Presidente Prudente (SP),

Apresentação da lição em power point

sábado, 16 de outubro de 2010

lição 3 - Oração sábia - orar pelo reino de Deus e não por si mesmo



INTRODUÇÃO
Salomão, cujo nome em hebraico é Lugar do Senhor, foi o terceiro rei de Israel; décimo filho de Davi. No momento que recebeu a visita de Deus, em sonho, pediu sabedoria para governar o povo de Israel, pois entendia que esta seria um bem preciosíssimo e útil para a sua administração.

Este pedido foi sincero, tanto que Deus prontamente concedeu a sabedoria necessária para que Salomão continuasse o seu reinado. Dias depois ele colocou em prática o que recebeu de Deus, no episodio das duas prostituas que disputavam uma criança. Todo Israel ficou maravilhado com a sábia sentença que Salomão proferiu no desfecho do caso (I Re 3”16ss).

Mas antes de pedir e receber sabedoria, por parte de Deus, Salomão já havia errado justamente pela falta desta, que ele considerava uma jóia preciosa, pois aparentara de Faraó do Egito e em uma de suas muitas alianças políticas casou-se com sua filha (com os seus costumes pagãos) e a levou para a cidade de Davi.


I - VIVENDO A DIFERENÇA
Salomão fora criado como príncipe, com educação refinada, acultuada e exemplar acima da média, porém esteve diante de um agrupamento de problemas, comuns, na época, mas não permitidos para aqueles que estão na presença de Deus. E muitos foram os outros episódios que marcaram a vida de Salomão, no entanto, enquanto esteve na presença do Senhor, Deus o abençoou.

Davi certamente educou seus filhos apropriadamente, mas faltou a ele um pulso firme, que, aliás deveria estar amarrado pelo pecado cometido. Sua autoridade e liderança foram reconhecidos pelo seus súditos, mas não pela sua família, que conheceu a ruína. Todos os exemplos dados, pelo pai, fora seguido pelos filhos (adultério, assassinato, etc), ou seja, Davi saiu-se muito bem como rei, mas o mesmo não pode ser dito como pai, pois o seu reino foi estruturado, porém a sua casa conheceu a ruína.

Problemas familiares enfrentados por Davi:

a) Amnon estupra sua irmã (II Sm 13”1-17);

b) Absalão mata seu irmão Amnon (II Sm 13”23-29);

c) Absalão usurpa o trono de Davi (II Sm 15”1-8);

d) Absalão possui sexualmente as concubinas de seu pai (II Sm 16”20-23);

e) Adonias (4º filho) usurpa o trono. Aos olhos humanos era o legitimo sucessor, pois o primogênito (Amnon) fora morto por Absalão, que também havia morrido no desfecho de sua rebelião contra o seu pai e o segundo na linha de sucessão fora somente mencionado na genealogia, talvez nem estivesse vivo também (nota rodapé BAP, página 459).

Durante o seu reinado, Davi esteve bem, oscilou em alguns momentos ao cometer terríveis pecados, mas se ergueu e terminou os seus dias em comunhão com Deus, a ponto de o Senhor se agradar em fazer um pacto com ele, e prometer que o seu reino não teria fim, por isso instruiu seu sucessor e filho a depender totalmente de Deus.

O começo do reinado de Salomão foi maravilhoso e a sua administração foi marcada pela paz com seus vizinhos, devido as suas alianças políticas, porém os seus dias finais foram decepcionantes, diferentes de seu pai, pois abriu as portas para a divisão do reino de Israel.


II - ORAÇÃO DE SALOMÃO NA INAUGURAÇÃO DO TEMPLO
Foi esta uma das mais longas orações registradas na Bíblia (diferente da oração de Elias quando enfrentou os profetas de Baal e Asera, cf lição 2, que fora breve, sucinta, direta e sem alarde). Primeiramente o rei pediu que Deus honrasse as promessas feitas ao seu pai Davi e que ouvisse a sua oração. Ela foi ouvida e respondida prontamente por Deus. O que seguiu depois foi uma seqüência de 7 intercessões a favor de Israel, que precisaria e muito das bênçãos e proteção de Deus:

a) quando um homem for obrigado a prestar algum juramento, então ouve do céu e age;

b) quando o povo de Israel confessar o seu pecado, então ouve do céu e perdoe o seu pecado;

c) quando se converterem do seu mau caminho, porque os afligiste, então ouça do céu e perdoa-lhes o pecado;

d) quando o povo tiver fome, ou praga, e voltar-se para ti em oração, então retribui a cada um segundo o seu coração;

e) quando um estrangeiro chegar e orar voltado para o templo, por causa do Teu grande nome; então faça tudo o que ele clamar a ti;

f) quando enviares o Teu povo à guerra, e eles orarem, então ouve do céu e sustenta a causa deles;

g) quando forem levados ao cativeiro, se abandonarem o seu pecado, e orarem, então lhes perdoa o pecado.

Salomão orou pelas preocupações com o estado social, físico, moral e espiritual de Israel, em nenhum momento mencionou os seus interesses materiais, políticos. Isto postulou a sua oração o rotulo de oração sábia, pois tinha em mente somente o bem-estar da comunidade israelita.


III - AS CARACTERÍSTICAS DA ORAÇÃO DE SALOMÃO
Salomão confessou que não há Deus semelhante ao Senhor nos céus e que não há ninguém semelhante a Ele na terra. Com esta declaração relegou as divindades das nações vizinhas ao nada.

Essa é a primeira declaração que um judeu ouve ao nascer e a última ao morrer (Ouve Israel, O Senhor, nosso Deus, é o único SENHOR). Estes versículos, juntamente com outros textos veterotestamentários, ensinam-nos o monoteísmo.

Salomão logo esqueceu dessa declaração de fé, amou o Deus de seu pai, mas também amou muitas mulheres estrangeiras (1Rs 11.1-8). Teve 700 esposas, fruto dos muitos acordos políticos com várias nações pagãs, e 300 concubinas. Deus havia dito aos israelitas para não se casarem com essas pessoas, de tal modo que elas se tornaram uma cilada para ele. Desviou-se aos falsos deuses deles. A grandiosidade desse pecado desagradou o Senhor muito mais do que o pecado de Davi. Enquanto a punição de Davi foi de que a espada nunca deveria sair de sua casa, a pena para o pecado de Salomão seria a divisão, o declínio e a queda da nação de Israel.


IV - A ORAÇÃO INTERCESSÓRIA
Foram vários os momentos em que homens valentes se colocaram na presença de Deus para intercederem pelo pecado do povo de Israel. Estes se constituíram em verdadeiros intercessores que não pensavam em si mesmo, mas no livramento para a nação. Entre estes encontramos Abraão, Moisés, Davi, Samuel, Ezequias, Elias, Jeremias, Ezequiel, Daniel e outros.


V - A ORAÇÃO NO PERÍODO INTERBÍBLICO
Entre o final do Antigo e o início do Novo Testamento há uma lacuna de 400 anos sem a manifestação de um profeta de Deus. Durante esse longo período houve eventos marcantes, guerras e o surgimento de diversos grupos que estão presentes nas páginas do Novo Testamento. Foi uma época de condições espirituais deploráveis.


VI - A ORAÇÃO NO NOVO TESTAMENTO
No NT, Jesus é o intercessor supremo, pois acabou com a distância que existia entre nós e Deus. “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (ITm 2”5). ‘Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós’ (Rm 8”34).


VII - CONCLUSÃO
Por isso que Deus disse que destruiria Israel se não fosse a intercessão de Moisés, seu escolhido, que ficou na brecha para desviar a sua indignação (Sl 106”23).

O intercessor é o que vai a Deus não por causa de si mesmo, mas por causa dos outros. Ele se coloca numa posição de sacerdote, entre Deus e o homem.

Todo cristão é chamado a exercer o sacerdócio. Ocupar a função sacerdotal implica necessariamente em ministrar a Deus a favor dos homens. É verdade que todos têm acesso à Deus, através de Cristo Jesus, porém é também verdade que a Bíblia nos exorta a orar uns pelos outros e fazer súplicas e intercessões por todos os homens. É um imperativo, um chamado, um dever, um privilégio.

Fonte: www.ebdweb.com.br/w.ebdweb.com.br – BAP

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