sexta-feira, 13 de junho de 2014

O presbítero, bispo ou ancião. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam e, de cidade em cidade, estabelecesses presbíteros [...] (Tt 1.5).

VERDADE PRÁTICA
O presbitério deve ser constituído por pessoas idôneas para auxiliar na administração da igreja local.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Tt 1.5-7; 1 Pd 5.1-4.
Tt 1.5 - Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam e, de cidade em cidade, estabelecesses presbíteros, como já te mandei:
Tt 1.6 - aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes.
Tt 1.7 - Porque convém que o bispo seja irrepreensível como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espanca dor, nem cobiçoso de torpe ganância;
1 Pd 5.1 - Aos presbíteros que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar:
1 Pd 5.2 - apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto;
1 Pd 5.3 - nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho.
1 Pd 5.4 - E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória.

PROPOSTA
·           Presbítero: sinônimo de bispo/supervisor/professor/pastor;
·           Paulo cuidou das igrejas. Separou obreiros;
·           A função dos presbíteros é pastoral;
·           “Não desprezes o dom que há em ti”;
·           Os presbíteros anunciaram as resoluções do Concilio;
·           Presbíteros: governem bem e serão estimados;
·           Os presbíteros devem alimentar o rebanho com a Palavra;
·           Liderar é estar disponível para servir e não ser servido;
·           O ato da unção não pode ser banalizado pela igreja.

INTRODUÇÃO
No início da Igreja do primeiro século havia líderes que orientavam os crentes quanto ao Evangelho, bem como à organização e desenvolvimento da igreja local, tal como visto no episodio da suposta falta de atenção em relação aos problemas das viúvas dos gregos (At 6.1).  O caso não foi abafado ou “empurrado com a barriga”, tipo: “deixa como está para ver como fica”. Os apóstolos viram a necessidade e separaram homens para o socorro, o mesmo fato se repetiu, guardada as devidas proporções, quando houve o crescimento da igreja, diante da frutificação na vida pessoas que se achegavam, pois houve necessidade de garantir um discipulado integral dos convertidos, motivo pelo qual crentes idôneos e maduros na fé foram separados para exercerem zelarem pelo precioso rebanho. Os presbíteros foram os encarregados desta tarefa.

I. A ESCOLHA DOS PRESBÍTEROS
1. SIGNIFICADO DA FUNÇÃO. 
De acordo com a Bíblia de Estudo Palavras-Chave, o termo “presbítero” (do gr. presbyteros) é uma forma comparativa da palavra grega presbys, “pessoa mais velha”. Como substantivo, e no emprego dos judeus e cristãos, “presbítero” é um título de dignidade dos indivíduos experientes e de idade madura que formavam o governo da igreja local. É um sinônimo de bispo (gr. episkopos, supervisor); de professor (gr. didaskolos); e de pastor (gr. poimēn).

2. A LIDERANÇA LOCAL. 
O apóstolo Paulo cuidou de organizar a administração das igrejas locais por onde as plantava, separando um grupo de obreiros para tal trabalho. Quando escreve ao seu discípulo, o jovem Tito, Paulo o instrui a estabelecer presbíteros em diversos lugares, de cidade em cidade (Tt 1.4,5,7). “O texto da carta indica que havia graves faltas na vida individual e conjunta das igrejas de Creta”, tais como a falta de uma liderança espiritual eficaz, a presença de falsos mestres e inaceitável imoralidade entre alguns (T1 1.5, 10, 11). Está claro, assim, o aspecto pastoral da função exercida pelos presbíteros nas comunidades cristãs antigas, que deveria ser observado.

3. AS QUALIFICAÇÕES. 
Em o Novo Testamento, as referências aos presbíteros encontram-se no plural: “presbíteros”, “bispos” ou “anciãos” (At 11.30; 15.2,4,6; 20.17; Tg 5.14; 1Pe 5.1). Como a liderança local era formada por um grupo de irmãos experientes na fé para cuidarem da igreja, a função dos presbíteros era pastoral. Portanto, o presbítero é um pastor, um apascentador de ovelhas! A Palavra de Deus expressa qualificações bem objetivas para o exercício fiel dessa função. Tais qualificações estão descritas em Tito 1.6-9 para presbítero, assim como em 1 Timóteo 3.1-7 para “bispo”, denotando o aspecto sinonímico dos dois termos. Uma leitura atenta das duas listas indica a importância da função e como as igrejas não podem descuidar-se quando da ordenação de pessoas para servi-la. O bom conselho do apóstolo Paulo ainda é a maneira mais segura para se separar obreiros.

II. A IMPORTÂNCIA DO PRESBITÉRIO
1. SIGNIFICADO DO TERMO. 
“Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério” (1Tm 4.14). Foi dessa forma que o apóstolo Paulo lembrou Timóteo, aconselhando-o acerca do reconhecimento do ministério do jovem pastor pelo conselho de obreiros. O Novo Testamento classifica esse corpo de obreiro de “presbitério” (do gr.presbyterion, substantivo de presbítero, um conselho formado por anciãos da igreja cristã).

2. A ATUAÇÃO DO PRESBITÉRIO. 
No Concílio de Jerusalém, em relação às sérias questões étnicas e eclesiásticas que podiam comprometer a expansão da igreja, os apóstolos e os anciãos (presbíteros) foram chamados para debater e legislar sobre o assunto (At 15.2,6,9-11), isto prova o campo de atuação dos presbíteros, cuidado com a Palavra e com o rebanho. Em seguida, os presbíteros foram enviados à Antioquia para orientar os irmãos sobre a resolução dos problemas que perturbavam os novos convertidos: “E, quando iam passando pelas cidades, lhes entregavam, para serem observados, os decretos que haviam sido estabelecidos pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém” (At 16.4).

3. A VALORIZAÇÃO DO PRESBITÉRIO. 
O presbitério deve ser valorizado, pois desde os primórdios da Igreja cristã, a sua existência tem fundamento na Palavra de Deus. O rebanho do Senhor será ainda mais bem atendido se o presbitério das nossas igrejas for preparado para uma atuação mais efetiva no governo da igreja e no ministério de ensino, tal como instruiu o apóstolo Paulo: “Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina” (1Tm 5.17). O Novo Testamento mostra que, apesar de haver um pastor titular, o governo de uma igreja não era exercido por um único líder, mas pelo conselho de obreiros (At 20.17-37; Ef 4.11, 1Pe 5.1). O presbitério é de vital importância ao desenvolvimento das igrejas locais e ao bom ordenamento do Corpo de Cristo.

III. OS DEVERES DO PRESBITÉRIO
1. APASCENTAR A IGREJA. 
Os presbíteros têm o dever de alimentar o rebanho de Deus com a exposição da Santa Palavra. O apóstolo Pedro bem exortou aos presbíteros da sua época acerca desta tarefa: (1Pe 5.2a). O apascentar as ovelhas do Senhor se dá com cuidado pastoral, não pela força ou violência, como se os obreiros tivessem domínio sobre o Corpo de Cristo. Esse ato ocorre voluntariamente, sem interesse financeiro, servindo de exemplo ao rebanho em tudo (1Pe 5.2,3). Os presbíteros formam o conselho da igreja local cujo objetivo maior é atuar na formação espiritual, social, moral e familiar do povo de Deus.

2. LIDERAR A IGREJA LOCAL.
A liderança da igreja local tem duas esferas principais de atuação: o governo e o ensino. O presbítero, quando designado para essas tarefas, tem o dever de exercê-las na “Igreja de Deus” (1Tm 3.5). Para isso, ele precisa saber “governar a sua própria casa” e ser “apto a ensinar” (1Tm 3.2,4). Liderar o rebanho de Deus, segundo o Novo Testamento, é estar disponível “para servir” e “não para ser servido” (Mt 20.25-28; Mc 10.42-45). Com o objetivo de exercer competentemente esta função, o presbítero deve ser uma pessoa experiente, idônea e pronta a ser exemplo na igreja local. Ensinar e governar com equidade e seriedade é o maior compromisso de todo homem de Deus chamado para tão nobre tarefa.

3. UNGIR OS ENFERMOS. 
“Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor” (Tg 5.14). O ato da unção dos enfermos não pode ser banalizado na igreja local. Ele revela a proximidade que o presbítero deve ter com as pessoas. O membro da igreja local tem de se sentir à vontade para procurar qualquer um dos presbíteros e receber oração ou uma palavra pastoral. Tal obreiro foi separado pelo Pai e pela igreja para atender a essas demandas.

CONCLUSÃO
Vimos que os termos presbítero, bispo e pastor são sinônimos. Os presbíteros, ou bispos, sempre formaram um corpo de obreiros com a finalidade de contribuir para a edificação da igreja local. Eles exercem uma função pastoral. Nas Assembleias de Deus no Brasil, os presbíteros exercem este serviço, pastoreando as congregações. Eles ainda cuidam da execução das principais tarefas da Igreja: a evangelização e o ensino da Palavra. Portanto, esses obreiros precisam ser bem selecionados e valorizados pela igreja local.

OBJETIVOS DA LIÇÃO – FORAM ALCANÇADOS?
  1. Presbíteros: corpo de obreiros. Zelam pelo rebanho;
  2. Presbíteros: devem se valorizados, são importantes.
  3. Função: apascentar, liderar e ungir enfermos.
REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.


LOURENÇO, Luciano de Paula. O presbítero, bispo ou ancião. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2014/06/aula-11-o-presbitero-bispo-ou-anciao.html. Acesso em 11 de junho de 2014.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

quinta-feira, 12 de junho de 2014

terça-feira, 10 de junho de 2014

9) II Samuel

Para quem foi escrito este livro?     
Para os israelitas.

Por quem foi escrito (autor)?  
Autor Desconhecido.

Em qual momento histórico?   
Indefinido.

Por que este livro foi escrito? 
Porque havia uma questão chave a ser respondida com a instituição da monarquia em Israel: Como pode Israel ter um rei sem, com isso, comprometer o reinado de Deus?

Para quê este livro foi escrito?        
Para demonstrar que era possível a Israel ter um rei humano sem, com isso, comprometer o reinado de Deus, desde que o rei respeitasse a aliança e incentivasse seu povo a fazer o mesmo.

Obs: Material extraído do DVD "Mega Coletânea Bíblica - 10.000 artigos". Não tem citação da fonte, mas se alguém conhecer, ficarei grato e mencionarei.


Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

domingo, 8 de junho de 2014

1º Sabadão com Jesus: Gravidade - Trailer 4 Legendado



Filme assistido no 1º Sabadão com Jesus. Depois refletimos bem rapidamente sobre a situação. Os astronautas estavam no espaço, alguns pela formação, podem ser imaginar superiores ou melhores que nós, meros mortais, mas o fim de todos é o mesmo, pó da terra. A cena final resume toda a nossa trajetória. 

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

Resposta do Enigma

"Éramos um e felizes, mas o pecado nos separou. O maior saiu de casa e morreu. O menor também saiu, mas sobreviveu e retornou para casa e nunca mais foi o mesmo" - Quem somos nós? 

Resposta: 
Reino do Norte e do Sul, que antes eram uma só nação, mas que foram divididos pela rebelião após a morte de Salomão. O reino do Norte "saiu", foi levado para a Assíria e nunca mais voltou. o Reino do Sul foi para a Babilônia e quando os judeus retornaram nunca mais foram os mesmo (idolatria).

Ninguém acertou no evento.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Proponho um enigma


"Éramos um e felizes, mas o pecado nos separou. O maior saiu de casa e morreu. O menor também saiu, mas sobreviveu e retornou para casa e nunca mais foi o mesmo" - Quem somos nós? 

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

Programação de férias - 1º Sabadão com Jesus

Amanhã 07/06 - estaremos realizando o 1º Sabadão com Jesus com a seguinte programação:
  • uma hora de louvorzão;
  • Palestra com um de nossos jovens (tema: servos inúteis);
  • Dinâmica. Pensei em várias, mas me veio um pensamento há pouco. Divido o grande grupo em homens e mulheres. Primeiro vão os homens e posiciono uma parte no fundo da igreja e a outra na entrada. Ao meu sinal eles vão de encontro uns com os outros, assim como era nas batalhas medievais, o diferencial é que não teremos espada e nem lanças, eles vão para se cumprimentar um ao outro. Depois farei o mesmo com as mulheres;
  • Palavra;
  • Sessão de cinema. O filme só revelarei na hora, é um filme secular mas que traz uma mensagem forte, não sei se foi proposital ou sem intenção, muito bom. Durante o evento estaremos sorteando brindes aos jovens que não serão entregues na hora, somente ao final, para que eles não distraiam;
  • No início do trabalho estarei propondo um enigma para todos. Eles terão todo o tempo para pensarem.
Enigma:
  • "Éramos um e felizes,
  • mas o pecado nos separou. 
  • O maior saiu de casa e morreu. 
  • O menor também saiu, mas sobreviveu e retornou para casa;
  • e nunca mais foi o mesmo" - Quem somos nós? 
Depois revelarei o filme que assistimos e a resposta deste enigma.
Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

O ministério de mestre ou doutor. Plano de aula


TEXTO ÁUREO

De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: [...] se é ensinar, haja dedicação ao ensino (Rm 12.6,7).


VERDADE PRÁTICA
Os vocacionados por Deus para o ministério do ensino são por Ele chamados para edificar a Igreja de Cristo.

LEITURA BIBLICA EM CLASSE - Mt 7.28,29; At 13.1; Rm 12.6,7; Tg 3.1.
Mt 7.28 - E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina,
Mt 7.29 - porquanto os ensinava com autoridade e não como os escribas.
At 13.1 - Na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo.
Rm 12.6 - De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: se é profecia, seja ela segundo a medida da fé;
Rm 12.7 - se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino;
Tg 3.1 - Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo.

PROPOSTA
         Jesus transforma a consciência do acomodado;
         E aquieta o coração do perturbado;
         O “Deus conosco” encurvou-se diante dos homens;
         Atos: registro da obediência dos primeiros apóstolos;
         Doutrina dos apóstolos: conjunto de ensinos de Cristo;
         A igreja começou nas casas. Ensino para poucos;
         Ministério eficaz: é preciso pessoas vocacionadas;
         O discipulado não termina no batismo;
         Existem pessoas que não creem no que ensinam?

INTRODUÇÃO
O ministério do ensino da Palavra é primordial para a igreja exercer o discernimento no que tange ao tempo em que vive (culturas, teologia, filosofias etc.). Se torna um grande desafio colocar em prática este dom diante das urgências existências dos dias contemporâneos. A tarefa do educador cristão é levar os alunos a pensarem as demandas da existência à luz do Evangelho e segundo os aspectos positivos e negativos do Reino de Deus (Mt 5-7).

Tão importante é a função do mestre na igreja que as Escrituras declaram o quanto ele deve esforçar-se intelectualmente para exercer tão nobre tarefa (Rm 12.7; 1 Tm 4.13). É uma tarefa importante e indispensável que exige muito de quem a desempenha. Jesus é o grande exemplo a ser seguido no tocante ao assunto, pois durante seu ministério terreno observou a situação e se esmerou em ensinar com propriedade acerca da política e contra o materialismo e mostrou aos discípulos o verdadeiro sentido da vida humana, segundo a perspectiva do Reino de Deus.

O dom ministerial de Mestre é concedido por Deus para que os portadores trabalhem a fim de instruírem o rebanho do Senhor durante os ataques do Maligno. É portanto um dom que vem do alto e não de baixo, vem de Deus e não dos homens. É uma capacitação espiritual e não terrena.

Nunca foi tão atual e necessário a figura do mestre cristão na igreja, pois os crentes devem ser ensinados e levados a estudarem a Bíblia para compreenderem o mundo e a cultura bíblica e relacioná-la com o mundo do século XXI, aplicando-a de maneira coerente para não sofrerem com as conseqüências dos ataques maléficos ou para serem amenizados seus efeitos.

I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA
1. O MESTRE DA GALILEIA. 
Doutor incomparável, “percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino [...]” (Mt 4.23). Ele nunca recusou ser chamado de Mestre (Jo 13.13), haja vista ser o ensino um dos pilares de seu ministério terreno.

Sua missão foi apresentar a si mesmo e o Pai aos judeus. Materializou na terra o amor do que veio do céu, por isto seus sermões, ensinos e discursos foram inflamados pelo amor às pessoas. Diferente dos escribas, Ele ensinava como quem tinha autoridade (Mt 7.28,29). A verdade emanava da pessoa de Jesus! Os que o ouviam só tinham duas opções: amá-lo ou odiá-lo. Era impossível ouvi-lo e ficar indiferente. Jesus transtornava a consciência do acomodado e aquietava o coração do perturbado.

A inteligência espiritual de Jesus estava muito além do que se via na época, mas Ele também esteve no exercício da inteligência múltipla:
  • Lógica: Efetuou cálculos rápidos, 1+1=1. “Eu e o Pai somo um” (Jo 10.30);
  • Linguística: O pregador por natureza se comunicou com os judeus e gentios. Entendeu, na época, todos os idiomas, conhecia a cultura de cada um deles. Ele foi a luz para os gentios (cf Is 49.6);
  • Corporal: Jesus expressou todo o seu amor com o seu corpo na cruz do Calvário;
  • Naturalista: soube andar sobre as águas e soube lidar com o vento e o mar que lhes obedeciam (Mc 4.41);
  • Intrapessoal: Jesus tomou a atitude correta. “[...] afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres” (Mc 14.36);
  • Interpessoal: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundancia” (Jo 10.10);
  • Espacial: Jesus sabia muito bem onde posicionar a cruz – em um monte fora de Jerusalem;
  • Musical: “e, tendo cantado o hino, sairam para o monte das Oliveiras” (Mt 26.30).


2. O MESTRE DIVINO. 
Em visita a Jesus, um mestre da Lei chamado Nicodemos, educado nas melhores escolas religiosas de Israel e grande conhecedor das Escrituras hebraicas, reconheceu em Jesus um personagem incomum de seu tempo (Jo 3.1,2), isto prova que a inteligência espiritual de Jesus era muito superior a dos homens. Esse mesmo fariseu, que era príncipe dos judeus, afirmou que o Nazareno não poderia fazer o que fazia se Deus não fosse com Ele. Jesus é chamado Mestre cerca de quarenta e cinco vezes ao longo do Novo Testamento. Augusto Cury em seu livro O Mestre da Sensibilidade falou acerca da inteligência de Jesus:

“Todo radicalismo intelectual engessa a inteligência e fere o bom senso”. (p. 12).

“Se quisermos observar a inteligência e a maturidade de alguém, não devemos analisá-las nas primaveras, mas nos invernos de sua existência” (p. 14).

“Na escola da vida, o melhor aluno não é aquele que tem consciência de quanto sabe, mas de quanto não sabe, não é aquele que proclama sua perfeição, mas o que reconhece suas limitações. Não é aquele que proclama sua força, mas o que educa a sua sensibilidade”. (p. 15).

“Dialogava afavelmente com as prostitutas, jantava na casa de leprosos e era amigos dos publicanos”. (p. 26).

“O mestre dos mestres “conseguia ouvir o que as palavras não diziam”. (p. 28).

“O mestre dos mestres os colocou numa escola sem muros, ao ar livre. E por estranho que pareça, nunca dizia onde estaria no dia seguinte, onde seria o próximo encontro, se na praia, no mar, no deserto, na montanha, no pórtico de Salomão ou no Templo. O que indica que ele não pressionava as pessoas a segui-lo, mas desejava que elas os procurasse espontaneamente: Quem tem sede venha a mim e beba” (p. 31).

“Os seus seguidores entraram numa academia de sábios, numa escola de vencedores. As primeiras lições dadas àqueles que almejavam ser vencedores eram: aprender a perder, reconhecer seus limites, não querer que o mundo gravite  em torno de si, romper o egoísmo e amar o próximo como a si mesmo” (p. 31).

Jesus ensinou com autoridade (Mt 7.29) e o seu ensino era fácil de ser assimilado, pois usava uma linguagem universal, conhecida, usava figuras e temas do cotidiano (semeador, semente, pastor, ovelha, filho e pai, moeda perdida, vestido velho e remendo novo, pescador, rede, casas construídas na rocha e areia), mas Ele também ensinou através do seu exemplo (ortodoxia – saber fazer o certo. Ortopraxia – viver o que sabemos ser o certo). Um dos pontos fortes de seu ensino foi justamente o fato de não ser preciso acrescentar mais nada, Ele revelou e nos ensinou tudo.

3. O MESTRE DA HUMILDADE. 
A fim de ensinar os discípulos acerca da humildade, Jesus “levantou-se da ceia, tirou as vestes e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois, pôs água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido” (Jo 13.4,5). Que cena chocante para os judeus! Eles ficaram assombrados. A pergunta de Pedro descreve essa perplexidade (v.6). Era inimaginável um mestre encurvar-se para lavar os pés de pessoas leigas. Jesus era um mestre e deu o exemplo aos discípulos. O Emanuel, “Deus conosco”, encurvou-se diante dos homens! Isso se deu porque o ensino de Jesus não era mero discurso, mas “espírito e vida” (Jo 6.63), era ortodoxia seguida de ortopraxia. Ele nos convida a fazer o mesmo: “Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13.13-15).

II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO
1. UMA ORDEM DE JESUS. 
Antes de ascender aos céus, de modo solene Jesus determinou aos seus discípulos que ensinassem “todas as nações [...] a guardar todas as coisas” que Ele tinha ordenado (cf. Mt 28.19,20). O livro de Atos registra a obediência dos primeiros apóstolos no cuidado de cumprir a determinação de Jesus. Após a descida do Espírito Santo (At 2.1-6), o discurso de Pedro foi um verdadeiro ensino proferido no poder do Espírito Santo (At 2.14-40), seguido de uma defesa daqueles que estavam experimentando o poder de Deus, os quais haviam sido taxados de embriagados ainda durante o dia. O pregador expôs a Palavra e defendeu a sua fé e de seus companheiros.

Tendo em vista a plena edificação da Igreja na Palavra, o Senhor Jesus, através do Espírito Santo, dotou alguns de seus servos com o dom ministerial de mestre ou doutor (Ef 4.11). Esse dom é uma capacitação sobrenatural do Espírito. Isso não significa, porém, que devemos descuidar de nossa formação intelectual, pois o preparo para o ensino passa pela capacidade de aprender para posteriormente ensinar.

2. A DOUTRINA DOS APÓSTOLOS. 
O texto de Atos 2.42 informa-nos que os primeiros convertidos “perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações”. Além disso, acrescenta que em “cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos” (v.43). A “doutrina dos apóstolos” aqui referida trata-se do conjunto de ensinos de Cristo ministrados por eles de forma constante e eficaz para o crescimento integral dos novos crentes.

A igreja primitiva sentia gosto em sentar para ouvir a pregação, ensino e testemunho dos apóstolos, afinal não era todo dia que se podia ouvir o relato de alguém que tivesse andado lado a lado com Jesus durante seu ministério terreno. Certamente os olhos dos ouvintes e crentes primitivos enchiam de lágrimas quando ouviam os apóstolos, bem diferente da igreja moderna que não demonstra o mesmo sentimento e atenção, pois enquanto a Palavra está sendo ministrada, muitos estão conversando, transitando no templo, descendo e subindo dos altares em uma total demonstração de falta de respeito e apreço.

3. ENSINAMENTO PERSISTENTE. 
Os primeiros mestres das Escrituras foram os integrantes do Colégio Apostólico (At 5.42, cf. vv.40,41). A Igreja começou nas casas, onde o ensino era ministrado a pequenos grupos nos lares. O interesse era demonstrados pelos ouvintes e crentes primitivos e a motivação dos apóstolos crescia cada vez mais.

Falando aos anciãos de Éfeso, o apóstolo Paulo mostrou-se como um verdadeiro mestre que ensinava “publicamente e pelas casas, testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (At 20.20,21). Deus havia preparado homens para ensinar e levantado “doutores” na igreja em Antioquia (At 13.1). O Pai Celestial igualmente deseja levantar mestres em sua igreja. Vivemos dias em que este ministério nunca foi tão necessário.

III. A IMPORTÂNCIA DO DOM MINISTERIAL DE MESTRE
1. UMA NECESSIDADE URGENTE DA IGREJA. 
Para o ministério de ensino ser eficaz na igreja local é preciso haver pessoas vocacionadas. Não são todas que reúnem informações exegéticas, históricas e literárias da Bíblia, aplicando-as como é necessário. Deus concedeu à sua igreja mestres, e é preciso que ela invista neles também.

Muitas vezes, por absoluta falta de preparo dos obreiros, predomina a superficialidade bíblica, a infantilidade “espiritual” e o aumento do engano promovido pelas astúcias dos falsos mestres (2 Pe 2.1). Esse dom do Senhor é para a igreja amadurecer em todas as dimensões da vida cristã, ao mesmo tempo em que desmascara os falsos ensinos (Ef 4.14; Os 4.6), livrando assim os crentes da apostasia e da falta de conhecimento.

2. A RESPONSABILIDADE DE UM DISCIPULADO CONTÍNUO. 
Estamos acostumados a pensar que o discipulado termina quando o novo convertido é batizado. Não há nada mais equivocado! O Senhor Jesus chamou-nos para ser os seus discípulos por toda a vida. Por isso, quem ensina instrui os crentes para a maturidade da fé. É um aprendizado diário, permanente e contínuo, tanto para quem é discipulado quanto para quem está discipulando! Devemos agir como os evangelizadores, discipuladores e pregadores da igreja primitiva, pois eles não se cansavam de tanto ensina todos os dias em todas as casas (At 5.42).

3. REQUISITOS NECESSÁRIOS AO MESTRE. 
Apresentaremos alguns requisitos importantes para a igreja reconhecer pessoas com o dom ministerial de mestre em nossa época:
a) Um salvo em Cristo. Não pode haver dúvidas quanto à própria experiência salvífica por parte do vocacionado para o ministério do ensino (2Tm 2.10-13). Infelizmente há pessoas que não creem naquilo que ensinam. Assim, não há verdade nem firmeza nelas.

b) O hábito de ler. Em nosso país, a leitura é um problema cultural. Se as pessoas leem pouco, a igreja pouco lerá. Entretanto, como ensinaremos se não lermos? O hábito da leitura era levado a sério no ministério do apóstolo Paulo (1Tm 4.13; 2Tm 4.13).

c) Preparo intelectual. A Bíblia é o instrumento de trabalho do ensinador cristão. Considerando este livro milenar, veremos que a cultura e o mundo da Bíblia são diferentes do nosso. Por isso, o mestre deve compreender o mundo da Bíblia (suas questões culturais, linguísticas, exegéticas etc.) para não fazer apelações fantasiosas, apresentando-as como exposição da Palavra de Deus.

d) Um coração em chamas. Martin Loyd-Jones dizia que a verdadeira pregação era teologia em fogo. É vontade de Deus que o vocacionado ao ensino utilize os avanços das ciências bíblicas para pregar a Palavra de Deus na força do Espírito Santo. Precisamos alcançar as mentes e os corações dos nossos dias, e isto apenas será possível quando tivermos obreiros com uma mente bem preparada e conectada a um “coração em chamas” e apaixonado por Jesus (At 3.12-26).

Mas também é imprescendível que aquele que deseje este dom sente-se, um dia, para aprender, tal como fizeram os discípulos, para que depois possam ser levantados para ensinar a igreja. Deve demonstrar interesse em aprender, dando exemplo para os seus futuros alunos.

CONCLUSÃO
É preciso desfazer a ideia propagada ao longo de décadas acerca do preparo intelectual do crente. Não é verdade que necessariamente ele esfriará na fé se estudar. Se fosse assim Paulo seria o mais frio dos apóstolos do Novo Testamento, pois não havia obreiro mais bem preparado que ele (At 17.15-34; Tt 1.12). Este, no entanto, soube conjugar preparo intelectual e poder do alto. É disso que as nossas igrejas precisam: homens cheios do Espírito, mas do mesmo modo, com a mente iluminada para responder, com mansidão e temor, a razão da nossa esperança (1Pe 3.15).

OBJETIVOS DA LIÇÃO – FORAM ALCANÇADOS?
1.   A inteligência de Jesus é muito superior à nossa;
2.   A ordem de Jesus foi direta e clara: Ensinem a todos;
3.   Dom ministerial de ensinador: necessário para a igreja.

REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

CURY, Augusto. O Mestre da Sensibilidade. Editora Sextante. Rio de Janeiro, 2012


LOURENÇO, Luciano de Paula. O ministério de Pastor. Disponível em:http://luloure.blogspot.com.br/2014/06/aula-10-o-ministerio-de-mestre.html. Acesso em 05 de junho de 2014.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

terça-feira, 3 de junho de 2014

8) Rute


Para quem foi escrito este livro?     
Para os israelitas (mais especificamente para os que viveram na época do rei Davi).

Por quem foi escrito (autor)?  
Autor Desconhecido.

Em qual momento histórico?   
O livro foi escrito num período em que havia forte controvérsia em torno da questão se o rei deveria ser da casa de Davi (Tribo de Judá) ou da casa de Saul (Tribo de Benjamim).

Por que este livro foi escrito? 
Porque inicialmente era muito frágil a reivindicação de Davi ao trono, pois, dentre outros problemas, havia um ascendente moabita em sua genealogia (isto é, Davi não tinha sangue “puramente” judeu).

Para quê este livro foi escrito?        
Para legitimar a monarquia davídica. O livro mostra que um estrangeiro pode ser fiel ao Senhor e obter filiação plena em Israel e que qualidades como lealdade e fidelidade à aliança em um estrangeiro (que vivia em meio a uma geração incrédula) podem servir de modelo para a obediência de Israel ao Senhor.


Obs: Material extraído do DVD "Mega Coletânea Bíblica - 10.000 artigos". Não tem citação da fonte, mas se alguém conhecer, ficarei grato e mencionarei.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

sexta-feira, 30 de maio de 2014

O Ministério de pastor. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
“Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (Jo 10.11).

VERDADE PRÁTICA
Por meio do ministério pastoral, conduzimos as ovelhas ao Supremo Pastor, Jesus Cristo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Jo 10.11,14; Tt 1.7-11; 1 Pd 5.2-4.
Jo 10.11 - Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.
Jo 10.14 - Eu sou o bom Pastor; e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido.
Tt 1.7 - Porque convém que o bispo seja irrepreensível como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância;
Tt 1.8 - mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante,
Tt 1.9 - retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes.
Tt 1.10 - Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão,
Tt 1.11 - aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras, ensinando o que não convém, por torpe ganância.
1 Pd 5.2 - apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto;
1 Pd 5.3 - nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho.
1 Pd 5.4 - E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória.

PROPOSTA
·         Jesus Cristo é o supremo pastor;
·         O Bom Pastor protege e cuida de suas ovelhas;
·         Os verdadeiros pastores devem imitar o Sumo Pastor;
·         Boa palavra pastoral: vida em sintonia com a mensagem;
·         Nossos líderes devem ter sinais do fruto do Espírito;
·         Todo obreiro deve cuidar bem de seu lar;
·         Missão do ministro: cuidar das pessoas que aceitam Jesus;
·         O bom ministro ensina, aconselha e evangeliza (missões);
·         Falsos pastores apascentam a si mesmo e não as ovelhas.

INTRODUÇÃO
Ser pastor sempre foi uma tarefa árdua, pois muitas são as demandas internas e externas da igreja local, entre elas o cuidado para com as pessoas do rebanho, visita a enfermos, questões relacionadas à administração eclesiástica e o constante desafio de se dedicar à oração, à pregação e ao ensino da Palavra de Deus.

O dia a dia pastoral não é para preguiçosos, presunçosos, interesseiros, muito pelo contrário, uma vez que é desafiador a quem é vocacionado por Deus para apascentar. Somente pela graça e o amor do Pai é possível desejar excelente obra e ainda mais encarar com tão grande responsabilidade, partindo do principio que uma coisa é desejar e outra é encarar.

Na igreja local o pastor é um guia espiritual do povo de Deus. Dele se espera maturidade, idoneidade e amor no trato com as coisas de Deus e ao rebanho, independente de seu passado, preparo ou disposição, tal como ocorreu com Moisés, que antes de assumir o cargo de pastor de Israel não passava de um valentão, que resolvia as pendências usando a violência (Ex 2.12), bem diferente de quando já estava no meio do deserto conduzindo o povo até a Terra Prometida (Nm 12.3), isto prova que a liderança madura e servidora de Moisés foi imprescindível ao desenvolvimento de Israel no deserto, tal como é para a igreja local.

Atualmente, muitos são os modelos de liderança pastoral sugeridos sob os aspectos empresarial e meramente psicológico. Entretanto, o modelo de liderança para um pastor cristão deve estar centralizado sob o de Jesus de Nazaré. A vida do nosso Mestre é o melhor exemplo para um ministério integral: acolhedor, admoestador e servidor. Um modelo pastoral centrado na concepção empresarial pode até trazer resultados visíveis, mas para Deus será um verdadeiro fracasso. Seguir a liderança de Jesus de Nazaré pode parecer um grande fracasso, mas em relação a Deus é grande vitória.

I. JESUS, O SUMO PASTOR
1. JESUS É O PASTOR SUPREMO. 
O rei Davi cheio de razão disse: “O Senhor é o meu pastor e nada me faltará”. O escritor aos hebreus acrescentou a expressão “grande Pastor das ovelhas” (Hb 13.20), referindo-se diretamente à sublimidade do Senhor Jesus como pastor no Novo Testamento. Marcado pela humildade e despojamento da sua glória, Ele foi chamado “grande” em seu nascimento (Lc 1.32). O adjetivo “grande” enfatiza o quanto o Nazareno é incomparável e mediador da nova aliança de Deus com os homens. "Ele é o único que está de forma absoluta, espiritual e hierarquicamente acima de qualquer líder da Igreja”. Jesus Cristo é o supremo pastor em todos os aspectos. Ele venceu a morte e libertou o homem da prisão do pecado. Ele é Deus!

2. O PASTOR CONHECE AS SUAS OVELHAS. 
Em João 10.14, o adjetivo “bom” identifica Jesus como o pastor que por amor protege, conhece, cuida e é conhecido de suas ovelhas. Por isso, Ele é o “bom Pastor” e portanto não faltará:
  • O pasto verdejante para que elas se deitem;
  • Ás aguas tranquilas, guiadas por Ele;
  • Refrigério de alma;
  • As veredas da justiça;
  • A presença constante do sumo pastor mesmo no vale da sombra da morte;
  • Mesa preparada;
  • Unção;
  • E a bondade e misericórdia que as seguirão por todos os dias.

Tal expressão designa ainda a intimidade entre o Sumo Pastor e as suas ovelhas. Estas não ouvem a voz de outro pastor. O bondoso Salvador conhece a sua Igreja por inteiro, e se relaciona com cada membro (Jo 10.5,15) e chama cada um pelo seu próprio nome, tal como no passado quando chamava “Abraão, Moisés, Samuel, Elias, Josué [...]. Natanael [...]. Zaqueu [...]. Saulo de Tarso”.

3. O PASTOR DÁ A VIDA PELAS OVELHAS. 
Uma das principais fontes da economia israelita era o trabalho pastoril. Os pastores cuidavam das ovelhas para delas obterem o lucro diário.  Este é o contexto de que se valeu o Senhor Jesus para referir-se ao ensinamento contido na expressão “o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (Jo 10.11), uma atitude muito superior a de Davi, que arriscou sua vida pelas ovelhas que não eram deles, eram de seu pai (1 Sm 17.34-36) e nem sequer foi chamado para o encontro com o profeta Samuel, momento em que se reuniu toda a família, exceto ele.

Bem diferente dos pastores que garantiam o seu sustento no campo através do uso das ovelhas, o Mestre Jesus mostra a disposição em dar a própria vida pelo seu rebanho (Jo 10.15) e assim como eles que procuravam manter a salvo seus rebanhos, Jesus fortalece as ovelhas fracas, cura as feridas e sai em busca das que se perdem pelo caminho.

Os verdadeiros pastores da igreja devem imitar o Sumo Pastor, Jesus. NEle não há jamais exploração alguma do rebanho, e isso deve servir de exemplo a todos aqueles que desejam ministrar à igreja do Senhor, tal como ensina a Palavra em 1 Pedro 5.2-4.

II. AS CARACTERÍSTICAS DO VERDADEIRO PASTOR
1. UM CARÁTER ÍNTEGRO. 
Entre outras coisas, o exercício pastoral envolve aptidão para ensinar, aconselhar e comunicar-se de forma clara com a igreja local. Porém, essas características não são validadas se o caráter do pastor não for íntegro.

Uma das piores queixas que se pode ouvir acerca de um ministro é que sua palavra pastoral não se coaduna com a sua vida. Como pode o líder falar sobre honestidade e ser desonesto? De simplicidade e mostrar-se esbanjador? De humildade e comportar-se soberbo? A melhor palavra pastoral é a vida do pastor em sintonia com a mensagem do Evangelho que ele proclama (Mt 7.24-27; 23.2-36).

2. EXEMPLO PARA OS FIÉIS E OS INFIÉIS. 
O texto bíblico de 1 Timóteo 3.2,3, afirma que o bispo não deve ser dado ao vinho, espancador, cobiçoso de torpe ganância, contencioso ou avarento; a recomendação é que o obreiro seja moderado. A Igreja, o Corpo de Cristo, precisa contemplar em seu líder sinais claros do fruto do Espírito, tais como autocontrole, mansidão, bondade e amor. Estas características denotam idoneidade moral e maturidade espiritual, sem as quais jamais poderemos reconhecer um verdadeiro líder. A mesma postura moral que o pastor atesta aos fiéis deve ser demonstrada, igualmente, aos infiéis (1Tm 3.7). O pastor deve ser ciente e convicto de sua tarefa. Um bom exemplo disto vemos em José quando orientava seus irmãos antes do encontro com Faraó no Egito, ele asseverou: “Quando vos perguntarem qual a vossa ocupação, vocês digam: Nós, teus servos, temos sido pastores de gado desde a nossa mocidade até agora, tanto nós como nossos pais”. (cf Gn 46.33-34).

3. EXEMPLO PARA A FAMÍLIA. 
Não podemos esquecer que antes de ser exemplo para igreja local, e com os de fora, o ministro do Evangelho, em primeiro lugar, deve ser o exemplo para a sua própria família, a sua primeira comunidade e igreja.

Governar a própria casa com modéstia e equilíbrio, criando seus filhos com respeito (1 Tm 3.4), é o testemunho que toda a família cristã deseja experimentar na convivência sadia com o pastor que é esposo, pai e avô. Portanto, todo obreiro deve cuidar bem do seu lar, pois sem o devido respaldo deste, o seu ministério jamais terá credibilidade. Este é a chamada “liderança pelo serviço e pelo exemplo, e não pela força”, estilo de trabalho revelado por Jesus.

III. O MINISTÉRIO PASTORAL
1. A MISSÃO DO PASTOR. 
O termo pastor (do gr. poimēn) no Novo Testamento tem o significado de “apascentador de ovelhas”. De acordo com esta definição podemos afirmar que a principal missão de um ministro é cuidar das pessoas que receberam Cristo como Salvador, dando-lhes alimento espiritual através do ensino da Palavra de Deus, como encontramos no livro do profeta Isaías (Is 40.11). O verdadeiro pastor cuida das ovelhas com zeloso amor e compaixão, entregando-se totalmente às suas demandas, por isto é certo que “O pastor não é um voluntário, mas uma pessoa chamada por Deus. Seu ministério não é procurado, é recebido. Sua vocação não é terrena, mas celestial”.

2. UMA MISSÃO POLIVALENTE. 
A missão pastoral também é múltipla, pois o ministério envolve o ensinamento, o aconselhamento, a evangelização e missões, bem como a pregação expositiva da Palavra de Deus, que é o seu mais importante empreendimento, pois se trata da entrega do alimento à igreja. Para além dessas responsabilidades, o pastor age como o bom conciliador e administrador eclesiástico dos bens e recursos humanos disponíveis para toda boa obra da igreja local. Está sob os seus cuidados a gestão eficiente e honesta dos bens materiais, patrimoniais e das finanças da igreja local.

3. O CUIDADO CONTRA OS FALSOS PASTORES. 
Quando Deus levantou Ezequiel como profeta de Israel, Ele ordenou-lhe que repreendesse os pastores infiéis da nação. O Altíssimo considerava como falsos pastores os que:
  • Apascentavam a si mesmo e não as ovelhas (Ez 34.2c);
  • Exploravam o rebanho e não o poupavam (34.3);
  • Não demonstravam amor pelas ovelhas, fazendo com que elas se dispersassem (34.4-6).

O próprio Deus é contra os falsos pastores (Ez 34.8-10)! Ele inspirou o apóstolo Paulo a escrever para Tito quando da sua instrução pastoral ao jovem obreiro, que este retivesse “firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes. Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores [...] aos quais convém tapar a boca” (Tt 1.9-11).

CONCLUSÃO
O dom ministerial de pastor é concedido àqueles a quem Deus chama para servir ao seu precioso rebanho, a Igreja de Jesus, onde se encontra crentes reunidos oriundos de todos os lugares do mundo. Eles estão sob os cuidados de líderes para serem alimentados com a Palavra de Deus. O objetivo do ministério pastoral é fazer com que o rebanho do Senhor cresça na graça e no conhecimento do Evangelho de nosso Salvador (2Pe 3.18). Portanto, o pastor precisa da graça divina para não fracassar em seu ministério. Oremos pelos pastores, compreendamos as suas lutas e os apoiemos com amor e carinho.

OBJETIVOS DA LIÇÃO – FORAM ALCANÇADOS?
  1. Jesus está acima de qualquer líder humano da igreja;
  2. Verdadeiro pastor: caráter integro e exemplo;
  3. Missão do pastor: cuidar, zelar pelo rebanho
REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

LOURENÇO, Luciano de Paula. O ministério de Pastor. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2014/05/aula-09-o-ministerio-de-pastor_25.html. Acesso em 27 de maio de 2014.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)