Paulo,  um  judeu,  chamou  a  estes  judeus cães falsos professores. Ele advertiu os filipenses a tomar cuidado com aqueles que chamam outros cães, mas na realidade são cães. A descrição do apóstolo é montagem. São cães imundos e sujos? Assim são os falsos mestres. São cães ferozes e perigosos, e devem ser evitados? Assim são os falsos mestres. Assim são todos aqueles que ensinam a salvação pelas obras”. MACATHUR (1939, capítulo 14).

Tudo bem que a circuncisão foi ao longo da história marca essencial para os judeus, para distinguí-los e mostrar toda a obediência a Deus, através do pacto abraamico e que deveria ser respeitada como sinal religioso, fato concreto aceitado até mesmo por Paulo, pois ele narrou toda sua história como judeu e testemunhou sua circuncisão ao oitavo dia e de declarou ter seguido todos os ritos da lei como um bom judeu que era.

Mas daí e a partir desta lacuna espiritual, obrigar novos convertidos gentios da igreja primitiva a praticarem e acreditarem, isto foi demais para o apóstolo missionário, fundador e zelador das igrejas. Ah! Se ele tivesse visto uma placa em seu tempo:

“IGREJA PENTECOSTAL FILHOS SE SIQUÉM”
Aqui a circuncisão é pela fé!
Aqui o fogo é puro, nunca se acaba! Aqui atemos fogo no rabo de raposas (Jz 15.4)

Mas não se esqueçam! Salvação é somente para os circuncidados. Obs: não existe limite ou número de salvos. Basta somente aderir à prática (circuncisão – Gn 34.22)

Pernas para que te quero! Jesus nunca perguntou aos discípulos, principalmente em uma das primeiras reuniões de obreiros (Mt 10.1-42), se todos foram circuncidados ao oitavo dia de vida. Queria ver um corajoso para circuncidar Sansão, já adulto, caso ele fosse um gentio. Ou então um “doido” para circuncidar um gentio ainda mais doido, um incircunciso chamado Golias, lá na faixa de Gaza.

Referências:
Bíblia de estudo aplicação pessoal - BAP (ARC). CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje (NTLH). Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

MACARTHUR, John. Novo Testamento. Comentários expositivos Filipenses. 1939.



[1] Representando o total de ossos humanos, segundo entendimento e tradição judaica.
[2] Representando cada dia do ano. Portanto o entendimento eraque os 248 ossos deveriam se empenhar durante os 365 dias do ano para não transgredirem os mandamentos negativos da Lei.
[3] Esistem mitas diferenças, rusgas, mágoas até mesmo entre os ditos “cunhados”
[4] Boaz ordenou aos seus empregados que deixassem cair tantos grãos fossem necessário a Rute e não deveriam ficar bravos com ela. Amor à primeira vista (Rt 2.16)

Por: Ailton da Silva - Ano IV - caminhando para o ano V