Álvares Machado, SP -

Apresentação da lição em power point

Mais apresentações em:http://www.slideshare.net/ailtonsilva2000/presentations

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Pré-aula_ Lição 9: A verdadeira sabedoria se manifesta na prática (sem...

4º trimestre 2014


TEMA DO 4º TRIMESTRE DE 2014 CPAD
A INTEGRIDADE MORAL E ESPIRITUAL
 O LEGADO DO LIVRO DE DANIEL PARA A IGREJA HOJE.

Lição 1° - Daniel, Nosso "Contemporâneo"
Lição 2° - A Firmeza do Caráter Moral e Espiritual de Daniel
Lição 3° - O Deus que Intervém na História
Lição 4° - A Providência Divina na Fidelidade Humana
Lição 5° - Deus Abomina a Soberba
Lição 6° - A Queda do Império Babilônico
Lição 7° - Integridade em Tempos de Crise
Lição 8° - Os Impérios Mundiais e o Reino do Messias
Lição 9° - O Prenúncio do Tempo do Fim
Lição 10° - As Setenta Semanas
Lição 11° - O Homem Vestido de Linho
Lição 12° - Um Tipo do Futuro Anticristo
Lição 13° - O Tempo da Profecia de Daniel

Comentarista:

Pastor Elienai Cabral

fonte:http://estudaalicaoebd.blogspot.com.br/2014/08/tema-4-trimestre-de-2014va-integridade.html#more

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

Lição 9 - proposta

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

domingo, 24 de agosto de 2014

Lição 8 - pós aula


Infelizmente é possivel jogarmos por terra o ministério e a chamada de qualquer pessoa, basta uma palavra mal dita e pronto, a vítima da nossa língua terá que recomeçar do zero novamente.

Se por acaso uma figueira produzir azeitona e se uma videira produzir figo e se uma oliveira produzir uvas, a quem atribuiríamos tamanha façanha?  A Deus ou ao Maligno?

A natureza sempre se mostrou fiel a Deus, nunca se rebelou, ao contrário do homem.

Vós venceste o Maligno, sois fortes ...... mas não conseguem vencer uma língua má?

Falaram mal de mim no meu serviço:
Reação: vou ficar quieitnho, pois preciso do salário.

Falaram mal de mim no entorno da igreja:
Reação: não levo desaforos para casa


Análise das duas reações: preservo meu salário com unhas e dentes, mas não preservo minha salvação.

Pé x língua - quem pode mais? Diante da língua má, corramos!

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

sábado, 23 de agosto de 2014

Neemias: como sair do anonimato




Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

Neemias: como sair do anonimato?

CAPÍTULO 4
A ASTÚCIA DOS ADVERSÁRIOS

1. UM LÍDER QUE SOUBE LIDAR COM A OPOSIÇÃO:
Os que fazem a obra de Deus sempre estarão sujeitos à oposição, pois são muitos os que, guiados pelo inimigo e fazendo uso de suas artimanhas, se levantam para atrapalharem. Neemias sabia que teria muita dificuldade para realizar o que Deus havia colocado em seu coração, mas será que imaginou que a oposição, em Jerusalém, seria tão ferrenha? Aqueles que poderiam somar, juntamente com o povo, foram os que mais atrapalharam o seu projeto.

Como se já não bastasse o desanimo do povo diante da calamitosa cena, apareceram os opositores. Sambalate, Tobias (nobre amonita) e Gesém (o árabe) para atrapalharem o andamento das obras. Os amonitas e os asdoditas (4.7) também se uniram a eles para se oporem. Eles queriam prejudicar porque imaginavam ser obra de Deus ou porque temiam que todo aquele trabalho pudesse ser usado como um trampolim e palanque político? Na verdade muitos opositores confundem o agir do homem e o de Deus ou associam um ao outro.

O primeiro momento após o recebimento da noticia, o pedido ao rei, a viagem cansativa e longa não foram tão cruéis quanto o falatório e o levante liderado por Sambalate e seus companheiros. A partir de sua chegada na cidade, ele entendeu que seria impossível realizar a obra de Deus sem se deparar com os opositores.

Se Neemias, em Jerusalém, tivesse permanecido em silêncio ou tivesse se conformado, como os demais, certamente Sambalate, Tobias e Gesém não teriam se levantado como ferrenhos opositores. Estes três perceberam que toda aquela preocupação do líder era porque, desde o início, sempre desejou o melhor para os habitantes daquela cidade (2.10). Este foi o estopim de toda a oposição. Se não houvesse uma atitude sabia por parte de Neemias, certamente todo o seu plano seria condenado ao fracasso.

Sambalate, o governador de Samaria e líder daquela oposição se irou, indignou (4.1) e usou de várias artimanhas para intimidar. Esta tática maligna funcionou da primeira vez, com Esdras (Ed 4.21), pois o rei acreditou na falácia dos inimigos e determinou a paralisação da obra, mas naquela oportunidade não surtiu efeito. Neemias percebeu a ação do inimigo tão logo ele se apresentou. A sua luta novamente não seria contra a carne ou o sangue (dos opositores), mas sim espiritual.

Estes inimigos tinham por objetivo impedirem a reconstrução do muro e dos judeus, bem como queriam evitar a prosperidade da cidade. Enquanto eles estavam na miséria e condenados ao fracasso ninguém se manifestava, mas foi tão somente aparecer o líder e demonstrar algum interesse para despertá-los. O inimigo sempre se levanta quando alguém busca o verdadeiro avivamento.

2. OS ARTIFÍCIOS DOS ADVERSÁRIOS:
  • O primeiro obstáculo para Neemias transpor foi receber a autorização do rei para que partisse em direção a Jerusalém. Este foi vencido à base de muita oração;
  • Na chegada em Jerusalém, enquanto esteve em silêncio, a oposição manteve-se a certa distância, mas foi somente apresentar o plano da reconstrução e todos os inimigos se alvoroçaram. Zombaria (4.2), acusação de traição e crítica (2.19) foram as armas utilizadas;
  • A oposição se ardeu em ira, se indignou e escarneceu dos judeus (4.1) no inicio dos trabalhos da reconstrução;
  • Conspiraram, tentaram a infiltração para desanimá-los e para espalharem entre eles a confusão, mas não tiveram sucesso (4.7-11);
  • Tentaram enganar Neemias com convites para tirar-lhe o foco dos trabalhos (6.1-5);
  • Acusaram os judeus de traidores e Neemias de desejar ascender ao trono (6.7).

Sambalate, Tobias e Gesém tentaram de todas as formas impedirem Neemias de concluir o seu projeto. A intenção era paralisar a reconstrução, mas sempre ouviram do grande líder que Deus estava naquele negócio e que a obra não poderia parar. Aquela oposição não era motivada por razões políticas, como aparentava, mas sim religiosa.

a) Oposição antes, durante e ao término da reconstrução:
  • Perturbaram-se com a autorização e os recursos recebidos por Neemias e quando ele declarou seu objetivo (2.9,10);
  • Zombaram e desprezaram quando ele declarou a sua intenção de reconstruir os muros (2.18,19);
  • Iraram-se e escarneceram dos judeus quando iniciaram a reconstrução (4.1);
  • Durante a construção armaram ciladas, iraram-se, conspiraram para confundir os judeus (4.7-8);
  • Fingiram-se aceitando a conclusão, mas a intenção ainda era prejudicar (6.1-9).

3. O PERIGO DE DENTRO PARA FORA. O SUBORNO AO PROFETA:
O profeta Semaías, subornado pelos inimigos (6.10), participou de um plano maligno com sua falsa profecia entregue a Neemias, que logo foi discernida por ele. A intenção era levá-lo ao meio do Templo, mesmo não sendo sacerdote ou levita. Os inimigos estavam agora do lado de dentro do muro e não mais fora e não tinham a aparência de mal, apenas era um profeta mal intencionado.

a) Profecia que infringia a Lei (com erro teológico):
Como os inimigos não conseguiram tirar Neemias de dentro de Jerusalém, então investiram em outro plano. A intenção era prendê-lo no Templo e matá-lo, mas ele discerniu a falsa profecia, pois a mensagem do profeta não condizia com as Escrituras (Nm 18.7). A intenção deste plano era a profanação do Templo (II Cr 26.16). Se queria proteger deveria ter oferecido os átrios para segurança de Neemias e não o interior do Templo.

b) Profecia para impressionar:
Segundo o falso profeta, Neemias corria perigo, por isto era necessário que se escondesse rapidamente conforme suas instruções. Foram ameaças assustadoras, com tom de gravidade e pressa (6.10). Se ele fosse um pouco descompromissado com a obra certamente acreditaria naquela falácia;

c) O pagamento do falso profeta:
O profeta de Deus virou mensageiro do inimigo, prostituiu o seu ministério e se deixou enganar. Recebeu algo por isto? Quantas moedas? Sabia do desejo final do inimigo de matar Neemias? Se arrependeu depois? Judas Iscariotes e Semaias estiveram tão pertos de seus líderes e contemplaram as obra de cada um deles. Que coragem foi demonstrada por Semaias? Ele sabia da autorização recebida por Neemias, desde o inicio contemplou o progresso da obra e a transformação no coração dos fracos e desanimados judeus, por que então não colaborou? Porque se rendeu as ofertas do inimigo?

4. COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
  • O inimigo ainda continua usando as mesmas astúcias, não muda nunca. Ele conseguiu fazer com que o rei paralisasse as obras (Ed 4.21), porque a oposição acusou os judeus de traição ao rei. Ele tentou novamente, mas agora Neemias estava vacinado. Reflexão: “o inimigo pode ter conseguido iludir outros, mas eu não caio nesta”;
  • Quantas nações zombaram da situação de Jerusalém? Onde está Israel? Onde está o Deus deles? As mesmas nações que zombaram foram aquelas que disseram “grandes coisas fez o Senhor por estes”;
  • Quantos tentaram reconstruir Jerusalém? Eles erraram porque não tiveram a visão de Neemias? Quem sabe eles chegaram já ordenando, levantando recursos e desanimaram na primeira manifestação de oposição;
  • A luta de Neemias não era contra os opositores, mas sim contra o desanimo e descaso dos próprios judeus;
  • A cidade sem muros permitia a entrada de toda sorte de pessoas, exceto os valentes;
  • Neemias estava lidando com novos convertidos, se levarmos em conta a alegria e a disposição com que estavam trabalhando, de coração, para o sucesso da obra;
  • É possível que Neemias tenha visto muitos judeus carregando pedras que eram mais pesadas que seus próprios corpos;
  • A ordem para o retorno foi direcionada para todas as tribos, mas o envolvimento com a Assíria e os temores impediram que as outras dez voltassem, somente Judá e Benjamim ouviram o toque da trombeta (Bíblia de Aplicação pessoal comentário de Ed 1.5)
  • A igreja deveria submeter a profecia ao crivo da Palavra, assim como fez Neemias quando recebeu a mensagem do falso profeta, ele disse: “e quem há, como eu, que entre no templo e viva? Foi neste momento que ele percebeu a origem da profecia. O profeta ficou calado, não respondeu, pois contra a Lei não havia argumentos;
  • Caso Neemias se refugiasse no templo, profanando-o, certamente os opositores reuniriam o povo para presenciarem a cena, então desta forma todo o trabalho estaria comprometido. Eles diriam: “Este é o líder que nos encorajou? E agora ele está ai infringindo a Lei e profanando o templo somente para preservar a sua vida. Os inimigos foram muito espertos, foi muito bem elaborado este plano;
  • Quando Saul resolveu se antecipar (I Sm 13), será que pensava que o Samuel havia esquecido de suas atribuições? Quem esqueceu foi Saul, pois ele era rei e não sacerdote ou profeta;
  • Exemplo de profecia fora do contexto bíblico: “Não temas, eu já visitei o seu pastor e avisei que você largou sua congregação e foi cooperar em outro lugar, não se preocupe, servo meu”, mas se crivarmos a profecia na Palavra chegaremos a conclusão que somos ensinados de outra forma, mesmo que tenhamos muitas interpretações para Hb 10.25, certamente esta mensagem fere esta referência.
Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O cuidado com a língua. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
“Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal varão é perfeito e poderoso para também refrear todo o corpo” (Tg 3.2)

VERDADE PRÁTICA
A nossa língua pode destruir vidas, portanto, sejamos cuidadosos com o que falamos.

LEITURA BIBLICA EM CLASSE – Tg 3.1-12 
1 - Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo.
2 - Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal varão é perfeito e poderoso para também refrear todo o corpo.
3 - Ora, nós pomos freio nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam; e conseguimos dirigir todo o seu corpo.
4 - Vede também as naus que, sendo tão grandes e levadas de impetuosos ventos, se viram com um bem pequeno leme para onde quer a vontade daquele que as governa.
5 - Assim também a língua é um pequeno membro e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia.
6 - A língua também é um fogo; como mundo de iniquidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.
7 - Porque toda a natureza, tanto de bestas-feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana;
8 - mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal.
9 - Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus:
10 - de uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.
11 - Porventura, deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?
12 - Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Assim, tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce.

PROPOSTA
          Ministério da Palavra: muita responsabilidade;
          Os mestres não podem ter espírito dos fariseu;
          Controle a língua e controlará outras áreas da vida;
          Língua: apesar de pequena produz grande estrago;
          Quantos foram feridos por nossas palavras?
          Conseguimos dominar tudo, exceto a nossa língua;
          Nossa língua não pode ser um instrumento maligno;
          Da mesma fonte jorra água doce e salgada?
          Quem bebe “água viva” consegue jorrar água para morte?

INTRODUÇÃO
Nessa lição veremos o quanto o crente deve ser cuidadoso na maneira de falar com os outros. Tema do terceiro capítulo da epístola, o meio-irmão do Senhor escreve sobre um pequeno membro do nosso corpo: a língua. Este acanhado, mas poderoso órgão humano, pode destruir ou edificar a vida das pessoas. Por isso, a nossa língua deve ser controlada pelo Espírito Santo a fim de sermos canais de bênçãos para aqueles que nos ouve.

Grandes tempestades sempre são anunciadas por leves brisas, muitas vezes até mesmo imperceptíveis, quando menos esperamos estamos dentro de um furacão. Se pudéssemos antever estes acontecimentos certamente não experimentaríamos as trágicas consequências.

Uma simples fagulha pode iniciar o fogo da rebelião, da mesma forma se fosse possível prever este incidente certamente estaríamos livres dos prejuízos materiais entre outros. Se ficarmos chutando os cachorros, mais dia ou menos dias ele nos morderá, também esta é uma situação que muitos gostariam de evitar.

Pois bem, tempestades, furações, incêndios, ataques de animais, tudo previsível e evitável, basta vigiarmos e não procurarmos elementos geradores para estes fatos. Saindo da dimensão material e mergulhando na espiritual todos estes acontecimentos estão diante de nossas vidas durante nossa carreira. Um a um vamos entrando, saindo, perdendo as vezes, ganhando muitas vezes, mas tudo isto pode ser evitado pelo bom uso de um pequeno membro de nosso corpo, a língua, que é um instrumento tanto para o bem quanto para o mal, tanto pode abençoar quanto pode amaldiçoar.

O mesmo membro que em um momento glorifica a Deus e o exalta, mas que no instante seguinte é capaz de amaldiçoar o seu próximo ou provocar as situações acima citadas, portanto, cada um examine a si mesmo e use a sua língua e que a use para o bem, para algo útil, conforme exemplos relatados por Tiago, para direcionar em alto mar, para alegrar, animar os caídos e tristes.

I. A SERIEDADE DOS MESTRES (Tg 3.1,2)
1. O RIGOR COM OS MESTRES. 
A palavra hebraica para mestre é rabbi, cujo significado é “meu mestre”. Os mestres eram honrados em toda a comunidade judaica, gozando de grande respeito e prestígio. Na realidade, o ofício rabínico era uma das posições mais almejadas pelos judeus, pois era notória a influência dos mestres sobre as pessoas (Mt 23.1-7). Daí o porquê de muitos ambicionarem tal posição. E é exatamente alarmado por isso que Tiago inicia então o capítulo três, referindo-se aos que acalentavam essa aspiração, visando obter prestígio, privilégio e fama, a que tivessem cuidado (v.1). Antes de almejarmos o ministério da Palavra devemos estar cônscios de nossa responsabilidade e de que um dia o Altíssimo nos pedirá conta dos atos e dos talentos a nós dispensados.

Obreiros, ensinadores, discipuladores, multiplicadores cônscios de suas responsabilidades? Ou todos cientes de possuírem algo para entregar à igreja? Ou seria possível vermos um amontoados de homens ávidos por posições, cargos, cadeiras, mas que na hora de darem vida às atribuições da função se anulassem ou não cumprissem à risca?

A preocupação de Tiago na época era esta, muitos estavam almejando a posição, devido ao destaque e honras que recebiam, mas que não tinham o material e conteúdo esperado e requerido pela igreja. Como ensinarão se não foram capacitados por Deus? Como ensinarão se foram somente separados por homens? O que teria sido de Saulo, o então enviado pela igreja missionária de Antioquia, se ele não tivesse o dom para colocar em prática quando foi interpelado pelos mandantes da sinagoga (At 13.15) em Antioquia da Psídia? A ordem foi simples: “Se você tem alguma palavra de consolação para o povo, falai”. Era costume conceder tais oportunidade na igreja (1 Co 14.26-34) com o propósito de edificação, por isto deveria ser com ordem.

2. A SERIEDADE COM OS MESTRES NA IGREJA (V.1). 
Em Mateus 5.19 lemos sobre a advertência de Jesus quanto à seriedade e a fidelidade dos discípulos no ensino do Evangelho. Devido a sua importância, Jesus estabeleceu o ensino como um meio de propagar o Evangelho a toda criatura e, assim, ordenou a sua Igreja que fizesse seguidores do Caminho pelo mundo (Mt 28.19,20). É interessante notarmos o paralelo que Tiago faz em relação à advertência proferida por Jesus em tempo anterior: Quem foi vocacionado para ser mestre não pode ter o “espírito” dos fariseus, mas o de Cristo (Mc 12.38-40).

Muitos mestres da antiguidade e da modernidade serão julgados pela sua negligência, por isto tais devem exercer esta missão com muita seriedade e responsabilidade (Mt 5.19). Quem recebe do Senhor deve repasssar à igreja e defender diante dos inimigos da cruz (1 Co 11.23).

Paulo ficou um ano junto à Barnabé em Antioquia ensinando a igreja, este trabalho deu resultado a curto prazo, pois logo esta igreja já estava servida de doutores, mestres e profetas (At 13.1).

3. PERFEIÇÃO QUE DOMINA O CORPO (V.2). 
Quem domina ou controla a sua língua, sem cometer delitos (excessos, descontroles, julgamentos precipitados, difamações, etc.), sem dúvida, é “perfeito”. O controle da língua significa que a pessoa tem a capacidade de controlar as demais áreas da vida, pois a língua é poderosa “para também refrear todo o corpo”. Quem tem domínio sobre a língua, tem igualmente o coração preservado, pois a boca fala do que o coração está cheio. Discipline-se! Faça um propósito com Deus e consigo mesmo: não empreste os seus lábios para fazer o mal.

Pronto, falei! Esta não pode ser a tônica dos ensinadores, que por sinal devem refrear suas línguas, pensar e refletir antes de sua ações. Isto prova que todos nós, independentes da posição, cargo ou função desempenhada na igreja, somos propensos aos erros e que não somos perfeitos. Todos nós precisamos da graça de Deus em nossas vidas.

II. A CAPACIDADE DA LÍNGUA (Tg 3.3-9)
1. AS PEQUENAS COISAS NO GOVERNO DO TODO (VV.3-5). 
Tiago faz uma analogia acerca da nossa capacidade de usarmos a língua. Ele remete-nos ao exemplo do leme dos navios e do freio dos cavalos. Apesar de tais objetos serem pequenos, porém, são fundamentais para controlar e dirigir transportes grandes e pesados. Assim, o apóstolo nos mostra que, apesar de pequena, a língua é capaz de realizar grandes empreendimentos — edificantes ou destrutivos. Como um pequeno membro é capaz de “acender um bosque inteiro”?

Tiago deixa bem claro que é sim possível usarmos com qualidade a nossa língua, para tanto ele fez algumas comparações utilizando alguns elementos e animais. Se é possível colocarmos o freio na boca do cavalo e se é mais fácil ainda comandar grandes navios e embarcações através de um pequeno leme (Tg 3.3,4), por que então não seria possível destinarmos um bom uso para a nossa fala? Tanto o freio na boca do cavalo quanto o leme nos navios são pequenas peças ou instrumentos que direcionam e influenciam o todo, tanto o próprio animal quanto a embarcação. Estes “são controladores muito eficientes” que quando usados contribuem para o bom andamento do que é proposto.

2. “A LÍNGUA TAMBÉM É UM FOGO” (VV.6,7). 
Quantas pessoas não frequentam mais as nossas reuniões porque foram feridas com palavras? Você já se fez essa pergunta? É preciso usar nossa língua sabiamente, pois “a morte e a vida estão no poder da língua [...]” (Pv 18.21). Grande parte dos incêndios nas florestas inicia através de uma pequena fagulha. Todavia, essa faísca alastra-se podendo destruir grandes áreas de vegetação. Da mesma forma, são as palavras por nós pronunciadas. Se não forem proclamadas com bom senso, muitas tragédias podem acontecer.

“Uma simples fagulha pode iniciar o fogo da rebelião”, assim diz um ditado. Por isto todo cuidado ainda é pouco. Qualquer foco de incêndio, seja ele produzido por nós ou não através de nossa língua, deve ser combatido para que não provoque um estrago ainda maior, portanto, horrenda coisa é cair nas mãos das línguas vivas, o fogo consumidor, que destrói muitas vidas.

3. PARA DOMINAR A LÍNGUA. 
Ainda no versículo sete, Tiago faz outra ilustração em relação ao tema do uso da língua. Ele mostra que a natureza humana conseguiu domar e adestrar as bestas-feras, as aves, os répteis e os animais do mar. Mas a língua do ser humano até hoje não houve quem fosse capaz de dominar. Por esforço próprio o homem não terá forças para domar o seu desejo e as suas vontades. Mas quando Deus passa a nos governar, a língua do crente deixa de ser um órgão de destruição e passa a ser um instrumento poderoso e abençoador, usado para o louvor da glória do Eterno. A fim de dominar a nossa língua, devemos entregar o nosso coração inteiramente ao Senhor, “Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca” (Mt 12.34).

Qual a necessidade do domínio humano sobre a sua língua? As vezes torna-se estranho demonstramos tanto temor por este pequeno membro, mas através dele é que podemos dar vida, exteriorizar o que está contido em nossa mente e coração.

Tudo é possível ao que crê, até mesmo ter uma língua moldada pelo Espírito Santo de Deus, para tanto haverá necessidade de um esforço tremendo de nossa parte, “muito autocontrole, disciplina e compromisso com a prática dos princípios bíblicos que devem nortear nossa vida”. O homem é capaz de domar e adestrar bestas-feras, porém encontra dificuldade para cuidar do seu falar, para vigiar, ou usar corretamente este dom dado por Deus.

III. NÃO PODEMOS AGIR DE DUPLA MANEIRA (Tg 3.10-12)
1. BÊNÇÃO E MALDIÇÃO (V.10). 
Tiago até reconhece a possibilidade de alguém usar a língua de modo ambíguo. Entretanto, deve a mesma língua que expressa o amor a Deus, deixar-se usar para destruir pessoas? Apesar de o meio-irmão do Senhor dizer que tudo que existe obedece sua própria natureza, se experimentamos o novo nascimento, tornamo-nos uma nova criação, isto é, adquirimos outra natureza. Esta tem de ser manifesta em nosso falar e agir. Portanto, se você foi transformado pela graça de Deus mediante a fé de Cristo, a sua língua não pode ser um instrumento maligno. A fofoca, a mentira, a calúnia e a difamação são obras carnais e não podem ter lugar em nossa vida.

Como pode a língua em uma hora bendizer a Deus e na hora seguinte amaldiçoar os homens?  Podemos manter uma “língua de duas caras”? Somos crentes bipolares? “A Bíblia não atribuiu nenhum poder mágico às nossas palavras”, no entanto é evidente que, dependendo do contexto em que são faladas e por quem são pronunciadas, podem ferir ou até mesmo matar (Pv 18.21a), pois a morte e a vida estão no poder da língua.

O Maligno necessita de alguém para lançar suas setas e uma das formas mais comuns é a utilização da língua de algum desavisado ou maldoso. Às vezes esta instrumentalização não visa tão somente a critica, a contenda, a difamação, injurias, pois em alguns casos o lisonjeio é visto com a intenção de fazer brotar no coração do homem a soberba e auto confiança em desagravo à vontade de Deus (At 16.17).

2. EXEMPLOS DA NATUREZA (VV.11,12). 
O líder da igreja de Jerusalém usa dois exemplos da natureza para apontar a incoerência de agirmos duplamente. Tiago questiona a possibilidade de a fonte que jorra água doce jorrar igualmente água salgada. Para provar a impossibilidade natural deste fenômeno, o meio-irmão do Senhor pergunta, de maneira retórica, se uma figueira poderia produzir azeitonas, e a videira, figos. Naturalmente, a resposta é um sonoro não! Portanto, a pessoa que bendiz ao Senhor não maldiz o próximo. Se Deus é amor, como podemos odiar alguém?

Tiago usou alguns exemplos da natureza para nos lembrar do bom uso das palavras. A figueira produz o seu fruto, a videira idem e a oliveira não fica atrás, diante disto por que então a língua consegue ou tenta produzir frutos bons ou maus ao mesmo tempo? Esta variação de humor, alternativas de ações e produção de inúmeros frutos não pode ser uma constante em nossa vida, podemos e temos condições de evitar tal situação.

3. UMA ÚNICA FONTE. 
Aquele que bebe da água da vida não pode fazer jorrar água para morte. Quem bebe da água limpa do Cristo de Deus não pode transbordar água suja. Portanto, a palavra proferida por um discípulo de Cristo deve edificar os irmãos, dar graça aos que ouvem e sarar quem se encontra ferido.

Como uma fonte de água doce pode jorrar outro tipo de água ao mesmo tempo? Não pode existir meio termo, ou a fonte produz bênçãos ou produz maldições.

CONCLUSÃO
Uma vez Salomão disse que a boca do justo é manancial de vida (Pv 10.11), e que as palavras da boca do homem, são águas profundas (Pv 18.4). Tomemos o devido cuidado com a maneira como usamos a nossa língua. Não esqueçamos que, no dia do Juízo, daremos conta a Deus de toda palavra ociosa proferida pela nossa boca (Mt 12.36).

OBJETIVOS DA LIÇÃO – FORAM ALCANÇADOS
1)    Os mestres deveriam ter conteúdo.
2)    Língua, pequeno membro, pode produzir muitos males.
3)    A língua do salvo não pode ser um instrumento maligno.

REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

LOURENÇO, Luciano de Paula. O cuidado com a língua. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2014/08/aula-08-o-cuidado-com-lingua.html. Acesso em 20 de agosto de 2014.

SILVA, Alessandro. O cuidado com a língua. Disponível em: http://estudaalicaoebd.blogspot.com.br/2014/07/8-licao-3-trimestre-2014-o-cuidado-com_2022.html#more. Acesso em 20 de agosto de 2014.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

sábado, 16 de agosto de 2014

Neemias: Como sair do anonimato?






Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

Neemias: como sair do anonimato?

CAPÍTULO 3
PRIMEIRO OBSTÁCULO
E A PRIMEIRA IMPRESSÃO

1. PRIMEIRO OBSTACULO – ESPEROU E NÃO ANTECIPOU:
Neemias, abnegado e fiel servo de Deus, um articulador, um verdadeiro líder, destacou-se pelo seu elevado senso de organização, humildade e coragem. Chegou em Jerusalém (terra de ninguém) e ficou sem silêncio, apenas observando com muita prudência a situação da cidade (2.12,16). Como havia sido enviado pelo rei e estava de posses das cartas, para comprovação, poderia ter revelado a todos a sua missão, fazendo prevalecer a autoridade que lhe fora concedida. Mas em quem confiar? Aquele ambiente era tão hostil.

Era uma crise sem precedentes, que para muitos não teria fim. Pobreza interna e zombaria externa e ainda para ajudar, os repatriados, da duas primeiras turmas, ainda estavam desmotivados e não encontravam forçar para mudarem aquela situação. Nos dois primeiros retornos até estavam animados, mas foram obrigados a paralisarem as obras por um decreto real (Ed 4.21). Portanto a luta não seria contra a carne ou sangue, mas sim contra a apatia do povo.

A crise atingiu os campos estrutural, político, social e espiritual. Era essencial e urgente a presença de um líder autêntico, que fosse capaz de reverter aquele trágico quadro. Este era o momento ideal para que um homem fosse levantado, de um longínquo e inesperado local, com alguns recursos materiais e provido da capacitação de Deus.

2. UM LÍDER CORAJOSO:
Quem dentre os homens da terra poderia demonstrar tamanha preocupação e amor com Jerusalém? Quantos não foram informados da situação e não tomaram nenhuma atitude? Justificativas para isto tiveram, pois estavam no seguro, confortável e aprazível território persa. Para que olhar para trás? Enxergariam somente a miséria e destruição. Aos olhos de muitos, Jerusalém estava condenada a ruínas, em pouco tempo.

Neemias, pela sua posição e condição de servo, talvez tenha receado contar ao rei todo o motivo de sua tristeza, ou pelo menos deveria. Mesmo que fosse o mais otimista dos homens, jamais se imaginaria usufruindo de alguns minutos de uma audiência real, muito menos a possibilidade de expressar sua dor e lamento pela cidade de seus pais. Receber a permissão para viajar a Jerusalém com cartas de apresentação, salvo conduto e pedido de materiais, uma espécie de patrocínio, seria loucura de sua parte esperar, mas se confiasse inteiramente e unicamente em Deus, tudo isto seria possível. Neste momento o mundo contemplou o nascimento do grande líder que conseguiu encorajar os judeus a fazerem a obra de Deus (2.18).

A maior ousadia, a marca registrada no ministério de Neemias, foi o fato de ter conseguido fazer com que o rei Artaxerxes mudasse a sua visão política em relação a Jerusalém, pois ele reavaliou uma decisão antiga pela qual havia paralisado a reconstrução do templo (Ed 4.21). Somente um grande milagre de Deus para motivar tamanha reversão de decisão.

a) Característica de Neemias, o líder completo:
  • Corajoso, destemido, determinado, perseverante;
  • Humilde, prudente, probo, cauteloso;
  • Comunicativo, empático, motivador, participativo;
  • Sábio, responsável, organizado, estrategista;
  • Motivador, participativo, prospectivo;
  • Discernente, homem de oração e temente a Deus.

3. O MINISTÉRIO OUSADO DE NEEMIAS:
  • Pediu para ser enviado com a missão de reconstruir Jerusalém (2.5). Neemias recebeu seu chamado de Deus, mas precisa ser enviado pelo rei;
  • Pediu cartas de recomendação (2.7). Estava prevendo transtornos e problemas;
  • Pediu provisão para a viagem (2.8);
  • Proteção para a viagem (2.9). Ele foi não dispensou os oficiais do exército, tampouco os cavaleiros.

4. PRIMEIRA IMPRESSÃO – DESTRUIÇÃO E POBREZA:
Hanani, não havia mentido. Realmente a situação de Jerusalém era desesperadora. Em suas observações noturnas Neemias constatou a veracidade das informações. Insegurança, injustiça social, miséria, pobreza interna e zombaria externa. Tudo levava a crer que não haveria solução. Para alguns era cômodo permanecerem naquelas condições, pois imaginavam perigoso e desgastante remexerem nos escombros e poeiras deixado pelos babilônicos. Eles também temiam pela zombaria.

Muitos contemplaram aquela situação, mas não tiveram coragem e liderança para a reconstrução. Neemias entendeu que bastava de choro e lamentações. Era preciso agir e rápido. A cidade estava desprotegida e havia se tornado uma terra de ninguém.

5. UM LÍDER PRUDENTE:
Neemias sabia como agir e já havia traçado o seu plano. Como era sabedor da provável oposição e como não queria chamar a atenção, manteve-se em silêncio, somente observando com muita discrição e prudência. As suas observações noturnas revelaram algo bem mais assustador do que era visto durante o dia. Como era urgente e necessária aquela obra. Se não havia segurança naquela cidade a luz do dia muito menos nas trevas.

Mesmo sendo discreto, em suas observações (2.16), os burburinhos já corriam entre os moradores. Talvez eles estivessem curiosos pela sua presença, mas em nenhum momento revelou o que Deus havia colocado em seu coração, somente o fez no momento oportuno (2.18).

Neemias não queria alarmar a cidade e os desmotivados judeus ou tampouco antecipar o seu plano aos inimigos. Certamente foi lembrado, por alguns, do fracasso dos anteriores, que tentaram em vão, reconstruir os muros. Mesmo com sua coragem, ousadia e certeza poderia ser desmotivado com estes comentários maldosos.

6. COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
  • Sem oposição o trabalho não cresce, assim como a luz somente é produzida pela ação do positivo com o negativo (fase e neutro). Prova disto foi a igreja primitiva (fase) e a perseguição (neutro). "O vento espalhou a chama";
  • É fácil encontrar valentes e corajosos durante a luz do dia, pois o inimigo é visível, mas o difícil é nas trevas. Como os judeus enfrentariam seus inimigos na escuridão? Todos em suas casas, enquanto a cidade estava totalmente desprotegida;
  • Quantos abandonam a obra porque outros chegam de longe para trabalhar? “Quem é este copeirozinho ai”? Este copeirozinho era um servo de Deus enviado e quem tem ouvidos ouça o que ele disser;
  • Neemias nas suas observações noturnas disse que não havia nenhum animal exceto o que ele estava montando. Ele também não viu nenhum animal racional vigiando a cidade;
  • Porque Jerusalém estava na pobreza? Porque não havia sequer ferreiros para fazer enxadas. Eles foram levados para a Babilônia para produzirem armas?
  • Neemias não enxugou a máquina, primeiro observou o que poderia ser aproveitado.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)