terça-feira, 20 de maio de 2014

6) Josué - informações sobre o livro


Para quem foi escrito este livro?     
Para os israelitas.

Por quem foi escrito (autor)?
Autor Desconhecido.

Em qual momento histórico?   
Após a morte de Josué.

Por que este livro foi escrito? 
Porque a conquista da terra prometida estava incompleta e Israel já não tinha um outro grande líder como Moisés e Josué.

Para quê este livro foi escrito?        
Para lembrar a história do admirável cumprimento das promessas do Senhor através do seu servo Josué (visando reavivar na alma do povo a promessa divina de possuir toda a terra de Canaã) na esperança do surgimento de algum outro servo fiel que pudesse conduzir os israelitas à vitória sobre todos os inimigos que ainda restavam.

Obs: Material extraído do DVD "Mega Coletânea Bíblica - 10.000 artigos". Não tem citação da fonte, mas se alguém conhecer, ficarei grato e mencionarei.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Proposta - lição 8


Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

Lições 3 trimestre 2014

EBD - CPAD - 3º Trimestre de 2014: Ensino de Tiago para uma Vida Cristã Auntêntica.

A Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) já apresentou ao público a mais nova capa da Revista Lições Bíblicas Mestre, para o terceiro trimestre de 2014. O tema das lições é: Fé e Obras - Ensino de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica. Os comentários serão todos de autoria do Pastor Eliezer de Lira e Silva. 

Além das capas costumeiras, a editora também oferece exemplares em capa dura, com páginas em melhor acabamento gráfico, proporcionando assim aos consumidores um modelo apropriado para guardar em prateleiras e voltar a consultar, futuramente, com mais comodidade.

Sumário:
Lição 1: Tiago — Fé que se Mostra pelas Obras
Lição 2: O Propósito da Tentação
Lição 3: A Importância da Sabedoria Humilde
Lição 4: Gerados pela Palavra da Verdade
Lição 5: O Cuidado ao Falar e a Religião Pura
Lição 6: A Verdadeira Fé não Faz Acepção de Pessoas
Lição 7: A Fé se Manifesta em Obras
Lição 8: O Cuidado com a Língua
Lição 9: A Verdadeira Sabedoria se Manifesta na Prática
Lição 10: O Perigo da Busca pela Autorrealização Humana
Lição 11: O Julgamento e a Soberania Pertencem a Deus
Lição 12: Os Pecados de Omissão e de Opressão
Lição 13: A Atualidade dos Últimos Conselhos de Tiago

FONTE: http://belverede.blogspot.com.br/2014/05/ebd-cpad-3-trimestre-2014-fe-obras-ensinos-Tiago-para-vida-crista-autentica-Eliezer-de-Lirae-Silva.html

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

sexta-feira, 16 de maio de 2014

O ministério de profeta. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores, depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas (1 Co 12.28).

VERDADE PRÁTICA
O ministério de profeta é fundamental para a Igreja de Cristo nos dias atuais.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – 1 Co 12.27-29; Ef 4.11-13.
1 Coríntios 12
27 - Ora, vós sois o corpo de Cristo e seus membros em particular.
28 - E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores, depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.
29 - Porventura, são todos apóstolos? São todos profetas? São todos doutores? São todos operadores de milagres?

Efésios 4
11 - E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,
12 - querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo,
13 - até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo.

PROPOSTA
·         Profeta no Antigo Testamento: falava em nome de Deus;
·         Confrontavam os nobres e a classe sacerdotal;
·         Profetismo: movimento surgido no reino dividido;
·         Ef 4.11: apóstolo, profeta, evangelista, pastor, e doutor;
·         As mensagens dos profetas eram rejeitadas;
·         Os profetas, hoje, devem leva a igreja à maturidade;
·         O coração dos profetas transbordavam amor;
·         Pelos frutos reconhecemos os falsos profetas;
·         Eles costumam ser arrogantes e iníquos.

INTRODUÇÃO
O ministério de profeta é altamente importante para os nossos dias, pois de acordo com o ensino dos apóstolos, tal ministério tem um valor excelso para a igreja de qualquer tempo e lugar. Trata-se de um dom de Deus para a igreja atual. O profeta é chamado para falar segundo o coração do Pai diretamente ao homem.

Deus sempre desejou e procurou se comunicar com o homem, mesmo ainda no Éden Deus manteve esta rotina, porém o pecado original colocou um obstáculo, que não poderia perdurar ou impedir comunicação entre o Criador e sua criatura, por isto foram levantados homens especiais que traziam a mensagem do alto diretamente ao homem. Este ministério não se encerrou, mesmo que tal ideia seja defendida por alguns, encontramos em plena atividade tanto na era apostólica quanta na atual. Os exemplos são diversos. Em o Novo Testamento Ágabo e outros profetas exerciam o ministério em Antioquia (At 11.27-30; 21.10-12). As filhas de Filipe eram profetisas (At 21.8,9). Apesar de usar o ministério para o mal, a mulher em Apocalipse, que se dizia profetisa (Ap 2.20), era respeitada na comunidade cristã de Tiatira induzindo a muitos para a prostituição.

Em o Novo Testamento os profetas não perderam a preeminência. Eles, juntamente com os apóstolos, eram as colunas da Igreja sobre o fundamento eterno. Atualmente, temos a Bíblia, a profecia maior, porém o Senhor continua a levantar e a usar homens através do dom ministerial de profeta, para revelar a sua mensagem ao seu povo, para encorajá-los, enquanto que ao mesmo tempo usa seus servos no dom espiritual de profecia, “não mais para a revelação do plano de Deus ao homem”, e sim para edificação, exortação e consolação da igreja.

Mas nem sempre as mensagens dos profetas foram ou são bem aceitas, prova disto é que no Antigo Testamento alguns sofreram perseguições terríveis por trazer aos israelitas a mensagem divina.

I. O PROFETA DO ANTIGO TESTAMENTO
1. CONCEITO. 
O profeta do Antigo Testamento era a pessoa incumbida para falar em nome de Deus. Na atual conjuntura, os profetas são um verdadeiro esteio da sabedoria divina para a igreja, pois encoraja-nos a lutarmos pela causa de Cristo, o mesmo que faziam durante o período profético. Por estar acima de muitos homens de sua época, o escolhido para esta função se tornava o porta-voz de Deus na terra, um embaixador que representava os interesses do reino divino. Quando Deus levantava um profeta, designava-o a falar para toda a nação israelita, e até mesmo a povos ou nações estranhas (Jr 1.5).

Ao longo de toda a história veterotestamentária o Senhor levantou homens e mulheres para profetizarem em seu nome: Samuel, o último dos juízes e o primeiro dos profetas para a nação de Israel (1 Sm 3.19,20), Elias e Eliseu (1 Rs 18.18-46; 2 Rs 2.1-25), a profetisa Hulda (2 Rs 22.14-20) e muitos outros, como os profetas literários Isaías, Jeremias e Daniel.

Este foi um privilegio que Deus concedeu ao seu povo, uma particularidade, nunca vista nas outras nações. Os profetas denunciaram os problemas, mas apresentavam as soluções de uma forma bem suscinta e direta. Era Deus falando aos homens para que eles não se corrompessem (cf Pv 29.18). O segredo era crer em Deus e nos seus profetas, bem simples (2 Cr 20.20).

2. O OFÍCIO. 
Através da inspiração divina o profeta recebia uma revelação que desvendava o oculto, anunciava juízos, emitia conselhos e advertências divinas.  A mensagem dos profetas refletiam a vontade e a soberania de Deus, pois assim como os apóstolos, eles também eram inspirados.

Esta inspiração fascinava o povo e consequentemente avivava o temor, no entanto, nem sempre foram bem recebidos, principalmente após a divisão de Israel, já que suas profecias confrontavam diretamente a prepotência da nobreza, a dissimulação dos sacerdotes e a injustiça social (Jr 1.18,19; 5.30,31; Is 58.1-12). Não foram poucas às vezes em que, tanto Israel quanto Judá, fizeram ouvidos moucos, vistas grossas ou tentaram emudecê-los

Expressões como “veio a mim a palavra do Senhor” e “assim diz o Senhor” eram fórmulas usuais para o profeta começar a mensagem divina (Jr 1.4; Is 45.1). Símbolos e visões também eram formas de Deus falar através dos profetas ao seu povo (Jr 31.28; Dn 7.1).

Num primeiro momento, o profeta exercia um importante papel de conselheiro no palácio real (Natã, cf. 2 Sm 12.1; 1 Rs 1.8,10,11).

3. O PROFETISMO. 
De acordo com o Dicionário Teológico (CPAD), o profetismo foi um movimento que surgiu no período aproximado do século VIII a.C. tanto em Israel quanto em Judá. O objetivo desse movimento era:
·         Restaurar o monoteísmo hebreu;
·         Combater a idolatria;
·         Denunciar as injustiças sociais;
·         Proclamar o Dia do Senhor;
·         Reavivar a esperança messiânica.

Foi nesse tempo que os verdadeiros profetas em Israel foram cruelmente surrados, presos e mortos. Suas mensagens não se resumiam a uma retórica baseada em imaginação humana, tampouco era uma construção artificial. As experiências dos profetas, assim como a dos apóstolos no monte da transfiguração, provam a iniciativa divina em comunicar seus oráculos à humanidade. Foram homens escolhidos, preparados e inspirados, para falarem em nome do Senhor. Eles fizeram uso de inúmeros métodos para cumprirem suas atribuições (cf Os 12.10; Hb 1.1). Verdadeiros educadores ungidos para ensinarem o povo a viver em santidade, tornando conhecida a revelação de Deus e desvendando as coisas futuras (Nm 12.6; 1 Rs 19.16; Jr 18.18).

II. O PROFETA EM O NOVO TESTAMENTO
1. A IMPORTÂNCIA DO TERMO “PROFETA” EM O NOVO TESTAMENTO. 
São cinco os ministérios mencionados em Efésios 4.11, que exerciam papéis fundamentais na liderança da igreja Antiga: apóstolo, profeta, evangelista, pastor e doutor. Não por acaso, o termo “profeta” aparece na segunda posição da lista apresentada em 1 Coríntios 12.28; Efésios 4.11. O profeta é identificado três vezes na epístola aos Efésios como alguém que acompanhava os apóstolos (2.20; 3.5; 4.11), sempre estiveram ao lado deles e não andavam de uma região para outra a procura de “melhores pastos”, como muitos pensando serem portadores destes dons fazem atualmente.

A Bíblia afirma que os “concidadãos dos Santos e da família de Deus estão edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas [...]” (Ef 2.19,20). Aqui, a Bíblia denota a importância do ministério de profeta na liderança da Igreja do primeiro século, como “um dos pilares da igreja do primeiro século”.

2. O OFÍCIO DO PROFETA NEOTESTAMENTÁRIO. 
Seu ministério no Novo Testamento não consistia em predizer o futuro, adivinhar o presente ou ficar fora de si. Não! “Parece que o ofício profético está mais ligado a uma comunidade local, a uma igreja local, como edificador”, um instrutor do povo, um consolador (Is 40.1), e não um “anunciador de catástrofes, como alguns presumem”. De acordo com o Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento, o profeta neotestamentário era dotado por Deus para receber e mediar diretamente a Palavra do Altíssimo. Apesar de ele algumas vezes predizer o futuro, conforme instrui-nos a Bíblia de Estudo Pentecostal, seu ofício consiste em proclamar e interpretar a Palavra de Deus, por vocação divina, com vistas à admoestação, exortação, ânimo, consolação e edificação da igreja (At 3.12-26; 1Co 14.3).

“Era dever do profeta do NT, assim como para o do AT, desmascarar o pecado, proclamar a justiça, advertir do juízo vindouro e combater o mundanismo e frieza espiritual entre o povo de Deus (Lc 1.14-17)”. Por causa da mensagem de justiça que o profeta apresenta em tempos de apostasia e confusão espiritual, inclusive na igreja, não há outro jeito: ele fatalmente será rejeitado e perseguido por muitos.

Os profetas do Antigo Testamento, muitas vezes, saiam de suas cidades para cumprirem suas missões, tal como aconteceu com os profetas menores Amós, Jonas e Naum, sendo que o primeiro saiu dos arredores de Jerusalém para profetizar em Betel, reino do Norte, enquanto que o segundo e terceiro pregaram para os habitantes de Nínive, capital da Assíria, respeitando o intervalo de poucos mais de cento e cinquenta anos entre a atuação de um e de outro.

Um exemplo de perseguição e livramento de profeta foi visto no caso de Elias, “conhecido como o profeta do fogo”, que não tinha onde reclinar sua cabeça (cf Mt 8.20), um homem estranho, que “se vestia de pelos de camelos e que dispensava o conforto do cotidiano” e com uma mensagem de igual forma rejeitada, mas contundente. Ele sofreu as consequências pelo seu ministério, mas nunca foi abandonado por Deus em nenhum momento:
  • Ele foi afastado do local onde o julgamento seria executado: “Vai-te daqui” (1 Rs 17.3). Deus julga e não quer que o seu servo experimente as consequências amargas desse juízo!
  • Ele foi orientado a se esconder: “Esconde-te junto ao ribeiro de Querite” (1 Rs 17.3), a leste do rio Jordão. Deus não estava fazendo espetáculo, era uma ocasião de juízo;
  • Foi suprido com pão e carne trazidos pelos corvos (1 Rs 17.6), ave imunda (Lv 11.16). Aquilo não era uma iguaria, mas era uma provisão divina!
  • Ele foi instruído a dirigir-se a Sarepta (1 Rs 17.9), na Fenícia, para ser sustentado por pobre viúva, que tinha somente recursos para ela e o filho, mas que contemplou a mão de Deus abençoando sua vida através de sua obediência.

3. O OBJETIVO DO DOM MINISTERIAL DE PROFETA. 
A função do profeta do Novo Testamento é apresentada por Paulo no mesmo bloco de versículos em que ele menciona os cinco ministérios em Efésios (4.11-16). Ou seja, o profeta é chamado por Deus para “o aperfeiçoamento da igreja, com vistas à sua maturidade cristã”, pois como um organismo vivo, a Igreja, o Corpo de Cristo, deve desenvolver-se para a edificação em amor (v.16). Para que tal seja uma realidade, os profetas do Senhor devem desempenhar suas funções, capacitados e dirigidos pelo Espírito Santo.

III. DISCERNINDO O VERDADEIRO PROFETA DO FALSO
1. SIMPLICIDADE X ARROGÂNCIA. 
Duas características do verdadeiro profeta são a simplicidade e o amor. Ainda que a Palavra seja de juízo, o coração do profeta transborda de amor e a sua conduta simples demonstra a quem ele está servindo: o Deus de amor. Lembremo-nos de Jeremias (38.14-27), Oseias (8.12) e do próprio Senhor Jesus (Mt 23.37). Já o falso profeta, “apesar da aparência de piedade, não passam de agentes de Satanás”, com a missão de abalar a fé e atrapalhar o trabalho, pois pensam somente em si mesmo, procurando status e benefícios. Profetizam objetivando a autopromoção, mentem, iludem e enganam. Lembremo-nos de Hananias, o profeta mentiroso que enfrentou Jeremias (Jr 28.10-12) e da mulher que se dizia profetisa na igreja de Tiatira (Ap 2.20).

2. PELOS FRUTOS OS CONHECEREIS. 
Uma advertência séria de Jesus para os seus discípulos foi acerca da precaução com os falsos profetas. Como reconhecê-los? Jesus disse que os reconheceríamos “pelos seus frutos” (Mt 7.15,20), pois o resultado, ou “fruto”, do que o profeta “diz” e “faz”, revela o seu caráter. Logo você conhecerá de onde procede a “árvore” (o profeta). Lembre-se de que não devemos diferençar o verdadeiro profeta do falso pela “performance” ou pelo “espetáculo”, mas pelos frutos que eles produzem.

3. AINDA SOBRE O FALSO PROFETA. 
Apesar de o falso profeta ser arrogante e iníquo, ele fala com grande eloquência, e isso basta para que ele seja tido como verdadeiro. Na obra Assim Diz o Senhor? (CPAD), John Bevere diz que falsos profetas “são aqueles que ministram em nome de Jesus nas nossas igrejas e conferências, os que partem o coração dos justos, [e que] embora o ministério seja apresentado em nome de Jesus, não é desempenhado pelo seu Espírito”. Não tenha medo! Na autoridade do Espírito de Deus, “acautele-se” dos falsos profetas. Seja prudente! O Espírito Santo mediante o Evangelho te fará discernir a procedência desses enganadores. Não se deixe conduzir por eles!

CONCLUSÃO
Os profetas do Novo Testamento, juntamente com os apóstolos, era um dos pilares na liderança da Igreja do primeiro século (Ef 2.20). Apesar de ao longo da história da igreja o ministério de profeta ter perdido preeminência, sabemos o quanto ele é importante para a vida espiritual da Igreja de Cristo. O profeta do Senhor, com autoridade e sabedoria divina deve desmascarar as injustiças, o falso profetismo e primar pela edificação da Igreja do Senhor Jesus. Que Deus levante os legítimos profetas!

OBJETIVOS DA LIÇÃO – FORAM ALCANÇADOS?
  1. Os profetas do A.T. falavam em nome de Deus;
  2. Os Profetas do N.T. acompanhavam os apóstolos;
  3. O verdadeiro profeta tem amor, o falso engana.

REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

GONÇALVES, José. Elias e Eliseu. Um ministério de poder para toda a igreja. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 1º trimestre de 2013. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2013.

LOURENÇO, Luciano de Paula. O Ministério de profeta. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2014/05/aula-07-o-ministerio-de-profeta.html. Acesso em 14 de maio de 2014.

SOARES, Esequias. Os doze profetas menores. Advertências e consolações para a santificação da igreja de Cristo. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 4º trimestre de 2012. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2012.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

quinta-feira, 15 de maio de 2014

terça-feira, 13 de maio de 2014

5) Deuteronômio (“Segunda Lei” ou “Repetição da Lei”):


Para quem foi escrito este livro?
Para os israelitas.

Por quem foi escrito (autor)?  
Moisés.

Em qual momento histórico?   
Antes da entrada de Israel na terra prometida.
Por que este livro foi escrito? 
Porque os israelitas precisavam ser preparados para entrar na terra prometida e nas promessas da aliança.

Para quê este livro foi escrito?
Para instruir o povo a amar e a obedecer a Deus e a viver de forma santa e piedosa na nova terra; e, para confirmar Josué como o novo líder de Israel, escolhido por Deus para dar continuidade aos Seus planos.

Obs: Material extraído do DVD "Mega Coletânea Bíblica - 10.000 artigos". Não tem citação da fonte, mas se alguém conhecer, ficarei grato e mencionarei.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

39) A mulher do fluxo de sangue - segundo os 4 evangelistas


MATEUS 9.20-22
  • 20 – Uma mulher que durante 12 anos sofria de uma hemorragia, chegou por detrás de Jesus e tocou em suas vestes. Ela poderia tocar em alguém mesmo com sua enfermidade? Conforme Lv 15.25 ninguém poderá tocar nela, talvez isto tenha facilitado sua passagem pelo meio da multidão, haja vista que todos notariam seu problema e a evitariam;
  • 21 – Ela estava convicta de que se apenas tocasse nas vestes de Jesus poderia ser curada;
  • 22 – Jesus olhou para ela e disse: “coragem, minha filha! Você sarou porque teve fé” (NTLH), e imediatamente a mulher ficou sã.

MARCOS 5.25-34
  • 25 – conforme Mt 9.20;
  • 26 – Marcos falou a respeito da perda material dela em virtude dos gastos com a enfermidade. Foram 12 anos de dor e sofrimento nas mãos dos médicos;
  • 27 – Ela ouviu falar de Jesus e veio por detrás, entre a multidão, que abriu caminho para ela devido a enfermidade (Lv 15.25) e tocou nas vestes do Mestre;
  • 28 – conforme Mt 9.21;
  • 29 – a fonte de seu sangue secou e sentiu que já estava curada;
  • 30 – Jesus conheceu que saiu virtude de si mesmo e olhou para a multidão perguntando que o havia tocado;
  • 31 – Os discípulos não entendendo o que seria “sentir virtude sair”, disseram: “A multidão te aperta, como saberemos”?
  • 32 – A mulher foi procurada por Jesus, que sabia que estava ali ainda a pessoa que havia tocado em suas vestes;
  • 33 – A declaração de culpa que inocentou a mulher. Ela temeu, aproximou-se e prostrou-se;
  • 34 – No versículo 25 ela era apenas uma “certa mulher que sofria”, já no versículo 40 se tornou “alguém que tocou em Jesus” e no versículo 34 foi chamada de “filha”.

LUCAS 8.43-48
  • 43 – Conforme Mc 9.26, acrescentando que nenhum médico foi capaz de curar sua enfermidade;
  • 44 – Conforme Mc 9.27, tocou e logo foi curada;
  • 45 – Conforme Mc 9.30, todos negaram o toque em Jesus. Pedro tomou a palavra e lembrou Jesus que a grande multidão o estava oprimindo;
  • 46 – Conforme Mc 9.30, Jesus conhecia quando de si saia virtude;
  • 47 – Conforme Mc 9.33, a mulher percebeu que não poderia mais se ocultar, por isto declarou sua culpa porque havia tocado em Jesus e como havia sido curada;
  • 48 – Conforme Mc 9.34.

JOÃO
  • Não há registro.

Obs: Jesus não interrompeu o atendido à filha de Jairo, simplesmente não havia como Ele não atender aquela mulher. Ela se achegou a Ele. A história seria a dela, mas o principal da sinagoga se adiantou. Ela sabia que devido a sua enfermidade não teria problemas para chegar perto de Jesus, já que todos na multidão fariam o possível para não tocar nela (Lv 15.25-27)

PRÓXIMO ASSUNTO: Jesus cura dois cegos

Fonte:
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia de Estudo Temas em concordância. Nova versão internacional (NVI). Roswell D. Hitchock. Editora Central Gospel. Rio de Janeiro, 2008.

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

domingo, 11 de maio de 2014

sábado, 10 de maio de 2014

Sugestão de dinâmica - lição 6 (O ministério de apóstolo)


Para a lição 6 - (O ministério de apóstolo), podemos repetir a dinâmica "José, um líder piedoso e temente a Deus". Basta trocar José por Paulo.

Aplicação 1:
A folha limpa, sem nenhuma marca representa a vida de Saulo (antes) e a folha amassada, suja, cheia de marcas representa a vida de Paulo.

Aplicação 2:
Peguem várias folhas sulfite e mostrem para a Igreja. Elas representam os cristãos. Rasgue ao meio. Esta era a atitude assassina de Saulo ao perseguir os cristãos.

Depois pegue uma e amasse várias vezes, pise, suje ela, fure, jogue na parede, mas não rasgue, deixe inteira. Ela representará a vida de Paulo que sofreu por amor ao Evangelho.

Clique aqui para visualizar a dinâmica
Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

sexta-feira, 9 de maio de 2014

O ministério de apóstolo. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores (Ef 4.11).

VERDADE PRÁTICA
O dom do apostolado foi concedido por Deus à igreja com o propósito de expandir o Evangelho de Cristo.

LEITURA BIBLICA EM CLASSE - Efésios 4.7-16.
7 - Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo.
8 - Pelo que diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens.
9 - Ora, isto — ele subiu — que é, senão que também antes tinha descido às partes mais baixas da terra?
10 - Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas.
11 - E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,
12 - querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;
13 - até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo.
14 - Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.
15 - Antes, seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo.
16 - Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.

PROPOSTA
  • Apóstolo: enviado, mensageiro comissionado por Cristo;
  • Colégio apostólico: grupo dos 12 primeiros discípulos;
  • Os 12: convocados para andarem com Jesus;
  • A transformação: de Saulo, o fariseu, a Paulo, o apóstolo;
  • Paulo escreveu 13 dos 27 livros do Novo Testamento;
  • Paulo recebeu o Evangelho diretamente do Senhor;
  • Não houve uma sucessão apostólica;
  • Houve sim a manifestação do dom ministerial (apóstolo);
  • O ministério dos 12 não se repete mais.
INTRODUÇÃO
Os dons ministeriais são distribuídos por Deus à sua Igreja, objetivando desenvolver o caráter cristão da comunidade dos santos, tornando-o semelhante ao de Cristo (Ef 4.13).

Jesus consumou sua missão na terra, concedendo ao homem a oportunidade para sair do lamaçal do pecado, no entanto, a caminhada rumo a Jerusalém celestial requer santidade e perfeição, sem as quais certamente não será possível vermos Deus. Para esta missão foram designados homens, com dons concedidos por Jesus, para que estes trabalhem na intenção de proporcionar à igreja condições e conhecimento para atingir o estagio que possa agradar a Deus.

De acordo com as epístolas aos Efésios e aos Coríntios, são cinco os dons ministeriais concedidos por Deus à Igreja: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores (1 Co 12.27-29). Estes ministérios são necessários à vida da igreja local para cumprir a missão ordenada pelo Senhor ante o mundo e, simultaneamente, crescer “na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pe 3.18).

Mas como frisou o professor Luciano de Paula Lourenço é necessário fazermos distinção “entre os Dons Ministeriais e os títulos ministeriais”, também conhecidos como “cargos eclesiásticos”, que na verdade são meros preenchimentos de departamentos por pessoas não capacitadas e não preparadas, às vezes, que somente servem para aumentar o ego de ditos dirigentes ou pastores.

O dom ministerial vem de Deus e não depende do reconhecimento ou vontade humana, enquanto que os cargos eclesiásticos somente dependem do bom relacionamento, capacidade secular ou são efêmeras indicações motivadas por interesses políticos religiosos ou financeiros. Quem não conhece casos como estes?

Será que a igreja primitiva se rendia a tais artimanhas humanas? Na época, uma boa pessoa para assumir o controle entre os apóstolos e na própria igreja seria Paulo, devido ao seu conhecimento da Lei e posição de destaque entre os religiosos, mas ao contrário vimos homens comprometidos com a obra e que, nenhum momento, cogitaram separar o então Saulo para que exercesse algum cargo importante entre eles.

I. O COLÉGIO APOSTÓLICO
1. O TERMO “APÓSTOLO”. 
O Dicionário Bíblico Wycliffe informa que o termo grego apóstolos origina-se do verbo apostellein, que significa “enviar”, “remeter”. A palavra apóstolo, portanto, significa “aquele que é enviado”, “mensageiro”, “oficialmente comissionado por Cristo”. Ao longo do Novo Testamento, o verdadeiro apóstolo é enviado por Cristo igualmente como o Filho foi enviado pelo Pai (Mc 9.37; Lc 10.16; Jo 4.34) com a missão de salvar o pecador com autoridade, poder, graça e amor.

O primeiro dom citado por Paulo, foi o também o primeiro recebido pelos discípulos após a ressurreição de Jesus (Jo 20.19-21). Eles estavam reunidos, com exceção de Tomé, que foi visitado oito dias depois, e recebeu depois. O verdadeiro apostolado baseia-se na pessoa e obra de Jesus, o Apóstolo por excelência (Hb 3.1).

2. O COLÉGIO APOSTÓLICO. 
Entende-se por colégio apostólico o grupo dos doze primeiros discípulos de Jesus convidados por Ele para auxiliarem o seu ministério terreno, mesmo não sendo homens perfeitos, eles foram os primeiros escolhidos e vocacionados a levarem a mensagem do Evangelho a todo o mundo (Mt 28.19,20; Mc 16.15-20).

De acordo com Stanley Horton, eles foram habilitados a exercer “o ministério quando do estabelecimento da Igreja” (At 1.20,25,26), com exceção de Judas Iscariotes que cedeu seu lugar a Matias (At 1.26) que recebeu este dom, o qual lhe caiu em seu colo. Em outras palavras, os doze apóstolos constituíram a base ministerial para o desenvolvimento e a expansão da Igreja no mundo (cf  Ef 2.20; 3.5; Mt 16.18; Ap 21.14), com autoridade nunca vista entre os homens na face da terra, até então, mas antes, como nos mostra a Palavra de Deus, eles receberam o batismo com o Espírito Santo (Lc 24.49; At 1.8; 2.1-46) e se tornaram os únicos, “os Apóstolos do Cordeiro”, não deixando sucessores, uma vez que o ministério apostólico, na concepção da palavra, deixou de existir, cessou, pode ser copiado? Pode, mas as cópias apenas se tornam meros títulos para homens se gabarem ou se auto-dotarem de autoridade terrestre superficial, sem utilidade para o reino de Deus.

3. A SINGULARIDADE DOS DOZE. 
O apostolado dos doze tem uma conotação bem singular em relação aos demais encontrados em Atos e também nas epístolas paulinas. Os onze discípulos fiéis fizeram parte do “grupo dos treze”, juntamente com Matias, o escolhido (At 1.26) e Paulo, o especialmente chamado (At 9.4). Estes preencheram todos os requisitos necessários para que fossem considerados verdadeiros apóstolos, entre os quais destacamos o fato de todos terem visto o Cristo após a ressurreição (1 Co 15.7-9; cf At 1.21-22), entre outros:

a) Eles foram convocados pessoalmente pelo Senhor. Multidões seguiam Jesus por onde Ele passava (Mt 4.25), e muitos se tornavam seguidores do Mestre. Mas para iniciar o trabalho da Grande Comissão, apenas doze foram convocados pessoalmente por Ele (Mt 10.1; Lc 6.13).

b) Andaram com Jesus durante todo o seu ministério. Desde o batismo do Senhor até a crucificação, os doze andaram com o Mestre, aprenderam e conviveram com Ele (Mc 6.7; Jo 6.66-71; At 1.21-23).

c) Receberam autoridade do Senhor (Jo 20.21-23). Os doze receberam de Jesus um mandato especial para prosseguirem com a obra de evangelização. Eles foram revestidos de autoridade de Deus para expulsarem os demônios, curar os enfermos e pregar o Evangelho à humanidade (Mc 16.17,18; cf. At 2.4).

II. O APÓSTOLO PAULO
1. SAULO E SUA CONVERSÃO. 
Saulo foi um judeu de cidadania romana, educado “aos pés de Gamaliel”, e também um importante mestre do judaísmo (At 22.3,25). Ele era intelectual, fariseu e foi perseguidor dos cristãos, ato este que realizava com uma paixão nunca vista antes.

Assim como acontece com qualquer um, ele também visualizou um “divisor de águas não só em sua vida, mas também na história da humanidade”, pois um belo dia enquanto se dirigia a Damasco com cartas de autorização para prender os cristãos daquela localidade, que haviam fugido devido à perseguição em Jerusalém, Saulo teve uma experiência com o Cristo ressurreto (At 9.1-22). A sua vida foi inteiramente transformada a partir desse encontro pessoal com Jesus. De perseguidor, passou a perseguido; de Saulo, o fariseu, a Paulo, o apóstolo dos gentios.

Paulo levou o primeiro “soco” durante os momentos em que ficou ouvindo a pregação de Estevão e ficou meio atormentado, zonzo, logo se renderia aos pés de Jesus, era questão de tempo. O encontro à caminho de Damasco foi o golpe de misericórdia, que ele não suportou. Naquele dia caiu o bravo, o lobo, o valente e se levantou uma ovelha, um fraco, o fruto do pó da terra que sequer conseguiu dar um passo sem ajuda do próximo. Os companheiros perguntaram o que havia acontecido e não obtiveram resposta, pois o homem ficou sem voz. Pediram para que olhassem para eles, mas não tinham como, uma vez que o homem ficou cego. Por último pediram que se colocasse de pé, vã tentativa. O bravo Saulo precisava de ajuda. O golpe foi certeiro. É deste jeito que Jesus derruba “touro bravo”.

2. UM HOMEM PREPARADO PARA SERVIR. 
Dos vinte e sete livros do Novo Testamento, treze foram escritos pelo apóstolo Paulo. Quão grande tratado teológico encontramos em sua Epístola aos Romanos! O seu legado teológico foi grandioso para o cristianismo. Mas para além da intelectualidade teológica, o apóstolo dos gentios levou uma vida de sofrimento por causa da pregação do Cristo ressurreto. Este foi a aviso recebido pela vida de Ananias, quando foi colocado de pé, após a queda das escamas de seus olhos.

Toda a sua preparação intelectual anterior de nada serviria dali para frente, alias era preciso uma preparação, um novo mergulho nas profundezas dos mistérios de Deus, que certamente ele receberia e posteriormente repassaria para a igreja (cf 1 Co 11.23). Não foi a toa a declaração apostólica que denota tal verdade: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2Tm 4.7).

Com uma conversão tão espetacular quanto a de Paulo, certamente sairíamos imediatamente para testemunhar, pregar e anunciar o que ocorrera, porém Jesus ensinou ele a ser dependente dos outros, cegando-lhe para que fosse conduzido pela mão até ao endereço indicado na visão.

Desde cedo o grande líder aprendeu a depender dos outros, para entender pessoalmente o que é igreja como corpo de Cristo. Assim Jesus anulou qualquer possibilidade de obra pessoal, individual, centralizada num homem só, mesmo que ele fosse culto, inteligente, formado aos pés dos sábios, de grande reputação moral, social, política e religiosa, dependeu de seus subordinados e já em Damasco não foi recepcionado por nenhum dos grandes líderes da igreja primitiva, pelo contrário, pois Ananais um simples discípulo foi mencionado somente neste episódio. Isto serviu para mostrar ao recém convertido que todos, por mais simples que possam parecer, são membros do corpo de Cristo e por conseguinte são úteis a igreja, inclusive aqueles que a perseguiram ferozmente.

3. “O MENOR DOS APÓSTOLOS”. 
O apóstolo Paulo não pertencia ao colégio dos doze. Ele não andou com Jesus em seu ministério terreno nem testemunhou a ressurreição do Senhor, requisitos indispensáveis para o grupo dos doze (At 1.21-23), mas conheceu o Cristo ressurreto (At 9.4,5) e esteve lado a lado com Ele durante sua visão na sua chamada, quanto a não ter presenciado o ministério terreno há de se frisar que muito foi passado a ele, muito lhe foi ensinado. O apóstolo recebeu o Evangelho diretamente do Senhor (Gl 1.6-24; 1 Co 11.23), porém mesmo assim e humildemente, ele reconheceu que não merecia ser assim chamado, pois considerava-se um “abortivo”, como que nascido fora de tempo, o menor de todos (1 Co 15.8,9). Embora o colégio apostólico tenha reconhecido o apostolado paulino (Gl 2.6-10; 2 Pe 3.14-16), as igrejas plantadas por ele eram o selo do seu ministério apostólico (1 Co 9.2).

III. APOSTOLICIDADE ATUAL (Ef 4.11)
1. AINDA HÁ APÓSTOLOS? 
No sentido estrito do termo, e de acordo com a sua singularidade, apóstolos como os doze não mais existem. A Palavra de Deus diz que durante o milênio, os doze se assentarão sobre tronos para julgar as doze tribos de Israel (Mt 19.28). Os seus nomes também estarão registrados nos doze fundamentos da cidade santa (Ap 21.12-14). Logo, o colégio apostólico foi formado por um grupo limitado de discípulos, não havendo, portanto, uma sucessão apostólica, mesmo diante dos insistentes apelos midiáticos e do histórico religioso romano.

2. APÓSTOLOS FORA DOS DOZE. 
A carta aos Efésios apresenta a vigência do dom ministerial de apóstolo. O teólogo Stanley Horton informa-nos que “o Novo Testamento indica que havia outros apóstolos que também haviam sido dados como dons à Igreja. Entre estes se acham Paulo e Barnabé (At 14.4,14), bem como os parentes de Paulo, Andrônico e Júnia (Rm 16.7) e Tiago, irmão de Jesus (Gl 1.19; 1 Co 15.7-9). Ao longo do Novo Testamento, e no primeiro século da Igreja, o termo apóstolo recebeu um significado mais amplo, de um dom ministerial distribuído à igreja local (Dicionário Vine).

3. O MINISTÉRIO APOSTÓLICO ATUAL. 
Não há sucessão apostólica. Esta é uma doutrina formada pela igreja romana e, infelizmente, copiada por algumas evangélicas para justificar a existência do poder papal. O ministério dos doze não se repete mais. O que há é o ministério de caráter apostólico e não cabem neste contexto a vontade humana para preencher lacunas em departamentos ou para favorecer amigos ou parentes.

Atualmente, missionários enviados para evangelizar povos não alcançados pelo Evangelho são dignos de serem reconhecidos como verdadeiros apóstolos de Cristo. Homens como John Wesley, William Carey (cognominado “pai das missões modernas”), Hudson Taylor, D. L. Moody, Gunnar Vingren, Daniel Berg, “irmão André” e tantos outros, em tempos recentes, foram verdadeiros desbravadores apostólicos. Cidades e até países foram impactados pela instrumentalidade desses servos de Deus.

CONCLUSÃO
Nos moldes do colégio dos doze, o ministério apostólico não existe atualmente. Entretanto, o dom ministerial de apóstolo citado por Paulo em Efésios 4.11 está em plena vigência. Pastores experimentados, evangelistas e missionários que desbravaram os rincões do nosso país ou em países inimigos do Evangelho, são pessoas portadoras desse dom ministerial. São os verdadeiros apóstolos da Igreja de Cristo hoje.

OS OBJETIVOS DA LIÇÃO FORAM ALCANÇADOS?
1) Verdadeiros apóstolos: possuíam autoridade nunca vista.
2) Paulo: recebeu depois e nos ensinou.
3) Dom ministerial de apóstolo é para os corajosos.

REFERÊNCIAS
ANDRADE, Claudionor de. Atos dos apóstolos. Até aos confins da terra. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 1º trimestre de 2011. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2011.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Os dons de elocução. Disponível em:


Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)