ABUNDÂNCIA DE PROBLEMAS
POSSO TUDO – VIDA SANTA?
POSSO TUDO – VIDA MATERIAL?
SER GRATO NA PROVISÃO? FÁCIL
SER GRATO NA NECESSIDADE? DIFÍCIL?
POSSO TUDO: RECUPERAR O QUE PERDI (Fp 3.8)
LIÇÃO 7 – 1º TRIMESTRE 2012
PROPOSTA DA LIÇÃO:
• Às vezes a presunção é maior que a confiança;
• Mantra: “posso todas as coisas”. E a soberania de Deus?
• Pirlimpimpim: “posso todas as coisas”
• Paulo defensor? Ou combatente da teologia da prosperidade?
• Fazia tendas e terminou seus dias em uma fria prisão em Roma;
• A prisão de Paulo foi de grande valia para o Evangelho;
• Exemplo de Jesus: A encarnação não diminuiu a sua divindade;
• Atual conceito de prosperidade: declaração de independência;
• A nossa suficiência está em Deus e não em nós mesmos;
• Prosperidade bíblica: consolida-se na unidade e comunhão.
INTRODUÇÃO
Muitos falsos mestres e porque não dizer, muitos de nós, interpretam de forma equivocada uma das maiores declarações do apostolo Paulo: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fp 4.13). Muitos ensinos que levam o homem a pensar que pode fazer o que quiser e o que vem entender, pois contará com o aval de Deus, independente das circunstâncias. Esta declaração chega a ser usada como um mantra, sendo capaz de garantir tudo a vida, até mesmo a ignorância em relação a soberania de Deus. Esta interpretação errada caracteriza muito mais a presunção, do que propriamente a confiança, sugere mais o triunfalismo do que a verdadeira fé.
Este texto é considerado por muitos como um instrumento capaz de inserir o homem em suas batalhas e empreitadas. Acreditam que podem vencer todas as barreiras para então possuírem tudo, pois está garantido por Deus.
Mas o que o apóstolo Paulo quis dizer com esta declaração (Fp 4.10-20)? Ele relacionou necessidades pessoais que foram vividas durante seu ministério? Fartura, abundância, dar, receber, mas também ele falou sobre a pobreza, fome, escassez, necessidades e falou algo sobre receber “ajuda” de quem estivesse em melhores condições materiais.
A epístola ao Filipenses foi uma das cartas da prisão (Fp. 1.7, 13, 14) e mesmo nestas condições o apóstolo agradece a generosidade dos irmãos (Fp 4.14-19). Fez questão de revelar sua imensa confiança em Deus e rogou para que não desanimassem por causa de sua atual condição (Fp 1.12-26).
Em suma, a sua intenção era dizer que poderia passar por todas as situações, boas ou ruins, pois Deus o fortalecia, mas na abundância há necessidade da ajuda Divina? Ou somente nas horas difíceis da vida? Em todos os momentos, independente da situação ele foi suprido por Cristo em tudo o que precisava, mas também suportou todas as outras intempéries da vida ou então esta declaração o ajudava a recuperar tudo o que havia perdido após sua conversão (Fp 3.8). Muitas foram as suas perdas, mas tudo ele considerava “esterco” diante da justiça de Deus revelada pela sua fé.
I. PROSPERIDADE NA ADVERSIDADE
1. ESCASSEZ E ABUNDÂNCIA.
Paulo declarou a sua total dependência de Cristo quando afirmou que sabia lidar com as bênçãos em abundancias e com a necessidade (Fp 4.12). No início de seu ministério fazia tendas (At 18.3) e findou em uma prisão em Roma (At 28.30). No final de seus dias, precisou que Timóteo lhe enviasse uma capa, para se aquecer no cárcere (II Tm 4.13). Por isto afirmamos que o apóstolo não dependia da abundância ou da escassez de bens materiais, mas sim da suficiência em Cristo. O problema não era a falta de bens, mas sim como reagiria a esta situação. A vida de Paulo não serve como modelo para a teologia da prosperidade.
a) Escassez de recursos e abundância de sofrimento:
• Abundância: perseguições, ameaças, esquecido, abandonado, açoitado, apedrejado, caluniado, fustigado com varas, prisões, naufrágios, fome e a presença de falsos irmãos (II Co 11.23-27);
• Escassez: gratidão, recursos financeiros, aplausos do mundo.




