sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Uma vida cristã equilibrada. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4.8).

VERDADE PRÁTICA
A fim de termos uma vida cristã equilibrada e frutífera, precisamos ocupar a nossa mente com tudo àquilo que é agradável a Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Filipenses 4.5-9.
5 - Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.
6 - Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças.
7 - E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.
8 - Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
9 - O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco.

PROPOSTA DA LIÇÃO
          O “ter” anula o “ser”. Relacionamentos com vantagens;
          Maus pensamentos: frutos da inclinação para o mal;
          Sem medo, com coragem, sem ignorância e sabiamente;
          O verdadeiro crente tem compromisso com a verdade;
          O padrão de justiça deve nortear o nosso comportamento;
          “Tudo o que é puro”: inocência, singeleza, sinceridade;
          “Boa fama”: tudo o que é digno de louvor, elogio e graça;
          5 verbos: aprender, receber, ouvir, ver e fazer;
          Todo o ministro de Deus deve ser transparente.

INTRODUÇÃO
O Evangelho não apenas proporciona salvação à humanidade, mas também apresenta um conjunto de princípios e virtudes que acompanham aqueles cujas vidas foram transformadas. Estes valores não são meras prescrições ou exigências frias de um código de leis, mas são valores que transcendem a vida terrena e que não dependem de méritos humanos ou tampouco são frutos de nossas escolhas, haja vista que se fossem certamente seriam produtos da corrupção material e ou espiritual.

Como frisou o pastor Geraldo Carneiro Filho: “O que a pessoa permite que ocupe a sua mente, vai, mais cedo ou mais tarde, determinar as suas palavras e ações”. Paulo era conhecedor da influência que os pensamentos podem exercer sobre a carne, talvez por isto tenha, ele e Silas, dentro da prisão em Filipos, ocupado suas mentes com louvores e orações em vez de murmurações ou outra ação de origem maligna.

Quem sabe, inconscientemente, ele estava ensinando a igreja como se portar diante das adversidades. Naquele momento ele deve ter dito várias vezes: “sedes meus imitadores como eu sou de Cristo”. Ou conscientemente tenha pregado para todos os presos, apresentando as características de uma verdadeira vida cristã equilibrada, algo nunca visto até então, pois quem em sã consciência imaginaria um homem inocente, preso, com dores, humilhado, louvando e orando a Deus em vez de praguejar e murmurar? Suas palavras parecem soar em nossos ouvidos bem fortes: “pensem nestas coisas [...] e ponham em prática”.

A grande verdade é que o Evangelho é poderoso para mudar o caráter de uma pessoa e torná-la apta a tomar para si o “jugo suave” e o “fardo leve” de Cristo Jesus (Mt 11.30).

I. A EXCELÊNCIA DA MENTE CRISTÃ
1. NOSSOS PENSAMENTOS. 
O apóstolo quer mostrar que a experiência de salvação, em Cristo, produz uma mudança contínua em nossa forma de pensar, a fim de evitarmos as futilidades mundanas que ocupam a mente das pessoas sem Deus, por isto exortou sabiamente a igreja ao dizer: “seja isso o que ocupe o vosso pensamento”. O Evangelho tem este poder e o homem não tem como resistir, a menos que deseje para si o mal e a queda inevitável. Paulo exorta-nos a preenchermos a nossa mente com aquilo que gera vida e maturidade espiritual, pois “nós temos a mente de Cristo” (1 Co 2.16).

Aqui surge uma pergunta inevitável: “O que tem ocupado as nossas mentes no mundo de hoje?”. Infelizmente, deparamo-nos com uma geração atraída pela ideologia do consumismo e do materialismo, onde o ter é mais importante do que o ser. Tal postura anula o ser humano, e faz com que os relacionamentos sejam pensados em termos de vantagens, ou seja, se não houver algum benefício imediato, logo são descartados. Muitos querem os benefícios, mas não aceitam os custos. Esse comportamento nos aproxima do modo de vida mundano, e nos distância das coisas do Alto.

Nossos pensamentos, “o pai de nossas ações”, ou no mínimo, o fato gerador de nossas ações catastróficas, quase todas as vezes, não provem do alto, são terrenos, carnais, tendenciosos, por isto que Deus nos deixou bem claro que jamais poderiam ser colocados ou igualados ao Dele (Is 55.8).

2. PENSANDO NAS COISAS ETERNAS. 
Paulo tratou da questão do processo de pensar em outras de suas cartas e não somente na dirigida ao Filipenses (Rm 12.2; Cl 3.2). Pensar nas coisas que são de cima, por exemplo, não sugere que devamos viver uma espiritualidade irreal, e sim equilibrada, conjugando mente e coração a partir dos valores espirituais na vida terrena (cf. Jo 17.15,18; 1 Co 5.9,10).

Os maus pensamentos são frutos da inclinação humana para o mal, são falsos, desonestos, injustos, impuros, odiosos e de má fama. Daí a recomendação de que a nossa mente deve ocupar-se com a Palavra de Deus, com os princípios eternos do reino divino, “levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo” (2 Co 10.5).

Na prisão em Filipos havia muitos presos, que por estarem com as mentes vazias pensavam somente em fuga, explosões, vingança, nos parceiros, no resgate e em novos crimes, mas havia uma dupla que estava com a mente ocupada, pensando “nas coisas que são de cima”.

3. AGINDO SABIAMENTE. 
A sociedade atual é dominada por ideologias contrárias ao Evangelho e foi exatamente a este mundo que o Senhor Jesus nos enviou a fazer a sua obra (Jo 17.18; cf. Mt 28.19). Temos de atender o seu chamado:
  • Não com medo, mas com coragem;
  • Não com ignorância, mas sabiamente;
  • Não impondo uma verdade particular, mas expondo as verdades eternas.

À luz do exemplo de Jesus Cristo, sejamos sal da terra e luz do mundo tendo “luz na mente, mas fogo no coração”.

II. O QUE DEVE OCUPAR A MENTE DO CRISTÃO (4.8)
1. “TUDO O QUE É VERDADEIRO E HONESTO”. 
O apóstolo Paulo inicia a sua reflexão citando “tudo o que é verdadeiro”. Percebemos que a intenção do apóstolo é mostrar que a verdade, o autêntico, o que não se baseia em meras suposições se opõe ao falso.

Lamentavelmente, o espírito da mentira entrou até mesmo entre os crentes e vem produzindo grandes males. Difamações e rumores negativos acabam sendo comuns entre nós. E isso desagrada profundamente a Deus e não deveria acontecer, pois deveríamos pensar somente nas coisas boas, do alto, no prêmio da soberana vocação, nas mansões celestiais, na volta de Jesus e certamente diante destas incontestáveis verdades não há espaço para o que é falso e ilusório.

Quando o apóstolo dos gentios afirma que devemos pensar “em tudo o que é honesto”, de fato, está nos exortando a desenvolvermos uma conduta transparente e decorosa, digna de alguém que age bem à luz do dia (Rm 13.13). O mundo não pode ver em nós um comportamento que contradiga os conceitos éticos e bíblicos da verdade e da honestidade, pois isso é incoerente aos princípios cristãos. O verdadeiro crente tem um firme compromisso com a verdade. Ele não mente nem calunia seu irmão.

2. “TUDO O QUE É JUSTO”. 
De acordo com o Comentário Bíblico Pentecostal (CPAD), as coisas que são “justas” obedecem aos padrões de justiça de Deus para desenvolvermos uma relação positiva com os que nos rodeiam. O padrão de justiça divina deve nortear o nosso comportamento moral em relação a Deus e às pessoas. O verdadeiro cristão deve pautar a sua conduta pela defesa de tudo o que é justo (Mt 5.6), agindo contra tudo aquilo que promove injustiça e opressão.

3. “TUDO O QUE É PURO E AMÁVEL”. 
Pureza sugere inocência, singeleza ou sinceridade em relação a algo não contaminado ou poluído. Uma mente pura significa uma mente casta. A ideia de “ser puro” é defendia por Paulo na perspectiva de que as palavras, as ações e os pensamentos dos crentes de Filipos fossem francos e sinceros. “A pureza de pensamento deve ser cultivada como indispensável à obra de influenciar os outros”.

A fim de que toda impureza seja eliminada de sua vida, o crente deve dar lugar para que o Espírito Santo limpe continuamente o seu coração e consciência (Ef 5.3). Assim, estaremos prontos a desejar tudo o que promove o amor fraternal, o prazer de viver em união, bem diferente do indesejável e atualíssimo dissabor. Desse modo, “tudo o que é amável” é aquilo que edifica e não o que destrói o relacionamento entre irmãos.

4. “TUDO O QUE É DE BOA FAMA”. 
O sentido de “boa fama” é simples e objetivo, pois a expressão se refere ao cuidado que devemos ter com as palavras e ações em nosso dia a dia. Então, podemos afirmar que boa fama é tudo o que é digno de louvor, de elogio e graça. Algumas versões bíblicas traduzem a mesma expressão por bom nome. Tal se refere ao que uma pessoa é, pois possuir um bom nome é o mesmo que ter um bom caráter. Sem dúvidas, esta foi a imagem deixada por José nos corredores “do presídio egípcio”, o mesmo se aplica a Paulo em Filipos durante sua primeira estadia na cidade.

III. A CONDUTA DE PAULO COMO MODELO (4.9)
1. PAULO, UMA VIDA A SER IMITADA. 
Paulo utilizou cinco verbos que denotam ação: aprender, receber, ouvir, ver e fazer. Ele assim o fez para que os irmãos filipenses percebessem que poderiam viver as virtudes da Palavra de Deus, que segundo o escrito, foram vistas em sua vida. “Aprendestes, recebestes, ouvistes e principalmente vistes em mim, então o mesmo fazei”.

Ele, inclusive, assume um papel referencial a ser imitado. Paulo não tem a presunção de uma pessoa que se acha infalível, mas exorta aos filipenses a serem uma carta transparente e exposta a quem quisesse vê-la. Eles deveriam, pois, ser um modelo tanto aos crentes como aos descrentes.

Em Filipos, a situação parecia desesperadora, mas Paulo e Silas sabiam que poderia piorar, bastava uma murmuração, descontrole ou uma atitude contrária a vontade de Deus, por isto resolveram orar e adorar. Se tivessem agido como muito de nós hoje, certamente teria promovido, juntamente com a igreja super armada e equipada, uma grande rebelião e uma fuga em massa do presido. E o que seria do pobre carcereiro, teria se matado diante da cena ou seria morto pelos fujões. Graças a Deus que um dos primeiros “grupos de louvores” da igreja primitiva optaram pela adoração e oração e não pela murmuração.

Paulo assombrou o mundo com o seu comportamento na prisão em Filipos, tanto na entrada quanto na saída, pois não ofereceu resistência e acima de tudo tinha certeza que era o portador de boas novas e aquele lugar era o ideal para que propagasse a Palavra de consolo (cf At 13.15). Ele não fugiu quando teve a oportunidade e ganhou o carcereiro e família com este seu equilíbrio. O mesmo aconteceu com José que caminhou como um bom escravo vendido, trabalhou como um bom servo, teve um excelente comportamento na prisão e da mesma forma ganhou a confiança do carcereiro, por isto são dois grandes exemplos a serem imitados.

2. PAULO, EXEMPLO DE MINISTRO. 
Os obreiros do Senhor devem aprender com Paulo uma verdade pastoral: Todo ministro de Deus deve ser transparente. Assim como o Deus da graça chamou os fiéis da terra para serem irrepreensíveis, Ele igualmente nos chamou para administrarmos o seu rebanho com lisura, amor e muita boa vontade (1 Pe 5.2,3). Essas qualidades pastorais são indispensáveis na experiência ministerial dos líderes cristãos nos dias de hoje, os servos chamados por Deus para cuidarem e não para se sentirem donos do rebanho. Paulo fechava a porta para “os cães, falsos obreiros e os judaizantes”, mas abria a porta do crescimento, da cooperação, do compromisso e da “ajuda mútua”. O rebanho não era dele!

3. O DEUS DE PAZ. 
Se buscarmos tudo o que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável e de boa fama, teremos uma preciosa promessa: “E o Deus de paz será convosco”. A presença do “Deus de paz” descreve uma segurança inabalável para aqueles que confiam no seu nome.

Ele nos orienta, guarda e protege. Por isso, devemos experimentar da constante e doce presença do “Deus de paz”, e manter uma vida irrepreensível diante dEle, pois nas circunstâncias mais adversas lembraremos estas palavras: “E o Deus de paz será conosco”. Sejamos, pois imitadores de José e Paulo, que em assunto de alegria e fidelidade, em meio a adversidade, se mantiveram íntegros e fiéis.

CONCLUSÃO
Disse alguém, certa vez, que “o homem é aquilo que pensa”. Devemos, portanto, guardar a nossa mente de tudo quanto é vil, pernicioso, egocêntrico e imoral. Só desfrutaremos de uma vida cristã saudável e equilibrada se alimentarmos a nossa mente com tudo o que é do Alto. Por isso, leia continuamente a Palavra de Deus.

Apesar de a verdade, a honestidade, a pureza, a justiça, o amor e a boa fama parecerem estar fora de moda, e até ignorados por grande parte da sociedade, para o Altíssimo continuam a ser virtudes que autenticam os valores do seu Reino. E nós, os que cremos, somos chamados a vivê-las aqui e agora (Mt 5.13-16).

OBJETIVOS
1) Conscientizar-se sobre a excelência da mente cristã:
       Pensar nas coisas do alto. Espiritualidade real.

2) Compreender o que deve ocupar a mente do cristão:
       Tudo o que é verdadeiro, honesto, justo;
       Puro, amável e de boa fama.

3) Analisar a conduta de Paulo como modelo:
       Paulo e Silas nos ensinaram com seus comportamentos.

REFERÊNCIAS
BARBOSA, José Roberto A. Uma vida cristã equilibrada. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com.br/2013/09/licao-11.html. Acesso em 09 de setembro de 2013.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. Uma vida cristã equilibrada. Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com.br/2013/09/3-trimestre-de-2013-licao-n-11-15092013.html. Acesso em 12 de setembro de 2013.

Estudantes da Bíblia. Uma vida cristã equilibrada. Disponível em: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2013/2013-03-11.htm. Acesso em 09 de setembro de 2013.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Uma vida cristã equilibrada. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2013/09/aula-11-uma-vida-crista-equilibrada.html. Acesso em 09 de setembro de 2013.

Por: Ailton da Silva - Ano V

lição 11














Por: Ailton da Silva - Ano V

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

lição 11 - proposta

Por: Ailton da Silva - Ano V

Lição 10 - pós aula

AGIRÍAMOS DA MESMA FORMA?
Paulo na prisão escreveu sobre a alegria, o normal seria relatar seu sofrimento, ansiedade, angústia ou pedir para que a igreja o ajudasse a sair daquela situação, qualquer um de nós agiria desta forma.

Se os irmãos de José imaginassem que a vida deles mudaria a partir do momento que o sonho do irmão se cumprisse na integra, será que não teriam se prostrado antes? Agiríamos desta forma, somente para usufruirmos dos benefícios? A vida da família mudou de uma hora para outra, saíram da escassa Canaã e foram para o próspero Egito e para a melhor parte. Ah, se tivessem imaginado que tudo mudaria!

Que alegria é esta que não são todos que sentem? Dons espirituais, ministeriais, refrigério de alma e alegria vinda de Deus que proporciona paz, devem ser buscados, são valiosíssimos.


INTERIOR SEM FORÇA PARA INTERFERIR NO EXTERIOR
Paulo deve ter chorado na prisão, deve ter aparecido uma lacuna em sua fé, a tristeza pela solidão deve ter batido em sua porta, mas ele nunca deixou sentimentos internos transparecerem em sua vida para influenciarem sua fé. Era humano como qualquer um de nós. Quando percebia que algo estava errado certamente se lembrava: “minha graça te basta” e da “paz de Deus que excede todo o entendimento” e logo recuperava suas forças.

O mesmo acontece hoje nas igrejas: o povo chega e não quer saber o que aconteceu na vida do pastor, dos integrantes do grupo de louvor, etc. Eles querem Palavra e louvor bonito. 


EU ESTOU NO TRONO E ELES NA LONA – A PRIMEIRA CANETADA.
Os irmãos de José planejaram tanto mal e acabaram comendo nas mãos do irmão.

Um dia José acordou na fria prisão e ouviu alguém batendo em sua cela, chamando-o de prisioneiro, pela ultima vez, aproveitaram a oportunidade, pois no outro dia, teriam que chamá-lo de vice-faraó, de senhor.

Não “canetem” ninguém, deixem a misericórdia agir.


FARAÓ QUER FALAR COM VOCÊ
José não entendeu nada, pois não tinha advogado, os amigos eram ingratos, não se lembram mais dele, a família estava há quilômetros de distancia, quem estava ali para visitá-lo?

O importante não era com quem ele iria falar, mas sim quem queria falar com ele. Não era uma visita, uma audiência concedida, era uma convocação. Faraó desejava ardentemente falar com ele. SOCORRO JOSÉ!

Faraó quer falar com você e por isto serás transformado, vestes, cabelo e barba. Hoje você acordou na fria prisão, mas dormirá em um luxuoso quarto do palácio tomando decisão. Crês tú isto?

Quando José recebeu poder e autoridade das mãos de farão qual foi seu primeiro ato administrativo? A sua primeira decisão foi baseada no PASSADO ou no FUTURO?

Decisão baseada no passado traz o problema a tona. Ele volta. Passamos por ele como um foguete, mas certamente o encontraremos de novo, senão outro pior.

Decisão baseada no futuro leva em consideração o seguinte: o que posso fazer para proporcionar o melhor, o bom para as pessoas? José pensou isto.

José não “canetou” seus irmãos e bem que poderia, bastava assinar um “papel”, não precisava sequer se levantar do trono.

José tinha poder, autoridade e motivos para se vingar de seus irmãos, nós somente temos os motivos, poder e autoridade estão bem longe, mas porque não agíamos como José?

Vejam só: podemos até pensar desta forma, mas como o ensino de Deus chega antes da prática, certamente quando estivermos frente a frente com situação semelhante nos lembraremos de José, o que teve motivos, poder e autoridade. A tendência é aprendermos primeiro para colocarmos em prática depois.

José disse aos irmãos: “eu fui enviado antes de vós para cá para que vocês não morressem de fome”. Poderia ter dito de outra forma, tipo: “vocês são os culpados por todo o meu sofrimento, agora chegou a minha vez de cantar vingança”.


O PRIMEIRO OU O SEGUNDO, QUEM FOI O MELHOR?
Vide teoria da inversão, para entender minha colocação.

O melhor rei de Israel, respeitado e lembrado até hoje foi o segundo (2 Sm 2.8-11), desprezando toda a dor e ignorando o reinado de Ibosete.  Segundo a reinar em Israel foi Davi e foi muito melhor que o primeiro (1 Sm 15.28).


PAREM MULHERES PARA QUE A OBRA CONTINUE
Alexandre o latoeiro (2 tm 4.14) não teve o mesmo tratamento que Evódia e Sítique da parte de Paulo.

Em uma parte da carta aos filipenses, Paulo deixou de falar com a igreja para tratar pessoalmente com duas valorosas mulheres. Não desprezem elas.

Será que Evódia e Sítique pensaram em algum momento que tinham vindo da terra e para a terra tornariam. Paulo mandou um recado: “vocês vieram do pó, do pó, do pó, e para o pó tornarão. Vocês são pó e não terra”. Somos pó e não terra, ainda bem que não esquecemos disto.


GRUPO DE LOUVOR DA IGREJA DE FILIPOS
Louvem independente das circunstâncias, pois pessoas estão atentas ouvindo, vide louvor na prisão de Filipos, os integrantes do grupo estavam tristes, com dores, mas perceberam que os ouvintes se alegravam com os hinos, eles estavam sentindo a PRESENÇA DE DEUS.

A dor e a tristeza interior não se materializaram nos louvores de Paulo e Silas.


O QUE PODERIA SER PIOR
Para alguns cristãos primitivos a prisão era dolorida, pois ficavam limitados a um espaço pequeno para trabalharem na obra. Quanto a morte, ERA GANHO.        

Parece que ouço o desespero de Nero com os louvores dos cristãos no coliseu diante da morte? “Parem de cantar, parem de cantar, não entendo como podem cantar diante da morte” (Filme Quo Vadis).

Paulo não perdeu o controle, mesmo sabendo que muitos não dariam credito às suas cartas ou que não colocariam em praticas seus ensinamentos. Se tivesse dito: “estou cansado de escrever para pessoas desinteressadas que não dão valor e que não estão nem ai”.

Por: Ailton da Silva - Ano V

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A alegria dos salvos em Cristo. Plano de aula

TEXTO ÁUREO 
“Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos” (Fp 4.4).

VERDADE PRÁTICA
Em tempos trabalhosos e difíceis, somente a alegria do Senhor pode apaziguar a nossa alma.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Filipenses 4.1-7.
1 - Portanto, meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa, estai assim firmes no Senhor, amados.
2 - Rogo a Evódia e rogo a Síntique que sintam o mesmo no Senhor.
3 - E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida.
4 - Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos.
5 - Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.
6 - Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças.
7 - E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.

PROPOSTA DA LIÇÃO
          Paulo manifestou seu amor e carinho pelos filipenses;
          Duas mulheres perturbavam a comunhão da igreja;
          Nossa verdadeira cidadania vem do céu;
          Os filipenses estavam expostos a falsos mestres;
          Jesus é a fonte da alegria cristã;
          Paulo recomendou equidade, pois perto está o Senhor;
          A alegria do Senhor gera equidade e desfaz a ansiedade;
          A paz de Deus acalma o coração perturbado;
          Paz de Deus: uma muro em torno de uma casa.

INTRODUÇÃO
Alegria, regozijo e contentamento são expressões comuns ao longo da Epístola de Paulo aos Filipenses. Paradoxalmente, elas revelam o coração do apóstolo na prisão de Roma. Paulo não se desesperou com o seu cativeiro, mas alegrou-se no Senhor. Ele sabia que estava nas mãos de Deus e contentava-se com as notícias de que a igreja de Filipos, fruto do seu árduo ministério, caminhava muito bem. Ele sabia muito bem como reportar-se a os filipenses: “Portanto, meus AMADOS e mui QUERIDOS irmãos, minha ALEGRIA e COROA, estai assim firmes no Senhor, AMADOS” (Fp 4.1). Ele sabia muito bem como animá-los: “Vocês lembram das VARADAS que recebi por causa de vós?” (At 16.22).

O apóstolo não deixou se abater com as tribulações do seu ministério, pois nelas, ele via a providência amorosa do Altíssimo. Em sua carta ao filipenses, Paulo demonstrou toda a sua preocupação e buscou conscientizar a igreja quanto a necessidade da existência do mesmo sentimento neles.

Ele esperava a mesma reação da igreja, pois suas recomendações finais visavam animar os filipenses para que sentissem a mesma alegria que sentia, mesmo em prisões. Ele o considerava “como a alegria e coroa do seu ministério”. Afinal custou algumas boas e edificantes varadas (At 16.22). O que poderia ser para ele motivo de muita tristeza era na verdade, “um motivo de muita alegria”, (coisas de crente). O pastor apanhou na fundação da igreja e esta por sua vez o apoiou em sua missão.

Sua alegria era pelas almas que via saindo das garras do Maligno, a mesma vista no céu, pela conversão dos pecadores. A igreja, para morar no céu, deverá se alegrar na terra, mas para isto ela deveria cumprir sua missão, apresentar o Evangelho.

I. EXORTAÇÃO À ALEGRIA E FIRMEZA DA FÉ (4.1-3)
1. A ALEGRIA DE PAULO. 
Paulo afirma aos filipenses que eles são sua “alegria e coroa” e aconselha-os a continuarem firmes no Senhor (v.1), independente das circunstâncias serem ou não favoráveis, aliás, ele era mestre neste assunto, pois estava em prisão e mesmo assim não se abatia. A igreja deveria sentir a mesma alegria que ele sentia por estar servindo a Jesus e por ver o resultado de seu trabalho, via Epafrodito e Timóteo, obreiros enviados e que certamente lhe arrancavam lágrimas com noticias boas de Filipos.

Se as prisões não abalavam Paulo, muitos menos os problemas de ordem relacional constatados em Filipos, comum em meio a congregação de homens carnais. Isto poderia ser resolvido com algumas recomendações e conselhos através da Palavra. O que, as vezes, tirava a tranquilidade do apóstolo era os constantes ataques dos falsos obreiros com seus ensinamentos distorcidos e nocivos a fé cristã, mas da mesma forma, seriam eles facilmente vencidos pela exposição e ensino da Palavra.

A permanência dos filipenses em Cristo bastava para encher o coração do apóstolo de alegria. Por isso, ele manifestou o seu orgulho e os mais íntimos sentimentos de amor e carinho para com os irmãos de Filipos.

Não havia sido em vão sua corrida, que teve largada justamente naquele dia, da despedida em Antioquia, quando foram separados e enviados pela igreja para a primeira viagem missionária (At 13.3). Ele sabia também que o primeiro susto (At 14.19) não havia sido capaz de desanimá-lo, tampouco segundo, aquelas doidas varadas em Filipos (At 16.22), aquilo tudo foi um afago, estimulo, um empurrãozinho e uma pitada do amor dos futuros novos convertidos filipenses, que estavam entre aquela multidão e que certamente estavam congregados, se tornando o ponto de apoio para o ministério de Paulo (Fp 1.5).

2. A ALEGRIA NAS RELAÇÕES FRATERNAS. 
Nem tudo, porém, era maravilhoso e perfeito na igreja de Filipos. Ali, estava ocorrendo um grande problema de relacionamento entre duas importantes mulheres que cooperaram na implantação da igreja filipense: Evódia e Síntique (v.2). Esse problema estava perturbando a comunhão da igreja e expondo a saúde espiritual do rebanho. 

A fim de resolver a questão, Paulo se dirige a um obreiro local (Timóteo ou Tito, não sabemos) que, com Clemente e os demais cooperadores, foram orientados a restabelecerem o relacionamento harmônico e fraterno entre Evódia e Síntique. Ele poderia não ter demonstrado tanta preocupação, afinal, nada mais lógico e atual que houvesse ou que haja problemas de ordem relacional, mas ele mostrou que reconhecia o trabalho e a importância daquelas mulheres e que acima de tudo confiava na intervenção de seus obreiros locais para colocarem um ponto final em toda aquela situação. O conselho paulino foi: “falem para estas mulheres construírem pontes e não cavarem abismos”.

Como verdadeiro pastor, o apóstolo tratou as duas mulheres com o devido cuidado e respeito, pois as tinha em grande estima pelo fato de ambas terem contribuído muito para o seu apostolado. Ele não desprezou os préstimos delas no tocante ao trabalho.

3. A ALEGRIA DE TER OS NOMES ESCRITOS NO LIVRO DA VIDA. 
O versículo 3 demonstra algo muito precioso para o cristão: a alegria de ter o nome escrito no livro da vida, que simboliza “o conhecimento que Deus tem daqueles que lhe pertencem (cf Lc 10:17-20; 12:8,9; Hb 12:22,23; Ap 3:5; 20:11-15)”. Paulo menciona tal certeza, objetivando reafirmar a felicidade e a glória de se pertencer exclusivamente ao Reino de Deus. 

Os filipenses tinham cidadania romana porque eram originários de uma colônia do império, mas quando o apóstolo escreve sobre cidadania refere-se a uma muito mais importante que a de Roma. Nossa verdadeira cidadania vem do céu, e o “mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16).

II. A ALEGRIA DIVINA SUSTENTA A VIDA CRISTÃ (4.4,5)
1. ALEGRIA PERMANENTE NO SENHOR. 
A versão bíblica ARC emprega a palavra “regozijar” no lugar de “alegria” (v.4). O que é regozijar-se? É alegrar-se plenamente. A declaração paulina afirma que a fonte da alegria cristã é o Senhor Jesus, que promoveu a nossa reconciliação com Deus (Rm 5.1,11). Através dEle somos estimulados a permanecer firmes na fé (Rm 5.2).

É a presença viva do Espírito Santo em nós que produz essa certeza (Jo 16.7; Rm 14.17; 15.13). Nada neste mundo é capaz de superar as vicissitudes da vida como a alegria produzida em nosso coração pelo Senhor (Tg 1.2-4; Rm 5.3).

O apóstolo sabia da batalha que os filipenses enfrentavam contra os falsos mestres. Estes fomentavam heresias capazes de criar dúvidas quanto à fé. E, por isso, Paulo imperativamente reitera aos filipenses: “Regozijai-vos sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos”. Ele nos ensinou uma lição importante: “as nossas atitudes interiores não tem que refletir as nossas circunstâncias exteriores”.

2. UMA ALEGRIA CUJA FONTE É CRISTO. 
A alegria cristã tem como fonte a pessoa bendita do Senhor Jesus. É por isso que, mesmo em meio às adversidades sofridas em Filipos, o apóstolo teve grandes experiências de alegrias espirituais (At 16; cf. 1 Ts 2.2). Isso só foi possível pelo fato de ele conhecer pessoalmente Jesus de Nazaré.

Quando o apóstolo foi confrontado interiormente e pediu a Deus para que fosse tirado o “espinho de sua carne”, o Senhor lhe respondeu: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Co 12.9a). Após esse episódio, Paulo então pôde afirmar: “De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo” (2 Co 12.9b).

3. UMA ALEGRIA QUE PRODUZ MODERAÇÃO. 
O texto bíblico recomenda que a nossa “equidade [deve ser] notória a todos os homens”, pois “perto está o Senhor” (v.5). Na versão ARA, o termo “equidade” é traduzido como “moderação”. Ambas as palavras são sinônimas porque dizem respeito à amabilidade, benignidade e brandura. Levando em conta o contexto de Filipenses, os termos referem-se à pessoa que nunca usa de retaliação quando é provada ou ameaçada por causa de sua fé.

O apóstolo Paulo espera dos filipenses autocontrole e não um comportamento explosivo, próprio de pessoas destemperadas ou sem domínio próprio. 

Ele assim o faz, por saber que, aquele que tem a alegria do Senhor no coração, possui uma disposição amável e honesta para com outras pessoas, particularmente em relação àquelas inamistosas e más. William Barcklay escreve que “o homem que tem moderação é aquele que sabe quando não deve aplicar a letra estrita da lei, quando deve deixar a justiça e introduzir a misericórdia”.

III. A SINGULARIDADE DA PAZ DE DEUS (4.6,7)
1. A ALEGRIA DESFAZ A ANSIEDADE E PRODUZ A PAZ. 
Além de gerar equidade, a alegria do Senhor desfaz a ansiedade, pois esta é contrária a confiança que afirmamos ter em Deus. Nada pode tirar a nossa paz, perturbando-nos a mente e o coração. As nossas petições devem ser feitas humildemente, com ação de graças em reconhecimento à misericórdia do Senhor (v.6), ao mesmo tempo em que confiamos na providência do Pai Celeste.

Em nenhum momento Paulo se deixou vencer pelo desespero ou muito menos se mostrou ansioso pela sua situação, aliás, em sua prisão ele confiava e olhava para Deus, jamais fez menção dos seus problemas como fim de carreira. Tal como José, no Egito, que nas mesmas condições não se abalou, desesperou ou tampouco sucumbiu diante de um problema que parecia não permitir soluções. Os dois personagens, que não estavam em um paraíso, não tomaram decisões precipitadas de forma a colocar em risco o caráter, fé e trajetória.

A alegria de Paulo era pela permanência da fé dos filipenses, pela liberdade que lhes permitiam expressar toda a satisfação por estarem servindo a Jesus. Em nenhum momento desejou ardentemente sair, fugir ou ser retirado com mão forte daquela prisão, para junto com a igreja se alegrar ainda mais.

Situação bem diferente dos dias atuais, quando muitos oram pedindo a Deus terremoto capaz de destruir paredes, abrir buracos para eles saírem de suas ditas prisões, mas tão desejosos e afoitos se esquecem que nenhum prisioneiro fugiu quando sentiu o terremoto e quando viram as portas abertas na prisão de Filipos. Se os criminosos não fugiram, e olha que muitos ansiavam pela liberdade, por que então crente faria proveito da situação? O tremor na terra serviu para mexer na estrutura, no alicerce da prisão e não nas paredes.

Quantos trabalhadores não ansiavam pelo final de semana, por uma boa noite de sono, por promoções, feriados e pelo “glorioso” 5º dia útil do mês? Quantos alunos não anseiam pela aprovação ao final do ano, pelas férias escolares, por aulas vagas, por boas notas e pelo “glorioso” último dia letivo. Na contra mão de tudo isto estamos nós satisfeitos com Jesus, com a salvação, com o perdão dos pecados, com a proteção e provisões de Deus em nossas vidas e principalmente, estamos desejosos pelo grande e glorioso dia da reunião solene nos ares com o Senhor. Os trabalhadores na luta diária, os alunos nas escolas, os crentes perseverando, mas existe uma classe de pessoas que não fazem nada e que, por conseguinte, não esperam, pois estão desesperançosos, desmotivados, vitimados pela insônia, tedio.

2. UMA PAZ QUE EXCEDE TODO O ENTENDIMENTO. 
No versículo 7, o apóstolo fala acerca da “paz de Deus, que excede todo o entendimento”. Ficando claro que a alegria e a paz são recíprocas entre si. Não há alegria sem paz interior. Esta é decorrência daquela. Essa paz vem do próprio Jesus: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá” (Jo 14.27). Se a igreja em Filipos atentasse para as recomendações paulinas, certamente seriam cheios da paz de Deus.

Em síntese, a paz de Deus transcende qualquer compreensão humana, pois não há como discuti-la filosófica ou psicologicamente. Há casos em que somente a paz de Deus acalma os corações perturbados. É a paz divina que excede, ultrapassa ou transcende a todo o entendimento, pois não depende das circunstâncias.

3. UMA PAZ QUE GUARDA O CORAÇÃO E OS SENTIMENTOS DO CRENTE. 
Ainda no versículo 7, lemos que essa paz, dada por Cristo, “guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus”. O texto fala de “coração e sentimento”, cidadelas dos pensamentos e das emoções que experimentamos no cotidiano.

A paz de Deus é uma espécie de muro em torno de uma casa, objetivando protegê-la dos perigos externos. Ela torna-se um guarda fiel para o crente. Que saibamos, em Cristo, ouvir o belo conselho do sábio: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida” (Pv 4.23).

CONCLUSÃO
A Carta aos Filipenses, em sua completude, destaca a alegria do Senhor como uma virtude de sustentação da vida cristã. Não se trata de alegria passageira ou meramente emocional. A alegria do Senhor alimenta a nossa alma e produz paz e segurança, porque essa “paz é como uma sentinela celestial” que nos guarda do mal. Ora, a alegria também é “fruto do Espírito” (Gl 5.22), pois a presença dela em nós produz uma vida interior que supera todas as nossas vicissitudes.

OBJETIVOS
1) Exortar a respeito da alegria e firmeza da fé:
        Se as prisões não abalaram, o que poderia abalar?

2) Compreender que a alegria divina sustenta a vida cristã:
       “A minha graça te basta ... de boa vontade” – suportarei.

3) Conscientizar-se sobre a singularidade da paz de Deus:
       Paz, dada por Cristo, guarda os corações e sentimentos.

REFERÊNCIAS
BARBOSA, José Roberto A. A alegria do salvo em Cristo. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com.br/2013/09/licao-10.html. Acesso em 02 de setembro de 2013.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. A alegria do salvo em Cristo. Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com.br/2013/09/3-trimestre-de-2013-licao-n-10-08092013.html. Acesso em 04 de setembro de 2013.

Estudantes da Bíblia. A alegria do salvo em Cristo. Disponível em: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2013/2013-03-10.htm. Acesso em 02 de setembro de 2013.

LOURENÇO, Luciano de Paula. A alegria do salvo em Cristo. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2013/09/aula-10-alegria-do-salvo-em-cristo.html. Acesso em 02 de setembro de 2013.

Por: Ailton da Silva - Ano V

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Ano V

Ano 5 - em setembro comemoro o quinto ano de atividade, quanto aprendizado a tecnologia nos proporciona, basta saber usar e Deus certamente será glorificado.

Por: Ailton da Silva - Ano V

Algumas verdades - autor desconhecido

Não entre no templo durante a oração, leitura bíblica ou solo vocal.

Não mude de um lugar para o outro depois de já ter se assentado.

Não se assente na extremidade de um banco desocupado de maneira a impedir a passagem dos outros.

Ao entrar no templo tome lugar reverentemente e espere o início do culto, silenciosamente e em oração.

Não fale durante o culto sobre pretexto algum.

Não leia revista, jornal ou faça qualquer outra leitura durante o culto.

Participe dos cânticos, louvando ao Senhor com expressão.

Não desvie sua atenção durante a mensagem pregada.

Preste toda atenção às mensagens que Deus entrega no culto.

Evite sair do templo durante o culto e ficar a porta da igreja conversando. Se você deseja conversar, faça-o depois do culto.

Tenha controle sobre seu filho, não o deixando sair, a não ser por absoluta necessidade. Faça-o, porém, através de um acompanhante, que deverá evitar passar pelo público.

Participe do culto orando intimamente pelas partes e pelos ouvintes para que tudo seja feito de acordo com a vontade de Deus.

Durante o apelo do pregador aos visitantes, ore em favor deles, ajudando-os prudentemente na decisão.

Terminado o culto, retire-se em silêncio e, à porta, cumprimente cortesmente os visitantes, convidando-os a voltarem.       

Por: Ailton da Silva - Ano IV - caminhando para o ano V

Tessalonicenses - informações essenciais

PROPÓSITO:
Fortalecer a fé dos cristãos tessalonicenses e transmiti-lhes a certeza da volta de Cristo.

AUTOR:
Paulo.

DESTINATÁRIOS:
A igreja em Tessalônica e os cristãos de todo o mundo.

DATA:
Aproximadamente 51 d.C., e redigida em Corinto. Uma das primeiras cartas de Paulo.

PANORAMA:
A igreja de Tessalônica era muito jovem, tendo sido estabelecida apenas dois ou três anos antes de esta carta ser escrita. Os cristãos tessalonicenses precisavam amadurecer em sua fé. Também havia um mal-entendido com relação a segunda vinda de Cristo pois alguns pensavam que Ele retornaria imediatamente, e deste modo ficaram confusos quando seus entes queridos morreram. Os cristãos dessa igreja esperavam que Cristo retornasse antes de eles morrerem. Além dessa confusão toda, eles também estavam sendo perseguidos.

VERSÍCULO CHAVE:
“Porque se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele” (4.14)

PESSOA CHAVE:
Paulo, Timóteo e Silas.

LUGAR CHAVE:
Tessalônica.

CARACTERÍSTICAS PARTICULARES:
Paulo recebeu de Timóteo um relatório favorável sobre os tessalonicenses. Porém escreveu esta carta para corrigir as concepções erradas dessa igreja sobre a ressurreição e a segunda vinda de Cristo.

Informações extraídas da seção “Informações essenciais” – Bíblia de Estudo Aplicação PessoalPor: Ailton da Silva - Ano IV - caminhando para o ano V

Pré-aula_Lição 10: A alegria do salvo em Cristo



Por: Ailton da Silva - Ano IV - caminhando para o ano V

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Proposta: lição 10

Por: Ailton da Silva - Ano IV - caminhando para o ano V

lição 9 - pós aula

AULA 1 - Vila Fernandes (manhã)
AMIGOS X INIMIGOS DA CRUZ
Os amigos da cruz de Cristo foram aparecendo aos poucos, 11, 120, 3000, 5000 e depois milhares nos confins da terra.

Os inimigos já existiam, mas não se revelaram de imediato, esperaram o momento certo. Ficaram decepcionados quando viram a cruz e o túmulo vazios. Então entenderam que havia chegado o momento de lutarem contra ELE.

Promessa para os amigos da cruz: cidade que está no céu.

A nossa cidade está no céu, a deles está na terra. A esperança por terras melhores nos motiva. A esperança por terras temporais motiva eles a desejarem a cidade terrena.


OS BONS EXEMPLOS
Mostre-nos um bom exemplo e lhe mostraremos um homem morto (pelo menos condenado).

Devemos imitar os bons exemplos, segundo Paulo existiam muitos bons exemplos naquela igreja.

Podemos ser bons exemplos hoje, mas não podemos garantir o mesmo no dia de amanhã.

Se o bom exemplo fosse morto, alguém teria coragem de levantar como futuro exemplo para a igreja?

Se um cabo de vassoura é capaz de fazer muita gente correr, imagine uma espada afiada. A igreja primitiva enfrentava confiante toda e qualquer perseguição, pois tinha bons exemplos entre eles. E hoje?


SEDES MEUS IMITADORES: ESQUEÇAM E COMBATAM
Paulo teve de esquecer os rudimentos da Lei, para depois de alguns anos, combatê-los ferozmente. Nós esquecemos de tanto no momento da conversão, quanto deixamos para trás, mas quanto não estamos combatendo hoje? Esquecemos sim, mas não estamos combatendo como deveríamos.

A coragem dos hipócritas: “sede meu imitadores”, façam como eu, dizimem como eu, ofertem como eu, orem como eu, sejam pontuais como eu, preguem como eu, cantem como eu, ensinem como eu, etc”.


DUALISMO: BEM E MAL. EU CONHEÇO E O RESTO QUE SE EXPLODA
Estamos preocupados com a conduta da igreja? Estamos nos preocupando com os erros uns dos outros? Ou estamos como alguns que se preservam, fogem da aparecia do mal, aparentam uma exterior santidade, mas que em nenhum momento se preocupam ou cobram de seu rebanho a mesma atitude?

Era algo do tipo: “eu estou bem, o resto que se exploda” – dualismo platônico. Eu sei o que é bem e mal e isto importa, sou integrante do clero, devemos manter minha vida no altar e os leigos que se virem. Devemos sim nos preocupar uns com os outros, é função nossa sim, os “glória e primos” que nos perdoem (Gl 6.1).


AULA 2 - subsede (18:30 horas)
Os inimigos da cruz já existiam bem antes da vinda de Jesus. Não tiveram coragem de manifestar antes. Esperaram para verem o que aconteceria. Imaginavam que Jesus fosse somente mais um fanfarrão.

Mesmo porque Jesus não chegou “chutando o pau da barraca”, não chegou confrontando ou intimidando, pois sua intenção primeira era resgatar os perdidos da casa de Israel. “Aprendei de mim, que sou manso e humilde. Vinde a mim todos os cansados e oprimidos, etc”.

Barbaridade: “Jesus desceu do céu, deu uma paradinha no meio do caminho, distribuiu seu poder aos seres intermediários “galácticos”, e quando chegou à terra estava esvaziado, por isto foi morto facilmente, tal como uma ovelhinha é levada ao matadouro”.

Jesus veio a terra (Jo 3.13), mas não repartiu seu poder e glória com ninguém. Chegou esvaziado a terra, pois Ele se esvaziou (Fp 2.5-8), na assunção retomou sua Glória diante dos boaquiabertos discípulos. O abraço do Pai (nuvem que o ocultou) confirmou toda esta trajetória.

Jesus teve corpo físico sim, venceu as leis da natureza, por Ele mesmo criadas e sujeitas (Fp 3.21). Ele sabe muito bem o que passamos e porque choramos.

Congregar na unidade é fácil, o difícil é congregar na diversidade. Igreja é diversidade (pensamentos, conceitos, defesa, atitudes, sentimentos, etc).

O mundo, dito conhecido e helenizado, ficou em polvorosa diante do Cristianismo, que revolução para época?

Os filósofos não se conformavam com a perda e com a inferioridade, pois o Cristianismo era e é muito superior, muito mais humano e é um “tremendo” facilitador no que tange a salvação.

Se Abraão tivesse dito “não” para Deus? Se ele tivesse preferido ficar com sua família e terras, certamente se arrependeria um dia. E neste caso Deus teria levantado outro homem ou então uma ‘pedra”, eu disse pedra e não Pedro.

Gnosticismo, a parasita que se agarrou ao Cristianismo. Eles ficavam ao redor esperando a brecha, que fatalmente a igreja daria

Por: Ailton da Silva - Ano IV - caminhando para o ano V