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sexta-feira, 17 de maio de 2024

Jacó, o enviado para se tornar canal de bênção

a) A ordem para o retorno

Isaque ordenou que Jacó voltasse para o local onde sua mãe havia sido escolhida, a dedo, pelo servo de Abraão. A intenção era: assim como sua mãe foi encontrada você provavelmente encontrará entre o remanescente uma do mesmo nível de Rebeca, por isso ordenou que procurasse diretamente ao seu tio Labão.

 

Isso era para que não tivesse contato com as filhas de Canaã. Novamente, Abraão deixava claro que havia sido tirado do meio de sua parentela para peregrinar até a terra preparada por Deus, porém a continuidade de sua semente ainda envolveria outros de sua terra de origem. Aconteceu com Rebeca e estava prestes a acontecer com Raquel e Léia.

 

b) O socorro para os ímpios:

Raquel e Léia eram estéreis (Gn 29.31) e precisavam de socorro, por isso Deus enviou Jacó para que fossem abençoadas.

 

c) Outra separação:

Os habitantes daquelas terras talvez se perguntavam: “não existem filhas entre os filhos de Canaã para que os filhos de Abraão tomem por esposas? Sempre terão que escolher entre nós? Já foi Rebeca e agora outra”? Mal sabiam que seriam outras quatro e não apenas uma como da última vez

 

Jacó teve que sofrer, primeiro com a separação de Esaú, depois com todo o trabalho que teve para conseguir sua esposa amada, Raquel e por fim com as incertezas durante o reencontro com seu irmão após longos anos de separação.

 

d) A festa do casamento e o principio das dores. O silêncio da noiva e a troca de bênçãos:

Jacó estava esperando uma esposa e recebeu a irmã. Não estava preparado para essa troca, foi enganado. Pode ser que naquela noite sua confiança foi toda depositada em seu sogro e no seu esforço, por isso tenha se decepcionado ao se deparar com a troca de bênçãos.

 

A história se repetia, tal como acontecera anos antes com Isaque, que foi enganado mesmo reconhecendo a voz de Jacó (Gn 27.22) e então Lia, temendo ser reconhecida pela voz, esteve em silêncio durante aquele momento para enganar seu marido. Se tivesse conversado, fatalmente se denunciaria. Quem não é visto não é notado, quem não é ouvido não é reconhecido.

 

Que decepção ver seus sonhos e planos caírem por terra! Sentiu na pele a dor do engano, pois o seu tio poderia lhe ter contado sobre o costume, mas Labão viu a possibilidade de tirar proveito daquele jovem trabalhador. O amor por Raquel encorajou-o para mais sete anos de trabalho.

 

Jacó deve ter se lembrado do rosto decepcionado de Esaú quando soube que não era mais detentor das bênçãos da primogenitura e, agora, estava diante da mesma situação e deveria enfrentá-la. Porém, existia um grande diferencial, e, esperto, percebeu que não deveria agir como seu irmão, já que não poderia ameaçar seu tio de morte e fugir.

 

e) O socorro de Deus e o retorno para o concerto

Sara, Rebeca e Raquel, tão importantes no plano de Deus, mesmo enfrentando essas dificuldades, tinham conhecimento da promessa de descendência para Abraão, Isaque e Jacó, portanto, aguardavam a intervenção divina. Essas mulheres viveram ao lado dos patriarcas, presenciando milagres e sinais que comprovavam que algo de extraordinário estava reservado para a família.

 

Porém, a bênção maior estava por acontecer em sua vida: a gravidez, tão desejada, seria especial, porque o seu filho mudaria a vida de toda a família. A vergonha e humilhação ficariam no esquecimento.

 

O nascimento de José, filho de Leia, fez parte do cumprimento dos planos de Deus, pois logo nasceu no coração de Jacó o desejo de voltar para as terras de sua família. Esse foi um sentimento especial que somente seu filho preferido, da mulher que sempre amou, poderia proporcionar-lhe (Gn 31.3).

 

Conclusão:

Não importam onde estejam, sempre os olhos de Deus estarão atentos aos necessitados. Ele enviou Jacó para que se tornar canal de benção para uma família, em especial, duas mulheres e através delas a espinha dorsal da nação de Israel teve origem.

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 10 de maio de 2024

José, um dos maiores compositores da história. Titulo de sua composição: "Eis me aqui, para o quer e vier - Gn 37.13"

EU APRENDI A GANHAR, PERDENDO

Perdi o direito de passar parte da minha juventude com meu pai e família. Perdi muitos momentos, muitos ensinamentos, não vi o plano de Deus se cumprindo aos poucos na família, não vi o crescimento dos meus irmãos, casamento, nascimento de seus filhos e não vi o crescimento dos filhos de Abraão. Mas foi bom amanhecer todos os dias e ver o sol nascer, mesmo vendo perdas a cada dia.

 

APRENDI A SUBIR, DESCENDO

Aprendi disciplina e a me portar como homem enquanto caminhava como escravo. Aprendi e absorvi a cultura egípcia servindo como empregado, observando o meu entorno. Aprendi a esperar e a confiar em Deus enquanto estive na prisão. Aprendi a seguir em frente sem olhar para o atrás ficou enquanto estive governando o Egito.

 

DOEU, DOEU, MAS EU CRESCI

Todas as manhãs senti a solidão e tristeza por não receber visitas, por não ser lembrado por ninguém.

 

E CRESCI, DIMINUINDO

O trono me foi confiado no momento em que dei os meus primeiros passos em direção aos meus irmãos para vê-los trabalhando (Gn 37.13), a mando de meu pai. A confirmação aconteceu quando estive caminhando no deserto como escravo, enquanto estive servindo no palácio como empregado e principalmente, nas escuras e frias prisões, enquanto era um a mais entre os vários prisioneiros do sistema egpício. Enfim fui preparado para o momento da bonança.

 

Vi meus irmãos na lona e eu no trono, com poder para me vingar (poderia ter repetido aquele costumeiro dito: “quem me fez mal, vai comer nas minhas mãos” – mas não tive coragem). Naquele momento, mostrei que havia crescido, bateu o desejo da vingança, mas me recolhi e fui orar e como homem de Deus  tive a certeza que dentro do meu peito batia forte um coração.

 

APARECI, DESAPARECENDO

Estive solitário na prisão egípcia, privado da liberdade e lembrado por ninguém (humanos). Meu pai e irmãos me julgavam morto (Ex 42.13 – parte final e 42.36-38) e quem poderia ter sido grato, me ignorou, mas quando não tinha mais esperança eu vi LUZ em meio as minhas trevas.

 

E assim

O PODER DE DEUS, 

NA MINHA FRAQUEZA, 

SE APERFEIÇOU .

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

E disse José: "eu vi meus irmãos trabalhando com as OVELHAS do PAI, não aprendi nada". E disse Benjamim; "eu vi meu irmão trabalhando, um modelo a seguir"



Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 8 de maio de 2024

A lógica de Deus


Mt 20.16

O último é o primeiro


Lc 22.26

O maior é o menor

 

I Co 1.27

O louco é sábio


Jl 3.10

O fraco é forte

 

Mt 5.4

O que chora é feliz

 

Hb 11.1

O invisível é visível

 

Mt 5.10

O perseguido é abençoado

 

I Sm 16.7

O rejeitado é amado

 

At 20.35

Dar é melhor que receber

 

Jo 20.29

Primeiro crer, depois ver

 

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 26 de abril de 2024

A mudança de vida nunca imaginada, mas aguardada com ardente expectativa (Gn 45.17; 46.29-30)

a) O encontro possível, mas não realizado

José poderia mudar a vida de seus familiares, porém não iria ao encontro deles em Canaã, mesmo tendo todo poder, autoridade e segurança ao seu redor (Gn 45.17). Provavelmente vontade lhe não faltou, mas seu plano consistia em direcionar seus familiares em direção a ele. Com a ajuda de seus amigo Faraó, enviou o convite para virem e ficou entre o Egito e Canaã à espera do primeiro passo de seus familiares.

 

Semelhantemente Isaque até poderia ter ido à cidade natal de seu pai para buscar a sua própria ESPOSA, mas não foi. Em seu lugar Abraão ENVIOU um servo AMIGO, para que trouxesse a ESCOLHIDA. Naquele dia, o futuro esposo não tinha como disfarçar suas preocupações, pois a novidade de vida se aproximava, a sua noiva. Como de costume, voltava de seu momento devocional e ficou esperando Rebeca pelo caminho. Prontamente a recebeu como esposa.

 

Jesus também poderia vir ao encontro de sua NOIVA na terra, tem todo o poder e autoridade para pisar novamente onde sua igreja vive, mas não voltará nas mesmas condições em que veio da primeira vez. Seu plano é simples e com a ajuda do AMIGO Espírito Santo, enviou o convite para todos se prepararem para o reencontro em um local bem distante daqui (NOS ARES – ENTRE OS CÉUS E A TERRA).

 

b) A ardente expectativa pelo reencontro

José aprontou o carro e desceu (foi) ao encontro de seus familiares que não via há muito tempo. Naquele momento tinha todo o poder e autoridade para mudar a vida de sua família. Bastava uma palavra!

 

Jesus já preparou toda a mudança de vida planejada para sua igreja. Tudo esta pronto. Logo, logo se reencontrará. Basta somente uma palavra e estaremos com Ele para toda a eternidade (vinde benditos de meu Pai)

 

c) O reencontro que não poderia acontecer em Canaã

A benção estava nas mãos de José, esperando somente a chegada dos que foram TIRADOS PARA FORA de Canaã para uma vida diferente e melhor. O pai foi à frente e contemplou a beleza do filho, que ao vê-lo se prostrou por terra.

 

Os que foram tirados para fora deste mundo estão prestes a contemplar a mudança total de vida, benção proposta pelo Pai e executada pelo Filho e tal como aconteceu com Jacó e sua família, também experimentaremos e usufruiremos da novidade de vida nunca antes imaginada, porém esperada com ardente expectativa


Conclusão

Jesus mudará a vida da igreja, mas não descera nesta terra, mesmo tendo todo o poder, gloria e autoridade. Quando isto acontecer, a nossa vida nunca mais será a mesma. O mesmo Deus que providenciou a mudança de vida na família de Jacó é o mesmo que virá para apresentar de vez a novidade de vida para a sua igreja. 

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 22 de abril de 2024

Graça, misericórida e justiça em ação.


Graça: 

é quando Deus NOS DÁ TUDO aquilo que não merecíamos (salvação)


Misericórdia: 

é quando Deus NÃO DÁ TUDO aquilo que merecíamos (castigo)


Justiça: 

Seria Deus cobrando TODA a nossa dívida (já foi paga)


Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 19 de abril de 2024

A sabedoria de Estevão e o primeiro "cruzado" em Saulo (nocaute seria questão de tempo)

Saulo estava ouvindo a pregação de Estevão, este foi o primeiro soco que deixou o “valentão” desnorteado e impressionado. Estevão pregou respeitando a história e toda tradição de Israel. Sua intenção era mostrar que “o povo do caminho” respeitava o passado e seus patriarcas.

 

O sermão de Estevão é iniciado com uma demonstração da inerrância da Palavra, pois começou citando a chamada de Abraão da mesma forma e com os mesmos termos, tal como aconteceu na antiga Mesopotâmia.

 

A mensagem deixou bem clara a importância dos patriarcas, Moisés e reis no contexto da salvação, ou seja, cada um teve a sua participação e contribuiu em suas respectivas épocas. Por fim expos a condição espiritual precária de Israel.

 

Estevão, enquanto pregava, não imaginava que estivesse ali um ouvinte especial (para Jesus), zeloso (da lei), mas não de boas obras (por enquanto). Um homem que se remoía a cada tópico do sermão. Em seu interior dizia: “tudo isto eu conheço, consigo falar sobre este assunto em qualquer hora e em qualquer lugar para qualquer pessoa, porém não da forma como este homem está falando”.

 

Saulo conhecia todo o assunto pregado por Estevão (At 22.3), mas ficou de boca aberta, pois aquilo não era somente resultado de sabedoria humana adquirida com os melhores mestres (o que possuía de sobra). Na mensagem pregada por Estevão, tinha Graça, Revelação e Poder.

 

Um “cruzado de direita” atingiu o queixo de Saulo que “foi à lona” e Jesus começou a contagem. O nocaute seria questão de tempo.

 

Saulo já havia pregado para muitos, que estavam acostumados com suas mesmices, com o peso da lei, mensagem sem vida, que não transformava, que não apresentava salvação, por isso, poucos davam crédito, mas com Estevão, foi diferente, multidão parava para ouvi-lo.

 

Estevão, no seu intimo, talvez imaginava como muitos de nós hoje: “de novo esta mensagem? Já falei muito sobre isto. O povo não aguenta mais ouvir”. Ele sabia que a Palavra tinha seu alvo, objetivo e independente de circunstâncias, locais, horários e ouvintes, nunca voltaria vazia, sempre prosperaria pela causa que havia sido enviada, ou seja, naquele dia, a Palavra (parecia repetida) trombou de frente com Saulo, o valentão e certamente, não voltou vazia.

 

Por um lado, as vestes de Estevão colocadas aos pés de Saulo (as vestes de Estevão foram confiadas à Saulo), tiveram um significado profundo, pois representaram a porta de entrada para conhecimento do verdadeiro e único Evangelho e também a representaram entrega do bastão.

 

Mas por outro lado, as vestes representaram tudo o que era material, humano e que deveria ficar na Terra, pois não era necessário para continuidade da obra. Saulo, ali com as vestes aos seus pés (esperto como era) pensou: “isto é um sinal. O homem acabou, o legado ficou e as vestes não servem mais. De que me adianta tudo o que aprendi de Gamaliel e não possuo a Graça que Estevão possuía”.

 

Naquele dia, Saulo decidiu ir atrás do Dono da Graça. Mas como encontraria Jesus? Simples, indo atrás de seus seguidores. Seu plano era: “persigo os seguidores, levo-os à prisão e provavelmente o Senhor deles virá em socorro”.

 

Saulo cavou sua própria cova. Estava prestes a morrer para este mundo, para então ter um ganho maior.

 

Dali para frente, Saulo tomou conhecimento do Evangelho da Salvação e foi iniciado o processo para sua conversão (que não seria do dia para noite). Tombou ali um mártir, um pregador, que alcançou multidões e iniciava a geração de outro grande pregador, missionário, mártir que seria responsável por apresentar Jesus aos gentios.

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

No mesmo dia: da prisão para o palácio


Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 17 de abril de 2024

EU SOU o caminho (desci), a verdade (subi) e a vida (voltarei)


EU desci para revelar o caminho
EU subi para que acreditassem 
EU voltarei para dar a vida eterna

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 5 de abril de 2024

Os extremos de Moisés – o caminho inverso da prosperidade

a) Aparente prosperidade (administrador fora da direção de Deus). Parecia uma mudança de vida. Um jovem de sorte para muitos!

  • Da arca de junco para os melhores dormitórios do palácio egipcio
  • Dos perigos do rio para a segurança entre os muros do palácio
  • Da casa simples aos melhores cômodos do palácio
  • Da alimentação simples para os maiores banquetes
  • Do futuro certo como escravo aos melhores colégios, faculdades (possibilidades, ganhos, conhecimento)


b) Primeiras perdas (fugitivo, decadente). Parecia o fim.

  • Perdeu o respeito dos hebreus
  • Perdeu o direito a convivência com a realeza
  • Perdeu possibilidades e privilégios por estar perto da sucessória
  • Privação da sua liberdade e direito de ir e vir em território egipcio


c) Efeito cascata (perda após perdas materiais), um simples homem. Um homem sem sorte para muitos!

  • Do linho fino ao pano de saco
  • Do luxuoso palácio às quentes tendas no deserto
  • Dos fartos banquetes ao mel silvestre
  • Da água potável à água improvável no deserto
  • De futuro administrador a pastor de ovelhas (dos outros)

 

d) Aparentes perdas que representavam ganhos espirituais (general dos hebreus). O início. Respeitem o homem!

  • Da fartura egípcia à dependência da provisão de Deus no deserto (maná, codornizes)
  • Da água potável do Egito à água improvável brotando de rochas no deserto
  • No Egito via somente obras feitas pelos homens, mas no deserto viu a própria mão de Deus trabalhando em favor dos hebreus
  • Perdeu o direto a um sepultamento de príncipe, em pirâmides e grandes sepulcros, mas recebeu de Deus os cuidados após sua morte
  • Não teve pompas humanas, mas recebeu honras do céu


e) A maior de suas perdas. Havia uma recompensa

  • Direito de entrar na terra prometida, mas Deus permitiu um dia que estivesse sobre o solo prometido no Monte daTransfiguração
  • Então recebeu o que mais havia desejado em vida (Dt 3.23-26), pisar na Terra Prometida

    

Deus nunca despede de mãos vazias

Na hora certa, Ele permitirá a realização de nossos sonhos!

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 1 de abril de 2024

Pensar no alto e pensar em si mesmo!



Jacó: 

  • Pensou no alto quando pediu a primogenitura
  • Queria ser referência para próximas gerações


Esaú:

  • Pensou na terra, no baixo e no material
  • Desejava ser o maioral na família.

 

Lentilhas cruas não seduzem ninguém, 

mas um guisado bem preparado , bem temperado

da própria caça fresca, produto da força e valentia 

é capaz de derrubar o mais forte lutador.

 

Esaús pensam somente em si mesmos:

  • "Vou caçar para fazer um guisado"
  • "Estou com fome"
  • De que me serve a primogenitura


Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 22 de março de 2024

As três bestas e a brecha. Rio Eufrates – A estrada para o fim: “fechem as brechas para que o inimigo não entre”


Introdução

O rio Eufrates era essencial para o sustento dos inimigos de Israel, Babilônia e Assíria e também para o império medo-persa, povo “meio amigo dos judeus”, todos conhecidos na época como impérios do Oriente e não sobreviveriam sem o rio.

 

Atualmente, o grande rio Eufrates está secando, devido a intensos períodos de seca e mudanças climáticas. Muito embora trata-se de um prenúncio da segunda vinda de Cristo, é bom lembrar que esta situação causará problemas na região e até crises humanitárias no mundo.

 

a) Eufrates – o rio seco (Ap 16.12),  a brecha para o inimigo:

A taça da ira de Deus será derramada sobre o GRANDE Rio Eufrates (quase 3000 km de extensão que vai da Turquia até o Golfo Pérsico). Seco, se tornaria um caminho para o inimigo atravessar e atacar.

 

O rio Eufrates representa todos os poderes civis, seculares e políticos que estão a disposição na atualidade, como símbolo de segurança e controle. O rio seco simbolizará o colapso, o tempo do fim e a retirada de apoio e a brecha para que inimigos avancem.

 

Qualquer exercito é capaz de percorrer grandes distancias e atravessar obstáculos naturais, principalmente rios secos. Esta brecha aberta naturalmente facilitaria em muito as invasões por parte dos inimigos vindos do mar, terra e do mundo espiritual.

 

1) Primeiro inimigo – primeira besta: subiu do mar (Ap 13.1-2):

Se manifestará logo no inicio da tribulação, como uma pessoa inteligente, carismática, um grande líder mundial (II Ts 2.3-9; I Jo 2.18; Ap 13.1-10). Fará uma aliança com muitos, várias nações, dentre eles os judeus (Dn 9.27). Anticristo, que fingirá ser o Messias esperado. 

  • Terá sete cabeças (nações, organizações, reinos, controle, inteligência, apoio, logística)
  • Terá também dez chifres, que representam poder, liderança e governo.
  • Terá dez diademas (coroa real, poder visível), pois o Anticristo se fingirá ser o Messias, o Único que possui muitas diademas (Ap 19.12);
  • E sobre as cabeças trará um nome de blasfêmias (Ap 13.1), pois não fará nada escondido, quando se revelar ao mundo não fará questão de esconder suas intenções de oposição a Deus.

 

a) Características da primeira besta (cfe Dn 7.4-7)

  • Semelhante ao leopardo: ligeireza, esperteza, rapidez em suas ações;
  • Pés de urso: astuto, forte, coragem e ferocidade, poderio e oposição;
  • Boca de leão: domínio, destruição, força arrebatadora;
  • Receberá poder, poderio e o trono do próprio Dragão.

 

2)  Segundo inimigo - segunda besta: subiu da terra (Ap 13.11-12). O Falso Profeta:

  • Terá dois chifres semelhantes a um cordeiro (imitação, semelhança para enganar);
  • Será semelhante a um cordeiro, mas falará como o Dragão (a sua fala o denunciará);
  • Terá o poder da primeira besta quando estiver diante dela;
  • Será o líder religioso e levará as nações à idolatria

Da boca da Trindade Satânica (Dragão, Anticristo e Falso profeta – Ap 13.5; 16.13.14) sairão três espíritos imundos, semelhantes as rãs para enganar a humanidade.

 

3) Terceiro inimigo - terceira besta: vinda do mundo espiritual. A brecha aberta (Ap 16)

Porém com todo esse poderio, o Maligno não terá poder de voz para se manifestar, assim como não tem hoje, portanto usará seus enviados, o Anticristo e o Falso Profetas, as bestas que emergiram do mar e da terra.

 

Hoje o Maligno não tem poder de voz, por isso usa o próprio homem para transmitir sua mensagem. Para tanto se aproveita de brechas, tal como ocorrerá no futuro apocalíptico quando o grande rio Eufrates se secará abrindo a brecha para os inimigos do norte atacarem.

 

a) A brecha aberta, será caracterizada, pela boca do:

  • Da primeira besta, o Anticristo;
  • Da segunda besta, o Falso Profeta;
  • Da terceira besta, o homem atual.

 

b) Brecha:

  • Permissão de Deus – rio seco

 

4) Aplicação:

a) Rio como segurança

Por muito tempo, os grandes impérios, em especial Babilônia, Assíria, Média-pérsia se aproveitaram da riqueza e segurança do rio Eufrates, no entanto com o passar dos anos este rio sofre com as constantes secas.

 

Este rio seco significa, acima de tudo, falta de segurança, pois os inimigos facilmente poderiam adentrar. São ataques vindo de todas as direções, terra, mar e principalmente mundo espiritual.

 

É justamente isto que o Maligno faz, por não tem poder de voz e materialização, precisa de agentes humanos, através de brechas que espiritualmente abrimos. Assim como no período apocalíptico, o Maligno hoje possui muitos instrumentos e se não agir pela boca de um, agirá pela boca de outro, ou seja, fatalmente sempre existirá alguém.

 

O preocupante, é que não percebemos o quanto este rio (proteção) seca em nossa volta e não percebemos, tal como aconteceu com Elias, guardada as devidas proporções, que não percebeu o quanto o ribeiro de Querite secava à sua frente (I Rs 17.6-7), enquanto era alimentado por Deus.

 

b) Rio como impedimento

Assim como o rio protegia os impérios do Oriente contra ataques vindo do leste (leia-se a potência Egito e um improvável ataque dos hebreus), também poderia servir como impedimento para que estes mesmos impérios saíssem em campanha contra seus inimigos. Mesmo que pudessem existir estratégias de contorno, passagem e grandes deslocamento, era muito dificultoso a passagem de grande contingente. Com o rio seco, a porta para atacarem os hebreus estaria escancarada, porém falta muito ainda para isto acontecer. Existe hoje um impedimento natural, existe um DETENTOR, que impede este avanço. Tal como existe o DETENTOR que impede a ação imediata do Anticristo na Terra. Um dia este DETENTOR não estará mais atuando na Terra, ou simbolicamente, um dia este rio estará completamente seco e se tornará uma autoestrada que levará a caminho da terra dos hebreus.

 

5) Conclusão

Aqueles que sempre usufruíram do Rio Eufrates jamais imaginaram que um dia poderia terminar toda aquela sensação de proteção e prosperidade, no entanto, este rio está secando e uma grande brecha está sendo aberta para que o inimigo, que já está ao derredor bramando como um leão, possa atacar de todos os lados, mar, terra e mundo espiritual.

 

É justamente neste momento que devemos seguir orientações de Deus, fechando todas as brechas, para assim continuarmos sob sua proteção e bênçãos.

 

O rio está secando! Está acabando o tempo do rio na Terra. A proteção (Espírito Santo), um dia, irá embora e deixará a porta para o inimigo (Anticristo)

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 4 de março de 2024

E serão uma só carne

 "Toca em tudo que Jó possui, exceto na vida". 

O inimigo tocou em tudo, bens, servos e filhos e filhas, 

mas não tocou na esposa.

Porque? 

Porque eles

eram uma só carne.

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

A mulher sábia edifica a casa - mas tem que ter conhecimento



A mulher sabia edifica, é a construtora, pedreira, enquanto o marido é o servente que fornece os matérias, tijolo, areia , pedra etc.

 

No entanto a mulher para ser uma boa construtora deve possuir conhecimentos sobre alguns assuntos básicos, comuns em qualquer construção:


Encontrar o NÍVEL certo 
(visionária, equilibrada)

Tirar o ESQUADRO perfeito 
(justa e com retidão em suas decisões)

Conferir o PRUMO
(centrada, nem para a esquerda, nem para a direita)

 

Não basta somente ser a dita “pedreira”, tem que conhecer os fundamentos básicos de uma boa construção.

 

Deve conhecer o solo onde está pisando e construindo: arenoso, rochoso ou lamaçal, pois nestes tipos de de solo é possível construir, porém somente as casas bem edificadas e sobre as rochas é que se mantem firmes diante das dificuldades.


Não basta somente o título de EDIFICADORA, tem que conhecer e praticar, tem que ser visionária, equilibrada, justa, reta e centrada, pois sem estas características nenhuma construção resistirá. Caso contrário todas as casas estariam bem edificadas. 

Portanto não basta

somente o TÍTULO, 

é necessário a PRÁTICA. 


Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Êxodo 14 – O caminho de Deus e as três portas abertas para Israel em pleno deserto – conclusão


Após a terceira porta fechada, os hebreus continuaram a caminhada por um longo desvio. Os moabitas e amonitas, próximos que logo se colocariam como obstáculos, foram facilmente vencidos, pois não ofereceram resistência alguma, diante do poderio celestial que acompanhava Israel.

 

Na verdade, o caminho até a Terra Prometida não seria facilitado pela curta distância oferecida pela primeira porta, nem pela perigosa segunda ou muito menos pela traiçoeira terceira porta.

 

A porta que abriria a entrada da Terra Prometida esteve bem à frente dos hebreus ainda fechada, quando foi avistada ao longe, porém com a aproximação, foi se abrindo sobrenaturalmente diante dos olhos arregalados dos que usufruiriam de todos os benefícios.

 

Filisteus, foram evitados. Amalequitas foram confrontados e aniquilados ao longo da história pelo próprio Deus e os edomitas foram aos poucos virando somente pó, se tornando pequenos a cada dia. Quanto aos moabitas e amonitas, estes não foram páreos para o poderio Divino.

 

Para os três primeiros inimigos, se cumpriu um ditado popular: “aqui se faz, aqui se paga”. Filisteus, sempre em conflito com Israel, às vezes vencendo, às vezes perdendo. Amalequitas, nada puderam fazer diante do decreto de aniquilação vindo do céu. Edomitas, foi “um deles”, que ajudaram saquear Jerusalém e riram da situação, isto custou caro para os “apequenados”, que despencaram das estrelas que suspostamente imaginavam que estavam.

 

E Israel? 

Israel entrou em sua terra

para viver do leite e mel.

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Êxodo 14 – O caminho de Deus e as três portas abertas para Israel em pleno deserto – parte 3


Introdução:

Pelo caminho longo, os egípcios seriam eliminados, os filisteus, seus futuros inimigos, seriam evitados e quando chegassem em Canaã já teriam a experiência e estrutura para reprovarem a conduta pecaminosa dos cananeus, sem contar que já teriam forças suficientes para lutarem pelas suas próprias terras. A intenção de Deus era que amassem a obra e passassem este sentimento às futuras gerações.

 

Seguiram o caminho mais longo, já que para ficar marcado na história das duas nações, deveria ser algo extraordinário vindo de Deus, algo nunca visto entre os humanos, sobrenatural, socorro vindo do céu.

 

b) Um inimigo complicado – parentes próximos:

Nação vizinha e aparentada, descendentes de Esaú (Gn 36.9; Nm 20.14; Dt 23.7), que foi incluída no rol de históricos inimigos, ao longo de sua história. Eram guerreiros robustos, impetuosos e orgulhosos.

 

Deveriam ter aberto caminho e auxiliado os hebreus a entrarem em suas terras e viveriam em paz como vizinhos, com saúde, prosperidade e segurança para os dois povos (Nm 20.14-21; Dt 23.7; Sl 137.7). Em vez de ajudarem, fizeram de tudo para alongar o caminho dos hebreus, mas não impediram a entrada. E quando Jerusalém foi sitiada (Ob 1.2-18), saqueada e queimada pelos babilônios, os edomitas não ajudaram e festejaram a queda. Deram as costas para os hebreus nas duas ocasiões em que precisaram de ajuda.

 

Os hebreus precisaram de ajuda, de palavra amiga, conforto, auxílio, pão e água, mas bateram na porta errada. Procuraram as pessoas erradas para pedirem ajuda e para contarem seus projetos e problemas.

 

c) A origem dos problemas:

“Como tu fizeste, assim se fará contigo; a tua maldade cairá sobre a tua cabeça”. Uma profecia com cabal cumprimento. Porque Esaú não ficou de boca fechada quando soube que não era mais o filho primogênito (Gn 27.32, p. final). Em vez disto, abriu o bocão para reclamar e maldizer: “chegar-se-ão os dias de luto de meu pai, então matarei a Jacó, meu irmão” (Gn 27.41).

 

Jacó pensou no alto quando pediu a primogenitura, ao contrário de Esaú que pensou na terra, no baixo e no material. Enquanto Jacó pensava em ser referência para próximas gerações, Esaú somente queria ser o maioral na família.

 

Lentilhas cruas não seduziria Esaú, mas um guisado bem preparado de uma caça fresca fatalmente deixou nascer no seu coração o desejo pelo reconhecimento do pai.

 

Uma coisa tão simples foi capaz de separar duas nações. Um simples guisadinho, uma palavrinha, uma expressão mal interpretada, um olhar mais estranho. Coisas tão simples são capazes de separar pessoas.

 

“Se pisarem no nosso quintal, sairemos a espada contra ti”. Edom estava louquinho para guerrear com Israel, eles lançaram a isca, mas Moisés não mordeu.

 

d) Os erros do inimigo (falta de solidariedade):

O primeiro erro dos edomitas foi quando não deixaram os hebreus passarem pelas suas terras (Nm 20.14-21; Dt 23.7; Sl 137.7) para chegarem a Terra Prometida, mesmo com o parentesco que havia entre os povos. Foram hostis logo no primeiro no encontro. Os anos de separação não curaram as feridas do passado produzidas por Jacó e Esaú. O não dos edomitas levou os hebreus a um longo desvio no deserto. Contudo Israel não poderia considerar os edomitas abominação (Dt 23.7,8);

 

O segundo erro dos edomitas foi quando não ajudaram o Reino de Judá diante da invasão babilônica. Ficaram torcendo pela derrota e ajudaram o invasor (Ob 1.2-18). Os edomitas colaboraram indiretamente para o sucesso babilônico, durante a invasão, inclusive saquearam o devastado e quase desaparecido reino do Sul, mas porque agiram desta forma? Porque não ajudaram seus parentes?

 

A resposta para esta pergunta remonta os áureos tempos dos patriarcas. Foi muito difícil para esquecerem os feitos de Jacó e o clamor de Esaú, “não reservaste, pois, para mim uma benção” (Gn 27.36, parte final), pois a melhor parte da benção havia ficado com Israel (Gn 27.28-29) e não com Esaú. Teria sido a vingança dos edomitas?

 

Pensavam somente em si mesmos, assim como o pai Esaú: “Vou caçar para fazer o guisado (Gn 27.3). Estou com fome (Gn 25.32). De que me serve a primogenitura (Gn 25.32)”. Tal pai, tal filhos. O pai desprezou a primogenitura e sua bênçãos e então os filhos desprezaram Israel e perderam a oportunidade de viverem em paz, com segurança, saúde, prosperidade ao lado dos parentes.

 

e) A inspiração vinda de Deus para resolução do problema:

Moisés chegou contando as bênçãos recebidas no Egito e no deserto para os invejosos. Tem horas que é melhor ficar calado. Quando ele percebeu o erro já era tarde demais, pois já havia atiçado os ciúmes dos irmãos vermelhos. Porque alguém não gritou que Jacó já havia pago o preço pelos seus erros. Porque não falaram aos edomitas que Israel também já havia pago (cfe Ex 12.40) também o preço?

 

Coitado dos edomitas, pois compraram uma briga feia com Deus, mexeram com o povo errado. Agora era lei do bateu, levou. Quebrou, pagou. Procurou, achou. Edom, não adianta se prostrar de machão, pois Deus já te fez pequeno.

 

f) O fim de Edom:

Choraram, mas não conseguiram o perdão, tal como o pai Esaú (Gn 27.36b, 38; Hb 12.16). Junto com esta porta fechada pelo inimigo, Deus se antecipou e eliminou também o problema que teriam com os moabitas e amonitas, logo à frente.

 

g) Conclusão:

Outra porta que parecia aberta por Deus, mas que na verdade era uma armadilha do inimigo, que ele mesmo tratou de fechar. O caminho longo, menos desejado, era o que reservava a bênçãos. Até chegarem em Canaã foram muitas intervenções de Deus que ficaram marcadas na historia das nações e povos que se envolviam com os hebreus.

 

Um inimigo chato, complicado, orgulhoso, próximo, parente que fez de tudo para atrapalhar. Deram as costas, zombaram e riram de Israel em duas ocasiões, na primeira quando não permitiram que passassem pelo seu território e quando viram Jerusalém tombada pelos babilônios. Ai dos edomitas, Deus entrou na guerra. O problema era antigo e mal resolvido, o que lentilhas cruas não foi capaz de fazer o guisado fresco da própria caça conseguiu fazer, seduzir Esaú. Tal pai, tal filho, clamaram, choraram, mas não obtiveram perdão, tal como Esaú não recuperou nenhuma porção da benção que ele mesmo havia desprezado. O pai desprezou a benção da primogenitura e os filhos da mesma forma desprezaram a oportunidade de ajudar Israel. Se tivessem socorrido, certamente seriam prósperos, numerosos e teriam vivido em paz como bons vizinhos.

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)