Álvares Machado, SP -

Apresentação da lição em power point

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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Dons de revelação. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação (1 Co 14.26).

VERDADE PRÁTICA
Os dons de revelação divina são indispensáveis à igreja da atualidade, pois vivemos em um tempo marcado pelo engano.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 1 Co 12.8,10; At 6.8-10; Dn 2.19-22.
1 Co 12.8 - Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
1 Co 12.10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.
At 6.8 - E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.
At 6.9 - E levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos Libertos, e dos cireneus, e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estêvão.
At 6.10 - E não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava.
Dn 2.19 - Então foi revelado o segredo a Daniel numa visão de noite; e Daniel louvou o Deus do céu.
Dn 2.20 - Falou Daniel e disse. Seja bendito o nome de Deus para o sempre, porque dele é a sabedoria e a força;
Dn 2.21 - ele muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos inteligentes.
Dn 2.22 - Ele revela o profundo e o escondido e conhece o que está em trevas; e com ele mora a luz.

PROPOSTA
·         Sabedoria: capacitação divina sobrenatural;
·         Os “sábios” não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito;
·         Tenhamos maturidade e cuidado no uso dos dons;
·         Palavra da ciência: conhecimento de fatos ocultos;
·         Função deste dom: livrar a igreja do engano ou artimanha;
·         Palavra da ciência: conhecimento e não adivinhações;
·         Discernimento de espíritos: proteção contra os ataques;
·         Fonte das manifestações: Deus, homem e o Diabo;
·         Os falsos profetas são conhecidos pelos seus frutos.

INTRODUÇÃO
O teólogo pentecostal Stanley Horton afirma que “a maioria dos estudiosos classifica os dons de 1 Coríntios 12.8-10 em três categorias. revelação, poder e expressão, [tendo] três dons em cada categoria”. Os dons de revelação são os instrumentos pelos quais Deus revela aos homens os seus mistérios, sua vontade. Estes são concedidos aos servos de Deus para o aconselhamento e orientação da Igreja do Senhor.

Diante do misticismo e o ocultismo, que rondam fascinam os homens, Deus reservou os dons espirituais para maravilhar, dotar a sua Igreja para ela lutar contra o assedio do poder das trevas, patrocinado pelo inimigo que opera nos filhos da desobediência e por fim para capacitá-la na missão de testemunhar a mensagem do evangelho, visando a salvação dos perdidos e a sua própria edificação (Rm 1. 11, 15, 16).

Os dons que revelam a sabedoria de Deus são, por si só, infinitamente superiores a qualquer uma das ciências ditas ocultas. Eles são dados pelo Espírito Santo para que mistérios ocultos sejam revelados aos homens, através de atitudes e condutas que evidenciam que Deus sabe todas as coisas e que nada lhe fica oculto. São provas da onisciência divina no meio do Seu povo. Os dons que manifestam a sabedoria de Deus são:
  • Dom da Palavra da Ciência – habilitação para que fatos sejam revelados e ou conhecidos divinamente, como foi o caso de Pedro, a quem Deus fez conhecer a fraude de Ananias e Safira (At 5.1-11);
  • Dom da Palavra da Sabedoria – habilitação para resolução de problemas vitais relacionados à vida na igreja, como foi no caso do Concílio em Jerusalém (At 15.1-2);
  • Dom de Discernimento de espíritos – habilitação para distinguir as origens de manifestações (Deus, inimigo ou homem).
Os dons espirituais são concedidos pelo Espírito Santo, mas a igreja deve buscá-los para que não sofra com a escassez que fatalmente a prejudicará, pois a tornará:
  • Severa em seus julgamentos;
  • Autossuficiente, descaridosa e desconfiada;
  • Alheia a convicção do pecado;
  • Somente complacente consigo mesma, não restitui às partes prejudicadas;
  • Preconceituosa, insincera, ressentida, vingativa;
  • Comprometida com o mundo e ambiciosa pela vida material;
  • Resistente a correção e aos ensinos do Espírito Santo;
  • Defensora apenas de seus próprios interesses;
  • Não vigilante, sujeita a dissensões, não zelosa pelo seu nome;
  • Impaciente, egoísta, negligente, incrédula e desantificada.
Mas na contramão da origem divina, encontramos a fonte das revelações que agradam o povo, faz chorar, pular de alegria, que os torna fiéis e assíduos nestes tipos de trabalhos, que tem seus rabiscos e são projetados após as visitas ao orkut, facebook, google maps, Detran entre outras ferramentas midiáticas. Como estes homens possuem esta coragem? Estes sinais do fim dos tempos seguem os homens enquanto que os dons edificam a igreja

I. PALAVRA DA SABEDORIA
1. CONCEITO. 
O termo palavra exprime uma manifestação verbal ou escrita. Segundo o Dicionário Eletrônico Houaiss, sabedoria significa “discernimento inspirado nas coisas sobrenaturais e humanas”.

A sabedoria abordada pelo apóstolo Paulo em 1 Coríntios 12.8a refere-se a uma capacitação divina sobrenatural para tomada de decisões sábias e em circunstâncias extremas e difíceis, mas não se trata da sabedoria adquirida e aplicada em nosso viver diário, pelo contrário (Tg 1.5-6), pois como poderíamos imaginar cinco simples pescadores sem formação secular, um odiado cobrador de impostos e cinco homens sem ocupação conhecida, sendo portadores de sabedoria nunca vista antes entre os homens. Eles enfrentaram os judeus, povos de muitas nações (At 2.5, 9-11), os escribas, sacerdotes, sumo sacerdote, os samaritanos e os gentios pelos confins da terra.

O dom da palavra da sabedoria é uma pequena parte, parcela ou fragmento de toda a sabedoria e conhecimento de Deus entregues à igreja através dos mecanismos sobrenaturais. São revelações de acontecimentos que já ocorreram, que estão ocorrendo ou que ocorrerão, ou seja, passado, presente e futuro. É a mensagem vocal sábia, enunciada mediante a operação sobrenatural do Espírito Santo. É o poder de falar com discernimento divino. Aplica-se em situações ou problemas específicos (At 6.10; 15.13-22), quer na defesa da fé, na resolução de conflitos, em conselhos práticos ou ao pleitear uma causa perante autoridades hostis. Estevão manifestou de tal modo a palavra da sabedoria que seus adversários não resistiram (At 6.10). Este dom edifica a igreja e se manifesta em momentos em que precisamos de soluções para os seus problemas.

A carga total de conhecimento e sabedoria não é amplamente revelada ao homem, apenas parte, tal como, guardada as devidas proporções, quando procuramos ajuda com profissionais, seja em qual questão for, eles apenas nos transmite seu conhecimento em relação ao objeto da consulta e não apresentará a sua totalidade de seu conhecimento na área.

2. A BÍBLIA E A PALAVRA DE SABEDORIA. 
Embora na Antiga Aliança os dons espirituais não fossem plena e claramente evidenciados como na Nova, alguns episódios do Antigo Testamento vislumbram o quanto Deus conferia aos homens sabedoria do alto para executar tarefas ou tomar decisões.

Um dos exemplos mais chocantes do uso do dom da palavra da sabedoria foi visto no episódio do quase sacrifício consumado de Isaque, ocasião em que seu pai, Abraão, fez uso deste dom e com muita lágrima consegui acalmar o seu coração e o do filho. Depois eles decidiram continuar a jornada. A ação humana sempre procede a aplicação deste dom.

Outro bom exemplo é a revelação e a interpretação dos sonhos de Faraó através de José, o filho de Jacó (Gn 41.14-41). Ele não apenas interpretou os sonhos de Faraó, mas trouxe orientações sábias para que o Egito se preparasse para o período de fome que estava para vir. Como Faraó pode entregar a administração de sua nação para um simples hebreuzinho, um ex-presidiário? Ele teria estudo, formação, condições físicas, psicológicas para o cargo? As orientações que ele deu antes de tomar posse do cargo foram demonstrações de sabedoria recebidas do alto, da mesma forma a sua administração também o foi. Somente Deus poderia fazê-los entregar o controle de tudo para um jovem, inexperiente, sem conhecimentos técnicos ou diplomáticos para se relacionar com outras nações e que de uma hora para outra saiu das profundezas das prisões para dar conselho a maior potência da época.

Outro exemplo de prática do dom da palavra de sabedoria foi o episódio ocorrido com o rei Salomão quando teve que resolver o caso complexo entre as duas supostas mães de um bebê. Este foi um admirável exemplo de dom da sabedoria no Antigo Testamento (1Rs 3.16-28; 4.29-34).

Em o Novo Testamento podemos tomar como exemplo de palavra da sabedoria a exposição da Escritura realizada pelo diácono e primeiro mártir cristão, Estevão. O livro de Atos conta-nos que os sábios da sinagoga, chamada dos Libertos, “não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava” (At 6.9,10). Naquele dia, a pregação do mártir, nocauteou a fera. Saulo estava ali ao lado ouvindo tudo, imaginando que também possuía o mesmo conhecimento, mas o que entristeceu ele foi o fato de não ter o mesmo dom que Estevão, conhecia profundamente a história relatada, porém lhe faltava algo, que mais tarde seria lhe concedido. Existem outros exemplos de uso deste dom:
  • At 15.13-22 – Decisão do concílio;
  • At 11.28-30 – Ágabo profetizou que estava para vir uma fome;
  • At 21.10-11 – Profecia a respeito da prisão de Paulo;
  • At 27.9-10, 23-24, 33-34 – naufrágio de Paulo;
  • I Rs 11.29-32 – quando Aias profetizou a respeito da divisão de Israel (I Rs 12.20; I Rs 13.1-6; I Rs 14.1-18).
“A falta dessa Sabedoria de Deus pode causar graves prejuízos à pregação do evangelho”, pois uma brecha é aberta para o aparecimento da arrogância, da autossuficiência entre outras mazelas, porém a manifestação do dom não torna a pessoa mais sábia que a outra e tampouco lhe garante a salvação.

3. UMA LIDERANÇA SÁBIA. 
A palavra de sabedoria é de grande valor na tarefa do aconselhamento pessoal e em situações que demandam uma orientação no exercício do ministério pastoral. Entretanto, tenhamos cuidado para não confundir a manifestação desse dom com o nosso desejo pessoal. Lembremo-nos de que Deus manifesta os dons em nossas vidas segundo o conselho da sua sabedoria, não da nossa. Tenhamos maturidade e cuidado no uso dos dons!

II. PALAVRA DA CIÊNCIA
1. O QUE É? 
Este dom muito se relaciona ao ensino das verdades da Palavra de Deus, fruto do resultado da iluminação do Espírito acerca das revelações dos mistérios de Deus conforme aborda Stanley Horton, em sua Teologia Sistemática (CPAD). Este dom também se relaciona à capacidade sobrenatural concedida pelo Espírito Santo ao crente para este conhecer fatos e circunstâncias ocultas, que são reveladas para o bem e o progresso da obra, nunca para envergonhar ou desmoralizar, seja quem for. Este dom emana de Deus e serve para deixar claro a sua onisciência. A relação entre a sabedoria e a ciência é muito íntima.

O dom da Palavra da ciência não é resultado de estudos, pois o conhecimento humano é resultado tanto da razão quanto da experiência, mas o conhecimento que vem de Deus transcende a lógica e sensações humanas, vai além do que imaginamos ou conhecemos (II Rs 6.12).

Trata-se de uma mensagem verbal, inspirada pelo Espírito Santo, para a edificação, consolação e exortação da igreja, revelando sobrenaturalmente, e instantaneamente, diante de uma situação específica, um conhecimento que não poderia ser acessado pelas vias da razão ou experiência, por isso, esse dom está associado à profecia (At 5.1-10; I Co 14.24,25).

Este dom é concedido pelo Espírito Santo para termos o conhecimento sobrenatural de coisas e não tem qualquer ligação com o exercício de meras adivinhações, imitações fajutas e operações malignas (At 16.16). Pela revelação divina (palavra da ciência), Deus fez conhecer a Pedro a fraude de Ananias e Safira (At 5.1-11).

2. SUA FUNÇÃO. 
O dom da palavra da ciência não visa servir a propósitos triviais, como o de descobrir o significado dos tecidos do Tabernáculo ou a identidade da mulher de Caim, etc. Isto é mera curiosidade humana, e o dom de Deus não foi dado para satisfazê-la. A manifestação sobrenatural deste dom tem a finalidade de preservar a vida da igreja, livrando-a de qualquer engano ou artimanha do maligno, mas não nos esqueçamos que qualquer um dos dons espirituais não substitui o estudo sistemático e dedicado da Palavra.

3. EXEMPLOS BÍBLICOS DA PALAVRA DA CIÊNCIA.
Ao profeta Eliseu foram revelados os planos de guerra do rei da Síria. Quando o rei sírio pensou em atacar o exército de Israel, surpreendendo-o em determinado lugar, o profeta alertou o rei de Israel sobre os planos inimigos (2Rs 6.8-12). Em outra oportunidade o profeta também fez uso deste dom, quando desmascarou Geazi, por ter mentido e cobiçado os presentes que Naamã intentou dar para o profeta, após sua cura (2 Rs 5.25-26).

Outro exemplo foi a revelação de Daniel acerca do sonho de Nabucodonosor, quando Deus descortinou a história dos grandes impérios mundiais ao profeta (Dn 2.2,3; 17-19). Em o Novo Testamento, esse dom foi manifesto quando o apóstolo Pedro desmascarou a mentira de Ananias e Safira (At 5.1-11). O dom da palavra da ciência não é adivinhação, mas conhecimento, concedido sobrenaturalmente, da parte de Deus.

a) Exemplo do uso do dom da palavra da ciência simultaneamente ao dom da palavra da sabedoria (At 9.10-16). Neste episódio Deus revelou para Ananias fatos ocorridos e que ocorreriam com Saulo no futuro:
  • O nome da rua (Direita);
  • O nome do dono da casa (Judas);
  • A cidade de origem (Tarso);
  • O nome e o que estava fazendo (Saulo. Estava orando);
  • A visão que havia acalmado seu coração;
  • A situação espiritual (confuso, sem entender);
  • O futuro dele (vaso escolhido);
  • O sofrimento pela causa do Evangelho.

O dom da palavra da sabedoria foi visto no momento em que Ananias foi ao encontro de Saulo, confiando que ele era realmente um vaso escolhido. Este dom faz menção do futuro e induz o homem à uma atitude, tal qual aconteceu com Ananias.

A palavra da ciência foi visto quanto Deus revelou o que havia acontecido e que já fazia parte do passado da vida de Saulo. A atitude de Ananias favoreceu a trajetória da igreja e a continuidade da obra (o perseguidor virou perseguido).

b) Jesus em conversa com a mulher samaritana, também fez uso dos dons simultaneamente. Dom da palavra da ciência.
  • Jesus. “Chama o teu marido” (presente)
  • Mulher. “Não tenho marido” (presente)
  • Jesus. “Tiveste cinco maridos” (passado)
  • Jesus. “E o atual não é teu” (presente)
O dom da palavra da sabedoria foi visto quanto Jesus falou a respeito da água, fazendo menção do futuro e no momento em que a mulher resolveu tomar uma atitude.
  • “Quem beber da água que eu der nunca mais terá sede” (futuro)
  • a mulher responde. “Senhor, dá-me desta água” (atitude).
III. DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS
1. O DOM DE DISCERNIR OS ESPÍRITOS. 
É uma capacidade sobrenatural dada por Deus ao crente para discernir a origem e a natureza das manifestações espirituais. De acordo com o termo grego diakrisis, a palavra discernir significa “julgar através de”; “distinguir”. Ela denota o sentido de “se penetrar na superfície, desmascarando e descobrindo a verdadeira fonte dos motivos”, se é o Espírito Santo que está motivando a pessoa a fazer algo, em outras palavras, é o modo especial de para se perceber o que há no intimo de uma pessoa. É ver claramente se o dom é do Espírito e a sua manifestação também é sobrenatural.


quinta-feira, 17 de abril de 2014

terça-feira, 15 de abril de 2014

Pastor Carlos Padilha de Siqueira - promovido às mansões celestiais


Foi promovido hoje, às mansões celestiais, o nosso Pastor Carlos Padilha de Siqueira. Fica o legado deste grande homem de Deus.

Um homem que, no auge de sua juventude, prometeu ao vizinho que o levaria ao culto, porém havia no meio do caminho um pequeno rio, e este amigo não poderia ser exposto à água, devido a sua enfermidade. Promessa é promessa, então ele foi carregado até a igreja nas costas do nosso pastor. Esta é apenas um de seus muitos testemunhos que ele contava nas reuniões de obreiros e nos cultos de ensino em nossa sede em Pres. Prudente.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Mensagem 100: A frustração de Ezequiel

Mensagem entregue na Assembleia de Deus, setor (Álv. Machado-SP). Campanha: vivendo o extraordinário de Deus.

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A FRUSTRAÇÃO DE EZEQUIEL
O SACERDOTE SEM TEMPLO

1) Trigésimo ano e quinto ano do cativeiro:
Ezequiel completou 30 anos e estava no quinto ano de cativeiro. Era a idade mais aguardada. Se estivesse em Jerusalém seria consagrado para o sacerdócio no Templo (cf Nm 4.3), mas ali na Babilônia não poderia desempenhar seu trabalho levítico. Frustrado sim, mas sozinho não, pois Deus não havia abandonado ele.

2) Sacerdote ou Profeta
Ezequiel queria muito assumir sua posição de sacerdote, mas este não era o plano de Deus para a sua vida. Como sacerdote ele levaria o homem ate Deus, o que era somente faixada, exterior, pois não havia arrependimento por parte do povo.

Como profeta, ele levaria Deus até aos homens, então a conversa seria diferente. Os ministérios eram completamente opostos, porém cada qual tinha a sua importância e utilidade na época.
                                 
3) O trio de ferro:
Deus levantou três profetas na época:
  • Jeremias em Jerusalém (Jr 29), que demonstrou preocupação com os cativos na Babilônia. Ele havia ficado com aqueles que não foram considerados aptos para produzirem na corte babilônica;
  • Daniel desempenhou seu trabalho profético na corte babilônica;
  • Enquanto isto entre os cativos esteve Ezequiel, o sacerdote sem templo e sem sacrifícios.
4) Os céus abertos e as visões de Deus
Céus abertos e visões de Deus: mesmo diante das visões houve em seu coração uma frustração, pois não estava em Jerusalém trabalhando como sacerdote no Templo. Mas este acontecimento serviu para atestar seu ministério profético e inclui-lo no trio de ferro.

5) O sacerdote sem Templo e sem sacrifício:
Deus precisava de um profeta entre os cativos. Ezequiel não ficaria sem ministério, mas ele precisava da chamada.

6) Deus não frustra planos:
O sacerdote sem ministério aguardou com ansiedade o dia da consagração, mas quando este dia chegou não havia mais templo ou muito menos serviço.

O mesmo aconteceu com Moises que aguardou ansioso a entrada na Terra Prometida. Ele não entrou (Dt 3.23-26), porém não ficou na frustração, pois a contemplou com os próprios olhos (Dt 34,4)

7) CONCLUSÃO
Ezequiel quando completasse a idade poderia ser consagrado ao sacerdócio, porém quando este dia chegou ele estava entre os cativos na Babilônia. O templo e os serviços levíticos não existiam mais. Deus se revelou a ele para confirmar sua chamada profética e junto com Jeremias, que estava em Jerusalém e Daniel que estava na corte, formou o trio de ferro profético.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

Lição 3 - proposta


Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

Pós aula - lição 2

Eu tenho dons – então deixe a igreja te conhecer os frutos.

Muitos não buscam dons, pois não querem trabalhar para a edificação da igreja.

Dom não é sinal de superioridade, é responsabilidade.

Dons de Deus geram responsabilidade.

Repartir com o necessitado e perceber que os obreiros estão sobrecarregados, seriam dons esquecidos pela igreja (At 6.1-6).

Se os dons não fossem irrevogáveis seria um tal de dá e toma sem precedentes na história. Imaginemos o seguinte: “Fui batizado com o Espírito Santo.... fui rebatizado.....fui tribatizado......fui tetra batizado...penta. hexa e por ai afora, dons de Deus não tem nada a ver com copa do mundo.

Nunca vi crentes frustrados tentando o suicídio por não terem recebido alguns dos dons de Deus.

Comentário de um aluno: “Alguns dos dons concedidos por Deus a nós tem somente alcance local, outros regional, alguns nacional e poucos internacional – interessante, por isto que vemos muitos trabalhando nas igrejas, dando o sangue enquanto outros tem seus ministérios pelo Brasil e mundo afora.

Igreja do Apóstolo Fulano......igreja do pastor Fulano....... igreja do evangelista Fulano....., mas nunca vi uma assim: Igreja do mestre, doutor, ensinador Fulano.

Este foi um comentários de um aluno: “Pregar p Evangelho é uma caridade”.

Dom para sair da situação em que entramos entrar e dom pra sair. Entrar é fácil, nas confusões, o difícil é sair, só Jesus na causa.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

sexta-feira, 11 de abril de 2014

O propósito dos dons espirituais. Plano de aula


TEXTO ÁUREO
Assim, também vós, como desejais dons espirituais, procurai sobejar neles, para a edificação da igreja (1 Co 14.12).

VERDADE PRÁTICA
Os dons são recursos concedidos por Deus para fortalecer e edificar a Igreja espiritualmente.

LETURA BÍBLICA EM CLASSE – 1 Coríntios 12.8-11; 13.1,2.
12.8 - Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
12.9 - e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;
12.10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.
12.11 - Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.
13.1 - Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
13.2 - E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor; nada seria.

PROPOSTA
·         Igreja de Corinto: “nenhum dom lhe faltava”;
·         Mas a igreja não usava corretamente os dons recebidos;
·         Dons espirituais não garantem espiritualidade genuína;
·         Os que falam línguas estranhas edificam a si mesmo;
·         Todos devem ser edificados, crentes ou não;
·         Corinto: exerciam vários dons, mas esqueceram do amor;
·         Se não houver amor, certamente não haverá edificação;
·         Os ministros devem cuidar das “pedras assentadas”;
·         Cada um administre aos outros o dom como o recebeu.

INTRODUÇÃO
Qual é o real propósito dos dons espirituais? Muitos estão se utilizando dos dons de forma interesseira e egoísta. Os dons não são para elitizar o crente, segregar ou criar tribos na igreja, tal como: os que trabalham nas “tardes da benção, cultos de libertação, reuniões de orações, campanhas domiciliares” entre outras atividades, das quais, particularmente eu excetuo a Escola Bíblica Dominical, haja vista ser inadmissível que um professor com bagagem teológica e espiritual venha usar o dom recebido, da parte de Deus, para proveito próprio ou para exibicionismo, mesmo porque este seria o último lugar que um cidadão, totalmente desprovido de um caráter espiritual sadio, poderia pensar em ajuntar em torno de si ávidos expectadores sedentos por aprenderem com suas experiências e conhecimentos. A EBD não pode se tornar um palco para intermináveis aplausos e ovações por parte dos alunos, pelo contrário, pois este departamento objetiva a estruturação da igreja, para que ela suporte os ventos de doutrina que tão de perto teimam em rodeá-la.

Os dons não são aferidores de espiritualidade, não são sinais de superioridade espiritual. São dádivas divinas nos concedidas pela graça e devem ser utilizadas com sabedoria e santidade a fim de que o nome do Senhor seja exaltado e todos os membros do Corpo de Cristo sejam edificados. São recursos imprescindíveis do Pai para os seus filhos. O seu propósito é edificar-nos e unir-nos, fortalecendo assim a Igreja de Cristo (1Tm 3.15).

I. OS DONS NÃO SÃO PARA ELITIZAR O CRENTE
1. A IGREJA CORÍNTIA. 
A Igreja em Corinto localizava-se numa cidade comercial, economicamente rica, cosmopolita, próxima do mar, uma das mais importantes do Império Romano, porém marcada pela idolatria, paganismo e imoralidade. “Ser um crente fiel naquela cidade não era fácil”, por isto era necessária a manifestação dos dons, mesmo que estes não aferiam a espiritualidade da igreja.

Durante a segunda viagem missionária de Paulo, a igreja recebeu a visita do apóstolo (At 18.1-18). Por conhecer muito bem a comunidade cristã em Corinto foi que o apóstolo dos gentios tratou, em sua Primeira Epístola dirigida àquela igreja, sobre a abundância da manifestação dos dons do Espírito, chegando a afirmar daquela igreja que “nenhum dom” lhe faltava (1 Co 1.7).

2. UMA IGREJA DE MUITOS DONS, MAS CARNAL. 
Os dons do Espírito concedidos por Deus à igreja de Corinto tinham por finalidade prepará-la e santificá-la para o serviço do evangelho: a proclamação da Palavra de Deus naquela cidade, por isto Deus concedeu dons à igreja para que “tivessem condições de lutar contra a idolatria, a imoralidade e permanecessem em santidade”.

Mesmo de posse dos dons, a igreja de Corinto estava longe de ser considerada uma igreja espiritual, pois não usava corretamente os dons que recebera do Pai e, além disto, tinha em seu meio divisões, inveja, imoralidade sexual, etc. Havia quatro grupos dentro da igreja: “os de Paulo, de Cefas, de Apolo e os de Jesus”, sendo este último grupo o mais perigoso, já que não se submetiam à autoridade humana e não recebiam as orientações. Como pode uma igreja evidentemente cristã ser ao mesmo tempo carnal e imoral? Por isso Paulo a chama de carnal e imatura (1 Co 3.1,3).

Com este relato, aprendemos que as manifestações espirituais na igreja local não são propriamente indicadoras de seriedade, espiritualidade e santidade. Uma igreja onde predominam a inveja, contenda e dissensões, nem de longe pode ser chamada de espiritual, e sim de carnal.

3. DOM NÃO É SINAL DE SUPERIORIDADE ESPIRITUAL. 
Muitos creem erroneamente que os irmãos agraciados com dons da parte de Deus são, por isso, mais espirituais que os outros. Todavia, os dons do Espírito são concedidos pela graça de Deus e não pelos méritos, por isto o propósito dos dons espirituais é a edificação e não a exibição. Isto faz parte do projeto de Deus, a sua resolução, o seu decreto que não pode ser mudado pelo homem.

Que a mensagem de Jesus possa ressoar em nossa consciência e convencer-nos de uma vez por todas de que os dons não são garantia de espiritualidade genuína, nem da igreja, muito menos do individuo: “Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7.22,23).

Se os dons pudessem, um dia, aferir a espiritualidade de uma igreja, a Corinto, estaria sob um pedestal, e seria intocável. Aquela congregação possuiu muitos dons, mas cometeu inúmeros erros, os mesmos que estão presentes na atualidade, entre os quais destacamos o pior e o mais grave, que foi o de imaginar que as ferramentas espirituais destinadas à igreja fossem para exibição humana.

II. EDIFICANDO A SI MESMO E AOS OUTROS
1. EDIFICANDO A SI MESMO. 
Paulo diz que quem “fala língua estranha edifica-se a si mesmo” (1 Co 14.4), edificação esta que auxiliará no cumprimento da Grande Comissão, mas nunca, em nenhum momento pode ser considerada como de vital importância para a pregação do Evangelho, uma vez que novos convertidos e até mesmo aqueles que não foram agraciados com dons também podem desempenhar suas funções a contento.

Paulo estimulava os crentes da igreja de Corinto a cultivarem sua devoção particular a Deus através do falar em línguas concedidas pelo Espírito, com o objetivo de edificarem a si mesmos. Isto não significa que o apóstolo dos gentios proibia o falar em línguas publicamente, mas ao fazê-lo de maneira devocional o crente batizado com o Espírito Santo edifica-se no seu relacionamento com Deus. Falar ou orar em línguas provenientes do Espírito é uma bênção espiritual maravilhosa.

2. EDIFICANDO OS OUTROS. 
Os crentes de Corinto falavam em línguas e exerciam vários dons espirituais, mas parece que eles não se preocupavam muito em ajudar as pessoas, por isso, Paulo lembra que os dons só têm razão de existir quando o portador preocupa-se com a edificação da vida do outro irmão em Cristo (1 Co 14.12). "O amor pensa nos outros, e não em si mesmo. Se for usado em amor, o Dom de Línguas beneficiará os outros, e não apenas o indivíduo que fala”.

Em lugar de buscarmos prosperidade material, como se pudéssemos barganhar com Deus usando dinheiro em troca de bênçãos, busquemos os dons espirituais. Agindo assim edificaremos a nós mesmos e também aos outros.

Paulo não tentou limitar o Dom de Línguas, pois sabia da origem divina do dom. Se esta fosse a sua intenção, ele estaria sendo conivente com os “grupinhos” que já existia na igreja. Seria um absurdo, o apóstolo, defender a ideia de que os dons somente poderiam ser usados por aqueles que já eram possuidores, enquanto que aqueles que ainda não haviam sido agraciados deveriam ficar de lado, na verdade, ele queria que muitos falassem, mas antes era necessário que entendessem o propósito de Deus embutido nos dons. Tal como Moisés, que um dia desejou que todos fossem profetas de Deus entre os congregados de Israel, Paulo também tinha a mesma intenção.

3. EDIFICANDO ATÉ O NÃO CRENTE. 
Embora o apóstolo dos gentios estimulasse todos os crentes a falarem em línguas, isto é, a edificarem a si mesmos, seu desejo era que também esses mesmos crentes profetizassem a fim de que a igreja toda fosse edificada. O comentário da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal diz sobre esse texto: “Embora o próprio Paulo falasse em línguas, enfatizava a profecia, porque esta edificava a Igreja inteira, enquanto falarem línguas beneficiava principalmente o falante”.

Todos quantos vierem a frequentar nossas reuniões devem ser edificados, sejam crentes ou não. Por isso, não podemos escandalizar aqueles que não comungam a mesma fé que nós (1 Co 14.23). Como eles compreenderão a mensagem do evangelho se em uma reunião não entenderem o que está sendo falado? (1 Co 14.9).

III. EDIFICAR TODO O CORPO DE CRISTO
1. OS DONS NA IGREJA. 
Paulo mostrou à igreja de Corinto que quando os dons são utilizados com amor o resultado é satisfatório, pois todo o Corpo de Cristo é edificado, o mesmo não acontece quando são usados “para projeção humana” ou quando são tidos como medidores da espiritualidade dos portadores.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

terça-feira, 8 de abril de 2014

Genêsis - "origem" ou "princípio"


Para quem foi escrito este livro?
Para os israelitas.

Por quem foi escrito (autor)?  
Moisés.

Em qual momento histórico?   
Antes da entrada de Israel na terra prometida.

Por que este livro foi escrito?
Porque os israelitas precisavam ser preparados para entrar na terra prometida e nas promessas da aliança.

Para quê este livro foi escrito?
Para incentivá-los a confiar somente em Deus (Criador dos céus e da Terra) e a se manterem fiéis à aliança que Ele fez com Abraão (observando seus estatutos e mandamentos).

Obs: Material extraído do DVD "Mega Coletânea Bíblica - 10.000 artigos". Não tem citação da fonte, mas se alguém conhecer, ficarei grato e mencionarei.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)