sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Será?



Minha família é pequena mas não está passando necessidades. Vou atrás de um cordeiro barato, não preciso da ajuda de nenhum vizinho para comemorar a Páscoa, depois ele vai ficar falando a vida toda que dividiu comigo. Vou pedir ajuda para algum sacerdote ou levita, mas não sento na mesa com ele.

O cordeiro que o FULANO separou não é perfeito, tem mancha, tem defeito, vou correndo contar para o sacerdote ou para o primeiro levita que e encontrar. Ele devia ter vergonha de oferecer um cordeiro doente, manchado, impuro. VOU CORRENDO CONTAR. Ainda bem que percebi a tempo.


Por: Ailton da Silva - Ano V

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

1º Culto de jovens do reunificado setor 5

Sábado, 25 de janeiro, estaremos em um grande festa em nossa igreja, Assembléia de Deus (Belém), setor 5, Álvares Machado-SP, pois será o dia do nosso 1º culto de jovens do setor após a reunificação dos setores (5 e 42). Participação de todas as 10 congregações da cidade.

Pregação: William Tombolo
Tema: "... todos foram cheios e todos serão"
louvor oficial: Atos 2 (congregações Maria de Lourdes)
Cooperação especial: jovens do Espigão (distrito de Regente Feijó)



Por: Ailton da Silva - Ano V

Lição 4 - proposta

Por: Ailton da Silva - Ano V

lição 3 - pós aula

3 -
Se os hebreus aceitassem a quarta proposta de Faraó, o que eles sacrificariam no deserto? Eles mesmos? Sacrifícios humanos? Algum infiel que encontrasse pela frente?
Os filhos de Isaque não poderiam se portar desta forma.

Faraó gostou de ver tantas rãs em seu território? Ele pediu para que Moisés orasse pelo fim da praga somente no outro dia (amanhã). “Tá ruim, mas tá bom”?

Os magos não tiveram tempo para copiarem a praga das úlceras, ou eles se lamentavam pela enfermidade ou se esforçavam para praticarem suas magias. Eles escolheram a primeira opção.

Os hebreus estavam sofrendo no Egito, mas no fundo eles gostavam de lá. Duvido que não forçaram Moisés a aceitar a primeira proposta (pelo menos alguns).

O Egito era mais sedutor, vistoso e alegre que o deserto. Isto ninguém tinha e tem dúvida, mas duvido que pode nos proporcionar a mesma alegria e recompensa? Sodomo e Gomorra, um dia foram tão lindas aos olhos de Ló, mas depois...

No Egito eles clamaram por socorro e no deserto eles murmuraram. Quando deviam murmurar eles clamaram e quando deviam clamar eles preferiam murmurar, vai entender este povo.

Segunda proposta – como  tempo eles enjuariam do deserto e voltariam para o Egito, pois estavam ali mesmo pertinho, bastava um passinho.

Os patrões alimentam bem seus funcionários? Por estes refeitórios pelo mundo afora eles estão contentes com o que está sendo servido? Duvido que no Egito os hebreus comiam bem, duvido.

Decisão de Faraó no Egito:
- saiam os pais (novos e idosos) e os adultos solteiros.
- fiquem os jovens, crianças e mulheres.

Decisão de Nabucodonosor quando tomou e arrasou Jerusalém:
- fiquem os idosos e doentes;
- saiam os jovens.

11ª praga – seria possível acontecer? Bastava Faraó fazer por onde. Deus explodiria a nação toda. Seria varrida do mapa e da história.

Por: Ailton da Silva - Ano V

domingo, 19 de janeiro de 2014

Pragas para o Egito x bênçãos para Israel


1) Água
Para o Egito – se transformaram em sangue
Para Israel – tornaram-se doces e brotaram da rocha

2) Rãs x Maná
Para o Egito – brotaram da terra (rãs)
Para Israel – caiu do céu (maná)

3) Pó da terra x água no deserto
Para o Egito – o pó se transformou em insetos
Para Israel – as águas se abriram e se transformaram em uma estrada seca (sem lama).

4) Moscas x vizinhos inimigos
Para o Egito – enxames e zumbido de moscas
Para Israel: silêncio dos seus inimigos, ficaram afastados (filisteus, amonitas, moabitas, amalequitas, etc), poucos se atreveram.

5) Morte do gado x jantar especial
Egito – fome por um bom período
Israel – surgimento de codornizes no horizonte (pedido especial atendido, cortesia da casa).

6) Úlceras x serpente de bronze
Egito – as cinzas se transformaram em doenças
Israel – o povo era curado de picada de serpentes venenosas do deserto.

7) Tempestade e chuvas de pedra x nuvem
No Egito – destruição total
Para Israel: nuvem que protegia do sol durante o dia.

8) Gafanhotos x filisteus
No Egito – nuvens de gafanhotos
Para Israel – sossego e tranquilidade, foram desviados dos gafanhotos filisteus.

9) Trevas x coluna de fogo
No Egito – 3 dias de trevas
Para Israel – toda a caminhada com iluminação publica.

10) Morte do primogênitos x nova geração
No Egito – os insubstituíveis (para eles) morreram
Israel: nasceu uma nova geração. A que entrou em Canaã, juntamente com Josué e Calebe.

Por: Ailton da Silva - Ano V

Prejuízos comerciais e naturais das pragas


Caso as pragas fossem hoje, elas trariam sérias consequências para o Egito:

1) Água transformada em sangue:
  • Prejuízos para os pescadores
  • Aumento do preço do pescado
  • Necessidade de investimentos público para descontaminação do rio.

2) Rãs:
  • Alteração brusca na cadeia alimentar dos animais;
  • Queda do preço da carne de rã (aumento na oferta);
  • Aumento do desespero feminino.

3) Piolho:
  • Falta dos produtos Neocid e Baygon;
  • Procura desesperada por shampoo anti-piolho;

4) Moscas
  • Proliferação de doenças;
  • Aumento da procura por inseticidas;
  • Intoxicação humana;
  • Incalculave prejuízo material.

5) Morte dos animais:
  • Alta do preço da carne;
  • Desabastecimento geral;
  • Desespero dos veterinários.

6) Úlceras:
  • Abalo no sistema de saúde egípcio;
  • Lotação de hospitais;
  • Alta de preços e falta de medicamentos;

7) Tempestade, chuva de pedras
  • Sérios prejuízos materiais para os egípcios;
  • Aumento do preço e falta de materiais de construção;
  • Vários desabrigados;
  • Carros e casas destruídos;
  • Oficinas e funilarias lotadas;
  • Aumento de indenizações de seguro de veículos e residências.

8) Gafanhotos:
  • Prejuízo nos campos;
  • Perda de plantações e colheitas;
  • Desespero nas cidades;
  • Desabastecimento geral;
  • Paralisação total de todas as atividades, campo e cidades.

9) Trevas:
  • Colapso no sistema de iluminação publica das cidades;
  • Caos no comércio e indústria;
  • Paralisação total de todas as atividades, campo e cidades;
  • Aumento de incêndios, uso de velas.

10) Morte dos primogênitos:
  • As consequências seriam sentidas no futuro. Faltariam varões (casamentos);
  • Funerárias não dariam conta de atenderem todos os pedidos de funerais;
  • Superlotação de cemitérios.
Por: Ailton da Silva - Ano V

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

As pragas divinas e as propostas ardilosas de Faraó. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo (Ef 6.11).

VERDADE PRÁTICA
Como salvos por Cristo, podemos pela fé vencer o Diabo em suas investidas contra nós.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Ex 3.19,20; 7.4,5; 8.8,25; 10.8,11,24.
3.19 – Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, nem ainda por uma mão forte.
3.20 - Porque eu estenderei a minha mão e ferirei ao Egito com todas as minhas maravilhas que farei no meio dele; depois, vos deixará ir.
7.4 - Faraó, porém, não vos ouvirá; e eu porei a mão sobre o Egito e tirarei os meus exércitos, o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito com grandes juízos.
7.5 - Então, os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando estender a mão sobre o Egito e tirar os filhos de Israel do meio deles.
8.8 - E Faraó chamou a Moisés e a Arão e disse: Rogai ao SENHOR que tire as rãs de mim e do meu povo; depois, deixarei ir o povo, para que sacrifiquem ao SENHOR.
8.25 - Então, chamou Faraó a Moisés e a Arão e disse: Ide e sacrificai ao vosso Deus nesta terra.
10.8 - Então, Moisés e Arão foram levados outra vez a Faraó, e ele disse-lhes: Ide, servi ao SENHOR, vosso Deus. Quais são os que hão de ir?
10.11 - Não será assim; andai agora vós, varões, e servi ao SENHOR; pois isso é o que pedistes. E os lançaram da face de Faraó.
10.24 - Então, Faraó chamou a Moisés e disse: Ide, servi ao SENHOR; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças.

PROPOSTA
         Pragas: princípio da saída dos hebreus do Egito;
         Saída do Egito: demonstração do poder de Deus;
         O “deus egípcio” teve o seu coração endurecido;
         1ª proposta: ecumenismo. Adoração sem separação;
         2ª proposta: “não vades longe”. O Egito não sairia deles;
         3ª proposta: maridos sem esposas, filhos sem pais;
         Casamentos mistos, miscigenação devastadora;
         Durante a praga houve somente luz na casa dos hebreus;
         4ª proposta: saída sem o rebanho (saída sem sacrifícios).

INTRODUÇÃO
Deus avisou antes, mas não deram ouvidos. Deus havia declarado que se Faraó não deixasse o seu povo sair do Egito, Ele feriria os egípcios com várias pragas (Êx 3.19,20), aviso este que foi repetido em outra ocasião (Ex 7.4-5). Tais flagelos tiveram caráter judicial, com o propósito de julgar tanto o governo quanto o povo pelos seus atos, como também serviria para apressar a saída dos hebreus e mostrar o poder de Deus sobre os deuses egípcios.

A partir da ocorrência da segunda praga (rãs, Êx 8.1-15), Faraó passa a fazer uma série de propostas ardilosas e destruidoras a Moisés e Arão. As pragas foram necessárias para que o falho sistema religioso egípcio, “cuja adoração voltava-se aos elementos da natureza, como o rio Nilo, o Sol e também os animais”, fosse definitivamente desmascarado e para que os hebreus entendessem o agir de Deus na vida deles como resposta do clamor levantado diante do sofrimento.

As dez pragas, no coração dos hebreus soou como socorro, demonstração do amor de Deus e zelo pelas suas promessas (Gn 15.14), porém no entendimento egípcio, aqueles atos amedrontou toda a nação, criando a neles a repulsa pelos então escravos, a ponto de apressadamente expulsá-los de seu território (E 12.33). Para uns era bênção e para outros, puro juízo.

Cada praga serviu para afrontar uma divindade egípcia, justamente em sua área de atuação, ou pelo menos, na qual os egípcios acreditavam. Foram “pesados golpes” contra a nação egípcia, contra o sistema religioso e por fim serviu para recolocar Faraó em seu devido lugar, um deus humanamente declarado.

I. AS PRAGAS ENVIADAS E A PRIMEIRA PROPOSTA DE FARAÓ
1. PRAGAS ATINGEM O EGITO (ÊX 7.19 — 12.33).
Deus ordenou que Moisés e Arão fossem até o palácio de Faraó para pedir-lhe que deixasse o povo hebreu partir. Diante de Faraó, Moisés fez alguns milagres, para que este contemplasse uma amostra do poder do Altíssimo e liberasse o povo. Faraó era considerado um deus, por isso foi necessário que Moisés se apresentasse diante dele com sinais e maravilhas, porém o coração do governante foi endurecido e ele não deixou os hebreus partirem (Êx 7.13,14,22; 8.15,19,32; 9.7,34,35; 4.21; 7.3; 9.12; 10.1,27; 11.10; 14.4,8,17).

Com o receio das pragas, que foram as respostas para a pergunta de Faraó (Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei), já estavam atingindo duramente o Egito, Faraó decide fazer algumas propostas ardilosas para Moisés e Arão. As duas primeiras pragas foram prontamente repetidas pelos magos e encantadores, que depois não foram capazes de desfazerem, bem diferente de Moisés e Arão (Ex 8.2-13). A partir da terceira praga, os magos não tiveram mais condições e declararam a superioridade de Deus (Ex 8.18-19) e durante a sexta praga, eles nada puderam fazer, pois também sofreram com as úlceras.

A relação das pragas:
1ª) A água do rio Nilo converteu-se em sangue, que serviu para afrontar Hapi (deus da prosperidade), como também o próprio rio tão sagrado, que cheiraram mal;

2ª) As rãs que invadiram o Egito, eram associadas ao deus Hapi (Deus do Nilo) e Hekt (deusa da fecundidade a cabeça de sapo). As rãs representavam a fartura, bênçãos e certeza de boa colheita, talvez por isto Faraó tenha solicitado a Moisés que as retirasse no outro dia (Ex 8.10), outra explicação para tal pedido não existe;

3ª) O pó da terra, considerado sagrado, converteu-se em insetos;

4ª) Enxames de moscas invadiram o Egito, uma afronta ao deus Kheper, que tinha a forma de um besouro;

5ª) Todo o gado egípcio morreu e nada aconteceu com os dos hebreus. Isto foi uma afronta a divindade Amom (cabeça de carneiro);

6ª) As cinzas que antes eram usadas para rituais religiosos causaram úlceras dolorosas;

7ª) “Tempestade de trovões, raios e saraiva” atingiu o Egito e toda a colheita foi afetada e animais foram mortos;

8ª) O que sobrou da tempestade foi consumido pela praga de gafanhotos. Os deuses Isís e Serpafis foram impotentes diante da cena;

9ª) “Foram três dias de densas trevas”, que caíram sobre o Egito. Um golpe contra o deus Rá (deus sol). O objeto de maior adoração no Egito foi incapaz de penetrar as trevas;

10ª) Para quem havia escravizado o primogênito de Deus (Ex 4.22), nada mais seria tão justificável quanto ver o seu primogênito morrer. As parteiras e a própria filha se recusaram a cumprir o genocídio determinado pelo faraó da época, e agora o atual via os filhos primeiros de seu império serem mortos sem ninguém poder fazer nada para impedir. Esta foi a maior humilhação para governante egípcio (filho de Rá ou Amom-Rá).

2. A PRIMEIRA PROPOSTA (ÊX 8.25). 
Após a praga das moscas, Faraó se viu em condições de apresentar algumas propostas indecentes a Moisés. Era uma espécie de loteria, foram quatro ao total, em qualquer uma delas estava bem visível a liberdade para os hebreus, no entanto, alguns pontos obscuros impediam que o povo pudesse cantar o hino da vitória.

A primeira destas propostas exigia que Israel cultuasse a Deus no próprio Egito, não muito longe, em meio aos falsos deuses. Faraó imaginou que o lugar do sacrifício deveria ser escolhido por ele e não por Deus. Seriam libertos para sacrificarem, porém não poderiam sair do Egito. Moisés temeu por uma possível retaliação dos egípcios, que poderiam considerar aquilo como uma afronta (Ex 8.25). Faraó não queria perder a mão de obra escrava e barata. Sua intenção era fazer com que os hebreus pensassem que estivessem agradando a Deus, mas na verdade estavam ainda ligados ao passado. A qualquer momento voltariam à condição anterior.

Caso a proposta fosse aceita, os hebreus viriam para os sacrifícios do jeito que estavam e não haveria transformação, talvez fosse isto o que eles realmente queriam. A “banalização espiritual e moral.  Ecumenismo. Perda da identidade espiritual. O ecumenismo também parte deste princípio, porém, a Palavra de Deus nos exorta: “E ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo, e separei-vos dos povos, para serdes meus” (Lv 20.26). A proposta de Faraó era para Israel servir a Deus sem qualquer separação do mal. Todavia, “sem santificação ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Um povo separado por Deus e para Deus, e ao mesmo tempo misturado com os ímpios egípcios, como sendo um só povo, seria uma abominação ao Senhor. Deus requer santidade do seu povo. Nestes últimos dias antes da volta de Cristo, o pecado sob todas as formas avoluma-se por toda a parte, como um rolo compressor. Esta é uma das causas de haver tantos crentes frios espiritualmente: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará” (Mt 24.12). Precisamos ser mais santos e consagrados a Deus!

II. FARAÓ NÃO DESISTE
1. A SEGUNDA PROPOSTA DE FARAÓ (ÊX 8.28). 
“Somente que indo, não vades longe”. Isso resultaria em o povo de Deus sair do Egito, mas o Egito não sair deles, como acontece ainda hoje com o crente mundano (Tg 4.4,5; 1Jo 2.15). Assim fez a mulher de Ló, que saiu de Sodoma, mas não tirou Sodoma do seu coração e da sua mente, e perdeu-se (Gn 19.17,26; Lc 17.32).

Israel seria liberto para adorar a Deus, mas não poderia se afastar dos olhos e exército egípcio. Esta proposta era maligna, pois os hebreus sacrificariam ali nas imediações da sedutora nação e estariam com um olho em Deus e outro naquelas terras. Facilmente seriam seduzidos e retornariam. “Sacrifícios no deserto e coração nos palácios do Egito”.

Esta proposta tinha por pano de fundo uma sentença decretada e irreversível, caso fosse aceita. Eles sairiam do Egito, mas o Egito não sairia deles. E para piorar, o transito entre o deserto e o sedutor Egito seria intenso. Um interminável vai e vem de hebreus, ora lá, ora cá, sem rumo, sem identidade.

Faraó queria vigiar e controlar os passos do povo de Israel. “Não vades longe” significa para o crente hoje o rompimento parcial com o pecado e com o mundo. É a vida cristã sem profundidade, sem expressão e por isso sempre vulnerável. “Não vades longe” (Êx 8.28) equivale ao crente viver sem compromisso com Deus, com a doutrina do Senhor, com a igreja, com a santidade. É a vida cristã superficial, sem consagração a Deus e ao seu serviço.

2. A TERCEIRA PROPOSTA DE FARAÓ (ÊX 10.7).
Esta proposta foi um verdadeiro golpe de mestre, pois as esposas ficariam desprotegidas no Egito juntamente com os jovens e crianças, enquanto que os chefes de família e demais adultos seriam libertos. O povo de Israel vivia organizado por famílias e casas paternas (Êx 6.14,15,17,19). A saída parcial do povo, como queria Faraó, resultaria no fracionamento e fragilização das famílias, dividindo-as. Neste caso veríamos um número elevado de viúvas de maridos vivos e de órfãos de pais vivos.

O propósito de Deus é sempre abençoar toda a família, no sentido de que ela seja salva, unida, coesa, forte, feliz e saudável. A proposta de Faraó traria resultados nefastos para o povo de Deus. Vejamos:
a) Famílias sem o governo dos pais, sem provisão, sem proteção, sem direção.

b) Maridos sem as esposas; homens viajando no deserto e as crianças sem os pais. O Diabo quer a ruína do casamento (Êx 1.16).

c) Miscigenação devastadora. Os jovens de Israel sozinhos no deserto a caminho de Canaã se casariam com moças pagãs, idólatras. Por sua vez, as jovens deixadas no Egito se casariam com os incrédulos egípcios. Enfim, haveria perda de identidade dos hebreus como povo do Senhor.

Os jovens ficariam no Egito, pois Faraó enxergou o potencial deles e por outro lado viu a fragilidade, o que poderia facilitar no caso de um novo período de escravidão, ou seja, a opressão na mente das crianças e jovens produziria mão de obra escrava ou barata no futuro. Era uma espécie de liberdade provisória comemorada no presente, mas que se tornaria uma escravidão garantida no futuro.

III. A PROPOSTA FINAL DE FARAÓ
1. A SITUAÇÃO CAÓTICA DO EGITO. 
A praga das trevas acabara de ocorrer, e todo o Egito durante três dias seguidos ficou sem luz. Só havia luz nas casas dos hebreus (10.21-23). Faraó teve muitas oportunidades, mas não deu ouvidos à voz do Senhor e não atendeu aos apelos de Moisés, mantendo-se teimoso. A cada praga o coração de Faraó se tornava mais endurecido. O rei do Egito escolheu resistir a Deus e teve seu país devastado pelas pragas.

Quem pode resistir ao Senhor? Se Deus está falando com você, atenda-o. Não resista! Muitos já viram e experimentaram os milagres do Senhor, porém, seus corações permanecem duros e inflexíveis, como o de Faraó. Lembre-se de que há um preço alto a se pagar por não se dar atenção ao que Deus fala.

2. A QUARTA E ÚLTIMA PROPOSTA. 
A situação era tão caótica no Egito que o próprio Faraó procurou Moisés (Êx 10.24) e fez a sua última proposta: “Ide, servi ao Senhor; somente fiquem as ovelhas e vossas vacas” (v.24). A ovelha e a vaca eram animais cerimonialmente “limpos” para oferendas de sacrifícios a Deus na época da Lei (cf. 1Pe 2.25; Hb 13.15,16). Sem as ovelhas e vacas não haveria sacrifícios. Não haveria entrega ao Senhor. Seria uma liberdade sem sacrifícios.

Eles sairiam sem provisão e sem rebanho e muito provavelmente sem as recompensas, o que fora prometido a Abraão (Gn 15.14). Caso esta proposta fosse aceita, na primeira vez em que o estômago doesse, os hebreus voltariam famintos para o Egito. Uma verdadeira cilada, pois facilmente seriam abatidos ou fatalmente retornariam em busca de socorro ou para mendigar o pão (cfe Sl 37.25

Segundo a Bíblia Explicada, esta proposta também significa “os nossos negócios e interesses materiais, não santificados e não sujeitos à vontade de Deus” (10.24). O crente precisa viver uma vida digna, não só diante de Deus, mas também diante dos homens (2Co 8.21). A santidade é um imperativo na vida do cristão até mesmo nos negócios. Moisés, o grande libertador poderia ter se transformado no “bandido” de toda esta história, bastava ele ter aceito uma das propostas de Faraó.

CONCLUSÃO
A atitude do cristão hoje ante as traiçoeiras propostas do Maligno deve ser a mesma dos representantes de Israel, Moisés e Arão: “Nem uma unha ficará” no Egito (Êx 10.26). Satanás figurado em Faraó não mudou em relação à sua luta contra o povo de Deus. Ele continua a tentar o crente de muitas maneiras para fazê-lo cair, inclusive com más insinuações, sugestões, conclusões etc. “Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15.57).

OBJETIVOS DA LIÇÃO

FORAM ALCANÇADOS?

1)   As pragas amoleceram o coração de Faraó? Não!

2)   Faraó não queria perder sua mão de obra barata;

3)   4ª proposta: impedia o cumprimento de profecia.


REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. As pragas divinas e as propostas ardilosas de Faraó. Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com.br/2014/01/1-trimestre-de-2014-licao-n-03-19012014.html. Acesso em 15 de janeiro de 2014.

LOURENÇO, Luciano de Paula. As pragas divinas e as propostas ardilosas de Faraó. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2014/01/aula-03-as-pragas-divinas-e-as.html. Acesso em 14 de janeiro de 2014.

Por: Ailton da Silva - Ano V

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Lição 3















Por: Ailton da Silva - Ano V

Hebreus - informações essenciais


PROPÓSITO:
Apresentar a suficiência e superioridade de Cristo

AUTOR
Pelo fato do nome do autor não ser mencionado no texto bíblico, Paulo, Lucas, Barnabé, Apolo, Silas, Felipe, Priscila, e outros tem sido sugeridos. Qualquer que seja o autor, refere-se a Timóteo como “irmão” (3.23).

DESTINATÁRIOS
Aos cristãos hebreus (talvez cristãos da segunda geração, veja 2.3), que podem ter pensado em retornar ao judaísmo, talvez por uma imaturidade originada por uma falta de entendimento das verdades bíblicas; e a todos os crentes em Cristo.

DATA
Provavelmente antes da destruição do Templo em Jerusalém em 70 d.C., porque os sacrifícios e cerimônias religiosas são mencionadas no livro, mas não é feita nenhuma menção da destruição do Templo.

PANORAMA
Estes cristãos judeus estavam provavelmente sofrendo uma violenta perseguição social e fisíca, tanto de judeus como de romanos. Cristo não havia retornado para estabelecer seu reinado, e as pessoas precisavam ser asseguradas de que o cristianismo era verdadeiro e de que Jesus era realmente o Messias

VERSÍCULO CHAVE
“O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentador de todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à dextra da majestade nas alturas” (1.3).

PESSAS CHAVE
Homens e mulheres de fé do Antigo Testamento (cap 11)

CARACTERÍSTICAS PARTICULARES
Embora o livro de hebreus seja chamado de “carta” (13.22), tem a forma e conteúdo de um sermão.

Informações extraídas da seção “Informações essenciais” – Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal

Por: Ailton da Silva - Ano V

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Resposta: Gincana bíblica

Mais uma perguntinha: 
Qual foi o grito da família de Noé quando saíram da arca? 
a) Aleluia, Glória a Deus pelo livramento;
b) Meu Deus o que aconteceu? 
c) _____________________________ 

Resp: Quando todos saíram da arca e avistaram toda aquela imensidão de terra e não viram ninguém ao lado, eles gritaram bem alto: 

"ESTAMOS RICOS, ESTAMOS RICOS" 
foram donos de tudo e donos de nada

Por: Ailton da Silva - Ano V

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Lição 3

Por: Ailton da Silva - Ano V

Lição 2 - pós aula


Parte superior do formulário

Não sou homem eloquente - como assim? Nas universidades egípcias, quando estava ao lado das gatinhas egípcias, exibindo suas bigas do ano, as mais velozes e furiosas, ai o homem tinha eloquência em suas palavras.

Parte superior do formulário
"Toma, pois, esta vara na tua mão, com que farás os sinais" Ex 4.17 – Vara? Eu preciso de um exército para derrotar o Egito e não de uma vara. Calma, velhinho. É Deus no comando.

Parte superior do formulário
Viveram em épocas erradas? Sansão faria um estrago no Egito, um strike. Quantos egípcios poderiam ser lançados no rio Nilo pelas mãos de Sansão? E Moisés poderia ter aberto mares, rios e lagos para engolirem filisteus. Deus sabe todas as coisas.

Moisés e Sansão descobriram que o poder de Deus não estava na força física, valentia e braveza deles.

Moisés tão valentão e temeu um hebreuzinho e Sansão se levantou apressado confiando em sua força (Jz 16.20).

Parte superior do formulário
Adão , onde estás? (Gn 3). Moisés, Moisés (Ex 3). Quanta diferença entre estes chamados?

Próxima lição: raspadinha. As quatro chances de ganhar sua liberdade. As 4 propostas indecentes de Faraó.

Parte superior do formulário
"Tantos homens dignos, que não estão com problemas com a justiça egípcia e Deus envia logo Moisés?" Hebreus, o povo de coração duro. Quem disse isto foi o “EU SOU”, não fui eu.

Parte superior do formulário
Moisés seria transformado no libertador de Israel, mas para isto não poderia ser rebaixado de filho da filha em escravo ou prisioneiro de Faraó, Deus preservou o que podemos chamar de dignidade. Ou o que os céticos hebreus diriam quando vissem Moisés se apresentando como o embaixador de Deus no Egito? "Logo você seu derrotado. Você estava no palácio e foi jogado na prisão, nas acomodações dos escravos. Como acreditar em uma pessoa que havia sido rebaixada de príncipe a escravo?" Um dia Israel disse: como acreditar em um Libertador que nasceu em uma manjedoura.
Parte superior do formulário

Não tivemos aula ontem devido a chuva, mas havia preparado estes comentários.

Por: Ailton da Silva - Ano V

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Um libertador para Israel. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
E disse Deus a Moisés: EU SOU o QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós (Êx 3.14).

VERDADE PRÁTICA
Assim como Moisés, usado por Deus, libertou Israel do cativeiro, Cristo nos liberta da escravidão do pecado e do mundo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Ex 3,1-9
1 - E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto e veio ao monte de Deus, a Horebe.
2 - E apareceu-lhe o Anjo do SENHOR em uma chama de fogo, no meio de uma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.
3 - E Moisés disse: Agora me virarei para lá e verei esta grande visão, porque a sarça se não queima.
4 - E, vendo o SENHOR que se virava para lá a ver, bradou Deus a ele do meio da sarça e disse: Moisés! Moisés! E ele disse: Eis-me aqui.
5 - E disse: Não te chegues para cá; tira os teus sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa.
6 - Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.
7 - E disse o SENHOR: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores.
8 - Portanto, desci para livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel; ao lugar do cananeu, e do heteu, e do a morreu, e do ferezeu, e do heveu, e do jebuseu.
9 - E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel chegou a mim, e também tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem.

PROPOSTA
         Deus de Jacó – Deus de toda graça;
         Moisés experimentou o silêncio e a solidão no deserto;
         Assim diz Deus: “Tira o Egito de dentro do meu povo”;
         Moisés tentou protelar sua chamado com “desculpinhas”;
         Deus encorajou Moisés para confirmar sua chamada;
         Moisés saiu de Midiã com a bênção do sogro;
         E foi preparado por Deus para se apresentar ao Faraó;
         Hebreus: imaginaram que a saída do Egito seria imediata;
         A saída do Egito foi algo sobrenatural.

INTRODUÇÃO
Um líder cristão não é feito da noite para o dia. Este estágio será atingido após um período de caminhada com Deus, experiência e atitudes, que caracterizará o amadurecimento da liderança. É como se estivéssemos subindo degrau a degrau de uma escadaria que não somos capazes de enxergar o fim.

Moisés foi preparado por Deus ao longo dos anos até que se tornasse o libertador do seu povo. Ele imaginou que estivesse preparado na primeira etapa de sua vida (nos primeiros quarenta anos), por isto deixou-se envolver pela sua valentia e bravura, grandezas estas que foram vistas no dia quando ele matou um egípcio, mas que lhe faltou no dia seguinte quando fugiu temendo a fala de um de seus irmãos hebreus: “pensas matar-me como mataste o egípcio” ontem? (grifo meu).

Ele era um homem manso e ao que parece não era muito eloquente, porém Deus viu que ele seria obediente e capaz de libertar o seu povo da escravidão egípcia, depois de uma criteriosa preparação.

I. MOISÉS — SUA CHAMADA E SEU PREPARO (ÊX 3.1-17)
1. DEUS CHAMA O SEU ESCOLHIDO. 
Quando o Senhor escolheu e chamou Moisés para libertar seu povo, ele estava pastoreando ovelhas, cuidando de bichos, o que se tornou para ele um excelente aprendizado para quem mais tarde se tornaria o pastor do povo de Deus, Israel (Sl 77.20). Na situação em que estava, ao sair em fuga do Egito, ele não reunia condições nenhuma para dar inicio à missão. O aprendizado secular que recebera, aliado a valentia e braveza, o atrapalharia.

No auge de seus quase oitenta anos de idade, quando não esperava mais nada da vida, talvez aguardava ansioso uma “aposentadoria”, no momento em que estava cuidando do rebanho de seu sogro, Moisés teve um encontro com Deus e desde então a sua vida nunca mais foi a mesma.

É Deus que chama e separa aqueles que vão dirigir seu rebanho, e Ele continua vocacionando e capacitando para o santo ministério. O Senhor chama, mas cabe ao homem cuidar do seu preparo para ser útil a Deus.

O que muito nos edifica no versículo seis é Deus identificar-se não somente como “o Deus de Abraão e o Deus de Isaque”, mas igualmente como “o Deus de Jacó”. Ele é, portanto, o Deus de toda graça, compaixão e paciência, uma vez que Jacó teve sérios incidentes negativos na sua vida em geral (1Pe 5.10; Jo 1.14,16).

2. O PREPARO DE MOISÉS (ÊX 3.10-15). 
Moisés foi chamado e recebeu treinamento da parte de Deus para que cumprisse sua missão com êxito. Deus ainda chama e prepara seus servos. Talvez Ele o esteja chamando para a realização de uma obra. Qual será sua resposta?

Moisés experimentou o silêncio e a solidão do deserto em Midiã (Êx 3.1). Em sua primeira etapa de 40 anos de vida viveu no palácio real e frequentou as mais renomadas universidades. O conhecimento adquirido por Moisés, e empregado com sabedoria, foi-lhe muito útil em sua missão de libertador, condutor, escritor e legislador na longa jornada conduzindo Israel no deserto.

Mas como ele deve ter estranhado aquela mudança brusca de ambiente, do conforto e privilégios do Egito direto para o duro deserto para desempenhar uma das funções mais abominadas pelos egípcios, pastor de ovelhas. O curso natural seria o crescimento e não aquele aparente rebaixamento.

Em Midiã, sua nova morada, aprenderia algo bem mais útil do que havia aprendido no Egito. Com a mente esvaziada, perderia o seu ímpeto e valentia. Finalmente seria apresentado à mansidão e desta forma poderia entender os problemas de todos os necessitados que, um dia, Deus colocaria sob sua responsabilidade.

No Egito havia aprendido com mestres, doutores e livros, mas não foi capaz de exercer com sabedoria sem utilizar a força física. Agora aprenderia com as ovelhas a ser manso, humilde e pequeno, para assim ser transformado em um verdadeiro líder. Afinal, a missão pedia um homem com este perfil.

Havia tanto por aprender e muito mais para esquecer. Esta capacitação evitaria que pulasse etapas em sua vida e serviria de experiência no futuro, pois suportaria as provações, adquiriria a humildade, mansidão, se tornaria dependente de Deus e se sensibilizaria com os problemas de Israel.

3. O OBJETIVO DA CHAMADA DIVINA (ÊX 3.10). 
O propósito divino era a saída do povo de Israel do Egito liderada por Moisés. Deus pode, segundo o seu querer, agir diretamente. Contudo, o seu método é usar homens e mulheres junto aos seus semelhantes.

Hoje, em relação a muitas igrejas, Deus está dizendo à seus dirigentes: “Tira o ‘Egito’ de dentro do meu povo”. É o mundanismo entre os crentes, na teoria e na prática; no viver e no agir, enfraquecendo e contaminando a igreja. É Israel querendo voltar para o Egito (Êx 16.3; 17.3), tal como o povo por algumas vezes desejou e chegou até mesmo a pedir permissão para Moisés.

O Egito havia ficado para trás, não teria como retornarem, a não ser que fosse pelas próprias pernas e braçadas, pois teriam que nadar ou darem a volta pelos golfos, uma vez que Deus jamais reabriria o mar para que os derrotados e desobedientes voltassem ao Egito.

Deus com mão poderosa tirou Israel do Egito, mas não tirou o ‘Egito’ de dentro deles, porque isso é um ato voluntário de cada crente que, quebrantado e consagrado, recorre ao Espírito Santo.

“Certamente eu serei contigo” (v.12). Isso era tudo o que Moisés precisava como líder espiritual do povo de Deus. Hoje, muitos já perderam essa divina presença em sua vida e em seu ministério, por acharem que são alguma coisa em si mesmos, daí, a operação do Espírito Santo cessar em sua vida. Paulo exclamou: “Nada sou” (2Co 12.11). Tudo que temos ou somos na obra de Deus vem dEle (1Co 3.7).

II. AS DESCULPAS DE MOISÉS E A SUA VOLTA PARA O EGITO
1. O RECEIO DE MOISÉS E SUAS DESCULPAS. 
O Moisés impulsivo que matou o egípcio e o enterrou na areia já não existia mais. Ele havia sido mudado e moldado pelo Senhor, e agora precisava crer não no seu potencial, mas no Senhor que o chamara. Ao ser chamado pelo Senhor para ser o libertador dos hebreus, Moisés apresentou algumas desculpas:
a) Da sua capacidade – “quem sou eu”? Se fosse o Moisés dos primeiros quarenta anos, certamente diria: “Eis me aqui”;

b) Da credulidade do povo – “como saberão que foi o Senhor que me enviou”? O homem dos primeiros quarenta anos não teria dificuldade para ganhar a confiança do povo pela sua valentia;

c) Da sua eloquência – “sou pesado de boca e palavras”. O jovem dos primeiros quarenta anos saberia muito bem se expressar;

d) Da escolha de Deus – “envia outro que o Senhor escolher”. O Moisés dos primeiros quarenta anos não perderia a oportunidade de representar o próprio Deus na terra.

Quantas desculpas também não damos quando Deus nos chama para um trabalho específico? As escusas de Moisés, assim como as nossas, nunca são aceitas pelo Senhor, pois Ele conhece o mais profundo do nosso ser. Se o Senhor está chamando você para uma obra, não tema e não perca tempo com desculpas. Confie no Senhor e não queira acender a ira divina como fez Moisés, que tentou protelar sua chamada dando uma série de desculpas a Deus (Êx 4.14).

2. DEUS CONCEDE PODERES A MOISÉS. 
A fim de encorajar Moisés e confirmar o seu chamado, o Senhor realiza alguns sinais (Êx 4.1-9). Da mesma forma Deus ainda demonstra sinais para nos mostrar o seu poder e a sua vontade. Não foram simples promessas, mas foi algo capaz de suprir suas expectativas e coibir qualquer variação ou sombra de dúvida.
a) Deus prometeu a Sua presença. “Eu serei contigo”, pois Moisés não se achou em condições de seguir (quem sou eu?);

b) Deus prometeu autoridade. “O Eu Sou me enviou a vós”, pois ele temeu a recepção dos egípcios e a incredulidade dos hebreus (como saberão que foi o Senhor que me enviou?);

c) Deus prometeu poder e ousadia. “Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar”, pois ele não se imaginava em condições de apresentar o plano divino e de convencer os hebreus pela suas palavras (“Ah, meu Senhor! Eu não sou homem eloqüente);

d) Deus prometeu cooperador. “Não é Arão, o levita, teu irmão?”. Moisés não se imaginou com forças suficiente para enfrentar aquela missão sozinho (Envia pela mão daquele a quem tu hás de enviar”). Arão seria seu profeta, seu porta-voz e seu auxiliador.

3. O RETORNO DE MOISÉS. 
Todas estas promessas foram capazes de animá-lo e fortalecê-lo para o retorno. A preocupação e o medo das represálias não seriam capazes de impedirem a sua volta, tampouco a dúvida quanto a prescrição do seu crime, na verdade, ele voltaria fazendo uso de um salvo-conduto, decretado e assinado por Deus. No início temeu, pois sabia que estava jurado, ou pelo menos imaginava que estivesse. Seria preso ou morto tão logo pisasse na fronteira.

Moisés não revelou ao seu sogro Jetro o que ele faria no Egito. Ainda não era a hora certa para isso. O líder precisa saber o momento adequado para revelar seus projetos. Entretanto, Moisés não poderia partir sem o consentimento de sua família, assim ele disse a Jetro que iria ao Egito rever seus irmãos: “Eu irei agora e tornarei a meus irmãos que estão no Egito, para ver se ainda vivem” (Êx 4.18). Jetro prontamente liberou Moisés dizendo: “Vai em paz”. Moisés não saiu sem a bênção dos seus parentes. Para realizar a obra de Deus o líder precisa ter o apoio e cooperação da sua família.

Enfim chegou o momento do reencontro com seu povo, sua linhagem e até mesmo com alguns de seus parentes. Os filhos de Israel o receberam de bom grado, pois estavam no sofrimento, enfermos, escravos, pobres e sem esperança. Viram em Moisés a resposta de seus clamores que havia chegado aos ouvidos de Deus. Os mais jovens entusiastas já se imaginavam fazendo parte do grande exército de Moisés que derrotariam os egípcios. Os idosos o viam como manifestação do resgate das tradições e fé monoteísta hebraica, esquecida com o passar dos anos.

III. MOISÉS SE APRESENTA A FARAÓ (ÊX 5.1-5)
1. MOISÉS DIANTE DE FARAÓ. 
Chegando ao Egito, Moisés e seu irmão Arão procuraram Faraó para comunicar-lhe a vontade de Deus para o povo de Israel. Quão difícil e arriscada era a tarefa de Moisés. Após o encontro que já tivera com Deus, ele estava preparado para apresentar-se ao rei do Egito, não deveria temer. Faraó recusou de imediato o pedido de Moisés. Além de recusar deixar o povo ir embora, Faraó agora aumenta o volume de trabalho do povo (Êx 5.8,9).

Moisés fez tudo como Deus lhe ordenara, porém, sua obediência não impediu que ele e seu povo sofressem. Talvez você esteja realizando alguma obra em obediência ao Senhor, mas isto não vai impedir que surjam dificuldades, problemas e aflições.

2. A QUEIXA DOS ISRAELITAS (ÊX 5.20,21). 
Os israelitas se alegraram com a chegada de Moisés. Ouviram atentamente e entenderam o plano, que consistia na libertação total deles, para adorarem e celebrarem ao Senhor no deserto, após três dias de caminhada, porém com o decorrer dos acontecimentos eles demonstraram todo o descontentamento com a situação e logo começaram a murmurar. Certamente todos esperavam que a saída do Egito fosse imediata. Mas este não era o plano de Deus. Moisés, aflito com a piora da situação, busca o Senhor e faz várias indagações. Quem de nós em semelhantes situações, estando em obediência a Deus, na vida cristã e no trabalho, já não indagou: “Por que Senhor?”. Moisés não conseguia entender tudo o que estava ocorrendo, mas Deus estava no controle. Às vezes não conseguimos entender o motivo de certas dificuldades, mas não podemos deixar de crer que Deus está no comando de tudo.

3. DEUS PROMETE LIVRAR SEU POVO (ÊX 6.1). 
A saída de Israel do Egito seria algo sobrenatural e esta promessa foi totalmente cumprida quando Israel, finalmente, saiu do Egito. Deus, nos seus atributos e prerrogativas, ia agora redimir o povo de Israel (v.6), adotá-lo como seu povo (v.7), e introduzi-lo na Terra Prometida. Todo o Israel, assim como os egípcios, teriam a oportunidade de ver o poder de Deus.
  
Após as dez pragas, Faraó não suportando mais as conseqüências de sua teimosia, não somente permitiu a saída, como também expulsou aquele povo para adorarem no deserto, em liberdade. Durante todo o tempo em que ficaram escravizados se distanciaram de Deus e agora estavam se aproximando novamente.

Uma alegria nunca vista na terra. Que satisfação! Os egípcios contemplaram o desfile dos vitoriosos, alguns rangeram os dentes de raiva, outros juraram vingança, muitos desejaram boa viagem: “vão com seu Deus e sumam daqui”. Saíram realizados, confortados, sarados espiritualmente, fortalecidos, renovados.

CONCLUSÃO
O grande “Eu Sou” escolheu e preparou Moisés para que ele libertasse seu povo da escravidão egípcia. Deus continua a levantar e preparar homens para a sua obra. Você está disposto a ser usado pelo Senhor? Moisés apresentou algumas desculpas, mas não foram aceitas. Não perca tempo com justificativas, mas diga “sim” ao chamado de Deus.

OBJETIVOS DA LIÇÃO – FORAM ALCANÇADOS?
1)   Chamada e preparo de Moisés: ele não pulou etapas;
2)   Moisés apresentou “desculpinhas” – Deus não aceitou;
3)   Moisés diante de Faraó – ele não temeu.

REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Um libertador para Israel. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2014/01/aula-02-um-libertador-para-israel.html. Acesso em 06 de janeiro de 2014.

Por: Ailton da Silva - Ano V