terça-feira, 15 de abril de 2014

Pastor Carlos Padilha de Siqueira - promovido às mansões celestiais


Foi promovido hoje, às mansões celestiais, o nosso Pastor Carlos Padilha de Siqueira. Fica o legado deste grande homem de Deus.

Um homem que, no auge de sua juventude, prometeu ao vizinho que o levaria ao culto, porém havia no meio do caminho um pequeno rio, e este amigo não poderia ser exposto à água, devido a sua enfermidade. Promessa é promessa, então ele foi carregado até a igreja nas costas do nosso pastor. Esta é apenas um de seus muitos testemunhos que ele contava nas reuniões de obreiros e nos cultos de ensino em nossa sede em Pres. Prudente.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Mensagem 100: A frustração de Ezequiel

Mensagem entregue na Assembleia de Deus, setor (Álv. Machado-SP). Campanha: vivendo o extraordinário de Deus.

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A FRUSTRAÇÃO DE EZEQUIEL
O SACERDOTE SEM TEMPLO

1) Trigésimo ano e quinto ano do cativeiro:
Ezequiel completou 30 anos e estava no quinto ano de cativeiro. Era a idade mais aguardada. Se estivesse em Jerusalém seria consagrado para o sacerdócio no Templo (cf Nm 4.3), mas ali na Babilônia não poderia desempenhar seu trabalho levítico. Frustrado sim, mas sozinho não, pois Deus não havia abandonado ele.

2) Sacerdote ou Profeta
Ezequiel queria muito assumir sua posição de sacerdote, mas este não era o plano de Deus para a sua vida. Como sacerdote ele levaria o homem ate Deus, o que era somente faixada, exterior, pois não havia arrependimento por parte do povo.

Como profeta, ele levaria Deus até aos homens, então a conversa seria diferente. Os ministérios eram completamente opostos, porém cada qual tinha a sua importância e utilidade na época.
                                 
3) O trio de ferro:
Deus levantou três profetas na época:
  • Jeremias em Jerusalém (Jr 29), que demonstrou preocupação com os cativos na Babilônia. Ele havia ficado com aqueles que não foram considerados aptos para produzirem na corte babilônica;
  • Daniel desempenhou seu trabalho profético na corte babilônica;
  • Enquanto isto entre os cativos esteve Ezequiel, o sacerdote sem templo e sem sacrifícios.
4) Os céus abertos e as visões de Deus
Céus abertos e visões de Deus: mesmo diante das visões houve em seu coração uma frustração, pois não estava em Jerusalém trabalhando como sacerdote no Templo. Mas este acontecimento serviu para atestar seu ministério profético e inclui-lo no trio de ferro.

5) O sacerdote sem Templo e sem sacrifício:
Deus precisava de um profeta entre os cativos. Ezequiel não ficaria sem ministério, mas ele precisava da chamada.

6) Deus não frustra planos:
O sacerdote sem ministério aguardou com ansiedade o dia da consagração, mas quando este dia chegou não havia mais templo ou muito menos serviço.

O mesmo aconteceu com Moises que aguardou ansioso a entrada na Terra Prometida. Ele não entrou (Dt 3.23-26), porém não ficou na frustração, pois a contemplou com os próprios olhos (Dt 34,4)

7) CONCLUSÃO
Ezequiel quando completasse a idade poderia ser consagrado ao sacerdócio, porém quando este dia chegou ele estava entre os cativos na Babilônia. O templo e os serviços levíticos não existiam mais. Deus se revelou a ele para confirmar sua chamada profética e junto com Jeremias, que estava em Jerusalém e Daniel que estava na corte, formou o trio de ferro profético.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

Lição 3 - proposta


Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

Pós aula - lição 2

Eu tenho dons – então deixe a igreja te conhecer os frutos.

Muitos não buscam dons, pois não querem trabalhar para a edificação da igreja.

Dom não é sinal de superioridade, é responsabilidade.

Dons de Deus geram responsabilidade.

Repartir com o necessitado e perceber que os obreiros estão sobrecarregados, seriam dons esquecidos pela igreja (At 6.1-6).

Se os dons não fossem irrevogáveis seria um tal de dá e toma sem precedentes na história. Imaginemos o seguinte: “Fui batizado com o Espírito Santo.... fui rebatizado.....fui tribatizado......fui tetra batizado...penta. hexa e por ai afora, dons de Deus não tem nada a ver com copa do mundo.

Nunca vi crentes frustrados tentando o suicídio por não terem recebido alguns dos dons de Deus.

Comentário de um aluno: “Alguns dos dons concedidos por Deus a nós tem somente alcance local, outros regional, alguns nacional e poucos internacional – interessante, por isto que vemos muitos trabalhando nas igrejas, dando o sangue enquanto outros tem seus ministérios pelo Brasil e mundo afora.

Igreja do Apóstolo Fulano......igreja do pastor Fulano....... igreja do evangelista Fulano....., mas nunca vi uma assim: Igreja do mestre, doutor, ensinador Fulano.

Este foi um comentários de um aluno: “Pregar p Evangelho é uma caridade”.

Dom para sair da situação em que entramos entrar e dom pra sair. Entrar é fácil, nas confusões, o difícil é sair, só Jesus na causa.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

sexta-feira, 11 de abril de 2014

O propósito dos dons espirituais. Plano de aula


TEXTO ÁUREO
Assim, também vós, como desejais dons espirituais, procurai sobejar neles, para a edificação da igreja (1 Co 14.12).

VERDADE PRÁTICA
Os dons são recursos concedidos por Deus para fortalecer e edificar a Igreja espiritualmente.

LETURA BÍBLICA EM CLASSE – 1 Coríntios 12.8-11; 13.1,2.
12.8 - Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
12.9 - e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;
12.10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.
12.11 - Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.
13.1 - Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
13.2 - E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor; nada seria.

PROPOSTA
·         Igreja de Corinto: “nenhum dom lhe faltava”;
·         Mas a igreja não usava corretamente os dons recebidos;
·         Dons espirituais não garantem espiritualidade genuína;
·         Os que falam línguas estranhas edificam a si mesmo;
·         Todos devem ser edificados, crentes ou não;
·         Corinto: exerciam vários dons, mas esqueceram do amor;
·         Se não houver amor, certamente não haverá edificação;
·         Os ministros devem cuidar das “pedras assentadas”;
·         Cada um administre aos outros o dom como o recebeu.

INTRODUÇÃO
Qual é o real propósito dos dons espirituais? Muitos estão se utilizando dos dons de forma interesseira e egoísta. Os dons não são para elitizar o crente, segregar ou criar tribos na igreja, tal como: os que trabalham nas “tardes da benção, cultos de libertação, reuniões de orações, campanhas domiciliares” entre outras atividades, das quais, particularmente eu excetuo a Escola Bíblica Dominical, haja vista ser inadmissível que um professor com bagagem teológica e espiritual venha usar o dom recebido, da parte de Deus, para proveito próprio ou para exibicionismo, mesmo porque este seria o último lugar que um cidadão, totalmente desprovido de um caráter espiritual sadio, poderia pensar em ajuntar em torno de si ávidos expectadores sedentos por aprenderem com suas experiências e conhecimentos. A EBD não pode se tornar um palco para intermináveis aplausos e ovações por parte dos alunos, pelo contrário, pois este departamento objetiva a estruturação da igreja, para que ela suporte os ventos de doutrina que tão de perto teimam em rodeá-la.

Os dons não são aferidores de espiritualidade, não são sinais de superioridade espiritual. São dádivas divinas nos concedidas pela graça e devem ser utilizadas com sabedoria e santidade a fim de que o nome do Senhor seja exaltado e todos os membros do Corpo de Cristo sejam edificados. São recursos imprescindíveis do Pai para os seus filhos. O seu propósito é edificar-nos e unir-nos, fortalecendo assim a Igreja de Cristo (1Tm 3.15).

I. OS DONS NÃO SÃO PARA ELITIZAR O CRENTE
1. A IGREJA CORÍNTIA. 
A Igreja em Corinto localizava-se numa cidade comercial, economicamente rica, cosmopolita, próxima do mar, uma das mais importantes do Império Romano, porém marcada pela idolatria, paganismo e imoralidade. “Ser um crente fiel naquela cidade não era fácil”, por isto era necessária a manifestação dos dons, mesmo que estes não aferiam a espiritualidade da igreja.

Durante a segunda viagem missionária de Paulo, a igreja recebeu a visita do apóstolo (At 18.1-18). Por conhecer muito bem a comunidade cristã em Corinto foi que o apóstolo dos gentios tratou, em sua Primeira Epístola dirigida àquela igreja, sobre a abundância da manifestação dos dons do Espírito, chegando a afirmar daquela igreja que “nenhum dom” lhe faltava (1 Co 1.7).

2. UMA IGREJA DE MUITOS DONS, MAS CARNAL. 
Os dons do Espírito concedidos por Deus à igreja de Corinto tinham por finalidade prepará-la e santificá-la para o serviço do evangelho: a proclamação da Palavra de Deus naquela cidade, por isto Deus concedeu dons à igreja para que “tivessem condições de lutar contra a idolatria, a imoralidade e permanecessem em santidade”.

Mesmo de posse dos dons, a igreja de Corinto estava longe de ser considerada uma igreja espiritual, pois não usava corretamente os dons que recebera do Pai e, além disto, tinha em seu meio divisões, inveja, imoralidade sexual, etc. Havia quatro grupos dentro da igreja: “os de Paulo, de Cefas, de Apolo e os de Jesus”, sendo este último grupo o mais perigoso, já que não se submetiam à autoridade humana e não recebiam as orientações. Como pode uma igreja evidentemente cristã ser ao mesmo tempo carnal e imoral? Por isso Paulo a chama de carnal e imatura (1 Co 3.1,3).

Com este relato, aprendemos que as manifestações espirituais na igreja local não são propriamente indicadoras de seriedade, espiritualidade e santidade. Uma igreja onde predominam a inveja, contenda e dissensões, nem de longe pode ser chamada de espiritual, e sim de carnal.

3. DOM NÃO É SINAL DE SUPERIORIDADE ESPIRITUAL. 
Muitos creem erroneamente que os irmãos agraciados com dons da parte de Deus são, por isso, mais espirituais que os outros. Todavia, os dons do Espírito são concedidos pela graça de Deus e não pelos méritos, por isto o propósito dos dons espirituais é a edificação e não a exibição. Isto faz parte do projeto de Deus, a sua resolução, o seu decreto que não pode ser mudado pelo homem.

Que a mensagem de Jesus possa ressoar em nossa consciência e convencer-nos de uma vez por todas de que os dons não são garantia de espiritualidade genuína, nem da igreja, muito menos do individuo: “Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7.22,23).

Se os dons pudessem, um dia, aferir a espiritualidade de uma igreja, a Corinto, estaria sob um pedestal, e seria intocável. Aquela congregação possuiu muitos dons, mas cometeu inúmeros erros, os mesmos que estão presentes na atualidade, entre os quais destacamos o pior e o mais grave, que foi o de imaginar que as ferramentas espirituais destinadas à igreja fossem para exibição humana.

II. EDIFICANDO A SI MESMO E AOS OUTROS
1. EDIFICANDO A SI MESMO. 
Paulo diz que quem “fala língua estranha edifica-se a si mesmo” (1 Co 14.4), edificação esta que auxiliará no cumprimento da Grande Comissão, mas nunca, em nenhum momento pode ser considerada como de vital importância para a pregação do Evangelho, uma vez que novos convertidos e até mesmo aqueles que não foram agraciados com dons também podem desempenhar suas funções a contento.

Paulo estimulava os crentes da igreja de Corinto a cultivarem sua devoção particular a Deus através do falar em línguas concedidas pelo Espírito, com o objetivo de edificarem a si mesmos. Isto não significa que o apóstolo dos gentios proibia o falar em línguas publicamente, mas ao fazê-lo de maneira devocional o crente batizado com o Espírito Santo edifica-se no seu relacionamento com Deus. Falar ou orar em línguas provenientes do Espírito é uma bênção espiritual maravilhosa.

2. EDIFICANDO OS OUTROS. 
Os crentes de Corinto falavam em línguas e exerciam vários dons espirituais, mas parece que eles não se preocupavam muito em ajudar as pessoas, por isso, Paulo lembra que os dons só têm razão de existir quando o portador preocupa-se com a edificação da vida do outro irmão em Cristo (1 Co 14.12). "O amor pensa nos outros, e não em si mesmo. Se for usado em amor, o Dom de Línguas beneficiará os outros, e não apenas o indivíduo que fala”.

Em lugar de buscarmos prosperidade material, como se pudéssemos barganhar com Deus usando dinheiro em troca de bênçãos, busquemos os dons espirituais. Agindo assim edificaremos a nós mesmos e também aos outros.

Paulo não tentou limitar o Dom de Línguas, pois sabia da origem divina do dom. Se esta fosse a sua intenção, ele estaria sendo conivente com os “grupinhos” que já existia na igreja. Seria um absurdo, o apóstolo, defender a ideia de que os dons somente poderiam ser usados por aqueles que já eram possuidores, enquanto que aqueles que ainda não haviam sido agraciados deveriam ficar de lado, na verdade, ele queria que muitos falassem, mas antes era necessário que entendessem o propósito de Deus embutido nos dons. Tal como Moisés, que um dia desejou que todos fossem profetas de Deus entre os congregados de Israel, Paulo também tinha a mesma intenção.

3. EDIFICANDO ATÉ O NÃO CRENTE. 
Embora o apóstolo dos gentios estimulasse todos os crentes a falarem em línguas, isto é, a edificarem a si mesmos, seu desejo era que também esses mesmos crentes profetizassem a fim de que a igreja toda fosse edificada. O comentário da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal diz sobre esse texto: “Embora o próprio Paulo falasse em línguas, enfatizava a profecia, porque esta edificava a Igreja inteira, enquanto falarem línguas beneficiava principalmente o falante”.

Todos quantos vierem a frequentar nossas reuniões devem ser edificados, sejam crentes ou não. Por isso, não podemos escandalizar aqueles que não comungam a mesma fé que nós (1 Co 14.23). Como eles compreenderão a mensagem do evangelho se em uma reunião não entenderem o que está sendo falado? (1 Co 14.9).

III. EDIFICAR TODO O CORPO DE CRISTO
1. OS DONS NA IGREJA. 
Paulo mostrou à igreja de Corinto que quando os dons são utilizados com amor o resultado é satisfatório, pois todo o Corpo de Cristo é edificado, o mesmo não acontece quando são usados “para projeção humana” ou quando são tidos como medidores da espiritualidade dos portadores.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

terça-feira, 8 de abril de 2014

Genêsis - "origem" ou "princípio"


Para quem foi escrito este livro?
Para os israelitas.

Por quem foi escrito (autor)?  
Moisés.

Em qual momento histórico?   
Antes da entrada de Israel na terra prometida.

Por que este livro foi escrito?
Porque os israelitas precisavam ser preparados para entrar na terra prometida e nas promessas da aliança.

Para quê este livro foi escrito?
Para incentivá-los a confiar somente em Deus (Criador dos céus e da Terra) e a se manterem fiéis à aliança que Ele fez com Abraão (observando seus estatutos e mandamentos).

Obs: Material extraído do DVD "Mega Coletânea Bíblica - 10.000 artigos". Não tem citação da fonte, mas se alguém conhecer, ficarei grato e mencionarei.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

sexta-feira, 4 de abril de 2014

E deu dons aos homens. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
Pelo que diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro e deu dons aos homens (Ef 4.8).

VERDADE PRÁTICA
Os dons são dádivas divinas para a Igreja cumprir sua missão até que o Noivo venha buscá-la.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Rm 12.3-8; 1 Co 12.4-7
Rm 12.3 - Porque, pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um.
Rm 12.4 - Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação,
Rm 12.5 - assim nós que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros.
Rm 12.6 - De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: se é profecia, seja ela segundo a medida da fé;
Rm 12.7 - se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar; haja dedicação ao ensino;
Rm 12.8 - ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria.
1 Co 12.4 - Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
1 Co 12.5 - E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.
1 Co 12.6 - E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.
1 Co 12.7 - Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.

PROPOSTA:
·         Na Antiga Aliança os dons de Deus não eram acessíveis;
·         Mas hoje os dons de Deus estão disponíveis para a igreja;
·         Dons: de serviço, espirituais e ministeriais;
·         Dons de serviço: ação em prol do outro, do próximo;
·         Dons espirituais: “não sejamos ignorantes”;
·         Dons ministeriais: Efésios 4.11;
·         Cessacionistas: os dons cessaram no primeiro século;
·         O importante não é a quantidade, mas sim a diversidade;
·         Os dons são concedidos pela graça e não pelos méritos.

INTRODUÇÃO

Os dons de Deus, “manifestações sobrenaturais concedidas da parte do Espírito Santo, e que operam através dos crentes, para o seu bem comum”, favorecem o cumprimento da Grande Comissão, a proclamação do Evangelho de Jesus a toda criatura e auxiliam os santos na tentativa de atingirem o conhecimento de Deus e promovem a unidade da fé (Ef 4.12,13).

 

Os dons são frutos da Graça, são dádivas que confirmam a vocação do chamado. A responsabilidade pela concessão é toda de Deus, pois Ele resolve investir, por isto concede os dons. A nossa missão é evitarmos que enterremos ou deixemos de lado, sem uso.

 

Portanto, os dons, sempre foram e sempre serão necessários, principalmente, para resgatarmos a nossas origens e identidade espiritual, ora abalada e acima de tudo para lutar contra o indiferentismo, frieza e a assombrosa mornidão espiritual, tão maléfica e destrutiva.

Eles são irrevogáveis, são dados e jamais serão tomados por Deus, mesmo porque, se assim fosse, seria um tal de “toma e devolve” sem precedentes na história. A irrevogabilidade dos dons reside justamente no principio da necessidade do uso pela igreja para facilitar o seu trabalho, tal como os grandes patriarcas de Israel, Abraão, Isaque, Jacó, José e Moisés fizeram uso para cumprirem cada qual sua missão e principalmente no fato de Deus ter decidido pela saída dos hebreus do Egito, sem pedir nada em troca (Ex 3.8-10) e nunca intentou mudar o seu decreto, mesmo diante dos erros e tropeços de seu povo.

As promessas e dons concedidos aos patriarcas e a Israel foram, sem duvidas, irrevogáveis, isto por si só, nos garante, que o mesmo é proporcionado à igreja, pois os patriarcas erraram como qualquer humano e não foram poucos os erros. Alguns foram vergonhosos, inadmissíveis, algumas mentiras, enganos, preterições, zombaria diante de uma revelação de Deus, uma espécie de “não quero trabalhar, quero somente trazer más noticias daqueles que estão trabalhando” e por ai afora.

Israel, em um momento de sua história, sequer sabia o Nome de Deus (Ex 3.10). Aquela geração clamou a “Deus desconhecido” e foram ouvidos. Durante cerca de quarenta anos se preocuparam somente com o prêmio da soberana vocação e se esquecerem de colocar em prática o dom que receberam de Deus. Em todas estas oportunidades não vimos Deus tomar dos patriarcas ou dos hebreus o que havia dado a eles, então porque tomaria da igreja?

Os dons são irrevogáveis, mas são garantia de salvação (Mt 7.21-23), pois mesmo de posse deles, o homem pode não dispensar a devida vigilância, o que fatalmente o levará a ouvir a temida sentença: “Apartai-vos de mim”. Eis o pagamento para o justo que se desvia de sua justiça (Ez 33.18).

Deus deu aos homens o maior dom, seu Filho (Jo 3.16) e nunca ameaçou de tomar ou revogar seu ato, mesmo diante de tanto pecado e injustiças.

I. OS DONS NA BÍBLIA
1. NO ANTIGO TESTAMENTO. 
O Dicionário Bíblico Wycliffe mostra que há várias palavras hebraicas que significam “dádiva”. A origem dessas palavras está na raiz hebraica nathan, que significa “dar”. Por isso, podemos afirmar que no Antigo Testamento há vislumbres dos dons divinos concedidos a pessoas peculiares como reis, sacerdotes, profetas, aos patriarcas de Israel e outros, tal como “Bezalel em Êxodo 31:2-5, o qual foi dotado para fazer muito do trabalho de arte relacionado com o Tabernáculo”.

Estes personagens fizeram uso e cumpriram suas respectivas missões, porém os dons divinos não estavam acessíveis ao povo em geral tal como observamos no regime da Nova Aliança, justamente por serem destinados e relacionados à algum tipo de serviço ou missão e não somente para exibições, não muito diferente da finalidade dos dons que hoje são concedidos para a igreja.

2. NO NOVO TESTAMENTO. 
O mesmo dicionário informa ainda que ao longo do Novo Testamento a palavra “dom” aparece com diferentes significados, que se relacionam ao verbo grego didomi. Este verbo representa o sentido ativo da palavra “dar” em Filipenses 4.15.

Na Nova Aliança, os dons de Deus estão disponíveis como “ferramentas de trabalho” para que a Igreja, em nome de Jesus, promova a libertação dos cativos, ministre a cura aos doentes e proclame a salvação do homem para a glória de Deus. O Novo Testamento também deixa claro que todos os crentes têm acesso direto a Deus através de Cristo Jesus e, por isso, alguns buscam e podem receber os dons do Espírito.

3. UMA DÁDIVA PARA A IGREJA. 
Para sermos mais didáticos e eficientes no estudo a respeito dos dons, dividiremos este assunto em três categorias principais: Dons de Serviço, Dons Espirituais e Dons Ministeriais. Esta divisão acompanha a classificação dos dons conforme se encontra nas epístolas paulinas aos Romanos, 1 Coríntios e Efésios, respectivamente.

Porém, que esta classificação é apenas um recurso didático, pois quando o apóstolo expõe o assunto em suas cartas, ele não parece querer exaurir os dons em uma lista, antes, preocupa-se em exortar os irmãos a buscá-los e usá-los para encorajar, confortar e edificar a Igreja de Cristo, bem como glorificar a Deus e evangelizar o mundo.

Os dons são dados por Deus aos homens para que estes trabalhem, mostrem serviços, para que façam tudo em prol do crescimento do reino, mas os dons ainda continuam sendo de Deus (cfe Mt 25.18). Não se tornam propriedade daqueles que recebem para fazerem mal uso, para se exporem ou para buscarem seus próprios interesses.

II. OS DONS DE SERVIÇO, ESPIRITUAIS E MINISTERIAIS
1. DONS RELACIONADOS AO SERVIÇO CRISTÃO. 
Em Romanos 12 o apóstolo Paulo admoesta a igreja, lembrando-a de que o membro do Corpo de Cristo não pode se achar autossuficiente. Assim como um membro do corpo humano depende dos outros para exercer a sua função, na igreja necessitamos uns dos outros para o fortalecimento da nossa vida espiritual e comunhão em Cristo.

Esta categoria, de dons, apresentada em Romanos 12 traz a ideia da manutenção dessa comunhão dos santos, pois ao falarmos de serviços, subentende-se que quem serve está prestando um serviço para alguém. Estes dons também são “chamados de serviçais, dons de serviço ou, ainda, dons espirituais de ministérios práticos”. Não podem ser confundidos com os dons espirituais.

Observe os dons de serviço listados por Paulo em Romanos: Ministério (ofício diaconal), exortação (encorajamento), repartir, presidir e exercer misericórdia, estão relacionados com uma ação em prol do outro, do próximo. Portanto, se você tem um dom, deve usá-lo em benefício da Igreja de Cristo na Terra e não para se exibir ou buscar os próprios interesses.

2. CONHECENDO OS DONS ESPIRITUAIS. 
“Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes” (1Co 12.1). Os dons listados em 1 Coríntios 12 são: Palavra da sabedoria; palavra da ciência; fé; curas; operação de maravilhas; profecia; discernimento de espíritos; variedades de línguas; interpretação de línguas.

Apesar de as manifestações sobrenaturais pertencerem ao mundo espiritual, isto é, a uma categoria particular da experiência religiosa do crente, o apóstolo Paulo desejava que as igrejas, e em especial a de Corinto, conhecessem algumas considerações importantes sobre os dons espirituais, outorgados à igreja para que houvesse unidade entre eles, para que vivesse uma unidade, bem como para a expansão do reino de Deus. Dons estes que não eram e não são distribuídos aleatoriamente ou em série. Eles são repartidos particularmente a cada um como Deus quer e para que seja útil à as igreja. Não existem regras, critérios, méritos para o recebimento. Depende exclusivamente daquele que concede.

Uma característica predominante em Corinto, segundo o Comentário Bíblico Beacon(CPAD), era a vida pregressa dos membros envolvidos com idolatria. Muitas manifestações espirituais na igreja lembravam a experiência mística das religiões de mistérios.

Os coríntios precisavam ser ensinados de forma correta sobre a existência dos dons e de sua utilização dentro do culto e fora dele. Por isso, à luz da Palavra de Deus, devemos ensinar a respeito dos dons espirituais para que a igreja seja edificada. A Bíblia traz os ensinos corretos sobre o uso dos dons, e se há distorções nessa esfera, estas acontecem por algumas igrejas não ensinarem de forma correta o que a Bíblia diz, e isso contribui para o surgimento do fanatismo religioso, da corrupção doutrinária dos movimentos estranhos e de muitas heresias. Portanto, o ensino correto das Escrituras nos orienta sobre a forma adequada da utilização dos dons e previne o surgimento de práticas condenáveis no culto.

3. ACERCA DOS DONS MINISTERIAIS.
A Epístola de Paulo aos Efésios classifica os dons ministeriais assim: Apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores (4.11). Os propósitos de o Senhor concedê-los à Igreja, segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, são:

a) Capacitar o povo de Deus para o serviço cristão;
b) Promover o crescimento da igreja local;
c) Desenvolver a vida espiritual dos discípulos de Jesus (4.12-16).

Como resultado da aplicação destes dons, vemos uma igreja estável e capaz de resistir aos ventos de doutrina que tão de perto teimam por rodeá-la.

O Senhor deu a sua Igreja ministros para servi-la com zelo e amor (1Pe 5.2,3). O ensino do Novo Testamento acerca do exercício ministerial está ligado a concepção evangélica de serviço (Mt 20.20-28; Jo 13.1-11), jamais à perspectiva centralizadora e sacerdotal do Antigo Testamento.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Slides - lição 1














Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

Cid Moreira ''Narra a Carta de Paulo aos Coríntios'' Altas Horas.wmv

Espetacular narração. Os jovens se rendendo à Palavra. Texto indispensável para a primeira lição do trimestre.



Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Apocalipse - informações essenciais


PROPÓSITO:
Revelar a completa identidade de Cristo e transmitir esperança e conselhos aos crentes.

AUTOR
O apóstolo João.

DESTINATÁRIOS
As sete igrejas da Ásia e a todos os crentes em toda parte.

DATA
Aproximadamente no ano 95 d.C., em Patmos.

PANORAMA
A maioria dos estudiosos acredita que as sete igrejas da Ásia, a quem João escreveu esta obra, estavam sofrendo a perseguição realizada sob o imperador Domiciano (90 – 95 d.C.) e parece que as autoridades romanas haviam exilado o apóstolo João na ilha de Patmos (na costa da Ásia). João, que havia sido uma testemunha ocular da encarnação de Cristo, teve uma visão de Cristo glorificado. Deus também lhe revelou o que iria acontecer no futuro – o juízo e o supremo triunfo do Senhor sobre o mal.

VERSÍCULO CHAVE
“Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nele estão escritas; porque o tempo está próximo” (1.3).

PESSOAS-CHAVE
João e Jesus.

LUGARES-CHAVE
Patmos, as sete igrejas e a nova Jerusalém.

CARACTERÍSTICAS PARTICULARES
O livro do Apocalipse foi escrito sob a forma “apocalíptica” – um tipo de literatura judaica que usa imagens simbólicas para transmitir esperança (no supremo triunfo de Deus) àqueles que estavam em meio à perseguição. Os acontecimentos estão ordenados literariamente e não em um formato rigorosamente cronológico.

Informações extraídas da seção “Informações essenciais” – Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal


Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)