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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Tiago - a fé que se mostra pelas obras. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma (Tg 2.17).

VERDADE PRÁTICA
A nossa fé tem de produzir frutos verdadeiros de amor, do contrário, ela se apresenta falsa.

LEITURA BIBLICA EM CLASSE – Tg 2.14-26.
14 - Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura, a fé pode salvá-lo?
15 - E, se o irmão ou a irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano,
16 - e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e lhes não derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?
17 - Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.
18 - Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.
19 - Tu crês que há um só Deus? Fazes bem; também os demônios o creem e estremecem.
20 - Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?
21 - Porventura Abraão, o nosso pai, não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque?
22 - Bem vês que a fé cooperou com as suas obras e que, pelas obras, a fé foi aperfeiçoada,
23 - e cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.
24 - Vedes, então, que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé.
25 - E de igual modo Raabe, a meretriz, não foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emissários e os despediu por outro caminho?
26 - Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.

PROPOSTA
         Tiago, filho de José e Maria e meio irmão de Jesus;
         Local e data da carta: Jerusalém (45 e 49 a.C);
         Destinatários: cristãos espalhados pelo mundo;
         Propósito: fortalecer e consolar os cristãos;
         Levando-os a um relacionamento mais intímo com Deus;
         A epístola é um bálsamo para as igrejas perseguidas;
         Tiago exortou os santos a não desanimarem na fé;
         Não se pode fazer separação entre a fé e as obras;
         Alguns visam os seus interesses e não a glória de Deus.

INTRODUÇÃO
Tiago, irmão do Senhor, entregou uma mensagem de Deus aos santos irmãos do primeiro século, por intermédio de sua carta que é classificada como Epístola universal, pelo fato de ter sido direcionada a comunidades judias dispersas no mundo conhecido ou para os cristãos convertidos pela pregação dos apóstolos ou enviados pela igreja.

A carta de Tiago contém conselhos práticos para uma vida bem-sucedida e de acordo com a Palavra de Deus e que combate a espiritualidade superficial, a ausência de integridade, a carência de perseverança e a insuficiência da compaixão para com o próximo, características marcantes de muitos crentes dos dias modernos, que imaginam que somente o fato de professarem uma fé ou então se apoiarem na mudança de vida provocada pela justificação, se mutilam por imaginar que não precisam fazer nada para Deus. Por isto que esta carta “é um dos livros mais atuais e necessários para a igreja contemporânea. Tiago é comparado ao Sermão do Monte”, pois contem princípios práticos que abrangem temas da vida cristã.

O apóstolo Paulo logo no momento de sua conversão, então Saulo, nos deixou uma mensagem através de uma simples atitude sua: “Senhor, que queres que faça”? Já estava evidenciada em sua vida a salvação, então ele deixou transparecer o resultado de sua fé, pois sentiu que precisava fazer algo, fosse o que fosse. A evidencia da salvação é manifesta no homem, mas isto não garante, é apenas um sinal para a humanidade perceber e atribuir a Deus toda a transformação ocorrida. As obras devem seguir a fé, mas também sem garantir resultados salvíficos, somente para deixar bem claro ao mundo que quando Deus inicia uma obra na vida do homem, Ele a faz por completo. Tiago em sua carta nos ensina desta forma, ele foi direto sobre este assunto. O verdadeiro cristão deve se atentar para isto.

Através do estudo desta carta teremos a oportunidade de aperfeiçoar o nosso relacionamento com Deus e com o próximo e poderemos compreender que a fé sem as obras é morta (Tg 2.17).

I. AUTORIA, LOCAL, DATA E DESTINATÁRIOS (Tg 1.1)
1. AUTORIA. 
Em primeiro lugar, é preciso destacar o fato de que há, em o Novo Testamento, a menção de quatro pessoas com o nome de Tiago:
a) Tiago, pai de Judas, não o Iscariotes, (Lc 6.16);
b) Tiago, filho de Zebedeu e irmão de João (Mt 4.21; 10.2; Mc 1.19, 10.35; Lc 5.10; 6.14; At. 1.13; 12.2), um dos primeiros a se tornar discipulos de Jesus;
c) Tiago, filho de Alfeu, um dos doze discípulos (Mt 10.3; Mc 3.18; 15.40; Lc 6.15; At 1.13);
d) Tiago, o autor da epístola, que era filho de José e Maria e meio-irmão do nosso Senhor (Mt 1.18,20).

Após firmar os passos na fé e testemunhar a ressurreição do Filho de Deus, o irmão do Senhor liderou a Igreja em Jerusalém (At 15.13-21) e, mais tarde, foi considerado apóstolo (Gl 1.19). Pela riqueza doutrinária da carta, o autor não poderia ser outro Tiago, senão, o irmão do Senhor e líder da Igreja em Jerusalém. Outra evidencia que o identifica como autor desta carta foi “a semelhança da língua da epístola com as palavras de Tiago em Atos 15”.

2. LOCAL E DATA. 
Embora a maioria dos biblistas veja a Palestina, e mais especificamente Jerusalém, como local mais indicado de produção da epístola, tal informação é desconhecida. Sobre a data, tratando-se do período antigo da era cristã, sempre será aproximada. Por essa razão, a Bíblia de Estudo Pentecostal data a produção da carta de Tiago entre os anos 45 a 49 d.C., aproximadamente.

3. DESTINATÁRIO. 
“Às doze tribos que andam dispersas” (Tg 1.1), mesmo que esta configuração política não fosse mais vista em Israel, Tiago utilizou esta expressão como um recurso linguistico, fazendo alusão de forma figurativa, à nação inteira de Israel (Mt 19.28; At 26.7; Ap 21.12), uma espécie de resgate do sentimento que havia entre eles antes do período de cativeiro. Todavia, ao usar a fórmula “doze tribos”, na verdade, Tiago refere-se aos cristãos dispersos na Palestina e variadas igrejas estabelecidas em outras regiões, isto é, todo o povo de Deus espalhado pelo mundo alcançados pela pregação do Evangelho.

II. O PROPÓSITO DA EPÍSTOLA DE TIAGO
1. ORIENTAR. 
Em um tempo marcado pela falsa espiritualidade e egoísmo, características marcantes deste mundo que jazz no maligno, as orientações de Tiago são relevantes, pertinentes e por muitos ignoradas na ânsia do alcance de seus objetivos obscuros, até mesmo onde não deveria existir tal situação é possível vermos as ações do Maligno de forma a desestruturar a igreja e levar os crentes ao engano e fascínio que povoa aqueles que não desejam levar uma vida dedicada a Deus, guardando-nos do sistema mundano e amando o próximo.

Assim, através de orientações práticas, Tiago almeja fortalecer e consolar os cristãos, exortando-os acerca da profundidade da verdadeira, pura e imaculada religião para com Deus a qual é: a) visitar os órfãos e as viúvas nas tribulações; b) não fazer acepção de pessoas e c) guardar-se da corrupção do mundo (Tg 1.27). Sua carta atingiu primeiras os cristãos de sua época, mas certamente suas orientações são cabíveis na atualidade e devem ser aplicadas a fim de cheguemos a uma condição que possa agradar a Deus, através de nossas ações e condutas e para que construamos pontes no grande abismo que existe entre o que falamos e o que de fato fazemos.

2. CONSOLAR. 
Numa cultura onde não se dobrar a César, honrando-o como divindade, significava rebelião à autoridade maior, os crentes antigos foram impiedosamente perseguidos, humilhados e mortos. Entretanto, a despeito de perder emprego, pais, filhos e sofrer martírios em praças públicas, eles se mantiveram fiéis ao Senhor. A epístola de Tiago foi direcionada primeiramente para os dispersos pelo mundo, que enfrentaram a perseguição, por isso foi e ainda é um bálsamo para as igrejas atuais, pois os primeiros foram consolados diante da situação desesperadora tal como somos hoje diante da problemática que teima em nos acompanhar.

3. FORTALECER. 
Além das perseguições cruéis, os crentes eram explorados pelos ricos e defraudados e afligidos pelos patrões (Tg 5.4), que intentavam o enriquecimento ou o financiamento para seus ritos pagãos. Apesar de a Palavra de Deus condenar com veemência essa prática mundana, infelizmente, ela ainda é muito atual (Ml 3.5; Mc 10.19; 1Ts 4.6). A Epístola de Tiago não foge à tradição profética de condenar tais abusos, pois, além de expor o juízo divino contra os exploradores, o meio-irmão do Senhor exorta os santos a não desanimarem na fé, pois há um Deus que contempla as más atitudes do injusto e certamente cobrará muito caro por isso. A queda de quem explora o trabalhador não tardará (Tg 5.1-3).

III. ATUALIDADE DA EPÍSTOLA
1. NUM TEMPO DE SUPERFICIALIDADE ESPIRITUAL. 
Outro propósito da epístola é levar o leitor a um relacionamento mais íntimo com Deus e com o próximo. A carta traz diversas citações do Sermão do Monte como prova de que o autor está em plena concordância com o ensino de Jesus Cristo. Tiago chama a atenção para a verdade de que se as orientações de Jesus não forem praticadas, o leitor estará fora da boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Portanto, a Igreja do Senhor não pode abandonar os conselhos divinos para desenvolver uma espiritualidade sadia e profunda. Era como se ele estivesse escrevendo para a igreja atual, um visionário, que estava muito adiante de sua época, pois a perseguição enfrentada corajosamente pelos crentes primitivos e os problemas com a conduta em nada diferem dos atuais.

2. NUM TEMPO DE CONFUSÃO ENTRE “SALVAÇÃO PELA FÉ” OU “SALVAÇÃO PELAS OBRAS”. 
O leitor desavisado pode pensar que a Epístola de Tiago contradiz o apóstolo Paulo quanto à doutrina da salvação mediante a fé, algo totalmente improvável, uma vez que os dois escreveram sob orientação divina, bem diferente de muitos falsos mestres que distorciam a doutrina da salvação pela graça proclamada pelo apóstolo dos gentios (2Pe 3.14-16 cf. Rm 5.20—6.4). Entretanto, a Epístola de Tiago evidencia que não se pode fazer separação entre a fé e as obras, apesar de que somos sabedores que as obras não garantem a salvação, mas acompanha os salvos como resultado da fé, uma manifestação da experiência salvífica do crente (Ef 2.10; cf. Tg 2.24). A salvação pela graça ficou bem clara quando Paulo escreveu: “a fé não vem de vós, vem de Deus”, na mesma linha de raciocínio Tiago nos asseverou: “As obras não vem de Deus, vem de vós”.

3. UMA FÉ POSTA EM PRÁTICA. 
Muitos dizem ser discípulos de Cristo, mas estão distantes das virtudes bíblicas. Estes não evidenciam sua fé por intermédio de suas atitudes, para tais a carta de Tiago cai como uma luva, uma mensagem direta e sem rodeios. Os pseudodiscípulos visam os seus interesses particulares e não a glória de Deus, influenciados que se deixam pelo sistema mundano. Precisamos urgentemente priorizar o Reino de Deus e a sua justiça (Mt 6.33), pois assim fomos ensinados por Jesus, que reforçou a mensagem pregada por João Batista (Lc 3.8-14) e ratificada anos mais tarde por Tiago, que se resumia a produção, frutos e arrependimento.

CONCLUSÃO
Como em toda a Escritura Sagrada, a Epístola de Tiago é um farol acesso e permanentemente atual. Ela nos alerta contra a mediocridade da vida supostamente cristã e nos exorta a fazer das Escrituras o nosso pão diário. Jesus Cristo sempre foi zeloso pelo bem estar do seu rebanho (Jo 10.10). Em todas as épocas Ele é o bom pastor que cuida das suas ovelhas (Jo 10.11). É do interesse do Mestre que os discípulos vivam em harmonia e amor mútuo, afim de não trazerem escândalo aos de dentro e, muito menos, aos de fora (1Co 10.32). E não nos esqueçamos: A religião pura e imaculada é a fé que se mostra através de nossas práticas e obras.

OBJETIVOS DA LIÇÃO – FORAM ALCANÇADOS?
1.   Tiago escreveu a carta para os dispersos (45 a 49 d.C);
2.   Propósito: orientar, consolar e fortalecer;
3.   Carta importante diante da superficialidade espiritual.

REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2014/06/aula-01-tiago-fe-que-se-mostra-pelas.html. Acesso em 03 de julho de 2014.


Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

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Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

A multiforme Sabedoria de Deus. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
Para que, agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus (Ef 3.10).

VERDADE PRÁTICA
A multiforme sabedoria de Deus vai além da compreensão humana e é demonstrada ao mundo pela Igreja de Cristo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Ef 3.8-10; 1 Pe 4.7-10.
Ef 3.8 - A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo.
Ef 3.9 - e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que, desde os séculos, esteve oculto em Deus, que tudo criou;
Ef 3.10 - para que, agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus,
 1 Pe 4.7 - E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto, sede sóbrios e vigiai em oração.
1 Pe 4.8 - Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobrirá a multidão de pecados,
1 Pe 4.9 - sendo hospitaleiros uns para os outros, sem murmurações.
1 Pe 4.10 - Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.

PROPOSTA
         Multiforme sabedoria de Deus foi revelada aos simples;
         É manifesta nos dons espirituais e ministeriais;
         Dádivas do Pai: amor, filiação divina e reconciliação;
         Despenseiro: retirem da “despensa divina” o bom alimento;
         Os despenseiros de Deus amam uns aos outros;
         Os despenseiros de Deus devem ser fiéis em tudo;
         É na sequidão que devemos buscar mais a face de Deus;
         Sem amor não adianta o acúmulo de dons;
         O caminho do amor é o mais excelente.

INTRODUÇÃO
O Altíssimo revelou para a Igreja um mistério oculto desde a fundação do mundo. Pelo Espírito Santo, o Senhor trouxe luz para o seu povo usando os “seus santos apóstolos e profetas” para mostrar que esse mistério é Cristo em nós, a esperança da glória. Era a multiforme sabedoria do Pai manifestando-se para pessoas simples. Somente os pequeninos entendem e aceitam Cristo como a Sabedoria de Deus, revelada à sua igreja, mas ainda oculto aos grandes e entendidos, pois não são todos os humanos que compreendem e aceitam Jesus como o “verdadeiro Apóstolo, o verdadeiro Profeta, o grande Evangelista, o bom Pastor e o grande Mestre”,

I. OS DONS ESPIRITUAIS E MINISTERIAIS
1. SÃO DIVERSOS. 
Na passagem bíblica de 1 Coríntios 12.8-10 são mencionados nove dons do Espírito Santo. Há outros dons espirituais noutras passagens da Bíblia já mencionados em lições anteriores deste trimestre, como Romanos 12.6-8; 1 Coríntios 12.28-30; 1 Pedro 4.10,11 e Hebreus 2.4. São dons na esfera congregacional, importantíssimos para a igreja e ministério. Em Efésios 4.7-11 e 2 Timóteo 1.6 vemos dons espirituais na esfera ministerial da Igreja de igual forma importantes para o reino de Deus no seu todo, ou seja, tanto os dons espirituais e os ministeriais são necessários para o progresso da obra, por isto são todos concedidos por Deus para os homens. Pela certeza da origem e concessão divina podemos combater toda e qualquer imitação, fruto de manifestação demoníaca ou de infantilidade espiritual e ignorância bíblica.

2. SÃO AMPLOS. 
A sabedoria de Deus é multiforme e plural e é manifesta em seus dons espirituais e ministeriais nas mais variadas comunidades cristãs espalhadas pelo mundo. A concessão destes dons visa o aperfeiçoamento dos santos e progresso da igreja, que diante da revelação contida nestas dádivas se fortalece em sua caminhada.

3. DÁDIVAS DO PAI. 
Outras excelentes dádivas de Deus dispensadas à sua Igreja para comunicar o Evangelho a todos, são:
a) A dádiva do amor. A grande manifestação de amor do Altíssimo para com a humanidade foi enviar o seu Filho Amado para salvar o mundo (Jo 3.16). Este amor dispensado por Deus desafia-nos a que amemos aos nossos inimigos e ao próximo, isto é, qualquer ser humano carente da graça do Pai (Jo 1.14).

b) A dádiva da filiação divina. Deus torna um filho das trevas em filho de Deus (Jo 1.12; 1Pe 2.9). É a graça do Pai indo ao encontro da pessoa, tornando-a membro da família de Deus (Ef 2.19).

c) O ministério da reconciliação. O apóstolo Paulo explica o milagre da salvação como resultado do “ministério da reconciliação” (2Co 5.19).  Todo ser humano pode ter a esperança de salvação eterna, mas de salvação agora também. Quem está em Cristo é uma nova criatura e o resultado disto é que Deus faz tudo novo em sua vida (2 Co 5.17).

II. BONS DESPENSEIROS DOS MISTÉRIOS DIVINOS
1. COM SOBRIEDADE E VIGILÂNCIA. 
O despenseiro deve administrar a igreja local, retirando da “despensa divina” o melhor alimento para o rebanho, como prova de sua preocupação com o rebanho, ou seja, uma atenção especial deve ser dispensada para aqueles que mostram interesse pela Palavra.

Paulo destaca a sobriedade e a vigilância do candidato ao episcopado como habilidades indispensáveis ao exercício do ministério (1Tm 3.2). Por isso, o apóstolo recomenda ao obreiro não ser dado ao vinho, pois a bebida traz confusão, contenda e dissolução (1Tm 3.2 cf. Ef 5.18). O fiel despenseiro é o oposto disso. Nunca perde a sobriedade e a vigilância em relação ao exercício do ministério dado por Deus.

2. AMOR E HOSPITALIDADE. 
Os despenseiros de Cristo têm um “ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobrirá a multidão de pecados” (1Pe 4.8). Mediante a graça de Deus, o obreiro pode demonstrar sabedoria e amor no trato com as pessoas. Amar sem esperar receber coisa alguma é parte do chamado de Deus para os relacionamentos (1Jo 3.16). Esta atitude é a verdadeira identidade daqueles que se denominam discípulos do Senhor Jesus (Jo 13.34,35). Aqui, também entra o caráter hospitaleiro do obreiro, recomendado pelo apóstolo Pedro (1Pe 4.9). Isso se torna possível para quem ama incondicionalmente, pois a hospitalidade é acolhimento, bom trato com todas as pessoas crentes ou não, pobres ou ricas, cultas ou não etc. Este é o apelo que o escritor aos Hebreus faz a todos os crentes (Hb 13.2,3).

3. O DESPENSEIRO DEVE ADMINISTRAR COM FIDELIDADE. 
A graça derramada sobre os despenseiros de Cristo tem de ser administrada por eles com zelo e fidelidade. A Palavra de Deus nos adverte: “Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (1Pe 4.10). Pregando, ensinando ou administrando o corpo de Cristo, tudo deve ser feito para a glória do Senhor, a quem realmente pertence a majestade e o poder (1Pe 4.11). Paulo ensina-nos ainda que devemos ser vistos pelos homens como “ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus” (1Co 4.1; Cl 1.26,27). Por isso, os despenseiros de Deus devem ser fiéis em tudo; “para que, agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus” (Ef 3.10).

III. OS DONS ESPIRITUAIS E O FRUTO DO ESPÍRITO
1. A NECESSIDADE DOS DONS ESPIRITUAIS. 
Os dons espirituais são indispensáveis à Igreja. Uma onda de frieza e mornidão tem atingido muitas igrejas na atualidade, as quais não estão vivendo a real presença e o poder de Deus para salvar, batizar com Espírito Santo e curar enfermidades (Ap 3.15-20). Em tal estado, os dons do Espírito são ainda mais necessários. É no tempo de sequidão que precisamos buscar mais e mais a face do Senhor, rogando-lhe a manifestação dos dons espirituais para o despertamento espiritual dos crentes em Jesus (Hb 3.2).

Sem a busca e posterior concessão dos dons espirituais, a maior prejudicada acaba sendo a própria igreja, que fatalmente acabará atacada e invadida pela mornidão e vencida pela infatilidade espiritual. Se a igreja não fizer uso dos dons concedidos por Deus se tornará presa fácil para a atuação do Maligno, na verdade, a igreja não subsistirá diante desta situação espiritual calamitosa de rejeição da Palavra e atuação dos espíritos demoníacos, por isto é imprescindível a busca e utilização destas dádivas espirituais que estão à disposição do Corpo de Cristo.ela exercda ndo com temor, querendo como crianças participar de uma vida plena da presença, do poder e da Autoridade concedida
  
2. OS DONS ESPIRITUAIS E O AMOR CRISTÃO. 
Paulo termina o capítulo sobre os dons espirituais, dizendo: “Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente” (1Co 12.31). Em seguida abre o capítulo mais belo da Bíblia Sagrada sobre o amor,  1 Coríntios 13.

Não é por acaso que o tema do amor (capítulo 13) está entre os assuntos espirituais (capítulos 12 e 14). Ali, o apóstolo dos gentios refere-se a vários dons, ensinando que sem o amor nada adianta tê-los, ainda mais como nos dias atuais, onde se canta muito e se pratica pouco. Nos cânticos as letras endeusam o amor e a compreensão, no entanto, o ódio e o desejo de vingança acabam falando mais alto e induzem os desavisados ao erro.

3. A NECESSIDADE DO FRUTO DO ESPÍRITO. 
Uma vida cristã pautada pela perspectiva do fruto do Espírito (Gl 5.22) é o que o nosso Pai Celestial quer à sua Igreja. Uma igreja cheia de poder, que também ama o pecador. Cheia de dons espirituais, mas que também acolhe o doente. Zelosa da boa doutrina, mas em chamas pelo amor fraterno que, como diz Paulo, “é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal” (1Co 13.4,5). O caminho do amor é mais excelente que o dos dons espirituais (1Co 12.31).

CONCLUSÃO
A multiforme sabedoria de Deus manifesta-se na igreja através da intervenção sobrenatural do Espírito Santo e a partir dos dons de Deus necessários ao crescimento espiritual dos crentes. Sejam quais forem os dons, aqueles que os possuem devem usá-los com humildade e fidelidade, não buscando os interesses próprios, mas sobretudo o amor, pois sem amor de nada adianta possuir dons. Estes são para a edificação dos salvos em Cristo Jesus.

OBJETIVOS DA LIÇÃO – FORAM ALCANÇADOS?
      Os dons são diversos, amplos, verdadeiras dadivas;
      Despenseiros: sóbrio-vigilante-hospitaleiro-fiel-amoroso;
      Dons espirituais sem amor para nada servem.

REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.


LOURENÇO, Luciano de Paula. Disponível em:http://luloure.blogspot.com.br/2014/06/aula-13-multiforme-sabedoria-de-deus.html. Acesso em 25 de junho de 2014.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)