terça-feira, 13 de maio de 2014

39) A mulher do fluxo de sangue - segundo os 4 evangelistas


MATEUS 9.20-22
  • 20 – Uma mulher que durante 12 anos sofria de uma hemorragia, chegou por detrás de Jesus e tocou em suas vestes. Ela poderia tocar em alguém mesmo com sua enfermidade? Conforme Lv 15.25 ninguém poderá tocar nela, talvez isto tenha facilitado sua passagem pelo meio da multidão, haja vista que todos notariam seu problema e a evitariam;
  • 21 – Ela estava convicta de que se apenas tocasse nas vestes de Jesus poderia ser curada;
  • 22 – Jesus olhou para ela e disse: “coragem, minha filha! Você sarou porque teve fé” (NTLH), e imediatamente a mulher ficou sã.

MARCOS 5.25-34
  • 25 – conforme Mt 9.20;
  • 26 – Marcos falou a respeito da perda material dela em virtude dos gastos com a enfermidade. Foram 12 anos de dor e sofrimento nas mãos dos médicos;
  • 27 – Ela ouviu falar de Jesus e veio por detrás, entre a multidão, que abriu caminho para ela devido a enfermidade (Lv 15.25) e tocou nas vestes do Mestre;
  • 28 – conforme Mt 9.21;
  • 29 – a fonte de seu sangue secou e sentiu que já estava curada;
  • 30 – Jesus conheceu que saiu virtude de si mesmo e olhou para a multidão perguntando que o havia tocado;
  • 31 – Os discípulos não entendendo o que seria “sentir virtude sair”, disseram: “A multidão te aperta, como saberemos”?
  • 32 – A mulher foi procurada por Jesus, que sabia que estava ali ainda a pessoa que havia tocado em suas vestes;
  • 33 – A declaração de culpa que inocentou a mulher. Ela temeu, aproximou-se e prostrou-se;
  • 34 – No versículo 25 ela era apenas uma “certa mulher que sofria”, já no versículo 40 se tornou “alguém que tocou em Jesus” e no versículo 34 foi chamada de “filha”.

LUCAS 8.43-48
  • 43 – Conforme Mc 9.26, acrescentando que nenhum médico foi capaz de curar sua enfermidade;
  • 44 – Conforme Mc 9.27, tocou e logo foi curada;
  • 45 – Conforme Mc 9.30, todos negaram o toque em Jesus. Pedro tomou a palavra e lembrou Jesus que a grande multidão o estava oprimindo;
  • 46 – Conforme Mc 9.30, Jesus conhecia quando de si saia virtude;
  • 47 – Conforme Mc 9.33, a mulher percebeu que não poderia mais se ocultar, por isto declarou sua culpa porque havia tocado em Jesus e como havia sido curada;
  • 48 – Conforme Mc 9.34.

JOÃO
  • Não há registro.

Obs: Jesus não interrompeu o atendido à filha de Jairo, simplesmente não havia como Ele não atender aquela mulher. Ela se achegou a Ele. A história seria a dela, mas o principal da sinagoga se adiantou. Ela sabia que devido a sua enfermidade não teria problemas para chegar perto de Jesus, já que todos na multidão fariam o possível para não tocar nela (Lv 15.25-27)

PRÓXIMO ASSUNTO: Jesus cura dois cegos

Fonte:
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia de Estudo Temas em concordância. Nova versão internacional (NVI). Roswell D. Hitchock. Editora Central Gospel. Rio de Janeiro, 2008.

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

domingo, 11 de maio de 2014

sábado, 10 de maio de 2014

Sugestão de dinâmica - lição 6 (O ministério de apóstolo)


Para a lição 6 - (O ministério de apóstolo), podemos repetir a dinâmica "José, um líder piedoso e temente a Deus". Basta trocar José por Paulo.

Aplicação 1:
A folha limpa, sem nenhuma marca representa a vida de Saulo (antes) e a folha amassada, suja, cheia de marcas representa a vida de Paulo.

Aplicação 2:
Peguem várias folhas sulfite e mostrem para a Igreja. Elas representam os cristãos. Rasgue ao meio. Esta era a atitude assassina de Saulo ao perseguir os cristãos.

Depois pegue uma e amasse várias vezes, pise, suje ela, fure, jogue na parede, mas não rasgue, deixe inteira. Ela representará a vida de Paulo que sofreu por amor ao Evangelho.

Clique aqui para visualizar a dinâmica
Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

sexta-feira, 9 de maio de 2014

O ministério de apóstolo. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores (Ef 4.11).

VERDADE PRÁTICA
O dom do apostolado foi concedido por Deus à igreja com o propósito de expandir o Evangelho de Cristo.

LEITURA BIBLICA EM CLASSE - Efésios 4.7-16.
7 - Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo.
8 - Pelo que diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens.
9 - Ora, isto — ele subiu — que é, senão que também antes tinha descido às partes mais baixas da terra?
10 - Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas.
11 - E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,
12 - querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;
13 - até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo.
14 - Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.
15 - Antes, seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo.
16 - Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.

PROPOSTA
  • Apóstolo: enviado, mensageiro comissionado por Cristo;
  • Colégio apostólico: grupo dos 12 primeiros discípulos;
  • Os 12: convocados para andarem com Jesus;
  • A transformação: de Saulo, o fariseu, a Paulo, o apóstolo;
  • Paulo escreveu 13 dos 27 livros do Novo Testamento;
  • Paulo recebeu o Evangelho diretamente do Senhor;
  • Não houve uma sucessão apostólica;
  • Houve sim a manifestação do dom ministerial (apóstolo);
  • O ministério dos 12 não se repete mais.
INTRODUÇÃO
Os dons ministeriais são distribuídos por Deus à sua Igreja, objetivando desenvolver o caráter cristão da comunidade dos santos, tornando-o semelhante ao de Cristo (Ef 4.13).

Jesus consumou sua missão na terra, concedendo ao homem a oportunidade para sair do lamaçal do pecado, no entanto, a caminhada rumo a Jerusalém celestial requer santidade e perfeição, sem as quais certamente não será possível vermos Deus. Para esta missão foram designados homens, com dons concedidos por Jesus, para que estes trabalhem na intenção de proporcionar à igreja condições e conhecimento para atingir o estagio que possa agradar a Deus.

De acordo com as epístolas aos Efésios e aos Coríntios, são cinco os dons ministeriais concedidos por Deus à Igreja: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores (1 Co 12.27-29). Estes ministérios são necessários à vida da igreja local para cumprir a missão ordenada pelo Senhor ante o mundo e, simultaneamente, crescer “na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pe 3.18).

Mas como frisou o professor Luciano de Paula Lourenço é necessário fazermos distinção “entre os Dons Ministeriais e os títulos ministeriais”, também conhecidos como “cargos eclesiásticos”, que na verdade são meros preenchimentos de departamentos por pessoas não capacitadas e não preparadas, às vezes, que somente servem para aumentar o ego de ditos dirigentes ou pastores.

O dom ministerial vem de Deus e não depende do reconhecimento ou vontade humana, enquanto que os cargos eclesiásticos somente dependem do bom relacionamento, capacidade secular ou são efêmeras indicações motivadas por interesses políticos religiosos ou financeiros. Quem não conhece casos como estes?

Será que a igreja primitiva se rendia a tais artimanhas humanas? Na época, uma boa pessoa para assumir o controle entre os apóstolos e na própria igreja seria Paulo, devido ao seu conhecimento da Lei e posição de destaque entre os religiosos, mas ao contrário vimos homens comprometidos com a obra e que, nenhum momento, cogitaram separar o então Saulo para que exercesse algum cargo importante entre eles.

I. O COLÉGIO APOSTÓLICO
1. O TERMO “APÓSTOLO”. 
O Dicionário Bíblico Wycliffe informa que o termo grego apóstolos origina-se do verbo apostellein, que significa “enviar”, “remeter”. A palavra apóstolo, portanto, significa “aquele que é enviado”, “mensageiro”, “oficialmente comissionado por Cristo”. Ao longo do Novo Testamento, o verdadeiro apóstolo é enviado por Cristo igualmente como o Filho foi enviado pelo Pai (Mc 9.37; Lc 10.16; Jo 4.34) com a missão de salvar o pecador com autoridade, poder, graça e amor.

O primeiro dom citado por Paulo, foi o também o primeiro recebido pelos discípulos após a ressurreição de Jesus (Jo 20.19-21). Eles estavam reunidos, com exceção de Tomé, que foi visitado oito dias depois, e recebeu depois. O verdadeiro apostolado baseia-se na pessoa e obra de Jesus, o Apóstolo por excelência (Hb 3.1).

2. O COLÉGIO APOSTÓLICO. 
Entende-se por colégio apostólico o grupo dos doze primeiros discípulos de Jesus convidados por Ele para auxiliarem o seu ministério terreno, mesmo não sendo homens perfeitos, eles foram os primeiros escolhidos e vocacionados a levarem a mensagem do Evangelho a todo o mundo (Mt 28.19,20; Mc 16.15-20).

De acordo com Stanley Horton, eles foram habilitados a exercer “o ministério quando do estabelecimento da Igreja” (At 1.20,25,26), com exceção de Judas Iscariotes que cedeu seu lugar a Matias (At 1.26) que recebeu este dom, o qual lhe caiu em seu colo. Em outras palavras, os doze apóstolos constituíram a base ministerial para o desenvolvimento e a expansão da Igreja no mundo (cf  Ef 2.20; 3.5; Mt 16.18; Ap 21.14), com autoridade nunca vista entre os homens na face da terra, até então, mas antes, como nos mostra a Palavra de Deus, eles receberam o batismo com o Espírito Santo (Lc 24.49; At 1.8; 2.1-46) e se tornaram os únicos, “os Apóstolos do Cordeiro”, não deixando sucessores, uma vez que o ministério apostólico, na concepção da palavra, deixou de existir, cessou, pode ser copiado? Pode, mas as cópias apenas se tornam meros títulos para homens se gabarem ou se auto-dotarem de autoridade terrestre superficial, sem utilidade para o reino de Deus.

3. A SINGULARIDADE DOS DOZE. 
O apostolado dos doze tem uma conotação bem singular em relação aos demais encontrados em Atos e também nas epístolas paulinas. Os onze discípulos fiéis fizeram parte do “grupo dos treze”, juntamente com Matias, o escolhido (At 1.26) e Paulo, o especialmente chamado (At 9.4). Estes preencheram todos os requisitos necessários para que fossem considerados verdadeiros apóstolos, entre os quais destacamos o fato de todos terem visto o Cristo após a ressurreição (1 Co 15.7-9; cf At 1.21-22), entre outros:

a) Eles foram convocados pessoalmente pelo Senhor. Multidões seguiam Jesus por onde Ele passava (Mt 4.25), e muitos se tornavam seguidores do Mestre. Mas para iniciar o trabalho da Grande Comissão, apenas doze foram convocados pessoalmente por Ele (Mt 10.1; Lc 6.13).

b) Andaram com Jesus durante todo o seu ministério. Desde o batismo do Senhor até a crucificação, os doze andaram com o Mestre, aprenderam e conviveram com Ele (Mc 6.7; Jo 6.66-71; At 1.21-23).

c) Receberam autoridade do Senhor (Jo 20.21-23). Os doze receberam de Jesus um mandato especial para prosseguirem com a obra de evangelização. Eles foram revestidos de autoridade de Deus para expulsarem os demônios, curar os enfermos e pregar o Evangelho à humanidade (Mc 16.17,18; cf. At 2.4).

II. O APÓSTOLO PAULO
1. SAULO E SUA CONVERSÃO. 
Saulo foi um judeu de cidadania romana, educado “aos pés de Gamaliel”, e também um importante mestre do judaísmo (At 22.3,25). Ele era intelectual, fariseu e foi perseguidor dos cristãos, ato este que realizava com uma paixão nunca vista antes.

Assim como acontece com qualquer um, ele também visualizou um “divisor de águas não só em sua vida, mas também na história da humanidade”, pois um belo dia enquanto se dirigia a Damasco com cartas de autorização para prender os cristãos daquela localidade, que haviam fugido devido à perseguição em Jerusalém, Saulo teve uma experiência com o Cristo ressurreto (At 9.1-22). A sua vida foi inteiramente transformada a partir desse encontro pessoal com Jesus. De perseguidor, passou a perseguido; de Saulo, o fariseu, a Paulo, o apóstolo dos gentios.

Paulo levou o primeiro “soco” durante os momentos em que ficou ouvindo a pregação de Estevão e ficou meio atormentado, zonzo, logo se renderia aos pés de Jesus, era questão de tempo. O encontro à caminho de Damasco foi o golpe de misericórdia, que ele não suportou. Naquele dia caiu o bravo, o lobo, o valente e se levantou uma ovelha, um fraco, o fruto do pó da terra que sequer conseguiu dar um passo sem ajuda do próximo. Os companheiros perguntaram o que havia acontecido e não obtiveram resposta, pois o homem ficou sem voz. Pediram para que olhassem para eles, mas não tinham como, uma vez que o homem ficou cego. Por último pediram que se colocasse de pé, vã tentativa. O bravo Saulo precisava de ajuda. O golpe foi certeiro. É deste jeito que Jesus derruba “touro bravo”.

2. UM HOMEM PREPARADO PARA SERVIR. 
Dos vinte e sete livros do Novo Testamento, treze foram escritos pelo apóstolo Paulo. Quão grande tratado teológico encontramos em sua Epístola aos Romanos! O seu legado teológico foi grandioso para o cristianismo. Mas para além da intelectualidade teológica, o apóstolo dos gentios levou uma vida de sofrimento por causa da pregação do Cristo ressurreto. Este foi a aviso recebido pela vida de Ananias, quando foi colocado de pé, após a queda das escamas de seus olhos.

Toda a sua preparação intelectual anterior de nada serviria dali para frente, alias era preciso uma preparação, um novo mergulho nas profundezas dos mistérios de Deus, que certamente ele receberia e posteriormente repassaria para a igreja (cf 1 Co 11.23). Não foi a toa a declaração apostólica que denota tal verdade: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2Tm 4.7).

Com uma conversão tão espetacular quanto a de Paulo, certamente sairíamos imediatamente para testemunhar, pregar e anunciar o que ocorrera, porém Jesus ensinou ele a ser dependente dos outros, cegando-lhe para que fosse conduzido pela mão até ao endereço indicado na visão.

Desde cedo o grande líder aprendeu a depender dos outros, para entender pessoalmente o que é igreja como corpo de Cristo. Assim Jesus anulou qualquer possibilidade de obra pessoal, individual, centralizada num homem só, mesmo que ele fosse culto, inteligente, formado aos pés dos sábios, de grande reputação moral, social, política e religiosa, dependeu de seus subordinados e já em Damasco não foi recepcionado por nenhum dos grandes líderes da igreja primitiva, pelo contrário, pois Ananais um simples discípulo foi mencionado somente neste episódio. Isto serviu para mostrar ao recém convertido que todos, por mais simples que possam parecer, são membros do corpo de Cristo e por conseguinte são úteis a igreja, inclusive aqueles que a perseguiram ferozmente.

3. “O MENOR DOS APÓSTOLOS”. 
O apóstolo Paulo não pertencia ao colégio dos doze. Ele não andou com Jesus em seu ministério terreno nem testemunhou a ressurreição do Senhor, requisitos indispensáveis para o grupo dos doze (At 1.21-23), mas conheceu o Cristo ressurreto (At 9.4,5) e esteve lado a lado com Ele durante sua visão na sua chamada, quanto a não ter presenciado o ministério terreno há de se frisar que muito foi passado a ele, muito lhe foi ensinado. O apóstolo recebeu o Evangelho diretamente do Senhor (Gl 1.6-24; 1 Co 11.23), porém mesmo assim e humildemente, ele reconheceu que não merecia ser assim chamado, pois considerava-se um “abortivo”, como que nascido fora de tempo, o menor de todos (1 Co 15.8,9). Embora o colégio apostólico tenha reconhecido o apostolado paulino (Gl 2.6-10; 2 Pe 3.14-16), as igrejas plantadas por ele eram o selo do seu ministério apostólico (1 Co 9.2).

III. APOSTOLICIDADE ATUAL (Ef 4.11)
1. AINDA HÁ APÓSTOLOS? 
No sentido estrito do termo, e de acordo com a sua singularidade, apóstolos como os doze não mais existem. A Palavra de Deus diz que durante o milênio, os doze se assentarão sobre tronos para julgar as doze tribos de Israel (Mt 19.28). Os seus nomes também estarão registrados nos doze fundamentos da cidade santa (Ap 21.12-14). Logo, o colégio apostólico foi formado por um grupo limitado de discípulos, não havendo, portanto, uma sucessão apostólica, mesmo diante dos insistentes apelos midiáticos e do histórico religioso romano.

2. APÓSTOLOS FORA DOS DOZE. 
A carta aos Efésios apresenta a vigência do dom ministerial de apóstolo. O teólogo Stanley Horton informa-nos que “o Novo Testamento indica que havia outros apóstolos que também haviam sido dados como dons à Igreja. Entre estes se acham Paulo e Barnabé (At 14.4,14), bem como os parentes de Paulo, Andrônico e Júnia (Rm 16.7) e Tiago, irmão de Jesus (Gl 1.19; 1 Co 15.7-9). Ao longo do Novo Testamento, e no primeiro século da Igreja, o termo apóstolo recebeu um significado mais amplo, de um dom ministerial distribuído à igreja local (Dicionário Vine).

3. O MINISTÉRIO APOSTÓLICO ATUAL. 
Não há sucessão apostólica. Esta é uma doutrina formada pela igreja romana e, infelizmente, copiada por algumas evangélicas para justificar a existência do poder papal. O ministério dos doze não se repete mais. O que há é o ministério de caráter apostólico e não cabem neste contexto a vontade humana para preencher lacunas em departamentos ou para favorecer amigos ou parentes.

Atualmente, missionários enviados para evangelizar povos não alcançados pelo Evangelho são dignos de serem reconhecidos como verdadeiros apóstolos de Cristo. Homens como John Wesley, William Carey (cognominado “pai das missões modernas”), Hudson Taylor, D. L. Moody, Gunnar Vingren, Daniel Berg, “irmão André” e tantos outros, em tempos recentes, foram verdadeiros desbravadores apostólicos. Cidades e até países foram impactados pela instrumentalidade desses servos de Deus.

CONCLUSÃO
Nos moldes do colégio dos doze, o ministério apostólico não existe atualmente. Entretanto, o dom ministerial de apóstolo citado por Paulo em Efésios 4.11 está em plena vigência. Pastores experimentados, evangelistas e missionários que desbravaram os rincões do nosso país ou em países inimigos do Evangelho, são pessoas portadoras desse dom ministerial. São os verdadeiros apóstolos da Igreja de Cristo hoje.

OS OBJETIVOS DA LIÇÃO FORAM ALCANÇADOS?
1) Verdadeiros apóstolos: possuíam autoridade nunca vista.
2) Paulo: recebeu depois e nos ensinou.
3) Dom ministerial de apóstolo é para os corajosos.

REFERÊNCIAS
ANDRADE, Claudionor de. Atos dos apóstolos. Até aos confins da terra. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 1º trimestre de 2011. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2011.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Os dons de elocução. Disponível em:


Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

terça-feira, 6 de maio de 2014

4) Números – Na Bíblia Hebraica este livro é chamado de “No deserto”:

Para quem foi escrito este livro?
Para os israelitas.

Por quem foi escrito (autor)?  
Moisés.

Em qual momento histórico?   
Antes da entrada de Israel na terra prometida.

Por que este livro foi escrito? 
Porque os israelitas precisavam ser preparados para entrar na terra prometida e nas promessas da aliança.

Para quê este livro foi escrito?        
Para exortar a geração nascida no deserto a perseverar na fé e na obediência que faltaram aos seus pais (pecados pelos quais Deus os fez peregrinar 40 anos no deserto).


Obs: Material extraído do DVD "Mega Coletânea Bíblica - 10.000 artigos". Não tem citação da fonte, mas se alguém conhecer, ficarei grato e mencionarei.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Os dons de elocução. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder         que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre. Amém! (1Pe 4.11).

VERDADE PRÁTICA
Os dons de profecia, de variedades de línguas e de interpretação das línguas são para edificar, exortar e consolar a Igreja de Cristo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – 1 Co 12.7,10-12; 14.26-32.
12.7Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.
12.10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.
12.11 - Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.
12.12 - Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.
14.26 - Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.
14.27 - E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou, quando muito, três, e por sua vez, e haja intérprete.
14.28 - Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja e fale consigo mesmo e com Deus.
14.29 - E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.
14.30 - Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro.
14.31 - Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros, para que todos aprendam e todos sejam consolados.
14.32 - E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.

PROPOSTA DA LIÇÃO
·         Dons de elocução: profecia, variedades e interpretação;
·         Profecia: mensagem espontânea inspirada pelo Espírito;
·         Profecia: muito importante para a igreja. Buscai-o;
·         A profecia contribuiu para edificação da igreja;
·         Variedades: tão importante quanto os outros dons;
·         Línguas estranhas edifica os que “falam”;
·         Variedades: não é um fenômeno da era apostólica;
·         Interpretação: capacidade de interpretar a mensagem;
·         A mensagem interpretada edifica a igreja.

INTRODUÇÃO
Os dons de poder revelam a Onipotência de Deus, os dons de revelação revelam sua Onisciência e os dons elocução revelam a sua Onipresença. São três os dons classificados como os de elocução, aqueles que denotam ação ou efeito de enunciar o pensamento por palavras, os quais são: profecia, variedade de línguas e interpretação das línguas. Estes dons, assim como os demais, dão a ideia de trabalho, responsabilidade e tal como os outros, por vezes, não são buscados ou infelizmente desprezados pela igreja, mesmo que sejam muitos mais presentes em nosso meio, dando ao portador um maior destaque e visibilidade, que às vezes os fazem esperar algo em troca deste trabalho, o que diga-se de passagem contraria a vontade de Deus.

Os propósitos destes dons especiais são os de edificar, exortar e consolar a Igreja de Cristo (1 Co 14.3), isso porque os dons de elocução são manifestações sobrenaturais vindas de Deus, e não podem ser utilizadas na igreja de forma incorreta. Também não podem cair em mãos erradas, apesar de que sabemos que Deus não erra, até mesmo na concessão dos dons, porém o homem pode usá-lo de forma contrária aos desígnios de Deus ou pode, na pior das hipóteses, não usá-lo.

Devemos estudar estes dons com diligência, reverência e temor de Deus, para não sermos enganados pelas falsas manifestações. Atualmente temos visto muita confusão e falta de sabedoria no uso destes dons, em especial o de profecia, por isso, precisamos estudar com afinco este tema a fim de que não sejamos enganados pelos falsos profetas.

Paulo exortou os crentes de Corinto para que eles procurassem com zelo os dons espirituais e em especial o dom de profecia, pois aquele que profetiza edifica toda a igreja.

I. DOM DE PROFECIA (1Co 12.10)
1. O QUE É O DOM DE PROFECIA? 
De acordo com Stanley Horton, o dom de profecia relatado por Paulo em 1 Coríntios 14 refere-se a mensagens espontâneas, inspiradas pelo Espírito, em uma língua conhecida para quem fala e também para quem ouve, objetivando edificar, exortar ou consolar a pessoa destinatária da mensagem e a igreja e não a pessoa que esta sendo usada ou que supostamente se imagina. De nada adiantaria uma profecia dirigida a alguma pessoa em uma língua totalmente desconhecida ou uma sequência de palavras sem sentido, uma charada, desta forma não seria edificada tanto a pessoa que estivesse recebendo quanto a igreja que estivesse presenciando.

Profetizar não é desejar uma bênção a uma pessoa, pois essa não é a finalidade da profecia. Infelizmente, por falta de ensino da Palavra de Deus nas igrejas, aparecem várias aberrações concernentes ao uso incorreto deste dom. Não poucos crentes e igrejas locais sofrem com as consequências das falsas profecias, um número incalculável de pessoas frustradas, que não receberam o que ouviram e que passaram a desacreditar na maior de todas as profecias, a Palavra. Tais pessoas não examinaram “tudo” o que ouviram conforme as Escrituras orientam (1 Ts 5.20), pela qual podemos julgar e discernir, pelo Espírito, o que está por trás das mensagens. Toda profecia espontânea deve ser julgada (1 Co 14.29-33) e não o profeta, pois quando não houver humanos para serem usados como instrumentos por Deus, certamente serão usados outros meios ou animais (Nm 22.21-33; Lc 19.40).

As palavras boas, de vitória, incentivo não podem ser consideradas como manifestação do dom da profecia, pois não são assim manifesta a qualquer hora conforme vontade ou desejo humano, pelo contrário, toda profecia é inspirada pelo Espírito Santo, assim falaram todos os profetas e homens santos de Deus (1 Pe 1.21), muito diferente dos dias atuais, onde nem todos são profetas, tal como disse Paulo à igreja de Corinto (1 Co 12.29).

Pois como poderíamos classificar a profecia entregue por Jesus a Pedro antes de sua agonia? Não foram palavras de vitória ou incentivo, foi um aviso, a verdade nua e crua, sem rodeios, sem estimular o seu ego e na presença de todos os outros discípulos (Mt 26.34). O homem que recebera a profecia negaria seu Mestre, por três vezes, antes que o galo cantasse e quando isto aconteceu qual (Mt 26.75) foi a reação dele? Tristeza ou alegria? Desmoronou ou foi edificado? E os outros discípulos se entristeceram ou se alegraram com aquilo tudo? Eles pensaram: “a profecia foi entregue agora a pouco e já se cumpriu, então as outras que Ele nos entregou também se cumprirão”. Creio que todos gritaram; “glorias a Deus”, mas antes Pedro derramou algumas lagrimas pelo seu erro.

2. A RELEVÂNCIA DO DOM DE PROFECIA. 
O dom de profecia é tão importante para a Igreja de Cristo que o apóstolo Paulo exortou a sua busca (1 Co 14.1). Não obstante, ele igualmente recomendou que o exercício desse dom fosse observado pela ordem e cuidado nos cultos (1 Co 14.40). Este dom não serve tão somente esperançar-nos quanto ao futuro, mas serve acima de tudo “para fortalecer e promover a vida espiritual, a maturidade e o caráter santo dos crentes. A profecia é necessária para impedir a corrupção espiritual e moral do povo de Deus”. Onde não há profecia o povo se corrompe (Pv 29.18).

Os crentes de Corinto deveriam julgar as profecias quanto ao seu conteúdo e a origem de onde elas procedem (1 Co 14.29), pois elas possuem três fontes distintas: Deus, o homem ou o Diabo. Devemos nos cuidar, pois a Bíblia, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, mostra ações dos falsos profetas. O Senhor Jesus nos alertou: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores” (Mt 7.15).

3. PROPÓSITOS DA PROFECIA. 
Ainda existe muita confusão a respeito do uso dos dons de elocução, e em especial ao de profecia e sua função. Há líderes permitindo que as igrejas que lideram sejam guiadas por supostos profetas. Outros líderes, também erroneamente, não tomam decisão alguma sem antes consultar um “profeta” ou uma “profetisa”. Estes profetizam aquilo que as pessoas querem ouvir e não o que o Senhor realmente quer falar. Todavia, a Palavra de Deus alerta-nos a que não ouçamos a tais falsários (Jr 23.9-22). Tal como Davi, que em certa ocasião recebeu uma mensagem do profeta Natã, a qual lhe garantia sucesso em seu desejo de construir uma habitação para a arca do concerto (2 Sm 7.3), porém era somente para agradá-lo, não vinha de Deus aquela mensagem. Durante a noite, o profeta, não conseguiu dormir, pois os tais que assim agem certamente também não dormem, e ele recebeu outra mensagem, agora vinda do Alto (2 Sm 7.4-17), que deveria ser repassada ao rei e era muito diferente do que ele havia falado. Com que cara ele olhou para Davi? Os interesses que estavam em jogo na primeira mensagem de Natã foram os pessoais, econômicos e históricos, não estavam ali expostos a vontade de Deus.

“O tríplice propósito da profecia neotestamentária” é a edificação, exortação e consolação da igreja. São mensagens concedidas pelo Espírito Santo para ajudar e não confundir ou abalar a fé daqueles que já possuem uma firme edificação.

A Igreja de Jesus Cristo deve ser conduzida segundo as Escrituras, pois esta é a inerrante Palavra de Deus. A Bíblia Sagrada, a Profecia por excelência, deve ser o manual do líder cristão.

II. VARIEDADE DE LÍNGUAS (1Co 12.10)
1. O QUE É O DOM DE VARIEDADES DE LÍNGUAS? 
De acordo com o teólogo pentecostal Thomas Hoover, o dom de línguas é “a habilidade de falar uma língua que o próprio falante não entende, para fins de louvor, oração ou transmissão de uma mensagem divina”. Segundo Stanley Horton, “alguns ensinam que, por estarem alistados em último lugar, estes dons são os de menor importância”. Ele acrescenta que tal “conclusão é insustentável”, pois as “cinco listas de dons encontradas no Novo Testamento colocam os dons em ordens diferentes”. O dom de variedades de línguas é tão importante para a igreja quanto os demais apresentados em 1 Coríntios 12.

Enquanto as línguas estranhas como sinal são concedidas a todos os que são batizados com o Espírito Santo (At 2.4 10.46; 19.6), o dom de variedade de línguas não é dado a todos os que são batizados, pois depende da soberania, do propósito e da vontade do Espírito Santo (I Co 12.1) e em resposta a busca zelosa do crente (I Co 12.31; 14.1).

Este dom é “dado pelo Espírito Santo para que pessoas, que sem uso da razão,  se tornem instrumentos da voz do Senhor”, com objetivos claros no seio da igreja, para que os “não crentes” não se escandalizem ou para que não sejam somente palavras ditas ao ar, tal como ocorria na igreja imatura de Corinto, deve servir para edificação individual do que fala, uma vez que se torna a comunicação do nosso espirito diretamente com Deus sem passar pelo nosso intelecto ou razão. Devemos entender o significado e função deste dom:

a) Glossolalia
É popularmente conhecida como línguas estranhas. É a manifestação física do enchimento do Espírito Santo. As palavras não são ditas pela mente do homem, mas são inspiradas pelo Espírito Santo. São línguas desconhecidas e não identificáveis pela inteligência humana, somente entendidas por Deus (I Co 14:2). Glossolalia não é poliglotismo, onde uma pessoa possui facilidade para aprender e falar muitos idiomas.

b) Xenolalia.
Palavra grega que significa idiomas pátrios. É o falar em línguas através de um idioma conhecido (At 2.6), estranho apenas para quem fala. Ocorre quando uma pessoa fala ou faz uma oração em línguas que expressam uma linguagem humana real, que era até então desconhecida para o indivíduo.

Bem antes da manifestação das línguas estranhas no dia de Pentecostes, Israel já havia se deparado com outras línguas estranhas (Ne 13.23-24). Os filhos dos judeus, fruto dos casamentos mistos, não falavam o idioma judaico. Eles falavam meio asdodita, ou conforme a língua ESTRANHA da mãe amonita ou moabita. Ao longo de sua história, Israel aprendeu facilmente outras línguas terrenas estranhas para eles, tal como a dos egípcios, babilônicos, amonitas, moabitas, sírios, assírios, romanos, gregos e de todas as outras nações pelas quais se espalhou após o ano 70 d.C.