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sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Prefiro murmurar no deserto. As dez murmurações do primogênito. Capítulo 8

O CLAMOR

Moisés se colocou na presença de Deus em favor daquele povo obstinado e de dura cerviz. 

“Perdoa, pois, a iniquidade deste povo, segundo a grandeza da tua misericórdia; e como também perdoaste a este povo desde a terra do Egito até aqui” (Nm 14.19). 

Moisés esperava que os espias voltassem com notícias animadoras, pois havia escolhido criteriosamente entre milhares, porém em contrário às suas expectativas, os mensageiros em vez de animarem provocaram rebelião.

 

O LIVRAMENTO

As outras nações já conheciam a história da libertação e do que havia ocorrido no deserto. Moisés usava isto como um trunfo para tocar o coração de Deus. 

“Neste deserto cairão os vossos cadáveres, como também todos os que de vós foram contados segundo toda a vossa conta, de vinte anos para cima, os que dentre vós contra mim murmurastes. Não entrareis na terra, pela qual levantei a minha mão que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num” (Nm 14.29-30). 

Receberam mais um livramento, porém perceberam aborrecimento de Deus. A ansiedade por chegarem as tão sonhadas terras era grande, porém todos se entristeceram ao ouvirem de Moisés que não entrariam e que nada mudaria esta decisão. Somente Josué e Calebe entrariam, pois foram os únicos que acreditaram na possibilidade de vitória.

Tirados do Egito, peregrinos pelo deserto para serem surpreendidos com aquela notícia tão desagradável, bem ali às portas de Canaã. Quantos não atribuíram a Deus o titulo de injusto? Se antes, por muito menos, disseram a Moisés que estavam sendo injustiçados e que preferiram voltar para o Egito, imagine então diante daquela revelação?

Na verdade até poderiam classificar esta decisão como injusta, porém teríamos que observar um pequeno detalhe, que fatalmente os faria mudar este conceito. 

“Assim partiram os filhos de Israel até Ramessés”. Porém, tão certamente como eu vivo, e como a glória do SENHOR encherá toda a terra. E que todos os homens que viram a minha glória e os meus sinais, que fiz no Egito e no deserto, e me tentaram estas dez vezes, e não obedeceram à minha voz, Não verão a terra de que a seus pais jurei, e nenhum daqueles que me provocaram a verá” (Ex 12.37; Nm 14.21-23). 

Saíram do Egito renovados e alegres com o fim do sofrimento e possível desfruto da bênção, mas aquele sentimento deu lugar a tristeza, pois jamais imaginavam que seriam sentenciados à morte, logo ali, tão próximo de Canaã. Isto não foi demonstração de injustiça, pelo contrário.

Se a Bíblia fosse composta por Gênesis e somente com os treze primeiros capítulos de Êxodo, sem Levíticos e com o livro de Números iniciando a partir do capitulo catorze, momento que os hebreus perderam o direito de entrar em Canaã, certamente enxergaríamos uma grande injustiça, pois veríamos os hebreus saindo do Egito, guiado pelo deserto, para depois serem proibidos de entrarem nas terras que mais desejavam. Uma grande injustiça aos olhos humanos. Por que então Deus não deixou todos no cárcere egípcio? Pelo menos ali nunca faltou o alimento racionado, a água rara e principalmente a terra para seus túmulos.

Os vinte e sete últimos capítulos do livro de Êxodo e os treze primeiros de Número trazem à tona toda a verdade e nos mostram o verdadeiro caráter dos hebreus e o motivo que fez Deus tirar do seu povo o direito à entrada em Canaã. 

“...e me tentaram estas dez vezes” (Nm 14.22). 

Somente Josué e Calebe reuniam condições para receberem a bênção, inclusive Moisés também estava na lista dos que não entrariam, por mais que tenha tentado mudar esta situação sem sucesso[1] (Dt 3.23-26).

Não perceberam que o passado deve servir de experiência, o presente deve ser vivido e o futuro deve ser aguardado. A lembrança do passado e a murmuração do presente interferiram na bênção do futuro.

Peregrinariam por mais longos quarenta anos, para simbolizar os dias em que os doze espias estiveram espiando Canaã e para que os de vinte anos para cima morressem.

Foram trinta e oito anos para que aquela geração de murmuradores fosse consumida (Dt 2.14). Deus sabia bem que eram os de vinte anos para cima que perderam a benção, não tinha como alguém mentir ou esconder sua idade.

continua...



[1] Este foi o dia em que Deus disse “basta” para Moisés e não quis mais falar sobre este assunto com ele (Dt 3.23-26).

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Plano de aula (Lição 3) - A inerrância da Bíblia


INTRODUÇÃO

Por várias vezes o comentarista frisou: “A nossa declaração de fé”, portanto fazem parte deste seleto grupo os que creem na inerrância e infalibilidade da Bíblia. 

“Nossa ortodoxia professa e ensina que a Bíblia é a inspirada Palavra de Deus, inerrante e infalível com plena autoridade naquilo que diz e ensina”. (Baptista, 2021) 

Obra de Flávio Josefo não é para ler, é para pesquisar, enquanto que a Bíblia não é para pesquisar, é para ler e meditar.

 

I – O QUE É A INERRÂNCIA DA BÍBLIA

1. O conceito de inerrância bíblica

A Bíblia não tem erros. Não foi DITADA por Deus. Foi INSPIRADA. Ditado é muito cansativo, repetitivo e neste caso Deus não ficava repetindo sua Palavra para os escritores. Uma única vez era suficiente (cfe Ap 1.11 – “o que vês escreve”. Não creio em um homem dizendo para Deus: “dá para o Senhor repetir a última parte ou mostrar de novo, eu não entendi”. 

“Se for admitida a existência de algum erro nas Sagradas Escrituras, estaremos alijando a veracidade divina, fazendo a certeza desaparecer” (Baptista, 2021) 

Além do mais se for encontrado um erro, poderão aparecer outros milhares. “Porteira que passa boi, passa boiada”. E com a Palavra de Deus não seria este o caso. 

A Bíblia é isenta de erros em todos os assuntos por ela apresentada, tais como os aspectos doutrinários, espirituais, éticos, morais, históricos, culturais, científicos, etc.

 

2. A Bíblia reivindica a sua inerrância

Pv 30.5 – “Toda Palavra de Deus é pura; Ele é escudo para os que nEle confiam”. Palavra pura, provada, justamente porque Deus é o fundamento. Algumas passagens que comprovam a inexistência de erros na Bíblia:

  • Gn 42.13 – “Eles disseram: Nós, teus servos, somos doze irmãos (VERDADE), filhos de um homem na terra de Canaã (VERDADE); o mais novo está hoje com nosso pai (VERDADE), outro já não existe (MENTIRA)”. A Bíblia apresenta histórias de homens que mentiram, mas que na ficaram impunes e que viram seus atos serem revelados. Se nesta passagem José tivesse concordado com os irmãos, ai poderíamos apontar erros na Bíblia;
  • Dt 3.23-26 – “Também eu, nesse tempo, implorei graça ao Senhor , dizendo: Ó Senhor Deus! Passaste a mostrar ao teu servo a tua grandeza e a tua poderosa mão; porque que deus há, nos céus ou na terra, que possa fazer segundo as tuas obras, segundo os teus poderosos feitos? Rogo-te que me deixes passar, para que eu veja esta boa terra que está dalém do Jordão, esta boa região montanhosa e o Líbano. Porém o Senhor indignou-se muito contra mim, por vossa causa, e não me ouviu; antes, me disse: Basta! Não me fales mais nisto”. Moisés foi claro em apontar a causa do não de Deus, “por vossa causa”, e todos sabemos que este foi o motivo que tirou de Moisés o direito de entrar na Terra Prometida, portanto a Bíblia reivindica a sua inerrância;
  • Ez 12 – “E o príncipe que está no meio deles levará aos ombros as mobílias, e às escuras sairá; farão uma abertura na parede para as tirarem por ela; o seu rosto cobrirá, para que com os seus olhos não veja a terra. Também estenderei a minha rede sobre ele, e será apanhado no meu laço; e o levarei à babilônia, à terra dos caldeus, e contudo não a verá, ainda que ali morrerá”. O Profeta Ezequiel já estava no exílio (Ez 1.1), junto ao rio Quebar, portanto a sua profecia poderia ser interpretada de forma equivocada, pois como poderia estar alertando o povo de algo que já havia acontecido? A resposta é simples, tanto a ida (Jr 52.28-30) quanto o retorno (com Esdras, Zorobabel e Neemias) da Babilônia se deu em três etapas. Nabucodonosor levou os intelectuais, os inteligentes, a nata, os que pudessem produzir em suas terras, na verdade não queria preguiçosos ou “encostados”. Em uma destas levas estava Ezequiel, que se preparava para o sacerdócio, mas que viu seu sonho ser interrompido, melhor para ele, pois o serviço levítico já estava falido, corrompido. De um possível sacerdote em Jerusalém se tornou um profeta no exílio. Sua profecia dizia respeito a última deportação (Jr 52.9-11). 

Isto prova que a Palavra de Deus foi também provada no fogo, colocada à prova, como os mais nobres dos metais. Ao final desta operação a Palavra se revelou fiel, eficaz, tal como prometido foi a respeito dela (Sl 18.30). 

Vejamos este clássico: 

“E disse-lhe Saul: De quem és filho, jovem? E disse Davi: “Filho de teu servo Jessé, belemita”. (I Sm 17.58) 

Davi respondeu a questão do rei Saul e não estendeu muito a conversa. Foi simples e direto. Sou filho de Jesse, o belemita e ponto final. Qualquer um de nós se estivéssemos na pele dele teríamos continuado. Fatalmente diríamos: “Sou fulano, filho de beltrano, o novo rei, o seu sucessor, o que tomará o seu lugar e fará um trabalho melhor que o seu, porque ando segundo o coração de Deus”. É melhorar paramos no ponto final. 

“...as Escrituras não podem ser anuladas, nem se pode introduzir nada a elas, nem se pode encontrar falhas nela” (Baptista, 2021)

 

3. A infalibilidade e inerrância da Bíblia

O plano da salvação é outro fator que pode atestar a infalibilidade da Bíblia, pois em nenhum momento da história da humanidade, este plano apresentou falhas, erros ou necessitou de alterações.

 

II – O ESPIRITO SANTO PRESERVOU AS ESCRITURAS

1. Os manuscritos autográfos

Foram obras das mãos do próprio autor, que ficaram sujeitas às ações do tempo, não sobrevivendo, no entanto, o Espirito Santo se encarregou de preservar a ideia original inspirada por Deus através das cópias, que se mantiveram fiéis aos originais. Sem esta ação do Espirito Santo a Bíblia não poderia ser considerada fonte de inspiração e autoridade Divina.

 

2. Os manuscritos apógrafos

Estas cópias, que se mantiveram fiéis, graças a ação do Espírito Santo, são chamadas de manuscritos apógrafos. Muitas delas foram obras dos escribas judeus que mantiveram uma precisão impressionante, no que diz respeito aos materiais usados e também na contagem de linhas e colunas nos escritos, justamente para impedir futuros acréscimos, retiradas ou alterações de textos. Isso jamais viria do homem, veio do céu. 

Isto prova que a inspiração Divina ocorreu na primeira redação dos textos sagrados, já na preservação através das copias, ocorreu a ação do Espirito Santo de Deus para que esta inspiração fosse mantida.

 

3. Os apócrifos e pseudoepígrafados

Os livros apócrifos são aceitos pelos católicos romanos e rejeitados pelos judeus e protestantes. Apócrifo, do grego apocrypha, que significa "oculto" ou "difícil de entender. São escritos judaicos não-canônicos originários do período intertestamentário. Os livros apócrifos são: Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque, I e II Macabeus e há alguns trechos apócrifos acrescidos nos livros de Ester (capítulo 10,4-16,24), Daniel (capítulo 3.24-90 e a inclusão dos capítulos 13 e 14). 

Existem nestes livros muitos falsos ensinos e contradições, tipo justificação pelas obras (Ecl. 3.33; Tob. 4.7-11), mediação dos Santos (Tob. 12.12), oração pelos mortos (II Macabeus 12.44-46) e superstições diversas (Tb 6.7-19). A relação dos apócrifos que não foram reconhecidos é extensa e inclui outros livros além dos já citados:

  • Evangelho de Tomé; dos ebionitas; de Pedro; de Tiago; dos egípcios;
  • Evangelho arábico da infância; Evangelho de Nicodemos;
  • Evangelho do carpinteiro José; a história do carpinteiro José;
  • O passamento de Maria; O Evangelho da natividade de Maria;
  • Evangelho de um Pseudo-Mateus; Evangelho dos doze;
  • Os Atos de Pedro; de João; de André; de Tome; de Paulo; de Matias; de Filipe e de Tadeu;
  • A Carta perdida aos Coríntios; As seis Cartas de Paulo a Sêneca; A Carta de Paulo aos laodicenses;
  • Apocalipse de Pedro; Paulo; Tome; Estêvão; Tiago; Messos; Dositeu.

 

III – A VERDADE NAS ESCRITURAS

1. A Bíblia é a verdade plena

Nas Escrituras corresponde à realidade exata dos fatos em concordância com o pensamento de Deus, que é a verdade (Jo 14.6; Rm 3.4) e a sua Palavra também é a verdade (Jo 17.17) – O escritor aos Hebreus declara que é “ impossível que Deus minta ” (Hb 6.18). 

“...ainda que o FRUTO DA OLIVEIRA minta” Hc 3.17 (impossível o FRUTO da oliveira mentir)

 

2. A verdade espiritual e moral.

Nossa Declaração de Fé afirma que a Bíblia nos revela o conhecimento completo de Deus, não sendo necessário nenhum a nova revelação para a nossa salvação.

 

Segundo pastor Antônio Gilberto, Deus requer do homem tudo o que o homem precisa saber, mas queremos mais, desejamos descobrir todos os segredos. Um dos mais cativantes é o da vida, quando ela surge? Quando nos tornarmos almas viventes? Quando a alma é inserida no corpo do bebê no ventre? O que nos foi revelado na Palavra, em todos os aspectos nos conforta e nos prepara para esta vida, e para a futura.

 

3. A verdade histórica e científica.

A própria história secular comprova a veracidade de muitas profecias através justamente dos fatos históricos que se seguiram. Um dos mais importantes é o caso do governante Nabucodonosor que teve seu reinado iniciado em 604 a.C. e se tornou um dos principais soberanos de sua época.


Conquistou boa parte da Ásia e do Oriente Médio, inclusive Jerusalém, levando cativo os judeus para Babilônia em 606, 597 e 586 a.C., respectivamente. O profeta Daniel esteve frente a este desesperado governante que havia recebido uma das mais importantes revelações acerca do futuro da humanidade através de um sonho, interpretação confirmada depois em visão (Dn 7.1-7).

a) Cabeça de ouro – primeiro animal (Leão)

  • A cabeça de ouro simbolizava o poderoso império Babilônico, que passaria e daria lugar a outro (Atual território do Iraque);

 

b) Peito e braço de prata – segundo animal (Urso)

  • O peito e braços de prata representava o império Medo-Persa, que se levantaria após a Babilônia, através das conquistas do grande Imperador Ciro em 539 a.C. (atual território do Irã).

 

c) Ventre e coxas de bronze – terceiro animal (Leopardo)

  • Duzentos anos mais tarde, o imperador Alexandre, o Grande comandando o império grego derrotou o império Medo-Persa e se estabeleceu como potência mundial (cultura grega, helenização).

 

d) Pernas de ferro – quarto animal (Animal espantoso)

  • Em 168 a.C., o império grego sucumbiu diante da força de Roma, o mais extenso e poderoso império que já existiu (dominação pela força).

 

e) Pés em parte de ferro e em parte de barro

  • Isto não simbolizava o surgimento de um novo império, mas sim identificava a divisão do império romano em dez reinos, por volta de 476 d.C., conforme numeração dos dedos dos pés da estátua de Nabucodonosor.

 

CONCLUSÃO - Poema

“Bíblia, a Palavra que aos homens foi dada

Mas por eles foi rejeitada

Somente porque está escrita no papel

Mas o que diriam se estivesse escrita no céu“

 

REFERÊNCIAS

A preservação do texto bíblico. disponível em; https://biblia.sbb.org.br/a-preservacao-do-texto-biblico.. Acesso em 12/01/2022 

Baptista, Douglas. A supremacia das Escrituras. A Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Casa Publicadora das Assembleia de Deus. Rio de Janeiro, 2021 

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003. 

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008. 

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000. 

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003. 

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Grandes verdades em poucas palavras - 0052



“Profetizar é negócio perigoso para os que não são objeto de inspiração”. R. L. Dabney

“A profecia não é dada para transformar os homens em profetas, mas em testemunhas de Deus quando ela se cumprir”. Isaac Newton

“Você não conseguirá matar de fome aquele que se alimenta das promessas de Deus”. Anônimo

“Deus nunca prometeu resolver nossos problemas nem responder às nossas interrogações... Ele prometeu estar conosco”. Elisabeth Elliot

“Na prosperidade, nossos amigos nos conhecem; na adversidade, nós conhecemos nossos amigos”.  Churton Collins

”A aflição é o cão pastor de Deus que nos faz voltar ao aprisco”. Anônimo

“Jesus foi transfigurado no alto do monte, mas nos transforma no vale”. J. Charles Stern

“Para o cristão, até os vales estão em lugares altos”. D. Reginald Thomas

“É melhor ser preservado em salmoura do que apodrecer em mel”. John Trapp

“As tribulações são mestras que não cobram para ensinar”. John Trapp

“Há injustiça em Deus pelo fato de colocar seu ouro na fornalha a fim de purificá-lo?” Thomas Watson

“Deus promete uma aterrissagem segura, mas não uma viagem tranquila”. Anônimo

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Fé e obediência. Abraão, um exemplo para todos os povos. Capítulo 4

Homem esperançoso, mulher duvidosa 

Abraão iniciou sua caminhada em direção a Canaã, confiante e esperançoso, afinal não era qualquer um e também não era todo dia, que alguém recebia promessas daquele porte.

Um homem especial que não permitiu brechas ou dúvidas em seu coração, mas o que dizer de todos aqueles que estavam ao seu redor, em especial sua esposa?

Havia nela o mesmo nível de fé ou qualquer outro tipo de sentimento capaz de motivá-la a seguir em frente? Havia possibilidades de mudança de comportamento?

 

1) Homem esperançoso

O que não poderia ser julgado naquele momento era a fé daquele homem. Ninguém em sã consciência poderia se igualar ou se imaginar no mesmo patamar que Abraão.

Desistir de sonhos, futuro, mor-domias, recursos em suas terras ao lado de sua parentela para se deixar guiar em pleno deserto confiando em Deus e em suas promessas. Poucos fariam isto. Realmente sem fé seria impossível decidir, iniciar a caminhada ou agradar a Deus (Hb 11.6).


2) Como convencer Sara?

Sara, esposa de Abraão, não teve escolha, acompanhou seu marido e nunca contestou suas decisões, nem mesmo quando foram ao Egito fugindo do período de fome (Gn 12.10-20). Rebeca também sempre esteve ao lado de seu marido Isaque (Gn 26.1-4) e a mesma atitude foi tomada pelas esposas de Jacó quando retornaram para Canaã (Gn 31.1-18) e quando se mudaram para o Egito, a pedido de José (Gn 46.1-5). Estas foram as duas vezes em que José provocou mudanças na vida de Jacó.

continua...


Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

1º trimestre 2022


Todas as quintas, postarei acréscimos 
para cada um dos tópicos das lições.
 
Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

Missiologia - aula 4

24) O CRISTIANISMO E O RESPEITO PELAS OUTRAS CULTURAS

O cristianismo não tem o objetivo de padronizar o mundo e nem destruir as culturas, sua mensagem, porém, é universal. No dia do triunfo de Cristo e da Igreja, cada povo ou etnia, se apresentará louvando a Deus, na sua própria língua (Ap 5.9).

Não é preciso destruir a cultura de um povo, para levá-los a fé cristã, por que o cristianismo é transcultural. Os missionários devem respeitar as culturas de um povo. Barnabé sabia que a tradição judaica era mais uma forma de manter a identidade nacional, e que isto em nada implicaria na salvação dos novos crentes, portanto, não seria necessário observar o ritual da Lei de Moisés (At 15.19-20).

O apóstolo Paulo era um judeu rico e culto, que sacrificou as tradições de seus antepassados, deixando tudo para a salvação do maior número possível de almas (Fp 3.5-8), pois considerava a salvação dos homens mais importante do que sua identificação cultural como judeu. Todos os meios lícitos são válidos para conquistar os pecadores para o Reino de Deus. Paulo conhecia o mundo e sua geração, e soube conquistá-lo para Jesus.


25) O DESAFIO DA OBRA MISSIONÁRIA ATUAL

A evangelização mundial é uma tarefa urgente. Trata-se de um trabalho de prazo limitado, que requer ação rápida, iminente e preciosa, temos que encher o mundo com a Palavra da Fé, antes da "meia noite" (Jo 9.4). Este é um trabalho que não pode ser adiado, sob qualquer pretexto. Evangelização é o mais importante e requer urgência, mais que qualquer outra missão da Igreja.

 

26) O BRASIL E A OBRA MISSIONARIA

Estamos iniciando o século XXI com 2.500 missionários transculturais brasileiros, de todas as denominações, em mais de 70 países de todos os continentes. O Brasil tem grandes igrejas evangélicas, mas muitos países não possuem e tem alguns onde a porcentagem de crente é de dois por um. Estes dados devem despertar os crentes brasileiros para esta necessidade mundial.

 

27) O BRASIL DOS POVOS NÃO-ALCANÇADOS

O Brasil é um país de extrema riqueza étnica. As nações indígenas, europeias e africanas têm produzido em nossa nação uma variedade e complexidade cultural. A metade do nosso povo é de origem europeia, cerca de 53%, sendo entre eles portugueses, italianos, espanhóis e alemães. Outro segmento da nossa população é de origem africana, cerca de 11%. Mais de um terço de nós, somos mistura de sangue europeu, africano e índio, cerca de 34,8%. Entre esses três tipos o Evangelho tem encontrado bastante receptividade, no entanto, o mesmo não acontece com outros povos étnicos. Os principais povos não alcançados no Brasil são os indígenas, orientais e muçulmanos:

  • Povos indígenas: Hoje há no Brasil cerca de 315 mil índios espalhados em 251 tribos. Nenhum dessas tribos possui a Bíblia completa em sua própria língua! Apenas 129 delas tem contato com o Evangelho através de missionários evangélicos. Este complicado quadro acontece pelo resultado de três barreiras. a) Barreiras linguísticas: Entre as tribos indígenas, fala-se mais de 180 línguas diferentes. Apenas 34 têm o Novo Testamento. Precisamos de mais obreiros dispostos a traduzir a Bíblia para as línguas indígenas. Isso exige muita dedicação e paciência, mas é imprescindível que o povo ouça e cresça na Palavra de Deus. b) Barreira geográfica: Na maioria dos casos as tribos residem em áreas de difícil acesso, longe das cidades modernas ou até mesmo de estradas. c) Barreira política: A postura atual da FUNAI é a de vetar a entrada de missionários em muitas tribos.

  • Orientais: A maioria concentração de japoneses, fora do Japão, está no Brasil. Mais de um 1.400.000 japoneses estão espalhados no país, especialmente no interior do Estado de São Paulo. Um percentual muito alto dos japoneses é católico (60%). São poucas as missões que focalizam os japoneses, que hoje só contam com 80 igrejas evangélicas. Mais de 1.600 chineses moram no Brasil. Comparados aos grandes avanços do Evangelho na China, este povo tem mostrado poucas receptividade no Brasil;
  • Mulçumanos: Talvez o povo mais resistente ao Evangelho, os muçulmanos têm imigrado no Brasil principalmente do Oriente Médio. Crente em Ala (Deus), o Alcorão (seu livro sagrado) e em Maomé (seu profeta), os muçulmanos negam a divindade de Jesus e até sua morte na cruz. Em 1980, o censo do IBGE mostrou que no Estado de São Paulo havia 5.427 libaneses e 1.950 sírios. Existem muitas mesquitas. Vindos da síria, Arábia saudita, Líbano e Palestina, os árabes muçulmanos já se dedicaram e espalhar o islamismo aqui no Brasil. Muitas vezes é possível ver missionários muçulmanos nas rodovias e aeroportos brasileiro fazendo suas oração voltadas para Meca. Em 1993 os muçulmanos compraram um sitio em São Bernardo para construção de um “Centro Latino-Americano para o treinamento de Missionários muçulmanos”. Seguindo um plano ambicioso de islamizar a América Latina, virão missionários muçulmanos de muitos países árabes para serem treinados e enviados pelo continente. No Brasil os maiores redutos de árabes muçulmanos ficam em São Paulo, Belo Horizonte e Foz do Iguaçu. 

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

domingo, 9 de janeiro de 2022

Os patriarcas. Coincidências ou repetições da história? – Capítulo 17

Morte dos patriarcas. E o nascimento de Israel 

Todos os patriarcas enfrentaram dificuldades, ao longo de suas histórias, mas em nenhum momento duvidaram das chamadas ou promessas. Mesmo em circunstâncias nada favoráveis, permaneceram íntegros até serem promovidos às mansões celestiais.

Nenhum deles enfrentou longos períodos de enfermidades, ou morreram nas mãos de seus inimigos, pelo contrário, se fartaram em dias, vigorosos e felizes. Em alguns casos daria até para continuarem se fosse preciso. A sensação de dever cumprido foi evidente, pois a velhice deu oportunidade, a todos, para refletirem em tudo o que havia acontecido. Nada mais justo da parte de Deus. 

Continua...

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)