quarta-feira, 5 de setembro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
I Reis - informações essenciais
PROPÓSITO:
Contrastar a vida daqueles que
vivem para Deus com daqueles que se recusam a agir assim ao longo da história
dos reis de Israel e de Judá.
AUTOR:
Desconhecido. Possivelmente Jeremias ou um grupo de profetas.
PANORAMA:
A outrora grande nação de Israel tornou-se uma terra dividida, não
apenas física, mas também espiritualmente.
VERSÍCULO CHAVE:
E, se tu andares perante mim como
andou Davi, teu pai, com inteireza de coração e com sinceridade, para fazeres
segundo tudo o que te mandei e guardares os meus estatutos e os meus juízos,
Então, confirmarei o trono de teu
reino sobre Israel para sempre, como falei acerca de Davi, teu pai, dizendo:
Não te faltará varão sobre o trono de Israel.
PESSOA CHAVE:
Davi, Salomão, Roboão, Jeroboão, Elias, Acabe e Jezabel.
CARACTERÍSTICA PARTICULAR:
1 e 2 Reis eram originalmente um só livro.
Informações extraídas da seção “Informações essenciais” – Bíblia de
Estudo Aplicação Pessoal
Por: Ailton da Silva (18) 8132-1510
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Lição 10 - pós aula
Nu sai do
ventre [...] e nu voltarei. E não adianta boquejar!
Se o Maligno
tivesse falado que Jó murmuraria ou reclamaria, fatalmente ele teria sucesso em
sua empreitada.
“Só eu escapei”.
Sempre haverá alguém ara nos trazer as más notícias.
A minha
primeira fala ao iniciar a aula foi: “só restou nós para trazermos as novas”.
Estávamos em poucos, o povo chegou foi chegando um a um.
Deus mostrou
ao Maligno, que ele como anjo havia caído, e que Jó, como homem, poderia se
manter integro sem blasfemar, mesmo com as perdas.
Hoje a igreja
sabe o que Jó não soube, pois ele não recebeu nenhuma explicação de Deus. Nós
sabemos que no mundo teremos aflições (Jo 16.33).
Os filhos de
Jó eram iguais ao pai? Ou iguais a mãe?
Jó não obrigava os filhos a participarem dos
holocaustos nas madrugadas, ou obrigava?
Pela preocupação
do pai, tudo nos leva a crer que os filhos eram meio “pinta brava”.
A blasfêmia
teimava em fazer parte da vida de Jó. Primeiro pela preocupação que tinha com
seus filhos, para que não agissem desta forma e depois pela intenção e atuação
do Maligno para que ele também blasfemasse.
Quando Jó
soube da morte dos filhos a sua preocupação foi com a continuidade do seu nome,
mas que nome? Família destruída, falido,
chaguento, mulher “doida”, certamente não faríamos questão da continuidade da
semente nestas condições, ou faríamos?
As noticias
más correm mais rápido que as boas, pois o combustivel que as move é muito mais
potente (curiosidade e alegria por ver a derrota do outro) e o veículo é bem
mais veloz (desejo de ser o primeiro a dar a noticia).
Vou correndo,
com a lingua para fora, cansado, largo trabalho, família, mas serei o primeiro a
dar a noticia (má).
A enfermidade
de Jó impediu que ele tentasse reerguer os seus negócios. Se tivesse são, em
condições, certamente se levantaria financeiramente, ou pelo menos tentaria.
As 4 notícias não
abalaram a estrutura de Jó, pelo menos não foram suficientes para
desiquilibrá-lo.
Então o
Maligno tentou a ultima cartada: “amaldiçoa Deus e morra”, mas Deus havia
falado que não era para tentar contra a vida dele.
Empatia:
Realmente não era fácil aquela mulher ver o seu “herói” arruinado, falido,
chaguento e pior foi ver seus filhos, que havia gerado e cuidado, todos mortos.
O equilíbrio demonstrado por Jó ao receber as notícias, faltou à sua mulher.
Jó sempre se
preocupou com seus filhos, bem diferente de Davi que somente se preocupava com
o reino, fronteiras e alianças.
Os amigos de
Jó agiram conforme a sua declaração (3.2-11). Falou bobagem e ouviu bobagens
ainda maiores (cap. 4).
As perdas
materiais e afetivas podem redundar em ganhos espirituais. Que nos diga Jacó
que perdeu casa, família, direito a herança, mas que acumulou grandes experiências
com Deus. Ele ganhou mais com as perdas, bem mais que seu irmão Esau, que
imaginou que tivesse recuperado a sua primogenitura, após a fuga do irmão, mas
como ele mesmo disse; “que me adianta a primogenitura”, nada.
Moisés foi manso, até que perdeu a paciência com o povo
no deserto, no episódio do bezerro de ouro e ao quebrar as tabuas da lei. Coitado,
depois teve que lavrar novas pedras (Ex 34). Jó foi paciente até que aquela
barragem que segurava a pressão das águas rompeu-se. Era um humano.
Diferenças entre
os testemunhos de Deus sobre a vida de Jó:
1) sincero,
temente, reto e que se desvia do mal (1.8).
2) idem, idem, idem, idem e que ainda retém a
sua sinceridade, mesmo depois da perda (2.3).
A “paciência”
de Deus com Jó terminou no capítulo 38. Agora quem falava como louco era ele e não
a mulher.
Jó pediu
proteção aos filhos e Deus permitiu ......
Deus conhece
cada um de nós e nos chama pelo nome: “Observaste
meu servo Jó”.
sábado, 1 de setembro de 2012
Mulheres: de Ló e Jó. Iguais em tudo.
“Meu Deus e meu Pai, graças te dou,
pois me livrastes de tais”.
1) A MULHER DE LÓ:
Quando aquela mulher se condoeu da
situação da sorte de Sodoma e Gomorra (Gn 19.24-25), ela deixou transparecer
toda a intenção maligna que residia em seu coração. Na verdade ela não queria
abandonar a cidade, seu circulo social e outros atrativos que estavam ao seu
dispor, sem falar de seus bens.
Ela não entendeu a obra que Deus
tinha na vida de sua família e para tal seria necessário sua atuação como
esposa e mãe, uma verdadeira matriarca.
A sua atitude impensada, pois olhou
para trás desejando a vida anterior (cfe Is 43.18), colocou
em risco sua vida e de seu marido e principalmente a de suas filhas e de três
futuras nações, Israel, Moabe e Amon (Gn 19.35-38).
a) Fogo de Deus (Gn 19.24).
O verdadeiro fogo de Deus caiu do céu
para destruir Sodoma e Gomorra, bem diferente do fogo que caiu do céu para
aniquilar o rebanho e servos de Jó (Jó 1.16), que certamente teve outra origem que não de Deus (cfe Jo 10.10).
O fogo que veio sobre Sodoma e
Gomorra teve por função limpar o mal que existia naquelas terras enquanto que o
fogo de Deus que caiu do céu (segundo relato do mensageiro) serviu para tomar as posses
do patriarca Jó.
A mulher, que hoje está na vitrine em frente ao mar Morto, exposta para quem quiser conferir a veracidade da
história, não atrapalhou a caminhada de Ló, mesmo que ele tenha se entristecido
pelas perdas materiais, pois certamente não deu tempo para reunir seus bens e
riquezas no momento da fuga (os anjos apressaram-no – Gn 19.15-16). Saiu
sem nada e ficou sem mulher no meio da fuga. Quantas perdas.
Mas isto não foi capaz de abalar a estrutura
do sobrinho de Abraão, ou foi? Em relação as filhas eu não me arriscaria a
dizer o mesmo (cfe Gn 19.31).
2) A MULHER DE JÓ:
Da mesma forma esta mulher também
presenciou seus bens, circulo de amizade e o orgulho pela vida que levava, caírem
por terra de uma hora para outra, tal como a mulher de Ló. Assim como a primeira personagem esta
também olhou para trás e elegeu o estado anterior muito mais benéfico e
proveitoso do que aquele que estava vivendo.
Igualmente a primeira, a segunda
também colocou em risco sua vida (2.29), “amaldiçoa Deus e morra”. Ora quem
garante que não poderia ser ela a que estava prestes à morrer, devido a sua
ousadia? Ela, sem dúvida nenhuma, deu um rasante, passou bem perto, fez por
onde, pois antes de entristecer o marido, ela afrontou o Deus Todo Poderoso.
Talvez ela tenha pensado nisto ou
não. O certo é que filhos para caírem nas mãos do Deus Vivo (Hb 10.31) ela não
tinha mais. Quanto ao seu marido não havia mais nada que pudesse receber como “castigo”,
segundo o entendimento dela.
A morte do marido seria um alívio
para ambos, pois um ficaria livre do sofrimento e a outra parte ficara livre
para outro relacionamento ou pelo menos para viver sua vidinha.
3) SEMELHANÇAS ENTRE OS HOMENS (LÓ E JÓ)
- Possuíam bens e posses (Gn 13,7; Jó 1.1-3);
- Famílias felizes e crescendo (Gn 19.14; Jó 1.1-5);
- Ló tinha condições de vida agradável (cfe Gn 13.10), pois o lugar em que escolhera para habitar era como o “jardim do Senhor”. Jó era muito respeitado e tinha um padrão de vida elevado (Jó 1.3-4);
- De uma hora para outra perderam e deixaram tudo para trás, pois não deu tempo para Ló recolher seus bens e riquezas, ainda mais com a pressa demonstrada pelos anjos para retirarem sua família daquele lugar (Gn 19.15-16), o mesmo aconteceu com Jó, que não pode fazer nada ante as mensagens que ouviu. Não deu tempo para salvar nada;
- O fogo de Deus esteve presente na vida dos dois. No caso de Ló a origem foi realmente de Deus, mas no caso de Jó não.
4) SEMELHANÇAS ENTRE AS MULHERES (DE LÓ E JÓ):
- Sentiram as perdas;
- As duas olharam para trás (Gn 19.26; Jó 2.9), “amaldiçoa Deus que mudou o seu grupo social, pois agora ninguém mais te aplaude, eles cospem em teu rosto (cfe Jó 30.10);
- Se o fogo do céu fosse interrompido em Sodoma e Gomorra, certamente a mulher de Ló não pensaria duas vezes para retornar para aquela cidade, tal como a mulher de Jó, que o ajudaria na vã tentativa de reerguer seu patrimônio;
- Mas o plano de Deus não era este, no caso de Ló era necessário que prosseguissem avante, tal como no de Jó que deveria seguir em seu oficio de testemunho vivo da reviravolta e providências futuras de Deus. Certamente haveria espaço para que elas ajudassem seus maridos nesta nova empreitada;
- Uma foi convertida em estátua de sal, enquanto que a outra se transformou em um zumbi, uma viva morta, que não foi capaz de estender a mão para ajudar o marido, pelo menos a se coçar;
- Uma está até hoje como exemplo, forte, pujante, às margens do mar Morto, servindo como exemplo, enquanto que a outra desapareceu do cenário bíblico, alias não foi sequer mencionadas no rol de bênçãos recebidas por Jó.
“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu
valor muito excede ao de rubis”. (Pv 31.10).
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