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sexta-feira, 5 de maio de 2023

Lição 6 - Pais zelosos e filhos rebeldes

INTRODUÇÃO

E se o titulo da lição fosse ao contrário: Filhos Zelosos e pais rebeldes? Membros zelosos e pastores e obreiros rebeldes?

 

I – OS PAIS DE SANSÃO

1) Uma situação espiritualmente deplorável

A situação de Israel durante a gestão dos Juízes (Otoniel, Eúde, Sangar, Débora, Gideão, Tolá, Jair, Jefté, Ibsã, Elom, Abdom, Sansão, Eli e Samuel o último juiz e primeiro profeta) não era nada satisfatória em termos espirituais, pois cada qual fazia o que achava correto, por isto eram constantemente assolados pelos vizinhos inimigos, em especial os filisteus. Estes foram os Juízes que tentaram governar o povo, uns tiveram sucesso, outros nem tanto:

 

2) A mulher agraciada

Muitas mulheres sofreram com a esterilidade na história bíblica, pois eram tidas como amaldiçoadas, entre elas Sara, Rebeca, Raquel, Ana e a esposa de Manoá, pai de Sansão, mas ninguém citou Leia, irmã de Raquel, porém todas elas tiveram a reversão da situação e geraram filhos.

 

3) Recebendo orientações divinas

As ordens de Deus foram expressas e acatadas pelos pais de Sansão, após o anuncio do fim da esterilidade da esposa de Manoá. Enquanto criança, certamente Samuel não ofereceu resistência para manter o voto. O desejo dos pais era o nazireado, mas o desejo do filho, quando atingiu certa idade foi “vida que segue, casamentos mistos, baladas, banquetes com jovens, como era o costume da época” (Jz 14.10).

 

II – O NASCIMENTO DE SANSÃO E SUA FORMAÇÃO

1) O nascimento e desenvolvimento de Sansão

Sansão foi criado pelos pais conforme orientações recebidas sem muitos problemas ou alardes, no entanto, tomou direção contrária à vontade de Deus. Seu pai, zeloso avisou para não mexer com aquele povo, mas a resposta do filho foi: “eu quero aquela que alegra os meus olhos”, justamente foram seus olhos a primeira perda após cair nas mãos dos filisteus.

Perto dos pais ingeria somente mel, mas longe não conseguia manter a sua integridade. O problema maior foi quando envolveu seus pais e pediu para que fossem tomar a frente para efetivação da união. Mal sabia ele que seu antepassado Abraão jamais pensou desta forma, pois confiou ao seu servo a tarefa de escolher, pedir e trazer uma esposa para seu filho Isaque, tudo na direção de Deus.

Sansão se envolveu com uma idólatra (a mulher da campanha dos 7 dias de choro para que revelasse o enigma) em Timna. Se envolveu com uma prostituta em Gaza onde mostrou toda a tua força no momento de ira e com a traidora Dalila quando definitivamente abriu seu coração e revelou o segredo.

A primeira semana do seu casamento em Timna foi de pura tribulação e dores, pois foi enganado pela esposa, matou pessoas inocentes para pagar sua dívida em apostas e por fim perdeu sua esposa que foi dada a outro e quando retornou para recomeçar o seu casamento foi avisado pelo sogro sobre o fim.

 

III – A FRAQUEZA DO CARÁTER DE SANSÃO

1) Sansão subestimou o poder do inimigo

Faltou a Sansão a orientação: “Sede sóbrios e vigilantes, o vosso inimigo está ao derredor bramando como leão”. Devemos tomar muito cuidado, pois o Maligno maqueia o pecado. PARA NOS INDUZIR AO ERRO ELE COLOCA MEL NA BOCA DE CADÁVERES E FAZ TUDO PARECER DOCE.

Os dois maiores inimigos de Sansão foram os filisteus (inimigo externo) e o seu próprio ego (inimigo interno). Foi justamente o ego de Sansão que anulou a Glória de Deus em sua vida.

Os filisteus cruéis e mentirosos, pois pediram para que a primeira esposa de Sansão descobrisse a resposta do enigma sob pena de ser morta juntamente com seu pai e dias depois, mesmo com a resposta, os dois foram brutalmente mortos pelos mentirosos inimigos para se vingarem de Sansão que havia ateado fogo em suas searas.

 

CONCLUSÃO

Sansão, por ser nazireu, não podia ingerir bebida forte, mas o fez muitas vezes. Ele não podia tocar corpo morto, mas o fez ao tocar o leão que matara nas vinhas de Timna. Ele não podia casar-se com mulher estrangeira, mas o fez não dando ouvidos ao conselho de seus pais [...] A Bíblia diz que Deus deserdou Sansão e, literalmente está escrito: Porque ele não sabia que já o Senhor se tinha retirado dele”. (Cabral, 2023)

 

REFERÊNCIAS:

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000 

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003

Cabral, Elienai. Relacionamentos em família. Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Casa Publicadora das Assembleia de Deus. Rio de Janeiro, 2023 


Por: Ailton da Silva - 13 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 7 de abril de 2023

A predileção dos pais por um filho - Lição 2


INTRODUÇÃO

Hino cantado por Sara, diante do fruto (Ismael) do erro cometido com Agar.

 

“Eu sei que foi pago um alto preço”

 

Trecho do livro: Os patriarcas. Coincidências ou repetições da história?


 “O preço pelo erro de Sara foi alto, pois ela presenciou inúmeras atitudes de Agar e Ismael que não foram bem compreendidas, mas os seus atos também não foram condizentes com sua posição de matriarca, uma vez que não demonstrou nenhum sinal de misericórdia quando pediu que Abraão despedisse sua serva e seu filho (Gn 21.10). A matriarca não teve misericórdia1 de Agar e Ismael, mas Deus teve misericórdia dela e do filho”.

[1] Segundo leis da época, Sara poderia tirar os direitos de Ismael e transferi-los para seu filho, caso concebesse filhos depois.

 

Reprodução, na integra, do texto da introdução da Lição 2:

“A história de Isaque e Rebeca parece uma infeliz repetição da de Abraão e Sara”.

 

Reprodução, na integra, de parte da introdução do livro: “Os Patriarcas, coincidências ou repetições da história”:


“Esta é uma viagem ao fascinante mundo dos cinco grandes homens de Deus, os patriarcas de Israel, que foram usados para que uma promessa, feita ao primeiro, fosse cumprida na íntegra por intermédio do último”.


Eis a primeira parte da saga dos pais dos hebreus, desde o surgimento do povo, ida ao Egito felizes, para depois sofrerem como escravo até a libertação para tomarem posse da Terra Prometida por Deus”.


Conheça em detalhes a rica história dos patriarcas de Israel e contemple o plano divino se cumprindo na vida deles. Veja o cuidado e as recompensas de Deus e saiba como conseguiram se manter fiéis, mesmo estando na pior parte. Foram vários os problemas apresentados por eles. COINCIDÊNCIAS, PLANOS, PERMISSÕES DE DEUS OU REPETIÇÕES DA HISTÓRIA? O certo é que as trajetórias foram idênticas. Nascimentos, infâncias, juventudes problemáticas e condutas repreensíveis, mas todos foram preservados por Deus”.

 

I – O PLANO DE DEUS PARA A FAMÍLIA E SUA PRESCIÊNCIA

1) O plano divino para a família de Isaque e Rebeca

Isaque ficou feliz ao receber a notícia da vinda de Rebeca, mas sua alegria deu lugar a tristeza quando soube da esterilidade da esposa. Qual foi sua reação? Procurou outra mulher ou procurou a única alternativa que havia – a oração.

 

Trecho do livro: Os patriarcas. Coincidências ou repetições da história?


“Então, aquele servo obediente tomou direção à terra natal de Abraão para cumprir sua missão. Deveria escolher a moça certa, a única, a que serviria para o filho unigênito de seu senhor. Tarefa nada fácil, pois veria inúmeras que certamente poderiam vislumbrar seus olhos, mas não estava atrás disso. O que fazer então? Havia somente uma atitude a tomar: buscar a resposta em oração. Sem muito esforço de sua parte, apenas orando, encontrou Rebeca”.


“O problema seria convencer o pai de Rebeca a permitir que a levasse para Canaã. O plano do servo consistia em revelar a todos a forma como Abraão havia sido tirado de suas terras e como provara sua fidelidade por meio da vida de seu filho, o futuro esposo daquela moça. Somente assim os pais entenderiam que aquela união fazia parte do plano de Deus. Nenhum argumento poderia ser colocado como obstáculo para que Isaque recebesse sua bênção”.


“Naquela tarde, não tinha como Isaque disfarçar as suas preocupações, por isso, a sua oração foi diferente: teve propósitos, pedidos inusitados, coração ofegante, medo e ansiedade. A novidade de vida se aproximava”.


“O servo do pai não estava demorando com sua noiva. A bênção chegaria em suas mãos no momento certo. Mas como a recepcionaria? Teria o servo acertado em sua escolha? A moça alegraria os seus olhos? E ela se agradaria de Isaque? Três pares de olhos estavam sob a direção de Deus: os do noivo, da noiva e do servo foram os principais motivos da oração de Isaque naquele dia”.


“Como de costume, voltava de seu momento devocional quando encontrou Rebeca pelo caminho. Prontamente a recebeu como esposa. Ela desceu do camelo, cobriu o rosto e aceitou Isaque como esposo. Essa foi a maior alegria do velho pai Abraão”.

 

2) O proposito presciente de Deus

Gêmeos rivais? Gêmeos idênticos? Dois povos lutando dentro de uma barriga de mulher. “E disse Rebeca: Isaque venha sentir o chute deles”.

 

II – O CONFLITO FAMILIAR

1) A esterilidade de Rebeca

Esterilidade, o mal que quase impediu Sara de conhecer sua nora Rebeca e também que impediria Rebeca de conhecer Raquel, uma de suas futuras noras, pois se não tivessem sido lembradas por Deus para gestarem filhos, certamente uma não teria entrado na vida da outra.

 

Trecho do livro: Os patriarcas. Coincidências ou repetições da história?


“Sara, Rebeca1 e Raquel, tão importantes no plano de Deus, mesmo enfrentando essas dificuldades, tinham conhecimento da promessa de descendência para Abraão, Isaque e Jacó, portanto, aguardavam a intervenção divina. Essas mulheres viveram ao lado dos patriarcas, presenciando milagres e sinais que comprovavam que algo de extraordinário estava reservado para a família.

[1] Isaque, o esposo, orou incessantemente para que Deus abrisse a madre de Rebeca, sua esposa (Gn 25.20, 26).

 

2) O conflito: “E os filhos lutavam no ventre dela”

Trecho do livro: Os patriarcas. Coincidências ou repetições da história?


“No caso de Jacó e Esaú, os problemas foram motivados pelas disputas entre os dois irmãos que, desde o ventre, já se mostravam rivais. Gêmeos separados por uma fração de segundos no nascimento, deram valores diferentes à primogenitura: um desejava-a demais, e o outro desprezava-a”.

 

3) O favoritismo do casal pelos filhos

Trecho do livro: Os patriarcas. Coincidências ou repetições da história?


“Dessa união nasceram dois filhos, que desde o ventre já se mostravam rivais devido às afeições diferentes com que foram criados, pois, enquanto o pai amava mais Esaú, que era caçador, a mãe amava mais Jacó. Essa atitude foi o princípio das dores para os pais”.

 

III – O PROBLEMA DA PREDILEÇÃO POR FILHOS NA FAMILIA

1) Esaú, o filho predileto de Isaque

Isaque amava mais Jacó e Rebeca a Esaú. Quem estava certo? O pai ou a mãe? Eles não mudariam o futuro dos filhos, pois eles estavam debaixo de uma promessa profética:

 

E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor” Gn 25.23

 
2) Jacó,  o filho predileto de Rebeca

Trecho do livro: Os patriarcas. Coincidências ou repetições da história?


“Jacó temeu as consequências, mesmo sua mãe assumindo toda responsabilidade1, mas não receou arcar com as represálias por tomar a bênção2 de seu irmão. Esaú se tornava vítima de Jacó, enfurecendo-se a ponto de jurá-lo de morte”.

De qualquer forma, a bênção principal deveria ser de Jacó3, pois, dias antes, Esaú havia desvalorizado a sua primogenitura. A inversão da ordem dos filhos foi concretizada por Deus. Pena que faltou a Isaque o discernimento para evitar a separação entre seus filhos”.

[1] A consequência pelos erros foi a separação entre os irmãos. A mãe não conseguiu evitar.

2 A bênção de Isaque dada a Jacó foi via decreto de Deus, que não podia ser revogado. Esaú tentou, mas não conseguiu.

3 Esaú zombou de Deus (Hb 12.16-17).

 

Rebeca errou? Toda a sua trama visava manter a benção na sua família, uma vez que Esaú já havia se misturado aos heteus (Gn 26.34). As vezes o justo pode não ser o correto e o correto pode não ser o justo. O certo é que ela não deixaria de forma nenhuma um heteu receber uma benção que foi destinada aos filhos de Abraão.

 

Teoria da inversão das primogenituras. A bênção era de Jacó e ponto final. O importante era o primeiro a agradar a Deus e não o primeiro a nascer:


“Todas essas inversões foram administradas por Deus para corrigir situações constrangedoras, fruto das rivalidades, disputas, privilégios dados a um filho em detrimento de outros, falhas de caráter, condutas repreensíveis ou para mostrar que o controle de tudo sempre esteve em Suas mãos”.

 

“O mais importante e bonito dessas inversões é que não foram uma simples troca de posições, pelo contrário, pois tiveram um significado bem mais profundo, uma vez que representaram a escolha de homens e a eleição de uma nação”.


“No caso de Isaque e Ismael, a intervenção de Deus foi necessária para que o erro de Sara, quando incluiu uma terceira pessoa no plano de Deus, fosse reparado”.


“A inversão da primogenitura ocorreu logo após Isaque ser desmamado, quando Agar e Ismael foram despedidos por terem zombado do então filho único de Sara com Abraão, que foi contrário à expulsão, a princípio, mas depois recebeu a confirmação de que era necessária aquela atitude enérgica”.]

“Isso aconteceu antes do sacrifício imperfeito não consumado de Isaque no Monte Moriá, fato que amargurou os corações de Abraão e Sara, pois devem ter pensado que Deus estivesse cobrando deles o fato de terem despedido mãe e filho”.


“No caso de Jacó e Esaú, os problemas foram motivados pelas disputas entre os dois irmãos que, desde o ventre, já se mostravam rivais. Gêmeos separados por uma fração de segundos no nascimento, deram valores diferentes à primogenitura: um desejava-a demais, e o outro desprezava-a”.


Por: Ailton da Silva - 13 anos (Ide por todo mundo) 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Lição 8 - O avivamento espiritual no mundo - plano de aula

Uma lição histórica, mas que pode facilmente ser transformada em reflexiva. Escolham! Em negritos e vermelhos estão as temáticas que podem ser trabalhadas para reflexão da classe.

 

 

INTRODUÇÃO

O que Deus fez no tempo de Ezequiel ainda pode fazer atualmente. Ele produziu avivamentos em várias partes do mundo, notadamente, nos séculos XVIII, XIX e XX. Mas para quem foram direcionados estes avivamentos nestes períodos? Igreja? Israel? Mundo? Somente o meu próximo, vizinhos ou amigos como entendiam os judeus (Mt 5.43) ou todos na Terra.

“Vós ouvistes o que foi DITO (dito difere de escrito – Mt 4.4,7,10, Jesus disse por três vezes ao Maligno: “Está escrito”, Ele não disse: “Ei Maligno, ouviste o que foi dito”): Amarás a teu próximo e odiarás o teu inimigo” (Mt 5.43 – cfe Lv 19.18 – somente a primeira parte, a parte final é acréscimo humano), tal como acrescentamos em João 16.33 (Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo E...). E ponto final, não tem mais nada depois de “eu venci o mundo”.

 

I - O AVIVAMENTO NO TEMPO DE EZEQUIEL

1) Calamidade e restauração de Israel. 

Ezequiel alertou o povo sobre os duros juízos de Deus contra a desobediência e a apostasia de Israel (Ez 6.3-5; 8.1; 9.4), que consistia no desprezo dos filhos aos pais, nas perversidades cometidas, propinas, carnalidade, violência, mentiras proféticas entre outras práticas.

Diante de tão grande calamidade espiritual, o Senhor teve misericórdia, poupou o povo da destruição total e restaurou a nação eleita. O desejo pela restauração partiu de Deus, pois nestas condições jamais poderia ter partido de Israel. Na verdade, quando Deus decide abençoar alguém ou um povo, os seus desígnios ultrapassam a nossa imaginação.

 

2) Um vale de ossos secos. 

O vale de ossos secos nos traz uma mensagem de esperança e restauração. Na ocasião Deus perguntou ao profeta se aqueles ossos poderiam reviver e o silêncio reinou. Ezequiel não disse sim ou não, simplesmente deixou Deus responder. Qualquer um de nós teria a mesma reação. Fé no impossível é para poucos.

Deus mostrou ao profeta uma situação que em nada poderia animar o quase morto Israel. Em que uma visão aterrorizadora poderia motivar o povo a buscar uma solução para os problemas?

Profetizar para um monte de ossos secos na vã esperança que pudessem se realinhar novamente, em um movimento nunca visto antes para que pudessem se levantar corpos restaurados e vivificados, realmente essa não seria uma tarefa fácil, mas representaria um grande avivamento na nação.

 

3) O rio das águas purificadoras. 

No capítulo 47, o profeta Ezequiel viu um homem que possuía um cordel de medir nas mãos com o qual mediu uma distância de “mil côvados” (ou 450m) e fez o profeta passar pelas águas que chegavam em seus tornozelos (Ez 47.3). A cada etapa de mil côvados (ou 450m), o profeta Ezequiel andava nas águas do rio “pelos joelhos”; “pelos lombos”, e por fim, “a nado” (Ez 47.4,5). Ele já se sentia mais distante do solo.

  • Águas no tornozelo – crente sem relacionamento com Deus;
  • Águas pelo joelho – crente que tem comunhão, mas não está bem firmado;
  • Águas pelos lombos – evolução da comunhão;
  • Pés não tocam no chão do rio: maturidade espiritual, homem espiritual.

Três rios: rio das águas purificadoras. Rio puro da água da vida (Ap 22) e o rio que regava o jardim do Éden (Gn 2.10), semelhantes e um ligado ao outro.

Era um rio que causava muita produção na agricultura, piscicultura e daria vida em tudo por onde passasse (Ez 47.12). Era o grandioso avivamento que Israel haveria de experimentar pela misericórdia de Deus.

 

II – OS GRANDES AVIVAMENTOS NO MUNDO - PREPARATIVOS

1) Na Europa – mesmo modus operandis de Deus. 

Houve períodos em que o continente europeu estava em situação idêntica a do povo de Israel no contexto das profecias de Ezequiel 37 e 47. Pela misericórdia divina, não tardou Deus em usar pessoas cheias do Espírito Santo para clamarem e perseverarem por um avivamento espiritual. O Senhor queria avivar o velho continente e atingir o restante do mundo.

 

a) Na Alemanha. 

Por volta de 1722, o Conde Zinzendorf (enviou mais missionário do que todos as igrejas protestantes em 300 anos) liderou os morávios num fervor missionário que se espalhou pelo continente europeu e chegou a América; com sua ênfase na “religião do coração”, houve um grande despertamento na busca do poder de Deus, principalmente, voltado para as missões mundiais.

 

b) Na Inglaterra. 

Por volta de 1740, John e Charles Wesley (os irmãos Wesely – pregadores da multidão desassistida, classe operária sofrida), e George Whitefield atuaram com grande fervor missionário, buscaram o poder de Deus, a unção do Espírito e pregaram contra o formalismo sem poder das igrejas daquele tempo. Um grande avivamento desceu sobre a nação inglesa.

 

c) No País de Gales. 

Evan Roberts, um adolescente de 13 anos, reuniu seus colegas e lhes falou da visão que recebeu de Deus, num domingo, dizendo que enviaria um avivamento, mas todos precisavam abandonar a prática do pecado. Foi tão grande o impacto daquela visão de Deus que, por volta de 1904 e 1905, o avivamento começou a espalhar-se pela cidade, pelo país e alcançou muitos países do mundo (o pregador que teve a visão de um cheque de 100.000 almas salvas).

 

2) Nos Estados Unidos. 

Deus também queria avivar os Estados Unidos da América. Por isso, houve vários avivamentos na grande nação americana. Charles Grandison Finney  (ex-maçom, pregador abolicionista que recusou receber em comunhão traficantes de escravos) foi usado por Deus para um grande despertamento espiritual. Teve grande influência de G. Campbell Morgan, do Movimento de Vida Profunda, que pregava um viver pleno da presença de Deus contra uma vida morna que dominava muitas igrejas evangélicas daquele tempo.

 

3) Raízes do avivamento pentecostal. 

No ano de 1900, Charles Fox Parham, obreiro leigo e pregador itinerante, resolveu fundar o chamado “Movimento de Fé Apostólica” (para resgatar o fervor da igreja primitiva e ideais). Com o propósito de preparar obreiros leigos para evangelizar, fundou o Instituto Bíblico Bethel College, na cidade de Topeka, no Kansas, EUA. Os alunos estudaram Atos 2, e a partir desse estudo, foram batizados no Espírito Santo. A promessa de Atos alcançou a vida daqueles estudantes.

Em 1901, em Houston, Texas, o pastor negro, filho de escravos da Louisiana, William Joseph Seymour, pertencente a um grupo ‘santidade’ (holiness), “foi atraído pelo Movimento da Fé Apostólica”, iniciado por Parham. Ali, foi batizado no Espírito Santo com evidência das línguas estranhas. Esse ano de 1901 é considerado o ano inicial do Movimento Pentecostal Moderno. Em 1906, Seymour se transferiu para a Califórnia. Ali, começou a pregar a mensagem pentecostal, na sua própria casa, na Bonnie Brae Street, 216.

As reuniões atraíram tantas pessoas que o prédio não comportava a todos. Procurando um novo prédio, Seymour descobriu um salão retangular, que estava abandonado, na Rua Azuza, 312, em Los Angeles, onde fundou a Missão Evangélica da Fé Apostólica. Ali, começou o denominado Avivamento Pentecostal do Século XX que impactou o mundo inteiro.

 

“Dos Estados Unidos, migrou para a Europa, para a África e América Latina em poucos anos, como se fosse um fogo que queima uma seara de folhas secas”

 

III – OS AVIVAMENTOS MU­DAM A HISTÓRIA

1) Impactos no mundo. 

Durante o período interbiblico ou intertestamentário pode ser visto um apagão espiritual em Israel, pois não se ouviu nenhuma profecia, não ocorreu nenhum evento espiritual. Foi terrível para Israel e para o mundo. Os lados sofreram as consequências.

É consenso entre os estudiosos a informação de que os maiores avivamentos no mundo dos trouxeram impactos profundos na política, na economia e na cultura. Poderíamos citar inúmeros exemplos, mas fiquemos com um que ocorreu entre os pentecostais nos EUA.

Num contexto da tragédia do racismo naquela nação, mesmo entre igrejas históricas, foi possível contemplar vítimas de séculos de conflitos raciais, cultuando ao Senhor, falando em línguas estranhas e se alegrando no Espírito Santo (cf. Ef 2.14). Só um verdadeiro avivamento espiritual remove o pecado da divisão de quaisquer espécies.

 

2) A geração depois dos avivamentos.

Também é consenso que, em várias partes do mundo, os avivamentos provocaram mudanças nas igrejas, mas, infelizmente, não perduraram. Em muitos lugares a chama se apagou. Os instrumentos usados por Deus para incendiar as nações se passaram e seus sucessores não tiveram o mesmo ímpeto em manter “o fogo aceso” (Pv 26.20a). Você conhece algum líder usado por Deus que já está na Glória e que deixou um sucessor para manter o trabalho nos mesmos moldes?

Ora, o Deus de John Wesley, Charles Finney e de William Seymour é o mesmo; Ele não mudou. Mais do que nunca, precisamos sentir a mesma necessidade que esses homens de Deus sentiram em seus tempos para buscar um verdadeiro avivamento espiritual nas igrejas da atualidade. O Espirito Santo deseja avivar o seu povo.

 

CONCLUSÃO

Deus deseja operar nas igrejas no mundo. Promover um poderoso avivamento espiritual que sacuda as estruturas eclesiásticas e denominacionais. Entretanto, é preciso buscar o batismo no Espírito Santo (a porta para os dons espirituais) com perseverante fervor. Que haja sinais, milagres, prodígios e maravilhas em nome de Jesus! Mas quais são as práticas que evidenciam o verdadeiro avivamento? Que o Santo Espírito sopre o aviva­mento espiritual e que o uso abundante dos dons espirituais seja real e abundante em nossos cultos!


Por: Ailton da Silva - 13 anos (Ide por todo mundo)

sábado, 14 de janeiro de 2023

O Avivamento no Novo Testamento - Plano de aula (lição 3)



INTRODUÇÃO

Em o Novo Testamento (o Mirante do Avivamento) em todos os livros, temos um panorama geral a respeito do avivamento trazido por Jesus aos homens que foram, por Ele, comissionados para proclamarem a mensagem do Evangelho ao mundo.

Pela narrativa bíblica, o avivamento vem sempre após um aviso e Deus sempre avisou antes. Avisou Adão, Noé, Abraão, Moisés, Davi e outros. Jesus avisou seus discípulos (Lc 24.49). Foram avisados e pela obediência foram avivados. Deus avisou até mesmo o incrédulo Faraó: “Já lhe disse que deixe o meu filho sair a fim de me adorar. Mas você não deixou, e por isso eu vou matar o seu filho mais velho.” (Ex 4.23 – NTLH)

 

I – O AVIVAMENTO NOS EVANGELHOS

1) O avivamento em João

O Novo Testamento é a revelação última de Deus para o mundo. Esta revelação veio acompanhada da Graça e da promessa e cumprimento de um grande avivamento. Por ser algo inédito, na época, provavelmente muitas dúvidas devem ter surgido na mente dos apóstolos. Certamente entenderam, desde o início, que aquilo tudo não poderia ser obra deles mesmo, da igreja, pois não seriam capazes de produzir, agendar, programar ou serem os agentes do avivamento. Somente poderiam buscar, pois a soberania de Deus jamais anula a responsabilidade da igreja.

O Evangelho, segundo a visão de João, o Evangelho revelado ao mundo, foi escrito entre os anos 80 e 95 d.C. e apresentou Jesus como: o Deus Forte, o Verbo de Deus, o Renovo do Senhor, que veio para os seus. O seu público alvo foi o mundo em sua totalidade e suas principais características foram a evangelização e a encarnação de Deus, que amou o mundo e tabernaculou (habitou) entre os homens.

Sua abordagem difere dos outros três evangelistas. João abordou a missão redentora de Jesus (Jo 4.14), que se resume em preencher o vazio da alma com a salvação e sanar as necessidades espirituais e emocionais do ser humano.

A alma enche o corpo, mas o que pode encher uma alma? Só Jesus pode fazer isso. Esse encontro entre o Salvador e a mulher samaritana mostra que o fruto da mensagem divina traz vida aos que estão mortos espiritualmente (Cl 2.12,13). Esse é o maior de todos os avivamentos que uma pessoa pode experimentar.

 

2) O avivamento em Mateus

O Evangelho, segundo a visão de Mateus, o Evangelho revelado aos judeus, foi escrito cerca de 60 – 65 d.C. e apresentou Jesus como o Rei, o Forte, o Leão da tribo de Judá, o Renovo, o Justo. Seu público alvo foram os judeus, que historicamente não queriam “dar a outra face”, enquanto que Jesus não ofereceu resistência.

O propósito primário de Mateus é revelar aos judeus, e depois ao mundo, que Jesus é o Messias prometido no Antigo Tes­tamento por meio dos profetas. Assim, Mateus revela o real avivamento que o mundo poderia vivenciar (Mt 4.13-17).

 

3) O avivamento em Marcos

O Evangelho, segundo a visão de Marcos, o Evangelho revelado aos romanos, foi escrito entre 55 - 65 d.C. e apresenta Jesus como o Servo, o Trabalhador obediente (até a morte), o Exemplo, o Fiel. O seu público alvo foram os romanos, que justamente desejaram que Jesus reagisse ao flagelo, em outras palavras, os algozes queriam “briga”, enquanto que Jesus veio para trazer a paz.

  • Marcos também apresentou Jesus como o Servo em três aspectos:
  • Servo vencedor sobre as enfermidades, os demônios, as forças da natureza e a morte;
  • Servo sofredor, maltratado pelos líderes judaicos, sacerdotes, traído por Judas, um de seus discípulos (Mc 14.10,11), e humilhado pelos soldados romanos (Mc 15.1-20);
  • Servo triunfante. A mensagem do anjo às mulheres, que foram ao seu túmulo, afirma: “[…] Já ressuscitou, não está aqui” (Mc 16.6-8). Assim, nosso Senhor foi morto, mas ressuscitou triunfante ao terceiro dia, vencendo a morte, o pecado, o mundo e o Maligno.

 

4) O avivamento em Lucas

Lucas, o “medico amado” (Cl 4.14), grego, companheiro de Paulo, escreveu sua visão do Evangelho por volta de 60 d.C., e também o livro de Atos dos Apóstolos, ambos citando Teófilo (Lc 1.3; At 1.1).

O Evangelho segundo a visão de Lucas, foi revelado aos gregos e apresentou Jesus como o Homem Perfeito, o Renovo. De onde não se esperava é que veio a salvação. Os gregos não entendiam como um Deus poderia se encarnar, amar e morrer pela humanidade.

É considerado “o Evangelho do Filho do Homem” (Lc 19.10) e nenhum outro evangelista retrata tão bem a humanidade de Jesus. Lucas registra o nascimento singular do Salvador (Lc 2.1-7), bem como a mensagem dos anjos aos pastores (Lc 2.10-14). Um novo tempo que chegava para Israel e o mundo. Era o avivamento enviado dos céus.

 

II – O AVIVAMENTO NOS ATOS DOS APÓSTOLOS

1) O avivamento na Igreja Primitiva

A mensagem do livro de Atos trans­cende a história da Igreja Primitiva, pois ultrapassou as fronteiras de Israel, chegando aos gentios de maneira impactante e avivada, em cumprimento ao profetizado por Jesus (At 1.8).

Os apóstolos foram batizados com o Espírito Santo em cumprimento a promessa (At 1.5), que dizia respeito não somente a eles, mas a toda a igreja e a todos aqueles a quem fossem chamados.

No entanto, com esse avivamento veio também o vento forte da perseguição, que não foi capaz de apagar o fogo que ardia na igreja primitiva, na verdade, ajudou a espalhar as chamas do Evangelho por toda Judéia, Samaria e confins da Terra.

O slogan da igreja primitiva, que também deve ser o da atual era: “Essa igreja passará por um avivamento ou enfrentará um sepultamento”. Os crentes primitivos, sem intenção, nos passaram a visão de que a igreja deve ser vista como um grande jardim cheio de vida e não um cemitério espiritual de crentes. O que poderia abalar o avivamento deles não era a perseguição, que encorajava mais ainda a continuar firmes, nem a heresia, que os levava ao estudo e conhecimento, mas sim o grande problema era o mundanismo.

Antes de serem cheios do Espírito Santo, a igreja estava em conformidade com o pedido de Jesus, estavam em Jerusalém (Lc 24.49), que para eles representava o lugar de fracasso, vergonha e queda. Era um cemitério de sonhos, lugar de dores. Ainda não era tempo de sair, não era tempo de fazer missão ou de exercer alguma atividade, mas sim de auto-avaliação. Eram igreja sem ousadia, coragem e poder.

Do fracasso à restauração no mesmo cenário, pois a obediência precedeu as bençãos do avivamento. Então a igreja começou a exercer suas atribuições, evangelismo agressivo, de porta em porta, todos os dias, no templo, nas sinagogas.

A promessa era para não muitos dias depois. Abraão recebeu mensagem um pouco diferente, mas que tinha o mesmo final “saia de vossa cidade e então lhe mostrarei a terra” (Gn 12. 1), enquanto que para os discípulos foi “ficai em vossa cidade”.

 

2) A descida do Espírito Santo 

O batismo no Espírito Santo, registrado em Atos 2, é o comprimento da promessa de Deus feita em 835 a.C (Jl 2.28,29). Esse evento trouxe um avivamento espiritual no nascimento da Igreja. Antes da chegada do Espírito Santo, nosso Senhor reuniu os discípulos e deu-lhes “a Grande Comissão” (Mc 16.15-18), mas não autorizou o início dos trabalhos.

Dias depois, receberam o cumprimento da gloriosa promessa, quando foram cheios do Espírito Santo (2.1-3), para executar “a Grande Comissão”. Para pregar o Evangelho é preciso receber o avivamento que vem do alto.

Pregar, fazer discípulos, batizar e ensinar não é uma opção para a igreja, simplesmente foi o artifício utilizado por Jesus para tirá-la das quatro paredes, para que seu reino fosse expandido. A igreja primitiva cumpriu na integra esta tarefa, pois os crentes saíram, após o revestimento do Espírito Santo, por todas as direções testemunhando, anunciando e pregando a Palavra com ousadia.

O avivamento na igreja primitiva criou uma barreira entre ela o mundo (Ef 4.25-31) e motivou um aprofundamento no estudo da Palavra (Jo 6.63). desta forma houve um crescimento abundante da fé, das orações, louvores e temor a Deus (Rm 10.17; At 2.42; 3.1; 12.12-13; 2.47; 2.43). Todos cresceram e não apenas um ou alguns (At 1.14; 1.24; 2.1; 2.4; 2.7; 2.12; 2.32; 2.39; 2.44; 2.45; 3.18; 3.24; 4.6; 4.33; 5.5; 5.11; 5.42 etc.).

Na regeneração nos tornarmos servos e na capacitação nos tornarmos soldados. O servo vai para onde o seu senhor mandar e o soldado não foge à batalha. O propósito da Grande Comissão é fazer discípulos e com qualidade, de forma que observem os mandamentos de Cristo (Mt 28.18,19). Aceitar Jesus como Salvador requer a crença na veracidade do Evangelho e o compromisso de negarmos a nós mesmos e tomarmos nossa cruz a cada dia (Lc 9.23).

Pedro antes de receber a virtude do Espírito Santo temeu ser testemunha de Jesus. Negou ter estado com ele. Negou ser seu discípulo. Negou conhecê-lo (Mt 26:69-74). Negou uma, duas, três vezes e imediatamente o galo cantou. O que poderia se esperar de um homem tão fraco?

A virtude, ou Poder, não foi dada para ser armazenada dentro do homem, mas para ser utilizada. O mesmo homem que dias atrás negara até mesmo conhecer Jesus, agora, em pé, diante de milhares de pessoas, com ousadia, pregava a Palavra de Deus, como uma verdadeira testemunha de Jesus. Como resultado de sua pregação agregaram-se quase três mil almas (At 2.41).

A capacitação ocorre mediante a concessão dos dons espirituais, ministeriais e de serviço. O primeiro tem o propósito de edificar, exortar e consolar os santos, o segundo são concedidos como uma chamada específica, a fim de promover o aperfeiçoamento dos santos e a edificação do corpo de Cristo (Ef 4.11; I Tm 3.8,12; Tt 1.5-7) e o terceiro serve para socorrer os santos em suas necessidades (Rm 12.5-8).

 

III- O AVIVAMENTO NAS EPÍSTOLAS E NO APOCALIPSE

1) Nas epístolas paulinas

Após a sua dramática conversão, o apóstolo Paulo passou por uma radical transformação de vida. De perseguidor, Deus o transformou em pregador, e apóstolo, e doutor dos gen­tios (2Tm 1.11). Não por acaso, escreveu 13 cartas entre igrejas e pessoas. Em suas epístolas destinadas às igrejas, podemos destacar temas como a “justificação pela fé” (Rm 5.1); a salvação em 1 e 2 Coríntios; a transformação do corpo por ocasião da volta de Jesus em 1 e 2 Tessalo­nicenses (1Ts 4.16,17); o advento da alegria dos salvos em Filipenses (Fp 4.4). Todavia, e especialmente, vale destacar o apelo do apóstolo aos efésios: “mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18).

Essas riquezas contidas nas epistolas continuam a ecoar atualmente e nos revelam características do verdadeiro avivamento, que ocorre por meio do uso correto dos dons espirituais (I Co 12.8-12), dos dons ministeriais (Ef 4.11) e os conhecidos como dons de serviço ou dons espirituais de ministérios práticos (Rm 12.5-8). A Palavra nos revela a estreita ligação entre os dons espirituais e os de serviço (I Co 12.12 – Rm 12.5).

 

2) Nas epístolas gerais (ou univer­sais) 

As epístolas universais apresentam oito documentos. Aparentemente sem perspectivas avivalistas, mas que nos revelam os fundamentos e os princípios que dão suporte à verdadeira vida cristã. Essas epístolas revelam a supremacia de Cristo em todas as esferas da vida; o valor da fé e da salvação, acompanhadas de boas obras; o valor da santificação e do amor de Deus derramados nos corações dos salvos. Esses princípios apontam para uma vida cristã avivada.

Em cada uma delas, os autores procuraram apresentar Jesus com um título e sua respectiva atribuição, revelando aos seus destinatários e mundo os fundamentos do verdadeiro avivamento:

  • Hebreus – Jesus é o Sacerdote Eterno; 
  • Tiago – Jesus é o Legislador; 
  • I Pedro – Jesus é o Rei; 
  • II Pedro – Jesus é o nosso Senhor; 
  • I João – Jesus é o Cristo; 
  • II João – Jesus é o Filho do pai;
  • III João – Jesus é a Verdade; 
  • Judas – Jesus é o Único Dominador e Senhor; 

 

3) No livro do Apocalipse

O último livro da Bíblia (90-96 d.C.) traz revelações singulares a respeito dos fins dos tempos e dá autenticidade ao singular avivamento que a Igreja arrebata experimentará como recompensa de sua fidelidade:

  • Revelação do Cristo glorificado (Ap 1.1);
  • Revelação de coisas passadas (Ap 1.19);
  • Revelação de coisas em relação a igreja (Ap 2 e 3);
  • Revelação de coisas em relação às nações;
  • Acontecimentos pós arrebatamento da Igreja, sendo o Tribunal de Cristo (2Co 5.10), a entrega dos galardões, as Bodas do Cordeiro (Ap 4-22).

 

CONCLUSÃO

O Novo Testamento é o mirante de toda revelação de Deus para a sua Igreja e toda a humanidade. Por isso, ao longo desse divino documento, podemos perceber a vontade de Deus para um avivamento genuíno do seu povo. No geral, o Novo Testamento revela o plano de Deus para o mundo, bem como suas diretrizes para que a Igreja exerça, de maneira avivada, a sua missão na Terra.


Referências bibliográficas: 

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003. 

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008. 

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000. 

Moura, Josias. Reavivamento ou sepultamento. Disponível em: https://josiasmoura.wordpress.com/2015/04/09/parte-09-apocalipse-31-6-tema-reavivamento-ou-sepultamento/. Acesso em 12 de janeiro de 2023

Silva, Ailton. Espírito Santo - agente capacitador da obra de Deus. Plano de aula. Disponível em: http://ailtonsilva2000.blogspot.com/search?q=agente+capacitador. Acesso em 12 de janeiro de 2023

Silva, Ailton. E deu dons aos homens. Plano de aula. Disponível em: 

http://ailtonsilva2000.blogspot.com/2014/04/e-deu-dons-aos-homens-plano-de-aula.html. Acesso em 12 de janeiro de 2023

 

Por: Ailton da Silva - 13 anos (Ide por todo mundo)