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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

1º trimestre 2013



Lição 1- A Apostasia no Reino de Israel
Lição 2- Elias, o Tisbita
Lição 3- A Longa Seca Sobre Israel
Lição 4- Elias e os Profetas de Baal
Lição 5- Um Homem de Deus em Depressão
Lição 6- A Viúva de Sarepta
Lição 7- A Vinha de Nabote
Lição 8- O Legado de Elias
Lição 9- Elias no Monte da Transfiguração
Lição 10- Há Um Milagre em Sua Casa
Lição 11- Os Milagres de Eliseu
Lição 12-  Eliseu e a Escola de Profetas
Lição 13- A Morte de Eliseu  


Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

Culto de jovens - setor 42


setor 42: Álvares Machado-SP

Fizemos um rodízio entre as congregações, iniciamos em julho no Jd. São Francisco com um grande culto de jovens, passamos pelo Bela Vista em agosto aproveitando o congresso de jovens. Em setembro foi a vez do Jd. Maria de Lourdes e no próximo dia 27 estaremos no Jd. Santa Eugênia.

O encerramento deste projeto será em novembro na subsede, Vila Fernandes com um grande culto que chamaremos de: "pré congresso", nos preparando para 2013, pois não temos tempo para algo em 2012, em virtude das trocas de liderança ocorrida durante o ano (3).

Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

Proposta da lição 4

Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

lição 3 - pós aula


“Derramarei o meu Espírito sobre toda a carne”, e não sobre toda a TERRA, ainda.

“Derramarei o meu Espírito sobre toda a carne”. Ei, Joel será agora, quando se cumprirá esta profecia? Vai demorar muito? Assim disse Judá.

Se cumprirá em nossos dias? Não! Vocês estão fora da direção.

Deus derrama seu Espírito sobre vidas tortas? Sobre reinos tortos?

Se fosse nos dias atuais certamente alguém chamaria as profecias de Joel de “profetadas”, e que ele não estava falando nada com nada.

Será que Joel estava louco, alucinado ou impressionado com os últimos acontecimentos, segundo nota de rodapé da Bíblia de Estudo Pentecostal (Jl 1.4).

Se colocássemos Isaias e Joel, frente a frente, com suas profecias, para quem Israel daria algum crédito? Será que escolheriam aquele que falou do Messias (Is 9,6; 53.1-12) ou que falou das perdas, gafanhotos, secas, invasões e problemas (Jl 1.4,6; 2.1-10).

Como disse o velho e bom Isaías: “Quem deu credito a nossa pregação”? Pelo jeito não deram crédito a Joel também.

Que profecia estranha, pois quando recebemos alguma, nos dias de hoje, ficamos aguardando o cumprimento cabal dela e “as vezes” não falham e se cumprem na integra, detalhe por detalhe. Como Joel deve ter sofrido por isto!

Joel, um dos pioneiros no reino do sul, no ministério profético, teve muita coragem para enfrentar o povo desviado e caído e governantes ímpios, apesar que Joas, provável governante da época, iniciou bem o seu reinado (2 Cr 24.1-2).

O que Joel, não se cansou de dizer, foi que o mal já havia acontecido na vida material do reino e que estava prestes a acontecer, nas mesmas proporções, na espiritual.

O povo queria era facilidades para adorar a Deus, pelo menos imaginavam que estivessem servindo-O, mesmo diante do sincretismo religioso que corria a solta entre eles. Qualquer coisa que colocassem nas mãos eles aceitavam, seria isto diferente dos dias atuais? “É de Deus, receba”, é nada!

Uma pessoa revestida pelo Espírito Santo é difícil de ser morta (At 19.14) e também é difícil de desistir (At 14.20), os discípulos foram atrás de Paulo, mesmo que alguém tenha dito que já estivesse morto. O pensamento foi o seguinte: “vamos ver se encontramos ele ainda com vida, vamos ver se ainda Paulo pode nos proporcionar alguma alegria”.

Seria mais ou menos se disséssemos: “aquele lá não está morto, vamos atrás dele, quem sabe ele reviva”.


Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

sábado, 20 de outubro de 2012

Já aconteceu isto em vossos dias? Ou nos dias de vossos pais?

“Aconteceu isto em vossos dias? Ou também nos dias de vossos pais? Ou nas duas épocas? E com ela, a igreja do século XXI?

O profeta iniciou seu oráculo com as duas primeiras perguntas, que se fossem levadas ao pé da letra, ou na concepção da palavra, poderiam ser vistas como uma lembrança do ocorrido no passado ou um prévio aviso do que poderia acontecer no futuro, uma vez que no presente, eles se auto isentavam de qualquer problema material ou culpa espiritual, ou pelo menos viviam motivados por este aparente engano. Eles não enxergavam o perigo iminente que se aproximava, devido aos seus próprios erros e porque não afirmarmos que esta crise já havia sido enfrentado por eles, no passado recente.

A profecia dizia respeito ao passado, presente e também ao futuro, sobre isto a Bíblia de Estudo Pentecostal em sua nota de rodapé de Joel 1.4, assim afirma:

“A natureza da crise constituía-se de uma praga de gafanhotos que varrera o país. A região rural e a vegetação foram destruídas, o povo enfrentava severa fome”. (BEP, página 1288).

O alvo deste pequeno lembrete/aviso eram eles, seus filhos, os filhos de seus filhos e as futuras gerações, para que nunca mais se esquecessem, portanto a profecia dizia respeito a todos, inclusive aqueles que “um dia”, seriam chamados por Deus, nosso Senhor, de acordo com a citação feita por Pedro (At 2.39), no dia de Pentecostes, quando explicava aos incrédulos expectadores, o cumprimento parcial do que houvera sido vaticinado pelo profeta Joel (Jl 2.28-32).

LAGARTA, GAFANHOTO, LOCUSTA E O PULGÃO.
Israel teve inúmeras promessas de prosperidade e proteção (Ex 19.5; Dt 28.1-14; Is 55.17) entre outras tantas, mas eles também eram sabedores que estas bênçãos estavam todas condicionadas à obediência e desde a saída do Egito foram alertados quanto a estas condições, portanto não havia possibilidade ou argumentos para alegarem desconhecimento ou inocência.

A desobediência abriu as portas para que entrassem em cena “os insetos devoradores”, que Israel conheceu muito bem durante sua longa história, aliás eles viram estes insetos crescendo e se multiplicando diante de seus próprios olhos e não faziam nada para exterminá-los. A Bíblia de Estudo Pentecostal em sua nota de rodapé de Joel 1.4, continua:

“[...] o significado exato das quatro palavras aqui empregadas (lagarta, locusta, gafanhoto e pulgão) para descrever os gafanhotos é incerta. Acredita-se que representava as etapas sucessivas do crescimento do inseto”. (BEP, página 1288).

A Bíblia nova tradução na linguagem de hoje corrobora com a citação anterior quando afirma na mesma referência incluindo o versículo 6:

“Vieram nuvens e mais nuvens de gafanhotos e comeram todas as plantações. O que os primeiros gafanhotos deixaram foi devorado pelos que vieram depois.

“[...] Vieram os gafanhotos, como um exército poderoso e invadiram meu país. Os seus dentes eram como os de leão”. Jl 1.4-6, NTLH).

Isto era muito familiar à Israel, pois bem antes, durante a caminhada pós saída do Egito, eles presenciaram as consequências de seus erros e viram o quanto seria doloroso para todos. A primeira grande baixa se deu na instituição e na festa de inauguração da grande estátua do bezerro de ouro, o deus, que segundo eles, havia livrado a nação do jugo da escravidão (Ex 32.4), ocasião em que mais ou menos 3.000 homens foram mortos pelos levitas, “os de Deus” (Ex 26, cfe Nm 8.14).

Mas este número de mortos foi pouco se comparado aos 24.000 que tiveram o mesmo destino quando se deixaram seduzir pelas estátuas dos deuses midianitas (Nm 25.9). A lagarta estava crescendo e começava a agir em Israel.

Como foi difícil para eles lutarem contra estas lagartinhas, vindas dos territórios vizinhos, mas eles tiveram a chance de exterminá-las de uma vez por todas, mas não cumpriram com o dever e permitiram que crescessem (Jz 2.2-3).

O gafanhoto também apareceu na história de Israel e foi tão cruel e desastrosa a sua atuação quanto ao estágio anterior. Na verdade, a lagarta já não era o mal pior, pois aprenderam a conviver com ela.

Eles plantavam, cuidavam e quando iniciavam, felizes, a colheita aparecia o inseto com suas asinhas crescidinhas para queimar de devorar o fruto do suor deles (Jz 6.3-5). A nuvem de locusta, sequer com fome estava, sua intenção era somente destruir e devorar tudo.

A locusta, um pouco maior, apareceu em Israel, em larga escala, logo no início do ministério de Samuel, ocasião em que mataram 30.000 homens e levaram a arca do concerto. Que nuvem de locusta ousada e corajosa, pois MATAR homens era fácil, mas CORROER a arca, isto seria impossível (1 Sm 4.10-11).

O pulgão apareceu, na esperança de fechar o caixão do reino inteiro, mas antes que agissem, o profeta Joel entrou em ação e alertou. Ele foi desprezado e desacreditado, da mesma forma que a bateria de profetas anteriores e posteriores.

O exército de pulgões cercou Jerusalém (2 Cr 36.17-20; Jr 52) e a deixou inerte, triste, solitária ao final (Lm 1.1-2), mas não foi capaz de destruí-la por completo, pois mesmo diante de tantas catástrofes, havia a certeza da “posse Divina” (Ex 19.5) e da solidez da aliança (Jz 2.1b), entre outras promessas (Os 14.1-9; Jl 2.18-27; Hc 3.17-19; Ag 2.1-9; Ml 4.1-6).

Israel enfrentou a lagarta, o gafanhoto, a locusta e o pulgão, mas continuou em pé graças as intervenções de Deus, que nunca os abandonou a mercê de sua própria sorte ou força.

Da mesma forma podemos dizer: “Ei, já aconteceu isto em vossos dias, ou nos dias de vossos pais? Oh! Igreja?

Referências:
Bíblia de estudo Pentecostal. CPAD, 2008

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2003

Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

Verdades!



Verdade prática, VERDADE MESMO!
não foi uma missão temporária (At 2.39)

Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Joel, o derramamento do Espírito Santo. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
“E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos” (At 2.17).

VERDADE PRÁTICA
O Espírito Santo não veio ao mundo cumprir uma missão temporária, mas guiar a Igreja até a vinda do Senhor.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Joel 1.1; 2.28-32.
1 - Palavra do SENHOR que foi dirigida a Joel, filho de Petuel.
28 - E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.
29 - E também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito.
30 - E mostrarei prodígios no céu e na terra, sangue, e fogo, e colunas de fumaça.
31 - O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR.
32 - E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como o SENHOR tem dito, e nos restantes que o SENHOR chamar.

PROPOSTA DA LIÇÃO
          Joel não mencionou nenhum rei em seu livro;
          Assunto do livro: ameaças e promessas escatológicas;
          Espírito Santo: pessoa, igual ao Pai e ao Filho em poder;
          Derramamento do Espírito, um revestimento. A metáfora;
          Derramamento: Joel, “depois”. Pedro, nos “últimos dias”;
          Fim: sinais no céu, embaixo na terra, sangue, fogo etc;
          Tudo isto foi repetido por Pedro no primeiro sermão;
          Mas não foi visto no dia de Pentecostes, aquilo foi o inicio;
          Tais sinais dizem respeito à Grande Tribulação.

INTRODUÇÃO
Joel, filho de Petuel, desenvolveu seu ministério no reino do Sul (835-796 a.C.) e ficou conhecido como o “profeta pentecostal”, titulo recebido do Movimento Pentecostal, mas suas profecias não diziam respeito somente a efusão do Espírito Santo nos últimos dias, pois abrangem outros temas, entre os quais destacamos as pragas advindas da ação dos gafanhotos, locustas e pulgões (Jl 1.4-6), além da iminente invasão babilônica e juízos sobre as nações.

Estas mensagens, como as outras, tinham por objetivo, levar o povo ao arrependimento a fim de que a nação, em algum momento da história, contemplasse o derramamento do Espírito Santo, como cumprimento da profecia, a promessa universal, um novo concerto a todos quantos cressem (2.28-32).

O reino do Sul, também era próspero, como o do Norte, e as inclinações para o pecado também eram semelhantes, inclusive o sincretismo religioso era uma prática normal e tolerável entre eles. Sobre isto o professor José Roberto A. Barbosa escreveu:

“Naquela época, semelhantemente ao que aconteceu com o povo do norte, Judá desfrutava de plena prosperidade. Essa condição favorecia o sincretismo religioso, o povo adorava ao Deus de Israel, ao mesmo tempo em que se dobravam perante outros deuses. Por isso, Joel profetiza a fim de evitar que Judá sofresse o castigo de Deus como consequência dos seus pecados".

I. O LIVRO DE JOEL NO CÂNON SAGRADO
1. CONTEXTO HISTÓRICO.
São escassas as informações sobre Joel e sua época. O pouco conhecido é o que extraímos de seu próprio livro, principalmente a sua filiação (1.1). Nenhum rei foi mencionado por ele, o que dificulta ainda mais a contextualização histórica. A menção dos sacerdotes auxiliando na administração (2 Cr 23.16-21), leva a crer que Joas estava no trono, mesmo com pouca idade (2 Cr 24.1). Outro fator que pode auxiliar na localização histórica de seu ministério é a funcionalidade do Templo (1.9, 13; 2.17).

2. POSIÇÃO DE JOEL NO CÂNON SAGRADO.
A ordem dos Profetas Menores em nossas versões da Bíblia é a mesma do Cânon Judaico e da Vulgata Latina, mas não é cronológica. Joel é o segundo livro, situado entre Oseias e Amós, mas na Septuaginta há uma diferença na ordem dos primeiros seis livros: Oseias, Amós, Miqueias, Joel, Obadias, Jonas.

Provavelmente foi um dos mais antigos, senão o pioneiro. As únicas pistas de seu período de atuação podem ser vistas no seu estilo literário, bem diferente do período pós exílio e pela citação dos ferrenhos inimigos de Israel, que na sua época eram os filisteus, fenícios, egípcios e edomitas e não os assírios, sírios e babilônicos citados por profetas de outras épocas.

3. ESTRUTURA E MENSAGEM.
O oráculo foi entregue ao profeta por meio da palavra (1.1). São três capítulos, mas a sua divisão na Bíblia Hebraica é diferente, pois o trecho 2.28-32 equivale ao capítulo três, com cinco versículos, e o conteúdo do capítulo quatro é exatamente o mesmo do nosso capítulo três. O livro também tem um teor escatológico, com ameaças e promessas e trata de três assuntos específicos:
a) LEMBRETE: A praga de gafanhotos, locustas e pulgões (1.2-10);
b) ALERTA: Invasão de um grande exército proveniente do Norte (1.6; 2.1-11);
c) PROMESSA: Manifestação da misericórdia de Deus diante do arrependimento sincero (2.18; 3.21), ocasionando a restauração da nação e o derramamento do Espírito Santo.

II. A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO
1. SUA PERSONALIDADE.
A Bíblia nos apresenta o Espírito Santo como uma pessoa e não como uma mera influência. Ele é inteligente (Rm 8.27), tem emoções (Ef 4.30), vontade (At 16.6-11; 1 Co 12.11), se entristece (Ef 4.30), tem ciúmes (Tg 4.5), pensa, fala (At 8.29) e ensina (Jo 14.26). Provas bíblicas de sua personalidade não nos faltam, mas para tal é necessário um exame cuidadoso da Palavra. 

2. SUA DIVINDADE.
O Espírito Santo é chamado textualmente de “Deus de Israel” (2 Sm 23.2,3). Ele é igual ao Pai e ao Filho em poder, glória e majestade. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

A Bíblia não se limita a mostrar que o Espírito Santo é uma Pessoa, mas também nos revela que é uma Pessoa Divina, ou seja, é uma das Pessoas que compõem este mistério que é a Santíssima Trindade, este Deus que é triúno, ou seja, um Único Deus que está em três Pessoas.

O Espírito Santo é chamado Deus (At 5:3,4) e Senhor (2Co 3:18). Quando Isaías viu a glória de Deus (Is 6:1-3), escreveu: “Ouvi a voz do Senhor...vai e diz a este povo” (Is 6:8-9). O apóstolo Paulo citou essa mesma palavra e disse: “Bem falou o Espírito Santo a nossos pais pelo profeta Isaías dizendo: Vai a este povo” (cf. At 28:25, 26). Com isso, Paulo identificou o Espírito Santo com Deus. Ele faz parte da Santíssima Trindade. Ele é mencionado junto com o Pai e o Filho (Mt 28:19; 2Co 13:13) e, a Bíblia afirma que os três são um (1João 5:7).

O texto mais explícito a respeito da divindade do Espírito Santo está em At 5:3,4 - Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo?... Não mentiste aos homens, mas a Deus”. 

3. COMO UMA PESSOA PODE SER DERRAMADA?
Esta é uma das perguntas que alguns grupos religiosos fazem frequentemente com a finalidade de “provar” que o Espírito Santo não é Deus nem uma pessoa. Por duas vezes a palavra profética afirma “derramarei o meu Espírito” (2.28,29), o que é ratificado em o Novo Testamento (At 2.17,18).

O Espírito Santo sempre encontrou oposição, ao longo da história, pois não foram poucos que não aceitaram a sua Divindade, dentre os quais destacamos Eustáquio de Sebaste (300-380). Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“Ainda apresentando a mesma linha de raciocínio desses grupos religiosos, perguntamos: como pode Jesus ser uma pessoa e alguém ser morada dele? - “Jesus respondeu, e disse-lhe: se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada (João 14:23). Paulo declara: “meus filhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós”(Gl 4:19). Como pode Jesus ser formado em alguém, sendo ele uma pessoa? Ainda em Gálatas 2:20, Paulo disse: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim”. Como esses grupo religiosos explicam esse mistério? Negam também a personalidade de Jesus por causa disso? É claro que não! Então por que negam a personalidade do Espírito Santo, valendo-se do mesmo argumento? Certamente, negam essa verdade bíblica porque não se preocupam em ensinar a Bíblia, mas de impor crenças peculiares”.

O derramamento do Espírito, um dia, estaria disponível a todos que cressem e teria uma atuação dinamizada, logo nos primórdios da igreja.

4. LINGUAGEM METAFÓRICA.
O “derramamento” do Espírito Santo é a expressão que a Bíblia usa para descrever o revestimento de alguém com o poder do mesmo Espírito. Trata-se de uma metáfora, figura que “consiste na transferência de um termo para uma esfera de significação que não é a sua, em virtude de uma comparação implícita”. Simbolizado pela água, o Espírito Santo lava, purifica e refrigera como reflexo de suas múltiplas operações (Is 44.3; Jo 7.37-39; Tt 3.5), ao ser derramado.