quinta-feira, 17 de julho de 2014
quarta-feira, 16 de julho de 2014
12) II Reis
(Ver as notas de I Reis; pois os dois livros formavam originalmente um só).
Obs: Material extraído do DVD "Mega Coletânea Bíblica -
10.000 artigos". Não tem citação da fonte, mas se alguém conhecer, ficarei
grato e mencionarei.
Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)
terça-feira, 15 de julho de 2014
Pré-aula_Lição 3: A importância da sabedoria humilde
Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Lição 3 - proposta
sexta-feira, 11 de julho de 2014
O propósito da tentação. Plano de aula
TEXTO ÁUREO
“Meus irmãos, tende
grande gozo quando cairdes em várias tentações, sabendo que a prova da vossa fé
produz a paciência” (Tg 1.2,3).
VERDADE PRÁTICA
O triunfo sobre a
tentação fortalece-nos espiritualmente e nos torna mais íntimos de Deus.
LEITURA BIBLICA EM CLASSE – Tg 1.2-4,12-15.
2 - Meus irmãos, tende
grande gozo quando cairdes em várias tentações,
3 - sabendo que a prova
da vossa fé produz a paciência.
4 - Tenha, porém, a
paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem
faltar em coisa alguma.
12 - Bem-aventurado o
varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da
vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam.
13 - Ninguém, sendo
tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e
a ninguém tenta.
14 - Mas cada um é
tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.
15 - Depois, havendo a
concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera
a morte.
PROPOSTA
•
Tentação (gr. peirasmos): prova,
provação ou teste;
•
Somos postos à prova para sermos
aprovados;
•
“Bem aventurados o varão que sofre a
tentação”;
•
Origem da tentação: desejos humanos;
•
A tentação exterioriza o vício, os
desejos e a malignidade;
•
Deus nos dá o escape em tempo oportuno;
•
Deus prova a nossa fé;
•
Podemos permanecer firmes em meio a
pressão;
•
Paciência e perseverança – não é do dia
para a noite.
INTRODUÇÃO
O homem moderno não está preparado
para sofrer, esta é uma verdade fácil de ser constatada até mesmo em muitas
igrejas evangélicas que, através da Teologia da Prosperidade, iludem a muitos
com a filosofia enganosa do “não sofrimento” fazendo uso de frases de efeito
conhecidíssimas e repetitivas. O resultado é que quando o iludido sofre o
infortúnio, perde a fé em “Deus” e abandona tudo e todos, mas esta fé perdida é
a que é depositada num “deus” que nada tem com as Escrituras! Como “parar de
sofrer”? Existe somente um meio: “pare de sofrer – pare de viver”. Jesus nos
alertou que enquanto estivéssemos nesta dimensão deveríamos enfrentar de cabeça
erguida as adversidades (Jo 16.33).
O sofrimento e a provação não são
conseqüências de uma vida de pecado ou falta de fé, mas sim são caminhos
delineados por Deus para o nosso aperfeiçoamento. Desta realidade não podemos
fugir, tal como outra pessoa qualquer deste mundo, independente de sua crença,
o diferencial é que, privilegiados que somos, temos a certeza que tudo coopera
para o bem daquele que ama a Deus e que foi chamado (Rm 8.28). Tudo é para
glória de Jesus, que pelo seu exemplo de vida nos ensina que devemos enfrentar
toda e qualquer situação (Jo 16.33; Mt 5.10-12). Ele nos deixou bem claro que
neste mundo não teríamos facilidades. Tal como um soldado ferido na batalha que
prossegue até ao fim, assim devemos percorrer nosso caminho mesmo diante das
dificuldades (At 14.22).
I. O FORTALECIMENTO PRODUZIDO PELAS
TENTAÇÕES (Tg 1.2,12)
1. O QUE É TENTAÇÃO.
O termo empregado na Bíblia tanto no
hebraico, massah, quanto
no grego, peirasmos, para
tentação, significa “prova”, “provação” ou “teste”. Tiago nunca afirmou que não
passaríamos por estas situações, ele deixou bem claro que receberíamos a coroa
da vida quando passássemos pelas provações.
A expressão pode estar relacionada
também ao conflito moral, isto é, a uma incitação ao pecado. De fato, como
mostram as Escrituras, a tentação é uma provação, uma espécie de teste. O
pecado, por sua vez, já se trata de um ato imoral consumado. Por isso, a
tentação não é, em si mesma, pecado, pois ninguém peca quando passa pelo
processo “probatório”. A própria vida terrena do Senhor Jesus demonstra, com
clareza, a distinção entre tentação e pecado. A Epístola aos Hebreus afirma que
Jesus, o nosso Senhor, em tudo foi tentado. Ele foi provado e testado em todas
as coisas. Todavia, o Mestre não pecou (Hb 4.14-16). Portanto, confiantes de
que Jesus Cristo é o nosso Sumo Sacerdote perfeito, devemos nos aproximar, com
fé, do trono da graça sabendo que Ele conhece as nossas tentações e pode nos
dar a força necessária para resistirmos (1Co 10.13).
O período compreendido entre o
inicio e o fim da tentação pode mudar nossa vida, ou para o bem ou para o mal,
pois é nestes momentos em que os vitoriosos se revelam, se mostram fortes e
conhecedores do plano de Deus em suas respectivas vidas, ou pode acontecer o
contrário, o desmoronamento de ideias e virtudes. Grandes homens de Deus
enfrentaram esta situação e saíram vitoriosos:
a) Abraão, único e primeiro a ser
chamado criteriosamente pelo verdadeiro Deus, poderia ter se considerado como o
pai de todos aqueles que professassem uma fé. A tentação foi grande;
b) José também poderia ter se
considerado “o escolhido” para ser o maior entre os seus irmãos. A tentação foi
grande;
c) Moisés poderia se considerar o
único capacitado entre seu povo para libertá-los e guiá-los pelo deserto. A
tentação de ser o maior foi grande e quase o derrubou;
d) Davi como poderia ter se
considerado o “ungido” para viver como rei pelo resto de sua vida. A tentação
foi grande.
Estes grandes homens de Deus
passaram por situações desagradáveis e tristes e durante algum momento poderiam
ter pensado “alto”, mas diferente disto permaneceram confiantes e não se
deixaram levar pela tentação de serem os únicos ou maiores entre seus povos. Se
tivessem se rendido a tentação eles teriam sofrido ainda mais.
2. FORTALECIMENTO APÓS A TENTAÇÃO
(V.2).
Do mesmo modo que o ouro precisa do
fogo para ser refinado ou purificado, o cristão passa pelas tentações para se
aperfeiçoar no Reino de Deus (1 Pe 1.7), que outro caminho poderia haver para o
fortalecimento da nossa fé e posterior aprovação por parte de Deus? Recursos
materiais? Contribuições? Disponibilidade de tempo? Dedicação total à obra?
Conhecimento secular?
Quando tentado, o crente é posto à
prova para mostrar-se aprovado tal como Cristo, que foi conduzido ao deserto
para ser tentado por Satanás e embora debilitado e provado espiritualmente,
saiu do deserto vitorioso e fortalecido, tendo em seguida iniciado seu
ministério terreno de pregação a respeito do Reino de Deus (Lc 4.1-13). A
exemplo de Jesus podemos ser colocados à prova, por vezes podemos sair até
mesmo debilitados, mas o certo é que estaremos fortalecidos cada vez mais.
Diante disto e o que Tiago nos expôs, compreendemos que pode haver sim “grande
gozo quando [cairmos] em várias tentações”. Tal conselho aponta para a certeza
de que ao passar pela tentação, além de paciente e maduro, o crente se sentirá
ainda mais fortalecido pela graça de Deus
3. FELICIDADE PELA TENTAÇÃO (V.12).
Quando o cristão é submetido às
tentações há uma tendência de ele entregar-se à tristeza e à angústia. Mas
atentemos para esta expressão: “Bem-aventurado o varão que sofre a tentação”.
Em outras palavras, como é feliz, realizado ou atingiu a felicidade aquele crente
que é provado, não em uma, mas em várias tentações (v.2).
Ser participantes dos sofrimentos de
Cristo e ao mesmo tempo felizes parece paradoxal, porém a Bíblia orienta-nos a
que nos alegremos em Deus porque a tribulação produz a paciência, e esta, a experiência
que, finalmente, culmina na esperança (Rm 5.3-5).
Devemos viver sob a esperança de
receber diretamente de Jesus a coroa da vida. Uma recompensa preparada de
antemão pelo nosso Senhor para os que o amam. Receberemos a coroa da vida
preparada pelo Senhor e prometida aos que o amam, portanto devemos nos alegrar
e regozijar em sermos participante das aflições de Cristo, pois é justamente na
condição de felicidade verdadeira que Ele nos deixará por toda a eternidade
quando da revelação da sua glória (1Pe 4.12,13)!
II. A ORIGEM DAS TENTAÇÕES (Tg
1.13-15)
1. A TENTAÇÃO É HUMANA.
Embora a tentação objetive provar o
crente, as Escrituras afirmam que ela não vem da parte de Deus, mas da
fragilidade humana (Tg 1.13). O ser humano é atraído por aquilo que deseja,
nada mais, tal como ocorreu com o primeiro casal Adão e Eva que foram tentados
por aquilo que os atraiu, o desejo de serem semelhantes ao Altíssimo (Gn
3.2-6). Mesmo sabendo que não poderiam tocar na árvore no centro do Jardim do
Éden, depois de atraídos pelo desejo, Adão e Eva entregaram-se ao pecado (Gn
3.6-9).
A Epístola de Tiago aplica o termo
“gerar”, utilizado no versículo 15, à ideia de que ninguém peca sem desejar o
pecado. Assim, antes de ser efetivamente consumada, a transgressão passa por um
processo de gestação interior no ser humano. Portanto, a origem da tentação
está nos desejos humanos e jamais no Altíssimo, “porque Deus [...] a ninguém
tenta”, prova disto que o desejo que nasceu no coração do primeiro casal jamais
poderia ter vindo de Deus. A transgressão consumada revelou o que havia no
coração do casal que habitava jardim do Éden.
A transgressão do
primeiro casal trouxe a tristeza, a dor e a morte (Gn 3.16-19; Rm 5.12), com isto todos foram igualados e sujeitos estão ao sofrimento (Rm 2.12). Estas situações desagradáveis, os primeiros pecados não conheceram no Éden, mas quando foram expulsos estiveram frente a frente com a
morte, gerada pelo pecado consumado que houvera sido concebido pela cobiça que
os atraiu para a tentação.
2. ATRAÇÃO PELA PRÓPRIA
CONCUPISCÊNCIA.
O texto bíblico é claro ao dizer que
“cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência”
(v.14). A tentação exterioriza o vício, os desejos, a malignidade da natureza
humana, isto é, a concupiscência. Ser tentado é sentir-se aliciado pela própria
malícia ou os sentimentos mais reclusos de nossa natureza má. Temos ouvido o ressoar
das suas malícias? Elas nos atraem? Não podemos dar vazão às pulsões interiores,
sigamos Jesus e seremos afastados do pecado. Não engravidemos a cobiça, pois o filho
dela gerado, o pecado, pode nos matar um dia.
3. DEUS NOS FORTALECE NA TENTAÇÃO.
Embora a tentação seja fruto da
fragilidade humana, quando ouvimos o Espírito Santo, Deus nos dá o escape em
tempo oportuno: “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus,
que vos não deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará
também o escape, para que a possais suportar” (1Co 10.13). O Santo Espírito nos
fará lembrar a Palavra de Deus para não pecarmos contra o nosso Senhor
Altíssimo (Is 30.21; Jo 14.26). Todavia, para que isso seja uma realidade em
nossa vida, precisamos cultivar a Palavra de Deus em nossos corações (Sl
119.11).
III. O PROPÓSITO DAS TENTAÇÕES (Tg
1.3,4,12)
1. PARA PROVAR A NOSSA FÉ (V.3).
Na época de Tiago, os cristãos
estavam desanimados por passarem duras provas de perseguição. No versículo
três, o meio-irmão do Senhor utiliza então o termo “sabendo”, o qual se deriva
do verbo grego ginosko e significa saber, reconhecer ou compreender,
para encorajá-los a compreenderem o propósito das lutas enfrentadas na lida
cristã: Deus prova a nossa fé (Tg 1.12) “para produzir o melhor em nós”, um exercício
pratico de nossa fé, uma prova de que realmente nascemos de novo.
À semelhança do aluno que estuda e
pesquisa para submeter-se a uma prova e, em seguida, ser aprovado e diplomado,
os filhos de Deus são testados para amadurecer a fé uma vez dada aos santos (Jo
16.33; Jd 3). O capítulo 11 da epístola aos Hebreus lista inúmeras pessoas que
tiveram sua fé provada, porém, terminaram vitoriosas e aprovadas. Por isso o
referido texto bíblico é conhecido como a “galeria dos heróis da fé”.
2. PRODUZIR A PACIÊNCIA (VV.3,4).
No grego, “paciência” deriva de hupomone e denota a capacidade de perseverar,
ser constante, ser firme, suportar as circunstâncias difíceis. A palavra
aparece em o Novo Testamento ao lado de “tribulações” (Rm 5.3), aflições (2Co
6.4) e perseguições (2Ts 1.4). Mas também está ligada à esperança (Rm 5.3-5;
15.4,5; 1Ts 1.3), à alegria (Cl 1.11) e, frequentemente, à vida eterna (Lc
21.19; Rm 2.7; Hb 10.36). O termo ilustra a capacidade de uma pessoa permanecer
firme em meio à alguma pressão, pois quem é portador da paciência bíblica não
desiste facilmente, mesmo sob as circunstâncias das provas extremas (Jó
1.13-22; 2.10). Tiago encoraja-nos então a alegrarmo-nos diante do
enfrentamento das várias tentações (v.1), pois a paciência é resultado da prova
da nossa fé e disto sabemos
3. CHEGAR À PERFEIÇÃO.
A habilidade de perseverar ou
desenvolver a paciência não acontece da noite para o dia, depende e envolve o
tempo, experiência e maturidade e como torna-se difícil entendermos e
aceitarmos isto. O meio-irmão do Senhor destaca na epístola a paciência para
que o leitor seja estimulado a chegar à perfeição e, consequentemente, à
completude da vida cristã, que se dará na eternidade.
A expressão “obra perfeita” traz a
ideia de algo gradual, em desenvolvimento constante, com vistas à maturidade
espiritual. O motivo pelo qual o cristão é provado não é outro senão para que
persevere na vida cristã e atinja o modelo de perfeição segundo Cristo Jesus
(Sl 119.67; Hb 5.8; Ef 4.13).
CONCLUSÃO
Sabemos que todo cristão passa por
aflições e tentações ao longo da vida. Talvez você esteja vivendo tal situação.
Lembre-se de que o nosso Senhor Jesus passou por inúmeras tribulações e
tentações, mas venceu todas, tornando-se o maior exemplo de vida para os seus
seguidores. Cada tentação vencida pelo crente significa um avanço rumo ao
amadurecimento espiritual. Um dia ele atingirá a estatura de varão perfeito à
medida da estatura de Cristo (Ef 4.13). Este é o nosso objetivo na jornada
cristã!
OBJETIVOS DA LIÇÃO – FORAM ALCANÇADOS?
- Tentação:
prova, teste ou uma incitação ao pecado;
- A
tentação vem da fragilidade humana e não de Deus;
- A
tentação prova a nossa fé e produz paciência.
REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.
Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão
Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.
Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri
(SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.
Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade
Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus,
2003.
Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Slides lição 2
quarta-feira, 9 de julho de 2014
11) I Reis
Para quem foi escrito
este livro?
Para
os israelitas.
Por quem foi escrito
(autor)?
Jeremias
– segundo a tradição judaica.
Em qual momento
histórico?
Quando
Israel ainda estava no exílio da Babilônia.
Por que este livro foi
escrito?
Porque
Israel precisava refletir sobre sua história e sobre os pecados que levaram a
nação à divisão (após a morte de Salomão) e, finalmente, à destruição.
Para quê este livro
foi escrito?
Para
fazer uma reflexão sobre os procedimentos de Deus para com o seu povo Israel;
e, para extrair lições do passado (seus pecados e sua destruição) que
sirvam ao seu povo no presente e no futuro.
Obs: Material extraído do DVD "Mega Coletânea Bíblica -
10.000 artigos". Não tem citação da fonte, mas se alguém conhecer, ficarei
grato e mencionarei.
Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)
Pré-aula_Lição 2: O propósito da tentação
Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Lição 2 - proposta
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Tiago - a fé que se mostra pelas obras. Plano de aula
TEXTO
ÁUREO
“Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma” (Tg 2.17).
VERDADE
PRÁTICA
A nossa fé tem de produzir frutos
verdadeiros de amor, do contrário, ela se apresenta falsa.
LEITURA BIBLICA EM CLASSE – Tg
2.14-26.
14 - Meus irmãos, que aproveita se alguém
disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura, a fé pode salvá-lo?
15 - E, se o irmão ou a irmã estiverem
nus e tiverem falta de mantimento cotidiano,
16 - e algum de vós lhes disser: Ide em
paz, aquentai-vos e fartai-vos; e lhes não derdes as coisas necessárias para o
corpo, que proveito virá daí?
17 - Assim também a fé, se não tiver as
obras, é morta em si mesma.
18 - Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu
tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha
fé pelas minhas obras.
19 - Tu crês que há um só Deus? Fazes
bem; também os demônios o creem e estremecem.
20 - Mas, ó homem vão, queres tu saber
que a fé sem as obras é morta?
21 - Porventura Abraão, o nosso pai, não
foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque?
22 - Bem vês que a fé cooperou com as
suas obras e que, pelas obras, a fé foi aperfeiçoada,
23 - e cumpriu-se a Escritura, que diz: E
creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o
amigo de Deus.
24 - Vedes, então, que o homem é
justificado pelas obras e não somente pela fé.
25 - E de igual modo Raabe, a meretriz,
não foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emissários e os
despediu por outro caminho?
26 - Porque, assim como o corpo sem o
espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.
PROPOSTA
•
Tiago, filho de José e
Maria e meio irmão de Jesus;
•
Local e data da carta:
Jerusalém (45 e 49 a.C);
•
Destinatários: cristãos
espalhados pelo mundo;
•
Propósito: fortalecer e
consolar os cristãos;
•
Levando-os a um
relacionamento mais intímo com Deus;
•
A epístola é um bálsamo
para as igrejas perseguidas;
•
Tiago exortou os santos a
não desanimarem na fé;
•
Não se pode fazer
separação entre a fé e as obras;
•
Alguns visam os seus
interesses e não a glória de Deus.
INTRODUÇÃO
Tiago, irmão do Senhor, entregou uma
mensagem de Deus aos santos irmãos do primeiro século, por intermédio de sua carta
que é classificada como Epístola universal, pelo fato de ter sido direcionada a
comunidades judias dispersas no mundo conhecido ou para os cristãos convertidos
pela pregação dos apóstolos ou enviados pela igreja.
A carta de Tiago contém conselhos
práticos para uma vida bem-sucedida e de acordo com a Palavra de Deus e que
combate a espiritualidade superficial, a ausência de integridade, a carência de
perseverança e a insuficiência da compaixão para com o próximo, características
marcantes de muitos crentes dos dias modernos, que imaginam que somente o fato
de professarem uma fé ou então se apoiarem na mudança de vida provocada pela
justificação, se mutilam por imaginar que não precisam fazer nada para Deus. Por
isto que esta carta “é um dos livros mais atuais e necessários para a igreja
contemporânea. Tiago é comparado ao Sermão do Monte”, pois contem princípios
práticos que abrangem temas da vida cristã.
O apóstolo Paulo logo no momento de
sua conversão, então Saulo, nos deixou uma mensagem através de uma simples
atitude sua: “Senhor, que queres que faça”? Já estava evidenciada em sua vida a
salvação, então ele deixou transparecer o resultado de sua fé, pois sentiu que
precisava fazer algo, fosse o que fosse. A evidencia da salvação é manifesta no
homem, mas isto não garante, é apenas um sinal para a humanidade perceber e
atribuir a Deus toda a transformação ocorrida. As obras devem seguir a fé, mas
também sem garantir resultados salvíficos, somente para deixar bem claro ao
mundo que quando Deus inicia uma obra na vida do homem, Ele a faz por completo.
Tiago em sua carta nos ensina desta forma, ele foi direto sobre este assunto. O
verdadeiro cristão deve se atentar para isto.
Através do estudo desta carta
teremos a oportunidade de aperfeiçoar o nosso relacionamento com Deus e com o
próximo e poderemos compreender que a fé sem as obras é morta (Tg 2.17).
I. AUTORIA, LOCAL, DATA E
DESTINATÁRIOS (Tg 1.1)
1. AUTORIA.
Em primeiro lugar, é preciso
destacar o fato de que há, em o Novo Testamento, a menção de quatro pessoas com
o nome de Tiago:
a) Tiago, pai de Judas, não o
Iscariotes, (Lc 6.16);
b) Tiago, filho de Zebedeu e irmão
de João (Mt 4.21; 10.2; Mc 1.19, 10.35; Lc 5.10; 6.14; At. 1.13; 12.2), um dos
primeiros a se tornar discipulos de Jesus;
c) Tiago, filho de Alfeu, um dos
doze discípulos (Mt 10.3; Mc 3.18; 15.40; Lc 6.15; At 1.13);
d) Tiago, o autor da epístola, que
era filho de José e Maria e meio-irmão do nosso Senhor (Mt 1.18,20).
Após firmar os passos na fé e
testemunhar a ressurreição do Filho de Deus, o irmão do Senhor liderou a Igreja
em Jerusalém (At 15.13-21) e, mais tarde, foi considerado apóstolo (Gl 1.19).
Pela riqueza doutrinária da carta, o autor não poderia ser outro Tiago, senão,
o irmão do Senhor e líder da Igreja em Jerusalém. Outra evidencia que o
identifica como autor desta carta foi “a semelhança da língua da epístola com
as palavras de Tiago em Atos 15”.
2. LOCAL E DATA.
Embora a maioria dos biblistas veja
a Palestina, e mais especificamente Jerusalém, como local mais indicado de
produção da epístola, tal informação é desconhecida. Sobre a data, tratando-se
do período antigo da era cristã, sempre será aproximada. Por essa razão, a Bíblia de Estudo Pentecostal data a produção da carta de Tiago
entre os anos 45 a 49 d.C., aproximadamente.
3. DESTINATÁRIO.
“Às doze tribos que andam dispersas”
(Tg 1.1), mesmo que esta configuração política não fosse mais vista em Israel,
Tiago utilizou esta expressão como um recurso linguistico, fazendo alusão de
forma figurativa, à nação inteira de Israel (Mt 19.28; At 26.7; Ap 21.12), uma
espécie de resgate do sentimento que havia entre eles antes do período de
cativeiro. Todavia, ao usar a fórmula “doze tribos”, na verdade, Tiago
refere-se aos cristãos dispersos na Palestina e variadas igrejas estabelecidas
em outras regiões, isto é, todo o povo de Deus espalhado pelo mundo alcançados
pela pregação do Evangelho.
II. O PROPÓSITO DA EPÍSTOLA DE TIAGO
1. ORIENTAR.
Em um tempo marcado pela falsa
espiritualidade e egoísmo, características marcantes deste mundo que jazz no
maligno, as orientações de Tiago são relevantes, pertinentes e por muitos
ignoradas na ânsia do alcance de seus objetivos obscuros, até mesmo onde não
deveria existir tal situação é possível vermos as ações do Maligno de forma a
desestruturar a igreja e levar os crentes ao engano e fascínio que povoa
aqueles que não desejam levar uma vida dedicada a Deus, guardando-nos do
sistema mundano e amando o próximo.
Assim, através de orientações
práticas, Tiago almeja fortalecer e consolar os cristãos, exortando-os acerca
da profundidade da verdadeira, pura e imaculada religião para com Deus a qual
é: a) visitar os órfãos e as viúvas nas tribulações; b) não fazer acepção de
pessoas e c) guardar-se da corrupção do mundo (Tg 1.27). Sua carta atingiu
primeiras os cristãos de sua época, mas certamente suas orientações são
cabíveis na atualidade e devem ser aplicadas a fim de cheguemos a uma condição
que possa agradar a Deus, através de nossas ações e condutas e para que
construamos pontes no grande abismo que existe entre o que falamos e o que de
fato fazemos.
2. CONSOLAR.
Numa cultura onde não se dobrar a
César, honrando-o como divindade, significava rebelião à autoridade maior, os
crentes antigos foram impiedosamente perseguidos, humilhados e mortos.
Entretanto, a despeito de perder emprego, pais, filhos e sofrer martírios em
praças públicas, eles se mantiveram fiéis ao Senhor. A epístola de Tiago foi
direcionada primeiramente para os dispersos pelo mundo, que enfrentaram a
perseguição, por isso foi e ainda é um bálsamo para as igrejas atuais, pois os
primeiros foram consolados diante da situação desesperadora tal como somos hoje
diante da problemática que teima em nos acompanhar.
3. FORTALECER.
Além das perseguições cruéis, os
crentes eram explorados pelos ricos e defraudados e afligidos pelos patrões (Tg
5.4), que intentavam o enriquecimento ou o financiamento para seus ritos pagãos.
Apesar de a Palavra de Deus condenar com veemência essa prática mundana,
infelizmente, ela ainda é muito atual (Ml 3.5; Mc 10.19; 1Ts 4.6). A Epístola
de Tiago não foge à tradição profética de condenar tais abusos, pois, além de
expor o juízo divino contra os exploradores, o meio-irmão do Senhor exorta os
santos a não desanimarem na fé, pois há um Deus que contempla as más atitudes
do injusto e certamente cobrará muito caro por isso. A queda de quem explora o
trabalhador não tardará (Tg 5.1-3).
III. ATUALIDADE DA EPÍSTOLA
1. NUM TEMPO DE SUPERFICIALIDADE
ESPIRITUAL.
Outro propósito da epístola é levar
o leitor a um relacionamento mais íntimo com Deus e com o próximo. A carta traz
diversas citações do Sermão do Monte como prova de que o autor está em plena
concordância com o ensino de Jesus Cristo. Tiago chama a atenção para a verdade
de que se as orientações de Jesus não forem praticadas, o leitor estará fora da
boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Portanto, a Igreja do Senhor não
pode abandonar os conselhos divinos para desenvolver uma espiritualidade sadia
e profunda. Era como se ele estivesse escrevendo para a igreja atual, um
visionário, que estava muito adiante de sua época, pois a perseguição
enfrentada corajosamente pelos crentes primitivos e os problemas com a conduta
em nada diferem dos atuais.
2. NUM TEMPO DE CONFUSÃO ENTRE
“SALVAÇÃO PELA FÉ” OU “SALVAÇÃO PELAS OBRAS”.
O leitor desavisado pode pensar que
a Epístola de Tiago contradiz o apóstolo Paulo quanto à doutrina da salvação
mediante a fé, algo totalmente improvável, uma vez que os dois escreveram sob
orientação divina, bem diferente de muitos falsos mestres que distorciam a
doutrina da salvação pela graça proclamada pelo apóstolo dos gentios (2Pe
3.14-16 cf. Rm 5.20—6.4). Entretanto, a Epístola de Tiago evidencia que não se
pode fazer separação entre a fé e as obras, apesar de que somos sabedores que
as obras não garantem a salvação, mas acompanha os salvos como resultado da fé,
uma manifestação da experiência salvífica do crente (Ef 2.10; cf. Tg 2.24). A
salvação pela graça ficou bem clara quando Paulo escreveu: “a fé não vem de
vós, vem de Deus”, na mesma linha de raciocínio Tiago nos asseverou: “As obras
não vem de Deus, vem de vós”.
3. UMA FÉ POSTA EM PRÁTICA.
Muitos dizem ser discípulos de
Cristo, mas estão distantes das virtudes bíblicas. Estes não evidenciam sua fé
por intermédio de suas atitudes, para tais a carta de Tiago cai como uma luva,
uma mensagem direta e sem rodeios. Os pseudodiscípulos visam os seus interesses
particulares e não a glória de Deus, influenciados que se deixam pelo sistema
mundano. Precisamos urgentemente priorizar o Reino de Deus e a sua justiça (Mt
6.33), pois assim fomos ensinados por Jesus, que reforçou a mensagem pregada
por João Batista (Lc 3.8-14) e ratificada anos mais tarde por Tiago, que se
resumia a produção, frutos e arrependimento.
CONCLUSÃO
Como em toda a Escritura Sagrada, a
Epístola de Tiago é um farol acesso e permanentemente atual. Ela nos alerta
contra a mediocridade da vida supostamente cristã e nos exorta a fazer das
Escrituras o nosso pão diário. Jesus Cristo sempre foi zeloso pelo bem estar do
seu rebanho (Jo 10.10). Em todas as épocas Ele é o bom pastor que cuida das
suas ovelhas (Jo 10.11). É do interesse do Mestre que os discípulos vivam em
harmonia e amor mútuo, afim de não trazerem escândalo aos de dentro e, muito
menos, aos de fora (1Co 10.32). E não nos esqueçamos: A religião pura e
imaculada é a fé que se mostra através de nossas práticas e obras.
OBJETIVOS DA LIÇÃO – FORAM
ALCANÇADOS?
1.
Tiago escreveu a carta para os dispersos (45 a 49
d.C);
2.
Propósito: orientar, consolar e fortalecer;
3.
Carta importante diante da superficialidade
espiritual.
REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.
Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão
Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.
Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri
(SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.
Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade
Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus,
2003.
LOURENÇO, Luciano de Paula. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2014/06/aula-01-tiago-fe-que-se-mostra-pelas.html.
Acesso em 03 de julho de 2014.
Slides - lição1
terça-feira, 1 de julho de 2014
Pré-aula_Lição 1: Tiago - fé que se mostra pelas obras
Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Terra prometida - tome posse!
Criação
LIção 1 - proposta
sexta-feira, 27 de junho de 2014
A multiforme Sabedoria de Deus. Plano de aula
TEXTO ÁUREO
“Para que, agora, pela
igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e
potestades nos céus” (Ef 3.10).
VERDADE PRÁTICA
A multiforme sabedoria
de Deus vai além da compreensão humana e é demonstrada ao mundo pela Igreja de
Cristo.
LEITURA BÍBLICA EM
CLASSE – Ef 3.8-10; 1 Pe 4.7-10.
Ef 3.8 - A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada
esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas
incompreensíveis de Cristo.
Ef 3.9 - e demonstrar a todos qual seja a dispensação do
mistério, que, desde os séculos, esteve oculto em Deus, que tudo criou;
Ef 3.10 - para que, agora, pela igreja, a multiforme
sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus,
1 Pe 4.7 - E já está próximo o
fim de todas as coisas; portanto, sede sóbrios e vigiai em oração.
1 Pe 4.8 - Mas, sobretudo, tende
ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobrirá a multidão de
pecados,
1 Pe 4.9 - sendo hospitaleiros
uns para os outros, sem murmurações.
1 Pe 4.10 - Cada um administre
aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de
Deus.
PROPOSTA
•
Multiforme sabedoria de Deus foi revelada aos
simples;
•
É manifesta nos dons espirituais e ministeriais;
•
Dádivas do Pai: amor, filiação divina e
reconciliação;
•
Despenseiro: retirem da “despensa divina” o bom
alimento;
•
Os despenseiros de Deus amam uns aos outros;
•
Os despenseiros de Deus devem ser fiéis em tudo;
•
É na sequidão que devemos buscar mais a face de
Deus;
•
Sem amor não adianta o acúmulo de dons;
•
O caminho do amor é o mais excelente.
INTRODUÇÃO
O Altíssimo revelou para
a Igreja um mistério oculto desde a fundação do mundo. Pelo Espírito Santo, o
Senhor trouxe luz para o seu povo usando os “seus santos apóstolos e profetas”
para mostrar que esse mistério é Cristo em nós, a esperança da glória. Era a
multiforme sabedoria do Pai manifestando-se para pessoas simples. Somente os
pequeninos entendem e aceitam Cristo como a Sabedoria de Deus, revelada à sua
igreja, mas ainda oculto aos grandes e entendidos, pois não são todos os
humanos que compreendem e aceitam Jesus como o “verdadeiro Apóstolo, o verdadeiro Profeta, o grande Evangelista, o bom Pastor
e o grande Mestre”,
I. OS DONS ESPIRITUAIS E
MINISTERIAIS
1. SÃO DIVERSOS.
Na passagem bíblica de 1
Coríntios 12.8-10 são mencionados nove dons do Espírito Santo. Há outros dons
espirituais noutras passagens da Bíblia já mencionados em lições anteriores
deste trimestre, como Romanos 12.6-8; 1 Coríntios 12.28-30; 1 Pedro 4.10,11 e
Hebreus 2.4. São dons na esfera congregacional, importantíssimos para a igreja
e ministério. Em Efésios 4.7-11 e 2 Timóteo 1.6 vemos dons espirituais na
esfera ministerial da Igreja de igual forma importantes para o reino de Deus no
seu todo, ou seja, tanto os dons espirituais e os ministeriais são necessários
para o progresso da obra, por isto são todos concedidos por Deus para os homens.
Pela certeza da origem e concessão divina podemos combater toda e qualquer
imitação, fruto de manifestação demoníaca ou de infantilidade espiritual e
ignorância bíblica.
2. SÃO AMPLOS.
A sabedoria de Deus é
multiforme e plural e é manifesta em seus dons espirituais e ministeriais nas
mais variadas comunidades cristãs espalhadas pelo mundo. A concessão destes
dons visa o aperfeiçoamento dos santos e progresso da igreja, que diante da
revelação contida nestas dádivas se fortalece em sua caminhada.
3. DÁDIVAS DO PAI.
Outras excelentes
dádivas de Deus dispensadas à sua Igreja para comunicar o Evangelho a todos,
são:
a) A dádiva do amor. A grande manifestação de amor do Altíssimo para com a humanidade
foi enviar o seu Filho Amado para salvar o mundo (Jo 3.16). Este amor
dispensado por Deus desafia-nos a que amemos aos nossos inimigos e ao próximo,
isto é, qualquer ser humano carente da graça do Pai (Jo 1.14).
b) A dádiva da filiação
divina. Deus torna um filho das trevas em filho de
Deus (Jo 1.12; 1Pe 2.9). É a graça do Pai indo ao encontro da pessoa,
tornando-a membro da família de Deus (Ef 2.19).
c) O ministério da
reconciliação. O apóstolo Paulo explica
o milagre da salvação como resultado do “ministério da reconciliação” (2Co
5.19). Todo ser humano pode ter a
esperança de salvação eterna, mas de salvação agora também. Quem está em Cristo
é uma nova criatura e o resultado disto é que Deus faz tudo novo em sua vida (2
Co 5.17).
II. BONS DESPENSEIROS
DOS MISTÉRIOS DIVINOS
1. COM SOBRIEDADE E
VIGILÂNCIA.
O despenseiro deve
administrar a igreja local, retirando da “despensa divina” o melhor alimento para
o rebanho, como prova de sua preocupação com o rebanho, ou seja, uma atenção
especial deve ser dispensada para aqueles que mostram interesse pela Palavra.
Paulo destaca a
sobriedade e a vigilância do candidato ao episcopado como habilidades
indispensáveis ao exercício do ministério (1Tm 3.2). Por isso, o apóstolo
recomenda ao obreiro não ser dado ao vinho, pois a bebida traz confusão,
contenda e dissolução (1Tm 3.2 cf. Ef 5.18). O fiel despenseiro é o oposto
disso. Nunca perde a sobriedade e a vigilância em relação ao exercício do
ministério dado por Deus.
2. AMOR E HOSPITALIDADE.
Os despenseiros de
Cristo têm um “ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobrirá a
multidão de pecados” (1Pe 4.8). Mediante a graça de Deus, o obreiro pode demonstrar
sabedoria e amor no trato com as pessoas. Amar sem esperar receber coisa alguma
é parte do chamado de Deus para os relacionamentos (1Jo 3.16). Esta atitude é a
verdadeira identidade daqueles que se denominam discípulos do Senhor Jesus (Jo
13.34,35). Aqui, também entra o caráter hospitaleiro do obreiro, recomendado
pelo apóstolo Pedro (1Pe 4.9). Isso se torna possível para quem ama
incondicionalmente, pois a hospitalidade é acolhimento, bom trato com todas as
pessoas crentes ou não, pobres ou ricas, cultas ou não etc. Este é o apelo que
o escritor aos Hebreus faz a todos os crentes (Hb 13.2,3).
3. O DESPENSEIRO DEVE
ADMINISTRAR COM FIDELIDADE.
A graça derramada sobre
os despenseiros de Cristo tem de ser administrada por eles com zelo e
fidelidade. A Palavra de Deus nos adverte: “Cada um administre aos outros o dom
como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (1Pe 4.10).
Pregando, ensinando ou administrando o corpo de Cristo, tudo deve ser feito
para a glória do Senhor, a quem realmente pertence a majestade e o poder (1Pe
4.11). Paulo ensina-nos ainda que devemos ser vistos pelos homens como
“ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus” (1Co 4.1; Cl
1.26,27). Por isso, os despenseiros de Deus devem ser fiéis em tudo; “para que,
agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos
principados e potestades nos céus” (Ef 3.10).
III. OS DONS ESPIRITUAIS
E O FRUTO DO ESPÍRITO
1. A NECESSIDADE DOS
DONS ESPIRITUAIS.
Os dons espirituais são
indispensáveis à Igreja. Uma onda de frieza e mornidão tem atingido muitas
igrejas na atualidade, as quais não estão vivendo a real presença e o poder de
Deus para salvar, batizar com Espírito Santo e curar enfermidades (Ap 3.15-20).
Em tal estado, os dons do Espírito são ainda mais necessários. É no tempo de
sequidão que precisamos buscar mais e mais a face do Senhor, rogando-lhe a
manifestação dos dons espirituais para o despertamento espiritual dos crentes
em Jesus (Hb 3.2).
Sem a busca e posterior
concessão dos dons espirituais, a maior prejudicada acaba sendo a própria
igreja, que fatalmente acabará atacada e invadida pela mornidão e vencida pela
infatilidade espiritual. Se a igreja não fizer uso dos dons concedidos por Deus
se tornará presa fácil para a atuação do Maligno, na verdade, a igreja não
subsistirá diante desta situação espiritual calamitosa de rejeição da Palavra e
atuação dos espíritos demoníacos, por isto é imprescindível a busca e
utilização destas dádivas espirituais que estão à disposição do Corpo de Cristo.ela
exercda ndo com temor, querendo como crianças participar de uma vida plena da
presença, do poder e da Autoridade concedida
2. OS DONS ESPIRITUAIS E
O AMOR CRISTÃO.
Paulo termina o capítulo
sobre os dons espirituais, dizendo: “Portanto, procurai com zelo os melhores
dons; e eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente” (1Co 12.31). Em
seguida abre o capítulo mais belo da Bíblia Sagrada sobre o amor, 1 Coríntios 13.
Não é por acaso que o
tema do amor (capítulo 13) está entre os assuntos espirituais (capítulos 12 e
14). Ali, o apóstolo dos gentios refere-se a vários dons, ensinando que sem o
amor nada adianta tê-los, ainda mais como nos dias atuais, onde se canta muito
e se pratica pouco. Nos cânticos as letras endeusam o amor e a compreensão, no
entanto, o ódio e o desejo de vingança acabam falando mais alto e induzem os
desavisados ao erro.
3. A NECESSIDADE DO
FRUTO DO ESPÍRITO.
Uma vida cristã pautada
pela perspectiva do fruto do Espírito (Gl 5.22) é o que o nosso Pai Celestial
quer à sua Igreja. Uma igreja cheia de poder, que também ama o pecador. Cheia
de dons espirituais, mas que também acolhe o doente. Zelosa da boa doutrina,
mas em chamas pelo amor fraterno que, como diz Paulo, “é sofredor, é benigno; o
amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece, não
se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não
suspeita mal” (1Co 13.4,5). O caminho do amor é mais excelente que o dos dons
espirituais (1Co 12.31).
CONCLUSÃO
A multiforme sabedoria
de Deus manifesta-se na igreja através da intervenção sobrenatural do Espírito
Santo e a partir dos dons de Deus necessários ao crescimento espiritual dos
crentes. Sejam quais forem os dons, aqueles que os possuem devem usá-los com
humildade e fidelidade, não buscando os interesses próprios, mas sobretudo o
amor, pois sem amor de nada adianta possuir dons. Estes são para a edificação
dos salvos em Cristo Jesus.
OBJETIVOS DA LIÇÃO – FORAM ALCANÇADOS?
• Os dons são diversos, amplos, verdadeiras dadivas;
• Despenseiros: sóbrio-vigilante-hospitaleiro-fiel-amoroso;
• Dons espirituais sem amor para nada servem.
REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.
Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão
Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.
Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri
(SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.
Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade
Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus,
2003.
LOURENÇO, Luciano de Paula. Disponível em:http://luloure.blogspot.com.br/2014/06/aula-13-multiforme-sabedoria-de-deus.html.
Acesso em 25 de junho de 2014.
Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)
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