Presidente Prudente (SP),

Apresentação da lição em power point

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Espírito Santo - agente capacitador da obra de Deus. Plano de aula.

ESPÍRITO SANTO - AGENTE CAPACITADOR DA OBRA DE DEUS.
VIRTUDE DO ESPÍRITO SANTO - NOVAS TESTEMUNHAS
NA REGENERAÇÃO NOS TORNARMOS SERVOS
NA CAPACITAÇÃO NOS TORNARMOS SOLDADOS
ATOS 2 – REVESTIMENTO PARA A IGREJA – RENOVAÇÃO PARA A HUMANIDADE

INTRODUÇÃO
O ESPÍRITO SANTO é:
• o agente da salvação.
• o agente da nossa santificação.
• o agente divino para o serviço do Senhor
• o agente divino que batiza ou implanta os crentes no corpo único de CRISTO, que é sua igreja (1Co 12.13)

Agente é aquele que faz algo, que toma uma atitude, pratica uma ação.
Agente capacitador é aquele que faz com que alguém se torne capaz a realizar algo, ou seja, tenha a habilidade de fazer algo, esteja apto a realizar algo. O Espírito Santo é a Pessoa Divina que nos torna aptos a realizarmos a obra de Deus.

A igreja pode facilmente ser tentada a pensar que é capaz de desenvolver a obra de Deus pelos seus próprios esforços. Principalmente nos dias atuais em que muitas instituições religiosas deixaram de ser igrejas e se transformaram em empresas.

Mas não podemos achar que podemos fazer tudo sozinhos, com os nossos conhecimentos, recursos financeiros e influências políticas. Se assim pensamos, nos portaremos como a igreja de Laodicéia (Ap. 3.14-22), justamente o oposto da Igreja de Filadelfia (Ap. 3.7-13) que era pobre e rica ao mesmo tempo, tinha poucas forças, mas era forte, pois guardavam a Palavra de Cristo e não negava o Seu nome (Ap. 3.8).

Para cada crente salvo Deus tem uma chamada e uma forma de preparação, de capacitação. Cremos que Deus age em nossas vidas de acordo com seus propósitos.
• Ele preparou Moisés em seus primeiros 40 anos de vida no Egito a fim de ser um poderoso líder no deserto. Depois o capacitou durante outros 40 anos a fim de se tornar um verdadeiro pastor de ovelhas;
• Preparou Elias em Querite (1Rs 17:3,5) e em Sarepta (1Rs 17:9,10), para depois fazer chover em uma terra assolada pela seca e fazer descer fogo do céu diante dos profetas de Baal;
• Preparou Davi, junto das ovelhas, para ser rei de Israel. Da mesma forma, o Espírito Santo nos prepara para a chamada de Deus, de forma que estejamos sempre dependendo dEle ao longo do cumprimento de nossa vocação.

Os discípulos receberam de Jesus a comissão de pregar o evangelho, fazendo discípulos em todas as etnias (Mt. 28.19; Mc. 16.15). Mas para fazê-lo, eles deveriam depender do Espírito Santo, não confiar apenas na capacidade humana, por isso, o Senhor os orientou para que ficassem em Jerusalém, até que do fossem revestidos de poder (Lc. 24.49).

Eles eram frágeis e temiam as autoridades religiosas, o próprio Pedro negou a Jesus (Lc. 22.60-62). Depois de ter recebido o poder do Espírito Santo, testemunhou com ousadia perante as autoridades judaicas (At. 2.36). Estavam cientes da dependência da atuação direta do Espírito Santo, principalmente nos momentos críticos.
• Os primeiros obreiros não foram escolhidos por meio de conchavos político-eclesiásticos ou por conveniências e amizades;
• As divergências na igreja também foram resolvidas através da operação do Espírito Santo. Quando a igreja se sentiu ameaçada pelas heresias dos judaizantes os líderes da igreja se reuniram em Jerusalém;
• A expansão da igreja foi uma obra do Espírito Santo, instrumentalizando os seus apóstolos. O próprio Espírito Santo modificou o programa de viagem de Paulo e Silas para a Ásia Menor, conduzindo-os para Macedônia e Grécia.

I. O RELACIONAMENTO DO ESPÍRITO SANTO COM A HUMANIDADE
No dia pentecoste Pedro jamais falou ou condenou a conduta daqueles que ouviram a sua mensagem, já que muitos viviam na promiscuidade, lascívia, mundanismo, materialismo, prostituição, mentiras, porfias e etc. Sua intenção não era envergonhar, mas sim apresentar aos perdidos o Salvador. O único pecado apontado por Pedro, naquela ocasião foi a incredulidade do povo, que os levavam a cometer outros tantos.

A vinda do Espírito Santo no Dia de Pentecostes, momento em que os quase 120 discípulos (Atos 1:15) foram batizados com o Espírito Santo, inaugurou uma nova fase no relacionamento com a humanidade.

Proporcionando a regeneração, ato pelo qual Deus renova o coração do homem, atingindo o âmago, o ponto fundamental da pessoa humana, ou seja a mente, os sentimentos e a vontade (I Tm 2.1-4) e por fim a totalidade de seu corpo, fazendo-o reviver depois de estar morto.

1 - O Espírito Santo opera em nossas faculdades mentais
O espírito humano é a parte encarregada de fazer a ligação e promover o relacionamento entre o homem e Deus, por isto precisa estar ligado ao Espírito Santo. Sem esta ligação é impossível o homem arrepender-se, adorar ou servir ao Senhor. O espírito humano é divido em duas faculdades:
• consciência – pequenina voz que nos orienta e avisa sobre o certo ou errado;
• fé - capacidade que temos de confiar em Deus, de acreditar em Suas palavras e obedecer.

2 - O Espírito Santo operando em nossos sentimentos e vontades.
O Espírito Santo convence o pecador do seu pecado, da justiça e do juízo. Seu efeito é fazer com que o homem passe do estado de morto e separado de Deus para o estágio espiritual até alcançar a estatura de varão perfeito. Ele muda a disposição de nossa alma, inclinando nosso coração para Deus.
O Espírito Santo habilita o crente, preparando-o para a vitória sobre o poder do pecado. Por si mesmo, o crente não encontra meios de vencer o pecado ao seu redor. Ele precisa de poder para vencer o pecado nas suas inumeráveis investidas.

3 – O Espírito Santo e a adoção
Uma das tarefas do Espírito Santo é criar no filho de Deus a convicção da filiação, capaz de leva-lo a conhecer a conhecer Deus como Pai (Gl 4.5,6). O termo "Aba" é aramaico e significa "Pai". Era a palavra que Jesus empregava quando se referia ao Pai celestial. Esta adoção significa “por como filho”. Agora, o Espírito Santo testifica com o nosso espírito de que somos filhos de Deus (Rm 8:16).

Os privilégios dos filhos adotados:
• pelo Espírito Santo recebemos a convicção de fomos feitos filhos de Deus por intermédio do Sangue de Cristo, portanto podemos chamá-lo de Pai;
• se torna herdeiro da riqueza do Pai, mas para desfrutarmos da Glória devemos sofrer as aflições como um bom soldado de Cristo.

II. O ESPÍRITO SANTO NA VIDA DO CRENTE
1 – A presença constante do Espírito Santo
Na conversão, o homem, recebe o Espírito Santo e se torna co-participante da natureza divina. É tornado templo do Espírito Santo e, como tal, passa a ter um corpo que tem como finalidade e propósito única e exclusivamente a glorificação do nome do Senhor e a realização de obras que sejam boas e agradáveis a Deus (I Cor 3”16).

O Espírito Santo, após convencê-lo da morte, do pecado e do juízo, vem habitar no interior do crente. O Espírito Santo é chamado por Jesus de Consolador, ou seja, de Paracleto, palavra que significa aquele que está ao lado, aquele que defende e que se coloca no lugar da pessoa, um verdadeiro advogado. Este é o papel do Espírito Santo.

O Espírito Santo é um verdadeiro inquilino e mesmo ocupando o interior do homem, não elimina a liberdade e o livre-arbítrio do ser humano. Tanto assim é que o apóstolo recomenda que não entristeçamos o Espírito Santo (Ef 4:30), pois, caso isto ocorra, poderá Ele afastar-Se de nós (Sl 51:11). Trata-se, portanto, de um morador sensível, que está pronto a nos ajudar, mas que não tolera convivência ou mistura com o pecado, pois, como é Deus, é Santo e abomina o pecado (Lv 20:7, 1Pe 1:15,16).

2 – O desenvolvimento da relação com o Divino Espírito Santo
O Espírito Santo na vida do crente salvo produz uma série de benefícios, que lhe permitem um contínuo crescimento espiritual.
• Santificação - Faz com que o cristão inicie um contínuo processo de santificação, que nada mais é que a progressiva e contínua separação do pecado. É o desejo de vermos o nome de Jesus crescendo em nós (João 3:30);
• Garantia - O Espírito Santo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Sendo assim, temos, em nós, a garantia de nossa salvação;
• Dispertamento – para a obra e para uma vida de oração e meditação da Palavra de Deus;
• Pregação da palavra - O Espírito Santo tem como missão fazer-nos lembrar da Palavra de Deus e ensinar-nos esta mesma Palavra (João 14:26);
• Discernimento espiritual - Promove maior sensibilidade espiritual, pois é através do Espírito Santo que passamos a discernir as coisas espirituais. A presença do Espírito Santo faz-nos entender as coisas espirituais, entender e compreender a vontade de Deus e, portanto, a termos uma vida de intimidade e de comunhão com o Senhor, intimidade esta que é contínua e progressiva (2Co 3:18).

3 – Ser cheio do Espírito Santo
Mesmo quem foi batizado no Espírito Santo, como Paulo foi (At 9.17), deve ser sempre renovado, estando sempre cheio do Espírito. Existem ocasiões que necessitamos de poder extraordinário do Espírito para o enfrentamento da oposição ao evangelho ou atividade satânica e para avançar anunciando o evangelho.


III. O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO CAPACITA-NOS A FAZER A OBRA DE DEUS
1 – Intrepidez para testemunhar

O batismo com o Espírito Santo outorga maior dinamismo espiritual, isto é, mais disposição e maior coragem na vida cristã para testemunhar de Cristo (Mc 14.66-72; At 4.6-20).
O propósito principal do batismo no Espírito Santo é o recebimento de poder divino para testemunhar de Cristo, para ganhar os perdidos para Ele, e ensinar-lhes a observar tudo quanto Cristo ordenou.

Quando Daniel Berg esteve no Brasil pela última vez, antes de passar para o Senhor, lhe perguntaram qual era o segredo do crescimento das Assembléias de Deus no Brasil, e ele simplesmente respondeu: “É o Espírito Santo. É o Espírito Santo que batiza os crentes e eles saem pregando o Evangelho e ganhando almas para Jesus. É esse o Segredo”.

2 – Formação dos discípulos
O propósito da Grande Comissão é fazer discípulos e com qualidade, de forma que observem os mandamentos de Cristo (Mt 28:8.18,19). Aceitar Jesus como Salvador requer a crença na veracidade do Evangelho e o compromisso de negarmos a nós mesmos e tomarmos nossa cruz a cada dia (Lc 9.23).

É realmente obrigação anunciar o evangelho (Mt 28.18-19). Eis a nossa responsabilidade pessoal. E para nos dar autoridade para sermos testemunhas foi que Jesus rogou ao Pai que enviasse o Consolador, o Espírito Santo.

3 – Chamados para servir
A verdadeira grandeza não é questão de liderança, de autoridade, nem de grandes realizações pessoais (Mc 10.42), mas, sim, uma atitude do coração, de sinceramente viver para Deus e para o próximo.

A capacitação para a obra missionária, nos moldes desejados pelo Senhor, exige, previamente, o batismo com o Espírito Santo. Não fosse assim, Jesus não teria determinado que os discípulos, antes de darem início a esta obra, aguardassem em Jerusalém o revestimento (Lc.24:49), como também não teria revestido de poder a Paulo antes mesmo de ele iniciar a pregação do evangelho nas sinagogas de Damasco. Se Jesus entende ser necessário, indispensável, que alguém, antes de iniciar a obra missionária, seja revestido de poder, sendo, como é, o dono da obra, quem somos nós para questionarmos esta realidade?

A Bíblia nos afirma que todos os crentes são chamados para servir a Deus, e todos têm uma função específica a cumprir (I Pe 2.9).

Na visão missionária do Espírito Santo cada crente batizado deve ser um missionário, em potencial. O trabalho missionário somente pode ser feito pelo homem. Os Anjos não podem contar o que Jesus fez por eles. Não podem ser testemunhas. Foi ao homem que o Senhor Jesus entregou a missão de pregar o Evangelho (Mt 16:15).

O pontapé inicial para a obra missionária dá-se no recebimento da virtude do Espírito Santo. A segunda parte consiste na transformação de simples homens e mulheres em testemunhas, já que a virtude e o poder são dados com um objetivo claro e especificio, aplicá-lo na obra.

Pedro antes de receber a virtude do Espírito Santo temeu ser testemunha de Jesus:
• Negou ter estado com ele;
• Negou ser seu discípulo;
• Negou conhecê-lo (Mt 26:69-74);
• Negou uma, duas, três vezes e imediatamente o galo cantou.

De um homem tão fraco o que poderia se esperar? A virtude, ou Poder, não foi dada para ser armazenada dentro do homem, mas para ser utilizada. O mesmo homem que há cinquenta dias atrás negou até mesmo conhecer Jesus, agora, em pé, diante de milhares de pessoas, com ousadia, pregou a Palavra de Deus, como uma verdadeira testemunha de Jesus. Como resultado de sua pregação agregaram-se quase três mil almas (Atos 2:41).

4 - A capacitação do Espírito Santo (extra revista)
O Espírito Santo capacita os cristãos de diferentes formas nos variados aspectos da obra de Deus:
a) Capacitação para a pregação. O Espírito Santo torna apto o crente que se predispõe a proclamar o evangelho de Jesus Cristo, concedendo-lhe unção e ciência da Palavra.
• O Apóstolo Pedro pregou com grande ousadia, conquistando quase três mil almas para Cristo (At 2.14-41). Posteriormente pregou novamente, ganhando dessa vez mais duas mil almas (At 3.12-26; 4.4);
• A unção do Espírito foi algo tão intenso na pregação do diácono Estêvão, e ele o fazia com tanta sabedoria, que os seus opositores não conseguiam resistir-lhe ou refutá-lo (At 6.9,10). É uma das mais belas pregações de toda a Bíblia (At 6.8-15; 7.1-60). Ele fez uma síntese da história de Israel e demonstrou, com base no Antigo Testamento, que Jesus era o Cristo;
• Dentre as muitas pregações do Apóstolo Paulo podemos destacar a pregação no em Atenas (At 17.15-34), no Templo de Jerusalém (At 21-22), perante o Sinédrio (At 23.1-11), pregações entre os governadores Félix e Festo (At 24 e 25.1-17) e diante do Rei Agripa (At 25.18-27; 26.1-32).

b) Capacitação para operações de sinais e maravilhas. O Espírito Santo prestou sua cooperação com os discípulos através de milagres e maravilhas:
• Cura de um coxo de nascença (At 3.6-26), assim o nome de Jesus se fez notório;;
• Revelação do Espírito Santo sobre Ananias e Safira, criando temor na igreja;
• A sombra do Apóstolo Pedro curava os enfermos e libertava os endemoniados (At 5.14-16). Isso atraía multidões de Jerusalém e de cidades circunvizinhas;
• Os livramentos aos apóstolos que eram milagrosamento libertos das prisões (At 5.17-25);
• Até na morte de Estêvão houve sinais e maravilhas (At 6.8-10);
• O arrebatamento de Filipe até Azoto, com o objetivo de evangelizar outras cidades (At 8.39,40);
• A cura de um coxo de nascença atraiu multidões no ministério de Paulo (At 14.8-11). Até os lenços e aventais do apóstolo eram utilizados para curar (At 19.11,12).

c) Capacitação para a obra missionária. O Espírito Santo é o principal responsável pela chamada missionária. Ele comunicou aos apóstolos que estavam em Antioquia que havia escolhido Saulo e Barnabé para obra da evangelização transcultural (At 13.2). O Espírito não apenas os chamou, mas os enviou, capacitou e esteve lado a lado com os seus filhos durante as viagens missionárias.

d) Capacitação mediante os dons espirituais e ministeriais. Os dons espirituais são manifestados com o tríplice propósito de edificar, exortar e consolar os santos. Estão listados em I Co 12.4-11. Os dons ministeriais são dados como uma chamada específica, a fim de promover o aperfeiçoamento dos santos e a edificação do corpo de Cristo (Ef 4.11; I Tm 3.8,12; Tt 1.5-7).

CONCLUSÃO
O objetivo principal de todas as operações do Espírito Santo na vida do crente é transformá-lo segundo a imagem de Cristo, nos termos mais literais possíveis (2 Co 3.18). A promessa de Jesus aos seus discípulos foi a presença constante do Espírito em suas vidas.


Uma igreja poderosa depende da agência do Espírito Santo na escolha dos líderes, na evangelização, na obra missionária e na resolução de conflitos. A igreja primitiva, impulsionada por esse poder, foi capaz de expandir o evangelho de Cristo até aos confins da terra, pois enquanto os discípulos pregavam o evangelho com ousadia, o Consolador convencia os ouvintes do pecado, da justiça e do juízo (Jo. 16.8-11).

O cumprimento da Grande Comissão só foi (e é) possível por causa da descida do Espírito Santo de Deus. É ele quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8-11), santifica os já convertidos mediante a manifestação do fruto (Gl 5.22), manifesta os dons espirituais e ministeriais no seio da Igreja (Ef 4.11; I Co 12.6-11), e capacita das mais variadas formas os cristãos a desempenharem a obra de Deus.

fonte: Este plano de aula foi elaborado com base nos subsídios publicados no site abaixo e de acordo com o proposto na revista EBD.
resumo extraido: www.ebdweb.com.br
Bíblia de Aplicação Pessoal
Revista EBD - 2º trimestre 2011 - lição 4

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