sábado, 18 de fevereiro de 2012
Brilha em mim Senhor ! Deigma Marques e Heloisa Rosa
Eu vivo outra vez!
Eu sou como um vento passageiro,
Tú és a estrela lá no céu.
BRILHA EM MIM SENHOR!
Eu sou como a chuva de verão,
Tú é o meu Sol de amor,
que enche-me de calor!
BRILHA EM MIM SENHOR!
Por: Ailton da Silva
Transcedência de Deus x antropocentrismo
"A transcedência de Deus sob ataque. Para maior aceitação do antropocentrismo no mundo, seus iéólogos e promotores tentam invalidar a doutrina bíblica da transcedência de Deus. Israel no deserto, estando Moisés ausente durante quarenta dias no Sinai, por ainda nao ter compreensão exata do Deus Todo Poderoso, invisível, transcedente, tentou substituí-lo por um bezerro de ouro, a moda do politeísmo pagão egípcio (Ex 32.1-7)".
Fonte: Trecho extraído da revista da Escola Dominical - 4º trimestre 2005. "E agora como viveremos? A resposta cristã para tempos de crise e calamidade moral". Comentarista: Geremias do Couto.
Por: Ailton da Silva
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Jacó e José, barganhadores?
JACÓ:
Jacó tinha um propósito em seu coração. O seu desejo era alcançar o seu destino. As duas ordens de seu pai ele cumpriu a risca, pois não tomou mulher para si entre as filhas de Canaã, bem diferente de seu irmão (Gn 28.8), e por fim se dirigiu a Padã-Arã.
Ali mesmo, na solidão da caminhada percebeu que não estava tudo perdido em sua vida. Deus tinha um plano, mas ele não entendeu, devido a sua inexperiência. Se imaginasse que sua vitória estava bem longe de sua família, certamente ele não pensaria duas vezes para ir em direção a ela, mas por enquanto temeroso, não imaginava o que lhe esperava pela frente.
Ali mesmo, na solidão da caminhada percebeu que não estava tudo perdido em sua vida. Deus tinha um plano, mas ele não entendeu, devido a sua inexperiência. Se imaginasse que sua vitória estava bem longe de sua família, certamente ele não pensaria duas vezes para ir em direção a ela, mas por enquanto temeroso, não imaginava o que lhe esperava pela frente.
Dormindo no relento, com um travesseiro duro, sonhou. Teve uma demonstração da guarda e proteção de Deus em sua vida. Recebeu a confirmação da promessa que houvera sido feita a seu pai e avô, Isaque e Abraão respectivamente, mas o melhor estava por vir. Em seu voto ele se preocupou apenas com o alimento, vestes e proteção tanto na ida daquela viagem bem como no retorno.
“Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer e vestes para vestir”.
“E eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor será o meu Deus”. (Gn 28.20-21)
Mas Deus já havia falado que seria com ele na ida, na volta ou por qualquer lugar que fosse até que se cumprisse o que estava determinado, por Deus, em sua vida (Gn 28.15). Ele não entendeu a revelação. Mesmo assim votou.
Jacó barganhou com Deus? Se recebesse ou fosse guardado, então teria o Senhor em sua vida? Barganha ou não, o certo é que ele estipulou pouco, comida, vestido e proteção em uma viagem, que já sabia que teria sucesso tanto na ida quanto na volta (Gn 28.15), foi muito pouco. Porque não pediu riquezas, força para lutar contra um anjo, servos, rebanhos, esposas, filhos. Esta era a sua situação antes de reecontrar seu irmão (Gn 32.3-21). Se tivesse pedido isto teríamos que retirar os capítulos 29, 30, 31, 32 do livro de Gênesis, momentos em que aprendeu muito, enfrentando as mesmas situação constrangedoras, as quais havia proporcionado a seu irmão.
Ou então poderia ter feito o seguinte pedido a Deus em seu voto: “Eu quero ser reconhecido por esta nação que Tú prometeste ao meu pai e avô e confirmou a mim. Eu quero ser o terceiro mais importante patriarca de Israel, quero esta glória”.
Ele pediu comida, vestes e proteção, nada mais. Não se preocupem com o resto.
JOSÉ
Anos mais tarde, algo semelhante aconteceu. Seu filho José, o preferido, estava solitário em uma cova (Gn 37.24), olhando para o alto ou para o chão sem entender o que estava acontecendo. Naquele momento, não temos registro de voto, mas certamente ele deve ter pensado no pior, morte, doença, prisão eterna ou esperava o arrependimento de seus irmãos?
Ele sabia que não morreria, pois aqueles seus sonhos (Gn 37.5; 9) se cumpririam em sua vida, portanto cremos que deve ter esperado pelo melhor.
José agiu como seu pai, pois quando saiu da cova e enfrentou a viagem até ao Egito deve ter orado da seguinte forma: “Se Tú me der comida, vestes e me proteger tanto na ida quanto na volta desta viagem, o Senhor será o meu Deus”.
A única diferença foi que ele não recebeu a confirmação da promessa como os patriarcas anteriores, mas nada que pudesse abalar a sua estrutura e fé.
a) Barganha de José:
O que impedia que José orasse desta forma: “Deus, eu exigo o trono do Egito, quero estar somente abaixo de Faraó, para que todos me respeitem e para que os meus sonhos se concretizem. Eu quero esta glória”.
O perigo de querer barganhar com Deus. Plano de aula
BARGANHA – DIREITO DE TROCA
PEDIR OU EXIGIR. EIS A QUESTÃO
“VEM QUE TEM” – DESCONTO NO DÍZIMO
SATISFAÇÃO GARANTIDA? DINHEIRO DE VOLTA?
LIÇÃO 8 – 1º TRIMESTRE 2012
PROPOSTA DA LIÇÃO:
• Extra, extra! A velha prática da barganha voltou. Os amigos de Jó!
• Até o Maligno tentou barganhar com Deus (Mt 4.8-10);
• O que é barganhar? É tentar negociar o inegociável;
• DLC (Direito Legal dos crentes)–Deus não reconhece;
• Determinismo: fim das orações e bênçãos em abundância;
• Imanente e transcedente: Deus faz de acordo com a Sua vontade;
• Falsa prosperidade transforma acessórios em objetivos principais;
• Crentes tecnicistas (ações), copistas (orações) e interesseiros
INTRODUÇÃO
O nosso relacionamento com Deus não pode ser de caráter mercantil, mas deve ser fruto e movido por sua graça que nos alcançou, sem merecermos (Tt 2.11), contrário aos ensinamentos apresentados pela teologia da prosperidade, que leva o homem a obedecer a Deus confiando nas suas privações de sofrimentos e dificuldades (Jo 16.33), buscando uma glória que não lhe pertence (Jr 9.23; Jo 8.50). Isto foi defendido por Elifaz, amigo de Jó, que alegava que o justo não poderia sofrer, pois segundo o seu entendimento isto estava reservado somente ao ímpio. Esta é a chamada lei da reciprocidade (Jó 4.7-9).
A barganha com Deus (troca, venda, negociação) é algo totalmente reprovável, pois é fruto da introdução de heresias e modismos, que levam muitos a usarem a fé e a Palavra para obterem vantagens duvidosas. Isto é contrário aos princípios estabelecidos na Palavra de Deus. É tornar Deus devedor, em nosso lugar, pela entrega dos dízimos e oferta, ou por considerar as contribuições como um investimento, esperando algum retorno.
Isto acontece, pois o interesse maior não é a salvação, libertação, cura ou preparação para o céu, mas somente os milagres, curas e prosperidade material. Não muito diferente da realidade encontrada por Jesus durante seu ministério terreno.
A nossa salvação, que independe das obras (Ef 2.8-9) nos é concedida justamente porque Deus amou o mundo de tal maneira (Jo 3.16) e nos escolheu para darmos fruto (Jo 15.16) e não pelo nosso poder de persuasão ou barganha com Deus. Isto é justamente pregado pela teologia da prosperidade que apresenta ao homem a lei da causa e efeito, que possibilita ao ser humano o direito de troca com Deus.
A barganha condiciona Deus às atitudes humanas e inverte o poderio de um em detrimento a ganância do outro, um verdadeiro estelionato a graça de Deus, uma ofensa, pois nega o princípio maior da ética do evangelho. A solidariedade, princípio do cristianismo é sufocada pela competitividade.
Por este Brasil afora é comum encontrarmos pessoas animadas, engraçadas, visionárias e alguns palhaços por natureza. Estes dias em uma conversa fiquei sabendo de um que falava sem pensar e às vezes não tinha como não levar em consideração as suas pontuações. É aquele tipo de pessoas que dizemos: “como consegue ser tão criativo”? Vejam: “Vou abrir uma igreja com o nome de Igreja do vem que tem (bênçãos, curas, prosperidade e até vou oferecer descontos de 5% no dízimos”. Segundo ele teria uma boa aceitação. Seria engraçado se não fosse tão trágico.
I. A BARGANHA NA BÍBLIA
1. NO ANTIGO TESTAMENTO.
Jó é um bom exemplo de refutação a barganha, pois mesmo na situação precária e com o testemunho de sua queda antecipado pelo Maligno (1.6-12; 2.1-10), ele não fez uso deste instrumento de troca, ainda que influenciado pelos seus amigos (Jó 4.7-9). Sua fidelidade transcendia a alegria pela família e posses perdidas em pouquissimo tempo (Jó 1.13-22).
a) O voto de Jacó – barganha (muito pouco) ou fidelidade de Deus ao que foi prometido aos patriarcas anteriores:
Jacó votou ao Senhor (Gn 28.20-22) enquanto fugia da fúria de seu irmão, mas antes de concretizar este ato ele recebeu de Deus a confirmação do que havia sido prometido ao seu pai e avô. Certamente pela sua inexperiência não deve ter entendido a revelação. Ele condicionou sua fidelidade a Deus a proteção durante a viagem, ao retorno a casa de seu pai e a simplesmente pão e vestes. Era muito pouco para o futuro patriarca de Israel (Gn 28.14). Ele foi abençoado materialmente, não pelo voto, mas pela fidelidade de Deus demonstrada a Abraão e Isaque e posteriormente a ele próprio (Gn 28.13-15).
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
15) A mulher samaritana - segundo os 4 Evangelistas
MATEUS
• não há registro
MARCOS
• não há registro
LUCAS
• não há registro
JOÃO 4.3-39
• 3 – 4 – Judéia e Galiléia e entre elas estava a Samaria (II Re 17.24), mas para Jesus isto não era um obstáculo. A igreja também não foi impedida de transpor esta fronteira étnica e racial (At 9.31). O que poderia impedir o avanço de Jesus? E o da igreja?
• 5 – 6 – Realmente a barreira social e étnica não era impedimento, mas a distância era de se considerar, haja vista, que Ele parou justamente devido ao cansaço;
• 7 – A mulher samaritana veio tirar água, praticamente ao meio dia e não como era o costume, logo pela manhã ou ao final da tarde, para evitar o encontro com outras mulheres que, provavelmente, conheciam a sua história e reputação. Se a evangelização dependesse das outras mulheres (v. 18), provavelmente ela não teria conhecido a mensagem;
• 8 – Então os discípulos não tiveram dificuldades para irem comprarem comida, pois não havia multidão para ser alimentada (Mt 15.33);
• 9 – A mulher ficou surpresa com a não demonstração de preconceito por parte de Jesus. Estava tão acostumada que estranho o fato de não ter sido desprezada pelos judeus;
• 10 – Ela não entendeu. Era necessário eu pedisse e não que ela desse. O que poderia acrescentar na vida de Jesus?
• 11 – Jesus não necessitava de instrumento ou ferramenta e para Ele pouco importava a profundidade do poço, ou do problema. Quanto mais dificultoso, melhor;
• 12 – Jacó deu o poço e Jesus estava dando a água viva. Os que se utilizam do poço sempre voltavam a ter sede novamente;
• 13 – 14 – Mas da água que Jesus estava oferecendo jamais tornariam a ter sede;
• 15 - Ela pediu então daquela água para que não mais tivesse sede e para que nunca mais retornasse aquele lugar? Seria possível? Então ficaria livre do temor que sentia, todas as vezes que se deslocava para à aquele poço;
• 16 – 19 – Agora seria a hora do teste. Jesus disse: “Chame teu marido”. Ela poderia ter mentido, além do mais era uma samaritana contando sua vida para um judeu (como se precisasse). Ela não escondeu nada e reconheceu Jesus como profeta;
• 20 – 24 - Mas logo mudou de assunto. Tentou tirar o foco da conversa, não queria mais se expor. Os pais, dela, adoraram naquele monte e agora Jesus dizia que deveria ser em Jerusalém? Quem disse isto foi ela. Na verdade não seria aqui ou ali, mas sim o Pai será adorado em espírito e em verdade. Aquele assunto era um tabu existente entre os judeus e samaritanos. Não se perturbou quando ouviu que a salvação viria dos judeus;
• 25 – 26 – Pelo menos na profecia messiânica ela acreditava;
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