sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O julgamento e a soberania pertencem a Deus. Plano de aula


TEXTO ÁUREO
“Há só um Legislador e um Juiz, que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem? (Tg 4.12).

VERDADE PRÁTICA
Não podemos estar na posição de juízes contra as pessoas, pois somente Deus é o Justo Juiz.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Tg 4.11-17.
11 - Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão e julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz.
12 - Há só um Legislador e um Juiz, que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?
13 - Eia, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos.
14 - Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece.
15 - Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.
16 - Mas, agora, vos gloriais em vossas presunções; toda glória tal como esta é maligna.
17 - Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado.

PROPOSTA
         “Disse-me-disse”: uma postura problemática;
         “Juiz do outro”: caluniador e emissor de falso testemunho;
         “Tu, porém, quem és, que julgas a outrem”?
         Todo pensamento deve ser feito com sabedoria do alto;
         Traçamos os planos, mas ninguém tem certeza do futuro;
         Somos limitados, por isto devemos confiar em Deus;
         Não sejamos presunçosos e arrogantes, somos frágeis;
         Arrogância, poder e orgulho – como é difícil resistir;
         Não sejamos omissos – podemos e devemos fazer.

INTRODUÇÃO
A lição dessa semana é a continuação dos conselhos práticos de Tiago aos seus leitores. Os assuntos com maior destaque são a “relação social entre os irmãos” e o “planejamento da vida”. Aprenderemos que, uma vez nascidos de novo, não podemos nos relacionar de maneira conflituosa com os outros. Outro aspecto importante que estudaremos é que o planejamento da nossa vida tem de estar de acordo com a soberana vontade de Deus — único legislador e juiz da vida. Ele é quem sempre terá a última palavra.

Não devemos julgar uns aos outros pela aparência (Jo 7.24), mas sim pela Palavra da verdade e justiça, portanto o que deve ser julgado são as condutas das pessoas e não elas propriamente, sob pena de sermos julgados da mesma forma ou em proporção ainda maior, pois para cada palavra usada, por nós, contra qualquer outro, receberemos duas ou mais de volta (Mt 7.1-2), em tese o prejuízo será maior.

Falar mal ou odiar o irmão (Mt 5.22; I Jo 3.15), condutas estas previstos na Palavra cada qual com a sua conseqüência. Muito pensam que somente a violação do sexto mandamento caracteriza o homicídio, mas se esquecem que o fato de falar indevidamente ou mal, bem como odiar as pessoas já nos coloca na posição de “malfeitores espirituais, juízes sobre outros”. Chamar alguém de “raca” (sujeitinho sem valor, mulherzinha sem qualidade) não contribuiu em nada para o crescimento dele, nosso e do reino de Deus, na verdade este tipo de julgamento acaba atingindo o julgador (cf Rm 2.1). Aquele que está julgando termina por praticar o mesmo erro daquele que está sendo julgado por ele.

Repreender para não haver erros é bíblico (Pv 9.6-8) e cabe a todos nós esta tarefa, no entanto, nós tendemos a ir mais além, até o momento em que ouvimos a mesma pergunta ouvida por Moisés, guardadas as devidas proporções, quando ele tentou resolver o problema entre seus patrícios: “Quem te tem posto a ti por maioral e juiz sobre nós? Qual reação teríamos diante desta pergunta? A mesma que Moisés? Fuga.

I. O PERIGO DE COLOCAR-SE COMO JUIZ (Tg 4.11,12)
1. A OFENSA GRATUITA. 
Não há postura mais problemática em uma igreja local quanto a do “disse-me-disse”. Infelizmente, tal comportamento parece ser uma questão cultural. Algumas pessoas parecem ter satisfação em destilar palavras que machucam. O que ganham com isso? Um ambiente incendiado por insinuações maldosas, onde elas mesmas passam a maior parte das suas vidas sofrendo e levando outros a sofrerem. Assim, Tiago inicia a segunda seção bíblica do capítulo quatro abordando o relacionamento interpessoal entre os crentes (v.11). Devemos evitar as ofensas e as agressões gratuitas, pois o “irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio” (Pv 18.19). As ofensas só trazem angústias, tristezas e desgraças.

Disse-me-disse, mesmo que politicamente aceitável em nosso meio, já que não tem como eliminá-lo definitivamente, nos traz sérios prejuizos. Deveria não existir, no entanto, a igreja humana não consegue se desvencilhar deste mal, alias nem tenta. Em vez de usar o tempo e as palavras para exortar, mostrar o caminho, através de repreensões sadias, construtivas, o que enxergamos são juízes posicionados em locais estratégicos com a finalidade de conhecer, acusar, apontar erros costumeiros que podem sim nos tirar a salvação, caso não sejam tratados com o único e verdadeiro juiz da nossa vida.

Desta forma o amor que deveria ser dispensado ao próximo fica comprometido, pois todo o tempo em que poderia ser aplicado ou praticado o amor ao próximo é totalmente destinado a maledicência. O muito pensar em si mesmo produz estes julgamentos precipitados e a falta de amor ao próximo e a Deus. O desejo desenfreado de desobstrução de nossos caminhos para alcançarmos nossos objetivos e metas tem colocado muitos de nós na posição de juízes, na vã tentativa de sermos iguais a Deus.

2. FALAR MAL DOS OUTROS E SER JUIZ DA LEI (TG 4.11). 
O pecado de falar mal do outro foi por Tiago tratado com clareza ainda no versículo 11. Quem empresta os seus lábios para caluniar e emitir falso testemunho, além de estar pecando, coloca-se como o juiz do outro, mas não cumpridor da lei. Nós, servos de Cristo, fomos chamados para sermos discípulos, não juízes. Quem busca estabelecer condições para amar o próximo não pode ser discípulo de Jesus de Nazaré. Já imaginou se hoje, Deus, o nosso Pai, tratasse-nos numa posição de Juiz? Provavelmente estaríamos perdidos!

A malignidade do falar mal do outro reside justamente na pessoa do adversário de nossas almas, que por não possuir poder de fala, se utiliza dos desavisados para lançar suas setas em direção às suas vítimas. “Quem fala o que quer, ouve o que não quer”, “pronto, falei!”, não basta somente falar e sair de fininho, é preciso medir as consequências do que se fala.

Para os que gostam de julgar as pessoas, nada mais logico que seguir um conselho paulino: “cada um julgue a si mesmo e assim coma deste pão e beba deste cálice” (I Co 11.32). Então que começamos por nós mesmos e seremos pessoas mais prósperas espiritualmente e materialmente, além é claro, não dormiremos e não seremos tidos como fracos e doentes como os muitos que existem em nosso meio.

3. O AUTÊNTICO LEGISLADOR E JUIZ PODE SALVAR E DESTRUIR.
Com o objetivo de demonstrar o porquê de não podermos nos colocar como juízes dos outros, o texto bíblico recorda do quanto somos pecadores e declara que há apenas um Legislador (criador das leis) e Juiz (apto para julgar a todos) (v.12). Apenas o Criador tem o poder de salvar e destruir. Portanto, antes de emitir uma palavra de julgamento contra uma pessoa, responda a esta questão: “Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?”.

Mas existe outra pergunta, a qual nem mesmo Moisés foi capaz de respondê-la quando interpelado por um de seus patrícios: “Quem pôs você como nosso chefe ou nosso juiz”? (Ex 2.14 - NTLH). A única reação de Moisés diante desta pergunta foi a fuga. Isto aconteceu porque ele realmente não havia sido posto naquela posição, até então e o mesmo ocorre conosco hoje, quando nos colocamos como juízes, acima do bem e do mal. Não somos legisladores e tampouco juízes, somente Deus pode julgar a sua criatura, Ele pode salvar e pode destruir, já o homem não pode nada contra a alma (I Sm 2.6; Mt 10.28).

II. A BREVIDADE DA VIDA E A NECESSIDADE DO RECONHECIMENTO DA SOBERANIA DIVINA (Tg 4.13-15)
1. PLANOS MERAMENTE HUMANOS (TG 4.13). 
É comum algumas vezes falarmos “daqui tantos anos vou fazer isso”, “em 2018 eu farei aquilo”, etc. É verdade que precisamos planejar a vida. Entretanto, todo planejamento deve ser feito com a sabedoria do alto. Isto é uma dádiva de Deus. Todavia, infelizmente nos acostumamos à mera rotina e tendemos a planejarmos o futuro sem ao menos nos lembrarmos de que Deus, o autor da vida, tem de ser consultado, pois tudo o que temos é fruto da sua bondade e misericórdia.

Quando não planejamos sem consultar a Deus, nos rendemos a ansiedade, que é contrária a confiança que afirmamos ter em Deus, para que isto também não venha ocorrer devemos fazer conhecidas diante de Deus em humildade, confiando em sua graça e misericórdia em todo o tempo.

Mas acima de todos os nossos planos e ansiedade está a soberania de Deus que rege a nossa vida e quando isto acontece o homem deve aceitar a situação e a determinação de Deus, vide caso de Moisés que que ansiou muito por entrar na Terra Prometida, quem sabe ele não tenha feito muitos planos que seriam concretizados tão logo estivesse pisando em solo sagrado, mas teve que se contentar somente com a visão da benção, sem poder tocá-la. Ele pediu, implorou, chorou, mas ao final se submeteu à soberana vontade de Deus.

2. A INCERTEZA E A BREVIDADE DA VIDA (TG 4.14). 
“A vida é um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece”. Eis uma séria advertência de Tiago para nós! O ser humano muitas vezes se esquece da sua real condição. Fazemos os planos para amanhã ou depois, mas ninguém tem a certeza do futuro que lhe espera. A nossa vida é breve, passa como a fumaça. Lembre-se de que a nossa existência terrena é passageira e que, por isso, devemos viver a vida segundo a vontade de Deus, esperança nossa.

Ah, se o homem ansioso atual pudesse encompridar a sua vida? O que seria daqueles que anseiam pela justiça de Deus, a nossa glorificação? Muitos poderiam ficar sem presenciar o poderio de Deus caso não se preocupassem tanto com isto (Mt 6.27), mas no afã de prolongar sua vida prazerosa nesta dimensão falida acabam por se render ao certeiro estagio final de nossa existência e dele ninguém escapa. São tantos planos materiais, profissionais, relacionais, alguns já prevendo acontecimentos de 5 a 10 anos, sem ao menos levar em conta a brevidade de nossas vidas.

A nossa vida é efêmera, passageira e sendo ela tão curta, que “vantagem tem o homem de todo o seu trabalho, que ele faz debaixo do sol?” (Ec 1.3-4). A vida é passageira, dura pouco. Por isso, muitos buscam satisfazer-se de várias formas. Há os que acham que a sabedoria resolverá o seu problema (Ec 1.16-18; 2.12-16). Outros buscam preencher a sua alma com os prazeres dessa existência (Ec 2.1-3). Ainda outros recorrem às riquezas (Ec 2.4-11). E, por último, há aqueles que se autorrealizam no trabalho (Ec 2.17-23). Tudo em vão.

3. O MODO BÍBLICO DE ABORDAR O FUTURO (TG 4.15). 
Após compreendermos que a existência humana é finita e Deus é o infinito Absoluto, o versículo 15 nos ensina a ter um estilo de vida diferente. A consciência da nossa limitação, bem como da transitoriedade e a brevidade da vida, deve incidir sobre o nosso modo de viver ao mesmo tempo em que deve servir como ponto de partida para confiarmos ao Senhor todos os nossos planos. Só com essa consciência, buscaremos realizar a vontade de Deus que é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2). Portanto, agiremos assim: “Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou não”. Tal postura não é falta de fé, ao contrário, é fé na Palavra de Deus.

É certo que o homem deve buscar os suprimentos para as suas necessidades básicas para sua sobrevivência (Mt 6.32), pode pensar no futuro, planejar suas ações, aspirar posições, mas estas condutas não podem se tornar prioridades, não podem ser valorizadas em detrimento as coisas espirituais e jamais podem ser em revelia à vontade soberana de Deus.

III. OS PECADOS DA ARROGÂNCIA E DA AUTOSSUFICIÊNCIA DO SER HUMANO (Tg 4.16,17)
1. GLORIAR-SE NAS PRESUNÇÕES (TG 4.16A). 
Pensar que podemos controlar a nossa vida é de uma presunção orgulhosa que afronta o próprio Deus. Nós somos as criaturas e Deus, o Criador. Infelizmente, muitos fazem os seus planos desprezando o Senhor como se fosse possível deixá-lo fora do curso da nossa vida. Não sejamos presunçosos e arrogantes! Reconheçamos as nossas fragilidades, pois somos pó e cinza (Gn 18.27; Jó 30.19). Mas Deus, o nosso Pai, é tudo em todos por Cristo Jesus, o nosso Senhor (Cl 3.11).

Precisamos de muito para sobrevivência, isto acaba por se tornar uma busca diária e incessante que não pode, em nenhum momento, ser priorizada ante a presença maravilhosa de Deus em nossa vida, sem a qual jamais conseguiríamos algo. Se colocarmos a comunhão com Deus como nossa prioridade, não faremos uso desta pratica maligna, a presunção, pois facilmente entendemos nossa posição de fragilidade e buscamos em Deus o que precisamos.

2. A MALIGNIDADE DO ORGULHO DAS PRESUNÇÕES. 
A gravidade da presunção e da arrogância humana pode ser comprovada na segunda parte do versículo dezesseis: “toda glória tal como esta é maligna”. O livro de Ezequiel conta-nos a história do rei de Tiro. Ali, a malignidade, a arrogância e o orgulho humano levaram um poderoso rei a perder tudo o que tinha. Ele era poderoso em sabedoria e entendimento, acumulando para si riquezas e poder. Mas seu coração tornou-se arrogante, enchendo o interior de violência, iniquidades, injustiças do comércio e profanação dos santuários (Ez 28.4,5,16,18). Em pouco tempo o seu fabuloso império desmoronou. Não há ser humano no mundo que resista às tentações da arrogância, do poder e do orgulho. Triste é o final de quem se entrega à malignidade do orgulho das presunções humanas.

Este sentimento de alcance do objetivo ou da chegada à estatura de varão perfeito nunca seduziu o apóstolo Paulo, muito pelo contrário, pois ele não se deixou enganar por esta falsa e maligna ideia. Ele combateu estes ensinos, principalmente os que atacavam a igreja de Filipos. Mais do que ninguém era sabedor que a ruína acompanha os presunçosos, por isto não queria correr o risco de ser reprovado antes de atingir a linha de chegada (1 Co 9.24).  Ele ainda não se considerava perfeito, queria mais conhecimento de Cristo, pois se julgava incompleto (1 Co 13.12). O que ele almejava seria útil para limpar a imundícia da carne e do espírito e para aperfeiçoá-lo na santificação e no temor (2 Co 7.1).

3. FAÇA O BEM (V.17). 
Fazer o bem é uma afirmação da Epístola de Tiago que lembra as suas primeiras recomendações de não sermos apenas ouvintes, mas praticantes da Palavra (Tg 1.22-25). Ora, se nós ouvimos, entendemos, compreendemos e podemos fazer o que deve ser feito, mas não o fazemos, estamos em pecado. Deus condena o pecado de omissão! Não sejamos omissos quanto àquilo que podemos e devemos fazer! Como discípulos de Cristo não podemos recuar. Antes, temos de perseverar em perseguir o alvo que nos foi proposto até o fim (Fp 3.14).

Fica claro a manifestação do pecado quando há a omissão de nossa parte em socorrer ao nosso próximo, seja ele quem for. Despedir sem socorrer? Orar somente se condoendo da situação? Sentimento sem prática? Não podemos ser somente ouvintes, temos que colocar em prática o que aprendemos, para não negligenciarmos o ensino que estamos recebendo.

CONCLUSÃO
Vimos nesta lição as duras advertências de Tiago. Infelizmente, as transgressões descritas na epístola são quase que naturais na atualidade. Não são poucos os que difamam, caluniam e falam mal do próximo. Comportam-se como os verdadeiros juízes, ignorando que com a mesma medida com que medem os outros, eles mesmos serão medidos (Mc 4.24). Vimos também que ainda que façamos os melhores planos para a nossa vida, devemos nos lembrar de que a vontade de Deus é sempre o melhor. Que aprendamos com Tiago a perdoar ao outro e submetermo-nos à vontade do Pai.

OBJETIVOS DA LIÇÃO – FORAM ALCANÇADOS?
1) O juiz de outro tenta se igualar a Deus – perigo.
2) Brevidade da vida: muitos planos e poucas certezas;
3) Arrogância e autossuficiência: somos muitos limitados.

REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

CABRAL, Elienai. Filipenses. A humildade de Cristo como exemplo para a igreja. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 3º trimestre de 2013. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, CPAD, 2013.

CABRAL, Elienai. Filipenses. A humildade de Cristo como exemplo para a igreja. Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 3º trimestre de 2013. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, CPAD, 2013.

GONÇALVES, José. Sabedoria de Deus para uma vida vitorioso. A atualidade de Provérbios e Eclesiastes. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 4º trimestre de 2013. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, CPAD, 2013.

GONÇALVES, José. A verdadeira prosperidade. A vida cristã abundante. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 1º trimestre de 2012. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, CPAD, 2012.

Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

17) Ester


Para quem foi escrito este livro?     
Para os israelitas.

Por quem foi escrito (autor)?
Autor Desconhecido.

Em qual momento histórico?
Quando parte do povo de Israel ainda se encontra no exílio persa (o império persa sucedeu o império babilônico).

Por que este livro foi escrito? 
Porque os judeus que ainda estava no exílio foram condenados à morte por um decreto real.

Para quê este livro foi escrito?        
Para relatar o livramento divino aos judeus fiéis à aliança (e, também, explicar a origem da celebração do Purim).

Obs: Material extraído do DVD "Mega Coletânea Bíblica - 10.000 artigos". Não tem citação da fonte, mas se alguém conhecer, ficarei grato e mencionarei.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

Muita informação...pouca instrução


“Infelizmente o que temos hoje é um evangelho enlatado, de rápidos torpedos bíblicos, frases prontas, jargões, compartilha-se muito pelo facebook, watsapp, mas o conhecimento é mínimo. Muitas de nossas escolas dominicais não são mais cheias como antes, infelizmente não se valoriza tanto quanto deveria o conhecimento e o ensino da palavra do Senhor e assim conhecem cada vez menos da Bíblia. A igreja de Cristo é atacada constantemente pelo mundo e suas vãs filosofias, devemos estar preparados para combater com ímpeto os falsos mestres e as heresias, e é claro que, para combate-la, precisamos estar preparados”.

Trecho extraído do artigo: Bíblia, loading... muita informação, pouca instrução. Revista Geração JC ano XII – nº 101, página 35 (julho/agosto 2014).

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Lição 11 - proposta

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

Lição 10 - pós aula

Buscai primeiro o reino de Deus  - mas o que é o reino de Deus? Eu sei o que não é reino de Deus: comida, bebida e vestimentas.

Busquemos o reino de Deus, mas não nos esqueçamos do nosso entorno, pois o inimigo está ao derredor bramando como leão.

Paulo e Barnabé, uma “briguinha” bem resolvido que foi benéfica para o reino de Deus, já que uma dupla foi pela Ásia menor e a outra pelo Mediterrâneo, assim o inimigo foi cercado.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

sábado, 6 de setembro de 2014

Neemias: como sair do anonimato? Capítulo 6 - Slides



Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

Neemias: como sair do anonimato? Capítulo 6


CAPÍTULO 6
DIVISÃO, ORGANIZAÇÃO E EXEMPLO

1. A DIVISÃO DO TRABALHO: 
Neemias elaborou muito bem o seu plano de trabalho, pois suas ações foram bem calculadas a fim de não deixar brechas para o inimigo que sorrateiramente estava bramando como leão ao derredor. Ele dividiu as tarefas, ensinou o povo a trabalhar com uma das mãos ao mesmo tempo em que seguravam as armas com a outra.

Envolveu todos os setores da sociedade judaica, religiosos, nobres, povo e trabalhadores para que nenhum pesasse sobre os ombros dos outros. O resultado foi a doação integral de cada judeu para reconstrução da cidade.

Naquele momento não havia espaço para divisões, pois estavam todos envolvidos na obra e não se preocupavam apenas com os seus interesses. Houve unidade em Jerusalém, talvez nunca vista antes, tamanha a grandiosidade e urgência. Daquela grande obra o construtor não foi Neemias, tampouco o povo, eles foram somente instrumentos, ferramentas (6.15-16).

2. ORGANIZAÇÃO E UNIDADE DO POVO: 
Neemias organizou o trabalho de forma a envolver todos os moradores da cidade e desde o início primou pela organização. Os trabalhadores foram distribuídos por toda a extensão do muro. Neemias sabia que o povo estava preocupado com possíveis ataques, por isto distribuiu cada um para que ficasse defronte as suas casas, pois assim caso houvesse algum imprevisto eles protegeriam suas famílias. Outro fator que motivou esta organização foi o acesso a água e alimentação. Com esta organização ele conseguiu eliminar a ansiedade, a preocupação e reafirmou a unidade do povo.

3. NEEMIAS – UM EXEMPLO PARA OS DEMAIS:
Neemias não ficou somente olhando ou esperando resultados, ele tomou posição de um verdadeiro líder e “colocou a mão na massa”, deu o exemplo para os demais. Em toda a sua trajetória em Jerusalém ninguém pode questionar sua conduta, pois cumpriu todas as exigências e teve uma administração pautada pela honestidade, transparência e sabedoria (5.9-12). Exerceu a autoridade de um verdadeiro governador.

4. COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
  • Neemias não queria meros expectadores, queria trabalhadores responsáveis;
  • Quem quiser servido, que sirva primeiro;
  • Quer que os outros façam, façam primeiro;
  • E disse Neemias: “Sedes meus imitadores”;
  • O fato de serem orientados a reconstruírem perto de suas casas poderia motivá-los a capricharem mais?
Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

Próximos trabalhos - jovens setor 5











Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O perigo da busca pela autorrealização humana. Plano de aula


TEXTO ÁUREO
Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará (Tg 4.10).

VERDADE PRÁTICA
A realização humana, à parte de Deus, é impossível de acontecer, pois a criatura não pode viver longe do Criador.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Tg 4.1-10
1 - Donde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura, não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?
2 - Cobiçais e nada tendes; sois invejosos e cobiçosos e não podeis alcançar; combateis e guerreais e nada tendes, porque não pedis.
3 - Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.
4 - Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.
5 - Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes?
6 - Antes, dá maior graça. Portanto, diz: Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graça aos humildes.
7 - Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.
8 - Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai o coração.
9 - Senti as vossas misérias, e lamentai, e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo, em tristeza.
10 - Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.

PROPOSTA
·         “Donde vêm as guerras e pelejas entre vós”?
·         A origem dos males: “Combateis e guerreais”;
·         Deus não é um garçom que está ao nosso serviço;
·         Flerte com o sistema mundano – inimizade com Deus;
·         Muitos fazem aliança com Deus e com outros deuses;
·         Somos objetos dos “ciúmes do Espírito”;
·         Os arrogantes, soberbos e gananciosos serão abatidos;
·         Mas o Senhor será propício, caso se acheguem a Ele;
·         Como podemos ser felizes sem a presença de Deus?

INTRODUÇÃO
Realização profissional, pessoal e o desejo de uma melhor qualidade de vida são anseios legítimos do ser humano. Entretanto, o problema existe quando esse anseio torna-se uma obsessão, um desejo cego, colocando o Senhor nosso Deus à margem da vida para eleger um ídolo: o sonho pessoal. Ao concluirmos o estudo dessa semana veremos que não se pode abrir mão de Deus para realizarmos os nossos sonhos, pois os dEle devem estar em primeiro lugar!

Os “sonhos dos Josés” apontam para tronos, satisfações, autorrealizações pessoais, mesmo que possa parecer aspirações legais, legitimas, atuais e necessárias, porém esta situação em muito se difere da que foi vivida pelo verdadeiro e único José que sonhou e esperou o momento certo para fazer uso dos benefícios produzidos pelo trabalho ora contido nos em seus sonhos de jovem. Ele sonhou trabalho e não autorrealizações pessoais. Isto não se tornou obsessão em sua vida, pelo contrario, pois aprisionado injustamente, provavelmente nem se lembrava do que havia sonhado em Canaã. Enquanto ele aceitou a situação e esperou pelo prometido, “a maioria dos crentes está preocupada com os confortos deste mundo, em conseguir a concretização dos seus sonhos”.

I. A ORIGEM DOS CONFLITOS E DAS DISCÓRDIAS.
1. QUE SENTIMENTOS SÃO ESSES? 
Tiago abre o capítulo 4 perguntando: “Donde vêm as guerras e pelejas entre vós?”. Em seguida, responde retoricamente: “Porventura, não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?” (v.1). Aqui, o líder da igreja de Jerusalém denuncia o tipo de sabedoria que estava predominando na igreja: a terrena, animal e diabólica. Por quê? Ora, entre aqueles crentes havia “guerras e pelejas” e “interesses dos próprios deleites”, enquanto os menos favorecidos estavam à margem dessas ambições. Estava nítido que eles não semeavam a paz.

O ideal seria que não houvesse sentimentos estranhos entre aqueles que professam a mesma fé, no entanto a realidade é muito diferente do que fora proposto por Jesus em seus ensinamentos, mas nada que possa abalar os fundamentos eternos da igreja, pelo contrário, pois esta situação tende a fortalece-la, depende somente de cada um de nós.

O pensamento primeiro que vem em nossa mente nos remete a total ausência de conflitos no meio e no entorno da igreja, porém quando visualizamos a cédula cravada na cruz (Cl 2.14) entendemos que alguns percalços da vida devem ser enfrentados e derrotados, senão ela teria sido aniquilada, destruída totalmente ou jogada para ser queimada no fogo do Espírito para nunca mais nos apontar o erro.

Os discípulos/apóstolos de Jesus enfrentaram seus problemas relacionais, as igrejas de Corinto e da Galácia e de Filipos idem (1Co 6.1-8; Gl 5.15; Ef 4.3), isto nos remete a uma pergunta inevitável: “Que sentimentos foram e são estes que tão de perto também teimam em nos rodear”?

2. A ORIGEM DOS MALES (TG 4.2). 
“Combateis e guerreais” (v.2), é a afirmação do meio-irmão do Senhor em relação àquelas igrejas. Tiago não mascara o que está no coração humano: a cobiça e a inveja. Estas são as predisposições básicas da nossa natureza para desenvolver uma atitude combativa e de guerra contra as pessoas, até mesmo em nome de Deus (Jo 16.2). Quem procede assim ainda não entendeu o Evangelho e nem mesmo atina para a verdade de que Deus não tem compromisso algum com os desejos egoístas, mas atenta à pureza e a verdadeira motivação do coração (1Sm 16.7; Lc 18.9-14).

O desprezo ou desconhecimento sobre o ideal contido no Evangelho gera o egoísmo e insatisfação plena diante das situações vividas pelo homem. A “perene insatisfação” e a busca desenfreada pelo prazer ou matéria são características visíveis na vida daqueles que ainda não entenderam o plano de Deus em suas vidas. O resultado disto tudo é a total separação e falta de comunhão com Deus.

3. O PORQUÊ DE NÃO RECEBERMOS BÊNÇÃOS (TG 1.3).
O texto sagrado mostra o porquê de as pessoas que agem assim não receberem as bênçãos de Deus, apesar de muitas vezes aparecerem “profetas” profetizando o contrário. Em primeiro lugar, Deus não é um garçom que está diuturnamente ao nosso serviço. Segundo, como vimos, Ele não têm compromisso com os nossos interesses mundanos. E, finalmente, quando pedimos, o pedimos mal, pois não é a vontade divina que está em nosso coração, mas o desejo egoístico da natureza humana pedindo a Deus para chancelá-lo.

II. A BUSCA EGOÍSTA (Tg 4.4,5)
1. ADÚLTEROS E AMIGOS DO SISTEMA MUNDANO.
Tiago chama de “adúlteros e adúlteras” os crentes que flertaram com o sistema do mundo. Mas a qual sistema mundano o escritor da epístola se refere? Olhando para o contexto anterior da passagem em apreço, veremos que Tiago se refere às más atitudes (a inveja, a cobiça, o deleite carnal, as pelejas e as guerras, isto é, o egoísmo do coração humano) que caracterizam o sistema presente deste mundo. Os que flertaram com tal sistema fizeram-se inimigos de Deus.

O espírito em comunhão com Deus prevalece contra a carne, que por sua vez, estimulada pelo mundo, tende a descer da cruz para mostrar ao homem o leque de opções de pecado.

A igreja de Pérgamo pode ser usada para vivificarmos os perigos que a amizade com o sistema mundano pode acarretar ao homem. Aquela igreja tinha sua posição bem definida diante dos problemas idolatras e mundanos que a cidade apresentava, era conservadora e vivenciou verdadeiras e espetaculares conversões, pois muitos foram tirados daquela vã maneira de viver (Jo 15.19), saíram das trevas para a luz (At 26.18) e foram libertos das vaidades (At 14.15), dos ídolos (I Ts 1.9), da perversidade e do paganismo, mas os cristãos se viram cercados pela idolatria e pelas honras políticas dadas aos governantes romanos. Eles resistiram, porém aos poucos a poluição espiritual começou a atacá-los, através de falsos ensinamentos, imoralidade e idolatria.

A igreja, que se recusou a adorar o imperador romanos e os quatro deuses adorados a cidade (Zeus, Dionísio, Asclépio e Atenas), não se manteve fiel e permitiu-se casar com o mundo. Com isto as suas portas foram abertas para as doutrinas de Balaão (tropeços e incentivos para a idolatria e imoralidade).

A igreja de Pérgamo conheceu o caminho (II Pe 2.15), mas também não ficou alheia ao erro de Balaão (Jd 11). Ficou dividida entre a verdade e a heresia. Serviu a Deus sob a sombra do trono do Maligno e tolerou os pseudomestres e suas práticas contrárias à Palavra de Deus.

2. “INIMIGOS DE DEUS”. 
O líder da igreja de Jerusalém faz esta afirmação baseado nas duas imagens linguísticas usadas por ele para configurar a amizade dos crentes com o sistema mundano: “adúlteros e adúlteras”. Quando Tiago usa essas duas imagens, ele quer mostrar que da mesma forma que Israel procurou estabelecer acordos não só com o Deus de Abraão, mas também com Baal, Asera e outras divindades de Canaã, os leitores de Tiago também procuraram estabelecer tanto a amizade com o mundo, quanto com Deus. Todavia, Tiago mostra que a amizade com Deus e com o mundo, transformará as pessoas em “inimigas de Deus”.

Esta advertência de Tiago deve ser observada à risca, pois da mesma forma, a igreja atualmente é atacada e não são poucos os que se declaram ou que são incluídos neste rol.

3. O ESPÍRITO TEM “CIÚMES” (TG 4.5). 
O Espírito Santo que em nós habita é zeloso. Ele é o selo que marca-nos como propriedade exclusiva de Deus (2Co 1.21,22; 1Pe 2.9). No versículo cinco do capítulo quatro, os leitores de Tiago aparecem como o objeto dos “ciúmes do Espírito”. Por isso, o autor sagrado os confronta chamando-os de “adúlteros e adúlteras”. Tal advertência é a admoestação de Deus para o seu povo. Aqui, também cabe lembrar-nos de uma promessa registrada na Primeira Epístola Universal de João: temos um advogado à destra de Deus (2.1,2).

O Espírito que em nós habita (Tg 4.5) sente ciúmes do adultério moral (impureza), espiritual (idolatria), econômico (amor ao dinheiro) e político (paixão e esperanças políticas mais acentuadas em relação ao programa humano que ao Reino de Deus).  

III. A BUSCA DA AUTORREALIZAÇÃO (Tg 4.6-10)
1. HUMILHANDO-SE PERANTE DEUS (TG 4.6,7). 
Uma vez admoestados pelo Espírito Santo, temos a promessa de que Ele nos dará “maior graça”. Tal maior graça é o fato de que “Deus resiste aos soberbos”, mas “dá, porém, graça aos humildes”. Se acolhermos a advertência do Senhor, a tão almejada realização humana acontecerá de maneira completa em Deus. Humilharmo-nos diante do Senhor é reconhecermos quem somos à luz da sua admoestação. É acolher com humildade o confronto do Senhor. O arrogante, o soberbo e o ganancioso nunca terão esta atitude e, por isso, serão abatidos. E ainda, à luz do ensino de Tiago, resistir ao Diabo significa não desejar as mesmas coisas que a falsa sabedoria nos oferece: egoísmo, orgulho, soberba etc. É não almejarmos a posição dos mestres orgulhosos e soberbos, mas contentarmo-nos com a vocação de servirmos ao Senhor, voluntária e espontaneamente, em espírito e em verdade (Jo 4.23).

Jesus não deixou de ser Deus (igualdade pessoal), apenas abriu mão da glória, que possuía com o Pai, desde a eternidade (Jo 17.5), para se tornar como um de nós (igualdade posicional). Ele não teve por usurpação ser igual a Deus e aniquilou-se a si mesmo, fazendo-se maldição por nós (Gl 3.13), humilhando-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz. Assim como Jesus dispensou sua glória, é necessário que os cristãos se desprendam da glória humana (passageira, presunçosa, exagerada, baseada em propósitos irreais).

2. CONVERTENDO A SOBERBA EM HUMILDADE.
Se o orgulhoso e o soberbo decidirem-se por se achegarem a Deus, o Senhor lhes será propício. A mão de Deus “não está encolhida, para que não possa salvar; nem o seu ouvido, agravado, para não poder ouvir” (Is 59.1). O que precisa acontecer é um verdadeiro arrependimento! A exortação bíblica de Tiago a essas pessoas é que o “riso” e a “aparente felicidade” delas, produzidos pela amizade do mundo, convertam-se em “choro”, “lamento” e “miséria” (v.9; cf. 2Co 7.10), assim que elas perceberem-se como “inimigas de Deus”. Esta é a atitude genuína de um verdadeiro arrependimento.

Por um breve momento de sua história os hebreus, filhos de Jacó que se mudaram com ele para o Egito, se sentiram importantes, reconhecidos como alguém, como seres humanos. Não houve neles a soberba exacerbada, aflorada, no entanto uma pequena ponta deste mal deve ter despontado naqueles corações. Conforto, privilégios, acesso a bens materiais, riquezas entre outros benefícios devem ter contaminado a muitos, mas com o passar dos anos o que era bom se tornou ruim, o que era prazeroso se tornou indesejável e alegria se tornou em prantos. Mesma nesta situação, os hebreus clamaram a Deus e foram ouvidos e da mesma forma não estavam totalmente atolados na soberba, mesmo porque o sofrimento não lhes permitia pensar assim. O bonito desta história é a certeza que temos que Deus sempre ouve e atende o povo seu, mesmo diante de sofrimento. O mesmo acontece com o soberbo, pois se um dia ele se arrepender, Deus estará pronto a lhe ser propicio, tal como foi os hebreus.

3. “HUMILHAI-VOS PERANTE O SENHOR”. 
Ao abrir mão de nossa autorrealização sob as perspectivas mundanas do egoísmo, do individualismo, da soberba e da inveja, seremos pessoas satisfeitas e realizadas com o Dono da vida. Como poderemos ser felizes sem a presença do Doador da vida (Jo 12.25)? A exaltação do Senhor ser-nos-á dada mediante a sua graça e bondade infinitas. Humilhemo-nos, portanto, debaixo da potente mão de Deus (1Pe 5.6)!

Deus exaltou Jesus soberanamente após sua vitória sobre o pecado, vitória esta que se deu justamente durante o processo de humilhação. Ele passou pelo vale, enfrentou a estrada que conduzia a coroação e nesta estrada havia uma cruz, da qual Ele não fugiu, por isto recebeu a recompensa do Pai. Se levantou da morte, subiu ao céu glorificado. Na sua exaltação Ele foi coroado de glória, tornando-se herdeiro de todas as coisas (Hb 1.3; 2.9;12.2). Diante dEle todo joelho se dobrará dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra e diante dEle toda língua confessará seu poderio.

CONCLUSÃO
A partir dos ensinamentos do Senhor Jesus, desfrutaremos da verdadeira felicidade em Deus. Que venhamos atentar para o ensinamento desta lição, humilhando-nos na presença de Deus através de Cristo Jesus.

OBJETIVOS DA LIÇÃO – FORAM ALCANÇADOS?
1.    Donde vêm as guerras/pelejas? Dos próprios deleites;
2.    Flertar com o mundo nos torna inimigos de Deus;
3.    Autorealização sem Deus na vida é impossível.

REFERÊNCIAS
ANDRADE, Claudionor de. As sete cartas do Apocalipse. A mensagem final de Cristo à Igreja. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 2º trimestre de 2012. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, CPAD, 2012.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

CABRAL, Elienai. Filipenses. A humildade de Cristo como exemplo para a igreja. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 3º trimestre de 2013. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, CPAD, 2013.

CABRAL, Elienai. Movimento pentecostal. As doutrinas de nossa fé. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 2º trimestre de 2011. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, CPAD, 2011.


LOURENÇO, Luciano de Paula. A verdadeira sabedoria se manifesta na prática. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2014/09/aula-10-o-perigo-da-busca-pela.html. Acesso em 04 de setembro de 2014.

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Slides lição 10







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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

16) Neemias


(Ver as notas Esdras, pois os dois livros formavam originalmente um só).



Obs: Material extraído do DVD "Mega Coletânea Bíblica - 10.000 artigos". Não tem citação da fonte, mas se alguém conhecer, ficarei grato e mencionarei.

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Pré-aula_Lição 10: O perigo da busca da autorrealização humana



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Quando enfim chegar o dia - Camp Kirkland and Metro Big Band in Maceió 2...



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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Lição 10 - proposta

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Lição 9 - pós aula


A Sabedoria do alto deixa homens sem resposta e ações. Em alguns casos os deixa sem voz, calados.

Usar a sabedoria do alto, as vezes, pode doer em nós, mas é preciso.

Quando José reconheceu seus irmãos, ele rapidamente se lembrou dos sonhos, porém não se esqueceu que possuia uma sabedoria que deveria ser colocada em prática.

O prejuízo seria muito maior que a satisfação da vingança.

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