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sexta-feira, 22 de março de 2024

As três bestas e a brecha. Rio Eufrates – A estrada para o fim: “fechem as brechas para que o inimigo não entre”


Introdução

O rio Eufrates era essencial para o sustento dos inimigos de Israel, Babilônia e Assíria e também para o império medo-persa, povo “meio amigo dos judeus”, todos conhecidos na época como impérios do Oriente e não sobreviveriam sem o rio.

 

Atualmente, o grande rio Eufrates está secando, devido a intensos períodos de seca e mudanças climáticas. Muito embora trata-se de um prenúncio da segunda vinda de Cristo, é bom lembrar que esta situação causará problemas na região e até crises humanitárias no mundo.

 

a) Eufrates – o rio seco (Ap 16.12),  a brecha para o inimigo:

A taça da ira de Deus será derramada sobre o GRANDE Rio Eufrates (quase 3000 km de extensão que vai da Turquia até o Golfo Pérsico). Seco, se tornaria um caminho para o inimigo atravessar e atacar.

 

O rio Eufrates representa todos os poderes civis, seculares e políticos que estão a disposição na atualidade, como símbolo de segurança e controle. O rio seco simbolizará o colapso, o tempo do fim e a retirada de apoio e a brecha para que inimigos avancem.

 

Qualquer exercito é capaz de percorrer grandes distancias e atravessar obstáculos naturais, principalmente rios secos. Esta brecha aberta naturalmente facilitaria em muito as invasões por parte dos inimigos vindos do mar, terra e do mundo espiritual.

 

1) Primeiro inimigo – primeira besta: subiu do mar (Ap 13.1-2):

Se manifestará logo no inicio da tribulação, como uma pessoa inteligente, carismática, um grande líder mundial (II Ts 2.3-9; I Jo 2.18; Ap 13.1-10). Fará uma aliança com muitos, várias nações, dentre eles os judeus (Dn 9.27). Anticristo, que fingirá ser o Messias esperado. 

  • Terá sete cabeças (nações, organizações, reinos, controle, inteligência, apoio, logística)
  • Terá também dez chifres, que representam poder, liderança e governo.
  • Terá dez diademas (coroa real, poder visível), pois o Anticristo se fingirá ser o Messias, o Único que possui muitas diademas (Ap 19.12);
  • E sobre as cabeças trará um nome de blasfêmias (Ap 13.1), pois não fará nada escondido, quando se revelar ao mundo não fará questão de esconder suas intenções de oposição a Deus.

 

a) Características da primeira besta (cfe Dn 7.4-7)

  • Semelhante ao leopardo: ligeireza, esperteza, rapidez em suas ações;
  • Pés de urso: astuto, forte, coragem e ferocidade, poderio e oposição;
  • Boca de leão: domínio, destruição, força arrebatadora;
  • Receberá poder, poderio e o trono do próprio Dragão.

 

2)  Segundo inimigo - segunda besta: subiu da terra (Ap 13.11-12). O Falso Profeta:

  • Terá dois chifres semelhantes a um cordeiro (imitação, semelhança para enganar);
  • Será semelhante a um cordeiro, mas falará como o Dragão (a sua fala o denunciará);
  • Terá o poder da primeira besta quando estiver diante dela;
  • Será o líder religioso e levará as nações à idolatria

Da boca da Trindade Satânica (Dragão, Anticristo e Falso profeta – Ap 13.5; 16.13.14) sairão três espíritos imundos, semelhantes as rãs para enganar a humanidade.

 

3) Terceiro inimigo - terceira besta: vinda do mundo espiritual. A brecha aberta (Ap 16)

Porém com todo esse poderio, o Maligno não terá poder de voz para se manifestar, assim como não tem hoje, portanto usará seus enviados, o Anticristo e o Falso Profetas, as bestas que emergiram do mar e da terra.

 

Hoje o Maligno não tem poder de voz, por isso usa o próprio homem para transmitir sua mensagem. Para tanto se aproveita de brechas, tal como ocorrerá no futuro apocalíptico quando o grande rio Eufrates se secará abrindo a brecha para os inimigos do norte atacarem.

 

a) A brecha aberta, será caracterizada, pela boca do:

  • Da primeira besta, o Anticristo;
  • Da segunda besta, o Falso Profeta;
  • Da terceira besta, o homem atual.

 

b) Brecha:

  • Permissão de Deus – rio seco

 

4) Aplicação:

a) Rio como segurança

Por muito tempo, os grandes impérios, em especial Babilônia, Assíria, Média-pérsia se aproveitaram da riqueza e segurança do rio Eufrates, no entanto com o passar dos anos este rio sofre com as constantes secas.

 

Este rio seco significa, acima de tudo, falta de segurança, pois os inimigos facilmente poderiam adentrar. São ataques vindo de todas as direções, terra, mar e principalmente mundo espiritual.

 

É justamente isto que o Maligno faz, por não tem poder de voz e materialização, precisa de agentes humanos, através de brechas que espiritualmente abrimos. Assim como no período apocalíptico, o Maligno hoje possui muitos instrumentos e se não agir pela boca de um, agirá pela boca de outro, ou seja, fatalmente sempre existirá alguém.

 

O preocupante, é que não percebemos o quanto este rio (proteção) seca em nossa volta e não percebemos, tal como aconteceu com Elias, guardada as devidas proporções, que não percebeu o quanto o ribeiro de Querite secava à sua frente (I Rs 17.6-7), enquanto era alimentado por Deus.

 

b) Rio como impedimento

Assim como o rio protegia os impérios do Oriente contra ataques vindo do leste (leia-se a potência Egito e um improvável ataque dos hebreus), também poderia servir como impedimento para que estes mesmos impérios saíssem em campanha contra seus inimigos. Mesmo que pudessem existir estratégias de contorno, passagem e grandes deslocamento, era muito dificultoso a passagem de grande contingente. Com o rio seco, a porta para atacarem os hebreus estaria escancarada, porém falta muito ainda para isto acontecer. Existe hoje um impedimento natural, existe um DETENTOR, que impede este avanço. Tal como existe o DETENTOR que impede a ação imediata do Anticristo na Terra. Um dia este DETENTOR não estará mais atuando na Terra, ou simbolicamente, um dia este rio estará completamente seco e se tornará uma autoestrada que levará a caminho da terra dos hebreus.

 

5) Conclusão

Aqueles que sempre usufruíram do Rio Eufrates jamais imaginaram que um dia poderia terminar toda aquela sensação de proteção e prosperidade, no entanto, este rio está secando e uma grande brecha está sendo aberta para que o inimigo, que já está ao derredor bramando como um leão, possa atacar de todos os lados, mar, terra e mundo espiritual.

 

É justamente neste momento que devemos seguir orientações de Deus, fechando todas as brechas, para assim continuarmos sob sua proteção e bênçãos.

 

O rio está secando! Está acabando o tempo do rio na Terra. A proteção (Espírito Santo), um dia, irá embora e deixará a porta para o inimigo (Anticristo)

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 4 de março de 2024

E serão uma só carne

 "Toca em tudo que Jó possui, exceto na vida". 

O inimigo tocou em tudo, bens, servos e filhos e filhas, 

mas não tocou na esposa.

Porque? 

Porque eles

eram uma só carne.

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

A mulher sábia edifica a casa - mas tem que ter conhecimento



A mulher sabia edifica, é a construtora, pedreira, enquanto o marido é o servente que fornece os matérias, tijolo, areia , pedra etc.

 

No entanto a mulher para ser uma boa construtora deve possuir conhecimentos sobre alguns assuntos básicos, comuns em qualquer construção:


Encontrar o NÍVEL certo 
(visionária, equilibrada)

Tirar o ESQUADRO perfeito 
(justa e com retidão em suas decisões)

Conferir o PRUMO
(centrada, nem para a esquerda, nem para a direita)

 

Não basta somente ser a dita “pedreira”, tem que conhecer os fundamentos básicos de uma boa construção.

 

Deve conhecer o solo onde está pisando e construindo: arenoso, rochoso ou lamaçal, pois nestes tipos de de solo é possível construir, porém somente as casas bem edificadas e sobre as rochas é que se mantem firmes diante das dificuldades.


Não basta somente o título de EDIFICADORA, tem que conhecer e praticar, tem que ser visionária, equilibrada, justa, reta e centrada, pois sem estas características nenhuma construção resistirá. Caso contrário todas as casas estariam bem edificadas. 

Portanto não basta

somente o TÍTULO, 

é necessário a PRÁTICA. 


Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Êxodo 14 – O caminho de Deus e as três portas abertas para Israel em pleno deserto – conclusão


Após a terceira porta fechada, os hebreus continuaram a caminhada por um longo desvio. Os moabitas e amonitas, próximos que logo se colocariam como obstáculos, foram facilmente vencidos, pois não ofereceram resistência alguma, diante do poderio celestial que acompanhava Israel.

 

Na verdade, o caminho até a Terra Prometida não seria facilitado pela curta distância oferecida pela primeira porta, nem pela perigosa segunda ou muito menos pela traiçoeira terceira porta.

 

A porta que abriria a entrada da Terra Prometida esteve bem à frente dos hebreus ainda fechada, quando foi avistada ao longe, porém com a aproximação, foi se abrindo sobrenaturalmente diante dos olhos arregalados dos que usufruiriam de todos os benefícios.

 

Filisteus, foram evitados. Amalequitas foram confrontados e aniquilados ao longo da história pelo próprio Deus e os edomitas foram aos poucos virando somente pó, se tornando pequenos a cada dia. Quanto aos moabitas e amonitas, estes não foram páreos para o poderio Divino.

 

Para os três primeiros inimigos, se cumpriu um ditado popular: “aqui se faz, aqui se paga”. Filisteus, sempre em conflito com Israel, às vezes vencendo, às vezes perdendo. Amalequitas, nada puderam fazer diante do decreto de aniquilação vindo do céu. Edomitas, foi “um deles”, que ajudaram saquear Jerusalém e riram da situação, isto custou caro para os “apequenados”, que despencaram das estrelas que suspostamente imaginavam que estavam.

 

E Israel? 

Israel entrou em sua terra

para viver do leite e mel.

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Êxodo 14 – O caminho de Deus e as três portas abertas para Israel em pleno deserto – parte 3


Introdução:

Pelo caminho longo, os egípcios seriam eliminados, os filisteus, seus futuros inimigos, seriam evitados e quando chegassem em Canaã já teriam a experiência e estrutura para reprovarem a conduta pecaminosa dos cananeus, sem contar que já teriam forças suficientes para lutarem pelas suas próprias terras. A intenção de Deus era que amassem a obra e passassem este sentimento às futuras gerações.

 

Seguiram o caminho mais longo, já que para ficar marcado na história das duas nações, deveria ser algo extraordinário vindo de Deus, algo nunca visto entre os humanos, sobrenatural, socorro vindo do céu.

 

b) Um inimigo complicado – parentes próximos:

Nação vizinha e aparentada, descendentes de Esaú (Gn 36.9; Nm 20.14; Dt 23.7), que foi incluída no rol de históricos inimigos, ao longo de sua história. Eram guerreiros robustos, impetuosos e orgulhosos.

 

Deveriam ter aberto caminho e auxiliado os hebreus a entrarem em suas terras e viveriam em paz como vizinhos, com saúde, prosperidade e segurança para os dois povos (Nm 20.14-21; Dt 23.7; Sl 137.7). Em vez de ajudarem, fizeram de tudo para alongar o caminho dos hebreus, mas não impediram a entrada. E quando Jerusalém foi sitiada (Ob 1.2-18), saqueada e queimada pelos babilônios, os edomitas não ajudaram e festejaram a queda. Deram as costas para os hebreus nas duas ocasiões em que precisaram de ajuda.

 

Os hebreus precisaram de ajuda, de palavra amiga, conforto, auxílio, pão e água, mas bateram na porta errada. Procuraram as pessoas erradas para pedirem ajuda e para contarem seus projetos e problemas.

 

c) A origem dos problemas:

“Como tu fizeste, assim se fará contigo; a tua maldade cairá sobre a tua cabeça”. Uma profecia com cabal cumprimento. Porque Esaú não ficou de boca fechada quando soube que não era mais o filho primogênito (Gn 27.32, p. final). Em vez disto, abriu o bocão para reclamar e maldizer: “chegar-se-ão os dias de luto de meu pai, então matarei a Jacó, meu irmão” (Gn 27.41).

 

Jacó pensou no alto quando pediu a primogenitura, ao contrário de Esaú que pensou na terra, no baixo e no material. Enquanto Jacó pensava em ser referência para próximas gerações, Esaú somente queria ser o maioral na família.

 

Lentilhas cruas não seduziria Esaú, mas um guisado bem preparado de uma caça fresca fatalmente deixou nascer no seu coração o desejo pelo reconhecimento do pai.

 

Uma coisa tão simples foi capaz de separar duas nações. Um simples guisadinho, uma palavrinha, uma expressão mal interpretada, um olhar mais estranho. Coisas tão simples são capazes de separar pessoas.

 

“Se pisarem no nosso quintal, sairemos a espada contra ti”. Edom estava louquinho para guerrear com Israel, eles lançaram a isca, mas Moisés não mordeu.

 

d) Os erros do inimigo (falta de solidariedade):

O primeiro erro dos edomitas foi quando não deixaram os hebreus passarem pelas suas terras (Nm 20.14-21; Dt 23.7; Sl 137.7) para chegarem a Terra Prometida, mesmo com o parentesco que havia entre os povos. Foram hostis logo no primeiro no encontro. Os anos de separação não curaram as feridas do passado produzidas por Jacó e Esaú. O não dos edomitas levou os hebreus a um longo desvio no deserto. Contudo Israel não poderia considerar os edomitas abominação (Dt 23.7,8);

 

O segundo erro dos edomitas foi quando não ajudaram o Reino de Judá diante da invasão babilônica. Ficaram torcendo pela derrota e ajudaram o invasor (Ob 1.2-18). Os edomitas colaboraram indiretamente para o sucesso babilônico, durante a invasão, inclusive saquearam o devastado e quase desaparecido reino do Sul, mas porque agiram desta forma? Porque não ajudaram seus parentes?

 

A resposta para esta pergunta remonta os áureos tempos dos patriarcas. Foi muito difícil para esquecerem os feitos de Jacó e o clamor de Esaú, “não reservaste, pois, para mim uma benção” (Gn 27.36, parte final), pois a melhor parte da benção havia ficado com Israel (Gn 27.28-29) e não com Esaú. Teria sido a vingança dos edomitas?

 

Pensavam somente em si mesmos, assim como o pai Esaú: “Vou caçar para fazer o guisado (Gn 27.3). Estou com fome (Gn 25.32). De que me serve a primogenitura (Gn 25.32)”. Tal pai, tal filhos. O pai desprezou a primogenitura e sua bênçãos e então os filhos desprezaram Israel e perderam a oportunidade de viverem em paz, com segurança, saúde, prosperidade ao lado dos parentes.

 

e) A inspiração vinda de Deus para resolução do problema:

Moisés chegou contando as bênçãos recebidas no Egito e no deserto para os invejosos. Tem horas que é melhor ficar calado. Quando ele percebeu o erro já era tarde demais, pois já havia atiçado os ciúmes dos irmãos vermelhos. Porque alguém não gritou que Jacó já havia pago o preço pelos seus erros. Porque não falaram aos edomitas que Israel também já havia pago (cfe Ex 12.40) também o preço?

 

Coitado dos edomitas, pois compraram uma briga feia com Deus, mexeram com o povo errado. Agora era lei do bateu, levou. Quebrou, pagou. Procurou, achou. Edom, não adianta se prostrar de machão, pois Deus já te fez pequeno.

 

f) O fim de Edom:

Choraram, mas não conseguiram o perdão, tal como o pai Esaú (Gn 27.36b, 38; Hb 12.16). Junto com esta porta fechada pelo inimigo, Deus se antecipou e eliminou também o problema que teriam com os moabitas e amonitas, logo à frente.

 

g) Conclusão:

Outra porta que parecia aberta por Deus, mas que na verdade era uma armadilha do inimigo, que ele mesmo tratou de fechar. O caminho longo, menos desejado, era o que reservava a bênçãos. Até chegarem em Canaã foram muitas intervenções de Deus que ficaram marcadas na historia das nações e povos que se envolviam com os hebreus.

 

Um inimigo chato, complicado, orgulhoso, próximo, parente que fez de tudo para atrapalhar. Deram as costas, zombaram e riram de Israel em duas ocasiões, na primeira quando não permitiram que passassem pelo seu território e quando viram Jerusalém tombada pelos babilônios. Ai dos edomitas, Deus entrou na guerra. O problema era antigo e mal resolvido, o que lentilhas cruas não foi capaz de fazer o guisado fresco da própria caça conseguiu fazer, seduzir Esaú. Tal pai, tal filho, clamaram, choraram, mas não obtiveram perdão, tal como Esaú não recuperou nenhuma porção da benção que ele mesmo havia desprezado. O pai desprezou a benção da primogenitura e os filhos da mesma forma desprezaram a oportunidade de ajudar Israel. Se tivessem socorrido, certamente seriam prósperos, numerosos e teriam vivido em paz como bons vizinhos.

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Cabelos x dedos

Você deixaria qualquer pessoa cortar os seus cabelos? E se te falassem: “ou corto os seus cabelos ou corto seus dedos”, qual você deixaria?

 

Lição de vida: Em alguns momentos da vida precisamos sacrificar algo. Devemos ter cuidado para não sacrificarmos o errado. É melhor cortar nossos cabelos do que nossos dedos.

 

Os cabelos representam nossos planos materiais, ministeriais, profissionais, viagens e com igreja, que podem ser retomados daqui há alguns anos, caso sejam bruscamente interrompidos com o corte. Os cabelos crescem novamente com o tempo.

 

Os dedos representam

o tempo que temos com: 

família 

filhos 

pais 

saúde 

que não podem ser 

recuperados com o tempo.

 

Portanto, entre os cabelos e dedos, deixem que cortem seus cabelos, pois crescerão novamente.

 

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Êxodo 14 – O caminho de Deus e as três portas abertas para Israel em pleno deserto – parte 2


Introdução:

Ao longo da nossa caminhada, muitas oportunidades surgem em nossa vida que parecem “portas abertas” por Deus, mas que na verdade são grandes livramentos e vitória diante de inimigos, que não poderíamos combater sem a presença de Deus. Israel, em sua trajetória em direção a Terra Prometida se viu frente a inimigos desconhecidos e também presenciou caminhos que abreviariam a caminhada e que pareciam portas abertas por Deus, mas que na verdade eram armadilhas do “inimigo”

 

a) O primeiro inimigo (o primeiro que ousou se colocar no caminho)

Após a passagem pelo ar Vermelho, os hebreus imaginaram que a caminhada até à Terra Prometida seria retomada sem maiores problemas, porém um imprevisto adiaria por um breve momento a continuidade da viagem.

 

Justamente neste local foram atacados sorrateiramente pelos amalequitas, os descendentes de Esaú (Gn 36.12-16) e do povo que habitava a região da península do Sinai e se tornaram ferrenhos inimigos de Israel, os edomitas. Cruéis, bárbaros, infiéis e que aproveitava os momentos de fraqueza de seus inimigos (Dt 25.18).

 

Oficialmente foram os primeiros que ousaram a se colocar como obstáculo entre Israel e a Terra Prometida.

 

b) O inimigo espiritual enviado cheio de inveja

Os amalequitas não desejavam os despojos e riquezas dos hebreus, também não estavam pensando em proteger os cananeus que habitavam Canaã e muitos menos queriam escravos, na verdade o interesse deles era espiritual, foram enviados pelo Maligno para impedirem o cumprimento do plano de Deus. Deus fechou a porta

 

c) Deus cuida do invejoso

Então refeitos e saciados da sede, pois Deus primeiramente socorreu seu povo para que pudessem enfrentar os amalequitas. Então Israel lutou como um gigante e enfrentou este seu declarado primeiro inimigo.

 

Por terem se colocado entre Israel e a Terra Prometida, os amalequitas caíram nas mãos de Deus, que daquele momento em diante trataria diretamente com eles, até dizimá-los.

 

d) A ordem era para apagar a memoria dos amalequitas

Deus havia dito: “Escreva isto num rolo, como memorial, e declare a Josué que farei que os amalequitas sejam esquecidos para sempre debaixo do céu". Este foi o ponto inicial da queda deste povo (Ex 17.14). Todos os embaraços criados durante a história de Israel, nunca caíram no esquecimento. Tão logo entrassem em Canaã, os israelitas deveriam apagar a memória de Amaleque.

 

Deus ordenou que a guerreiros terrestres que apagassem a memória dos amalequitas, porém não cumpriram na integra todas as ordens (Ex 17.14; Dt 25.19; I Sm 15.3):

Deus ordenou ao rei Saul que exterminasse os amalequitas, porém desobediente e interesseiro, preservou o rei Agague e parte dos tesouros (I Sm 15.2-9):

  • Davi sofreu um ataque traiçoeiro, enquanto estava em batalha (I Sm 30.1-2), mas bravamente perseguiu o inimigo e os feriu;
  • O rei Ezequias também contribuiu para que todo o mal que os amalequitas fizeram no deserto aos seus antepassados fosse vingado (I Cr 4.42-43);
  • A rainha Ester se viu em apuros com Hamã, o traiçoeira agagita, provavelmente um dos descendentes do primeiro escalão real dos amalequitas (Et 3.1), que arquitetou um audacioso plano para aniquilar de vez todos os judeus que tanto odiava e que ainda habitavam nos territórios do Império Medo-persa. Mas da mesma forma como seus antepassados sucumbiu diante da promessa de Deus feita aos hebreus no início da caminhada em direção a Canaã: “Eu, totalmente hei de riscar a memória de Amaleque de debaixo dos céus” (Ex 17.14).

E pouco a pouco os amalequitas foram dizimados como cumprimento do que havia sido prometido a Moisés.

 

e) Conclusão

Em nossa caminhada são muitas as dificuldades e problemas que surgem e em meio a toda esta situação, as vezes, contemplamos escapes, as ditas “portas abertas”, que facilmente são elegidas como agir de Deus. Na verdade são armadilhas que escondem um inimigo por trás, por isto Deus se antecipa, guerreia e nos entrega a vitória. O encontro com um inimigo traiçoeiro, sorrateiro e feroz era o que preparava a segunda porta que os hebreus pensavam que tivesse sido aberta por Deus para encurtar o caminho.

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)