quarta-feira, 16 de junho de 2021

Grandes verdades em poucas palavras



“O Filho deixou o Pai para ajudar-nos a deixar o mundo; Ele desceu a nós para capacitar-nos a subir para Ele”. Antônio de Pádua

“Cristo tornou-se o que somos para fazer de nós o que Ele é”. Atanásio

“O Filho de Deus tornou-se o Filho do Homem a fim de que os filhos dos homens pudessem tornar-se filhos de Deus”.

“Quando Jesus veio à terra, não foi sua divindade que Ele colocou de lado, mas sua glória”. J. Blanchard

“Deus tornou-se homem para transformar criaturas em filhos; não simplesmente para produzir homens melhores da antiga espécie, mas para produzir uma nova espécie de homens”. C. S. Lewis

“O mistério da humanidade de Cristo, o fato de ele ter descido ao ponto de revestir-se de carne humana, está além de toda compreensão humana”. Martinho Lutero

“O Filho divino tornou-se um judeu; O Todo-Poderoso apareceu na terra como um bebê indefeso, incapaz de fazer nada mais do que ficar deitado, olhar, mexer o corpo e produzir sons, necessitando ser alimentado, trocado e ensinado a falar como qualquer outra criança... Quanto mais você pensa nisso, mais admirável isso se torna.J. I. Packer

“Antes que Cristo pudesse casar-se conosco, precisou nascer em nossa natureza, pois o marido e a esposa precisam ter a mesma natureza”. Richard Sibbes

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

terça-feira, 15 de junho de 2021

Primogênitos: Deixa o meu ir, senão levo o seu - capítulo 1

O TRIO DE FERRO:

JACÓ, JOSÉ E MOISÉS 

A história de Israel remonta os áureos tempos da chamada de Abraão, ainda no Crescente Fértil[1], no meio de sua parentela. De antemão, o patriarca foi inteirado, através de uma mensagem vinda diretamente de Deus, sobre o período de quatrocentos e trinta anos de escravidão total, que seus descendentes enfrentariam em um futuro (Gn 15.13-16). Todo o processo entre a visão de Abraão e a posse da Terra Prometida não poderia ser evitado.

  

a) Missão de Jacó: apresentar o Egito

A primeira parte da promessa se cumpriu no momento em que Jacó aceitou o convite para morar no Egito, recebendo a melhor parte do território (Gn 47.6).

Toda a família fugiu da seca, fome e desolação. Canaã dependia muito das águas das chuvas e sofria com a falta. O Rio Nilo não deixava o Egito sentir os efeitos deste problema.

Motivos para a mudança rápida tiveram, pois o convite amigável do filho feito ao pai, as carroças para o transporte, a promissora carreira política de José e a permissão para levarem seus gados e pertences soaram naqueles corações como uma grande bênção vinda da parte de Deus para coroar toda a trajetória iniciada por Abraão. E de fato foi.

No inicio, os simples pastores viveram em um paraíso, tudo foi festa, mordomia, respeito, liberdade e privilégios. Talvez esta situação possa ser explicada pelo fato do Egito, na época, estar sob domínio dos hicsos[2], povo que soube demonstrar sua gratidão pelo trabalho e socorro de José, mas com o passar dos tempos, o ambiente se tornou desfavorável. Este povo tão grato perdeu espaço e os egípcios retomaram o poder. Tanta indiferença e ingratidão somente poderia vir de quem realmente abominava os hebreus desde o início.

Todos os que se mudaram com Jacó usufruíram das riquezas do Egito, pois conheceram a fartura naquelas terras, antes do período de fome e opressão conforme revelação entregue pelo então ainda prisioneiro José.

Jacó, ao levar sua família, apresentou o Egito aos hebreus. A intenção era atender ao pedido de seu filho José e também fugir do período de fome que ainda assolaria boa parte da Terra. Deus tinha um plano para unir aquela família, portanto não teria como o pai dizer não ao filho.

Cerca de setenta pessoas desceram ao Egito, com Jacó e se multiplicaram, a ponto daquela terra se encher deles (Ex 1.7). No momento da libertação com Moisés, este número subiria para mais de seiscentos mil varões sem contar mulheres e meninos.

Na época de José, os hebreus não se misturaram aos egípcios, pelo menos uma grande parte e por algum tempo. A astúcia do governador hebreu surtiu o resultado esperado, pois os havia orientado a dizerem que eram pastores, o que era abominação para os egípcios. Conscientemente implantou um abismo para impedir o contato e a mistura dos hebreus com a cultura egípcia. Isolados em Gósen puderam manter a identidade e seus costumes (Gn 46.31-34).

continua...



[1] Região conhecida como Mesopotâmia (entre rios), atual parte do território do Iraque.

[2] Hicsos, povo semita que invadiu o Egito, pelo Istmo de Suez, por volta de 1730 a.C., dominando por quase dois séculos. Eles possuíam cavalos e carros de combate, desconhecidos no Egito.  

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Geografia Bíblica - aula 3

III – GEOGRAFIA DE ISRAEL

1) LOCALIZAÇÃO E NOMES

Israel, um dos menores países do mundo, limitava-se com a Síria, Fenícia, Arábia e com o mar Mediterrâneo. Atualmente se limita com o Líbano ao norte, com a Síria e Jordânia a leste, com o Egito ao Sul e com o mar Mediterrâneo a oeste.

Israel sempre recebeu nomes que a diferenciava e destacava sua importância no plano de Deus em relação a humanidade:

  • Canaã: relativo a Canaã, filho de Cam (Gn 12.5; 13.2; At 13.19);
  • Terra dos amorreus: um dos mais antigos nomes recebidos;
  • Terra dos hebreus: relativo a Éber, descendente de Noé (Gn 40.15);
  • Terra de Israel: após a conquista sob o comando de Josué essa região recebeu essa denominação (Ez 11.16-20; Mt 2.20-21);
  • Terra de Judá: em referencia às duas tribos que se recusaram seguir Jeroboão, após a morte do rei Salomão;
  • Terra Prometida: designava a promessa de Deus feita a Abraão;
  • Terra Santa: por ter servido de berço a Jesus (Zc 2.10-12; At 7.33);
  • Palestina: referente a faixa de terra habitada pelos antigos filisteus. 

Esses nomes e designações nunca agradam os vizinhos, principalmente após a criação do estado de Estado de Israel em 1948.

 

2) PLANÍCES

  • Acre: estende-se do extremo Noroeste até o Monte Carmelo;
  • Sarom: entre o sul do monte Carmelo a Jope (Is 35.2);
  • Filistia: nessa região encontramos Gaza, Ascalom, Asdode, Gate e Ecrom, as principais cidades filisteias;
  • Sefelá: situada entre a Filístia e as montanhas da Judéia;
  • Armagedom: também conhecido por Jezreel, entre a Galiléia e Samaria. Local de futuro embate escatológico (Ap 16.16).

 

3) VALES

  • Vale do Jordão: vai do monte Hermon (norte) até ao mar Morto (sul);
  • Vale de Jezreel: vai do ribeiro de Jalud até ao vale do Jordão;
  • Vale de Açor: está localizado entre as terras de Judá e Benja­mim;
  • Vale de Aijalom: onde Josué deteve o Sol e venceu os amorreus;
  • Vale de Hebrom: serviu também de sepulcro à famí­lia patriarcal;
  • Vale de Sidim: local onde se encontravam Sodoma e Gomorra;
  • Vale de Siquém: local onde Jesus pregou para a mulher samaritana e onde se encontram os montes Gerizim e Ebal e o poco de Jacó;
  • Vale de Moabe: região dos incestuosos filhos de Ló.

 

4) PLANALTOS

  • Planalto de Naftali: localiza-se no Norte da Galiléia;
  • Planalto de Efraim: compreende a área de Samaria;
  • Planalto de Judá: é ladeado por Betel e Hebrom;
  • Planalto de Basam: fica entre o monte Hermom e o Rio Yarmuque;
  • Planalto de Gileade: é cor­tado pelo Rio Jaboque, região fértil;
  • Planalto de Moabe: localizada ao leste do rio Jordão e Mar Morto.

 

5) MONTES

  • Monte Sião: a leste de Jerusalém, local da sepultura do rei Davi;
  • Monte Moriá: local da prova de Abraão, quando subiu com Isaque (Gn 22) e onde foi construído o Templo por Salomão;
  • Monte Ebal e Gerizim: local onde foram pronunciadas as maldições e as bênçãos sobre os filhos de Israel (Dt 27). Os samaritanos construíram um templo sobre o Gerizim para ofuscar o Templo reconstruído em Jerusalém;
  • Monte Carmelo: e local onde Elias desafiou os profetas de Baal;
  • Monte Tabor: local onde Débora, Baraque e Gideao travaram;
  • Monte Gilboa: local onde morreram Saul e seu filho Jônatas;
  • Monte Hatim: acredita-se que seja o lugar do Sermão da Montanha;
  • Monte Gileade: local onde Jacó lutou com o Anjo do Senhor;
  • Monte de Basam: era habitado pelos refains (homens altos);
  • Monte Fisga: onde Moisés contemplou a Terra Prometida (Dt 34.1,6);
  • Monte Peor: local onde Balaão tentou amaldiçoar os filhos de Israel;
  • Monte Sinai ou Horebe: local onde apareceu a Moisés e o comissionou a libertar Israel do Egito. Refugio de Elias, quando fugiu de Jezabel.

 

6) DESERTOS

  • Deserto do Sinai: Israel peregrinou por esse deserto após saírem do Egito. Também chamado de Sur, Cades, Zim e Berseba;
  • Deserto da Judéia: Davi fugiu para essa região para fugir do rei Saul. O rei Josafá obteve vitorias sobre os moabitas e amonitas;
  • Deserto de Jericó: fica no território benjamita e serviu de cenário para a parábola do Bom Samaritano.

 

7) MARES

  • Mar Mediterrâneo: também conhecido como Mar Grande, Mar Ocidental, Mar dos Filisteus, Mar de Jata ou simplesmente Mar como é descrito biblicamente. Caminho utilizado por Paulo para universalizar o Evangelho;
  • Mar Morto: também chamado de mar Salgado (Js 3.16);
  • Mar da Galiléia: um lago de agua doce formado pelo rio Jordão. Também é conhecido por mar de Quinerete, mar de Tiberíades e Lago de Genezaré;
  • Mar Vermelho: mesmo não se encontrando na Terra Santa, esse mar está estreitamente ligado à história dos israelitas.

 

8) RIOS

  • Rio Jordão: começa no monte Hermom e desce à mais profunda depressão do planeta, o mar Morto;
  • Rio Querite: para alguns estudiosos trata-se apenas de um filete de água onde Elias se refugiou (1 Rs 17.3-5);
  • Rio Cedrom: separa o Monte das Oliveira do Monte Moriá, acompanha os muros de Jerusalém e desagua no mar Morto;
  • Rio Jaboque: Jacó lutou com o anjo nas imediações desse rio.

 

9) CLIMA

  • Nas montanhas: clima fresco e bastante ventilado, oscilando entre 14 e 29 graus no deserto e 6 graus com neves no inverno;
  • No litoral: no inverno a temperatura baixa de 14 graus em Gaza e Jafa. No verão chega atingir 34 graus;
  • No deserto: entre 43, 47 e 50 graus no verão;
  • Inverno: começa em outubro e estende-se até março;
  • Verão: vai de abril a setembro;
  • Chuvas: são abundantes, começam em outubro.

 

10) ESTRADAS

  • Via Máris: atravessa todo o território de Israel, indo de Damasco a Tolemaida, passando por Cafarnaum e Genezaré. Al­guns trechos eram cobrados impostos pelos romanos, pois eram pavimentadas;
  • Estrada da Costa: também conhecida como Caminho dos Filisteus, li­gava o Egito a Israel, com mais de 120 quilômetros de extensão;
  • Estrada do leste: ligava Jerusa­lém e Betânia, caminho obrigatório dos judeus da Galileia que se dirigiam ao Templo;
  • Estrada do Centro: ligava Jerusalém ao Sul do país. Em Hebrom propiciava duas opções, uma para Gaza e outra para Berserba.

 

11) CIDADES

  • Jericó (lugar de perfumes ou fragrâncias): pertencia a tribo de Benjamim, distante 28 quilômetros de Jerusa­lém. Foi a primeira conquista de Israel ao entrar na Terra Prometida;
  • Belém (casa de pão): há 10 quilômetros a leste de Jerusalém, uma fortaleza natural, a cidade de Davi. Dois grandes personagens nasceram nessa cidade: Davi e Jesus, apesar disso era considerada uma aldeia insignificante;
  • Hebrom (confederação): há 32 quilômetros ao sul de Jerusalém. Abraão morou em suas redondezas. Davi foi ungido rei sobre Israel primeiramente em Hebrom;
  • Jope (bela): cidade atacada várias vezes pelos filisteus. Fazia parte da tribo de Dã;
  • Nazaré (florescer): distante cerca de 170 quilometros de Jerusalém. Fica recoberta por flores no tempo das chuvas;
  • Cafarnaum (aldeia de Naum): escolhida por Jesus para ser o centro de seu ministério. A cidade nunca mais foi reconstruída (Lc 10.15);
  • Samaria (pessoa caridosa): construída por Onri, pai de Acabe, estava a 60 quilômetros de Jerusalém. Foi a capital do Reino de Israel. A Assiria enviou povos estranhos para se misturarem aos habitantes, criando uma rivalidade com os judeus devido a esta mistura;
  • Decápolis (dez cidades): construídas pelos gregos para helenização da região;
  • Jerusalém (habitação de paz): chamada de Salém (Gn 14.18), Jebus (Jz 19.10), Sião (SI 87.2), Ariel (Is 29.1), Lareira de Deus (Is 1.26), Cidade de Justiça (Is 1.26), Santa Cidade (Is 28.2; Mt 4.5), Cidade do Grande Rei (Mt 5.35) e Cidade de Davi (2 Sm 5.7). Venerada pelo judaís­mo, cristianismo e islamismo. Em 1967, após a guerra dos Seis Dias, a cidade volta ao controle dos judeus.

Fonte: Apostila Curso Básico de Teologia do SETEM – Seminário Teológico Manancial. Elaboração: Pb. Ailton da Silva

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

domingo, 13 de junho de 2021

Os patriarcas. Coincidências ou repetições da história? – Capítulo 4


Isaque: Filho unigênito ou o segundo?

O sacrifício imperfeito não consumado 

Abraão ainda estava emocionalmente abalado, pois havia despedido seu primeiro filho, Ismael, juntamente com sua mãe, mas agora passaria por uma experiência dolorosa, nunca vista antes. Deveria ser forte e fiel, mesmo que isto lhe custasse a vida[1] de seu único filho.

Aliado a tudo isto ainda havia a problemática de sua idade, como poderia imaginar tendo outros filhos, para dar continuidade à sua semente, caso Isaque não estivesse mais entre eles?

Os dois, pai e filho, foram protagonistas de uma das mais belas demonstrações de obediência a Deus registrada na Bíblia e este acontecimento marcaria para sempre suas vidas, pois foi o momento de maior tristeza vivido pelos dois, até então.

A separação de sua parentela no passado não foi tão cruel para Abraão (Gn 12.5) ou a partida do seu neto Jacó, no futuro, haveria de ser tão dolorosa para seu Isaque (Gn 28.1-2), quanto aquele momento. Ali estava em jogo a vida de um filho e a fé[2] de um pai.

Deus pediu que entregasse o seu filho em sacrifício, não o primogênito ou o segundo, mas sim o unigênito, mas ao mesmo tempo revelou ao patriarca a chave da vitória, a dica para que ficasse tranquilo e confiante.

Ao mencionar Isaque como “unigênito”, Deus estava querendo dizer: “Calma, este filho é o seu unigênito, você não tem e não terá outro e tampouco terá outro para cumprimento das promessas”. Esta declaração, em toda a história da humanidade, acalma e acalmou o mais aflito de todos os corações.

Deus entrou na mente, no coração e sondou o interior de Abraão e o patriarca, confiante, iniciou sua caminhada. Obedeceu mesmo com o coração condoído e durante a caminhada veio a lembrança das promessas feitas no passado. Como se cumpririam caso o menino fosse sacrificado? Teria outro filho ou Ismael voltaria e requisitaria para si todos os direitos de primogênito e único filho vivo?

Ismael foi o primeiro filho e Isaque o segundo, mas como Deus requereu o filho unigênito para aquele sacrifício? Os direitos e honras do primogênito foram anulados pelo aparecimento do unigênito[3]? Ou Deus havia se esquecido deste detalhe?

Abraão não conseguia entender[4] a vontade de Deus para a sua vida e a única solução foi trancar-se na solidão da sua alma e seguir adiante.

Foi difícil Isaque não atentar para o peso da angústia que seu pai estava carregando e a princípio também não entendia tamanha tristeza, pois estavam prestes a sacrificarem a Deus, isto deveria ser motivo de alegria e não de tristeza, mas como era submisso continuou calado.

O silêncio foi quebrado, quando o filho perguntou ao pai sobre o animal para o sacrifício, já que não estavam levando nenhum. O cordeiro será provido no momento certo, esta foi a resposta de Abraão, confiante na providência Divina.

O coração de Abraão estava angustiado. Como revelaria o filho que ele seria o cordeiro daquele sacrifício? Pior seria tirar-lhe a vida. Como reagiria ao vê-lo inerte sobre o altar? No silêncio foi possível ouvir os pássaros, os ruídos do campo e o barulho das lágrimas internas do pai que não foram fortes para escorrerem pelos seus olhos.

Mas que espécie de sacrifício racional seria aquele? Tristeza em vez de alegria? Perdas em vez de ganhos? Derrotas e não vitórias? Era isto que receberia por ter posto a mão no arado? Era isto que Deus havia reservado a ele por ter se anulado?

Desde a sua chamada, a sua única preocupação foi com a formação e preservação da nação prometida. Sua vida, jornada e fé foram essencialmente baseadas e firmadas nas promessas, não tinha mais vontade própria ou objetivos pessoais.

E o que recebia por toda a sua dedicação? Rótulo de assassino, louco, fanático, extremista entre outros. Sara o apoiaria? E os parentes o taxariam ainda mais, ou dariam graças, aos seus inúmeros deuses, por Abraão estar tão longe. Ló certamente diria que havia recebido um livramento a tempo, após a separação dos dois.

Quantos pensamentos, em fração de segundos? Quantas perdas materiais e espirituais? Seria melhor a rebelião e a fuga para bem longe. Mas para onde? Sabia que isto seria impossível, então o jeito foi se entregar cem por cento ao chamado sacrifício racional.

Foram várias as questões sem respostas durante a caminhada, porém as únicas duas perguntas que não foram feitas eram exatamente as que tinham as respostas prontas. Abraão poderia ter perguntado a Deus: “É possível um pai ou uma mãe esquecer um filho”? A resposta seria imediata, direta e afirmativa: “O pai e a mãe podem esquecer, mas Eu jamais esquecerei ou abandonarei”.

A segunda pergunta poderia ter sido feita por Isaque ao seu pai, pois ao vê-lo triste diria: “Qual o motivo de tamanha tristeza? É devido a demora pelo cumprimento de todas as promessas de Deus”? A resposta de Abraão poderia ser: “Não é pelo cumprimento que eu clamo filho, é pelo livramento que está demorando”.

continua...


[1] O altar estava esquecido. Muitos banquetes e poucos sacrifícios após o nascimento de Isaque (Gn 21.8).

[2] A fé do pai ajudaria a salvar a vida do filho.

[3] Vide teoria da inversão no capítulo 3.

[4] Abraão deveria deixar no altar o filho que não queria deixar, que então não ficaria mais sob seus cuidados.

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

sábado, 12 de junho de 2021

Anticristo. A solução material com implicações espirituais! Capítulo 5


ANTICRISTO: IMPEDIMENTO E MANIFESTAÇÃO 

A humanidade ainda não está vivendo o período obscuro de sua história, pois o Anticristo ainda não se revelou. Os tessalonicenses, na época, imaginaram que estivessem já diante da triste realidade, por isto Paulo escreveu para tranquilizá-los.

Não havia motivos para os tessalonicenses se alarmarem, pois o Espírito Santo de Deus, o Detentor que impede a manifestação do Anticristo, ainda estavam agindo na Igreja.

 

A) O IMPEDIMENTO PARA MANIFESTAÇÃO DO ANTICRISTO (TEOLOGIA DO DETENTOR).

A grande questão sempre foi a concordância em relação a identificação da pessoa do Detentor, que sem sombra de dúvida, trata-se do Espírito Santo de Deus.

Ao longo dos anos, alguns estudiosos tentaram associar esta figura, propriamente do bem, ao império Romano, entendendo que a partir do momento em que este mecanismo opressor sucumbisse, certamente o caminho ficaria livre para o Anticristo operar, se assim fosse, Paulo não teria dificuldade para revelar a identidade do Detentor em suas cartas.

Uma segunda parcela de estudiosos identifica o Detentor como sendo o conjunto de leis humanas, no entanto as instituições legisladoras não preenchem os requisitos, mesmo porque durante o período da Grande Tribulação muitas leis ainda estarão em vigor e muitas outras serão criadas a fim de sustentar o governo do Anticristo, que em tese será humano, então não tem fundamento o Detentor ser aquilo que dará sustentação à administração do governante mundial.

A terceira linha de pensamento identifica o próprio Maligno com o Detentor. Os que defendem esta ideia alegam que a bondade não é, de fato, a principal das características do Detentor, mas se o Maligno tem um plano para colocar em prática na humanidade o ideal seria pensarmos em um desejo pela antecipação ou pelo menos uma ansiedade demoníaca para colocá-lo em prática, ou o que poderia estar esperando para dar inicio? Como poderia impedir a sua própria manifestação? Portanto o Detentor, sem sombra de dúvida, não tem perfil maligno.

A Igreja é também incluída neste rol de pensamentos, pois alguns defendem a ideia de que esteja exercendo o papel de Detentor do Maligno, até o dia do arrebatamento, mas isto é improvável, uma vez que, enquanto organismo imperfeito e autorizado por Deus, age por meio dEle, desempenhando o seu papel primordial que é a pregação do Evangelho.

Para comprovar que a Igreja não age como Detentor da manifestação do mal é importante entendermos sua limitação para desempenhar esta função, pois durante o exercício da Grande Comissão[1], sua preocupação é buscar a santificação e não trabalhar para impedir a atuação das forças do mal na Terra.

A mais coerente linha de pensamento afirma que o Espírito Santo é o responsável pelo impedimento da manifestação do Anticristo na Terra. Se partirmos da ideia de eliminação ou critérios, certamente chegaremos a identidade do Detentor, pois este deve ser inculpável, com uma autoridade suprema e superior ao Maligno, deve ter uma abrangência espiritual muito maior que as dos possíveis candidatos anteriores e deve ser membro da Trindade. Como imaginarmos humanos, organismos, impérios ou seres malignos no desempenho desta função? Ainda mais se estiverem limitados ao tempo e espaço.

A Igreja ganhou vida justamente no dia de Pentecostes com a vinda do Espírito Santo e o fim de sua trajetória na Terra se dará na última tarefa do Consolador enviado que entregará a ao Noivo e com este ato permitirá a manifestação do Anticristo.

continua...



[1] Grande Comissão – ordem de Jesus para que a igreja apresente ao mundo o Evangelho.

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Terra. A preparada para o homem - Capítulo 6

continuação....

Que decepção seria para o homem quando abrisse os seus olhos e se deparasse com trevas? Era aquilo que Deus havia preparado para ele? O que dizer então do tempo que ficaria esperando para que a terra atingisse o estágio final, após todo o processo de criação? Certamente reclamaria do período de espera[1] entre a primeira declaração Divina para que houvesse luz e a última, lá no sexto dia. Se lhe fosse permitido diria a Deus: “Se possível, afasta[2] de mim este cálice”!

Se tivesse criado o homem no segundo dia, este encontraria dificuldades para sua adaptação, pois não existiria nenhum tipo de proteção contra os elementos ardentes dos céus, ainda que Deus não tivesse criado o sol, mas a falta da proteção seria sentida a partir do momento em que fosse atacado pelo inimigo, que não se cansaria até vê-lo caído.

Certamente ele reclamaria para si uma proteção, um campo de força para protegê-lo. Quem sabe não diria: “Pai, eu sou teu servo, não mereço isto”.

No terceiro dia o homem estaria na claridade, já protegido[3], mas estaria em um local tomado pelas águas sem terra firme, sujeito às correntezas, ondas, tempestades, etc., sem contar que a falta de solo firme inibiria a presença das árvores frutíferas, de onde proveria o seu sustento.

Faltaria ao homem asas para sobrevoar sobre aquele inóspito ambiente ou ele não atentaria para este detalhe? Muitos não suportariam esta situação e cobrariam mudanças.

Israel, diante do cerco egípcio, não recebeu asas para sobrevoar o mar Vermelho, mas ao contrário do que ocorreu na criação, as águas[4] foram separadas para que os israelitas atravessassem a seco, pisando em solo firme.

Se fosse criado no quarto dia ele ficaria perdido no tempo, não teria o sol para determinar dias e anos e tampouco a lua e as estrelas para clarear a sua noite.

No quinto dia o homem não encontraria os peixes e animais marinhos e aves do céu, potenciais alimentos.

Já no sexto dia era preciso que Deus criasse primeiro os animais em espécie e tão logo visse a Terra oferecendo condições dignas de vida poderia então dar vida ao homem, ou seja, jamais o colocaria em um lugar onde não pudesse, ao menos, buscar o seu próprio sustento.

O final da criação culminou com este casamento perfeito, mas bem antes, durante os primeiros contatos com a Terra, Deus já demonstrou o seu amor e preocupação com o bem estar do homem, pois ao contemplar um terreno caído, deformado, escuro, o Grande Arquiteto e Construtor enxergou a necessidade de uma urgente intervenção, por isto planejou, estruturou, remodelou e decorou.

Assim Deus viu a Terra sem forma e vazia, arquitetou e executou um plano perfeito nos primeiros dias, decorou a seu gosto, para proporcionar meios de sobrevivência para então criar o homem consolidando assim esta união, que poderia ser eterna se não fosse à intervenção do inimigo.

continua...



[1] Seis dias de 24 horas? Anos? Eras?

[2] Teria condições de comparar o estado atual com o anterior? Sequer existia.

[3] Dos elementos ardentes do céu.

[4] Na criação as águas foram ajuntadas e no mar Vermelho foram divididas e em ambos os casos apareceram a porção seca para benefício do homem.

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Neemias: como sair do anonimato - Capítulo 8



Neemias passou por todas estas portas, antes mesmo delas serem reconstruídas:

1) PORTA DO GADO OU DAS OVELHAS:

  • Neemias foi o primeiro a ser reconstruído e separado para a obra;
  • Não seria qualquer um que passaria por aquela porta;
  • Tipo de Cristo: se desfez de seus privilégios e foi socorrer o povo;
  • Levou a esperança, a salvação e ânimo para a cidade.

 

2) PORTA DO PEIXE OU DE DAMASCO:

  • Sentiu a chamada e se tornou um pescador de homens;
  • Reproduziu o seu ideal e se dedicou ao crescimento espiritual;
  • Os peixes eram comercializados nas imediações da Porta, portanto ordenou que reconstruísse o muro perto de suas casas.

 

3) PORTA VELHA OU DE JAFA:

  • Resgatou a história, o nacionalismo e os tesouros dos hebreus;
  • Renunciou ao seu “eu”, aos privilégios e retornou as suas origens;
  • Mostrou ao povo que o plano de Deus havia resistido ao tempo.

 

4) PORTA DO VALE:

  • Ainda na corte, quebrantado e contrito de coração orou pelo povo;
  • Humilhou-se, reconhecendo o seu erro e do povo.

 

5) PORTO DO MONTURO:

  • Escoou para fora da cidade a crise e o desânimo do povo;
  • Tudo se fez novo na cidade, após a sua chegada.

 

6) PORTA DA FONTE:

  • Deus vivificou o seu coração, mesmo longe;
  • O primeiro milagre foi na sua vida, ainda na corte.

 

7) PORTA DE MICFADE:

  • Desde o início defendeu o povo dos opositores;
  • Ao mesmo tempo trabalhava e vigiava a cidade;
  • Guardou, vigiou e cumpriu a comissão que Deus lhe deu.

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Grandes verdades em poucas palavras



“O amor eterno elaborou o plano; a sabedoria eterna traçou o modelo; a graça eterna desce para executá-lo”. Henry Law

“Tínhamos um Salvador antes de nascermos”. Richard Sibbes

“Nenhum homem pode provar que é filho de Deus se não for parecido com o restante da família cristã”. J. Blanchard

“A salvação não é uma medida precária, mas um alicerce lançado nos céus”. E. K. Simpson

“Eloqüência e ignorância algumas vezes andam juntas”. J. Blanchard

“A embriaguez desumaniza o homem”. Anônimo

“O espetáculo de um bêbado é um sermão contra o vício melhor do que qualquer outro já pregado sobre o assunto”. Sarah E. Saville

“Cristo ocultou sua divindade, mas não a anulou”. Anônimo


Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

terça-feira, 8 de junho de 2021

Primogênitos: Deixa o meu ir, senão levo o seu. Apresentação

INTRODUÇÃO

 A trajetória dos hebreus no Egito se iniciou com a mudança de todo o clã que, a pedido de José, o governador, usufruíram do melhor daquela terra. O filho que o pai julgava morto abençoou toda a família.

Toda a situação vivida por José, enquanto escravo e a fome que assolou boa parte da humanidade fizeram parte do plano de Deus para unir novamente todos os filhos de Jacó, prova disto é que todos da família atenderam ao convite, não ficou nenhuma alma em Canaã, todos se mudaram alegres e confiantes nas providências de Deus.

A possibilidade pela mudança gerou uma expectativa enorme naquelas vidas, ninguém desejou ficar no sofrimento. Todos foram em direção à novidade de vida, mas logo a alegria pelos privilégios recebidos daria lugar ao sofrimento e angustia.

Os bons ventos do Egito mudaram e logo os hebreus perceberam a catástrofe, sofreram muito, foram reduzidos À escravidão, mas um dia clamaram e foram ouvidos. O socorro não tardou. Enfim o primogênito de Deus conheceu a liberdade, enquanto que o de Faraó foi levado.

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Geografia Bíblica - aula 2

II – O MUNDO ANTIGO

OS IMPÉRIOS HUMANOS E A SUPREMACIA DIVINA

Desde os mais remotos tempos, impérios se levantaram e caíram. Alguns desses impérios foram citados, principalmente por Daniel, na interpretação do sonho de Nabucodonosor (Dn 2.1-49).

 

1) IMPÉRIO EGIPCIO - ANTIGUIDADE

O Egito é uma das mais antigas e fascinantes civilizações que já existiram. Sua historia é tão antiga quanto a do próprio homem. O Egito sofreu diversas intervenções e ficou sob dominação de outros impérios ou nações:

  • Por cerca de quatrocentos anos pertenceu ao Império Romano;
  • Ficou por trezentos anos submisso ao império Bizantino;
  • Foi dominado pelos mulçumanos por volta do Século VII d.C.;
  • A partir de 1400 d.C. tornou-se possessão turca;
  • No Século XX tornou-se protetorado inglês;
  • Tornou-se independente em 1922.

A grandeza histórica do Egito é vista nas conquistas, nas exuberantes pirâmides, nos grandes monumentos, nas cidades estados construídas e pelo avançado conhecimento na matemática, astronomia, medicina e principalmente pela grandiosidade do Rio Nilo.

a) Relação entre o Egito e hebreus

A relação dos hebreus com o Egito teve início ainda na era patriarcal, com Abraão (Gn 12.10), que se mudou para aquele território. Isaque, seu filho ficou tentado, mas foi impedido por Deus de trilhar os mesmos caminhos do pai (Gn 26.2). José, outro patriarca dos hebreus, foi levado ao Egito como escravo e se tornou, por mão de Deus, o governador (At 7.9-14), recebendo toda sua família para morarem na melhor porção do Egito. Anos mais tarde, após sua morte, os hebreus foram escravizados por cerca de quatrocentos e trinta anos, conforme comunicado por Deus a Abraão (Gn 15.13-16). O último patriarca a se relacionar com o Egito foi Moisés, enviado por Deus para libertar os hebreus da escravidão (At 7.17-37).

 

2) IMPÉRIO ASSÍRIO

Os assírios descendiam de Assur, filho de Sem e neto de Noé (Gn 10.11), que deixou Sinear para habitar em uma ci­dade que passou a le­var seu nome. Ninive, uma inexpressiva cidade do império foi transformada em capital. Entre os anos de 705 a 626 a.C. se deu o auge do império. Os assírios, que caíram diante da Babilônia em 616 a.C, deportavam os povos conquistados para diminuir o ardor nacionalista e exterminá-los moralmente. Cometiam crimes de guerras, com barbáries horríveis.

a) Relação entre a Assíria e Israel

A relação entre Israel e os assírios sempre foi tensa, foram muitos conflitos. A Assíria invadiu e destruiu Israel e deportou as dez tribos que faziam parte do reino do Norte, que havia sido fundado por Jeroboão (1 Rs 11.28-43).

 

3) IMPÉRIO BABILÔNICO

Babilônia, uma das primeiras civilizações da humanidade, está intimamente associada a história dos hebreus. De Ur dos Caldeus, Abraão partiu para Canaã, seguindo determinações de Deus. A Babilônia abrangia os territórios da Mesopotâmia, ao Norte de Bagdá até o Golfo Pérsi­co e era protegida por uma dupla muralha.

a) Relação entre a Babilônia e os hebreus

O Reino do Sul, conhecido como Judá, perverteu a lei Mosaica e permitiu várias práticas que induziu o povo à apostasia. Nesse período os profetas enviados advertiram o Reino, porém não foram ouvidos. Deus então resolveu puni-los e a Babilônia foi justamente o instrumento para a prática da justiça Divina. O exercito de Nabucodonosor caiu sobre Jerusalém como gafanhotos, destruindo tudo e levando cativos os judeus para Babilônia. Deus revelou o fim do império babilônico, por intermédio do profeta Daniel (Dn 5.1-31).

 

4) IMPÉRIO MEDO-PERSA

O império persa surgiu após a queda do Babilônico e através da coligação medo-persa e se transformou rapidamente em uma potência. O rei Assuero, dominava sobre cento e vinte e sete províncias a partir da Pérsia, um reino com fronteira nunca vistas. Nessa época os judeus foram tratados com longanimidade. Tinham liberdade religiosa e mantinham suas tradições nacionais. Foi nesse território que se desenrolou os fatos registrados nos livros de Ester, Daniel (cap. 8) e Neemias (cap. 1).

a) Relação entre o império Medo-Persa e os judeus

Durante o império babilônico, mesmo em cativeiro, os judeus gozavam de alguns privilégios que aumentaram com a ascensão do império Medo-Persa. O então rei Ciro, permitiu que os judeus retornassem a Jerusalém para reconstruí-la, através da liderança de Zorobabel, Esdras e Neemias, que reergueram o Templo, resgataram a Lei e reconstruíram os muros e portas da cidade, respectivamente. O rei Ciro, chamado por Deus de “meu servo”, devolveu os tesouros do Templo roubados por Nabucodonosor. O império Medo-Persa também teve seu fim profetizado por Daniel (Dn 8.3;21-22).

 

5) IMPÉRIO GREGO

A Grécia, berço da civilização ocidental, nos ofereceu a democracia, ar­tes, filosofia, arquitetura, medicina e se não fosse a helenização do mundo, não conheceríamos a tradicional divisão entre Ocidente e Oriente. Grandes gênios se desenvolveram nessa atmosfera, entre eles, Tales, Empédocles, Pitágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles e muitos outros.

Alexandre Magno, “um dos maiores gênios militares de todos os tem­pos", conquistador, guerreiro, audaz, afirmou sua autoridade e conquistou boa parte do mundo, mesmo ainda jovem. Morreu repentinamente aos trinta e três anos e com ele se foram os sonhos de ecumenizar a humanidade.

A helenização do mundo foi uma das grandes realizações de Alexandre, pois a cultura grega difundida naquela época facilitou a pregação do Evangelho, pela Igreja Primitiva, que não encontrou dificuldades para evangelizar, pois o Koinê, grego vulgar, era falado em boa parte do mundo.

a) Relação entre os gregos e judeus

O relacionamento de Alexandre Magno com os judeus foi emocionante, conforme relatado pelo historiador Flávio Josefo, que narrou sua entrada em Jerusalém e suas atitudes no Templo. O conquistador ficou feliz quando soube que havia sido citado pelo profeta Daniel, como o grande príncipe que destruiria os persas, por isso permitiu que mantivessem suas tradições e costumes segundo a Lei Mosaica.

 

6) IMPÉRIO ROMANO

O império romano conquistou e subjugou muitos povos. Roma, de um inicio desprezível, foi ampliando sua influência e no século III a.C, havia dominado toda a península itálica. Em pouco tempo atingiu a Europa, Ásia e África. As maiores contribuições do império romano foram a instituição do mundo jurídico e abertura de estradas, que auxiliaram na administração de diferentes povos e nações.

a) Relação entre os romanos e judeus

O império romano invadiu Jerusalém em 63 a.C, dando inicio a dominação romana em Israel. Herodes, Pilatos, Tito, Nero foram alguns dos que tiveram nomes associados à história dos judeus. Insanos, inescrupulosos, maquiavélicos, perseguidores, tiranos que governaram, subjulgaram, destruíram e perseguiram os judeus sem piedade.

Os romanos toleravam o judaísmo, justamente por não considerá-lo uma ameaça, já que não tinha ares proselitistas, no entanto quando se depararam com o Cristianismo prontamente se opuseram. Para tanto foram cruéis e impiedosas perseguições contra a Igreja primitiva, porém mesmo com essa situação o numero de seguidores aumentava por todo o mundo.

Mas assim como todos os outros impérios anteriores, os romanos conheceram, em 476 d.C., o seu fim, mas como profetizado por Daniel, esse império ressurgi­rá com grande poder e com curta duração, pois o Rei dos reis e Senhor dos senhores porá fim definitivo sobre esse império.


Fonte: Apostila Curso Básico de Teologia do SETEM – Seminário Teológico Manancial. Elaboração: Pb. Ailton da Silva

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)