Páginas

Mostrando postagens com marcador Elias - o profeta da chuva e do fogo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Elias - o profeta da chuva e do fogo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Elias - o profeta da chuva e do fogo. Capítulo 9


c) Presentes de Deus:

E disse Deus a Moisés:

  • Pisa Moisés na terra que você tanto desejou;
  • Pisa na terra que um dia você orou clamando pedindo autorização para entrar (Dt 3.23-26);
  • Pisa na terra que fez arder o seu coração tal como sarça que você viu em nosso primeiro encontro (Ex 3.1-2);
  • Pisa na terra que tanto te fascinou. Durante a caminhada pisaste somente em terras egípcias, midianitas, amalequitas, moabitas e amonitas, entre outras. Você foi tão zeloso que evitou pisar em terras edomitas (Nm 20.14-21), seus parentes (Gn 36.1, 9) para não provocar uma guerra desnecessária;
  • Pisa Moisés, pisa agora Moisés (Mc 9.4; Lc 9;30). Somente Eu sei em que forma você está e isto eu não revelei a ninguém na terra.

E disse Deus a Elias:

  • Contemple Elias a Restauração de Israel;
  • Veja bem os olhos Dele. Converse com Ele;
  • Era Ele que faltava para Israel ser completamente restaurado.

Após esta cena não seria loucura se Elias dissesse: "se foi para isto[1] que fui arrebatado, pronto, já terminei a minha missão".

 

d) Presente de homens, "as 3 cabanas":

Que presente maravilhoso Deus concedeu a Moisés e Elias! E o que os discípulos ofereceram de recompensa para estes dois grandes homens? Pedro ofereceu cabanas, uma para cada um deles, como se paredes e teto pudessem alegrar corações. Quanta diferença!

Enquanto Deus estava oferecendo um grande tesouro, apareceu Pedro com a sua ofertinha material.

Como a visão humana é curta. Após o quinto dia da criação, Deus viu que tudo o que havia feito era bom, Ele sabia o porque e para quem estava destinando aquela obra, por isto declarou diante daquela visão? “Façamos o homem”, pois eu tenho propósitos e objetivos (Gn 1.28-30), tenho metas e plano (cf Gn 3.15). E o homem, diante da visão de Cristo glorificado (Mc 9.2) somente conseguiu dizer: “Façamos cabanas, eu ofereço cabanas”.

Realmente Pedro não sabia o que dizia naquele momento (Mc 9.6). Mal sabia que Moisés havia perdido a sua bênção por ter dito algo mais ou menos parecido: "tiraremos água da rocha para vós"? Agora um mero homem se achou em condições de construir três cabanas para abrigar um que estava morto, outro que ninguém sabe como era a sua composição e outra para o Rei da Glória.

Que tipo de material poderia ser utilizado para construção daquelas cabanas? O que poderia abrigar e segurar um homem morto? Ou um que sequer conhecemos o teor de sua formação corpórea? Ou que tipo de material poderia abrigar e dar algum tipo de segurança para Jesus?

As paredes das cabanas não resistiram ao falecido Moisés, que não estava ali em carne, pois ao homem está ordenado morrer uma única vez e não temos relato de que tenha ressuscitado para participar daquela reunião.

As paredes das cabanas não resistiram ao vivíssimo Elias, pois seu corpo, alma, espírito ainda estavam intactos, uma vez que não havia conhecido a morte, portanto não haveria possibilidade de se manter na Terra após o término da reunião. Certamente voltou para o lugar de onde havia vindo, mas qual?

Jamais as paredes das cabanas poderiam resistir à Glória de Jesus.

 

e) O objetivo da Transfiguração:

Porque Moisés e Elias foram convocados? Bastava o testemunho da Lei e dos Profetas. Um estava morto e outro arrebatado e ninguém soube para onde foram após a reunião.

Independente dos convidados, origem e destino o evento teve seus objetivos e todos foram alcançados:

  • Conceder aos dois grandes vultos do passado hebraico um momento de intimidade, um relacionamento com Jesus, tal como os discípulos tiveram durante o ministério terreno. Estes dois personagens somente conheceram pelas referências proféticas, enquanto que os discípulos e Israel contemplarem e ouviram o Cristo;
  • Moisés e Elias receberam dois grandes presentes naquele evento, pois o primeiro havia perdido o direito de pisar na Terra Prometida (Nm 20.10; Dt 3.23-26; 34.4), enquanto que o segundo, até ao seu arrebatamento (II Rs 2.11) não havia visto Israel completamente restaurado;
  • Moisés estava pisando na terra de Israel e Elias estava contemplando a verdadeira restauração de Israel e da humanidade.

No Monte da Transfiguração Deus mostrou sua total aprovação ao ministério do Filho, que estava no pleno exercício de sua natureza divina, portanto qualquer um poderia se apresentar a Ele se fosse convocado, até mesmo um morto ou Elias, que ninguém sabia onde estava ou onde está, o que estava fazendo e muito menos em que forma estava durante aquele evento.

A Elias, o profeta do fogo, fica o nosso respeito, por ter sido um grande instrumento nas mãos de Deus. Que grandes ensinamentos extraímos de seu ministério.

  

Referências bibliográficas:

BARBOSA, Francisco de Assis. A apostasia no reino de Israel. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com.br/2013/01/licao-1-apostasia-no-reino-de-israel.html. Acesso em 02 de janeiro de 2013.

BARBOSA, Francisco de Assis. Elias, o tisbita. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com.br/2013/01/licao-2-Elias-o-tisbita.html. Acesso em 07 de janeiro de 2013.

BARBOSA, Francisco de Assis. A longa seca sobre Israel. Disponível em http://auxilioebd.blogspot.com.br/2013/01/licao-3-longa-seca-sobre-israel.html. Acesso em 15 de janeiro de 2013.

BARBOSA, Francisco de Assis. Elias e os profetas de Baal. Disponível em http://auxilioebd.blogspot.com/2013/01/licao-4-Elias-e-os-profetas-de-baal_24.html. Acesso em 23 de janeiro de 2013.

BARBOSA, Francisco de Assis. Um homem de Deus em depressão. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com.br/2013/01/licao-5-um-homem-de-deus-em-depressao.html.

BARBOSA, Francisco de Assis. A viúva de Sarepta. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com.br/2013/02/licao-6-viuva-de-sarepta.html. Acesso em 07 de fevereiro de 2013.

BARBOSA, Francisco de Assis. O legado de Elias. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com.br/2013/02/licao-8-o-legado-de-Elias.html. Acesso em 21 de fevereiro de 2013

BARBOSA, Francisco de Assis. Elias no monte da transfiguração. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com.br/2013/02/licao-9-Elias-no-monte-da-transfiguracao.html

BARBOSA, José Roberto A. A apostasia no reino de Israel. Disponível http://subsidioebd.blogspot.com.br/2012/12/licao-01.html. Acesso em 31 de dezembro de 2012.

BARBOSA, José Roberto A. A longa seca sobre Israel. Disponível em http://subsidioebd.blogspot.com.br/2013/01/licao-02_13.html. Acesso em 14 de janeiro de 2013.

BARBOSA, José Roberto A. A longa seca sobre Israel. Disponível em http://subsidioebd.blogspot.com.br/2013/01/licao-02_13.html. Acesso em 14 de janeiro de 2013. 

BARBOSA, José Roberto A. Elias e os profetas de Baal. Disponível em http://subsidioebd.blogspot.com.br/2013/01/licao-04.html. Acesso em 22 de janeiro de 2013.

BARBOSA, José Roberto A. Um homem de Deus em depressão. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com.br/2013/01/licao-05.html. Acesso em 28 de janeiro de 2013.

BARBOSA, José Roberto A. A viúva de Sarepta. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com.br/2013/02/licao-06.html. Acesso em 04 de fevereiro de 2013.

BARBOSA, José Roberto A. O legado de Elias. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com.br/2013/02/licao-08.html. Acesso em 19 de fevereiro de 2013.

BARBOSA, José Roberto A. Elias no monte da transfiguração. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com.br/2013/02/licao-09.html. Acesso em 25 de fevereiro de 2013.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. A apostasia no reino de Israel.  Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com.br/2013/01/1-trimestre-de-2013-licao-n-01-06012013.html. Acesso em 02 de janeiro de 2013.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. Elias, o tisbita.  Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com.br/2013/01/1-trimestre-de-2013-licao-n-02-13012013.html. Acesso em 07 de janeiro de 2013.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. A longa seca sobre Israel.  Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com.br/2013/01/1-trimestre-de-2013-licao-n-03-20012013.html. Acesso em 15 de janeiro de 2013.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. Elias e os profetas de Baal. Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com.br/2013/01/escola-biblica-dominical-igreja.htmlAA. Acesso em 24 de janeiro de 2013.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. Um homem de Deus em depressão. Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com.br/2013/01/escola-biblica-dominical-igreja_29.html. Acesso em 29 de janeiro de 2013.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. A viúva de Sarepta. Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com.br/2013/02/escola-biblica-dominical-igreja.html. Acesso em 06 de fevereiro de 2013.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. O legado de Elias. Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com.br/2013/02/1-trimestre-de-2013-licao-n-08-24022013.html. Acesso em 20 de fevereiro de 2013.

Estudantes da Bíblia. A apostasia no reino de Israel. Disponível em:http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2013/2013-01-01.htm. Acesso em 31 de dezembro de 2012.

Estudantes da Bíblia. Elias, o tisbita. Disponível em: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2013/2013-01-02.htm. Acesso em 07 de janeiro de 2013.

Estudantes da Bíblia. A longa seca sobre Israel. Disponível em: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2013/2013-01-03.htmAcesso em 14 de janeiro de 2013.

Estudantes da Bíblia. Elias e os profetas de Baal. Disponível em: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2013/2013-01-04.htm. Acesso em 21 de janeiro de 2013.

Estudantes da Bíblia. A viúva de Sarepta. Disponível em: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2013/2013-01-06.htm. Acesso em 07 de fevereiro de 2013.

JESUS, Isaías Silva de. Um homem de Deus em depressão. Disponível em: http://rxisaias.blogspot.com.br/2013_01_01_archive.html#5260358029366932813. Acesso em 31 de janeiro de 2013.

JESUS, Isaías de. Elias no monte da transfiguração. Disponível em: http://rxisaias.blogspot.com.br/2013_02_01_archive.html#5649381620375890076. Acesso em 26 de fevereiro de 2013.

JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. De Abraão a queda de Jerusalém. 8ª Ed. Traduzido por Vicente Pedroso. Rio de Janeiro. CPAD, 2004

LOURENÇO, Luciano de Paula. A apostasia no reino de Israel. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2013/01/aula-01-aposatasia-no-reino-de-israel.html. Acesso em 02 de janeiro de 2013.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Elias, o tisbita. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2013/01/aula-02-Elias-o-tisbita.html. Acesso em 07 de janeiro de 2013.

LOURENÇO, Luciano de Paula. A longa seca sobre Israel. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2013/01/aula-03-longa-seca-sobre-israel.html. Acesso em 15 de janeiro de 2013.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Elias e os profetas de Baal. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2013/01/aula-04-Elias-e-os-profetas-de-baal.html. Acesso em 22 de janeiro de 2013.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Um homem de Deus em depressão. Disponível em:http://luloure.blogspot.com.br/2013/01/aula-05-um-homem-de-deus-em-depressao.html. Acesso em 28 de janeiro de 2013.

LOURENÇO, Luciano de Paula. A viúva de Sarepta. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2013/02/aula-06-viuva-de-sarepta.html. Acesso em 05 de fevereiro de 2013.

LOURENÇO, Luciano de Paula. O legado de Elias. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2013/02/aula-08-o-legado-de-Elias.html. Acesso em 19 de fevereiro de 2013.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Elias no monte da transfiguração. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2013/02/aula-09-Elias-no-monte-da-transfiguracao.html. Acesso em 25 de fevereiro de 2013.

NEVES, Natalino das. Elias no monte da transfiguração. Disponível em: http://www.slideshare.net/natalinoneves1/2013-1o-tri-lio-9Elias-no-monte-da-transfigurao. Acesso em 27 de fevereiro de 2013.

OLIVEIRA, Ismael Pereira de. Elias e os profetas de Baal. Disponível em: http://ebdiadecal.blogspot.com.br/2013/01/licao-4-Elias-e-os-profetas-de-baal.html. Acesso em 24 de janeiro de 2013.

REDE BRASIL DE COMUNICAÇÃO. Elias, o tisbita. Disponível em: http://www.rbc1.com.br/licoes-biblicas/index/. Acesso em 08 de janeiro de 2013.

REDE BRASIL DE COMUNICAÇÃO. Elias e os profetas de Baal. Disponível em: http://www.rbc1.com.br/licoes-biblicas/index/. Acesso em 24 de janeiro de 2013.

REDE BRASIL DE COMUNICAÇÃO. Um homem de Deus em depressão. Disponível em: http://www.rbc1.com.br/licoes-biblicas/index/. Acesso em 29 de janeiro de 2013.

REDE BRASIL DE COMUNICAÇÃO. A viúva de Sarepta. Disponível em: http://www.rbc1.com.br/licoes-biblicas/index/. Acesso em 07 de fevereiro de 2013.

REDE BRASIL DE COMUNICAÇÃO. O legado de Elias. Disponível em: http://www.rbc1.com.br/licoes-biblicas/index/. Acesso em 19 de fevereiro de 2013.

SILVA, Eliezer de Lira. A busca do caráter cristão – aprendendo com homens e mulheres da Bíblia. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 3º trimestre de 2007. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, CPAD, 2007.



[1] Ele sabe que sua missão não encerrou no Monte da Transfiguração, seu ministério terá continuidade em Israel na Grande Tribulação.

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 13 de junho de 2022

Elias, o profeta da chuva e do fogo. Capítulo 9

O arrebatemento de Elias não significava o fim do ministério profético em Israel. O profeta foi levado vivo para o céu para que todos entendessem que o trabalho de restauração ainda não havia terminado.

Prova disto é que Elias, juntamente com Moisés, esteve presente no monte da Transfiguração para atestar a messianidade de Jesus. A presença dos neste evento serviu para confirmar que a Lei e os Profetas se cumpriram em Cristo, o Messias prometido.

A transfiguração de Jesus, a forma humana de se transcender ou se transfigurar em algo sobrenatural, relatada nos evangelhos sinóticos, é um dos mais emblemáticos acontecimentos registrados em o Novo Testamento (Mt 17.1-13; Mc 9.2-8; Lc 9.28-36).

Além de Moisés e Elias, estiveram também presentes Pedro, Tiago e João e nenhum deles aparece como a figura central. Naquele dia, as atenções foram tiradas do profeta de Tisbe e direcionadas ao profeta de Nazaré.

 

a) A convocação:

Somente Deus sabe onde e em quais condições se encontravam Elias e Moisés[1], pois nossa imaginação jamais conseguiria ir além para entender este mistério (cf I Co 2.14). O certo é que os dois foram avisados da obrigatoriedade da presença no monte da transfiguração, por isto não criaram obstáculos ou questionaram.

Tudo o que aconteceu ali, foi para edificação de todos, por isto não havia motivos para que não atendessem a tão sublime convocação. Depois da glorificação de Jesus diante dos dorminhocos discípulos (Lc 9.32), os dois convidados ilustres apareceram e iniciaram uma conversa sadia, gostosa e edificante (Lc 9.31). Que privilégio, pois muitos outros fiéis e piedosos desejaram aquele momento e não foram agraciados.

Ao final, se Moisés tivesse ousado perguntar a Jesus, se poderia então descansar em paz, devido a sua condição, digamos de falecido (Dt 34.7), a resposta seria afirmativa, já Elias ouviria um sonoro não, mesmo porque ainda estava vivo e tinha outra missão na terra (Ap 11.1-13).

 

b) Frustrações de dois homens:

Como havia sido difícil o ministério de Moisés e Elias. Confronto com governantes e reis (Ex 5.1; I Rs 17.1; 18.1; 21.19), revolta do povo (Nm 11.4-5; 14.22), desvio espiritual (Ex 32.1), apostasia (Ex 32.8; I Rs 12.28-29), descrença (I Rs 18.24) e outras tantas ações do povo que a cada dia mais se afastava de Deus, mas estes dois gigantes da fé, foram até ao final e contemplaram parte da benção.

Um chegou e contemplou a bênção, mas não colocou os pés, viu a porta fechada que não se abria, mesmo diante de seu clamor, enquanto que o outro havia lutado tanto e quando tudo parecia correr para um desfecho feliz, Deus o tomou desta terra.

Não era justo que não recebessem suas respectivas bênçãos. O plano de Deus previa, um dia, mostrar para os dois e ensinar para a sua igreja, que a justiça Dele é breve e certa.

Parece que ouço Moisés gritando bem alto: “Eis que estou às portas [...] se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta eu entrarei”. Deus ouviu sua voz (Dt 3.23-26), mas não abriu a porta (Dt 34.4-7). Então o grande profeta não pisou na Terra Prometida (Gn 15.13-16; 26.3; 28.14-15; Gn 50.25).

Com Elias aconteceu algo semelhante, ousadia e coragem no início do ministério (I Rs 17.1; 18.1), problemas e dificuldades materiais (I Rs 17.3, 9), longas viagens seguindo orientações de Deus:

  • Saiu de Gileade e foi até a presença do rei Acabe, para se apresentar e dizer que ainda havia Deus em Israel;
  • Foi até Querite, para conhecer o Deus da provisão e para ficar do tamanho certo;
  • De Querite à Sarepta, para apresentar o Deus da provisão e da vida à uma estrangeira necessitada;
  • No monte Carmelo, onde quase cuspiu fogo, pois foi agressivo, direto (I Rs 18.22-40) e honrado por Deus;
  • Do monte Carmelo até Jezreel, para conhecer na pele as consequências de atitudes impensadas (I Rs 18.46), de decisões precipitadas e fora da direção de Deus;
  • De Jezreel até Berseba para conhecer a solidão e ver Deus agindo em seu favor;
  • Foi até Horebe para ter um reencontro com Deus, uma volta às origens, que fortaleceu sua fé para receber a maior de todas as revelações. Algo que foi capaz de colocá-lo em pé imediatamente (I Rs 19.18);
  • Pelo Deserto de Damasco, para ungir dois reis, um para a Síria e outro para Israel e o seu sucessor, Eliseu;
  • Foi para Gilgal, enquanto preparava Eliseu para a sucessão, justamente no local onde o povo de Deus havia acampado (Js 4.19) logo depois da entrada triunfal na Terra Prometida, sobre às águas repartidas do Jordão;
  • Foi para Betel, o lugar de oração, onde Abraão edificou um altar ao Senhor (Gn. 12.8);
  • Foi até Jericó, o lugar da primeira batalha pela Terra Prometida (Js 6), pois até então, durante a caminhada, Israel havia se deparado com alguns inimigos que tentaram impedir a caminhada, mas agora o inimigo queria impedir a posse;
  • No rio Jordão (II Rs 2.1-6) se deu a última parada de Elias.

Parecia que Elias havia chegado ao topo do seu ministério, pois parecia ter visto Israel restaurado, buscando e adorando o verdadeiro e único Deus e não mais iludidos com as estátuas de Baal, mas foi neste momento que ouviu o “vem” de Deus e não resistiu ao chamado.

Elias desejou tanto ver Israel livre da idolatria e apostasia, mas foi tomado por Deus e imaginou ter deixado o caminho livre para Jezabel continuar com seu ardiloso plano de laicizar Israel, impondo-lhe a sua religião vã com seus ídolos quebráveis, no entanto, o seu sucessor daria continuidade ao seu serviço profético nas mesmas condições (I Rs 19.17).

A revelação do Horebe deixava claro que os que escapassem de Jeú, certamente conheceriam a espada de Eliseu. A rainha idólatra escapou do primeiro e deu de cara com o profeta sucessor de Elias (II Rs 9.30-35) e não escapou.

continua...



[1] Elias e Moisés foram os convidados especiais.

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Elias, o profeta da chuva e do fogo. Capítulo 8

d) Eliseu atento aos últimos de Elias na Terra:

Elias levou Eliseu a vários lugares diferentes e em cada um deles colocou o sucessor à prova. Este momento antecedeu o seu arrebatamento e também serviu de preparação para o discípulo (II Rs 2.1-8), que resistiu as provas, pois desejava algo a mais em sua vida.

Eliseu demonstrou estar familiarizado com aquilo que o Senhor estava prestes a fazer (II Rs 2.1) em sua vida. Estava consciente que algo extraordinário, envolvendo o profeta Elias, poderia acontecer a qualquer momento (II Rs 2.3), por isto ficou atento para fazer parte da história.

Também demonstrou perseverança quando se recusou a largar Elias, acompanhando-o até Gilgal, local onde Josué acampou com o povo de Israel (Js. 4.19). Depois continuou com o mestre até Betel, um lugar de oração, onde Abraão edificou um altar ao Senhor (Gn. 12.8). Firme como sempre, partiu com Elias até Jericó, o lugar da primeira batalha antes dos hebreus entrarem na Terra Prometida (Js 6) e por fim esteve junto ao mestre até que chegasse a sua última parada, o rio Jordão (II Rs 2.1-6).

O mesmo local onde Elias havia aparecido, para se apresentar ao rei Acabe (I Rs 17.1), servia agora para ser o palco do encerramento do ministério do profeta do fogo. Se Eliseu tivesse ficado pelo caminho, não teria sido o homem de Deus que foi!

Por fim Eliseu provou ser um homem vigilante e atento às oportunidades. O seu pedido, quando presenciou Elias ser levado aos céus (II Rs 2.12), foi ousado, algo que merece uma reflexão à parte, pois revela a nobreza da sua chamada. Diante de uma oportunidade única, não teve dúvidas, e pediu: “que haja porção dobrada do teu espírito sobre mim” (II Rs 2.9). Excelente obra desejou Eliseu (I Tm 3.1-2).

O discípulo queria fazer parte daquela história, queria também deixar o seu legado, fazer mais do que o mestre, para tanto seria necessário que iniciasse com chave de ouro. 

Sua intenção era requerer o direito à primogenitura sobre os demais profetas da escola de Elias. Quem deveria ser o substituto com a vacância do cargo? Quem deveria dar continuidade? Quem deveria assumir o controle sobre os demais e futuros profetas? Não poderia ser qualquer pessoa.

Eliseu fez o pedido baseado na Lei Mosaica (cf. Dt 21.17), que garantia ao filho primogênito o direito a porção[1] dobrada da herança, porém isto implicava em maior responsabilidade.

Deus agradou-se do pedido de Eliseu como se agradara do pedido de Salomão (I Rs 3.10). Muitas vezes as pessoas preferem aquilo que e medíocre em vez do que é nobre. Preferem escolher o que satisfaz o ego em vez de escolher o que agrada e alegra a Deus

 

e) Elias e Eliseu – diferenças e semelhanças:

Elias apareceu do nada no cenário mundial, um verdadeiro “estranho” (I Rs 17.1) e ficou conhecido como o "arrebatado”, pois sumiu diante dos olhos de Eliseu (II Rs 2.11), mas foi visto por Tiago, Pedro e João (Mc 9.4) no monte da Transfiguração. Por todo este tempo, o profeta do fogo, esteve "ausente da terra, mas presente no céu".

Já Eliseu, que teve pai e mãe (I Rs 1.29), esteve até o último momento de sua vida preocupado e trabalhou em prol de Israel (II Rs 13.14.19). Morreu e foi sepultado como qualquer outro ser humano (II Rs 13.20).

Acabe não conseguiu encontrar o esconderijo de Elias em nenhum lugar dentro do território de Israel, já o profeta Eliseu foi facilmente encontrado pelo rei Jeoáz (II Rs 13.14).

Elias, corajoso, se apresentou ao rei Acabe (I Rs 17.1), sem temer as represálias. Eliseu se apresentou a Jorão e a Josafá (II Rs 3.14) e não temeu repreendê-los diante do rei de Judá. Se apresentou também a Hazael, futuro rei da Síria, que faria muito mal a Israel e o ungiu como rei (II Rs 8.11-12).

Mas, um dia Elias temeu Jezabel (I Rs 19.2-3) e fugiu, bem diferente de Eliseu, que não teve medo de afrontar o filho dela, o rei Jorão (II Rs 3.14), tampouco o capitão de Samaria (II Rs 7.2).

Elias foi visto pela penúltima vez no Monte da Transfiguração (Mc 9.4), pois retornará para ser uma das duas testemunhas do Apocalipse (Ap 11.3-6). Já Eliseu não retornará mais, pois já conheceu a morte (Hb 9.27).

Elias procurou e encontrou seu sucessor trabalhando (I Rs 19.16-19) e formou com Eliseu, a dupla dinâmica, amigos inseparáveis até ao momento do arrebatamento.

 

f) Elias e Eliseu – Jesus e igreja:

Elias e Eliseu não desenvolveram seus ministérios concomitantemente (II Rs 2.14). Um somente entrou em cena depois que o outro foi tirado deste mundo (II Rs 2.11), da mesma forma a igreja somente iniciou o exercício de sua função depois que Jesus subiu aos céus e logo após ser cheia do Espírito Santo (At 1.9; 2.1).

Elias foi tirado de Eliseu, foi separado pelos carros, fogo e levado pelo redemoinho. Estavam andando e falando um com o outro, quando isto aconteceu. Os discípulos também estavam conversando com Jesus quando o viram se tornar assunto aos céus (At 1.3-8).

Jesus havia avisado seus discípulos que iria (Jo 16.18; At 1.10), o mesmo foi feito por Elias que também avisou Eliseu (II Rs 2.9,12).

Elias preparou Eliseu para sucedê-lo, um ensinava e o outro aprendia (I Rs 19.21), assim como os discípulos aprenderam[2] com Jesus.

Eliseu foi cheio (II Rs 2.12-14), na descida da capa de Elias sobre ele, enquanto que os discípulos foram cheios (At 2.1-4) na descida do Espírito Santo.

Eliseu desejou a porção dobrada, conforme a herança reservada para o filho primogênito (Dt 21.15-17). Desejou a continuação do ministério profético. A igreja sucederia Jesus no ministério de socorro aos gentios e daria continuidade ao que foi iniciado (Mt 8.5-13; Mt 15.21-28).

Faltou somente ter aparecido dois varões de branco, tal como aconteceu com os apóstolos (At 1.11), para animarem o coração de Eliseu após o arrebatamento de Elias. Certamente diriam: “Assim como você o viu subir, um dia voltará, para ser uma das duas testemunhas do Apocalipse (Ap 11.2), mas antes voltará para conversar um pouco com Jesus e Moisés no monte da Transfiguração (Lc 9.31).



[1] A porção dobrada, a principio, significava mais poder acompanhado de mais responsabilidades.

[2] Os discípulos foram ensinados (Mt 11.29; Jo 9.2) e colocaram em prática logo na primeira oportunidade (At 3.4).

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

terça-feira, 24 de maio de 2022

Elias, o profeta da chuva e do fogo. Capítulo 8

O SUCESSOR: MINISTÉRIO IDÊNTICO? 

Elias não descendeu de figuras importantes tal como os profetas Sofonias, Zacarias (Sf 1.1; Zc 1.1; Ne 5.1) e não foi tão importante como Isaías, filho de Amós (Is 1.1), sobrinho do rei Uzias.

Apareceu do nada no cenário bíblico (I Rs 17.1). Saiu do anonimato do dia para a noite, mas não fez uso da fama em nenhum momento. Quando se tornou conhecido pelo rei Acabe, obedecendo às ordens de Deus, se escondeu no ribeiro de Querite, para depois ser enviado a Sarepta.

Elias sabia muito bem de onde havia vindo, de Tisbe, mas não imaginava para onde iria (II Rs 2.11; cf  Jo 14.4; Gn 16.8). Não tinha onde reclinar a cabeça, tal como Jesus (I Rs 17.1, 4, 9; 19.4, 8, 9, cf Mt 8.20), já as duas raposas, Acabe e Jezabel, tinham seus palácios para descansarem.

Devido a profecia entregue, como cartão de visita (I Rs 17.1), não teve transito livre nos palácios acabianos, como tiveram Isaias, Sofonias, Jeremias, em suas respectivas épocas, na verdade, não poderia sequer passar pelas ruas ao entorno, marcar audiências, muito menos sentar-se à mesa para ser seduzido pelas ofertas jezabélicas, que não eram poucas (Ap 2.20).

Surgiu como fogo, com uma palavra que queimava como tocha e durante seu ministério protagonizou um dos fatos mais impactantes em Israel (I Rs 18.39).

Durante sua estadia em Querite, suportou receber e comer alimentos trazidos por corvos, ave imunda, pois estava forte e se fosse preciso os enxotaria, mas quando estava fraco (I Rs 19.3-4) Deus enviou um anjo, já que, naquela situação, o profeta certamente não se alimentaria.

Elias fugiu e se escondeu justamente na terra da mulher que estava lhe perseguindo, Sarepta de Sidom. Esta foi uma das fugas mais espetaculares da história humana, pois se escondeu na cidade onde jamais seus inimigos pensariam em procurá-lo (I Rs 17.9).

Acabe designou para a tarefa de encontrar Elias um dos sete mil fiéis, Obadias, justamente o que havia escondido e sustentado com pão e água os cem profetas que foram poupados da morte (I Rs 18.1-3; 13).

Foi um profeta presente na história de Israel, que um dia se ausentou (I Rs 17.3, 9; II Rs 2.11). Desapareceu diante dos olhos arregalados de Eliseu (II Rs 2.11).

 

a) O pré e pós Monte Carmelo:

Após o glorioso desfecho do sacrifício do Carmelo, Elias não se aproveitou da fama (I Rs 18.38-39), pois se existisse alguém que não o conhecesse em Israel certamente passou a conhecê-lo. Naquele dia quase se transfigurou, antes da hora, pois estava cuspindo fogo.

Anos mais tarde apareceu juntamente com Moisés, como representante dos profetas, para atestar a messianidade de Jesus e para contemplar a restauração total de Israel. A restauração que tanto desejou ver em Israel, contemplou ali no monte na pessoa de Jesus.

Elias apareceu na Terra, aos assustados Pedro, Tiago e João, talvez pela penúltima vez (Mc 9.4), pois é um forte candidato a ser uma[1] das duas testemunhas do Apocalipse (Ap 11.1-6)

 

b) Ministérios coincidentes?

Elias e Eliseu, amigos inseparáveis, até que o arrebatamento os separou (II Rs 2.11). Os dois ressuscitaram filhos de mulheres desesperadas. A viúva de Sarepta disse: “porque vieste aqui”, enquanto que a sunamita disse: “eu não te pedi filho”. Multiplicaram também azeite para a viúva em Sarepta e para a viúva dos filhos dos profetas.

Os dois abriram o rio Jordão. Foram ameaçados de morte. Jezabel deu apenas vinte e quatro horas de vida a Elias, dizendo “assim me façam os deuses e outro tanto” (I Rs 19.2) e Eliseu teve sua cabeça posta a prêmio, quando o rei de Samaria disse: “assim me faça Deus e outro tanto” (II Rs 6.31).

Eliseu não enfrentou Jezabel porque ela não escapou da espada de Jeú, conforme revelado a Elias ainda em Horebe, o monte de Deus (I Rs 19.17), mas se tivesse escapado certamente encontraria o profeta pela frente.

Eliseu não encontrou Jezabel, mas encontrou o filho, o rei Jorão, um mau governante e todo atrapalhado, pois culpou Deus pelos seus erros, quando decidiu pela guerra contra os moabitas (II Rs 3.13).

Que assombro para a casa de Acabe, pois pensaram: “não tem fim estes homens, um sumiu e dizem que foi levado para o céu e o sucessor perturba Israel tanto quanto o anterior” (cf I Rs 18.17; II Rs 13.21).

 

c) A chamada do sucessor:

A chamada de Eliseu foi o aviso prévio para Elias. Deus ia “dar baixa” em sua carteira de Trabalho. O convite para o sucessor (I Rs 19.19-21) foi rico em detalhes:

     Eliseu fazia parte da estatística dos sete mil fiéis. Aliás o sucessor de Elias só poderia sair deste grupo;

     Eliseu estava trabalhando com doze juntas de bois! A obra de Deus não é profissão ou emprego. É vocação!

     Eliseu percebeu que o ministério tem custo! Sacrificou os bois e os deu como comida ao povo e seguiu Elias. Quem coloca as mãos no arado não pode olhar para trás;

     Eliseu entendeu que o ministério profético é um servir, por isto passou a servir a Elias.

A luta contra a apostasia parecia perdida, mas Deus ainda estava no controle da situação, assim como esteve nos casos das chamadas de Moisés, para libertar os hebreus do Egito (Ex 3.8-10), de Gideão para coibir a presença dos midianitas (Jz 6.14), Isaías e Jeremias para resgatar a fé de Judá (Is 7.9; Jr 1.10). Agora Eliseu não poderia desprezar o dom que havia nele (cfe II Tm 1.6; I Tm 4.14), precisava manter firme o pulso contra a apostasia.

Elias lanço sobre Eliseu o seu manto (I Rs 19.19), como símbolo da continuidade profética (II Rs 1.8, cf Zc 13.4). O lançamento da capa[2] demonstrava transferência de poder e autoridade e com este gesto, o sucessor estava sendo credenciado para o ofício profético.

Porém a sucessão não se confirmou de imediato, pois houve um tempo entre o “lançar” (I Rs 19:19) e “o cair[3] do manto” (II Rs 2:14). Deus não teve pressa para finalizar o processo sucessório. Este período de transição serviu para provar que o sucessor era realmente vocacionado e chamado.

Eliseu não foi escolhido às pressas, pelos seus préstimos, qualidades ou títulos, pois de nada adiantaria o ofício se a unção não acompanhasse o sucessor! Portanto na era o fazer que determinaria a unção, mas sim a unção que validaria as obras de Eliseu.

continua...



[1] Uma das duas testemunhas terá o poder para fazer descer fogo do céu (I Rs 19.38; II Rs 1.9-14) e para fechar os céus para que não haja chuva (I Rs 17.1), tal como fizera Elias (Tg 5.17).

[2] A capa, peça importante do vestuário de uma pessoa, transferiu autoridade, poder e responsabilidade profética a Eliseu.

[3] O "lançar" da capa de Elias significou a chamada (I Rs 19.19), enquanto que o "cair" (II Rs 2.13)significou o início do ministério.

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)