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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Assembléia de Deus - 100 anos de pentecostes. Plano de aula.

ALELUIA – O BRADO DO MOVIMENTO PENTECOSTAL

19 DE NOVEMBRO – DIA DA BANDEIRA NACIONAL

19 DE NOVEMBRO – DIA DA CHEGADA DA BANDEIRA PENTESCOSTAL

Introdução

Na virada do século XX, ondas de avivamento estavam acontecendo em várias partes do mundo, com destaque para os EUA, mas ainda faltava o Brasil. Historicamente, a fundação das Assembléias de Deus do Brasil está ligada a este citado avivamento americano e posteriormente, à cooperação da igreja em Estocolmo, Suécia.

Daniel Berg e Gunnar Vingren não tinham perspectivas de dias melhores, em suas respectivas terras, ou muito menos esperavam que algo de extraordinário viesse a acontecer em suas vidas, mas o plano de Deus já estava traçado.

Berg, dedicando-se, na época, apenas ao trabalho secular e Vingren, pastor ordenado pela Igreja Batista Sueca nos EUA, se conheceram em Chicago. Ambos já estavam inflamados pelas chamas do Movimento Pentecostal norte-americano quando compartilharam entre si suas experiências e, juntos, em oração, receberam o chamado para o nosso país.

I. O CHAMADO MISSIONÁRIO DOS PIONEIROS

1. A experiência pentecostal de Daniel Berg.

Daniel Högberg (Daniel Berg), Missionário, Evangelista, Pastor e fundador das Assembléias de Deus no Brasil, nasceu no dia 19 de abril de 1884, na cidade de Vargon, na Suécia, às margens do lago Vernern. Seus pais, Gustav Verner Högberg e Fredrika Högberg converteram-se numa Igreja Batista de Ranum, onde em 1889.

Em 5 de março de 1902, aos 18 anos, deixou seus país, devido a grande depressão financeira que assolava a Suécia, embarcou rumo aos Estados Unidos onde desembarcou em 25 de março de 1902, em Boston. No Novo Mundo, sonhava, como tantos outros de sua época, em realizar-se profissionalmente. Mas Deus tinha um plano diferente e especial para sua vida.

De Boston, viajou para Providence, Rhode Island, para se encontrar com amigos suecos, que lhe conseguiram um emprego numa fazenda. Permaneceu nos Estados Unidos por sete anos, onde se especializou como fundidor.


Com saudades do lar, retornou à cidade natal, onde o tempo parecia ter parado. Nada havia se modificado, exceto seu melhor amigo de infância, Lewi Pethrus, que recebera o batismo com o Espírito Santo e com fogo e pastoreava a Igreja Batista de Lidköping.


Chegando à igreja do amigo, encontrou-o pregando. Sentou e prestou atenção na mensagem. Após o culto, conversaram longamente sobre a “nova doutrina”. Daniel demonstrou ser favorável.


Em seguida, despediu-se e partiu, pois sua intenção não era permanecer na Suécia, mas retornar à América do Norte. Em 1909, e em meio à viagem, orou insistentemente a Deus pedindo o batismo com o Espírito Santo. Antes de chegar ao seu destino, Deus ouviu a oração batizando-o com o Espírito Santo.

Nesse mesmo ano, encontrou-se com Gunnar Vingren. Os dois conversaram muito tempo a respeito da convicção que tinham no batismo com o Espírito Santo, nas Sagradas Escrituras e na chamada missionária. Os dois missionários não tinham qualquer dúvida de que Deus os havia unido para um propósito específico. Foi assim, que após quatorze dias de viagem, no dia 19 de novembro de 1910, Daniel Berg e Gunnar Vingren aportaram em Belém, Pará.

2. A experiencia Pentecostal de Gunnar Vingren.

Adolf Gunnar Vingren, nasceu em Östra Husby Östergothand, Suécia, em 8 de agosto de 1879. Aos 12 anos Gunnar deixa os caminhos do Senhor tornando-se um filho pródigo. Quando o Senhor o trouxe de volta à Sua presença, já contava 17 anos, em 1896, num culto de vigília de ano-novo.

Aos 18 anos foi batizado em água, numa Igreja Batista em Wraka, Smaland, Suécia. Nessa época, assumiu a direção da Escola Dominical de sua igreja, substituindo seu pai. Em 14 de julho daquele ano, um artigo de uma revista, que falava sobre os sofrimentos de tribos nativas no exterior, o levou às lagrimas e a uma decisão que mudaria o rumo de sua vida. Aquele jovem prometeu servir a Deus e sempre se colocar a disposição para a obra.

Em outubro de 1898, deixou a direção da Escola Dominical e foi participar de uma Escola Bíblica em Götabro, Närke. Segundo seu relato, foram dias memoráveis, de aprendizado, quebrantamento, entrega e conscientização missionária. O seu coração já ardia pelas almas

Aquela Escola Bíblica durou um mês e fazia parte de uma Federação Evangélica que tinha o objetivo de ganhar almas para Cristo. Depois dela, Vingren foi enviado à província de Skane, em seguida evangelizou nas províncias de Västergötland, Tidaholm, Rönneholm e retornou a Skane.

Após o serviço militar, foi atraído pela febre dos Estados Unidos. Em 30 de outubro de 1903, embarcou na cidade de Gotemburgo num vapor que o levou à cidade de Hull, na Inglaterra. Depois de trem seguiu para Liverpool, onde pegou outro vapor, com destino a Boston, Massachusets (EUA). Chegando lá, tomou um trem até Kansas City, onde morava seu tio Carl. Depois de uma semana, começou a trabalhar como foguista em Greenhouse até o verão. Foi porteiro de uma grande casa comercial na região e jardineiro, profissão que aprendera com seu pai. Em fevereiro de 1904, conseguiu um emprego no Jardim Botânico de Saint Louis. Aos domingos, Vingren assistia os cultos de uma igreja sueca estabelecida naquela cidade.

Atraído pelos acontecimentos do avivamento em Chicago, Vingren foi a essa cidade em 1904, a fim de certificar-se da verdade. Em maio de 1909, foi diplomado depois de estudar quatro anos de teologia no seminário sueco e, no mês seguinte, assumiu o pastorado da 1ª Igreja Batista em Menominee, Michigam, enquanto aguardava a resposta de sua solicitação de trabalho missionario na Índia. Imaginava ser esta a vontade Deus para sua vida.

Por esse tempo, despontava um grande avivamento nos Estados Unidos, que culminou no atual Movimento Pentecostal que se espalhou pelo mundo no século 20. Nessa época, uma irmã que tinha o dom de interpretar línguas foi usada por Deus para dizer-lhe que seria enviado ao campo missionário, mas somente depois de revestido de poder.

No verão de 1909, Deus encheu o coração de Vingren com o desejo de receber o batismo no Espírito Santo. Em novembro daquele ano, ele pediu permissão à sua igreja para visitar a Primeira Igreja Batista Sueca, em Chicago, onde se realizava uma série de conferências. O seu objetivo era buscar o batismo com o Espírito Santo. Após cinco dias de busca incessante, foi revestido de poder, falando em outras línguas como os discípulos no Dia de Pentecostes. Assim se expressou Vingren em seu diário: ‘É impossível descrever a alegria que encheu meu coração. Eternamente o louvarei, pois Ele me batizou com o seu Espírito Santo e com fogo’.

3. O encontro em Chicago e a visão do Pará.

Daniel Berg e Gunnar Vingren se conheceram no ano de 1909, quando estavam participando de uma convenção de Igrejas Batistas que aceitavam a doutrina Pentecostal. Depois de longo diálogo sobre suas convicções, inclusive acerca da chamada missionária que ambos tinham, cada vez mais se identificavam e se dedicavam a chamada de Deus. Passaram a orar diariamente, em busca de completa orientação do Alto.

Depois que recebeu o batismo com o Espírito Santo, na conferência em Chicago, Vingren retornou para a Igreja da qual era pastor em Menominee, Michigan. Lá começou a ensinar que Jesus batiza com o Espírito Santo e com fogo. Alguns creram, outros duvidaram. O grupo que recusou a pregação, obrigou o jovem pastor a deixar a congregação.

Deixando-a, Gunnar dirigiu-se a igreja em South Bend, Indiana. Nessa Igreja, todos receberam a verdade e creram nela. Na primeira semana Jesus batizou dez pessoas com o Espírito Santo e com fogo, e naquele verão, vinte. Assim, afirma Vingren: ‘Deus transformou a igreja batista de South Bend em uma igreja pentecostal’. Ele pastoreou esta igreja até 12 de outubro de 1910, quando começou a preparar-se para a viagem ao Brasil.

Enquanto isto Berg estava trabalhando em uma quitanda em Chicago quando o Espírito Santo mandou que se mudasse para South Bend. Berg abandonou seu emprego e foi até lá onde encontrou Vingren pastoreando aquela Igreja Batista. Suas palavras entraram para a história pentecostal: “Irmão Gunnar, Jesus ordenou-me que eu viesse me encontrar com o irmão para juntos louvarmos o seu nome”. Vingren respondeu: “Está bem!”.

Foi em South Bend que Vingren e Berg foram revelados pelo Espírito Santo, através da instrumentalidade do irmão Olof Uldin sobre vários acontecimentos futuros a respeito dos dois. Entre outras coisas, Deus lhes revelou que:

  • deveriam partir para um lugar chamado Pará, onde encontrariam gente simples, que esperavam pelos ensinamentos da verdadeira doutrina bíblica. Mesmo com algumas dificuldades, comida e língua, não teriam falta de nada;
  • Vingren se casaria com uma moça chamada Strandberg. Anos depois, quando de retorno à Suécia após o início da obra no Brasil, Vingren conheceu a enfermeira Frida Strandberg, com quem se casou em 16 de outubro de 1917.

Ao ouvirem pela primeira vez o nome Pará e não sabendo do que se tratava, se dirigiram a uma biblioteca pública da cidade, onde descobriram que o destino deles ficava no Norte do Brasil.

Os dois missionários não tinham qualquer dúvida de que Deus os havia unido para um propósito específico. Foi assim, que após quatorze dias de viagem, no dia 19 de novembro de 1910, Daniel Berg e Gunnar Vingren aportaram em Belém, Pará.

II. A FUNDAÇÃO DA ASSEMBLÉIA DE DEUS

1. A viagem a bordo do navio Clement.

Gunnar Vingren e Daniel Berg despediram-se da igreja e dos irmãos em Chicago. A igreja levantou uma coleta para auxiliar os missionários que partiam. A quantia que lhes foi entregue só deu para a compra de duas passagens até Nova Iorque. Quando lá chegassem, eles não sabiam como conseguiriam dinheiro para comprar mais duas passagens até o Pará.

Tinham convicção de que haviam sido convocados por Deus. Portanto, era da total responsabilidade e especialidade de Deus fazer com que os recursos materiais inexistentes surgissem. Chegaram a grande metrópole, Nova Iorque, sem conhecer ninguém e sem dinheiro para continuarem a viagem.

Os dois missionários caminhavam por uma das ruas de Nova Iorque, quando encontraram um negociante que conhecia o jovem Gunnar. Na noite anterior, enquanto orava, aquele homem sentiu que deveria entregar certa quantia ao irmão Vingren. Pela manhã colocou a referida importância em um envelope para enviá-la pelo correio, mas enquanto estava caminhando para executar aquela tarefa, encontrou os dois enviados do Senhor que surgiram a sua frente. Surpreso ao ver a maneira especial como Deus trabalhava, o comerciante contou-lhes sua experiência e entregou-lhe o envelope. Quando o irmão Vingren abriu o envelope, encontrou dentro dele 90 dólares, exatamente o preço de duas passagens até o Pará.

No dia 5 de novembro de 1910, os missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren deixaram Nova Iorque abordo do navio Clement com destino à Belém do Pará. Durante a viagem, ganharam um tripulante para Cristo. Quatorze dias após saírem de Nova Iorque, chegaram ao Pará. Era o dia 19 de novembro de 1910. o dia da Bandeira no Brasil.

2. A chegada ao Pará e a doutrina pentecostal.

Aportaram em Belém do Pará, depois que alguns brasileiros subiram ao navio, ouviram o idioma português, pela primeira vez, aquele mesma língua que o irmão Olof Uldin falou conforme concessão do Espírito Santo durante a reunião de oração em que receberam a chamada de Deus.

Em Belém, moraram no porão da Igreja Batista localizada na Rua Balby, n° 406. Depois, passaram um tempo na casa do irmão presbiteriano Adriano Nobre (futuro assembleiano), em Boca do Ipixuna, às margens do Rio Tajapuru. Hospedaram-se no mesmo quarto onde morava o irmão Adrião Nobre, primo de Adriano. Por esse tempo, já falavam um pouco de português. O primeiro professor deles fora o irmão Adriano.

3. Nasce a Assembléia de Deus.

Segundo escreveu Gunnar Vingren no livro O Diário do Pioneiro:

“Mais ou menos seis meses após nossa chegada, os diáconos da Igreja Batista me disseram: ‘Irmão Vingren, na próxima terça-feira o irmão dirigirá o culto de oração’. Isto foi em maio de 1911. Eu atendi ao pedido. Li alguns versículos do Novo Testamento que falam sobre o batismo com o Espírito Santo, e disse algumas palavras. Durante todo o tempo os diáconos mantiveram suas Bíblias abertas para conferir se eu estava lendo e interpretando corretamente. Parece que ficaram satisfeitos com o que eu disse. Durante aquela semana, realizamos cultos de oração todas as noites na casa de uma irmã que tinha uma enfermidade incurável nos lábios. Ela não podia assistir aos cultos na igreja. A primeira coisa que fiz foi perguntar-lhe se cria que Jesus podia curá-la. Ela respondeu que sim. Oramos por ela e o Senhor a curou completamente. Nos cultos de oração que se seguiram, aquela irmã começou a buscar o batismo com o Espírito Santo. O seu nome era Celina de Albuquerque. Na quinta-feira, depois do culto, ela continuou orando em sua casa, juntamente com outra irmã. À uma hora da madrugada a irmã Celina começou a falar em novas línguas, e continuou falando durante duas horas. Foi, portanto, a primeira operação de batismo com o Espírito Santo em terras brasileiras”

As irmãs Celina Albuquerque e Maria de Nazaré creram na mensagem pentecostal e receberem o batismo no Espírito Santo. Criou-se, então, uma discussão na igreja, que culminou na expulsão de alguns membros, mais Vingren e Berg.

No dia 18 de junho de 1911, a Igreja Evangélica Assembléia de Deus é fundada. A partir desta data, as igrejas pentecostais, sendo a primeira localizada na casa de Henrique e Celina Albuquerque, à Rua Siqueira Mendes, 67, Cidade Velha, em Belém, passaram a ser chamadas pelo nome Missão da Fé Apostólica.

Emílio Conde assim expõe:

“Após os empolgantes acontecimentos que duraram exatamente dez dias, o pequeno grupo, no dia 18 de junho de 1911, convidou Daniel Berg e Gunnar Vingren a comparecerem à Rua Siqueira Mendes, 67, em Belém. Com então 17 pessoas, expulsas arbitrariamente da Igreja Batista, funda-se a Assembléia de Deus que, nas décadas seguintes causaria admiração e espanto ao mundo inteiro pela punjança de seu crescimento”

Em 11 de janeiro de 1918 foi registrado oficialmente com um novo nome, Assembléia de Deus, nome este que a nova igreja já usava desde 1916. Era uma igreja sem vínculos estrangeiros, genuinamente brasileira, e que se tornaria a maior igreja pentecostal do mundo.

III. DO NORTE PARA TODO O BRASIL

1. O trabalho evangelístico e a expansão nacional.

Segundo escreveu Gunnar Vingren no livro O Diário do Pioneiro:

“Nós começamos imediatamente com cultos públicos em vários lugares, nas casas destes irmãos onde os batistas antes haviam feito cultos. Tinhamos estado então no Brasil seis meses. Jesus abençoou maravilhosamente. Oramos por enfermos, que foram curados, e por pecadores, que foram salvos. Depois fomos ao grande rio Guamá e ali batizamos varios irmão novos convertidos nas águas lamacentas do rio”

Os missionários sueco, norte americanos e os primeiros obreiros brasileiros ajudaram os pioneiros a desenvolverem a mensagem pentecostal:

  • Samuel e Lina Nyström, Nils Kastberg, Otto e Adina Nelson, Nels Nelson, Joel e Signe Carlson, Eurico Bergstén (escandinavos);
  • Lawrence Olson, Leonard Pettersen, Teodoro Stohr e John Peter Kolenda (norte americanos);
  • Isidoro Filho; Absalão Piano; Crispiniano de Melo; Pedro Trajano; Adriano Nobre; Clímaco Bueno Aza; José Paulino Estumano de Morais; Bruno Skolímowski, foram os primeiros pastores e obreiros ordenados:.

Frida Strandberg Vingren, a quem conheceu em 1º de agosto de 1917 durante uma viagem que fez a Suécia. Nesta ocasião, Frida compartilhou a Vingren que também tinha uma chamada de Deus para o Brasil. Eles casaram em 16/10/1917, em Belém do Pará, numa cerimônia celebrada pelo Pr. Samuel Nystron.

Frida Vingren foi um baluarte da fé pentecostal no Brasil, em virtude das doenças do marido, essa obreira incansável empreendeu todos os esforços para a edificação da igreja. Além de compor belos hinos que fazem parte da Harpa Cristã, tinha considerável formação bíblico-teológica, escrevendo artigos para os periódicos pentecostais e lições para o ensino dominical na igreja.

a) A expansão:

Daniel Berg e Gunnar Vingren, juntamente com os primeiros membros da igreja, começaram a realizar cultos em outros locais em Belém e a evangelizar em lugares distantes dessa cidade, principalmente nas ilhas paraenses.

A expansão da Assembléia de Deus se deu do Norte para o Nordeste e em pouco tempo alcançou o sul e o sudeste do pais. Os imigrantes nordestinos, que deixaram suas terras, devido a seca, para buscarem melhorias no mundo da borracha, que posteriormente entrara em crise, voltaram decepcionados para o Nordeste, porém esperançosos, muitos deles convertidos a nova doutrina pentecostal. Assim evangelizavam por todos os lugares onde passavam.

Outros membros das igrejas, missionários estrangeiros e pregadores nacionais, impelidos pelo ardor evangelístico pentecostal, começaram a visitar outros Estados, principalmente onde tinham parentes. Dessa maneira, apesar das muitas lutas e perseguições, aconteceram os primeiros passos para a fundação de igrejas em todas as regiões do país:

· Ceará (1914);

· Alagoas (1914);

· Paraíba (1914);

· Roraima (1915);

· Pernambuco (1916);

· Rio Grande do Norte (1911, 1918);

· Maranhão (1921);

· Espírito Santo (1922);

· Rondônia (1922);

· São Paulo (1923);

· Rio de Janeiro (1924);

· Rio Grande do Sul (1924);

· Bahia (1926);

· Piauí (1927);

· Minas Gerais (1927);

· Sergipe (1927);

· Paraná (1928);

· Santa Catarina (1920, 1931);

· Acre (1932);

· Goiás (1936);

· Mato Grosso (1936);

· Mato Grosso do Sul (1944)

· Distrito Federal (1956).

2. Os missionários e o desenvolvimento doutrinário nas ADs.

Quem exerceu maior influência? Suecos ou Americanos? A fundação se deu pelos missionários escandinavos, porém sua Teologia sofreu igualmente influência da igreja pentecostal escandinava e das Assembléias de Deus norte-americanas. Nas primeiras decadas os missionarios suecos eram soberanos na orientação doutrinária.

Fundaram os jornais Boa Semente, Som alegre e Mensageiro da Paz e as séries Lições Bíblicas para a Escola Dominical, editaram os primeiros hinários (Cantor Pentecostal e Harpa Cristã), publicaram livros e folhetos evangelísticos, promoveram as primeiras Escolas Bíblicas que duravam um mês, e fundaram a Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD), em 1940.

Em 1936, os primeiros missionários das Assembléias de Deus norte-americanas chegaram oficialmente ao Brasil. Eles passaram a atuar juntamente com a liderança sueca, principalmente no ensino bíblico teológico formal e investiram na publicação de livros desta natureza, através do estabelecimento gráfico efetuado na CPAD.

3. A Assembléia de Deus nos dias atuais.

A igreja chegou ao seu primeiro centenário apresentando um crescimento vertiginoso e acelerado, consolidando-se como a maior expressão do pentecostalismo brasileiro. Numa estimativa feita em 2005, com bases em números do Censo Brasileiro, divulgada no jornal Mensageiro da Paz, as Assembléias de Deus teriam chegado a 20 milhões de fiéis espalhados por todo o país em 2010, e representariam 40% dos evangélicos brasileiros.

Devido a chamada dos pioneiros, da evangelização em massa do norte e nordeste, das inúmeras vitórias diante das perseguições e o estrondoso crescimento promovido pela pregação da doutrina Bíblica, é que podemos afirmar que o púlpito não pode ser uma simples tribuna de oradores, tampouco o pregador um simples animador de auditório.

O essencial é que o fogo de Deus esteja aceso no altar da nossa centenária Igreja Evangelica Assembléia de Deus (indenpendente do ministério, convenções). Como continuadores da obra iniciada pelos pioneiros, precisamos pregar como pentecostais conservadores, o Evangelho na sua plenitude (Rm 15.29), isto é, que Jesus salva o pecador, batiza com o Espírito Santo, cura os enfermos e que breve virá.

CONCLUSÃO

Convém ressaltar que Gunnar Vingren e Daniel Berg não vieram para dividirem ou fundarem igrejas. Com seus corações ardendo pela chama pentecostal que varria os EUA e outras nações, os missionários foram enviados por Deus para compartilharem essa mensagem aos brasileiros. Sendo membros da Igreja Batista desde tenra idade e, no caso de Vingren, pastor em atividade, agiram como idôneos e honrados servos de Deus. Procuraram a sua igreja e congregaram. O modo como Deus conduziu estes dois jovens a Belém do Pará é um dos capítulos mais belos e comoventes da história das Assembléias de Deus.

Os motivos essenciais do crescimento assembleiano continuam os mesmos: Jesus salva, cura e batiza com o Espírito Santo. O crescimento também se deu ao respeito demonstrado pela igreja a sociedade, ao seu entorno e a sua preocupação com o cidadão comum, independente de sua situação física, social, cultural, moral, psicológica ou espiritual, como também pelo respeito a outros fatores externos:

  • fatores espirituais, quando a liberdade de ação do Espírito Santo nos permitiu conquistar muitas almas e realizar grandes coisas para o reino de Deus;
  • razões antropológicas, cujo anseio por Deus das inúmeras almas famintas encontrou uma mensagem cheia de vida e poder;
  • elementos sociológicos, pois em nosso meio as pessoas encontraram a sensação de abrigo, segurança, identidade e comunhão nesse mundo hostil;
  • inclusão social e a nossa metodologia pastoral permitiu em larga escala a participação leiga, constituindo-se num amplo e maravilhoso exemplo de inclusão social;
  • fatores psicológicos e culturais também cooperaram, no sentido de que esta obra permitiu a liberdade de adoração e emoção, com música popular e instrumentos musicais, numa abençoada simbiose de comunhão e adoração.

CHAMADA, VIAGEM E NASCIMENTO ASSEMBLEIANO

1) INFERNO VERDE – A CHAMADA

A Amazônia não era o local ideal, almejado ou rentoso para missões evangelisticas. Esta visão era fruto dos mistérios, dos perigos da floresta e das doenças como a hanseníase, malária e febre amarela. Era sinônimo de morte e fracasso.

2) O SUSTENTO – PROVIDÊNCIA DE Deus

Gunnar Vingren e Daniel Berg não foram enviados por nenhuma igreja norte americana ou sueca. Estavam cumprindo o ide sem restrições, independente de retorno, status ou segurança. Somente confiaram exclusivamente nos cuidados de Deus.

3) OS 90 DÓLARES – ECONOMIA DOS SELOS

Em Nova Iork, sem dinheiro para embarcarem para o Brasil, tiveram a primeira experiência com a provisão de Deus. Vingren havia doado 90 dólares para a obra missionária e agora os dois precisavam de dinheiro para custear a viagem até o Brasil.

Um irmão, durante sua oração, sentiu que deveria doar certa quantia para um amigo distante. No outro dia, pela manhã, este irmão se dirigiu a agência para despachar o envelope com o dinheiro para Vingrem, mas não foi preciso gastar os seus selos, pois os dois estavam ali a sua frente. Exatamente 90 dólares!

4) VIAGEM DE 3ª CLASSE – pelos menos não eram prisioneiros e tampouco enfrentaram furacões e naufrágios.

Sem muitos recursos, Daniel Berg e Gunnar Vingren viajaram de terceira classe. No porão do navio não havia ventilação. Todo o salão estava dividido por cortinas, de modo que estavam improvisados os camarotes. Cada um destes tinha quatro beliches. Não havia cadeiras. A comida era péssima. Uma concha de sopa e uma fila interminável. Depois, pratos, canecas e colheres eram lavados e guardados debaixo do travesseiro. Uma única lamparina iluminava cada compartimento. O chão fora recoberto de serragem pela companhia, querendo poupar serviço de limpeza com passageiros que enjoassem a bordo. Assim viajaram os fundadores da Assembléia de Deus.

5) A CHEGADA EM BELÉM – DESEMBARCAM A BANDEIRA PENTECOSTAL

O navio Clement chegou a Belém na tarde de 19 de novembro de 1910, dia da bandeira, um sábado. O porto moderno, inaugurado no ano anterior, estava repleto de embarcações de várias nacionalidades. Belém vivia o auge do ciclo da borracha. Não houve lugar para atracar. Por isso os passageiros foram remanejados para pequenos botes e conduzidos a remo.

6) A PRIMEIRA IMPRESSÃO – É A QUE FICA

Ao desembarcarem, Daniel Berg e Gunnar Vingren contemplaram pela primeira vez o povo a que foram enviados. Gente simples, sorridente, oferecendo-se para carregar as pequenas malas que traziam. Como não havia ninguém os aguardando, e sem terem um destino certo, Gunnar Vingren e Daniel Berg subiram a rua 15 de agosto, hoje presidente Vargas. É uma avenida larga que nasce justamente naquele desembarque. Famintos e cansados entraram num dos muitos restaurantes simples abertos para a rua naquele trajeto. Como não falavam a língua local, apontaram para um prato na mesa vizinha. E receberam uma apetitosa feijoada.

7) A HOSPEDAGEM – DESCANSO

Após uma oração, o casal, conhecido no navio, se aproximou dos missionários. Como não tinham onde ficar, sugeriram que pernoitassem num hotel modesto na rua João Alfredo, onde estavam hospedados. Os missionários aceitaram, mesmo sabendo que os últimos dólares no bolso só dariam para custear uma diária e algumas passagens de bonde.

8) CADA PEIXE NO SEU AQUÁRIO

Na manhã seguinte, Daniel Berg e Gunnar Vingren avistaram um jornal editado por um pastor metodista. O pastor era Justus Nelson, pessoa que Gunnar Vingren conhecera nos Estados Unidos. Compreendendo que Deus estava na direção, os missionários saíram à procura da igreja. O importante pastor americano radicado no Brasil recebeu os missionários calorosamente e sabendo que eram batistas, conduziu-os até a rua João Balby, 406, endereço da Primeira Igreja Batista do Pará.

Daniel Berg e Gunnar Vingren foram recebidos por um irmão chamado Raimundo Nobre, que estava dirigindo a igreja temporariamente. Falando inglês, pôde conversar bem com os missionários. Estes relataram o grande despertamento que estava ocorrendo nos Estados Unidos.

9) A NOVA MORADA:

Raimundo Nobre mostrou-se tocado pela situação dos missionários e os ofereceu o porão da igreja para morarem. Cada um pagaria um dólar diário, incluindo a alimentação. Isso era uma bênção, pois na hospedagem o valor seria dobrado, incluindo apenas o café da manhã.

Durante os cultos, Daniel Berg tocava violão e fazia dueto com Gunnar Vingren. A presença de Deus alegrava os irmãos. Logo vieram convites de outras igrejas, que os missionários atendiam com muito amor.

10) O PRIMEIRO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

O velho porão do templo batista havia se transformado em um local de culto para busca do batismo com o Espírito Santo. Ali reunida estava a irmã Celina Martins Albuquerque, 34 anos, professora da Escola Dominical, curada provavelmente de câncer nos lábios, que buscava incessantemente o glorioso batismo. Em sua casa, 1 hora da manhã, do dia 8 de junho de 1911, a irmã foi a primeira a receber o batismo com o Espírito Santo em solo brasileiro. No dia seguinte a irmã Maria de Jesus Nazareth de Araújo, que presenciara o batismo de Celina Albuquerque, também foi batizada.

11) A EXPULSÃO

Foram expulsos, por incompatibilidade doutrinária, alguns irmãos mais os 2 missionários. Após a decisão administrativa o grupo excluído orou de mãos erguidas. E todos saíram do templo batista, dando glórias a Deus. Era o dia 13 de junho de 1911, uma terça-feira.

12) NASCE A ASSEMBLÉIA DE DEUS.

Os missionários foram expulsos do templo batista e do porão onde moravam. Desta forma ficaram sem moradia e sem local para congregarem. Henrique Albuquerque, esposo de Celina Albuquerque, ofereceu a sala de sua casa, na rua Siqueira Mendes, 67. E, pela perfeita vontade de Deus, foi ali que nasceu a Assembléia de Deus. Nasceu dentro de um lar. Um lar onde havia oração, cura e batismo com o Espírito Santo.

Data oficial de fundação da Assembléia de Deus: 18 de junho de 1911, um domingo. Nesse dia, a igreja organizou-se sob o nome Missão da Fé Apostólica, mesmo nome que o Movimento Pentecostal utilizou desde o começo nos EUA. Na Rua Siqueira Mendes, os irmãos congregaram-se cerca de três meses. Depois, para facilitar o acesso, mudaram a congregação para a residência do irmão José Batista de Carvalho, na Rua São Jerônimo, atual avenida Governador José Malcher, antigo n° 224.

Em 8 de novembro de 1914, os irmãos mudaram para o seu primeiro templo livre. A Igreja situava-se na travessa 9 de Janeiro, antigo n° 75. O imóvel foi comprado em 17 de setembro de 1917. Em carta enviada a Suécia em 05 de junho de 1917, Frida Vingren noticia, com muita alegria, que o nome “Assembléia de Deus” está na fachada do templo.

13) A PERSEGUIÇÃO E O CRESCIMENTO:

A Assembléia de Deus nasceu debaixo de severa perseguição. O ataque vinha do lado batista, romano e de outras denominações. A imprensa foi utilizada contra os pentecostais nos primeiros anos. Jornais difundiam a idéia que os novos crentes constituíam uma seita perigosa. Difamavam os missionários, espalhando artigos contra eles por igrejas em todo o País.

O jornal paraense “A Folha do Norte”, recebendo um artigo desse teor, e querendo conferir a denúncia, enviou um repórter disfarçado para um dos cultos. Por puro sensacionalismo, o jornal escreveu uma matéria que desmoralizou a igreja. Como resultado, muitas pessoas curiosas foram atraídas para os cultos. E Jesus aumentou ainda mais o seu rebanho! O próprio repórter, repensando seu gesto, voltou a escrever sobre os cultos da Assembléia de Deus: “Nunca vi uma reunião tão cheia de fé, fervor, sinceridade e alegria entre os crentes”. Foi o que disse.

Até hinos e louvores viraram motivos de escárnio. Aleluia, o brado de adoração pentecostal virou chacota. Crianças, jovens e velhos eram desrespeitados em vias públicas. Houve inúmeras agressões físicas. Cultos eram apedrejados e cancelados por motivo de segurança. Casas destelhadas. Bíblias eram queimadas. Crentes e obreiros sangravam pelo amor de Jesus. Agressões físicas persistirão por muitos anos.

14) ASSEMBLÉIA DE Deus EM SÃO PAULO

A obra pentecostal no estado de São Paulo começou pelo litoral, em Santos. A data é 5 de maio de 1924. A igreja surgiu espontaneamente pela presença de crentes provenientes de Recife. Entre eles, estava o casal Vicente e Hermínia Limeira.

Na capital, coube também a Daniel Berg o pioneirismo. Acompanhado de Sara Berg, o missionário chegou a São Paulo no dia 15 de novembro de 1927. Sem nenhum conhecido na cidade e sem recursos, o casal alugou uma humilde casa no bairro despovoado de Vila Carrão. Na pequena sala, começaram a dirigir cultos com duas ou três pessoas. Jesus estava presente. Daniel Berg batizou os dois primeiros convertidos no dia 4 de março de 1928.

Resumo extraído do conteúdo proposto na lição 10 (Revista Lições Bíblicas) e dos subsídios disponibilizados nos sites abaixo:

http://www.subsidioebd.blogspot.com/ acesso em 30/05/2011

http://auxilioebd.blogspot.com/ - acesso em 30/05/2011

http://atitudedeaprendiz.blogspot.com/ - acesso em 31/05/2011

http://luloure.blogspot.com – acesso em 31/05/2011

http://www.ebdweb.com.br - acesso diários

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domingo, 29 de maio de 2011

alguns comentários dos alunos - lição 9

1) Os novos convertidos, logo após a conversão, não tem condições de abrirem movimentos e arrebanharem o povo. Somente terão condições depois de um “preparo” ou descuido da igreja, na conservação da sã doutrina, no ensinamento, etc, ou então a dissensão seja fruto do caráter do próprio líder da divisão;


2) apesar que ninguém, na igreja, está sendo preparado para dissensões, pelo contrário, todos devem primar e buscar a unidade;


3) Testemunho do nosso pastor: Quando jovem participava de vigílias para que buscassem o batismo com o Espírito Santo, quem já fosse, deveria buscar os dons. Em determinada vigília, ele passou mal, pressão (inclusive a pressão para receber o batismo), e foi levado para fora. Neste momento pensou: Para receber o Batismo devo enfrentar esta situação? Passar mal deste jeito?


4) Nestas vigílias acontecia de tudo, inclusive um irmão que fechava a Bíblia, virava ela ao contrário (digamos, de cabeça para baixo) e começava a ler, dizendo que via as letras douradas brilhando, por isso que conseguia ler, mesmo a Bíblia estando fechada e cabeça para baixo;


5) Um testemunho meu: ainda na mocidade participei de uma vigília com alguns irmãos do Madureira, estávamos em um sítio. Eu havia feito amizade com um irmão, jovem pregador da época, daquela igreja, mas de vez em quando, talvez pela idade dele, suas atitudes eram meio estranhas. Já bem tarde da noite, o fogo caindo na tuia, onde os irmãos estavam orando, ele me chamou para fora e mostrou dois buracos. Em um ele passava o dedo e ficava mexendo e no outro ficava olhando a cara de susto, espanto, de medo de uma das irmãs que estava orando com os olhos abertos. Fiquei curioso para ver a irmã e confesso que até hoje quando fecho os olhos contemplo o rosto da irmã assustada, tremendo, clamando, repreendendo, pensando ser o dedo uma visão sobrenatural na vigília. Seria engraçado se não fosse trágico. Mas éramos jovens na época;


6) Crentes de 2ª classe – seria possível baixar ainda mais o nível? Crentes de 5ª categoria? Ou ate mesmo, crentes sem categoria nenhuma?


7) Se compararmos um DVD original e um pirateado, em qual dos dois vamos prestar mais atenção? Em qual vamos procurar os defeitos? Em qual vamos olhar a qualidade da impressão, da gravação? Naquele que é pirateado e que sabemos que não tem nada de bom, ou no original? Certamente vamos procurar defeitos no original, o pirateado é pirateado e ponto final. Assim está o inimigo, ao nosso derredor bramando como leão, procurando a quem possa tragar, esperando a brecha para verificar os defeitos e aproveitar a ocasião. Os que estão perdido não necessitam de esforço por parte do inimigo, assim os materiais pirateados não precisamos procurar defeitos, eles tem aos montes;


8) Bem aventurado os que choram – porque serão consolados ou BEM AVENTURADOS O QUE RIEM – porque serão (serão o que?). Não existe promessa para os que riem!


9) Israel vivia em cima do muro, idolatrava e servia a Deus ao mesmo tempo. Por isso que Elias disse; Se Deus é Deus, siga-o, se baal é algo, siga ele, mas decidem-se, saiam da mornidão, saiam de cima do muro, façam algo, mudem de vida;


10) Em qual outra ocasião que os profetas de baal obtiveram resposta em seus clamores? Então porque criaram expectativa de naquele dia receberem alguma resposta? Se não receberam em outras tentativas, porque agora baal responderia sendo que ali na frente estava Elias, o profeta do verdadeiro Deus. Sempre ouvimos testemunhos de irmãos que estando em determinados locais os espíritos diabólicos não se manifestam devido a presença deles;


11) Os profetas falsos e o povo atribuíam aos seus deuses muitos feitos de suas próprias mãos, haja vista, o ocorrido com Sansão (Jz 16”23), quando ofereceram a dagom o sacrifício em louvor pela prisão de Sansão, mas não foi dagom que se manifestou e aprisionou Sansão, mas sim, uma mulher;


12) Elias era tinhoso, um verdadeiro casca de ferida, vejamos: restaurou o altar que estava quebrado, não precisou inventar, ser criativo, etc. Depois selecionou 12 pedras, justamente para afrontar ao sistema político da época (reino dividido). A unidade israelita (12 tribos) não existia mais, então o ideal de Elias era: SE O ALTAR ESTÁ SENDO RESTAURADO O MESMO ACONTECERÁ COM A HISTÓRIA ISRAELITA. Com apenas 1 ato, Elias, pregou sobre a situação política de Israel.


13) O culto a baal foi demorado, a manhã inteira e o povo não arredava o pé, ficaram todos, fogo puro, pentecostes, barulho e blá, blá, blá. O culto de Elias foi tão rápido: “Responde Senhor para que este povo conheça que tu é o Senhor”. Então o fogo de Deus foi manifesto no meio do povo. O fogo de Deus QUEIMOU A ÁGUA que estava ao redor e no altar.


14) Não foi a toa que Acabe perguntou a Elias: É você o perturbador de Israel? Elias perturbava com sabedoria;


15) A tradição judaica foi quebrada, a igreja primitiva foi afastada de toda e qualquer lembrança do judaísmo, graças a quem? GRAÇAS A DEUS;


16) Alguns acontecimentos permitidos por Deus durante a história de Israel, são intrigantes, mas a igreja entende o porque desta permissão. Todos eles tiveram significados importantíssimos para a igreja da época e para nós, pois promoveram o crescimento e fortalecimento.
a) O retorno do exílio (período que serviu para aguçar nos judeus o espírito nacionalista e religioso);
b) Dominação grega (que possibilitou uma única língua em boa parte do mundo)
c) Dominação romana (que abriu as estradas seguras para a igreja dispersa e os missionários levarem a Palavra);
d) A perseguição ferrenha dos judeus;
e) A dispersão dos primitivos;
f) A destruição do Templo no primeiro século da era cristã.


17) A partir da destruição do Templo judaico cada um, converso, se tornaria o templo e morada do Espírito Santo de Deus;


18) Esta eu ouvi após a aula e achei interessante: a melancia é uma das mais gostosas frutas, mas de tão boa que é, não consegue sair do chão, vive se arrastando pela terra;


19) Sincretismo religioso é a associação e adoção de idéias, provadas como antagônicas, mas que são praticadas em detrimento ao verdadeiro, a fim de beneficiar apenas alguns ou uma pequena parte. Traduzindo: é nojento.

sábado, 28 de maio de 2011

Pentecostes - o fogo que não se apaga

alguns trechos extraído do livro: Pentecostes : o fogo que não se apaga - Hernandes Dias Lopes. São Paulo: Editora Candeia, 1999.

1

O dr. John Stott, considerado um dos maiores exegetas bíblicos do século XX, disse que "antes de mandar a igreja para o mundo, Cristo mandou o Espírito para a igreja. A mesma ordem precisa ser observada hoje". Não há missão sem capacitação. Não há pregação sem poder. Não há avivamento sem derramamento do Espírito.

Leonard Havenhill, em seu livro Por que Tarda o Pleno Avivamento?, conta a experiência de um pastor que pregou uma tabuleta na porta da sua igreja: "Esta igreja passará por um avivamento ou por um sepultamento".


2

Porque o pentecoste é necessário hoje?

Por causa do baixo nível espiritual do povo de Deus

A igreja via de regra tem crescido para os lados, mas não para cima nem em profundidade. Ela tem sido muitas vezes superficial, rasa, imatura e mundana.

Tem extensão, mas não profundidade.

Tem números, mas não vida.

É grande, mas não causa impacto.

Ela cresce, mas não amadurece.

Tem quantidade, mas não qualidade.

É como a igreja de Sardes: tem nome de que vive, mas está morta (Ap 3.1).

Há um vácuo, um hiato, um abismo entre o que os crentes professam e o que vivem, entre o que falam e o que fazem. A integridade e a santidade não têm sido mais o apanágio da vida de muitos crentes.

Eles estão caindo nos mesmos pecados vis que condenam nos ímpios.


3

Quando a sã teologia é abandonada, a conduta entra em colapso. A teologia é mãe da ética. A teologia determina a ética. O homem é resultado da sua fé. Como ele crê no seu coração, assim ele é. Antes da vida vem a doutrina. A doutrina determina a qualidade de vida.

Não há santidade fora da verdade. Não há cristianismo autêntico se na sua base não está a Palavra de Deus.

Uma igreja apóstata não pode gerar crentes genuínos. Uma igreja em crise espiritual gera crentes trôpegos e doentes.


4

Há também aqueles que, à semelhança dos crentes de Efeso,

são ortodoxos, mas perderam o calor espiritual, abandonaram o primeiro amor.

Guardam doutrinas certas na cabeça, mas são gelados na vida espiritual.

São ortodoxos de cabeça e hereges de conduta.

São zelosos em observar os rituais, mas condescendentes ao pecado.

São observadores externos dos preceitos de Deus, mas cheios de podridão por dentro.

Vão à igreja, mas não entram na presença de Deus.

Cantam hinos, mas não adoram a Deus.

Fazem longas orações, mas desconhecem a glória de entrar no Santo dos Santos da intimidade com o Senhor.

Jejuam, mas não se humilham na presença do Todo-poderoso.

Não têm temor de Deus no coração.

Acostumaram-se com o sagrado, já não sentem mais deleite na Palavra nem alegria na vida de oração, perderam a visão da obra de Deus, por isso já não têm mais paixão pelas almas. Vivem um cristianismo árido, estéril, apenas de fachada e aparência.


5

Nunca na história houve uma explosão tão grande de fogo estranho como no tempo em que vivemos. A humanidade está ávida por novidades. Tudo o que oferece resposta imediata à sua necessidade, o homem está buscando.

Caímos na malha de um pragmatismo demoníaco.

As pessoas hoje não estão interessadas na verdade, mas naquilo que funciona.

Elas não buscam o que é certo, mas o que dá certo.

Não se interessam pela integridade, mas por resultados.

Não buscam caráter, mas carisma.

Não querem santidade, mas sinais.

Não são atraídas pela cruz, mas por milagres.

Não buscam negar-se a si mesmas e cada dia tomar a cruz e seguir Jesus, mas correm atrás de um falso anestésico que lhes acalme a dor do agora.

Não buscam com agonia de alma o arrependimento, mas o conforto.

Não se interessam em mudar de vida, estão atrás de lucro.

Não buscam a cidade cujo arquiteto e fundador é Deus, querem impérios neste mundo mesmo.

Não se importam com o fogo do inferno, desde que consigam apagar as chamas do sofrimento que lhes incomoda agora.


6

Cumprimento da promessa do Pai -Lucas 24.49

O Pentecoste é o cumprimento de profecias claras e inconfundíveis. O Deus fiel, que não pode negar a si mesmo e que vela pelo cumprimento de sua Palavra, prometeu derramar do seu Espírito sobre toda a carne (Jl 2.28).

Obviamente não se está falando quantitativamente em "toda a carne", mas qualitativamente.

O Pentecoste transpôs a barreira sexual, pois o Espírito foi derramado sobre filhos e filhas, homens e mulheres. Deus devolveu à mulher sua dignidade original.

O Pentecoste quebra a barreira do preconceito etário: o Espírito desceu sobre jovens e velhos. Não há idade sagrada nem há idade problemática. Todos podem experimentar a vida abundante de Deus. O velho pode ter ideais e sonhos, e o jovem pode ter visões e discernimento.

O Pentecoste rompe o preconceito social, pois o Espírito foi derramado sobre servos e servas. Não há aristocracia espiritual. Não há dinastia sagrada. Não há estratificação social no Reino de Deus. Até mesmo os mais simples e humildes são contemplados com a qualidade superlativa da vida cheia do Espírito.


7

Resultado de uma espera obediente - Lucas 24.49

"...ficai em Jerusalém...". A ordem de Jesus estava dada e não podia ser mudada, adiada ou desobedecida. Os discípulos deviam permanecer em Jerusalém.

Talvez o último lugar que gostariam de ficar fosse a cidade de Jerusalém, que significava fracasso e queda na vida deles. Jerusalém representava vergonha e opróbrio na história deles. Ali suas expectativas e sonhos foram sepultados. Ali um espectro de dor se apoderou da alma deles.

Mas Jesus mostra que o cenário do fracasso deve ser o lugar da restauração. Onde há obediência, há bênção; onde a palavra de Jesus não é levada a sério, há maldição. Obedecer é melhor que sacrificar.

Aquele não era tempo de sair, era tempo de ficar. Aquele não era momento de fazer missão, mas de introspecção. Há ocasiões em que o que Deus espera de nós não é atividade, mas autoavaliação.

Deus está mais interessado no que somos que naquilo que fazemos. A nossa vida é mais importante que o nosso trabalho. Quando Jesus chamou os apóstolos, antes de enviá-los a pregar e a expulsar demônios, designou-os para que estivessem com ele. Agora, antes de derramar sobre eles o Espírito, capacitando-os para o cumprimento da missão, ordena-os a ficar em Jerusalém.


8

Pastores indolentes não sabem o que é agonia de alma, nem jamais experimentaram o que é lutar com Deus em oração como Jacó.

E. M. Bounds disse no seu clássico livro O Poder através da Oração que "homens mortos tiram de si sermões mortos, e sermões mortos matam".

Lutero, o grande reformador alemão, já dizia que "sermão sem unção endurece o coração".

C. H. Spurgeon dizia que toda a sua vasta biblioteca nada era diante do altar sagrado de sua sala de oração.

Abraão Kuiper, grande teólogo, educador e político holandês, afirmou que, "se pastores não forem homens de oração e não honrarem o Espírito Santo em sua vida e ministério, darão aos seus rebanhos pedra em vez de pão".

É verdadeiro o refrão que citamos em nossas igrejas: "Muita oração, muito poder; pouca oração, pouco poder; nenhuma oração, nenhum poder".

Na verdade, bancos vazios de oração fazem púlpitos sem poder.


9

C. H. Spurgeon, ao pregar sobre o texto de Atos 1.14, disse: "Como esperar o Pentecoste se nem ainda fomos despertados para orar? Primeiro, vem a igreja toda, unânime, perseverando em oração, só depois vem o Pentecoste".

Martyn-Lloyd Jones afirmou que "o Pentecoste é derramado sobre algo que está pronto. A unção do Espírito derrama-se sobre a preparação. Elias erigiu um altar, em seguida cortou a lenha e arrumou-a sobre o altar. Então, matou o novilho, cortou-o em pedaços e colocou-os sobre a lenha. Tendo feito tudo isso, orou para que descesse fogo; e o fogo desceu. Essa é a ordem das coisas".

Na hora em que nossa vida estiver preparada, o fogo de Deus descerá sobre nós. Quando o caminho de Deus for preparado e os vales forem aterrados, os montes nivelados, os caminhos tortos endireitados e os escabrosos aplainados, então toda a carne verá a salvação de Deus. É quando a igreja cai de joelhos em oração perseverante e unânime, que o fogo do Espírito cai sobre a igreja.

É depois que a igreja acerta a sua vida, que o cumprimento da

promessa se concretiza.


10

O Espírito veio em forma de vento para mostrar a soberania, a liberdade e a inescrutabilidade do Espírito. O Espírito, assim como o vento, sopra onde quer, da forma que quer, em quem quer.

Ninguém pode cercar ou deter o vento. Ele é misterioso. Ninguém sabe donde ele vem nem para onde vai. Seu curso é livre e soberano. Deus não se submete à agenda dos homens. Ele não se deixa domesticar. Ele não pode ser pressionado. Ele é Deus. Está no trono e faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade.

O Espírito veio em forma de línguas de fogo. O fogo ilumina, purifica, aquece e alastra. Jesus veio para lançar fogo sobre a terra.


11

A igreja precisa pregar não apenas aos ouvidos, mas também aos olhos.

Precisa não apenas proferir belos discursos, mas também viver em santidade.

Não basta que as pessoas ouçam de nós belos sermões, elas precisam ver vida santa.

O diácono Filipe, ao chegar à cidade de Samaria, viu ali um grande avivamento, e as multidões atendiam, unânimes, às coisas que ele dizia. Mas por quê? Qual era a razão da eficácia do ministério de Filipe? É que Filipe falava e fazia. Ele pregava e demonstrava. Ele pregava aos ouvidos e também aos olhos (At 8.6).

Quando João Batista enviou seus emissários para interrogar a Jesus se ele era de fato o Messias, o Mestre mandou lhe dizer: "... Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho" (Mt 11.4,5).

Quando o paralítico abordou a Pedro e João na entrada do templo, eles não fizeram um discurso, mas disseram: olha para nós (At 3.4).

A vida da igreja precisa falar mais alto que o seu discurso. Onde não há vida, a palavra é desacreditada, o discurso é vazio e inócuo.

Sem santidade não existe pregação eficaz.

Sem santidade não existe ministério ungido.

Sem santidade não podemos ser boca de Deus (Jr 15.19).

Sem santidade o bastão profético em nossas mãos não tem nenhum valor, como aconteceu no caso de Geazi (II Rs 4.31).

A Palavra de Deus é verdade em nossos lábios, quando vivemos na presença de Deus e fazemos a obra de Deus no poder do seu Espírito (I Rs 17.1,24).


12

Poder para perdoar (Atos 1.8)

Havia uma rivalidade histórica entre judeus e samaritanos. Inimigos irreconciliáveis, eles não se toleravam. Os judeus consideravam os samaritanos combustível para o fogo do inferno.

Pelo fato de Jesus não ter sido bem recebido em Samaria, Tiago e João, os filhos do trovão, quiseram que fogo do céu caísse sobre a cidade para destruir os seus desafetos. A mulher samaritana fez questão de relembrar a Jesus que um judeu não deve pedir um favor a um samaritano, muito menos um samaritano ajudar a um judeu.

Jesus já havia quebrado a barreira da inimizade passando por Samaria na itinerância do seu ministério. Ele rompeu com todos os preconceitos que separavam esses dois povos pelo muro da inimizade. Agora, ao fazer a promessa do derramamento do Espírito, diz que a igreja receberia poder para testemunhar também em Samaria.

Talvez fosse o último lugar a que um judeu gostaria de ir. Talvez fosse a última escolha para uma empreitada missionária. Mas, onde chega o Pentecoste, as barreiras do ódio são desfeitas. Onde o Evangelho prevalece, acabam-se as guerras frias, curam-se as feridas, restauram-se as relações quebradas e estabelece-se a comunhão.

A ordem de Jesus não é para incendiar a Samaria, como antes queriam Tiago e João, mas para testemunhar a ela a mensagem suprema do amor de Deus e da salvação em Cristo. Só recebendo poder do Espírito, podemos perdoar. Precisamos de poder para amar como Jesus amou.


13

Poder para experimentar o extraordinário no cotidiano (Atos 3.6)

Os apóstolos não agendavam os milagres.

Não marcavam cultos de libertação e cura.

Não havia previsibilidade antecipada.

Não agiam como secretários do Espírito Santo, tentando controlar e manipular a sua agenda.

Eles não faziam propaganda dos sinais.

Não colocavam faixas anunciando a presença de homens poderosos.

Não faziam exposição de seus dotes espirituais. As coisas aconteciam dentro da liberdade e da soberania do Espírito.

Eles não desviavam os olhos do povo para a igreja, nem não trombeteavam suas próprias virtudes. Enfeixavam todos os holofotes sobre Jesus.

Os apóstolos não comercializavam o poder. Eles não viviam encastelados em torres de marfim, empoleirados no topo da fama.

Eles não barganhavam nem mercadejavam a Palavra.

Não exploravam o povo em nome da fé.

Não extorquiam os neófitos usando de artifícios para vender seus produtos religiosos.

Eles não forjavam milagres.

Eles não trapaceavam.

Eles não faziam alaridos para chamar a atenção para si mesmos.

Os apóstolos não usavam expedientes escusos para crescer.

Não prometiam riquezas, prosperidade e saúde.

Não faziam promessas ao povo de benesses terrenas e temporais, com vistas a atrair multidões.

Eles não pregavam um evangelho fácil. Traziam no corpo os vergões dos açoites, a história das prisões e a privação financeira. O poder deles não era a opulência financeira. A influência deles não era a mobilização política. Eles eram homens revestidos com o poder do Espírito. Por isso, Pedro pôde dizer ao paralítico: "Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!" (At 3.6).


14

"...Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando?" (At 2.7).

Esta observação está vazada por uma atitude soberba de profunda discriminação.

A Galiléia era considerada pelos juDeus ortodoxos uma terra pagã. Era chamada a Galiléia dos gentios, terra de trevas, terra de gente ímpia, atrasada, pobre, doente e marginalizada.

Foi por isso que Natanael disse a Filipe acerca de Jesus: "Porventura, de Nazaré (que fica na Galiléia) pode sair alguma coisa boa?". Deus chama as coisas fracas deste mundo para envergonhar as fortes. Ele enche do seu Espírito galileus, para com eles revolucionar o mundo.

Todavia, apesar do preconceito quanto à origem, ao berço, à formação e ao status daqueles que estavam falando das grandezas de Deus, não foi possível negar a realidade insofismável de que algo extraordinário estava acontecendo.

No Pentecoste acontece o contrário do que se deu na Torre de Babel. Lá as pessoas falaram e houve confusão das línguas. No Pentecoste, os crentes falaram e houve entendimento, cada um na sua língua materna (At 2.8,11). Onde reina o Espírito de Deus, aí há entendimento e não confusão.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

festas judaicas



A pureza do movimento pentecostal. Plano de aula.

CRENTES DE 2ª CLASSE
PALAVRA + PODER = PENTECOSTES
REVESTIMENTO OU INVESTIMENTO?
O QUE QUER ISTO DIZER? – ATOS 2”12
NOVA UNÇÃO, NOVO MOVER? DO Deus IMUTÁVEL?
ARMADURA DE SAUL OU REVESTIMENTO DE DAVI?
RIR QUANDO O ESPÍRITO SANTO É FEITO DE TOLO
NEOIGREJAS PENTECOSTAIS OU IGREJAS NEOPENTECOSTAIS?

INTRODUÇÃO
Apesar de testemunharmos o grande avanço dos movimentos, não podemos classificá-los como pentecostais, pois muitos não apresentam as principais características do verdadeiro pentecostes, ou seja, não seguem a essência cristã vivida pela Igreja primitiva.

O verdadeiro Movimento Pentecostal está fundamentado sobre duas colunas vitais:
• A Palavra;
• Poder de Deus (ação do Espírito Santo)

O inicio do século XX, foi testemunha do surgimento de uma verdadeira renovação espiritual, que teve inicio no Estados Unidos, se espalhando depois por toda a América, atingindo depois o restante do globo.

Este movimento pentecostal que percorreu o mundo é:
• comprovadamente bíblico;
• ortodoxamente teológico;
• Não sofre atuação do tempo.

Mas constantemente sofre ataques do:
• desconhecimento bíblico (ignorância acerca da atuação do Espírito Santo);
• ignorância acerca da origem do verdadeiro avivamento;

I. A ORIGEM DO PENTECOSTES CRISTÃO
1 – O ponto de partida
• Do grego pentekoste (cinqüenta, quinquagésimo);

a) A festa de Pentecostes (Lv 23:15-25):
• 2ª das três grandes festas judaicas (Pães asmos, Pentecostes e dos Tabernáculos);
• Festa das Semanas (Ex 34:22), Festa das primícias (Nm 28:26).
• 50 dias após o dia seguinte ao sábado da Páscoa (após a ressurreição);
• O molho da oferta movido no primeiro dos 50 dias (ressurreição);
• 1 dia de oferta voluntária em gratidão pelas bençãos recebidas (Dt 16.10);
• Todos os judeus, da Palestina e os dispersos se reuniam para esta festa;
• Todos deveriam estar em Jerusalém nesta ocasião, seriam testemunhas;
• Inclusive o que estava na sua 3ª viagem missionária (At 20:16).

b) A primeira grande colheita mundial – At 2:1 (Nota de rodapé da BAP)
• A festa era uma referência à efusão do Espírito sobre toda a carne (Jl 2.28; At 2.1-13)
• 10 dias após a ascenção de Cristo, 120 crentes estavam esperavam a promessa;
• Na 3ª hora (9 horas da manhã), Jesus cumpriu a promessa.

O Pentecostes em grego pentekostes (cinqüenta), também conhecido como a Festa das Semanas. Era celebrada cinqüenta dias após a Páscoa em Jerusalém, quando todos o judeus, tanto os que habitavam na Palestina quanto aqueles que estavam dispersos por todas as partes do mundo de então, se reuniam para comemorarem esta festa. Para esta ocasião, eles deveriam estar em Jerusalém para servirem de testemunhas. Inclusive aquele que estava em sua 3ª viagem missionária.

A Festa de Pentecostes era uma santa celebração em que o adorador oferecia ao Senhor uma oferta voluntária proporcional às bênçãos recebidas do Senhor (Dt 16.10), mas no contexto profético, ela é uma referência à efusão do Espírito sobre toda a carne (Jl 2.28; At 2.1-13). Foi neste momento que Jesus cumpriu sua promessa. Novos tempos para a humanidade, a partir de Jerusalém, a capital religiosa do judaísmo, que ora convergia para o cristianismo.

Dez dias após a ascenção de Cristo ao céu (50 dias após a Pascoa), 120 crentes estavam esperando no cenáculo, unânimes, a promessa. Na 3ª hora (9 horas da manhã) deu-se inicio a inauguração do movimento pentecostal (At 2:15). As nações ouviram a mensagem de Deus e entenderam, cada uma na sua própria língua. Aquela, realmente, foi a festa de Pentecostes, pura gratidão pela colheita iniciada.

A lei Mosaica, com todas as suas cerimônias, ritos e prescrições, serviu de sombra às coisas que estavam para vir (Cl 2:16,17; Hb 10:1), assim a festa judaica de Pentecostes é uma figura, um símbolo, um tipo do derramamento do Espírito Santo. Não foi coincidência o derramamento, do Espírito Santo, ter acontecido justamente no dia desta festa, pois ela representou:
• Ano aceitável do Senhor (Lc 4:19) – o tempo em que haveria a pregação do evangelho. Este ano se iniciou com a morte de Jesus. A Páscoa (I Co 5:7) inaugurou este ano do Senhor;
• Oferta da prímicia – no dia seguinte ao sábado da páscoa, era oferecido um molho das primícias da colheita ao sacerdote (Lv 3:10), esta primícia é o primogênito dentre os mortos (aquele que ressuscitou no dia seguinte ao sábado da páscoa);
• Inicio da colheita do ano (ano aceitável do Senhor) – 50 dias após a páscoa ocorria a festa de Pentecostes, que indicava o início da colheita no ano, ou seja, a ocasião que demonstra o início da salvação da humanidade através da Igreja, o início do movimento do Espírito Santo, baseado no sacrifício de Cristo, com poder e eficácia, em prol da colheita das almas para o reino celestial.

Assim, a descida do Espírito Santo somente poderia ocorrer, mesmo, nesta festa. Era o começo do movimento e o Espírito Santo sempre esteve relacionado com o mover, como vemos desde a Sua primeira aparição no texto sagrado (Gn 1:2).

A expressão pentecostalismo passou a ser utilizada na década de 60, nos Estados Unidos, e serve justamente para distinguirmos os movimentos:
• Tradicionais – igrejas históricas;
• Pentecostais – grupos dissidentes das igrejas histórica;
• Carismáticos católicos;
• Neo pentecostais – dissidentes dos movimentos pentecostais

2 – Como surgiu o termo pentecostalismo:
a) Fundamento bíblico:
• Dia de Pentecostes (At 2);
• Casa de Cornélio (At 10:46). Pedro reconheceu a legitimidade daquele evento (At 11:15);
• Em Éfeso os que ainda não conheciam o Espírito Santo receberam o batismo (At 19”1-6);

b) Fundamento histórico. Outros tantos vultos da histórias também testemunharam esta doutrina:
• Justino Mártir (100-165);
• Irineu de Lyon (115-202);
• Teófilo de Antioquia (?-181);
• Tertuliano (160-220);
• Orígenes (180-254);
• Eusébio de Cesaréia (260-340)
• João Crisóstomo (304-407);
• Agostinho (354-430);
• Gregório o Grande (540-604);
• Simeão, o Novo Teólogo (949-1022);
• Hildegard de Bingen (1098-1179);
• Gregório Palamas (1296-1359);
• Francisco de Assis (1182-1226);
• Inácio de Loyola (1491-1556);
• Martinho Lutero (1483-1546);
• Jonathan Edwards (1703-1758);
• John Wesley (1703-1791)

3 – Do Pentecostes judaico ao cristãos - Transição do judaísmo ao cristianismo:
Após o exílio na Babilônia, o culto judaico ficou concentrado no Templo em Jerusalém. Isto deu as festas judaicas a importância devida e prevista na lei mosaica.

Os primeiros cristãos judeus logo associaram a Festa de Pentecostes ao cumprimento da profecia de Joel, pois foi a ele que Deus revelou com mais detalhes do derramamento do Espírito Santo nos últimos tempos (Jl 2.23-32).

Como ocorreu a transição do judaismo ao cristianismo:
• Destruição do Templo (70 dc) – contribuição do império romano para a transição;
• Impossibilidade e ou proibição de uso do Templo para sacrificios e rituais, devido a grande dispersão;
• Dependência total da atuação do Espírito Santo.

II. A TRAJETÓRIA DO PENTECOSTALISMO
1 – A promessa da efusão do Espírito:
• Cumprimento da profecia (Jl 2”28-32);
• Disponível a todos quanto o Senhor chamar;
• Agindo continuamente e renovando;

Um dos pontos essenciais do pentecostalismo é a crença de que o avivamento da Igreja é contínuo, ou seja, Deus não cessa de intervir no meio de Seu povo. Teve inicio em Jerusalém, se estendendo depois a Samaria, Antioquia da Síria, Éfeso e aos confins da Terra, alcançando a todos a quanto o Senhor chamar, conforme testemunhado por Pedro durante sua primeira pregação (At 2:16-39). Nesta dispensação, o Espírito habita em toda pessoa por Ele regenerada e salva por Jesus (Jo 14.16,17; 1 Jo 4.13; Rm 8.9).

2 – O movimento pentecostal tem o testemunho dos séculos:
Na história da Igreja, observa-se nitidamente que Deus sempre avivou ou reavivou a sua Igreja em várias ocasiões diferentes. Esses períodos da Era Cristã foram marcados por reavivamentos maravilhosos, onde Deus se manifestou aos seus servos de forma sobrenatural. A doutrina do verdadeiro avivamento não nasceu nos arraiais pentecostais suecos ou norte americanos, mas teve precedentes biblicos-históricos importantes. Por isto esta doutrina, a crença na atualidade da concessão e utilização das operações do Espírito Santo, seja tão polêmica.

Durante todos os avivamentos ocorridos nestes dois milênios, tem havido muitos registros de manifestação do batismo com o Espírito Santo e dos dons espirituais. A partir da Reforma Protestante, quando a Igreja se livrou dos dogmas romanistas, a história registrou com maior intensidade o fenômeno de falar em línguas estranhas. Na Grã-Bretanha, Alemanha, Estados Unidos, foram verificados intensos avivamentos. Grandes homens pregaram com ousadia, sem temerem as represálias das igrejas tradicionais históricas.

Estas mensagens avivadas percorreram o mundo e chegaram ao Brasil em 1910, por intermédio dos missionários Daniel Berg, Gunnar Vingrem (Batistas) e Louis Francescon (Presbiteriano), sendo que os dois primeiros se instalaram ao norte do país, no Pará fundando a centenária Assembléia de Deus, enquanto que o terceiro dedicou seu tempo no sul e sudeste com colônias italianas, dando inicio, tempos depois, aos trabalhos da Congregação Cristã.

3 – O genuíno pentecostalismo:
O genuíno pentecostalismo prima pela ortodoxia bíblica e no cuidado da sã doutrina. As suas principais caracteristicas são:
• Contrição total pelo Espírito Santo;
• Amplo perdão e reconciliação (At 4.32);
• Santidade de vida, dentro e fora da Igreja;
• Renovação espiritual; zelo pelo modelo bíblico (Sl 119.25, 154), e amor;
• Zelo e frequência à casa do Senhor.
• Crença única na Bíblia como Palavra de Deus, inpirada, inerrante e infálivel.

Através destas caracteristicas e do conhecimento da fonte de todo e qualquer movimento, seremos capazes de distinguirmos o verdadeiro do falso, o certo do errado e o santo do profano.

No genuíno pentecostalismo não há espaço para comodismo e indiferença (Ez 37.9), para a sonolência espiritual (Ef 5.14), para a insensibilidade (Cl4.17; 2Tm 1.6), nem para o secularismo (Rm 12.2).

a) Classificação do Pentecostalismo:
• 1ª geração ou históricos – Surgidos na primeira década do seculo XX (Assembléia de Deus e Congregação Cristã do Brasil);
• 2ª geração - surgidos a partir da década de 50 (Quadrangular, Brasil para Cristo, Casa da Bênção, Deus é Amor);
• Neopentecostais – surgidos a partir da década de setenta sendo a principal a Universal do Reino de Deus. Estes novos movimentos se baseiam em uma doutrina conhecida como a confissão positiva, também chamada Teologia da Prosperidade.

Os neopentecostais formam um grupo coexistente com os pentecostais, mas com uma identidade distinta. Possuem uma forma muito sobrenaturalista de encarar sua vida religiosa, com ênfase na busca de revelações diretas da parte de Deus, de curas milagrosas para doenças e uma intensa batalha espiritual entre forças espirituais do bem e do mal, que afirmam ter consequências diretas em sua vida cotidiana. São, em geral, mais flexíveis em questões de costumes em relação aos Pentecostais tradicionais.

A confissão positiva se refere literalmente a trazer à existência o que declaramos com nossa boca, uma vez que a fé é uma confissão. Caracteristicas da confissão positiva:
• Pobreza e doença são resultados visíveis do fracasso do cristão;
• Batalha espiritual, confronto direto com os demônios;
• Maldições hereditárias;
• Possessões de crentes.

III. O VERDADEIRO PENTECOSTALISMO
1 – Caracteristicas das igrejas pentecostais:
• Aceitam a soberania e os mistérios de Deus (At 2:2-13);
• Conservam e aplicam com pureza a sã doutrina (At 2”42);
• Acreditam na atualidade da concessão e uso dos dons Espirituais;
• Cumprem o ide sem restrições, com coragem (At 2:14);
• Comprometimento com a santidade e aperfeiçoamento dos santos;
• Aguarda nas promessas de Deus (Lc 24:49);
• Obedecem aos mandamentos de Deus ( At 2:1) - reunidos no mesmo lugar, anulação da vontade própria;
• Cresce numericamente e em qualidade (At 2:37-42). As conversões vieram pela pregação de Pedro e não pelas línguas estranhas.

a) Doutrinas cristãs pentecostais básicas:
• pecado original;
• penas eternas;
• salvação pela fé;
• escatologia;
• santificação;
• ênfase a doutrina do batismo com o Espírito Santo;
• ensino da atualidade dos dons espirituais;
• aproveitamento do leigo na igreja;
• liturgia informal com oportunidades para testemunhos, cânticos acompanhados ou não por palmas;
• arrebatamento da igreja e dispensa da grande tribulação;
• vinda de Jesus em duas fases distintas;
• ênfase a doutrina bíblica da santificação (Ef 4.13);
• algumas igrejas são rigorosas nos usos e costumes.

b) O Falso pentecostalismo e suas principais características - I Rs 18:20-40 e Ex 32:1-5
• É seguido pela maioria (Ex 32:1; I Rs 18:22, 25) – cresce em número, invenções, mas perde em santidade, em caráter e fidelidade. A maioria perde, como nos dias de Noé;
• Possui fogo falso (Ex 32:24; I Rs 18:25) - fogo de entusiasmos, novidades e caprichos de muitos animadores;
• Culto extenso, repetitivo, muitos movimentos (Ex 32:6, 17-18; I Rs 18:29);
• A divindade invocada no falso culto pentecostal não responde (Ex 32:20; I Rs 18:26-29), pois se trata apenas de movimentações físicas, teatro, show. O falso culto pentecostal é um culto sem ética.

c) Como enfrentar o falso culto pentecostal:
• Convicção (Ex 32:19-21, 27; I Rs 18:17-21) – Elias estava convicto, sabia que servia o verdadeiro Deus;
• Definição (Ex 32:21-24) – o povo estava na duvida, Elias não. “Se baal é o senhor então segui-o. Se Deus é o Senhor, segui-o” - É hora de definição!

d) O que fazer para restabelecer o verdadeiro culto pentecostal:
• Restauração do antigo altar (Ex 32:19-20, 34:1, 4; I Rs 18:30) - Elias restaurou o altar de seus pais. O mesmo altar em que adoravam os seus antepassados;
• Culto com base na palavra de Deus (Ex 34:10, 27-28; I Rs 18:31) - Elias usou doze pedras. Não utilizou outro material para a restauração do altar. Não fez uso da criatividade;
• Ordem no tempo do culto (Ex 34:31-33; 35:1, 20; I Rs 18:36) - Deus havia determinado a hora do sacrifício e Elias obedeceu a Deus quanto ao horário;
• O culto deve ser dirigido a Deus (Ex 34:5-9; I Rs 18:36) e não ao individualismo (aquele irmão, aquela Igreja, aquele missionário, cantor, aquele pregador, pastor);
• Deve haver clamores e orações (Ex 32:30-33, 33:11-23; Ex 34:8-9; I Rs 18:36-37);
• Deve haver fogo do céu (Ex 24:16-18; I Rs 18:34, 38 cf Hb 12:18-20, 29) - Elias derramou água sobre e em volta do altar, a fim de que o povo cego, visse;
• Os empecilhos devem ser eliminados (Ex 32:27-29; I Rs 18:40) - Os falsos profetas podem causar danos, mas não têm poder para destruir o verdadeiro culto pentecostal dirigido ao verdadeiro Deus.

2 – Novos movimentos - Neopentecostais:
• Frutos de dissidências;
• São segmentos esotéricos, místicos;
• Praticam o sincretismo religioso;
• Incorporam em suas liturgias práticas místicas e antibiblicas.

O pentecostalismo é um movimento bíblico, e suas doutrinas também são, portanto, estão com razão aqueles que não aceitam a aplicação da palavra neopentecostalismo. O correto seria neoigrejas pentecostais.

CONCLUSÃO
Salvar ou assegurar a pureza do Movimento Pentecostal é conservá-lo intacto, mantê-lo genuíno, ou seja, fazer permanecer as suas características, as suas finalidades. O derramamento do Espírito Santo tem como objetivo transmitir o poder de Deus ao Seu povo até o fim da dispensação da graça, a fim de criar condições para que haja a evangelização do mundo bem como o aperfeiçoamento dos santos até a volta de Cristo. É esta a finalidade do Pentecostes.

Devemos manter estes propósitos constantes das Escrituras, pois o poder de Deus é transmitido para a glória do Senhor, para a salvação das almas e para o aperfeiçoamento dos santos. Qualquer outro intento que se apresente deve ser repudiado.

Não se pode adotar o misticismo estéril (porque não gera frutos para o reino de Deus) que tanto tem invadido as igrejas locais, nem tampouco se dispensar o verdadeiro Pentecostes por conta de uma “ortodoxia” que, em verdade, representa um formalismo vazio, oco e que, não raro, revela um descrédito no Evangelho completo e poderoso, tal qual constante nas páginas sagradas.

Como é notório, muitas inovações, modismos e práticas descabidas e antibíblicas vêm afetando o genuíno Movimento Pentecostal.

Resumo extraído do conteúdo proposto na lição 9 (Revista Lições Bíblicas) e dos subsídios disponibilizados nos sites abaixo:
http://www.subsidioebd.blogspot.com/ acesso em 24/05/2011
http://auxilioebd.blogspot.com/ - acesso em 23/05/2011
http://www.subsidioebd.blogspot.com/ - acesso em 24/05/2011
http://atitudedeaprendiz.blogspot.com/ - acesso em 25/05/2011
http://luloure.blogspot.com – acesso em 24/05/2011
http://ebdistas.blogspot.com/ - acesso em 24/05/2011
http://www.ebdweb.com.br - acesso diários
http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com – acesso em 24/05/2011
Bíblia de aplicação pessoal – nota de rodapé Atos 2”1

domingo, 22 de maio de 2011

pós aula - lição 8 - alguns comentários dos alunos

1) Seria possível um pastor de 90 anos, com os filhos todos criados, na igreja, no ministério, se desviar porque agora compreendeu que Deus nunca trabalhou em sua vida? Ou porque não operou algum tipo de milagre na família?

2) Depoimento de um dos irmãos: Quando a Caixa não aprova um financiamento, todos aceitam (comprador e vendedor), pois ela é soberana em sua decisão. Nestes casos ninguém vai até a agência para tirar satisfação ou contestar. Porque então com Deus a história tende a ser diferente? Quando Deus coloca ponto final o crente não pode colocar o de interrogação?

3) Jesus levou sobre si todas as nossas enfermidades, todas, mas Ele não cura todos os enfermos.

4) Testemunho do nosso Pastor: Um ministério, diante das inúmeras inovações, resolveu colocar uma roda gigante que rodava ao contrário e com este apetrecho fazia um anjo sobrevoar os crentes durante os cultos, muitos caiam (de tanto poder?).

5) Tantos ministérios, tantas palmas que chega dói e fica vermelha a palma das mãos.

6) Atos 2 - um culto com mensagens, ouvintes, mas tudo dentro da ordem e decência, pois todos ouviram, entenderam a mensagem (cada um na sua própria língua).

7) O nosso serviço líturgico não carece de inovações ou mudanças, está dando certo há muito tempo (20 séculos ou 100 anos?)

8) O que dizer da leitura da Bíblia na hora do culto, no momento em que devíamos estar adorando, reconhecendo nossa limitação, confessando (certo ou errado?)

9) Em visita a uma de nossas igrejas notei que na hora da mensagens os obreiros, presbíteros não paravam, ficaram andando, aquilo me chocou, pois além da irreverência a Palavra pregada, faltou também o respeito ao pregador, onde estava a intercessão, oração, para Deus agir nos corações?

10) Já em outra eu notei que na hora da mensagem, todos sentaram, ficou somente um na porta, e parece que grudaram nas cadeiras, ninguém levantava.

11) Nunca diminua o tempo da Palavra, nunca faça isto Assembléia de Deus, nunca diminua o tempo da Palavra.

12) Colocação inteligente de um dos irmãos: Onde está o ministério da saúde com os remédios? Eu pergunto: Onde estão os gestores para buscarem os recursos? Existem recursos, faltam somente os gestores. O ministério da saúde está sempre disposto a conceder os recursos.

13) Outra inteligente: Onde não tem remédios, o povo tem que usar os caseiros, mas de forma nenhuma com intenção de matar ou de piorar, nem tampouco com inovações ou acreditando em tudo que falam.