Álvares Machado, SP -

Apresentação da lição em power point

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sábado, 19 de julho de 2014

Transformação gradativa & operacionalizada














Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

A importância da sabedoria humilde. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
Não desampares a sabedoria, e ela te guardará; ama-a e ela te conservará (Pv 4.6).

VERDADE PRÁTICA
A sabedoria que procede de Deus é humilde, por isso, equilibra o crente em todas as circunstâncias da vida.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Tg 1.5; 3.13-18
Tg 1.5 - E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada.
Tg 3.13 - Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansidão de sabedoria.
Tg 3.14 - Mas, se tendes amarga inveja e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade.
Tg 3.15 - Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica.
Tg 3.16 - Porque, onde há inveja e espírito faccioso, aí há perturbação e toda obra perversa.
Tg 3.17 - Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.
Tg 3.18 - Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz.

PROPOSTA
         A sabedoria que vem do alto se distingue da humana;
         Como Deus concede sabedoria aos que pedem?
         Falta de sabedoria em alguma área? Não  desanime;
         Sabedoria: virtude que devemos buscar e cultivar;
         Devemos buscar ajuda do alto para viver em comunhão;
         Pessoas não convivem, apenas se toleram (alguns casos);
         Sabedoria: um novo pensar, um novo sentir, um novo agir;
         Tragédia espiritual: falta de sabedoria de líderes;
         Deus nos chamou para paz e não para confusões.
  
INTRODUÇÃO
Tiago inicia a temática em tom de exortação, enfatizando a necessidade da sabedoria divina como condição básica de levar a igreja a viver a Palavra de Deus com alegria, coerência, segurança e responsabilidade. E isso tudo sem precisar fugir das tribulações ou negar que o crente passa por problemas. A nossa expectativa é que abracemos e vivamos o estilo de vida proposto pelo Santo Espírito nesta carta, não fugindo da realidade, mas enfrentando-a com sabedoria do alto e na força do Espírito Santo.

Como viver diante das dificuldades que encontramos, tanto espiritual quanto material? Tiago fez uso de sua carta, primeiramente para consolar os crentes primitivos diante da perseguição e depois de uma forma direta e sucinta intentou promover um crescimento na igreja por intermédio das atitudes, algo deveria acontecer, uma espécie de choque, não poderia ser tolerado o comodismo e a invasão maligna. Uma sabedoria nos foi apresentada e remetidos fomos à origem, ao meio como consegui-la. Em nenhum momento o autor nos falou algo de que estivesse ao nosso alcance. Sim é possível recebermos de Deus a sabedoria para usá-la de forma humilde em prol do crescimento de seu reino.

I. A NECESSIDADE DE PEDIRMOS SABEDORIA A DEUS (Tg 1.5)
1. A SABEDORIA QUE VEM DE DEUS. 
Tiago fala da sabedoria que vem do alto para distingui-la da humana, de origem má (Tg 3.13-17). Irrefutavelmente, a sabedoria que vem de Deus é o meio pelo qual o homem alcança o discernimento da boa, agradável e perfeita vontade divina (Pv 2.10-19; 3.1-8,13-15; 9.1-6; Rm 12.1,2). Sem esta sabedoria, o ser humano vive à mercê de suas próprias iniciativas, dominado por suas emoções, sujeitando-se aos mais drásticos efeitos das suas reações. Enfim, a Palavra de Deus nos orienta a vivermos com prudência. Todavia, quando nos achamos em meio às aflições é possível que nos falte sabedoria. Por isso, o texto de Tiago revela ainda a necessidade de o crente desenvolver-se, adquirindo maturidade espiritual.

Tiago nos apresentou a sabedoria, pela qual, os crentes primitivos poderiam suportar as adversidades ao mesmo tempo em que cresciam espiritualmente, mas as mesmas orientações devem ser aplicadas na igreja moderna, sob pena de incorrermos aos erros e fatalmente a perdição eterna.

Quer sabedoria para vencer as dificuldades e não se render ao Maligno? Esta sabedoria vem de Deus e não tem outra forma de recebermos. Uma grandiosa e necessária concessão divina. Basta pedirmos e ficarmos em posição para recebermos.

Quer vitória ou continuar sujeito as emoções e reféns de reações, vivendo a mercê de suas próprias iniciativas? Sabedoria que vem de Deus não pode ser comparada com a que vem do homem, de forma nenhuma.

2. DEUS É O DOADOR DA SABEDORIA. 
O texto bíblico não detalha a maneira pela qual Deus concede sabedoria. Tiago apenas afirma que o Altíssimo a dá. Juntamente com a súplica pela sabedoria que fazemos ao Pai em oração, a epístola fornece riquíssimos ensinamentos (v.5):
a) O Senhor é que dá sabedoria. Jesus ensina que o Pai atende às orações daqueles que o pedirem (Mt 7.7,8).
b) O Senhor dá todas as coisas. Neste sentido, dizem as Sagradas Escrituras: “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como nos não dará também com Ele todas as coisas?” (Rm 8.32 cf. Jó 2.10).
c) O Senhor dá a todos os homens. Ele não faz acepção de pessoas (At 10.34; Rm 2.11; Ef 6.9; Tg 2.1,9).
d) O Senhor dá liberalmente. É de graça! Nosso Deus não vende bênçãos apesar de pessoas, em seu nome, “comercializá-las”.
e) O Senhor dá sem lançar em rosto. A expressão é sinônima do adágio popular “jogar na cara”. O Pai Celeste não age dessa forma.

Como recebê-la? Como Deus concede? Quais os critérios por Ele usados? Não nos cabe interrogar ao Doador sobre estas questões. Quem a receber deve colocar em prática e aqueles que ainda esperam a concessão divina devem perseverar e esperar o momento correto.

3. PEÇA A DEUS SABEDORIA. 
Ainda no versículo cinco, Tiago estimula-nos a fazermos as seguintes perguntas: Falta-nos sabedoria espiritual? Sentimental? Emocional? Nos relacionamentos? Caso ache em si falta de sabedoria em alguma área, não desanime! Peça-a a Deus, pois é Ele quem dá liberalmente. E mais: não lança em rosto! Ouça as Escrituras e ponha em prática este ensinamento. Fazendo assim, terás sabedoria do alto.

É nosso dever fazermos constantemente avaliação de nossas práticas bem como de nossas situação espiritual, pois certamente será notada a falta de algo que somente poderá vir de Deus, a sabedoria para suportarmos tudo o que acontece em nossa vida.

II. A DEMONSTRAÇÃO PRÁTICA DA SABEDORIA HUMILDE (Tg 3.13)
1. A SABEDORIA COLOCADA EM PRÁTICA. 
Tiago conclama os servos de Deus, mais notadamente aqueles que exercem alguma liderança na igreja local, a demonstrarem sabedoria divina através de ações concretas (Dt 1.13,15; 4.6; Dn 5.12). A sabedoria é a virtude que devemos buscar e cultivar em nossos relacionamentos neste mundo (Mt 5.13-16). O tempo do verbo “mostrar”, utilizado por Tiago em 3.13, indica uma ação contínua em torno da finalidade ou do resultado de uma obra. Desta maneira, a Bíblia está determinando uma atuação cristã que promova as boas obras no relacionamento humano.

A inteligência e sabedoria, dos que assim se consideram, devem ser vistas em seu dia a dia, em práticas condizentes e de forma mansa. Devemos cultivar a sabedoria em nossos relacionamentos diários, mesmo com a dificuldade gritante e o grande abismo que existe entre o nosso falar e o nosso fazer, principalmente por aqueles que exercem liderança na igreja local.

2. A HUMILDADE COMO PRÁTICA CRISTÃ. 
Instruída pela Palavra de Deus, a humildade cristã promove as boas obras na vida do crente (Tg 1.17-20; cf. Mt 11.29; 5.5). Quem é portador dessa humildade revela a verdadeira sabedoria, produzindo para si alegria e edificação (Mt 5.16). A fim de redundar em honra e glória ao nome do Senhor Jesus, a humildade deve ser uma virtude contínua. Isso a torna igualmente uma porta fechada para o crente não retornar às velhas práticas. O homem natural, dominado pelo pecado, não tem o temor de Deus nem o compromisso de viver para a honra e glória dEle. Porém, o que nasceu de novo e, portanto, “ressuscitou com Cristo”, busca ajuda do alto para viver em plena comunhão e humildade com o seu semelhante (Cl 3.1-17).

A verdadeira sabedoria, a que realmente importa, é revelada pela humildade prática e contínua, isto nos é garantido pela Palavra de Deus. A humildade, que não tem nada a ver com vestes, falta de recursos ou cultura, é na verdade uma grande porta que se fecha diante de nós, não para impedir o nosso progresso, mas sim para impedir o retrocesso às velhas práticas mundanas e condenadas.

3. OBRAS EM MANSIDÃO DE SABEDORIA. 
Vivemos em um tempo onde as pessoas se aborrecem por pouca coisa, onde tudo é motivo para desejar o mal ao outro. Vemos descontrole no trânsito, o destempero na fila, a pouca cordialidade com o colega de trabalho e coisas afins. Parece que as pessoas não convivem espontaneamente com as outras. Apenas se toleram! Nesse contexto, o ensino de Tiago é de sobremodo relevante: “Mostre, pelo seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria” (v.13). Amor, cordialidade e solidariedade são valores éticos absolutos reclamados no Evangelho. Ouçamos a sua voz!

Vivemos em uma igreja onde os irmãos se aborrecem por pouca coisa, algo estranho de ser relatado, mas se trata da pura verdade. Descontrole nos departamentos internos. Pouca cordialidade com os companheiros de bancos ou tribuna ou destempero na fila, fila do louvor, solo ou oportunidades para mensageiros ou preletores. Círculos de oração e grupo de jovens andando errantes. Parece que não há mais espontaneidade nos tratamento, apenas tolerância. Qualquer semelhança é mera coincidência.

III. O VALOR DA VERDADEIRA SABEDORIA E A ARROGÂNCIA DO SABER CONTENCIOSO (Tg 3.14-18)
1. ADMINISTRANDO A SABEDORIA. 
A sabedoria mencionada por Tiago assinala a vontade de Deus para a vida do crente. Uma vez dada por Deus, tal sabedoria constitui-se parte da natureza do crente. É resultado do novo caráter lapidado pelo Espírito Santo. É um novo pensar, um novo sentir, um novo agir. Deus dá ao homem essa sabedoria para que ele administre as bênçãos, os dons e todas as esferas de relacionamentos da vida humana. Quando Jesus de Nazaré expressou “assim brilhe a vossa luz diante dos homens” (Mt 5.16), Ele estava refletindo sobre o propósito divino de o crente viver a inteireza do Reino de Deus diante dos homens.

A sabedoria divina concedida a nós parece absorver a nossa vida ou vice-versa, torna-se parte integrante de nosso viver. Creio que não é tomada, pois Deus jamais agiria como o homem: “toma – devolve, toma – devolve”, se fosse assim certamente seria um tal de “da e toma” sem precedentes, que bagunça na nossa mente e na igreja. O que devemos fazer é cultivar esta sabedoria e colocá-la em prática em prol do crescimento do reino de Deus e nunca em favor ou questões próprias.

2. SABEDORIA VERDADEIRA E A ARROGÂNCIA DO SABER. 
Há pessoas orgulhosas que, por se julgarem sábias, não admitem serem aconselhadas ou advertidas. Sobre tais pessoas as Escrituras são claras (Jr 9.23). Entre os filhos de Deus não há uma pessoa que seja tão sábia que possa abrir mão da necessidade de aconselhar-se com alguém. O livro de Provérbios descreve que há sabedoria e segurança na multidão de conselheiros, pois do contrário: o povo perece (11.14). O rei Salomão orou a Deus pedindo-lhe sabedoria para entrar e sair perante o povo judeu (2Cr 1.10). Disto podemos concluir que lidar com o povo sem depender dos sábios conselhos de Deus é um pedantismo trágico para a saúde espiritual da igreja. Portanto, leve em conta a sabedoria divina! É um bem indispensável para os filhos de Deus. Para quem sente falta de sabedoria, Tiago continua a aconselhar: “peça-a a Deus”.

“Até o tolo quando se cala será reputado por sábio; e o que cerrar os seus lábios por entendido” (Pv 17.28). Esta é a nossa garantia que Deus está no controle de tudo. Não cabe a nós lampejos de orgulhos ou desprezo á um bom conselho vindo da parte de Deus. Grandes vultos bíblicos deram crédito a bons conselhos e não se mostraram arrogantes pelo muito saber, abrindo as portas para a vitória em suas vidas. Por que então não agirmos como eles? Saúde para a igreja é a conduta de lideres e crentes que aceitam e colocam em prática os bons conselhos.

3. ATITUDES A SEREM EVITADAS. 
“Onde há inveja e espírito faccioso, aí há perturbação e toda obra perversa” (v.16). Aqui o autor da epístola descreve o resultado de uma “sabedoria” soberba e terrena. Classificando tal sabedoria, Tiago utiliza dois termos fortíssimos, afirmando que ela é “animal” e “diabólica”. Animal, porque é acompanhada por emoções oriundas de um instinto natural, primitivo, irracional e carnal, sendo por isso destituída de qualquer preocupação espiritual. Diabólica, porque o nosso adversário inspira pessoas a transbordarem desejos que em nada se assemelham aos que são oriundos do fruto do Espírito, antes, são sentimentos egoísticos, que se identificam com as obras da carne (2Tm 4.1-3; Gl 5.19-21). Atitudes que trazem contenda, facções, divisão, gritarias e irritabilidade devem ser evitadas em nossa família, em nossa igreja ou em quaisquer lugares onde nos relacionarmos com o outro. O Senhor nos chamou para paz e não para confusão. Vivamos, pois uma vida cristã sábia e em paz com Deus!

O então Saulo rogou ao professor Gamaliel (At 22.3) que lhe concedesse a sabedoria necessária para o seu futuro religioso. Ele conseguiu e lhe foi muito útil, mas não para o crescimento do reino, mas sim para impedir a expansão da igreja. A sabedoria terrena recebida por ele para nada serviu senão para perseguir, matar, açoitar, amedrontar e recalcitrar. Sabedoria vinda de Deus não permite tais atitudes.

A sabedoria divina recebida por ele, lhe foi muito útil em vários momentos da vida, durante as suas tribulações, perseguições e enroscos da vida. Quando esteve acuado em Jerusalém (At 22.1-2) resolveu expor sua defesa em hebraico, a língua morta dos judeus, e todos pasmados observavam-no, em sua autoridade e sabedoria. Qualquer outro em seu lugar teria esbravejado, blasfemado em aramaico, grego ou latim. Ele conseguiu calar seus opositores por alguns momentos.

Paulo sabia muito bem que Ananias era o sumo sacerdote, somente não o considerava como tal, pois o envolvimento do chefe religioso com a política de Roma o desqualificava e devido, bem como a nova fé de Paulo que não permitia ou aceitava a figura de um intermediador humano, portanto ele sabia com quem estava falando, mas diante do perigo ele pensou rápido e encontrou uma saída digna de mestre: “Varões irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseu; no tocante à esperança e ressurreição dos mortos sou julgado”, pronto isto foi o suficiente para dividir seus acusadores fariseus, que acreditavam em anjos e ressurreição, dos saduceus, que diferente não acreditavam (At 23.1-8). Com esta atitude, Paulo se livrou da morte certa pelas mãos dos furiosos judeus.

CONCLUSÃO
Após estudarmos o tema “sabedoria humilde” é impossível ao crente admitir a possibilidade de vivermos a vida cristã em qualquer esfera humana sem depender da sabedoria do alto. A sabedoria divina não só garante a saúde espiritual entre os irmãos, mas da mesma maneira, a emocional e psíquica. Ela estabelece parâmetros para o convívio social sadio ao mesmo tempo em que nos previne para que não caiamos nos escândalos e pecados que entristecem o Espírito Santo. Ouçamos o conselho de Deus. Que possamos viver de forma sóbria, justa e piamente (Tt 2.12).

OBJETIVOS DA LIÇÃO – FORAM ALCANÇADOS?
  1. Sabedoria que vem de Deus é diferente da humana;
  2. Sabedoria humilde promove boas obras (em mansidão);
  3. Sabedoria humilde é útil para o bem e não para o mal.

REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.


Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

quarta-feira, 16 de julho de 2014

12) II Reis


(Ver as notas de I Reis; pois os dois livros formavam originalmente um só).



Obs: Material extraído do DVD "Mega Coletânea Bíblica - 10.000 artigos". Não tem citação da fonte, mas se alguém conhecer, ficarei grato e mencionarei.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

sexta-feira, 11 de julho de 2014

O propósito da tentação. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações, sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência (Tg 1.2,3).

VERDADE PRÁTICA
O triunfo sobre a tentação fortalece-nos espiritualmente e nos torna mais íntimos de Deus.

LEITURA BIBLICA EM CLASSE – Tg 1.2-4,12-15.
2 - Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações,
3 - sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência.
4 - Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.
12 - Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam.
13 - Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta.
14 - Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.
15 - Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.

PROPOSTA
         Tentação (gr. peirasmos): prova, provação ou teste;
         Somos postos à prova para sermos aprovados;
         “Bem aventurados o varão que sofre a tentação”;
         Origem da tentação: desejos humanos;
         A tentação exterioriza o vício, os desejos e a malignidade;
         Deus nos dá o escape em tempo oportuno;
         Deus prova a nossa fé;
         Podemos permanecer firmes em meio a pressão;
         Paciência e perseverança – não é do dia para a noite.

INTRODUÇÃO 
O homem moderno não está preparado para sofrer, esta é uma verdade fácil de ser constatada até mesmo em muitas igrejas evangélicas que, através da Teologia da Prosperidade, iludem a muitos com a filosofia enganosa do “não sofrimento” fazendo uso de frases de efeito conhecidíssimas e repetitivas. O resultado é que quando o iludido sofre o infortúnio, perde a fé em “Deus” e abandona tudo e todos, mas esta fé perdida é a que é depositada num “deus” que nada tem com as Escrituras! Como “parar de sofrer”? Existe somente um meio: “pare de sofrer – pare de viver”. Jesus nos alertou que enquanto estivéssemos nesta dimensão deveríamos enfrentar de cabeça erguida as adversidades (Jo 16.33).

O sofrimento e a provação não são conseqüências de uma vida de pecado ou falta de fé, mas sim são caminhos delineados por Deus para o nosso aperfeiçoamento. Desta realidade não podemos fugir, tal como outra pessoa qualquer deste mundo, independente de sua crença, o diferencial é que, privilegiados que somos, temos a certeza que tudo coopera para o bem daquele que ama a Deus e que foi chamado (Rm 8.28). Tudo é para glória de Jesus, que pelo seu exemplo de vida nos ensina que devemos enfrentar toda e qualquer situação (Jo 16.33; Mt 5.10-12). Ele nos deixou bem claro que neste mundo não teríamos facilidades. Tal como um soldado ferido na batalha que prossegue até ao fim, assim devemos percorrer nosso caminho mesmo diante das dificuldades (At 14.22).

I. O FORTALECIMENTO PRODUZIDO PELAS TENTAÇÕES (Tg 1.2,12)
1. O QUE É TENTAÇÃO. 
O termo empregado na Bíblia tanto no hebraico, massah, quanto no grego, peirasmos, para tentação, significa “prova”, “provação” ou “teste”. Tiago nunca afirmou que não passaríamos por estas situações, ele deixou bem claro que receberíamos a coroa da vida quando passássemos pelas provações.

A expressão pode estar relacionada também ao conflito moral, isto é, a uma incitação ao pecado. De fato, como mostram as Escrituras, a tentação é uma provação, uma espécie de teste. O pecado, por sua vez, já se trata de um ato imoral consumado. Por isso, a tentação não é, em si mesma, pecado, pois ninguém peca quando passa pelo processo “probatório”. A própria vida terrena do Senhor Jesus demonstra, com clareza, a distinção entre tentação e pecado. A Epístola aos Hebreus afirma que Jesus, o nosso Senhor, em tudo foi tentado. Ele foi provado e testado em todas as coisas. Todavia, o Mestre não pecou (Hb 4.14-16). Portanto, confiantes de que Jesus Cristo é o nosso Sumo Sacerdote perfeito, devemos nos aproximar, com fé, do trono da graça sabendo que Ele conhece as nossas tentações e pode nos dar a força necessária para resistirmos (1Co 10.13).

O período compreendido entre o inicio e o fim da tentação pode mudar nossa vida, ou para o bem ou para o mal, pois é nestes momentos em que os vitoriosos se revelam, se mostram fortes e conhecedores do plano de Deus em suas respectivas vidas, ou pode acontecer o contrário, o desmoronamento de ideias e virtudes. Grandes homens de Deus enfrentaram esta situação e saíram vitoriosos:
a) Abraão, único e primeiro a ser chamado criteriosamente pelo verdadeiro Deus, poderia ter se considerado como o pai de todos aqueles que professassem uma fé. A tentação foi grande;

b) José também poderia ter se considerado “o escolhido” para ser o maior entre os seus irmãos. A tentação foi grande;

c) Moisés poderia se considerar o único capacitado entre seu povo para libertá-los e guiá-los pelo deserto. A tentação de ser o maior foi grande e quase o derrubou;

d) Davi como poderia ter se considerado o “ungido” para viver como rei pelo resto de sua vida. A tentação foi grande.

Estes grandes homens de Deus passaram por situações desagradáveis e tristes e durante algum momento poderiam ter pensado “alto”, mas diferente disto permaneceram confiantes e não se deixaram levar pela tentação de serem os únicos ou maiores entre seus povos. Se tivessem se rendido a tentação eles teriam sofrido ainda mais.

2. FORTALECIMENTO APÓS A TENTAÇÃO (V.2). 
Do mesmo modo que o ouro precisa do fogo para ser refinado ou purificado, o cristão passa pelas tentações para se aperfeiçoar no Reino de Deus (1 Pe 1.7), que outro caminho poderia haver para o fortalecimento da nossa fé e posterior aprovação por parte de Deus? Recursos materiais? Contribuições? Disponibilidade de tempo? Dedicação total à obra? Conhecimento secular?

Quando tentado, o crente é posto à prova para mostrar-se aprovado tal como Cristo, que foi conduzido ao deserto para ser tentado por Satanás e embora debilitado e provado espiritualmente, saiu do deserto vitorioso e fortalecido, tendo em seguida iniciado seu ministério terreno de pregação a respeito do Reino de Deus (Lc 4.1-13). A exemplo de Jesus podemos ser colocados à prova, por vezes podemos sair até mesmo debilitados, mas o certo é que estaremos fortalecidos cada vez mais. Diante disto e o que Tiago nos expôs, compreendemos que pode haver sim “grande gozo quando [cairmos] em várias tentações”. Tal conselho aponta para a certeza de que ao passar pela tentação, além de paciente e maduro, o crente se sentirá ainda mais fortalecido pela graça de Deus

3. FELICIDADE PELA TENTAÇÃO (V.12). 
Quando o cristão é submetido às tentações há uma tendência de ele entregar-se à tristeza e à angústia. Mas atentemos para esta expressão: “Bem-aventurado o varão que sofre a tentação”. Em outras palavras, como é feliz, realizado ou atingiu a felicidade aquele crente que é provado, não em uma, mas em várias tentações (v.2).

Ser participantes dos sofrimentos de Cristo e ao mesmo tempo felizes parece paradoxal, porém a Bíblia orienta-nos a que nos alegremos em Deus porque a tribulação produz a paciência, e esta, a experiência que, finalmente, culmina na esperança (Rm 5.3-5).

Devemos viver sob a esperança de receber diretamente de Jesus a coroa da vida. Uma recompensa preparada de antemão pelo nosso Senhor para os que o amam. Receberemos a coroa da vida preparada pelo Senhor e prometida aos que o amam, portanto devemos nos alegrar e regozijar em sermos participante das aflições de Cristo, pois é justamente na condição de felicidade verdadeira que Ele nos deixará por toda a eternidade quando da revelação da sua glória (1Pe 4.12,13)!

II. A ORIGEM DAS TENTAÇÕES (Tg 1.13-15)
1. A TENTAÇÃO É HUMANA. 
Embora a tentação objetive provar o crente, as Escrituras afirmam que ela não vem da parte de Deus, mas da fragilidade humana (Tg 1.13). O ser humano é atraído por aquilo que deseja, nada mais, tal como ocorreu com o primeiro casal Adão e Eva que foram tentados por aquilo que os atraiu, o desejo de serem semelhantes ao Altíssimo (Gn 3.2-6). Mesmo sabendo que não poderiam tocar na árvore no centro do Jardim do Éden, depois de atraídos pelo desejo, Adão e Eva entregaram-se ao pecado (Gn 3.6-9).

A Epístola de Tiago aplica o termo “gerar”, utilizado no versículo 15, à ideia de que ninguém peca sem desejar o pecado. Assim, antes de ser efetivamente consumada, a transgressão passa por um processo de gestação interior no ser humano. Portanto, a origem da tentação está nos desejos humanos e jamais no Altíssimo, “porque Deus [...] a ninguém tenta”, prova disto que o desejo que nasceu no coração do primeiro casal jamais poderia ter vindo de Deus. A transgressão consumada revelou o que havia no coração do casal que habitava jardim do Éden.

A transgressão do primeiro casal trouxe a tristeza, a dor e a morte (Gn 3.16-19; Rm 5.12), com isto todos foram igualados e sujeitos estão ao sofrimento (Rm 2.12). Estas situações desagradáveis, os primeiros pecados não conheceram no Éden, mas quando foram expulsos estiveram frente a frente com a morte, gerada pelo pecado consumado que houvera sido concebido pela cobiça que os atraiu para a tentação.

2. ATRAÇÃO PELA PRÓPRIA CONCUPISCÊNCIA. 
O texto bíblico é claro ao dizer que “cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência” (v.14). A tentação exterioriza o vício, os desejos, a malignidade da natureza humana, isto é, a concupiscência. Ser tentado é sentir-se aliciado pela própria malícia ou os sentimentos mais reclusos de nossa natureza má. Temos ouvido o ressoar das suas malícias? Elas nos atraem? Não podemos dar vazão às pulsões interiores, sigamos Jesus e seremos afastados do pecado. Não engravidemos a cobiça, pois o filho dela gerado, o pecado, pode nos matar um dia.

3. DEUS NOS FORTALECE NA TENTAÇÃO. 
Embora a tentação seja fruto da fragilidade humana, quando ouvimos o Espírito Santo, Deus nos dá o escape em tempo oportuno: “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” (1Co 10.13). O Santo Espírito nos fará lembrar a Palavra de Deus para não pecarmos contra o nosso Senhor Altíssimo (Is 30.21; Jo 14.26). Todavia, para que isso seja uma realidade em nossa vida, precisamos cultivar a Palavra de Deus em nossos corações (Sl 119.11).

III. O PROPÓSITO DAS TENTAÇÕES (Tg 1.3,4,12)
1. PARA PROVAR A NOSSA FÉ (V.3). 
Na época de Tiago, os cristãos estavam desanimados por passarem duras provas de perseguição. No versículo três, o meio-irmão do Senhor utiliza então o termo “sabendo”, o qual se deriva do verbo grego ginosko e significa saber, reconhecer ou compreender, para encorajá-los a compreenderem o propósito das lutas enfrentadas na lida cristã: Deus prova a nossa fé (Tg 1.12) “para produzir o melhor em nós”, um exercício pratico de nossa fé, uma prova de que realmente nascemos de novo.

À semelhança do aluno que estuda e pesquisa para submeter-se a uma prova e, em seguida, ser aprovado e diplomado, os filhos de Deus são testados para amadurecer a fé uma vez dada aos santos (Jo 16.33; Jd 3). O capítulo 11 da epístola aos Hebreus lista inúmeras pessoas que tiveram sua fé provada, porém, terminaram vitoriosas e aprovadas. Por isso o referido texto bíblico é conhecido como a “galeria dos heróis da fé”.

2. PRODUZIR A PACIÊNCIA (VV.3,4). 
No grego, “paciência” deriva de hupomone e denota a capacidade de perseverar, ser constante, ser firme, suportar as circunstâncias difíceis. A palavra aparece em o Novo Testamento ao lado de “tribulações” (Rm 5.3), aflições (2Co 6.4) e perseguições (2Ts 1.4). Mas também está ligada à esperança (Rm 5.3-5; 15.4,5; 1Ts 1.3), à alegria (Cl 1.11) e, frequentemente, à vida eterna (Lc 21.19; Rm 2.7; Hb 10.36). O termo ilustra a capacidade de uma pessoa permanecer firme em meio à alguma pressão, pois quem é portador da paciência bíblica não desiste facilmente, mesmo sob as circunstâncias das provas extremas (Jó 1.13-22; 2.10). Tiago encoraja-nos então a alegrarmo-nos diante do enfrentamento das várias tentações (v.1), pois a paciência é resultado da prova da nossa fé e disto sabemos

3. CHEGAR À PERFEIÇÃO. 
A habilidade de perseverar ou desenvolver a paciência não acontece da noite para o dia, depende e envolve o tempo, experiência e maturidade e como torna-se difícil entendermos e aceitarmos isto. O meio-irmão do Senhor destaca na epístola a paciência para que o leitor seja estimulado a chegar à perfeição e, consequentemente, à completude da vida cristã, que se dará na eternidade.

A expressão “obra perfeita” traz a ideia de algo gradual, em desenvolvimento constante, com vistas à maturidade espiritual. O motivo pelo qual o cristão é provado não é outro senão para que persevere na vida cristã e atinja o modelo de perfeição segundo Cristo Jesus (Sl 119.67; Hb 5.8; Ef 4.13).

CONCLUSÃO
Sabemos que todo cristão passa por aflições e tentações ao longo da vida. Talvez você esteja vivendo tal situação. Lembre-se de que o nosso Senhor Jesus passou por inúmeras tribulações e tentações, mas venceu todas, tornando-se o maior exemplo de vida para os seus seguidores. Cada tentação vencida pelo crente significa um avanço rumo ao amadurecimento espiritual. Um dia ele atingirá a estatura de varão perfeito à medida da estatura de Cristo (Ef 4.13). Este é o nosso objetivo na jornada cristã!

OBJETIVOS DA LIÇÃO – FORAM ALCANÇADOS?
  1. Tentação: prova, teste ou uma incitação ao pecado;
  2. A tentação vem da fragilidade humana e não de Deus;
  3. A tentação prova a nossa fé e produz paciência.
REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

LOURENÇO, Luciano de Paula. O propósito da tentação. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2014/07/aula-2-o-proposito-da-tentacao.html. Acesso em 09 de julho de 2014.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

quinta-feira, 10 de julho de 2014